Foto 2: "Deduzo que algum elemento da reacção...se indignou com a proibição expressa de se poder vo(l)tar à direita."
1 – A PASSADEIRA VERMELHA
A passadeira vermelha é o nome carinhoso dado à ciclopista que se estende desde as imediações da Rotunda do Cemitério e a Rotunda Francisco Alexandre, lá no cruzamento para o Clube Náutico. Ora bem, está cada vez mais entranhado entre as nossas gentes esse hábito altamente saudável de passear a pé, principalmente depois de jantar, aproveitando as temperaturas amenas destas noites de Verão. Igualmente saudável o hábito de andar de bicicleta e a melhor maneira de “desmoer” o jantar é dar umas boas pedaladas. Até aqui tudo bem. Mas as coisas complicam-se quando os ciclistas pretendem utilizar a “sua” ciclopista e esta se encontra cheia de passeantes a pé. Ainda ontem assisti a esta situação caricata: iam dois ciclistas no sentido descendente da ciclopista e vinha um casal a subir a mesma, mas a pé. Ora bem, um dos ciclistas teve que sair da pista e do passeio, indo pisar a estrada e depois retomando à pista; o outro, achou por bem não sair da pista e foi travando devagar, ficando ali bem junto dos caminhantes que finalmente lá se desviaram, embora “remordendo” qualquer coisa que não percebi. Mas coisa boa não deveria ser.
Ora vamos lá a ver uma coisa: embora a ciclopista não esteja sinalizada como tal, penso que ninguém tem dúvidas de que a passadeira vermelha é mesmo para os ciclistas e os passeios que a ladeiam para os peões. Ninguém impede que os peões a utilizem igualmente mas à aproximação de ciclistas nada mais têm que fazer que desviarem-se para os passeios até eles passarem. Nada mais, porque é a sua obrigação.
Mas fica uma pergunta: e no dia que se der ali um acidente, para quem vai sobrar a “batata quente”: para o ciclista que é o legítimo utilizador daquele espaço ou para o passeante que se julga com direito a ele?
2 – AS FORÇAS DA REACÇÃO
Este conceito muito em voga durante o célebre PREC parece que ainda se mantém cá pela nossa vila. Eu passo a explicar. Ao cimo da Rua dos Mercadores existe uma placa que indica que é proibido voltar à direita. Ora bem, essa placa, no Domingo de manhã, apresentava o aspecto que a foto indica: partida e deitada abaixo. Deduzo que foi algum elemento da reacção a fazer aquele serviço porque sabendo que cá por Avis vo(l)tar é só para a esquerda, se indignou com a proibição expressa de se poder por ali vo(l)tar à direita.
Hoje já lá estava uma placa nova o que levou a que fosse proferido um comentário de alguém que não concorda, entre outras alterações que por aí pululam, com aquela nova sinalética da nossa vila:
- Se calhar quem estudou estas novas medidas do trânsito, deve ter alguma fábrica de fazer placas…
Esta não lembraria nem ao diabo!















