domingo, 15 de junho de 2008

REGISTA-SE!

Foto: O preciso momento em que a Banda Municipal Alterense entoou os "Parabéns a você" em homenagem à ACA




O Jardim Público de Avis, junto á Escola Mestre de Avis, encheu-se de som e luz ontem à noite. Mais de 150 pessoas, de todas as faixas etárias, assistiram ao concerto do 10º Aniversário da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, que para tal convidou a Banda Municipal Alterense.
Numa noite de temperatura amena, o espectáculo foi do agrado geral, durou cerca de hora e meia, deliciando todos quantos a ele assistiram.
Do elenco, realça-se a excelente executante Margarida Monteiro, avisense que integra aquela Banda Filarmónica.
Os aplausos, que não se fizeram rogados, foram entusiásticos perante tão excelentes músicos. Por especial deferência a Banda entoou os “Parabéns a você” em homenagem à ACA, que foi brindada com uma enorme salva de palmas.
“DO CASTELO” fá-lo igualmente neste dia, com votos que continuem com a mesma garra a promover ainda muitos mais e diversos eventos deste nível cultural: PARABÉNS ACA!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

CESTAS DE POESIA ( XX )

Fptp: "O trabalho de artesanato feito pelo Sr. António Henriques enquanto declama as refridas décimas" a)




António Henriques é um artesão completo: trabalha em cortiça, madeira, corno, arame. Há quem se inspire no que vê para fazer poesia; António Henriques faz artesanato a partir da poesia que sabe ou que ouve.
Jaime Velez (O Manta Branca), como já aqui referi, foi seu “colega” em muitas feiras, tal como um certo Baubau, ali dos lados de Vila Viçosa. Ora acontece que o Jaime Velez fez umas décimas ao arado que o Mestre Sapo, da Casa Branca construiu e que ele, Jaime, como ganhão utilizou e que era puxado por dois bois pretos. Na foto acima, o trabalho de artesanato feito pelo Sr. António Henriques, enquanto declama as referidas décimas.
Mote:
O arado que o mestre fez
P’ra lavrar com dois bois pretos
Lavra bem só duma vez
E os regos ficam direitos

I
Lavra a toda a fundura
Tudo nele está bem feito
É mesmo assim ao meu jeito
Está em muito boa altura
P’ra lavrar em terra dura
É tão firme como o pez
É uma obra cortês
Ver-se lavrar é um gosto
Tudo nele está bem posto
O arado que o mestre fez!
II
Estou satisfeito e contente
Com as peças que lhe vejo
Está bem feito o rabanejo
E bem empalma o dente
Lavra e lavra assente
Não lhe posso por defeitos
Toda a arte tem preceitos
Para que bem a compreenda
Ofereceram-me esta prenda
P’ra lavrar com dois bois pretos
III
Colocadas no natural
As aivecas ambas as duas
Já tenho visto charruas
Lavrarem muito mais mal
É uma obra principal
Gabada pelo Velez
Furos naturais tem três
Dentro teiró e maxilhos
E mesmo atrás dos novilhos
Lavra bem só duma vez!
IV
A têmpera nunca falha
A ponta baixa e levanta
Tem um furo na garganta
Aonde a teiró tralha
Ampara o pescais quando encalha;
Dispenso alguns sujeitos
Os que não prestam rejeito-os
Não os gabo nem lá perto
Neste lugar puxam certo
E os regos ficam direitos!
Autor: Jaime Velez
a) Foto gentilmente cedida pela ACA

terça-feira, 10 de junho de 2008

EMPREGADO(A), PRECISA-SE!

Foto: "Local de trabalho: Antiga Estrada Nacional 243..."
EMPREGADO(A) PRECISA-SE

Condições de admissão:

Habilitações literárias : sem limite máximo nem mínimo

Finalidade: Varredor

Local de trabalho: Antiga Estrada Nacional 243, entre as Portas Nº1 e Nº 25, em Avis

Horário: 10/15 minutos por dia, três dias por semana

Finalidade: Manter esta rua limpa

Ordenado: De acordo com a convenção internacional dos assalariados com igual desempenho

Entrada: imediata e não só quando a nogueira da R. Dr. Luís Sá começar a dar nozes

Cláusula especial: serão pagas ajudas de custo, e de deslocação quando o serviço se estender a áreas como a Rua Combatentes do Ultramar, onde a erva junto aos passeios começa a ser notória; para a Rua dos Arrabaldes onde a brancura da cal e o azul das barras contrasta pela positiva com o negativo do lixo amontoado no chão; para a Zona envolvente à muralha onde as escadas (e não só) estão cheias de lixo; para a Rua Machado dos Santos onde as laranjas se amontoam no chão e vão sendo esmagadas pelos carros; ou mesmo para mais perto da Antiga E.N. 243, por exemplo na Rua 1º de Maio nomeadamente entre o Supermercado do Manuel Salvaterra e as instalações da antiga EPAC.

(Nota: não faz parte desta cláusula o varrer do milho que se encontra espalhado à porta da Igreja Matriz para - supõe-se - alimento suplementar dos pombos que ali nidificaram, sujando a entrada da Igreja, nem a limpeza da entrada dos Correios, estes por serem de propriedade particular).

Quem for admitido até dia 14 de Junho entrará no Concurso da Rua Mais suja de Avis, onde haverá três prémios em disputa, a saber: a vassoura de lata, a vassoura de prata e a vassoura de ouro.
Contacto para inscrição:
ésóverparacrer@gmail.com


sábado, 7 de junho de 2008

PARABÉNS ....

Foto 1 - "O Lago da Rotunda comemorou hoje o seu primeiro dia de vida"
Foto 2 - "A ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS AVISENSES no 29º aniversário, fez um desfile motorizado..."

Foto 3 - " O RANCHO FOLCLÓRICO DE AVIS no seu 24º Encontro de folclore..."



1 – AO LAGO DA ROTUNDAComemorou hoje o seu primeiro dia de vida. Meia dúzia de repuxos já funcionam. Acho-o demasiado banal e confesso que esperava um pouco mais. Está demasiado simples para a "era” em que já vivemos. Mesmo assim, em breve começará a servir de piscina. Com Jacuzi e tudo...
Vai uma aposta?

2 – À ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS AVISENSES – Constituídos em Maio de 1979, comemoraram hoje condignamente o seu 29º aniversário, não esquecendo aqueles que já partiram com romagens aos cemitérios de Avis e Benavila. Houve bênção de viatura nova e desfile motorizado pelas principais ruas da vila.
É pena que a maioria das pessoas só se lembrem dos Bombeiros quando lhe fazem falta.
“Eu, pecador, me confesso…”

3 – AO RANCHO FOLCLÓRICO DE AVIS - Fundado em 24 de Maio de 1989 e tendo actualmente no seu activo cerca de 65 elementos, comemorou os 24 anos de existência com a feitura do XXIV Encontro de Folclore no Auditório Municipal Ary dos Santos.
Foi prestada merecida homenagem, à D. Generosa
que conjuntamente com a D. Manuela Caçador são a espinha dorsal deste agrupamento.

P.S. Da selecção portuguesa de futebol não falo pois que há muito quem o faça…

sexta-feira, 6 de junho de 2008

CESTAS DE POESIA (IXX)

Foto: "António Henriques...há muitos anos que vive em Avis."
António Henriques nasceu no Vale de Freixo, Freguesia de Casa Branca, concelho de Sousel, no dia 13 de Abril de 1932, mas há muitos anos que vive em Avis. Sempre trabalhou no campo e desde muito cedo começou a ouvir dizer décimas aos mais velhos. E aprendia-as bem. No entanto não as podia passar para o papel porque não sabia escrever. Mas em 1 970 conseguiu tirar a quarta classe de adulto. Curiosamente no mesmo ano em que o seu filho, então com dez anos, também a fez e, imagine-se, o professor que aprovou o pai aprovou o filho no mesmo dia.
A partir daí começou a escrever tudo quanto se lembrava nuns caderninhos onde agora guarda dezenas e dezenas de versos. Sabe alguns de cór, mas não são muitos. Orgulha-se de ter convivido com o Jaime Velez, expoente máximo do repentismo poético destas nossas terras. Encontravam-se nas feiras. Não sabe fazer poesia, mas gosta de poesia. Confessa-me que há dois anos é que se aventurou a fazer umas décimas. Foi só dessa vez e vai-mas mostrar.
Feita que está a apresentação do meu convidado deste mês de Junho para as “Cestas de Poesia”, passo a transcrever umas décimas que o Sr. António me ensinou. Depois de as ler e de eu vos dizer que o Sr. António gosta de fazer artesanato em madeira, cortiça e outros materiais, percebemos porque é que uma Associação da nossa terra já o convidou para o próximo Café com Letras, no dia 12, isto a fazer fé no portal da informação avisense: aqui!
Mote:
COM MAIS PODER E MAIS FORTE
EU QUERIA QUE HOUVESSE ALGUÉM,
QUE ORDENASSE MORTE À MORTE
P’RÁ MORTE MORRER TAMBÉM!

I
NÃO É POSSÍVEL HAVER
EM TODO O MUNDO RIGOR
UMA FORÇA SUPERIOR
QUE A FAÇA SURPREENDER
TUDO NASCE PARA MORRER
TENHA BOM OU RUIM PORTE
NEM HÁ CUTELO QUE CORTE
UMA FORÇA QUE SE NÃO VÊ
NEM SE PODE IMPOR UMA LEI
COM MAIS PODER E MAIS FORTE!

II
É TÃO TRISTE A ESCURIDÃO
QUANDO A MORTE NOS CONDENA
SILENCIOSA E SERENA
MATA MESMO SEM RAZÃO
DEIXA DESGOSTO E PAIXÃO
ENTRA ONDE LHE CONVÉM
GOZA DA FORÇA QUE TEM
SEM NINGUÉM A IMPEDIR
PARA A MORTE DESTRUIR
EU QUERIA QUE HOUVESSE ALGUÉM!

III
TRISTEZA DESGOSTO E PRANTO
PRODUZ A MORTE DISCRETA
É COMO ARMA SECRETA
QUE A TODOS TIRA O ENCANTO
MESMO CRISTO COM O SEU MANTO
TAMBÉM TEVE A MESMA SORTE
COM MEDO DO MESMO GOLPE
DIZ O JUIZ NA TRIBUNA
NUNCA HOUVE LEI NENHUMA
QUE ORDENASSE MORTE À MORTE!

IV
A MORTE TÃO LIBERAL
QUE GIRA POR TODO O MUNDO
ATÉ NO LUGAR MAIS FUNDO
ELA VAI FAZER O MAL
MATA TUDO EM GERAL
E NÃO RESPEITA NINGUÉM
PELO DESTINO QUE TEM
ELA NÃO SE DEIXA VER
E NÃO HÁ NADA A FAZER
P’RÁ MORTE MORRER TAMBÉM!

AUTOR : DESCONHECIDO

quarta-feira, 4 de junho de 2008

QUEM ME MANDA A MIM SER HONESTO?


A história conta-se em poucas palavras.
Necessitei de fazer uma remessa documental via CTT. Para tal comprei um envelope azul, por 0.70€, que é franquiado para 100 gramas. Chegado à estação dos CTT, coloquei o subscrito em cima da balança e verifiquei que pesava 110 gramas. O chefe da estação – que não era o senhor que está colocado em Avis, mas um substituto – conferia umas contas na secretária lá mais atrás e eu aguardei uns dois minutos que ele me atendesse. Na balança, lá continuavam os 110 gramas assinalados. Pensei:
- O melhor é pagar a diferença dos 10 gramas, pois que pouco mais devo pagar.
Quando o chefe chegou ao balcão imprimiu a respectiva vinheta e pediu-me 1,05€. Por achar demasiado, pedi explicações e foi-me dito que por ter ultrapassado as 100 gramas tinha que pagar o escalão seguinte, que ao que penso irá dos 101 até aos 500 gramas. Não duvidando de que o funcionário não fez mais que a sua obrigação, nesse momento senti vontade de ter sido desonesto. Será que algum carteiro teria a sensibilidade manual de se aperceber que aquele envelope pesava mais 10 gramas do que devia? Quem me manda a mim ser parvo e ter a mania da honestidade?
Ah! Podia ainda ter feito outra coisa: comprar um envelope verde (que não tem limite de peso) por 0,70€, inutilizando o azul que ainda ganhava dinheiro. Mas não fui suficientemente esperto para tal…
Se lhe acontecer a si, olhe fique de pé atrás…e faça o que lhe parecer mais honesto!
Eu por mim já sei o que fazer…ou não saberei?

domingo, 1 de junho de 2008

NO MÍNIMO CURIOSO


É no mínimo curioso o facto da Sede da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra ostentar a placa acima reproduzida: será um elogio ou uma crítica?
Acham que tal poderia acontecer por cá?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA (XVIII)

Foto: "Estava a fazer um livro..."

Quem tem lido as “Cestas de Poesia” sabe que vos tinha prometido dar notícia sobre o estado de saúde do Sr. João Guilherme. Fui lá hoje.
Cheguei a sua casa por volta das nove e um quarto da manhã. A porta, pintada de encarnado tinha o postigo aberto, onde uma rede mosquiteira verde impede a entrada dos insectos. Espreitei por ele e vi-o sentado a escrever. A porta estava encostada. Abri-a e perguntei:
-Posso entrar Senhor João?
- Então não pode? Entre faça favor
Disse-lhe ao que vinha, se estava melhor, e sossegou-me que apenas não suportava muito barulho, mazelas ainda do acidente de que foi vítima uma vez que ia na sua bicicleta e em que bateu com a cabeça no asfalto. E disse-me que se sentia melhor a escrever. Estava a "fazer" um livro: dum lado da folha do caderno de tamanho A4 ia colocar décimas do outro lado quadras. Queria escrever para aí umas nove ou dez folhas.
Conversámos um bocado. Falou-me da sua aversão a idas aos médicos e das ervas que já ali tinha pendurado: a erva de S. João, o fel da terra que é bom para as febres; do seu mini-quintal onde uma faveira ostenta orgulhosa duas favas que hão-de servir para criar semente para serem semeadas para o ano que vem; de uns pés de trigo que trouxe do pé do campo da feira e que os pardais agora lhe tentavam comer – daí os plásticos para os espantarem - de dois ou três pés de feijão, de muitos poejos e de uma erva do campo, da qual não conhece o nome mas que cheira muito bem. Comprovei: efectivamente cheira muito bem, mas também não sei o nome.
Porque estas coisas da inspiração, vai-me dizendo quem sabe disto, nem sempre aparecem quando se deseja, resolvi não dar mais conversa, regressando satisfeito por ver que afinal a saúde do meu amigo estava mais ou menos normal.
E nesta sexta-feira vou pois acabar os dois meses que dediquei ao poeta João António Guilherme, de Ervedal. Não porque já não houvesse obra para publicar (...só ali numa gaveta tenho 50 décimas feitas -confidenciou-me) mas porque penso dar voz a outros poetas ou amantes da poesia da nossa terra e não só.
Do caderno que lhe ofereci e que ele me devolveu passados poucos dias com 60 quadras inscritas passo a transcrever uma dúzia que aleatoriamente copiei.
Verão que vale a pena lê-las.

I
A honra é um dever
Que esta vida contém
Não a consigo esquecer
Porque é minha também
II
Todas as freguesias
Do concelho de Avis
São as minhas simpatias
Num pensamento feliz
III
Linda vila é Valongo
Que continuo a dizer,
O meu gosto é tão longo
Não o consigo esquecer
IV
Que ninguém se iluda
Tudo pode acontecer
Ajudar quem nos ajuda
É humano esse dever
V
Por um caminho ou atalho
Segue o povo que labuta
Quer apenas o trabalho
É a riqueza que desfruta
VI
Tenho pena de quem pena
Por penas que tenha tido
Dizê-las não vale a pena
Para não ficar “desmorecido”
VII
Já comeste e bebeste
Molhaste bem a garganta
Tudo aquilo que disseste
Nada disso me espanta
VIII
Não peço nada a ninguém
Mas aceito o que me dão
Não acho nada bem
Pedir sem ter razão
IX
É tão linda a natureza
Que aquele que a inventou
Não teve bem a certeza
Da beleza que formou
X
À nossa idade avançada
Não há pressa de chegar
Porque ela não está parada
Mas ninguém a pode parar
XI
O poeta João Guilherme
Ama e sente a poesia
Tem o barco e vai ao leme
Cá na sua freguesia
XII
Tudo quanto aqui digo
É sim realidade
Garanto-lhe que fico
Mais feliz e à vontade

Ervedal, Abril de 2008
João António Guilherme
Oferece

quarta-feira, 28 de maio de 2008

É SÓ PARA LEMBRAR QUE AMANHÃ (QUINTA-FEIRA) HÁ CAFÉ COM LETRAS...

É mesmo assim: amanhã, dia 29, há Café com Letras nos Amigos de Aviz. Já estou tão farto de o (a) convidar e você nunca vai que hoje é só mesmo para lembrar.
O convite acima, se o ampliar verá que refere que o orador é o Jornalista JOÃO RUIVO e o tema a debate é a Liberdade de Imprensa.
Tenho dito!

terça-feira, 27 de maio de 2008

JÁ NASCEU O PRINCIPE AFONSO I DE AVIS!!!


EDITAL RÉGIO
Manda El rei D. Sócrates I, Engenheiro por vocação e Rei por devoção, para que conste por todo o território de aquém e além Tejo, que se emita o seguinte edital, o qual vai ser aposto nos locais e sítios do costume e que do mesmo se faça pregão:

-
Informam-se os condados de Vale de Açor, Ponte de Sôr, Malarranha e Avis, nomeadamente os moradores no enclave da Câmara Municipal de Avis, que nasceu ontem, dia 26 de Maio, entre as onze e as onze e um quarto da noite – mais coisa menos coisa - na maternidade da mui nobre e sempre leal cidade de Évora o Príncipe Afonso I de Avis, filho da Princesa Marta de Avis e do Príncipe D. Fernando II da Malarranha. O parto decorreu dentro do previsto e o neófito tem o peso e as medidas condicentes à sua idade. Usando das faculdades que me confere a Constituição Régia, decreto que, seguindo a politica de repovoamento e emprego do nosso território, seja desde já criado um lugar de trabalho na Câmara Municipal de Avis de modo a assegurar o futuro deste nosso novo cidadão.
Em Lisboa aos 27 dias do mês de Maio de 2008, ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O rei
(Assinatura ilegível,
como quase tudo quanto este rei faz
).

Habituado às mentiras do nosso Rei, “DO CASTELO” averiguou por outras fontes a veracidade da notícia e confirma-a.
Segundo o correspondente “DO CASTELO” em Évora o avô materno, o velho Arquiduque Alexandre da Ponte terá oferecido ao Príncipe Afonso uma chupeta em mármore, enquanto o Príncipe D. Fernando II da Malarranha terá oferecido uma mini-bicicleta de montanha ao seu - dele – filho. Por sua vez a avó materna, a Condessa Mariana do Vale de Açor ofereceu ao Príncipe-neto recém-nascido, um livro para anotar as horas extraordinárias quando ele for trabalhar para a Câmara, conforme o decreto Régio acima reproduzido.
Congratulando-se com esta notícia, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns e votos de felicidades para todos quanto se empenharem em fazer esta criança feliz.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA (XVII)

Hoje passo a transcrever o último "trabalho de quarenta pontos" como tmbém é conhecida a poesia em décimas, do poeta artesão JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, que durante os meses de Abril e Maio foi o poeta em destaque nesta rúbrica. Para a semana e para fecho deste ciclo irei reproduzir algumas quadras soltas do mesmo autor.
Tendo poesia para todos os gostos e todas as ocasiões, eu tenho a sorte de possuir uma boa fatia desse bolo que é a escrita do meu amigo João Guilherme.
Numa altura em que o Benfica se prepara ( mais uma vez, digo eu) para nos prometer que para o ano é que vai ser, nada melhor do que enviar este recado ao Rui Costa, novo homem forte do futebol encarnado. Ele que se cuide pois que o amigo João António Guilherme sabe como resolver a crise e diz assim:
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA
VOU JOGAR PRÓ BENFICA
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA

I
SOU UM BOM FUTEBOLISTA
POR ISSO FUI CONTRATADO
AINDA NÃO TINHA ALINHADO
JÁ ERA UM ESPECIALISTA;
ATÉ O BOM JORNALISTA
BEM ME CLASSIFICA
O POVO O JUSTIFICA
E ME DÁ TODA A RAZÃO
TENHO UMA BOA PROFISSÃO
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

II
ESTE GRUPO IRÁ VER
COMO SAIRÁ VENCEDOR
À CLASSE DESTE JOGADOR
IGUAL NÃO PODE HAVER;
PRIMOROSO EM DEFENDER
O MELHOR QUE ME FICA
PICA A BOLA QUANDO PICA
QUANDO NÃO FICA PARADO
COMO ESTOU ENTUSIASMADO
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

III
VISTO A MINHA CAMISOLA
TAMBÉM OS MEUS CALÇÕES
BOTAS COM ALTOS TACÕES
COMEÇO A JOGAR À BOLA
A OLHAR P’RÓ BANDEIROLA
ELE TUDO ME INDICA
A BOLA PARADA FICA
EU VOU MARCAR O CASTIGO
É O CAMINHO QUE SIGO
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

IV
NEM O PORTO NEM OS LEÕES
NEM BRAGA NEM BOAVISTA
O NOSSO TITULO ESTÁ À VISTA
SEREMOS OS CAMPEÕES
TEMOS BOAS CONDIÇÕES
MUITA VONTADE E GENICA
TODA A GENTE SE PRONTIFICA
A APOIAR O JOGADOR
POR SER UM BOM AMADOR
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

ESTOU TRISTE

A mensagem caiu seca no meu telemóvel às 19,35h: “o Torcato morreu.”
Fiquei sem pinga de sangue. Indaguei o que se passara. Sofria de cancro e eu não sabia que o Torcato estava doente. Ainda há pouco tempo estivera com ele no Café da Moagem.
Sendo meu amigo não o era íntimo. Mas era meu amigo e era amigo de Avis.
Estou triste. Todos os que o conhecemos estamos tristes.
Adeus amigo Torcato Sepúlveda... até um dia!
Veja mais pormoneros clicando em baixo:

segunda-feira, 19 de maio de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

ONTEM FOI ASSIM: INAUGURAÇÃO DE MANHÃ E ENCERRAMENTO À TARDE

Foto 1 - As portas da Herdade Fonte Paredes abriram-se bem cedo para inaugurar a sua Adega
Foto 2 - A juventude foi presença simpática na inauguração da Adega da Herdade Fonte Paredes

Foto 3 - VI Jogos Florais de Avis: A mesa de honra, um premiado e o apresentador de serviço


Foto 4 - VI Jogos Florais de Avis - CARLOS POEIRAS e MÁRIO COUTINHO - o espectáculo dentro de outro espectáculo



ADEGA DA HERDADE FONTE PAREDES - INAUGURADA DE MANHÃ COM MAIS 500 CONVIVAS!

Começou bem cedo a inauguração da Adega da Herdade Fonte Paredes, do empresário CEREJO que em boa hora resolveu investir em Avis. Com uvas nadas e criadas no concelho de Avis são agora aqui transformadas em vinho de alta qualidade e vendido não só para o país como para o estrangeiro. Ninguém terá dúvidas de que este empreendimento é uma mais valia de alto significado para o desenvolvimento económico do nosso concelho.
“DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns ao Sr. Cerejo e afirma sem qualquer tipo de bajulação: Avis precisa de muitos mais “Cerejos” como o senhor.


VI JOGOS FLORAIS DE AVIS – ENCERRADOS À TARDE COM MAIS DE CEM AMANTES DA CULTURA!

A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, levou a efeito ontem à tarde, no Auditório Municipal de Avis a sessão de encerramento dos VI Jogos Florais de Avis a qual contou na mesa que presidiu à cerimónia, com a presença do Sr. Presidente da Assembleia Geral e do Sr. Presidente da Direcção da ACA, do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Avis (que presenteou a Associação com uma placa comemorativa do 10º aniversário da sua fundação), de uma representante do Município de Avis e de um elemento do Júri. Apesar da responsabilidade cada vez mais acentuada, pelo prestígio que este evento vai ganhando ao longo dos anos, a cerimónia decorreu com a dignidade a que esta Associação nos tem habituado nos eventos por si efectuados. Juntar mais de cem pessoas (sendo que duas delas se deslocaram de Valongo, no Porto) para ouvir poesia penso ser, desde logo, uma acção meritória. Levar o nome de Avis a centenas de terras por esse país fora – é muito importante. Fazer com que esse nome – Avis – ultrapasse mares e seja referido no Brasil (concorreram a estes jogos 5 residentes no Brasil) penso ser excepcional.

DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns à Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural e afirma, igualmente sem qualquer tipo de bajulação: Avis precisa de muitos mais “Amigos de Aviz” como esta Associação.


sexta-feira, 16 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA (XVI)

Por questões de saúde nem o meu amigo JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, nem a Professora Maria Albertina Dordio, natural igualmente de Ervedal, e membro do Júri dos VI Jogos Florais de Avis que amanhã têm a sua sessão de encerramento a partrir das 14,30 no Auditório Ary dos Santos, podem estar presentes neste evento. Achei curioso possuir em meu poder umas décimas que o amigo JOÃO GUILHERME fez e dedicou à Senhora Professora Maria Albertina.
Por razões óbvias passo a transcrevê-las.
Mote:
ESTA GENTIL PROFESSORA
DO QUE PENSA CONCRETIZA
TEM UMA FÉ ENCANTADORA
NO PENSAMENTO DE POETIZA

I
DAR SAÚDE À CULTURA
É O QUE HÁ DE MAIS BELO
EU PRÓPRIO O REVELO
AMO E ESTIMO A LEITURA
É A MAIS LINDA ARQUITECTURA
QUE POSSUIS JOVEM SENHORA
TUA OBRA INOVADORA
CARINHOSA E SIMPÁTICA
DANDO CORAGEM À SUA PRÁTICA
ESTA GENTIL PROFESSORA

II
NO LIVRINHO QUE ESCREVEU
AS PALAVRAS TEEM VOZ
DIZEM-NOS A TODOS NÓS
O QUE MUITO ACONTECEU
POR MIM CONFESSO EU
MUITO ME SENSIBILIZA
ELA NADA IMPROVISA
PORQUE É FIRME E CONSCIENTE
ESCREVE PARA TODA A GENTE
DO QUE PENSA CONCRETIZA

III
NO GÉNERO DE INSPIRAÇÃO
É ÚNICA NO DISTRITO
NUM TEMA CULTO E BONITO
DIGNO DE ADMIRAÇÃO
BEM MERECE UM BRAZÃO
DE FIEL COMPOSITORA
JÁ INEGÁVEL VENCEDORA
DE POEMAS SEM IGUAIS
POR ESSES BONS IDEAIS
TEM UMA FÉ ENCANTADORA

IV
SEJA QUAL FOR O POETA
TERÁ QUE TER TALENTO
QUE RESPONDA AO PENSAMENTO
DA RAZÃO PURA E CONCRETA
CAMINHANDO EM LINHA RECTA
MUITA GENTE SE REGOZIJA
O PRAZER NOS SUAVIZA
AUMENTANDO O SEU VALOR
COM TANTO CARINHO E AMOR
NO PENSAMENTO DE POETIZA

quinta-feira, 15 de maio de 2008

VI JOGOS FLORAIS DE AVIS - SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Vai decorrer no próximo sábado, dia 17 a partir das 14,30h no Auditório Municipal Ary dos Santos, a sessão de encerramento dos VI Jogos Florais de Avis, uma iniciativa dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural.
Do programa fazem parte a distribuição de prémios aos galardoados com leitura dos trabalhos premiados, desde que os seus autores estejam presentes ou se façam representar por terceiros, a que se seguirá a actuação dos talentosos jovens acordeonistas avisenses Fábio Coutinho e Carlos Poeiras.
Para fim de festa haverá ainda um lanche ajantarado no Salão da Junta de Freguesia de Avis, aberto a todos aqueles que assistiram ao evento da distribuição de prémios.
As entradas são livres e mesmo que você pense que isto da poesia é "coisa de velhos", pois então aconselhe um "velho" seu amigo a que apareça lá pelo Auditório que ele certamente lhe irá depois agradecer a si a idéia que teve em o avisar de tal.
E porque não, ir você também?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

sexta-feira, 9 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA ( XV)

O meu amigo JOÃO ANTÓNIO GUILHERME anda adoentado. Não pode ouvir barulho. Para a semana penso ir visitá-lo ao Ervedal. Se assim fôr, depois dar-vos-ei notícias dele. Para já dou-vos mais umas décimas de sua autoria.

Mote:
NA MESMA CAMPA NASCERAM
DUAS ROSEIRAS A PAR,
CONFORME O VENTO AS MOVIA
IAM-SE AS ROSAS BEIJAR!


I
DEU DUAS ROSAS VERMELHAS
DESSE VERMELHO QUE OS SÁBIOS
DIZEM SER DA COR DOS LÁBIOS
ONDE O AMOR PÕE CENTELHAS
DOUTRAS GENTIS PARELHAS
ROSAS BRANCAS VIERAM
SÓ NISTO DIFERENTES ERAM
MAIS NADA AS DIFERENCIOU
A MESMA SEIVA AS CRIOU
NA MESMA CAMPA NASCERAM!

II
DIZEM CONTOS MAGOADOS
QUE AQUELE TRISTE COVAL
FORA LEITO NUPCIAL
DE DOIS JOVENS NAMORADOS,
POR AMOR CONTRARIADOS
ALI SE FORAM FINAR
MAS CONTINUARAM A AMAR
NO ALÉM, TODAVIA
POR ISSO ALI EXISTIA
DUAS ROSEIRAS A PAR!

III
A LENDA TRISTE E SINGELA
CONTA QUE AS ROSAS BRANCAS
ERA AS MÃOS PURAS E SANTAS
DA DESDITOSA DONZELA
QUERER BEIJAR AS MÃOS DELA
COMO OUTRORA O FAZIA
A ROSA BRANCA SE ABRIA
AMEIGANDO-SE DOCEMENTE
BEIJAVAM-SE CONSTANTEMENTE
CONFORME O VENTO AS MOVIA!

IV
QUANDO AS CRIANÇAS BRINCAVAM
JUNTO ÀQUELA SEPULTURA
MUITO AFIRMA E JURA
QUE AS ROSAS BRANCAS CORAVAM
AS VERMELHAS SE FECHAVAM
PARA NINGUÉM LHES TOCAR
MAS À NOITE AO LUAR
JUNTO DUM SÉQUITO DE GOIVOS
TAL QUAL LÁBIOS DE NOIVOS
IAM-SE AS ROSAS BEIJAR!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

AMANHÃ( QUINTA-FEIRA) OS AMIGOS DE AVIZ METEM A MÃO NA MASSA!!!


Amanhã é dia de “Café com Letras”, segundo a rapaziada dos Amigos de Aviz me avisou. Tratar das profissões em desuso é sempre importante mas mais importante se torna quando é possível “trabalhá-las” ao vivo. É o que vai acontecer amanhã, dia 8, a partir das 18 horas, (mais os vinte minutos de tolerância habitual) em que a OLARIA vai ser tratada ao vivo e em directo.
Convidado é ANTÓNIO NEVES SERRA, natural de Flor da Rosa, terra que ombreia com as melhores na arte da olaria. Antes de ter sido funcionário público, o amigo Serra dedicou-se ao fabrico de artigos em barro e amanhã vai ensinar os presentes como se fazem panelas, testos, etc.
Para tal, lá estará uma roda de oleiro mais o respectivo barro/massa, vindo(a) directamente de…Flor da Rosa.
Alvitro até que os pais levem os seus filhos a verem como estas coisas ”nascem” pois que muitos deles só sabem que existem nas lojas, mas como se fazem, nem por isso!
Vá lá, apareça que não se vai arrepender. As entradas são de borla e ainda pode beber um café ou um chá. Que mais quer?

Nota: (à atenção dos agentes das Finanças)
“Do Castelo” garante, sob sua honra, de que não cobra nem nunca cobrou qualquer importância,
pela publicidade que de quando em vez faz referindo as diversas actividades da ACA.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

JOVENS

Foto 1 - "Nuno Jerónimo - 5 anos"
Foto 2 - "Orlando Dias - 76 anos"



Tive que mudar o título deste “post”, pois que o meu primo, já o tinha utilizado na sua última postagem. “Velhos são os trapos” disse então ele e com razão. Mas vamos aos meus factos.
A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural efectuou ontem o seu IV passeio em BTT, denominado de Circuito das Antas ou algo parecido. O primeiro conceito positivo que se tem de tirar desta iniciativa é o facto dela ser um elo de ligação de amizades, de entreajuda e de sã camaradagem. Num mundo em que cada um se sente bem sempre e só a olhar para o seu umbigo sem se importar com o vizinho do lado (a não ser para o lixar) foi bom ver como os mais “maduros” auxiliavam os “putos” (Rui Correia, João Martins, Mário Velez, Nuno Jerónimo e César Mouquinho) que momentaneamente tinham dificuldades em ultrapassar os mais de trinta quilómetros que teve o passeio. Depois desse espírito de equipa - fora de qualquer equipa - quero realçar aqui duas presenças: o Nuno Jerónimo e o Mestre Orlando. O Primeiro que apenas com cinco anos, repito, cinco anos, conseguiu ombrear com os mais velhos e fazer a totalidade da quilometragem que constituíu este percurso de BTT. Era vê-lo em cima da bicicleta, qual miniatura no meio de “gigantes”. Este é um jovem com fibra. Depois o Mestre Orlando que com os seus setenta e seis anos demonstra uma forma invejável de estar na vida, cheio de vontade de viver e conviver. É preciso realmente ser-se muito jovem, independentemente da idade, para se apresentar no “reabastecimento sólido e líquido, na Senhora de Entre - Águas” vestido a rigor e a servir, com a simpatia que lhe é peculiar, todos aqueles que por lá almoçaram. O Mestre Orlando demonstrou assim que realmente Velhos…são os trapos.
Parabéns a estes dois jovens: a um pelo longo caminho que tem à frente para percorrer, e ao outro pelo longo caminho que já percorreu e pela forma como o percorreu.
Porque nunca é demias, repito-lhe os nomes: Nuno Jerónimo – 5 anos e Orlando Dias – 76 anos!


sexta-feira, 2 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA (XIV)

Durante o mês de Maio vamos ainda debruçar-nos sobre as obras não publicadas de JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, do Ervedal. Do verso do panfleto publicitário acima reproduzido, retirei a seguinte "obra de quarenta pontos" por ele feita e que passo a reproduzir:
Mote:
Quando fui tirar as sortes
Levava um fato emprestado
Uns sapatos sem contrafortes
Um chapéu já meio usado
I
De vez enquando recordo
esses dias juvenis
Eu simulava ser feliz
E gozava a meu modo
Dizê-lo não me incomodo
Com razões puras e fortes
Escrevo versos e motes
Responsável sou eu
Levei pouco e não era meu
QUANDO FUI TIRAR AS SORTES!
II
A pandeireta enfeitada
Com fitas de várias cores
Pintadinhas às flores
Também era emprestada
Gravatinha engomada
Das meias não estou lembrado
Um lencinho esverdiado
E tantas razões no meu rosto
Para ficar bem composto
LEVEI UM FATO EMPRESTADAO!
III
Bem contente e triunfante
Por ir bem vestido
Já ia a estar esquecido
Deste facto importante
Embora fosse distante
Não havia passaportes
Meus pés eram transportes
Asssim fui à inspecção
Bem agarradinhos ao chão
UNS SAPATOS SEM CONTRAFORTES
IV
A fingir que cantava
Assim passava o tempo
Sem me esquecer um momento
O que para traz ficava
Hora a hora eu pensava
A cismar no passado
Cada vez mais condenado
Sem razão nem motivos
Nuns dias tão festivos
UM CHAPÉU JÁ MEIO USADO!
(João António Guilherme, 1991, Ervedal, Poeta artesão)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

YES!

Foto 1 : "Mirei do lado de cima..."
Foto 2 :"...e remirei do lado de baixo."

Ao princípio pareceu-me ver mal: mirei do lado de cima e remirei do lado de baixo. E veio-me à ideia uma “história” daquelas que se contavam no tempo da outra senhora, senhora que a maioria dos leitores deste blogue já não conheceu, felizmente, digo eu, porque revela acima de tudo que ainda são muito jovens. Mas dizia eu que no tempo da outra senhora não se podia falar como agora. Ai de alguém que chamasse de Engenheiro a um Primeiro-ministro que o não fosse! Então ironizava-se de outro modo. As estradas à altura eram sempre feitas com muitas curvas. Em linha recta poupavam-se quilómetros mas por interesses ocultos a estrada era aumentada na sua extensão. É que os engenheiros, dizíamos nós, eram ingleses e ganhavam ao quilómetro. De cada vez que diziam YES! os nossos empreiteiros percebiam que era para fazer mais um S (esse) e lá saía mais uma curva na estrada.
Estou em crer que quem fez a Ciclovia de Avis não foi nenhum engenheiro inglês, mas não deixa de ser curiosa a curva que ela faz, nas imediações da rotunda da saída para o Alcórrego, no sítio onde até terça feira esteve uma árvore. A sério que o que eu não entendo é o seguinte: então se era para cortar a árvore porque não o fizeram primeiro evitando ali aquele “S”? Por certo que vai ser rectificado, mas lá que saía mais barato, ninguém tem dúvidas que saía.
A não ser que o responsável,
mesmo não sendo inglês, ganhe …ao metro!

P.S.: Já vi os candeeiros bicéfalos iluminados ( aquilo que outros já tinham visto há muito tempo) e francamente que gostei. Bom seria que agora os de cimento do outro passeio, que destoam enormemente com estes, fossem substituidos talvez por "monocéfalos" do mesmo modelo dos novos...



domingo, 27 de abril de 2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

CESTAS DE POESIA (XIII)

Já aqui deixei expresso que o meu amigo JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, de Ervedal, é um homem de convicções políticas muito próprias. Igualmente lhe reconheço um grande amor à sua terra e ao seu concelho.
No dia da Liberdade - que não sei se seria esta que ele ambicionava - deixo-vos umas décimas dedicadas à vila de Avis, cujo mote não deixa de ser interessante. Ora leiam por favor:
ADEUS Ó VILA DE AVIS
ADEUS Ó VILA DE AVIS,
ADEUS Ó VILA DE AVIS
ADEUS Ó VILA DE AVIS!

I
HÁ TANTO QUE TE CONHEÇO
POR ISSO TE VALORIZO
VILA ORDEIRA E COM JUÍZO
POR ISSO EU TE OBEDEÇO,
INFELIZMENTE FOSTE BERÇO
DUMA VIDA INFELIZ
MAS NUMA FORÇA MOTRIZ
MUITO SE RESOLVEU
DIZEM MUITOS E DIGO EU
ADEUS Ó VILA DE AVIS!

II
OS TEUS LINDOS ARRABALDES
E AS PAISAGENS MIMOSAS
COLORIDAS E CAPRICHOSAS
DE DOIS JOVENS NAMORADOS,
POR AMOR CONTRARIADOS
É UM SEM FIM DE SAUDADES
POVOS DE BOAS QUALIDADES
HOJE UM POUCO MAIS FELIZ
E DIZEM NÃO AO PASSADO
ASSIM É QUE É SER HONRADO
ADEUS Ó VILA DE AVIS!

III
AOS ANTIGOS MONUMENTOS
E AS TUAS VELHAS MURALHAS
TUDO ISTO SÃO MEDALHAS
DOS MELHORES SENTIMENTOS,
TENS TANTOS AGRUPAMENTOS
ATÉ A CRIANÇA O DIZ
NA ESCOLA ESCREVE A GIZ
PARA JAMAIS SE ESQUECER
EU TAMBÉM IREI DIZER
ADEUS Ó VILA DE AVIS!

IV
ÉS UMA AUTARQUIA EM FLOR
HÁ MUITO QUE DESABROCHOU
DECIDIU E TRANSFORMOU
DANDO RESPEITO AO VALOR,
HOJE É UM BELO ESPLENDOR
MAIS ALÉM DO QUE SE DIZ
SEGUINDO ESSA DIRECTRIZ
MUITO LONGE IRÁ TER
PARA QUE EU POSSA DIZER
ADEUS Ó VILA DE AVIS!
P.S.: a todos aqueles que se lembraram de que o dia 25 de Abril é algo mais do que o recordar da data de uma revolução, vai o meu reconhecimento e o meu obrigado.
Oxalá que todos, para o ano, o possamos lembrar de igual modo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO


Comemorando-se hoje o Dia Internacional do Livro, aqui reproduzo a capa daquele que, por ter sido o primeiro, considero um dos livros mais importantes da minha vida, pelo que ele significou em termos de aprendizagem.
Por isso mesmo, li-o hoje. E gostei. Senti-me, momentaneamente, criança.
E você, leu algum livro hoje?...e ontem? E amanhã, pensa ler?

PARABÉNS AO MUNICÍPIO DE AVIS

O ECOXXI tem como objectivos:
· Motivar os municípios para a importância do seu papel como parceiros e como agentes do processo de educação ambiental para o desenvolvimento sustentável formal e não formal;
· Envolver os municípios no apoio à implementação de programas de Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável;
· Sensibilizar os municípios para a importância da parceria com os projectos escolares no âmbito da implementação da Agenda 21 Local;
· Sensibilizar os municípios para uma maior integração das preocupações ambientais nas políticas municipais;
· Reconhecer as iniciativas/políticas em desenvolvimento no concelho, em prol do ambiente/desenvolvimento sustentável;
· Contribuir para o aparecimento das Agendas 21 Locais e para o envolvimento de diversas entidades na elaboração e implementação da Agenda 21 e no cumprimento dos seus objectivos;
· Contribuir para a elaboração de indicadores de sustentabilidade local.

Ora, na sequência da candidatura que apresentou à Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) O MUNICÍPIO DE AVIS FOI DISTINGUIDO COM A ATRIBUIÇÃO DE BANDEIRA VERDE, MEDALHA E DIPLOMA.
A participação no ECOXXI demonstra uma clara intenção, por parte do município, em percorrer o caminho da sustentabilidade. De salientar que Avis foi o único município distinguido no Distrito de Portalegre e um dos dois na região Alentejo.
“DO CASTELO” regista o facto e endereça os parabéns ao Município de Avis na pessoa dos seus representantes.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CESTAS DE POESIA ( XII)


Já vos tinha dito que o Sr. João António Guilherme escreve ( e bem) em qualquer papel que tenha por perto. Acima reproduzo a frente de publicidade feita à Feira do Livro de Avis de 1990. Do outro lado estão uma décimas que bem poderiam ser as que vos deixo hoje, mas por acaso não são.

Mote:

AQUI ESTÁS MISÉRIA CHORANDO
A TRISTEZA DO MEU LAR,
EU VIVO TRISTE PENSANDO
E CHORO EM TE VER CHORAR!


I
QUE GOLPE TÃO DOLORIDO
À FRENTE DOS OLHOS MEUS
TANTO QUE EU PEÇO A DEUS
AINDA NÃO FUI ATENDIDO,
TANTO QUE TENHO SOFRIDO
ASSIM ME VOU CONFORMANDO
O TEMPO SE VAI PASSANDO
MAIS NÃO POSSO FAZER
DESABAFO EM DIZER:
AQUI ESTÁS MISÉRIA CHORANDO!


II
NESTE MEU PEITO OPRIMIDO
TANTA PAIXÃO AQUI MORA
NÃO VEJO A LINDA AURORA
DE MIM ESTÁ ESQUECIDO
É UM MISTÉRIO ENVOLVIDO
NÃO CONSIGO DESVENDAR
E CONTINUO A ESPERAR
JÁ UM POUCO SATURADO
ÉS TU MEU FILHO ADORADO
A TRISTEZA DO MEU LAR!


III
QUANDO A PENSAR ME PONHO
NEM SEI O QUE PENSAR
ATÉ CHEGO A JULGAR
TUDO ISTO É UM SONHO
PENSO E NÃO ME OPONHO
MAS DIGO DE QUANDO EM QUANDO
SE EU ASSIM VOU SONHANDO
NÃO É SONHO É LAMENTO
PERANTE ESTE SOFRIMENTO
EU VIVO TRISTE PENSANDO!


IV
SE OLHAREM BEM O MEU ROSTO
VÊ-SE A AMARGA TRISTEZA
PELA FORÇA DA NATUREZA
VAI AUMENTANDO O DESGOSTO,
DESDE O NASCER AO SOL- POSTO
MELHOR NÃO POSSO ESPERAR
ASSIM IREI CONTINUAR
ATÉ QUANDO NÃO SEI
TANTAS VOLTAS QUE JÁ DEI
E CHORO EM TE VER CHORAR!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

AMANHÃ É DIA DE CAFÉ COM LETRAS

"DO CASTELO" recebeu o seguinte convite, que torna seu:

Café com Letras

CONVITE

Á nossa saúde
A saúde é um bem de incomensurável e incontestado valor, pelo que a sua defesa e promoção são causas que todos deveremos eleger como prioridades da e para a Vida!
A propósito do Dia Mundial da Saúde, que se comemorou no dia 7 de Abril,
É este o tema que será debatido no próximo dia 17 DE ABRIL (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigo do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencistas Eng. José Luís Bacharel e Luís José Junça.
Avis, 10 de Abril de 2008.

O Presidente da Direcção

Francisco Alexandre



DIA MUNDIAL DA SAÚDE
7 DE ABRIL

terça-feira, 15 de abril de 2008

JÁ NÃO ERA SEM TEMPO!!!

Foto: "...finalmente foi concluida a sinalização da nossa Rotunda..."



Regressei há pouco minutos a Avis, quase noite, mas deu para perceber que finalmente foi concluida a sinalização da nova Rotunda junto ao cemitério. Agora já se sabe qual o caminho a seguir, sem hesitações, pois que o traço contínuo branco que lá existiu durante tanto tempo, "atirava" com os condutores para a esquerda esquivando-se assim de circundarem a rotunda.
Fica o registo e o aplauso!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

PROVÉRBIOS ILUSTRADOS

Foto/Provérbio: "QUEM CORRE POR GOSTO NÃO CANSA" a)

a) Volta ao Alentejo em Bicicleta (passagem por Avis)


Foto/Provérbio: "BARCO PARADO NÃO ANDA!" a)



a) Foto obtida no Clube Náutico (Avis)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

CESTAS DE POESIA (XI)

Foto: "A casa onde o Sr. João António Guilherme vive não tem electricidade"


Prosseguimos hoje com a poesia de JOÃO ANTÓNIO GUILHERME.
Fui visitá-lo hoje, à noitinha, já era lusco-fusco. Estava a comer. A casa onde o Sr. João António Guilherme vive não tem electicidade. No Século XXI, no Ervedal, ainda há pessoas que vivem sem electricidade. O Sr. João Guilherme que dedicou uma vida à defesa da igualdade, não tem electricidade em casa...é diferente!
Fez no dia 1 de Março 80 anos. Como vos disse na semana passada o Sr. João escreve em tudo que seja papel onde se possa escrever. No dia 29 de Março, por ocasião do lançamento do Livro "Murmurar de Azenhas" ofereci-lhe um bloco de apontamentos para ele escrever. Pois hoje ficou satisfeito por me encontrar já que andava a ver de alguém por quem me pudesse mandar o referido bloco: é que já lá tinha escritas 60 quadras. Exacto. Leu bem: sessenta quadras devidamente identificadas através da aposição de numeração romana. O Sr. João Guilherme tirou a 4ª classe já em adulto.
Mas porque estas "Cestas" são de poesia, vou publicar mais uma obra deste poeta-artesão:
Mote:
SE TODOS TRABALHASSEM
UNIDOS SEM PRESUNÇÃO,
TALVEZ NÃO SE ENCONTRASSEM
TANTAS MISÉRIAS SEM PÃO!

I
TODOS UNIDOS A PRODUZIR
COM RELEVO E SINCERIDADE
ERA UMA IRMANDADE
A VIDA ERA A SORRIR,
ERA UMA FLOR A ABRIR
SE NINGUÉM A DESFOLHASSE
SE TODOS BEM OLHASSEM
NUM SORRISO FRATERNAL
ERA UM VIVER DIVINAL
SE TODOS TRABALHASSEM!

II
SE NÃO HOUVESSE VAIDADE
JUNTO AO LUXO E GRANDEZA
ERA UM JARDIM DE BELEZA
EM TODA A HUMANIDADE,
PAZ JUSTIÇA E HONESTIDADE
É SÍMBOLO DA RAZÃO
SERIA UM VIVER ENTÃO
COM APRUMADA ALEGRIA
NO TRABALHO DIA-A-DIA
UNIDOS SEM PRESUNÇÃO!

III
NÃO HAVIA CRIMINOSOS
NÃO HAVIA MALFEITORES
NÃO HAVIA USURPADORES
NÃO HAVIA AMBICIOSOS,
NÃO HAVIA FALTOSOS
NÃO HAVIA QUEM ROUBASSEM
NÃO HAVIA QUEM DUVIDASSEM
NÃO HAVIA MALDIÇÃO
TANTOS A SOFRER SEM RAZÃO
TALVEZ NÃO SE ENCONTRASSEM!

IV
A TERRA É TÃO GRANDE
TÃO PRECIOSA E RICA
NÃO SE JUSTIFICA
QUATRO OU CINCO NELA MANDEM,
QUE TODOS NELA ANDEM
COM A MESMA OBRIGAÇÃO
QUE NÃO HAJA EXCEPÇÃO
ASSIM REZA A LEI DE CRISTO
PARA QUE NÃO SEJA VISTO
TANTAS MISÉRIAS SEM PÃO!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

PROVÉRBIOS ILUSTRADOS

Foto/Provérbio: "ABRIL, ÁGUAS MIL" A)


A) Foto obtida ás 21 horas de hoje, em Avis.

terça-feira, 8 de abril de 2008

FEIRA É FEIRA!

Foto: "DO CASTELO" apresenta os parabéns a todos aqueles que colaboraram na realização deste evento.

Seja Feira dos Produtos, seja Feira da Saúde, Feira é Feira. E sendo da Saúde acaba por ser mais abrangente, já que os produtos vendidos na Feira dos produtos da Escola 1,2,3 Mestre de Avis, já contribuiam de maneira significativa para a manutenção de uma saúde melhorada.
Com novo figurino, espaços mais alargados, maior ocupação dos tempos, novos temas em destaque tornou-se assim mais apelativa a Feira da Saúde realizada ontem na Sede do Agrupamento Vertical de Escolas Mestre de Avis.
“DO CASTELO” apresenta, na pessoa da Coordenadora deste projecto, a Sr.ª Dr.ª Teresa Portela, os parabéns a todos aqueles que colaboraram na realização deste magnífico evento, momento alto da abertura da escola à população em geral.

( P.S.: por acaso alguém me pode dar notícias do meu primo? Qual? ESTE!)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

ÚLTIMA HORA!

Foto 1 : "Aquela árvore que fazia uma belíssima sombra aos nossos carros quando íamos ao Supermercado do Manel Jaquim...caíu" Foto 2 : "DO CASTELO" registou o momento....


Aquela árvore que fazia uma belíssima sombra aos nossos carros quando íamos ao Supermercado do "Manel Jaquim Salvaterra", não resistiu a uma rajada de vento mais forte e caiu. Por sorte não havia ali nenhum carro estacionado à hora deste acontecimento. A carrinha do Manel safou-se à justa!
"DO CASTELO" registou o momento em que a mesma era retirada do local pelos Bombeiros Voluntários e por funcionários da Câmara, supervisionados por uma patrulha da GNR.

domingo, 6 de abril de 2008

TAMBÉM JÁ POR CÁ TEMOS AS NOSSAS "OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA"

Foto: "... com a entrada do posto de turismo cheio de pedras soltas e de terra aos montes tornando pouco convitativa a sua procura..."




As obras de re(des)classificação na Praça Serpa Pinto, em Avis, estão paradas há vários dias (semanas!). Com a mesma celeridade com que começaram assim acabaram. Foi uma rapidez o modo como a calçada foi arrancada; foi uma rapidez o modo como os estacionamentos foram feitos ao alto e depois em zebra; foi uma rapidez como os separadores de mármore começaram a ficar cheios de vestígios dos pneus que os pisam; foi uma rapidez como se começaram ali a verificar congestionamentos de trânsito com carros a terem que esperar que uns desçam para outros subirem ou vice-versa; foi uma rapidez como as pessoas começaram a comentar negativamente quanto ao dito “embelezamento” daquela praça. Apesar de pessoalmente discordar com as alterações feitas, verdade seja dita que não ouvi ainda uma única pessoa concordar com as modificações numa praça que há anos mantém uma traça estabilizada. Confesso que também não perguntei a opinião aos mentores desta ideia. Os outros, os que não concordam chegaram a questionar-me se não fazíamos nada contra aquela situação. Lá lhe fui dizendo que em tempo oportuno aquelas obras tinham sido alvo de discussão pública e aí, nessa altura, é que teríamos obrigação de aparecer e demonstramos o nosso desacordo. Todos me disseram que desconheciam esse pormenor. Falta de informação deles.
Mas agora e com as obras paradas há tanto tempo, dando um aspecto de desleixo a uma praça pública que se pretendia mais bonita, com a entrada do posto de turismo – ponto preferencial para informar daquilo que temos de melhor para oferecer aos turistas – cheio de pedras soltas e terra aos montes, tornando pouco convitativa a sua procura, já de novo se ouve o Zé Povinho a murmurar: que não há dinheiro para acabar as obras, que não fazem a parte debaixo por falta de verba. E imagine-se só, ontem mesmo naquela praça, foi-me afiançado de que iria ser tudo desmanchado e voltar a ficar como estava. Não sei se acredite.
Mas numa coisa acredito: c
omo está é um péssimo cartão de visita para todos aqueles que por cá passam e, porque não, para aqueles que cá moram.
Faça-se o que se tenha que fazer, mas faça-se e depressa!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

CESTAS DE POESIA ( X )

Foto: JOÃO ANTÓNIO GUILHERME...ombreia com os melhores poetas de Ervedal e não só"


JOÃO ANTÓNIO GUILHERME é, quanto a mim o poeta com mais obra feita no concelho de Avis e não editada. Natural de Ervedal ombreia com os melhores poetas daquela localidade e não só.
Faz versos todos os dias e sobre qualquer tema. Tudo lhe serve para escrever: já me deu décimas escritas no verso de calendários, de comunicados do Partido Comunista ou da Cooperativa 1º de Maio. Assumidamente militante de esquerda, grande parte da sua obra retrata pedaços da sua vida vivida com dificuldades. Outras vezes consegue transformar situações imaginárias em algo de muito, muito engraçado. Ele vai ser o poeta do mês de Abril, já que este é mês de “Liberdade” e o Sr. João lutou pela “sua” liberdade ou pelo menos por uma liberdade ao seu modo. Por vezes, em conversas que tenho com ele, concluo que a referida liberdade ainda não foi por ele alcançada.
Serão de sua autoria todos os trabalhos aqui apresentados nas próximas cestas de poesia.
Eis pois o primeiro trabalho:


Mote:
NA HORTA DO TI PEXATA
NUMA SIMPLES CONFUSÃO,
ARMARAM UMA ZARAGATA
A CEBOLA E O FEIJÃO!

I
NUM RECANTO CRIADOR
AINDA HÁ POUCO EXISTIA
TÃO AMÁVEL HARMONIA
BELEZA PAZ E AMOR;
ERA UM AUTÊNTICO ESPLENDOR
NUMA FAMÍLIA SENSATA
MAS UMA ALFACE PIRATA
TUDO POR TUDO OFENDEU
TUDO ISTO ACONTECEU
NA HORTA DO TI PEXATA!

II
POR MOTIVO DE COBIÇA
ARMARAM A DISCUSSÃO
O TOMATE E O PIMENTÃO
OFENDERAM A NABIÇA
A COUVE ATIRADIÇA
OFENDIDA SEM RAZÃO
DESAFIA O AGRIÃO
E TUDO VAI COMEÇAR
É GRITAR E MAIS GRITAR
NUMA SIMPLES CONFUSÃO

III
SALTA O REPOLHO LOMBARDO
DESAFIA A BATATA DOCE
O PEPINO COM ELE TROUXE
P’RÓ DUELO SER TRAVADO
O MELÃO TODO ZANGADO
POR SER FAMÍLIA DA ALTA
DESAFIA A SIMPLES BATATA
PARA ENTRAR NO REBOLIÇO
JUNTO À MELANCIA E AO NABIÇO
ARMARAM UMA ZARAGATA!

IV
A CENOURA E A COUVE FLOR
A ERVILHA E O MORANGO
A BERINGELA E O MOGANGO
ERA UM ENORME TERROR,
ABÓBORA MENINA EM FLOR
A FAVA AINDA EM BOTÃO
FEIJÃO FRADE COM RAZÃO
GRITAVA EM VOZ ALTA
AOS CULPADOS DA ZARAGATA
A CEBOLA E O FEIJÃO!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

1 DE ABRIL É O "DIA DAS MENTIRAS"

Está provado que “DO CASTELO” não saem mentiras "credíveis".
Isto de ontem não teve piada nenhuma, pois não? Você acreditou que iriam arrancar as oliveiras? Claro que não. Apesar deste aumento de plantações olivícolas, há dias num canal de Televisão diziam que o preço do azeite poderia triplicar. Isso, se calhar já é verdade.
Pronto: prometo que até ao próximo dia um de Abril as mentiras que por aqui sejam vinculadas sê-lo-ão sem intenção de tal. Acidentes na recolha de informação poderão levar a isso. Só assim, pois que de outra maneira é tudo jogo limpo.
Para o ano vou ver se consigo ser mais criativo.
Entretanto deixo algumas dicas sobre o porquê do dia 1 de Abril ser o Dia das Mentiras ( se fosse só este...)

Dia da mentira
Origem: Wikipédia

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em
1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na
Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em
Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

terça-feira, 1 de abril de 2008

O BOM SENSO IMPEROU!

fOTO: " ...restos de restolho à superfície da terra lavrada, esperando a chegada de nova sementeira."



O bom senso imperou.
Há dias tínhamos feito aqui referência como se acelerava a descaracterização da paisagem alentejana nas imediações do campo de futebol de Avis, nas Terras do Rei, com a plantação de oliveiras em regime intensivo, no local onde ainda o ano passado crescia uma bonita seara de espiga.
Pois bem: “ DO CASTELO” está em condições de informar os seus leitores de que fonte segura lhe garantiu que tudo vai voltar à estaca zero. Após muitas reclamações recebidas junto da entidade bancária que financia este projecto, a referida entidade resolveu suspende-lo sendo que o mesmo será reconvertido do seguinte modo:
- para já: arranque imediato de todas as oliveiras até agora plantadas;
- depois:
dado que este ano já não é possível semear seara de trigo será implantada uma seara de beterraba;
para o ano: será semeada uma enorme seara de trigo de modo a que a paisagem genuinamente alentejana não seja agredida por iniciativas espanholas.

Parafraseando um colaborador do mui digno jornal aponte que ainda não há muito tempo se referia, numa crónica por si assinada, de que “de Espanha nem bom vento nem bom casamento” aqui temos uma manifestação inequívoca de boa vontade de “nuestros hermanos” que nos demonstram que não há regra sem excepção.
Poderemos pois captar de novo fotos como a acima reproduzida, ainda com os restos de restolho à superfície da terra lavrada, esperando a chegada de nova sementeira.
“DO CASTELO” regozija-se por isso!

segunda-feira, 31 de março de 2008

ESTAS MODERNICES....

FOto 1: Mini-maratona- MÃOS/AVIS
Foto 2 : Mini-maratona - CORES

Foto 3: Susete Mota lança "Murmurar de Azenhas"





Estas modernices…mas que raio de vida!
Então é assim: desde sexta-feira à noite que não tenho telefone. Ligaram-no há menos de uma hora. Parece que foi uma questão de humidade na central de Avis e de que não terei sido caso único. Agora está operacional e prometeram que não volta a acontecer.
Mas o curioso é que quando ele (telefone) funciona eu às vezes quase que me passo, pelas grandes “secas” que a minha mulher leva e dá ao telefone, falando em voz tão alta que penso ser desnecessário o aparelho (telefone). E o pior é que as conversas mais demoradas (estou a falar em períodos de uma hora, mais coisa menos coisa) são quase sempre quando a mim menos me convêm, ou seja quando o Benfica está a jogar (eu sei; joga mal, mas joga!) ou quando estou a tentar ouvir os noticiários. É a minha sina.
Mas, curiosamente, agora desde sexta-feira é uma aflição por não ter linha telefónica. Mais do que por não ter telefone. É que esta faz-me falta para aceder à Net. Não é nada: a minha caixa de mail já está atacada com 156 mensagens para abrir; não pude em tempo útil subscrever as suas palavras e simultaneamente agradecer ao meu amigo do MARANHÃO o ter-me considerado da mesma família – sabe que esta casa, (este CASTELO) também é sua (seu); não pude referenciar a magnífica iniciativa que foi a Mini-maratona fotográfica digital com dois temas apelativos: Mãos/Avis e Cores que decorreu no sábado de manhã e endereçar os parabéns ao meu amigo Jorge Nunes; não pude referenciar o lançamento do Livro “Murmurar de Azenhas” da poetisa Ervedalense, Susete Varela Mota, ocorrido no passado sábado da parte da tarde; não pude…eu sei lá o que não pude!
Mas isso agora já passou. Quando a minha mulher estiver a falar ao telefone vou-me lembrar destes dias de silêncio, vou sorrateiramente esgueirar-me escadas acima e ala que se faz tarde: Net com ele!
Amanhã “DO CASTELO” vai voltar a ter conversa séria outra vez!

sexta-feira, 28 de março de 2008

CESTAS DE POESIA ( IX )

Foto: " Encontrei-o hoje mesmo no Jardim do Mestre a descansar,..."



Com esta “IX Cesta de Poesia” acaba o mês que dediquei ao meu amigo Joaquim José Lourenço a quem a mãe uma vez alcunhou de Ministro. Encontrei-o hoje mesmo no Jardim do Mestre a descansar, a meio caminho entre a Casa do Benfica e a sua própria casa. Eram quase horas de almoço. O Ti Zé Carlos tinha razão ao dizer-me: “o Ministro agora anda embeiçado com a Casa do Benfica”.
Todos os dias lá vai de manhã. Lê o jornal e dá umas lérias com o Cabo Malaquias ou com quem calha a estar por ali.
Vamos pois acabar este mês, mas em discurso directo. Oiçamos pois o que me disse o nosso poeta ancião:
- Olhe, uma vez, foi no Sábado Gordo do ano de 1933, vinha eu cansado de um baile onde tinha ido tocar lá para os Montes da Aravia. Eu tocava muito bem! Ao princípio tocava e as pessoas faziam um peditório, uns davam um tostão, outros dois e eu ganhava qualquer coisa. O meu pai soube disso, ralhou comigo e para o fim já tinha um pagamento certo por cada baile que fazia. Ganhava 20 ou 25 escudos conforme as ocasiões.
Voltando ao tal Sábado Gordo, ia eu a caminho de casa quando ouvi cantar ao despique numas casas dos montes do Almadafe. Aproximei-me e meti-me ao barulho com uma “tipa” que estava a dar porrada nos homens todos que lá havia. Então foi assim. Eu é que comecei e depois ela foi-me respondendo e eu a ela. Tome lá atenção:

(Eu)
Eu vinha por aqui passando
Sem nada disto saber
Mas ouvi-te andar cantando
Voltei para traz, vim-te ver!
(Ela)
Olha quem agora veio
Mais quem agora chegou
Estava para me ir embora
Mas assim já me não vou
(Eu)
Ó alegria do mundo
Aonde é que tens andado
Eu tenho corrido tudo
E não te tenho encontrado
(Ela)
Tu andas atrás de mim
Como a pêra atrás do ramo
Tu andas para me enganar
Mas contigo fica o engano
(Eu)
Anda o sol atrás da lua
A lua atrás do luar
Minha alma atrás da tua
Sem a poder encontrar
(Ela)
A ladeira do meu monte
É custosa de “assubir”
Se não queres lá ir não vás
Que eu não te mando lá ir
(Eu)
A ladeira do teu monte
A mim não me mete medo
Eu havia de ir mais tarde
Vou uma hora mais cedo
(Ela)
Eu fui ao jardim da nora
Arrancar o pé à “sucena”
Vês o que fazes agora
E depois não tenhas pena
(Eu)
Quando é quase sol-posto
É que eu gosto de cantar
És um amor ao meu gosto
Não tenho a quem me voltar
!

Nesta altura ela atirou-se a mim e fartou-se de me dar beijos e abraços de contente. Dali fomos pelos montes fora cantar todos em coro até de madrugada, uma cantiga que eu gostava muito de cantar e que era a Canção da Maria do Carmo. Cantávamos todos assim:

Maria do Carmo
Minha padroeira
Dá-me quatro figos
Olaré sim, sim,
Da tua figueira
Ai sim sim,
Há mais quem queira
Grou-grou
E o galo cantou!
O galo cantou
Deixá-lo cantar
Maria do Carmo
Olaré sim sim
Eu hei-de te amar
Ai sim sim
Eu hei-de te amar
Grou grou grou e o galo cantou!

Com este “galo a cantar” encerra esta Cesta de Poesia. É pena vocês não poderem ouvir o sentimento com que esta canção foi interpretada: a voz raiava a saudade!
Com tristeza ficamos por aqui, pois certamente que o amigo Joaquim José Lourenço ainda teria muito mais para nos ensinar.
Talvez que tenhamos uma segunda oportunidade de o ouvir.
Para o mês que vem novo poeta virá à liça.
Até lá!

quinta-feira, 27 de março de 2008

ÁGUA-DOCE, RETIRO DA PONTE....

Foto: O "Retiro da Ponte" encontra-se a cair aos bocados!



Na passada Sexta-feira Santa estive a extasiar-me mais uma vez com a deslumbrante paisagem que se desfruta do Clube Náutico. É local que não me farto de visitar.
Em cerca de uma hora que por lá estive, de certeza que mais de meia dúzia de carros com visitantes voltaram para trás ao constatar que o “Água-Doce” estava fechado. Nós por cá já o sabemos quase todos e sabemos igualmente que sendo chamado de Água-doce ou qualquer outro nome, é de imperiosa necessidade que aquele espaço abra no mais curto espaço de tempo. Se queremos apostar no turismo de qualidade como poderemos dar-nos ao luxo de não possuir ali um restaurante/bar aberto? Mas, a verdade é que não se sabe quando isso possa acontecer e não me importa aqui aquilatar de quem é a responsabilidade. Este assunto já foi aliás tratado por "Tudo e mais alguma coisa em...Avis” e parece que ninguém chegou a grandes conclusões.
Hoje tive necessidade de ir a Benavila e cortou-se-me o coração por ver como um outro local privilegiado de restauração em Avis se encontra já a cair aos bocados, até que, mais dia menos dia, venha completamente abaixo. Estou a referir-me ao “Retiro da Ponte”, como é óbvio. Sempre pensei, se calhar erradamente, que o Retiro da Ponte ainda tinha uma localização mais completa em relação ao Clube Náutico. Aquela encruzilhada de estradas, com passagem obrigatória para tantos viajantes/passeantes, por certo que o tornam num local de eleição para um restaurante. A sua sala de refeições com vista directa e quase a “planar” sobre a Albufeira do Maranhão, era um lugar paradisíaco. Mas o estado em que se encontra é bem visível na foto acima: abandono total. Dizem que já houve quem tentasse "pegar-lhe" mas que em termos de escrituras está num caos do qual muito dificilmente se desenleará. Ao que consta, certamente que primeiro reabrirá o “Agua-Doce” ou o novo Hotel da Cortesia do que o Retiro da Ponte.
É pena que situações destas aconteçam pois que Avis, em termos de grandes espaços de restauração, até nem está assim tão bem servido. Cheguem duas excursões de turistas com vontade de por cá comerem e onde se vão “albergar” 100 pessoas ao mesmo tempo?
Atenção que os que por cá há, servem com qualidade, mas que precisávamos de espaços maiores, lá isso precisávamos (aliás, precisamos!).