domingo, 28 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

HOJE É PROIBIDO E OBRIGATÓRIO!

Hoje é PROIBIDO ATESTAR VEÍCULOS AUTOMÓVEIS -olhe pelos seus interesses!
Hoje é OBRIGATÓRIO IR OUVIR OS POETAS POPULARES, ÀS 14 HORAS EM ALDEIA VELHA - olhe pela sua cultura!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXXV)

Amanhã sábado, dia 27 de Setembro, às 14 horas na Casa do Povo de Aldeia Velha realiza-se a partir das 14 horas o III Encontro de Poetas Populares no Concelho de Avis, denominado “A Aldeia tem poetas”. As entradas são livres e quem gostar de poesia popular vai ficar satisfeito por poder ouvir numa só tarde 36 poetas e poetisas vindos de sítios tão distantes como Ervidel e Cuba (Beja), do Entroncamento ou do Alandroal. Ou de sítios mais perto como Sousel, Cano, Casa Branca, Galveias e mais uma quantidade de localidades. A organização tem a chancela de qualidade da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, em parceria com a Junta de Freguesia de Aldeia Velha, a Associação Desportiva Sócio - Cultural de Aldeia Velha, e como sempre, o apoio do Município de Avis.
Como não podia deixar de ser lá vai estar presente o nosso amigo MANUEL RODRIGUES DOMINGOS, O GAIATO que hoje encerra este ciclo de nove “Cestas de Poesia” dedicadas à sua obra. Ainda fico com trabalhos em carteira…
Lembram-se por certo que em determinada altura disse que o meu convidado tinha sido taxista. Pois bem, eis como ele entendia a sua profissão:

MOTE:
OLHA A MINHA PROFISSÃO
SER POETA E SER TAXISTA;
FAÇO ISTO COM DEVOÇÃO
MAS SOU UM BOM MOTORISTA!

I
ÀS VEZES JÁ ESTOU DEITADO
OIÇO O TELEFONE A TOCAR
SEI QUE ME ESTÃO A CHAMAR
FICO LOGO PREOCUPADO;
PODIA ESTAR DESCANSADO
REPOUSAR MEU CORAÇÃO
NÃO POSSO DIZER QUE NÃO
QUE A VIDA É MESMO ASSIM
SEI QUE ALGUÉM ESPERA POR MIM
OLHA A MINHA PROFISSÃO!

II
LOGO DE MANHÃ AO LEVANTAR
JÁ TENHO SIDO ENGANADO
POR VEZES MAL TRATADO
E NÃO ME QUEREM PAGAR;
TENHO QUE ASSIM ME CONFORMAR
EU NÃO POSSO DAR NAS VISTAS
QUEM A VIDA NÃO ARRISCA
PERGUNTANDO A SUA SORTE
ATÉ CONDENADO À MORTE
É O POBRE DO TAXISTA

III
AOS DOMINGOS E AOS FERIADOS
TODOS ANDAM A PASSEAR
EU NÃO ME POSSO AFASTAR
QUE ATÉ POSSO SER CHAMADO;
E DEPOIS SOU CENSURADO
SE NÃO CUMPRIR MINHA MISSÃO
ANDAR DE CHAPÉU NA MÃO
ATÉ CONTRARIADO ÀS VEZES
PARA ATENDER OS FREGUESES
FAÇO ISTO COM DEVOÇÃO

IV
NÃO TENHO HORA PARA COMER
NEM HORAS PARA DESCANSAR
SE ALGUÉM ME VAI CHAMAR
POIS EU VOU LOGO A CORRER;
VOU DEPRESSA, SE PUDER SER,
SE A ESTRADA FOR UMA PISTA
SE EU TIVER GOLPE DE VISTA
NÃO VOU ARMAR DESACATO
HÁ QUEM ME CHAME GAIATO
MAS SOU UM BOM MOTORISTA!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PARA DESCOMPRIMIR...

O meu amigo DINIS mandou-me o seguinte e-mail que, por achar engraçado (será mesmo engraçado?), passo a compartilhar convosco:
…História de Portugal (ultra-condensada)


Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo. Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor. Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau. Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo. Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos. Com conventos a mais e dinheiro a menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para o bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas. Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se o Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios. A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães. Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma tipa vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem para aí a espalhar boatos. Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar duas secas da Grécia na final.
FIM

terça-feira, 23 de setembro de 2008

" DO CASTELO" DISTRIBUI "CASTELOS"

CASTELO DA "CHOTIÇA"
CASTELO DE AMOR

CASTELO DE PLATINA


CASTELO DE OURO



CASTELO DE PRATA




CASTELO DE TERNURA





CASTELO DE MÁRMORE






CASTELO "15 por 20"




CASTELO DE FERRO





CASTELO DE BRONZE






CASTELO DE MADEIRA MUI NOBRE







CASTELO DE ARAME





Tal como prometido, segue-se um breve resumo do modo como eu vi a Feira.


Felizmente que não olho só para o meu umbigo. Também olho para essa coisa tão boa que é a minha querida MINHOCA Correndo embora o risco de ser acusado de plágio em relação à referida MINHOCA, quero mesmo assim atribuir os meus troféus a alguns intervenientes na Feira que, segundo o meu ponto de vista, merecem destaque.



CASTELO DE PLATINA – Para um homem avisense que veio do Barreiro trazer uma lufada de ar fresco de inovação à nossa feira com uma exposição de pintura, com oito quadros sobre Avis, de superior qualidade e que dá pelo nome de Kira. Ele é bem merecedor deste prémio pois que alia à sua arte essa outra arte, não menos digna, de cativar amizades e deixar saudades. vejam a publiciddae que ele fez à nossa feira em: http://www.pintorkira.blogspot.com/)



CASTELO DE OURO – distribuído exequo entre: a D. Angélica que, não regateando a esforços e correrias, consegue ser ela o grande elo de ligação entre todos os elementos da feira; e entre essa gente anónima da Associação de Reformados que, distribuídos por zonas e durante a hora do jantar, zelam pela guarda dos vários stands enquanto os seus proprietários se banqueteiam.



CASTELO DE PRATA – Para as forças da GNR que intervindo de modo discreto mas extremamente eficaz, souberam sanar todo e qualquer burburinho que foi aniquilado logo à nascença.



CASTELO DE AMOR – Para todos aqueles e aquelas avisenses que podem só vir à sua terra natal uma vez no ano, mas essa vez coincide ou faz-se coincidir sempre com a sua/nossa feira.



CASTELO DE BRONZE – Para a Avisouro, que distribui cafés a custo zero por todos os passeantes da feira (pergunto: será que o Hélder estava de boa saúde?)


CASTELO DE MÁRMORE – Para o Francisco Alexandre e a sua exposição selvática.


CASTELO DE ANTECIPAÇÃOPara o Blogue "MINHOCA" que foi o primeiro blogue avisense a manifestar-se sobre este evento (olhe lá, minha querida, quando é que simplifica a colocação de comentários nos seus posts?)


CASTELO DE TERNURA – Para o anónimo que transportava a “sua cria” bem junto ao coração


CASTELO DE FERRO – Para o Stand da Câmara Municipal que ficou bastante aquém das minhas expectativas.


CASTELO DE MADEIRA MUI NOBRE – Para o grupo de Teatro A Fantasia, de Ervedal, pela exótica decoração do seu espaço.


CASTELO DE ÁGUA – Para o stand da Escola de vela do Município de Avis, pela imponência que aquelas duas velas colocadas à entrada do stand lhe davam.


CASTELO “15 por 20” – Para a exposição colectiva de fotografia promovida pela Casa de Cultura de Avis. Continuem rapazes e raparigas que o vosso trabalho é louvável.


CASTELO DE LATA FURADA – Para S. Pedro que não soube respeitar os superiores interesses dos feirantes mandando cá para baixo uma cacada de água como eu nunca tinha visto. Coisas destas não são de santo.


CASTELO DE ARAME – Para aquele artesão que com mestria e muita destreza fazia nomes alindados por molduras, tudo…em arame!


CASTELO DE ESPERANÇA – Para a organização da Feira que, segundo me constou, pondera a hipótese da mesma ser antecipada para o mês de Agosto


CASTELO DE AMIZADE – Para todos quantos estiveram expostos (incluindo ao temporal) nesta Feira Franca de Avis 2008.
CASTELO DA "CHOTIÇA" - Para o Rancho Folclórico de Avis que, apesar de toda a sua boa vontade, não conseguiram distribuir alguns dos melhores prémios das suas rifas...

É bom de notar que a ordem porque aqui são apresentados os prémios “DO CASTELO” não quer dizer que esteja elencada por ordem de mérito: isto é pode muito bem haver quem goste mais de ferro do que de platina, por exemplo. daí que as fotos também temham sido colocadas "à sorte", (ou quase...).






segunda-feira, 22 de setembro de 2008

FEIRA FRANCA DE AVIS 2008 - QUE DESCANSE EM PAZ

Foto "DO CASTELO" - "...o exacto momento em que o cortejo fúnebre...se iniciava"


Tendo expirado aos primeiros minutos de hoje, “DO CASTELO” registou o exacto momento em que o cortejo fúnebre da Feira Franca de Avis - Edição 2008 - se iniciava.
Que descanse em paz, não sem que por aqui ainda seja feita, logo que possível, uma análise global da mesma.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

CESTAS DE POESIA (XXXIV)

A Feira Franca de Avis começa hoje com muitas tasquinhas. Se fosse sempre assim o nosso amigo MANUEL GAIATO, melhor o Sr. Manuel Domingos Rodrigues, não teria que se queixar dos Cafés, em Avis, fecharem aos Domingos e aos feriados.
O poeta popular é mesmo assim: critica quando tem que criticar e aplaude quando tem que aplaudir.
Ora leiam o que ele escreveu, e com que subtileza, sobre este tema:

Mote:
AVIS É TERRA SAGRADA
O NOME LHE FICA BEM;
AOS DOMINGOS E AOS FERIADOS
NÃO HÁ CAFÉS P’RA NINGUÉM!

I
SERÁ TRISTE O MEU PENSAR
SERÁ TRISTE O MEU DESTINO
QUERER BEBER UM BAGACINHO
NÃO ME QUEREREM AVIAR;
CUSTAM-SE A LEVANTAR
NÃO GOSTAM DA PANGALHADA
ESQUECEM-SE DOS CAMARADAS
QUE SE TÊM QUE LEVANTAR CEDO
EU DIGO E NÃO TENHO MEDO
AVIS É TERRA SAGRADA!

II
EU JÁ NÃO TENHO ALEGRIA
NO MEU PEITO SINTO A GUERRA
HÁ SEIS CAFÉS CÁ NA TERRA
QUE FECHAM NO MESMO DIA;
POIS EU ISSO NÃO SABIA
EU SOUBE AGORA PORÉM
SEJA AQUI OU SEJA ALÉM
ACHO QUE TENHO BOM SENSO
E O CONCELHO ONDE EU PERTENÇO
O NOME LHE FICA BEM!

III
ALGUM MENOS PREGUIÇOSO
AINDA SE LEVANTA AO MEIO-DIA
SE TEM MUITA FREGUESIA
TORNA-SE LOGO VAIDOSO;
NADA TEM DE GENEROSO
ATÉ SE TORNA MAL CRIADO
NEM SEQUER ESTÁ INTERESSADO
NEM SEQUER QUER GANHAR FAMA
ESTÃO BEM DEITADOS NA CAMA
AOS DOMINGOS E AOS FERIADOS

IV
ESQUECEM-SE DOS CLIENTES
QUE OS AJUDAM A VIVER
NÃO SE QUEREM CONVENCER
DIZEM QUE NÃO ESTÃO CONTENTES;
ATÉ DIZEM MAL DA GENTE
DIZEM QUE NÃO LHE CONVÉM
ALGUM FREGUÊS QUE LÁ VEM
É DA BEBIDA É QUE GOSTA
NÃO LHE QUEREM ABRIR A PORTA
NÃO HÁ CAFÉS PARA NINGUÉM!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

NUCA MAIS É SEXTA-FEIRA!

A feira franca de Avis está à porta. Passei pelas proximidades do recinto ontem de madrugada e estava tudo na mesma. Quando por lá voltei a passar à tardinha, o “circo” já estava quase montado na sua totalidade. Quando a feira se aproxima, como que cresce em mim um desejo incontrolável de que os dias passem mais depressa. Há sempre motivos de interesse. Não pelo artesanato repetitivo, não pelos espectáculos, mas sim pelo convívio que se gera naquele encontro de gentes e que nos leva sempre a fazer novas amizades e ainda pela curiosidade em ver stands que anualmente se vão renovando graças à imaginação dos seus ocupantes.
Desde logo a exposição de mármores do Francisco Alexandre. Que nos trará de novo, que nos surpreenda, este excepcional escultor? Depois o stand do Clube de Fotografia. Por ali também aparece muita imaginação e arte. A propósito será que o habitual stand de azulejaria trará o quadro de azulejos que reproduz uma vista da vila de Avis, baseado numa foto que o ano passado foi comprado ao Clube? De referência, pela exclusividade, a venda de livros pelos Amigos de Aviz: "Há livros na Feira" Consta-se, segundo o último número da sua revista “Águia”, que o principal fornecedor de livros ( Torcato Sepúlveda) faleceu. Como irão superar essa falha?
Mas este ano a nossa Feira traz-nos uma curiosidade acrescida. Existe um pintor a residir no Barreiro, mas natural de Avis, que vai expor oito quadro com pinturas em tela de paisagens da nossa vila. O seu nome de baptismo é António Gama, o seu nome artístico é PINTOR KIRA. Já tive oportunidade de dar uma vista de olhos pelo seu trabalho e você também pode, tal como eu o fiz, aguçar o apetite. Eu já lhe digo como. Sendo a primeira vez que expõe em Avis, a fasquia da expectativa está colocada bastante alta, tanto para ele como para mim. Aconselho vivamente a visitar esta exposição parece que este ano as exposições ficam todas no mesmo espaço, o que aplaudo e entretanto podem espreitar o que vos espera, dando um salto a: www.pintorkira.blogspot.com e procurando nos seus posts imagens dos aludidos quadros. Verão que vale a pena.
Perante toda esta ansiedade de que o tempo passe depressa, só me resta um desabafo: nunca mais é sexta-feira!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ESTOU PREOCUPADO

As famílias são mesmo assim. Quando algum membro da família deixa de dar notícias ficamos preocupados, ainda que esse parentesco esteja à distância de uns primos. Vem isto a propósito do facto de que desde o mês passado ainda recebi novas do meu primo MARANHÃO. Estará doente? Se souberem alguma coisa façam favor de me avisar ou se o virem digam-lhe da minha preocupação. Também ponho a hipótese de ter tirado umas merecidas férias e nesse caso já fico mais descansado.
Embora as "Músicas da minha vida" não sejam um "programa de discos pedidos" gostava de fazer um pedido ao meu querido primo que se baseia no seguinte: nas nossas rádios passam milhões de músicas em inglês mas por qualquer razão que desconheço, a música francesa é simplesmente ignorada. Será que em França já não há cantores e canções de qualidade? Não há mais Gilbert Becaud, Edith Piaf, Françoise Hardy, France Gall, Jacques Brel, Mireille Mathieu, Julliete Gréco, etc., etc,... E o pedido era que escolhesse entre as suas preferências, (se houver alguma canção francesa) uma músiquinha francesa.
Sei que serão músicas de cota, mas lá que eram músicas bonitas eram.
Daí que, para matar saudades e desejar umas rápidas melhoras ( se for caso disso - espero que não -) ao meu amissíssimo primo lhe ofereço o seguinte vídeo, ficando, como disse, receptivo à devolução de uma das canções da sua vida em...francês.
Ora aqui vai a música/oferta deste primo-cota: http://www.youtube.com/watch?v=nYlzZSHKSuE

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

CESTAS DE POESIA (XXXIII)

Preocupado com aquilo que o rodeia e com aquilo que o aflige, MANUEL GAIATO dedicou umas décimas à velhice. Ora vejam lá se ele terá razão quando afirma:


MOTE:
SINTO A VELHICE A CHEGAR
E SINTO O CORPO A TREMER;
É CASO PARA EU PENSAR
QUALQUER DIA VOU MORRER


I
QUANDO É QUE SERÁ O DIA
EU GOSTAVA DE SABER
PENSAVA EM COMER E BEBER
TRABALHAR NUNCA MAIS QUERIA;
PERDIA ESSA MANIA
JÁ PARA MAIS NÃO PENAR
TENHO-ME QUE ASSIM CONFORMAR
EU DIGO NESTE MOMENTO
TENHO O MEU PRESSENTIMENTO
SINTO A VELHICE A CHEGAR!

II
QUANDO ME VIEREM CHAMAR
AINDA POSSO FUGIR
TENHO A MISSÃO A CUMPRIR
NÃO ME POSSO RECUSAR;
SEI QUE ISTO IRIA ACABAR
NÃO ME QUERIA CONVENCER
AGORA JÁ ESTOU A VER
QUE NÃO SE DEVE TER VAIDADE
JUNTO A MINHA INFELICIDADE
E SINTO O CORPO A TREMER!

III
AGORA ESTOU REFORMADO
NÃO SEI O QUE HEI-DE FAZER
JÁ NÃO GANHO PARA COMER
AINDA ME SINTO MAIS CANSADO;
TANTO QUE TENHO TRABALHADO
AGORA TENHO DE PARAR
EU NÃO QUERIA ACREDITAR
NEM ACREDITAR QUERIA
ACHO QUE ESTÁ CHEGANDO O DIA
É CASO PARA EU PENSAR…

IV
JÁ ME SINTO ATRAPALHADO
VOU INDO DEVAGARINHO
EU VOU ESCOLHENDO O CAMINHO
PARA NÃO CHEGAR ATRASADO;
TANTO QUE EU TENHO PENADO
QUE MAIS ME IRÁ ACONTECER,
O QUE TEREI QUE SOFRER
OU SERÁ A MINHA SORTE
ENCONTRANDO POR AÍ A MORTE
QUALQUER DIA VOU MORRER!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

COLÓQUIO: " O ASSOCIATIVISMO NO SÉCULO XXI - QUE FUTURO?"

O associativismo vai estar em debate no próximo sábado, dia 13, a partir das 14,30h no Auditório Ary dos Santos, em Avis. A iniciativa é dos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL e insere-se nas comemorações do seu décimo aniversário.
O associativismo, enquanto aglutinador de vontades e de massas tem um peso muito próprio que cada Associação tende, ou deveria tender, a que seja mais acentuado. É esse peso, essa importância, a necessidade de inovação, as dificuldades que cada Associação sente no terreno onde se desenvolve, o porquê de haver gente que desinteressadamente se empenha nestas actividades, a maior das vezes com prejuízo das próprias vidas particulares, o modo como as associações poderão melhorar o seu desempenho, que vai a debate no sábado.
Do programa constam intervenções de associações e intervenientes divididos em dois painéis e cujo programa, a que “DO CASTELO” teve acesso, vai ser o seguinte:

Sessão de abertura – 14,30horas

1º Painel – 15 horas

Associação de Pais e Encarregados de Educação das Escolas do Concelho de Avis- “ParticiPais”
Alma Alentejana – Associação para o Desenvolvimento, Cooperação e Solidariedade Social (de Almada)"Associativismo – Previsões para o século XXI”
Orfeão de Portalegre “Como nasce, cresce e sobrevive uma Associação”
Associação Gente, Desenvolvimento de Comunidades Rurais – Avis: O Associativismo enquanto espaço de intervenção”

Debate

Intervalo – 16 horas

2º Painel – 16,15 horas

Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural: “O Fenómeno Associativo: Contribuições e Reflexões da ACA_AC”
Ana Alves e Cátia Pires“ Sentidos, Práticas e Problemas do Associativismo: O caso do Centro Cultural e Recreativo da Foz do Arelho” – Estudo sociológico

Debate

21,00 horas : Espectáculo de música popular portuguesa, com o GRUPO DE CAVAQUINHOS DA ALMA ALENTEJANA, DE ALMADA

Se o programa o alicia apareça. Se o programa não o alicia apareça na mesma e diga a sua opinião no sentido de se melhorar a prestação, não só das quase trinta associações que existem no concelho de Avis, como daquelas que se fizerem representar de outros concelhos.
Você, caro(a) bloguista que às vezes pensa que não tem motivos para escrever, olhe vá até lá e depois dê-nos a conhecer a sua opinião sobre este evento.
Combinado?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

P'Laponte ACIMA e P'Laponte abaixo

Gosto de ler aponte. Talvez, por ser o único jornal regional que me chega à caixa do correio, é certo e sabido que o leio quase de fio a pavio. Com todo o respeito que o Eléctrico me merece, no entanto costumo não ler as referências ao desporto.
aponte é acima de tudo um aturado trabalho do jornalista J.L.R. que por vezes quase que tem de ir descobrir notícias onde se pensaria que elas não existem. Parabéns pela sua perspicácia e pelo modo de expor essas mesmas notícias.
Enquanto me lembrar irei fazendo por aqui uma pequena análise pessoal, em forma de pódio, àquilo que de mais relevo encontro em aponte, (não incluindo as notícias mais comezinhas que já conhecemos ou que algum bloguista mais afoito já noticiou entretanto) dividida em dois escalões: p’laponte Acima e p’laponte Abaixo.
Assim temos que considero, em relação ao nº 120, de Setembro de 2008:

P’l aponte ACIMA :

1- Desde logo a entrevista ao Sr. Jeremias Alves Governo. Quem me conhece – afinal digam lá, de vós quem é que não me conhece? – sabe que sempre me interessei por conhecer o passado das pessoas, o quanto elas foram ou são úteis nos seus trabalhos, a riqueza das suas experiências de vida. Não considerem que isto tenha algo de “cusco”.

2- A vontade expressa por Rodrigo Leão em ajudar a desenvolver Avis culturalmente q.b., sem que no entanto seja quebrada a paz que por aqui encontrou.

3- A atitude louvável do Modelo em apoiar pessoas necessitadas em Ponte de Sôr. Seria interessante se o Mini-preço e a loja Gi de Avis embarcassem em semelhante iniciativa em relação aos – muitos – necessitados de Avis.

P’l aponte abaixo:

1 – O facto dos partidos políticos com vereadores eleitos nas Câmaras de Avis e Ponte de Sôr – à excepção da CDU de Ponte de Sôr – se terem escusado a publicarem as suas opiniões. Até parece que vai tudo bem: as oposições resignadas e os partidos do poder cientes que a vitória nas próximas eleições está assegurada.

2 – O Facto da “equipa de ciclismo” promovida pela Avsouro – com destaque a foto e tudo do seu director durante a prova na Vidigueira – usar um equipamento de cor tão duvidosa (cor-de-rosa) que já levou alguém a dizer na Net e em comentários referente àquela equipa e àquela prova que ela (equipa) é um pouco "abichanada”(?)

3 – Óoooooooo Leãozinhooooooooo
O modo enternecedor como o meu amigo Joaquim Pífano se confessa um Benfiquista encapotado. Assumindo-se como Sportinguista dos quatro costados, eis que na sua crónica – superiormente escrita, como aliás tudo o que escreve e a que eu já tive acesso – acaba por dedicar mais de 80% do seu espaço ao Glorioso SLB. Todos sabemos que um homem pode mudar de mulher, pode mudar de bebida e até pode mudar de casa ou de camisa, mas há uma coisa que nunca muda: é de clube. No entanto perante um benfiquismo tão disfarçado, vá lá meu querido amigo, seja você a excepção que confirme a regra….
Afinal ainda poderei arranjar, pelo menos hoje, mais uma categoria:
a meio d’aponte:

Chegou a mania dos abaixo-assinados. O referido em relação ao Dr. Mário, conseguiu arranjar mais de mil assinaturas o que demonstra que existe muita gente descontente com a saída do Dr. de Avis. Talvez nem tanto por ser o Dr. Mário mas por ser menos um médico que aqui presta serviço, numa população cada vez mais envelhecida e necessitada de assistência médica. Aqui a opinião pública não foi ouvida previamente pois que se o tivesse sido, a avaliar pelo número de subscritores, talvez que a decisão tivesse sido outra. Por certo que esta saída já foi sentida pelos utentes do nosso Centro de Saúde.

Só um à parte que já nada tem ver com aponte:
Os abaixo-assinados valem o que valem e a maioria das vezes não valem nada, isto em termos práticos. Ainda quase que o que pedia o regresso quinzenal do Dr, Mário ao Centro de Saúde de Avis não estava encerrado e eis que já por aí anda um outro a “correr” exigindo a devolução da anterior “monumentalidade” à Praça Serpa Pinto. Não me parece viável nem acredito que tal seja possível. Se em relação ao Dr. Mário os utentes não foram auscultados nem o seu pedido de transferência foi muito bem explicado – nesse aspecto aponte fez o que pôde e devia - já em relação ao segundo tema, o mesmo foi apresentado publicamente à discussão, coisa que a esmagadora maioria das pessoas afirma não ter tido conhecimento e que eu, não concordando embora com as alterações, vou explicando que tal aconteceu a quem comigo desabafa a sua indignação pelo sucedido.
Entretanto, aqui para nós que ninguém nos ouve, já me constou que se for feita uma rotunda nas imediações de um sítio que eu cá sei e onde até não foi autorizado que fosse colocado o abaixo-assinado que se referia ao Dr. Mário, vai sair mais um abaixo-assinado de protesto contra a instalação da dita rotunda, por iniciativa dos pseudo - lesados.
E já agora: em relação ao Jardim do Mestre, o abaixo-assinado vai sair antes ou depois das obras??????
E em relação ao Largo do Convento?

domingo, 7 de setembro de 2008

A CHUVA E O VARREDOR DA RUA

Foto: "Com a chuva de sexta-feira à noite, os resíduos sólidos caninos ficaram reduzidos a metade..."


O título deste postal poderia levar-nos a pensar que iria aqui ser reproduzida uma parábola, uma história inventada, ou coisa semelhante. Mas não, o que aqui se vai tratar é de um assunto de hoje que já dura mais de três semanas. A vila de Avis já teve fama, entre outras, de ser uma vila limpa. Neste momento certamente que terá descido muitos pontos no raking nacional da limpeza, o que é sempre de lamentar. A foto acima reproduz uma situação que se mantém há três semanas bem à vontade e pode ser facilmente reconhecida por quem visite assiduamente o cemitério, fazendo o percurso a pé e pelo interior da nossa vila, desde que more antes do cruzamento para o Centro de Saúde, no sentido centro da vila - cemitério. Os donos desta moradia estão ausentes no estrangeiro pois caso contrário certamente que já eles próprios teriam limpo aquela mer…., perdão, aquela porcaria da entrada da sua porta.
Há dias, vinha eu em sentido oposto ao do cemitério, cruzei-me a cerca de vinte metros do local referido, com o varredor responsável pela limpeza daquela zona. Pensei para comigo: é hoje que aquilo dali sai. Qual não é o meu espanto, quando uns metros mais à frente, voltei o olhar para trás e verifico que à aproximação daquela porcaria, o “nosso” varredor passou-se para o outro lado da rua. Fiquei a pensar que das duas três, como se costuma dizer:
- Ou o homem é alérgico a cheiro de cocó de cão, ou é meio cego e não vê bem, ou vê de mais e foge a tempo ou...é incompetente naquilo que faz.
Com a chuva de sexta-feira à noite os resíduos sólidos caninos ficaram reduzidos a metade, por força da decomposição provocada pelas águas. Perante o que vi e aqui deixo relatado, resta-me fazer votos para que chova muito até à Feira Franca a fim de que toda aquela porcaria desapareça, porque vai causar muito desconforto a quem por ali passe a caminho da nossa feira: é que se não tiverem muito cuidado em ver onde põem os pés, arriscam-se a chegar ao destino com dois pares de solas mal cheirosas nos sapatos…

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

CESTAS DE POESIA (XXXII)

Foto: MANUEL GAIATO declama em Évora, a convite da Fundação Alentejo Terra Mãe.

Os poetas têm destas coisas. Soube que o MANEL GAIATO tinha material para ser considerado durante mais um mês o poeta das Cestas de Poesia. Contactei-o há dias para fazer a recolha de mais umas décimas mas disse-me que não estava com disposição. Finalmente ontem ( dia 9) lá o apanhei com a disposição que lhe faltava e, apesar de ainda não ter bebido um copito, segundo as suas palavras, disse-me de cór ( não esquecer que não sabe ler nem escrever), cinco décimas de sua autoria e ainda mais uma que sabia de outro autor do nosso concelho.

Já aqui referi que o nosso amigo MANEL foi convidado a integrar um grupo de poetas que em 14 de Janeiro de 2006, declamou em Évora, e a convite da Fundação Alentejo Terra Mãe. Para esse evento, preparou o seguinte trabalho de 40 pontos que aqui vos deixo:

Mote:
SOU DO CONCELHO DE AVIS
O NOME LHE FICA BEM,
SINTO-ME MUITO FELIZ
ALENTEJO TERRA MÃE!


I
COMECEI DE PEQUENINO
LOGO PENSEI EM VERSAR
ASSIM VOU CONTINUAR
PARA SEGUIR O MEU DESTINO;
NÃO ME ENGANEI NO CAMINHO
MINHA SORTE ASSIM O QUIS
NASCE UMA ALMA DE RAIZ
E A DEUS QUERO AGRADECER
EU FAÇO GOSTO EM DIZER
SOU DO CONCELHO DE AVIS!


II
PASSO A VIDA A TRABALHAR
TODA A VIDA TRABALHEI
AQUILO QUE EU JÁ PASSEI
POUCO MAIS POSSO PASSAR;
É CASO PARA EU PENSAR
AQUILO QUE ME CONVÉM
SE EU OUVIR DIZER ALGUÉM
QUE EU SOU UM HOMEM RUIM,
MAS O CONCELHO ONDE EU NASCI
O NOME LHE FICA BEM!


III
DÁ-ME PENA A MOCIDADE
PORQUE A MINHA JÁ PASSOU
AO SER AQUILO QUE SOU
SINTO UMA GRANDE VAIDADE;
ATÉ PENSO QUE É VERDADE
QUE IREI CHEGANDO AO FIM
ALGUÉM QUE REZA POR MIM
SERÁ ESSA A MINHA SORTE
ENQUANTO EU ME LIVRAR DA MORTE
SINTO-ME MUITO FELIZ!


IV
SE EU SOUBESSE QUANDO MORRIA
CONVIDAVA OS MEUS AMIGOS
PARA IREM COMIGO
ATÉ AO ÚLTIMO DIA;
ERA O MELHOR QUE EU FAZIA
SEJA AQUI OU SEJA ALÉM
QUEM ESTA IDEIA TEM
SENTIA GRANDE PRAZER
MAS FAÇO GOSTO EM DIZER
ALENTEJO TERRA MÃE!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

MENTE SÃ EM CORPO SÃO

Manter a mente activa é uma maneira de nos sentirmos vivos. Exercitar o cérebro é uma maneira positiva de nos tornarmos mais expeditos nos nossos pensamentos e nas nossas conclusões. Uma das maneiras mais interessantes de o fazer é passando algum tempo a resolver um problema de palavras cruzadas. Em que consiste este jogo? Em substituir palavras ou frases por uma só palavra que seja seu sinónimo. Por exemplo se for pedido uma palavra com cinco letras para a frase rata de sacristia, a palavra exacta é ou poderá ser beata. Paulo Freixinho é uma artista plástico que tem essa paixão pelas palavras cruzadas que muito lhe vai ensinar. Ora clique no endereço abaixo e delicie-se com uma boa dose de palavras cruzadas. Depois de experimentar a solucionar um problema por inteiro, não vai deixar de querer mais.
Experimente (mos) então;

domingo, 31 de agosto de 2008

DE VE SER MESMO MUITO CHATO!!!

Foto: "Por este andar qualquer dia tentam umas grafites..."


As obras para beneficiação da rede de águas e esgotos são sempre de aplaudir. Pede-se acima de tudo que sejam rápidas e eficazes. Passo várias vezes na Rua Machado Santos e verifico que há para aí dois meses que no troço desta rua compreendido entre o entroncamento com a Rua 1º de Maio e a Rua Simão Teles Varela – com prolongamento pela Rua Infante D. Henrique - as obras ali pararam a meio. Existe pelo menos uma derivação da canalização na parede que não foi acabada (nem sequer rebocada) e, por falta do calcetamento, o pó é tanto que os carros ali estacionados apresentam o aspecto que a foto deixa perceber( se quiser ver melhor clique na foto para ampliar). Se isto se verificasse antes da invenção da escrita, vá que não vá, nas agora em pleno Século XXI em que quase toda a gente sabe escrever, há quem não resista e vá deixando uma mensagensita escrita na camada de pó acumulada em cima dos automóveis que por ali pernoitam. Por este andar qualquer dia tentam umas grafites…
Se calhar os responsáveis acharam que haveria outras prioridades que não calcetar o trajecto acima referido, talvez acabar o empedramento da Rua Serpa Pinto (antiga Praça Serpa Pinto) mas efectivamente para quem mora naquela zona, levar com pó em cima a toda a hora, deve ser "chato comó caraças!"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

CESTAS DE POESIA - (XXXI)

MANUEL GAIATO é mesmo assim. Faz décimas quando lhe dá na "real gana" e quando acha que tem motivos para isso. Um autarca da nossa terra ter-lhe-à prometido a publicação de um livro de poesias. Depois foi adiando a iniciativa a ponto de até hoje o livro não ter sido editado. Inconformado, sentindo que fôra enganado, MANUEL GAIATO escreveu as seguinte décimas:
Mote:
EU PUS-ME A PENSAR NA VIDA
PUS-ME NA VIDA A PENSAR,
FOI QUANDO ME APERCEBI
QUE ME ANDAVAM A ENGANAR

I
PARA ME FAZEREM PROMESSAS
ANDARAM-ME A PERGUNTAR
É MESMO DE LAMENTAR
SÓ ME FALTAVA MAIS ESTA;
SERIA UMA GRANDE FESTA
SE A MISSÃO FOSSE CUMPRIDA
COMO TENHO A SENTENÇA LIDA
ANDO MUITO PREOCUPADO
MAS EU AO VER-ME ENGANADO
EU PUS-ME A PENSAR NA VIDA!

II
TUDO FAZ PARTE DA POLÍTICA
ANDAREM A PROMETER
NADA VÊEM A FAZER
POR VEZES BORRAM A ESCRITA;
DEPOIS NINGUÉM ACREDITA
É DE NÃO ACREDITAR
É MESMO DE LAMENTAR
SEMPRE FOI O MEU PLANO
AO VER-ME NUM GRANDE ENGANO
PUS-ME NA VIDA A PENSAR!

III
EU GOSTAVA DE SABER
QUAL SERIA O CULPADO
PARA FICAR DESCANSADO
EU QUERIA-LHE AGRADECER;
SE NÃO O QUERIAM FAZER
NÃO DEVIAM PENSAR ASSIM
ANDAREM ATRÁS DE MIM
PARA DEPOIS ME DESPREZAR
AO VER O TEMPO A PASSAR
FOI QUANDO EU ME APERCEBI!

IV
EU ACHO QUE AO MEU NASCER
NASCI COM ESTE CONDÃO
QUE HOUVESSE TANTO ALDRABÃO
NÃO ME QUERIA CONVENCER;
TENHO ESTE PROCEDER
ATÉ ANDAVA A GOSTAR
ANDAVA NISSO A PENSAR
ATÉ ESTARIA DESERTO
MAS ALGUÉM SE ARMOU EM ESPERTO
PARA ME ANDAR A ENGANAR!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A PASSADEIRA VERMELHA E AS FORÇAS DA REACÇÃO!

Foto 1:"embora a ciclopista não esteja sinalizada...penso que ninguém tem dúvidas que a passadeira vermelha é mesmo para os ciclistas..."
Foto 2: "Deduzo que algum elemento da reacção...se indignou com a proibição expressa de se poder vo(l)tar à direita."




1 – A PASSADEIRA VERMELHA
A passadeira vermelha é o nome carinhoso dado à ciclopista que se estende desde as imediações da Rotunda do Cemitério e a Rotunda Francisco Alexandre, lá no cruzamento para o Clube Náutico. Ora bem, está cada vez mais entranhado entre as nossas gentes esse hábito altamente saudável de passear a pé, principalmente depois de jantar, aproveitando as temperaturas amenas destas noites de Verão. Igualmente saudável o hábito de andar de bicicleta e a melhor maneira de “desmoer” o jantar é dar umas boas pedaladas. Até aqui tudo bem. Mas as coisas complicam-se quando os ciclistas pretendem utilizar a “sua” ciclopista e esta se encontra cheia de passeantes a pé. Ainda ontem assisti a esta situação caricata: iam dois ciclistas no sentido descendente da ciclopista e vinha um casal a subir a mesma, mas a pé. Ora bem, um dos ciclistas teve que sair da pista e do passeio, indo pisar a estrada e depois retomando à pista; o outro, achou por bem não sair da pista e foi travando devagar, ficando ali bem junto dos caminhantes que finalmente lá se desviaram, embora “remordendo” qualquer coisa que não percebi. Mas coisa boa não deveria ser.
Ora vamos lá a ver uma coisa: embora a ciclopista não esteja sinalizada como tal, penso que ninguém tem dúvidas de que a passadeira vermelha é mesmo para os ciclistas e os passeios que a ladeiam para os peões. Ninguém impede que os peões a utilizem igualmente mas à aproximação de ciclistas nada mais têm que fazer que desviarem-se para os passeios até eles passarem. Nada mais, porque é a sua obrigação.
Mas fica uma pergunta: e no dia que se der ali um acidente, para quem vai sobrar a “batata quente”: para o ciclista que é o legítimo utilizador daquele espaço ou para o passeante que se julga com direito a ele?

2 – AS FORÇAS DA REACÇÃO
Este conceito muito em voga durante o célebre PREC parece que ainda se mantém cá pela nossa vila. Eu passo a explicar. Ao cimo da Rua dos Mercadores existe uma placa que indica que é proibido voltar à direita. Ora bem, essa placa, no Domingo de manhã, apresentava o aspecto que a foto indica: partida e deitada abaixo. Deduzo que foi algum elemento da reacção a fazer aquele serviço porque sabendo que cá por Avis vo(l)tar é só para a esquerda, se indignou com a proibição expressa de se poder por ali vo(l)tar à direita.
Hoje já lá estava uma placa nova o que levou a que fosse proferido um comentário de alguém que não concorda, entre outras alterações que por aí pululam, com aquela nova sinalética da nossa vila:
- Se calhar quem estudou estas novas medidas do trânsito, deve ter alguma fábrica de fazer placas…
Esta não lembraria nem ao diabo!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

EM MEMÓRIA

Faz hoje vinte anos que morreu o maior compositor e intérprete que tive o prazer de ouvir. O seu nome é conhecido da maioria de vós: CARLOS PAIÃO. Brincar com as palavras, colocá-las no sítio certo e musicar temas que teimam em perpetuar-se nas nossas memórias era o que o tornava e nos tornava felizes: a morte, essa maldita, assim não o entendeu. Nasceu em Coimbra em 1 de Novembro de 1957 e faleceu em 26 de Agosto de 1 988, em acidente rodoviário, ocorrido em Rio Maior. Em 1 978 já tinha escrito mais de duzentas canções. Recordo do seu reportótio: Pó de Arroz; A Marcha do Pião das Nicas; A canção do beijinho; Zero a Zero; Play Back; Versos de Amor, Arco íris; Quando as nuvens chorarem, etc. etc. etc.
Por favor, em sua memória, oiçam umas das melhores canções, mais ternas e mais bem conseguidas deste infeliz autor médico. A canção chama-se CINDERELA e pode ser vista e ouvida carregando de seguida aqui, em http://www.youtube.com/watch?v=VIqq1XJNkBw&feature=related . É um hino à ternura!
( Acredite meu querido primo do Maranhão, que isto não é nehum plágio às canções da sua (nossa) vida - sobre isto um dia destes vou endereçar-lhe um desafio, prometo.)