Durante o mês de Maio vamos ainda debruçar-nos sobre as obras não publicadas de JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, do Ervedal. Do verso do panfleto publicitário acima reproduzido, retirei a seguinte "obra de quarenta pontos" por ele feita e que passo a reproduzir:sexta-feira, 2 de maio de 2008
CESTAS DE POESIA (XIV)
Durante o mês de Maio vamos ainda debruçar-nos sobre as obras não publicadas de JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, do Ervedal. Do verso do panfleto publicitário acima reproduzido, retirei a seguinte "obra de quarenta pontos" por ele feita e que passo a reproduzir:quinta-feira, 1 de maio de 2008
YES!
Foto 1 : "Mirei do lado de cima..."
Foto 2 :"...e remirei do lado de baixo."Estou em crer que quem fez a Ciclovia de Avis não foi nenhum engenheiro inglês, mas não deixa de ser curiosa a curva que ela faz, nas imediações da rotunda da saída para o Alcórrego, no sítio onde até terça feira esteve uma árvore. A sério que o que eu não entendo é o seguinte: então se era para cortar a árvore porque não o fizeram primeiro evitando ali aquele “S”? Por certo que vai ser rectificado, mas lá que saía mais barato, ninguém tem dúvidas que saía.
A não ser que o responsável, mesmo não sendo inglês, ganhe …ao metro!
P.S.: Já vi os candeeiros bicéfalos iluminados ( aquilo que outros já tinham visto há muito tempo) e francamente que gostei. Bom seria que agora os de cimento do outro passeio, que destoam enormemente com estes, fossem substituidos talvez por "monocéfalos" do mesmo modelo dos novos...
domingo, 27 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
CESTAS DE POESIA (XIII)
ADEUS Ó VILA DE AVIS,
ADEUS Ó VILA DE AVIS
ADEUS Ó VILA DE AVIS!
I
HÁ TANTO QUE TE CONHEÇO
POR ISSO TE VALORIZO
VILA ORDEIRA E COM JUÍZO
POR ISSO EU TE OBEDEÇO,
INFELIZMENTE FOSTE BERÇO
DUMA VIDA INFELIZ
MAS NUMA FORÇA MOTRIZ
MUITO SE RESOLVEU
DIZEM MUITOS E DIGO EU
ADEUS Ó VILA DE AVIS!
II
OS TEUS LINDOS ARRABALDES
E AS PAISAGENS MIMOSAS
COLORIDAS E CAPRICHOSAS
DE DOIS JOVENS NAMORADOS,
POR AMOR CONTRARIADOS
É UM SEM FIM DE SAUDADES
POVOS DE BOAS QUALIDADES
HOJE UM POUCO MAIS FELIZ
E DIZEM NÃO AO PASSADO
ASSIM É QUE É SER HONRADO
ADEUS Ó VILA DE AVIS!
III
AOS ANTIGOS MONUMENTOS
E AS TUAS VELHAS MURALHAS
TUDO ISTO SÃO MEDALHAS
DOS MELHORES SENTIMENTOS,
TENS TANTOS AGRUPAMENTOS
ATÉ A CRIANÇA O DIZ
NA ESCOLA ESCREVE A GIZ
PARA JAMAIS SE ESQUECER
EU TAMBÉM IREI DIZER
ADEUS Ó VILA DE AVIS!
IV
ÉS UMA AUTARQUIA EM FLOR
HÁ MUITO QUE DESABROCHOU
DECIDIU E TRANSFORMOU
DANDO RESPEITO AO VALOR,
HOJE É UM BELO ESPLENDOR
MAIS ALÉM DO QUE SE DIZ
SEGUINDO ESSA DIRECTRIZ
MUITO LONGE IRÁ TER
PARA QUE EU POSSA DIZER
ADEUS Ó VILA DE AVIS!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO

PARABÉNS AO MUNICÍPIO DE AVIS
· Motivar os municípios para a importância do seu papel como parceiros e como agentes do processo de educação ambiental para o desenvolvimento sustentável formal e não formal;
· Envolver os municípios no apoio à implementação de programas de Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável;
· Sensibilizar os municípios para a importância da parceria com os projectos escolares no âmbito da implementação da Agenda 21 Local;
· Sensibilizar os municípios para uma maior integração das preocupações ambientais nas políticas municipais;
· Reconhecer as iniciativas/políticas em desenvolvimento no concelho, em prol do ambiente/desenvolvimento sustentável;
· Contribuir para o aparecimento das Agendas 21 Locais e para o envolvimento de diversas entidades na elaboração e implementação da Agenda 21 e no cumprimento dos seus objectivos;
· Contribuir para a elaboração de indicadores de sustentabilidade local.
Ora, na sequência da candidatura que apresentou à Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) O MUNICÍPIO DE AVIS FOI DISTINGUIDO COM A ATRIBUIÇÃO DE BANDEIRA VERDE, MEDALHA E DIPLOMA.
A participação no ECOXXI demonstra uma clara intenção, por parte do município, em percorrer o caminho da sustentabilidade. De salientar que Avis foi o único município distinguido no Distrito de Portalegre e um dos dois na região Alentejo.
“DO CASTELO” regista o facto e endereça os parabéns ao Município de Avis na pessoa dos seus representantes.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
CESTAS DE POESIA ( XII)
Já vos tinha dito que o Sr. João António Guilherme escreve ( e bem) em qualquer papel que tenha por perto. Acima reproduzo a frente de publicidade feita à Feira do Livro de Avis de 1990. Do outro lado estão uma décimas que bem poderiam ser as que vos deixo hoje, mas por acaso não são.
Mote:
AQUI ESTÁS MISÉRIA CHORANDO
A TRISTEZA DO MEU LAR,
EU VIVO TRISTE PENSANDO
E CHORO EM TE VER CHORAR!
I
QUE GOLPE TÃO DOLORIDO
À FRENTE DOS OLHOS MEUS
TANTO QUE EU PEÇO A DEUS
AINDA NÃO FUI ATENDIDO,
TANTO QUE TENHO SOFRIDO
ASSIM ME VOU CONFORMANDO
O TEMPO SE VAI PASSANDO
MAIS NÃO POSSO FAZER
DESABAFO EM DIZER:
AQUI ESTÁS MISÉRIA CHORANDO!
II
NESTE MEU PEITO OPRIMIDO
TANTA PAIXÃO AQUI MORA
NÃO VEJO A LINDA AURORA
DE MIM ESTÁ ESQUECIDO
É UM MISTÉRIO ENVOLVIDO
NÃO CONSIGO DESVENDAR
E CONTINUO A ESPERAR
JÁ UM POUCO SATURADO
ÉS TU MEU FILHO ADORADO
A TRISTEZA DO MEU LAR!
III
QUANDO A PENSAR ME PONHO
NEM SEI O QUE PENSAR
ATÉ CHEGO A JULGAR
TUDO ISTO É UM SONHO
PENSO E NÃO ME OPONHO
MAS DIGO DE QUANDO EM QUANDO
SE EU ASSIM VOU SONHANDO
NÃO É SONHO É LAMENTO
PERANTE ESTE SOFRIMENTO
EU VIVO TRISTE PENSANDO!
IV
SE OLHAREM BEM O MEU ROSTO
VÊ-SE A AMARGA TRISTEZA
PELA FORÇA DA NATUREZA
VAI AUMENTANDO O DESGOSTO,
DESDE O NASCER AO SOL- POSTO
MELHOR NÃO POSSO ESPERAR
ASSIM IREI CONTINUAR
ATÉ QUANDO NÃO SEI
TANTAS VOLTAS QUE JÁ DEI
E CHORO EM TE VER CHORAR!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
AMANHÃ É DIA DE CAFÉ COM LETRAS
Café com Letras
CONVITE
Á nossa saúde
A saúde é um bem de incomensurável e incontestado valor, pelo que a sua defesa e promoção são causas que todos deveremos eleger como prioridades da e para a Vida!
A propósito do Dia Mundial da Saúde, que se comemorou no dia 7 de Abril,
É este o tema que será debatido no próximo dia 17 DE ABRIL (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigo do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencistas Eng. José Luís Bacharel e Luís José Junça.
Avis, 10 de Abril de 2008.
O Presidente da Direcção
Francisco Alexandre
DIA MUNDIAL DA SAÚDE
7 DE ABRIL
terça-feira, 15 de abril de 2008
JÁ NÃO ERA SEM TEMPO!!!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
PROVÉRBIOS ILUSTRADOS
a) Volta ao Alentejo em Bicicleta (passagem por Avis)
sexta-feira, 11 de abril de 2008
CESTAS DE POESIA (XI)
UNIDOS SEM PRESUNÇÃO,
TALVEZ NÃO SE ENCONTRASSEM
TANTAS MISÉRIAS SEM PÃO!
I
TODOS UNIDOS A PRODUZIR
COM RELEVO E SINCERIDADE
ERA UMA IRMANDADE
A VIDA ERA A SORRIR,
ERA UMA FLOR A ABRIR
SE NINGUÉM A DESFOLHASSE
SE TODOS BEM OLHASSEM
NUM SORRISO FRATERNAL
ERA UM VIVER DIVINAL
SE TODOS TRABALHASSEM!
II
SE NÃO HOUVESSE VAIDADE
JUNTO AO LUXO E GRANDEZA
ERA UM JARDIM DE BELEZA
EM TODA A HUMANIDADE,
PAZ JUSTIÇA E HONESTIDADE
É SÍMBOLO DA RAZÃO
SERIA UM VIVER ENTÃO
COM APRUMADA ALEGRIA
NO TRABALHO DIA-A-DIA
UNIDOS SEM PRESUNÇÃO!
NÃO HAVIA CRIMINOSOS
NÃO HAVIA MALFEITORES
NÃO HAVIA USURPADORES
NÃO HAVIA AMBICIOSOS,
NÃO HAVIA FALTOSOS
NÃO HAVIA QUEM ROUBASSEM
NÃO HAVIA QUEM DUVIDASSEM
NÃO HAVIA MALDIÇÃO
TANTOS A SOFRER SEM RAZÃO
TALVEZ NÃO SE ENCONTRASSEM!
IV
A TERRA É TÃO GRANDE
TÃO PRECIOSA E RICA
NÃO SE JUSTIFICA
QUATRO OU CINCO NELA MANDEM,
QUE TODOS NELA ANDEM
COM A MESMA OBRIGAÇÃO
QUE NÃO HAJA EXCEPÇÃO
ASSIM REZA A LEI DE CRISTO
PARA QUE NÃO SEJA VISTO
TANTAS MISÉRIAS SEM PÃO!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
FEIRA É FEIRA!
Foto: "DO CASTELO" apresenta os parabéns a todos aqueles que colaboraram na realização deste evento.Seja Feira dos Produtos, seja Feira da Saúde, Feira é Feira. E sendo da Saúde acaba por ser mais abrangente, já que os produtos vendidos na Feira dos produtos da Escola 1,2,3 Mestre de Avis, já contribuiam de maneira significativa para a manutenção de uma saúde melhorada.
Com novo figurino, espaços mais alargados, maior ocupação dos tempos, novos temas em destaque tornou-se assim mais apelativa a Feira da Saúde realizada ontem na Sede do Agrupamento Vertical de Escolas Mestre de Avis.
“DO CASTELO” apresenta, na pessoa da Coordenadora deste projecto, a Sr.ª Dr.ª Teresa Portela, os parabéns a todos aqueles que colaboraram na realização deste magnífico evento, momento alto da abertura da escola à população em geral.
( P.S.: por acaso alguém me pode dar notícias do meu primo? Qual? ESTE!)
segunda-feira, 7 de abril de 2008
ÚLTIMA HORA!
Foto 1 : "Aquela árvore que fazia uma belíssima sombra aos nossos carros quando íamos ao Supermercado do Manel Jaquim...caíu"
Foto 2 : "DO CASTELO" registou o momento....domingo, 6 de abril de 2008
TAMBÉM JÁ POR CÁ TEMOS AS NOSSAS "OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA"
Foto: "... com a entrada do posto de turismo cheio de pedras soltas e de terra aos montes tornando pouco convitativa a sua procura..."As obras de re(des)classificação na Praça Serpa Pinto, em Avis, estão paradas há vários dias (semanas!). Com a mesma celeridade com que começaram assim acabaram. Foi uma rapidez o modo como a calçada foi arrancada; foi uma rapidez o modo como os estacionamentos foram feitos ao alto e depois em zebra; foi uma rapidez como os separadores de mármore começaram a ficar cheios de vestígios dos pneus que os pisam; foi uma rapidez como se começaram ali a verificar congestionamentos de trânsito com carros a terem que esperar que uns desçam para outros subirem ou vice-versa; foi uma rapidez como as pessoas começaram a comentar negativamente quanto ao dito “embelezamento” daquela praça. Apesar de pessoalmente discordar com as alterações feitas, verdade seja dita que não ouvi ainda uma única pessoa concordar com as modificações numa praça que há anos mantém uma traça estabilizada. Confesso que também não perguntei a opinião aos mentores desta ideia. Os outros, os que não concordam chegaram a questionar-me se não fazíamos nada contra aquela situação. Lá lhe fui dizendo que em tempo oportuno aquelas obras tinham sido alvo de discussão pública e aí, nessa altura, é que teríamos obrigação de aparecer e demonstramos o nosso desacordo. Todos me disseram que desconheciam esse pormenor. Falta de informação deles.
Mas agora e com as obras paradas há tanto tempo, dando um aspecto de desleixo a uma praça pública que se pretendia mais bonita, com a entrada do posto de turismo – ponto preferencial para informar daquilo que temos de melhor para oferecer aos turistas – cheio de pedras soltas e terra aos montes, tornando pouco convitativa a sua procura, já de novo se ouve o Zé Povinho a murmurar: que não há dinheiro para acabar as obras, que não fazem a parte debaixo por falta de verba. E imagine-se só, ontem mesmo naquela praça, foi-me afiançado de que iria ser tudo desmanchado e voltar a ficar como estava. Não sei se acredite.
Mas numa coisa acredito: como está é um péssimo cartão de visita para todos aqueles que por cá passam e, porque não, para aqueles que cá moram.
Faça-se o que se tenha que fazer, mas faça-se e depressa!
sábado, 5 de abril de 2008
O PORTO É CAMPEÃO, CARAGO!!!!
sexta-feira, 4 de abril de 2008
CESTAS DE POESIA ( X )
Serão de sua autoria todos os trabalhos aqui apresentados nas próximas cestas de poesia.
Eis pois o primeiro trabalho:
Mote:
NA HORTA DO TI PEXATA
NUMA SIMPLES CONFUSÃO,
ARMARAM UMA ZARAGATA
A CEBOLA E O FEIJÃO!
NUM RECANTO CRIADOR
AINDA HÁ POUCO EXISTIA
TÃO AMÁVEL HARMONIA
BELEZA PAZ E AMOR;
ERA UM AUTÊNTICO ESPLENDOR
NUMA FAMÍLIA SENSATA
MAS UMA ALFACE PIRATA
TUDO POR TUDO OFENDEU
TUDO ISTO ACONTECEU
NA HORTA DO TI PEXATA!
POR MOTIVO DE COBIÇA
ARMARAM A DISCUSSÃO
O TOMATE E O PIMENTÃO
OFENDERAM A NABIÇA
A COUVE ATIRADIÇA
OFENDIDA SEM RAZÃO
DESAFIA O AGRIÃO
E TUDO VAI COMEÇAR
É GRITAR E MAIS GRITAR
NUMA SIMPLES CONFUSÃO
III
SALTA O REPOLHO LOMBARDO
DESAFIA A BATATA DOCE
O PEPINO COM ELE TROUXE
P’RÓ DUELO SER TRAVADO
O MELÃO TODO ZANGADO
POR SER FAMÍLIA DA ALTA
DESAFIA A SIMPLES BATATA
PARA ENTRAR NO REBOLIÇO
JUNTO À MELANCIA E AO NABIÇO
ARMARAM UMA ZARAGATA!
IV
A CENOURA E A COUVE FLOR
A ERVILHA E O MORANGO
A BERINGELA E O MOGANGO
ERA UM ENORME TERROR,
ABÓBORA MENINA EM FLOR
A FAVA AINDA EM BOTÃO
FEIJÃO FRADE COM RAZÃO
GRITAVA EM VOZ ALTA
AOS CULPADOS DA ZARAGATA
A CEBOLA E O FEIJÃO!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
1 DE ABRIL É O "DIA DAS MENTIRAS"
Pronto: prometo que até ao próximo dia um de Abril as mentiras que por aqui sejam vinculadas sê-lo-ão sem intenção de tal. Acidentes na recolha de informação poderão levar a isso. Só assim, pois que de outra maneira é tudo jogo limpo.
Para o ano vou ver se consigo ser mais criativo.
Origem: Wikipédia
Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
terça-feira, 1 de abril de 2008
O BOM SENSO IMPEROU!
fOTO: " ...restos de restolho à superfície da terra lavrada, esperando a chegada de nova sementeira."Há dias tínhamos feito aqui referência como se acelerava a descaracterização da paisagem alentejana nas imediações do campo de futebol de Avis, nas Terras do Rei, com a plantação de oliveiras em regime intensivo, no local onde ainda o ano passado crescia uma bonita seara de espiga.
Pois bem: “ DO CASTELO” está em condições de informar os seus leitores de que fonte segura lhe garantiu que tudo vai voltar à estaca zero. Após muitas reclamações recebidas junto da entidade bancária que financia este projecto, a referida entidade resolveu suspende-lo sendo que o mesmo será reconvertido do seguinte modo:
- para já: arranque imediato de todas as oliveiras até agora plantadas;
- depois: dado que este ano já não é possível semear seara de trigo será implantada uma seara de beterraba;
para o ano: será semeada uma enorme seara de trigo de modo a que a paisagem genuinamente alentejana não seja agredida por iniciativas espanholas.
Parafraseando um colaborador do mui digno jornal aponte que ainda não há muito tempo se referia, numa crónica por si assinada, de que “de Espanha nem bom vento nem bom casamento” aqui temos uma manifestação inequívoca de boa vontade de “nuestros hermanos” que nos demonstram que não há regra sem excepção.
Poderemos pois captar de novo fotos como a acima reproduzida, ainda com os restos de restolho à superfície da terra lavrada, esperando a chegada de nova sementeira.
“DO CASTELO” regozija-se por isso!
segunda-feira, 31 de março de 2008
ESTAS MODERNICES....
FOto 1: Mini-maratona- MÃOS/AVIS
Foto 2 : Mini-maratona - CORES
Foto 3: Susete Mota lança "Murmurar de Azenhas"Estas modernices…mas que raio de vida!
Então é assim: desde sexta-feira à noite que não tenho telefone. Ligaram-no há menos de uma hora. Parece que foi uma questão de humidade na central de Avis e de que não terei sido caso único. Agora está operacional e prometeram que não volta a acontecer.
Mas o curioso é que quando ele (telefone) funciona eu às vezes quase que me passo, pelas grandes “secas” que a minha mulher leva e dá ao telefone, falando em voz tão alta que penso ser desnecessário o aparelho (telefone). E o pior é que as conversas mais demoradas (estou a falar em períodos de uma hora, mais coisa menos coisa) são quase sempre quando a mim menos me convêm, ou seja quando o Benfica está a jogar (eu sei; joga mal, mas joga!) ou quando estou a tentar ouvir os noticiários. É a minha sina.
Mas, curiosamente, agora desde sexta-feira é uma aflição por não ter linha telefónica. Mais do que por não ter telefone. É que esta faz-me falta para aceder à Net. Não é nada: a minha caixa de mail já está atacada com 156 mensagens para abrir; não pude em tempo útil subscrever as suas palavras e simultaneamente agradecer ao meu amigo do MARANHÃO o ter-me considerado da mesma família – sabe que esta casa, (este CASTELO) também é sua (seu); não pude referenciar a magnífica iniciativa que foi a Mini-maratona fotográfica digital com dois temas apelativos: Mãos/Avis e Cores que decorreu no sábado de manhã e endereçar os parabéns ao meu amigo Jorge Nunes; não pude referenciar o lançamento do Livro “Murmurar de Azenhas” da poetisa Ervedalense, Susete Varela Mota, ocorrido no passado sábado da parte da tarde; não pude…eu sei lá o que não pude!
Mas isso agora já passou. Quando a minha mulher estiver a falar ao telefone vou-me lembrar destes dias de silêncio, vou sorrateiramente esgueirar-me escadas acima e ala que se faz tarde: Net com ele!
Amanhã “DO CASTELO” vai voltar a ter conversa séria outra vez!
sexta-feira, 28 de março de 2008
CESTAS DE POESIA ( IX )
Todos os dias lá vai de manhã. Lê o jornal e dá umas lérias com o Cabo Malaquias ou com quem calha a estar por ali.
Vamos pois acabar este mês, mas em discurso directo. Oiçamos pois o que me disse o nosso poeta ancião:
- Olhe, uma vez, foi no Sábado Gordo do ano de 1933, vinha eu cansado de um baile onde tinha ido tocar lá para os Montes da Aravia. Eu tocava muito bem! Ao princípio tocava e as pessoas faziam um peditório, uns davam um tostão, outros dois e eu ganhava qualquer coisa. O meu pai soube disso, ralhou comigo e para o fim já tinha um pagamento certo por cada baile que fazia. Ganhava 20 ou 25 escudos conforme as ocasiões.
Voltando ao tal Sábado Gordo, ia eu a caminho de casa quando ouvi cantar ao despique numas casas dos montes do Almadafe. Aproximei-me e meti-me ao barulho com uma “tipa” que estava a dar porrada nos homens todos que lá havia. Então foi assim. Eu é que comecei e depois ela foi-me respondendo e eu a ela. Tome lá atenção:
(Eu)
Eu vinha por aqui passando
Sem nada disto saber
Mas ouvi-te andar cantando
Voltei para traz, vim-te ver!
Olha quem agora veio
Mais quem agora chegou
Estava para me ir embora
Mas assim já me não vou
Ó alegria do mundo
Aonde é que tens andado
Eu tenho corrido tudo
E não te tenho encontrado
Tu andas atrás de mim
Como a pêra atrás do ramo
Tu andas para me enganar
Mas contigo fica o engano
Anda o sol atrás da lua
A lua atrás do luar
Minha alma atrás da tua
Sem a poder encontrar
A ladeira do meu monte
É custosa de “assubir”
Se não queres lá ir não vás
Que eu não te mando lá ir
A ladeira do teu monte
A mim não me mete medo
Eu havia de ir mais tarde
Vou uma hora mais cedo
Eu fui ao jardim da nora
Arrancar o pé à “sucena”
Vês o que fazes agora
E depois não tenhas pena
Quando é quase sol-posto
É que eu gosto de cantar
És um amor ao meu gosto
Não tenho a quem me voltar!
Nesta altura ela atirou-se a mim e fartou-se de me dar beijos e abraços de contente. Dali fomos pelos montes fora cantar todos em coro até de madrugada, uma cantiga que eu gostava muito de cantar e que era a Canção da Maria do Carmo. Cantávamos todos assim:
Maria do Carmo
Minha padroeira
Dá-me quatro figos
Olaré sim, sim,
Da tua figueira
Ai sim sim,
Há mais quem queira
Grou-grou
E o galo cantou!
O galo cantou
Deixá-lo cantar
Maria do Carmo
Olaré sim sim
Eu hei-de te amar
Ai sim sim
Eu hei-de te amar
Grou grou grou e o galo cantou!
Com este “galo a cantar” encerra esta Cesta de Poesia. É pena vocês não poderem ouvir o sentimento com que esta canção foi interpretada: a voz raiava a saudade!
Com tristeza ficamos por aqui, pois certamente que o amigo Joaquim José Lourenço ainda teria muito mais para nos ensinar.
Para o mês que vem novo poeta virá à liça.
quinta-feira, 27 de março de 2008
ÁGUA-DOCE, RETIRO DA PONTE....
Hoje tive necessidade de ir a Benavila e cortou-se-me o coração por ver como um outro local privilegiado de restauração em Avis se encontra já a cair aos bocados, até que, mais dia menos dia, venha completamente abaixo. Estou a referir-me ao “Retiro da Ponte”, como é óbvio. Sempre pensei, se calhar erradamente, que o Retiro da Ponte ainda tinha uma localização mais completa em relação ao Clube Náutico. Aquela encruzilhada de estradas, com passagem obrigatória para tantos viajantes/passeantes, por certo que o tornam num local de eleição para um restaurante. A sua sala de refeições com vista directa e quase a “planar” sobre a Albufeira do Maranhão, era um lugar paradisíaco. Mas o estado em que se encontra é bem visível na foto acima: abandono total. Dizem que já houve quem tentasse "pegar-lhe" mas que em termos de escrituras está num caos do qual muito dificilmente se desenleará. Ao que consta, certamente que primeiro reabrirá o “Agua-Doce” ou o novo Hotel da Cortesia do que o Retiro da Ponte.
É pena que situações destas aconteçam pois que Avis, em termos de grandes espaços de restauração, até nem está assim tão bem servido. Cheguem duas excursões de turistas com vontade de por cá comerem e onde se vão “albergar” 100 pessoas ao mesmo tempo?
Atenção que os que por cá há, servem com qualidade, mas que precisávamos de espaços maiores, lá isso precisávamos (aliás, precisamos!).
segunda-feira, 24 de março de 2008
A PAISAGEM RÚSTICA DE AVIS ESTÁ A MUDAR A UMA VELOCIDADE ALUCINANTE!
Os terrenos de seara estão a ser substituídos por mais um olival com oliveiras que neste momento não ultrapassam os 20 centímetros acima do solo e plantadas a uma distância de 1,40m.
Já ouvi várias versões sobre estas plantações: que são um cultivo cuja produtividade é de curta duração, isto é daqui a poucos anos toca a arrancar e colocar novas oliveiras; que parte desta azeitona não é para azeite ou conserva mas para fabricação de bio-diesel; que lhe aplicam um produto na água da rega gota-a-gota para que as oliveiras cresçam em tempo recorde; que os bancos espanhóis subsidiam estes agricultores com taxas altamente favoráveis (mais favoráveis do que se fosse para investir em Espanha) e outras coisas que eu não posso confirmar por desconhecer a realidade.
A realidade que eu conheço é que a paisagem rústica de Avis está a mudar a uma velocidade alucinante: Avis está rodeado de olivais espanhóis por todos os lados.
domingo, 23 de março de 2008
PARABÉNS À CASA DO BENFICA EM AVIS
sábado, 22 de março de 2008
RECORDAÇÕES ( hoje muito pouco saudosas) DE UM BENFIQUISTA
Frente do bilhete
Verso do bilheteNota: por vezes estes eventos não são indicados no próprio dia em que "fazem anos de terem sido", porque só gosto de avistar uma notícia por dia "DO CASTELO". Só em casos muito raros esta regra não acontecerá.Nada mais do que isso!
sexta-feira, 21 de março de 2008
CESTAS DE POESIA ( VIII )
Mote:
JÁ DORMI NA TUA CAMA
E JÁ TEUS ROSTOS BEIJEI;
JÁ LOGREI OS TEUS CARINHOS
E OUTRAS COISINHAS QUE EU SEI!
I
JÁ QUE EU CHORANDO NASCI
TINHA UM ANO GATINHAVA
E EU AOS DOIS JÁ ANDAVA
QUANDO AOS TRÊS ADOECI;
NÃO SEI COMO EU NÃO MORRI
QUE AINDA ERA DE MAMA
AOS QUATRO JÁ TINHA DAMA
E AOS CINCO ESTOU BEM LEMBRADO
E SEM PRECISAR ABANADO
JÁ DORMI NA TUA CAMA!
II
AOS SEIS ANOS FUI À MISSA
PELA MÃO DA MINHA MÃE
E AOS SETE ME LEMBRA BEM
QUE ERAS A MINHA DERRIÇA;
METIAS-ME TAL COBIÇA
QUANDO OS OITO COMPLETEI,
E AOS NOVE ENTÃO ATENTEI
SE TE HAVIA DE NAMORAR
E AOS DEZ ME POSSO GABAR
E JÁ OS TEUS ROSTOS BEIJEI!
III
QUANDO EU ONZE ANOS FIZ
JÁ SABIA O QUE ERA AMORES
AOS DOZE UNS CERTOS CALORES
QUE ME FIZERAM SER FELIZ;
AOS TREZE DEUS O QUIS
QUE NÓS FOSSEMOS AMIGUINHOS
AOS CATORZE DEI-TE UNS BEIJINHOS
QUE ERA ESSE O MEU INTENTO,
AOS QUINZE CHEGOU-SE O TEMPO
JÁ LOGREI OS TEUS CARINHOS!
IV
QUANDO EU DEZASSEIS ANOS TINHA
AINDA TE DISSE UMA VEZ
QUE AOS DEZASSETE TALVEZ
TU VIESSES A SER MINHA
AOS DEZOITO ME ENTRETINHA
COM O AMOR QUE EU ARRANJEI
AOS DEZANOVE APOSTEI
EM TE DAR TODA A ATENÇÃO
E AOS VINTE APERTEI-TE A MÃO
E OUTRAS COISINHAS QUE EU SEI!
AUTOR : DESCONHECIDO
quinta-feira, 20 de março de 2008
MEMÓRIAS (SAUDOSAS) DE UM BENFIQUISTA
FRENTE DO BILHETE
VERSO DO BILHETEquarta-feira, 19 de março de 2008
MINI-FÉRIAS E...CAFÉ COM LETRAS
Café com Letras
CONVITE
EM DEFESA DO CONSUMIDOR
Consumidores que todos somos e que “nunca trabalhámos tanto como hoje e vivemos com desencanto o nosso protagonismo na sociedade de consumo (porque deixámos de ter consciência da melhoria das condições de vida, porque queremos tudo ao mesmo tempo e porque nos tornámos impacientes, querendo tudo de uma só vez e imediatamente).” (Beja Santos, Este Consumo Que Nos Consome).
Consumidores. Sociedade de consumo. Consumismo. Publicidade. Publicidade enganosa. Direitos do Consumidor. Associações de consumidores.
É este o tema do “Café com Letras” no próximo dia 20 DE MARÇO DE 2008 (quinta-feira).
Uma organização da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista a Dr.ª SARA FONSECA (DECO/Évora)
Avis, 14 de Março de 2008.
O Presidente da Direcção
Francisco Alexandre
15 DE MARÇO
DIA MUNDIAL DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR
segunda-feira, 17 de março de 2008
MEMÓRIAS CADA VEZ MAIS SAUDOSAS(AI!AI!...) DE UM BENFIQUISTA
Foto 1 : Frente do Bilhete
Foto 2 : Verso do bilhetesábado, 15 de março de 2008
EFEMÉRIDE: 15 DE MARÇO DE 1961 - INÍCIO DA REBELIÃO ARMADA EM ANGOLA
Foto: "E OS HOMENS ESCOLHERAM O CAMINHO" (contracapa)José Ramiro da Silva Caldeira, distinto Professor de História, escreveu no último número da Folha Informativa “Águia” da Amigos do Concelho de Aviz, uma importante crónica sobre “Os rapazes de Valongo na Guerra Colonial”. A páginas 8 daquela Folha Informativa (nº 25) afirma o historiador que, e passo a citar: “os primeiros actos de guerrilha iniciaram-se a 15 de Março de 1961, no Norte de Angola, mais concretamente na região dos Dembos…” e mais adiante:” … os naturais ou com fortes ligações à freguesia de Valongo que participaram nas três frentes de guerra…escaparam da morte”.
Porque faz precisamente hoje 47 anos que a denominada guerra colonial se iniciou resolvi visitar o “Talhão reservado a militares falecidos no Ultramar” no cemitério de Avis, cuja placa indicativa da sua localização se encontra arrancada e solta, dando uma certa imagem de desleixo, contrariamente ao aspecto geral do cemitério.
Ali repousam os restos mortais de dois rapazes que foram meus amigos: ANTÓNIO JOÃO CARREIRAS DAS NEVES (N:14-11-1947/F:30-08-1972) e CARLOS GABRIEL NUNES, sem identificação de data de nascimento e morte. Do primeiro guardo um livro por ele escrito e cuja contracapa acima reproduzo, intitulado “E os homens escolheram o caminho” e do Carlos Nunes (Carlitos) guardo a imagem de uma foto em ponto grande que se encontrava na Câmara Municipal nos tempos em que por lá trabalhei. Além disso a amizade dos dois que muito prezava.
Os momentos mais negros do cumprimento do meu serviço militar obrigatório, foram sem dúvida os funerais destes dois mártires pois que, por força das funções que à data dos óbitos ocupava, acompanhei de perto (perto demais!) os dois funerais. Tento não recordar esses dias mas eles teimosamente não desaparecem da minha memória. Igualmente marcantes para mim foram o funeral de um sargento que fui fazer lá para os lados do Sardoal e certa vez que fui confirmar a morte de um soldado no Ultramar (já não sei em que província) a uma família que vivia ali logo à entrada de Galveias do lado direito (sentido Avis -Ponte de Sôr). O soldado em causa era casado e ainda tenho presentes os gritos lancinantes da mãe, agarrada a mim, a dizer-me que eu lhe acabara com a esperança que tinha que o seu filho ainda estivesse vivo. Foram momentos muito dolorosos que hoje aqui deixo registados. E pergunto: para quê todo aquele sacrifício, aquelas mortes? Não tenho explicações ou comentários.
Como sempre, os responsáveis saem incólumes das responsabilidades e também como sempre o velho chavão de que “a História os julgará” como se a História pudesse restituir a vida àqueles que morreram na meninice dos seus vinte e poucos anos.
Não mais voltarei a este assunto!
sexta-feira, 14 de março de 2008
CESTAS DE POESIA ( VII)
RESOLVI-ME A COMPRAR TUDO
É POR TER MUITO DINHEIRO;
FUI COMPRAR AS CASAS ALTAS
E EM SEGUIDA O MONTE OUTEIRO!
I
EU FUI COMPRAR OS COVÕES
POR TER BOAS TERRAS DE PÃO
FUI COMPRAR O LAMEIRÃO
E TAMBÉM COMPREI OS LEÕES
TAMBÉM COMPREI OS PICÕES
DO PRIMEIRO AO SEGUNDO
COMPREI UMA PARTE DO MUNDO
AO DINHEIRO NÃO TENHO AMIZADE
E VOU-LHES FALAR A VERDADE
RESOLVI-ME A COMPRAR TUDO!
II
FUI COMPRAR A AZAMBUJEIRA
PORQUE DELA TIVE “INCULCOS”
COMPREI A HERDADE DA TURCA
E COMPREI O VALE DE MACEIRAS;
AGORA LEVANTO BANDEIRAS
FUI COMPRAR O PULVAREIRO
COMPREI A QUINTA DO PINHEIRO
E TAMBÉM COMPREI S. PEDRO
EU JÁ NÃO POSSO ESTAR QUÊDO
É POR TER MUITO DINHEIRO!
III
EU FUI COMPRAR O RAMALHO
É POR TER MUITAS RIQUEZAS
TAMBÉM COMPREI AS DEFESAS
E COMPREI CARNE AO ATALHO
PARA ME LIVRAR DO TRABALHO
COMPREI UM BARALHO DE CARTAS
COMPREI ARMAZÉNS DE LATAS
E FALTA-ME PAGAR OS FAVORES
E PARA GANHAR AOS LAVRADORES
FUI COMPRAR AS CASAS ALTAS!
IV
EU FUI COMPRAR A ARAVIA
E TAMBÉM COMPREI A COURELA
TAMBÉM COMPREI A CAPELA
COMPREI TUDO QUE SE VENDIA
FUI COMPRAR A FANCARIA
E TAMBÉM COMPREI O TRIGUEIRO
TAMBÉM COMPREI O TENDEIRO
TUDO ME CUSTOU MEIA ONÇA
FUI COMPRAR A MENDONÇA
E EM SEGUIDA O MONTE OUTEIRO!
AUTOR : DESCONHECIDO
quinta-feira, 13 de março de 2008
"PÁGINAS ANIMADAS" - 4º ENCONTRO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS
Na passada terça-feira, dia 11, abriram-se as portas do sonho no Auditório Municipal de Avis. Várias contadoras de histórias e um (só??!!) contador encheram-nos a alma de fantasias e recordações concretizando assim o 4º Encontro de Contadores de Histórias – “AVISESTÓRIAS – PÁGINAS ANIMADAS”.
Moderado pela Helena Raimundo, Técnica-Adjunta de Biblioteca e Documentação em Avis, começou este Encontro com algum atraso e acabou já bem para lá das 18 horas, ainda com uma boa mão cheia de “resistentes”, nas palavras da moderadora. Helena Raimundo começou tal como acabou: só, na mesa, como aliás a foto acima demonstra, mas firme e decidida a levar por diante, com a colaboração das suas colegas e o apoio dos seus superiores hierárquicos, muito mais iniciativas que demonstrem que a Biblioteca é um lugar vivo e com saúde!
Pelas portas da fantasia passaram: Helena Raimundo, Patrícia Amaral, Dora Batalim, Mafalda Milhões, Helena Faria, Miguel Ouro, Judite Álvares e a Joana.
Passo a transcrever o que o programa distribuído aos participantes/assistentes resumia em relação à Biblioteca Municipal de Avis:
"As páginas animadas da nossa Biblioteca
Na Biblioteca Municipal de Avis as actividades têm sido constantes ao longo dos tempos, de modo a cativar a população para o livro e para a leitura. Encontros com escritores, exposições, debates, feiras do livro, encontros com contadores de histórias, entre outros, são disso exemplo. Através do projecto “ A caixinha das histórias encantadas”, a leitura chegou junto da população mais jovem do Concelho, através de um baú cheio de livros e um conto para contar.
A Biblioteca é um espaço a descobrir, é um livro por abrir e depois deixar a imaginação de cada um de nós nas suas páginas navegar."
(Diga-me cá uma coisa, aqui só para nós: já alguma vez visitou a nossa biblioteca? Não? Então do que é que está à espera?)
Não assisti à sessão da noite, pelo que não me posso pronunciar sobre a mesma.
À boa maneira de um contador de histórias direi:
Bendito e louvado está este (en)cont(r)o terminado!
Pois que venha o próximo!
terça-feira, 11 de março de 2008
UMA TEIMOSIA PERIGOSAMENTE SAUDÁVEL
Foto 1 - Virgílio Vidinha, Sérgio Godinho, Ricardo Godinho e António Papeira, falaram sobre "Bandas Filarmónicas"A rapaziada da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, sofre de uma doença rara que chamarei de teimosia perigosamente saudável. Passo a explicar: apesar de certos reveses que os seus "Café com Letras" por vezes sofrem, em matéria de assistência, não desistem, continuam e ao que ouvi na passada quinta-feira, fizeram (pasme-se!) a sessão número 62 daquele espaço de troca de ideias.
O facto de terem assistido a este "Café com Letras" apenas nove pessoas, contrastando com as quase cinquenta que tinham tido há quinze dias, nem por isso a conversação deixou de ser animada. Como tema de discussão “As Bandas Filarmónicas” que contou com a presença de António Lopes Papeira músico que foi da Banda 1º de Dezembro de Avis (você sabia que a Banda de Avis se chamou 1º de Dezembro? Eu também não sabia…fui lá e agora já sei) e Virgílio Vidinha regente da Banda de Alter, que se fez acompanhar de dois colegas: o Sérgio Godinho e o Ricardo Godinho.
Sobre a Banda de Avis foi uma delícia ouvir contar como eram os ensaios num casão da Rua das Lajes, de onde tiveram que sair para o antigo teatro (hoje anexado à Câmara) por causa do enorme eco que o casão produzia. Com saudade, António Papeira recordou os maestros Malheiro, Capitão Piedade, um Sargento que vinha de Galveias duas vezes por semana para os ensaios e por último Serra Moura que foi o último regente da Banda.
António Papeira disse que “ a Banda não acabou por falta de dinheiro mas por falta de músicos. As quotas e a Câmara suportavam as despesas. Com que alegria e vontade as pessoas iam para o ensaio depois de um dia de trabalho de sol a sol? E quando não tinham trabalho nem dinheiro para comer? É claro que não iam aos ensaios e a pouco e pouco a Banda acabou. O sítio mais longe onde fomos tocar foi a Figueiró dos Vinhos. Por cá íamos sempre à Senhora Mãe dos Homens e certa vez aconteceu o seguinte: fomos de carroça para o Alcórrego tocar ás festas. Aquilo cansava muito e o povo queria era mais e mais. Negámo-nos continuar a tocar, por cansaço, e então a Organização não nos veio trazer a Avis, tivemos que vir a pé do Alcórrego para cá e com os instrumentos ás costas! Nas festas de Avis, faziam um coreto de madeira no largo do Convento e era ali que actuávamos.”
Sempre achei curioso saber por onde andará a totalidade dos instrumentos e das fardas da nossa antiga Banda. António Papeira é peremptório na resposta: “Eu entreguei a farda e o instrumento (baixo) à Câmara, pois que não eram meus, mas sei que nem todos fizeram o mesmo.”
Por incrível que pareça contaram-me que ainda não há muito tempo, havia correias de suporte de instrumentos a serem utilizados num monte perto de Avis. Será verdade? Irei tentar indagar.
Os homens vindos de Alter sentem orgulho em pertencer a uma banda que foi reconhecida por El Rei D. Carlos, em 14 de Agosto de 1906 como “Real Philarmonica Alterense”. Já conta pois com 102 anos. Escritos há que a consideram constituída anteriormente àquela data, mas oficialmente é essa a sua fundação. Com uma escola de formação em permanência conseguem manter um número constante de elementos. Sentem-se satisfeitos por dos cerca de 52 executantes da banda, 8 tendo começado ali a tocar como crianças, já conseguiram tirar cursos superiores e tornarem-se profissionais. Ricardo Godinho, que presenteou a assistência com umas notas tiradas do seu Trombone de varas que dois dias antes lhe tinha custado 1300 euros, também já anda na Universidade de Évora.
Recordaram os tempos em que as bandas se dividiam em plena actuação para irem beber um copo: na primeira tasca que encontravam iam beber os músicos até ao bombo; na segunda tasca iam os do bombo para trás. Às tantas já ia tudo bêbado. Outros tempos…
Hoje na Banda estabelecem-se laços de amizade e solidariedade dignos de registo. Quem lá está fá-lo por gosto e quem não gosta sai dando o lugar a outro, afirmam-nos.
A Banda de Alter, entre Procissões, touradas e concertos faz uma média de 35 actuações por ano. Atendendo a que o ano tem 52 semanas, poderemos dizer que a média não é má.
Para que se saiba, uma curiosidade: na Banda de Alter toca uma residente em Avis, de seu nome Margarida Monteiro.
A conversa dos “Café com Letras” é sempre uma conversa interessante onde todos, convidados e assistentes aprendem algo. É um local de partilha de experiências e saberes. Talvez seja por isso que, ainda que com 9 elementos a assistir (seriam dez se a amiga Manuela Mendes não morasse em Silves) eu digo que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural sofre de uma teimosia perigosamente saudável. São teimosos. Não desistem! E isso é salutar. Que projecção não teria esta Associação se tivesse vivido com esta dinâmica nos anos 70 do século passado, quando as solicitações de computadores, televisões e futebóis, eram praticamente nulos…
Se calhar pouco lhe interessa mas, meu (minha) caro(a) amigo(a) sempre informo que foi dito que no próximo dia 20, na sede da ACA às 18 horas, se vai discutir a problemática da “Defesa do Consumidor” com a presença de Sara Fonseca, jurista da DECO de Évora.
Ao menos por uma vez, apareça por lá! Garanto-lhe que a “doença” não é contagiosa.
segunda-feira, 10 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
ANDARAM NO GAMANÇO!!
É verdade, na noite de sexta para sábado passado, o pátio da Cooperativa Agrícola de Avis foi visitada por ladrões (não gosto da subtileza de “ amigos do alheio”) e num universo de sete hipóteses assaltaram cinco instalações. Todas do mesmo modo: por extracção do canhão das fechaduras. Os buracos dos ditos canhões, lá se podem ver na Avishorta, na Zona Agrária, no Armazém de Frutas, na Cooperativa Agrícola de Avis e nas antigas instalações de uma serralharia que há pouco tempo mudou de lugar.
Não deixam de ser curiosos certos pormenores de que estes assaltos se revestiram:
- Na Zona Agrária levaram o dinheiro de licenças de pesca e um “rato”, deixando lá o computador portátil;
- No Armazém de Frutas deixaram um saco de nozes à porta;
- Na Cooperativa tinham uns garrafões “ajeitados” mas ficaram lá, embora tenham saído pela porta principal;
Na Avishorta desconheço se levaram alguma coisa.
Aparentemente, das duas uma: ou o que procuravam era só dinheiro ou então algo inesperado o(s) fez abandonar o local sem concretizarem completamente os seus propósitos.
As autoridades competentes tomaram conta da ocorrência.
sexta-feira, 7 de março de 2008
CESTAS DE POESIA - (VI)
SE ÉS POETA PARA CANTAR
FAZ-ME ESTA EXPLICAÇÃO:
QUANTAS MILHAS TEM O MAR
COM CINCO OCEANOS QUE SÃO?
I
DIZ-ME QUANTOS ANOS TEM
O AUTOR DA NATUREZA
QUANTAS LEIS HÁ DE DEFESA
E DIZ-ME QUEM FUNDOU BELÉM;
E QUERO QUE ME DIGAS TAMBÉM
QUEM PRIMEIRO SUBIU AO AR
QUANTOS ESTÃO PARA PRINCIPIAR
E QUANTOS É QUE TÊM MORRIDO
E RESPONDE-ME AO QUE TE DIGO
SE ÉS POETA PARA CANTAR!
II
DIZ-ME QUEM É QUE INVENTOU
NO MUNDO O PRIMEIRO ARADO
O PRIMEIRO PÃO AMASSADO
DIZ-ME QUEM O AMASSOU;
DIZ-ME QUEM ACLAMOU
O PRIMEIRO REI PARA REINAR
DIZ-ME ONDE FORAM BUSCAR
AS CINCO CHAGAS DE CRISTO
SE ÉS CANTOR PERGUNTO-TE ISTO:
QUANTAS MILHAS TEM O MAR?
III
DIZ-ME ONDE É QUE SE ERGUEU
NO MUNDO A PRIMEIRA MURALHA
QUAL FOI A PRIMEIRA BATALHA
QUE CARLOS MAGNO VENCEU;
DIZ-ME AONDE É QUE NASCEU
NOSSO SÁBIO SALOMÃO
QUAL FOI A PRIMEIRA RAZÃO
QUE FOI ESCRITA NA HISTÓRIA
E JÁ QUE TENS BOA MEMÓRIA
FAZ-ME ESTA EXPLICAÇÃO!
IV
QUAL FOI A PRIMEIRA ARMADA
QUE EM PORTUGAL SAIU
PARA ONDE É QUE SE DIRIGIU
E POR QUEM FOI COMANDADA;
PORQUE É QUE FOI LEMBRADA
A PRIMEIRA CONSPIRAÇÃO
NA ESCOLA DE NAVEGAÇÃO,
E DIZ-ME QUEM A PRINCIPIOU
E QUEM O MAR BAPTIZOU
COM CINCO OCEANOS QUE SÃO!
AUTOR : DESCONHECIDO
MEMÓRIAS (CADA VEZ MAIS SAUDOSAS) DE UM BENFIQUISTA
FRENTE DO BILHETE
VERSO DO BILHETEÉ verdade que nesses tempos os jogadores eram Jogadores ganhadores e não artistas. Não havia então no Benfica jogadores de carapinha loira a rebolarem-se no relvado antes dos jogos começarem, como se de fêmeas com cio se tratassem, num qualquer ritual de acasalamento.
O Benfica de então era coisa de “machos”…MUITO MACHOS!
quarta-feira, 5 de março de 2008
O CONCELHO DE AVIS ESTÁ DE PARABÉNS!!!
Foto 1 : "a escassos três dias de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, apenas lá constava uma senhora"
Foto 2 : "...Do que é que a Mestra Marta Alexandre ainda se terá esquecido?", pergunta a Drª Anabela Canela...É louvável o facto de a Autarquia avisense ter recebido as" II JORNADAS DE TURISMO, PATRIMÓNIO E CULTURA DO NORTE ALENTEJANO”, as quais são uma iniciativa do Instituto Politécnico de Tomar, com uma comissão organizativa de catorze elementos à frente da qual está o aluno RUI BERNARDINO.
Nunca serão de mais iniciativas que defendam o interior dum país cada vez mais assimétrico nas suas capacidades de resolução de problemas. O Norte Alentejano, tão interiorizado, tão deixado ao abandono por parte de quem por ele mais devia olhar, vê nestas iniciativas, uma maneira senão de resolver os problemas, pelo menos de chamar a atenção para os mesmos, apontar caminhos, alvitrar soluções de modo que quem lá longe nos governa ou nos representa na Assembleia da República se possa aperceber de que por aqui ainda há gente que poderá não viver, mas, pelo menos ainda sobrevive.
Não deixa de ser curioso que da mesa de abertura dos trabalhos, composta por sete elementos, e apesar de estarmos a escassos três dias de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, apenas lá constava uma senhora. E sabem porquê? Porque o Sr. Governador Civil, por motivos de agenda, não pôde estar presente e enviou a sua Chefe de Gabinete. Se não...Isto é apenas uma curiosidade….
“ Hoje sou um homem feliz. Sou natural da freguesia mais bonita de Portugal; sou natural de Figueira e Barros, e ao fim de muitos anos regresso ao meu concelho”, foi com estas palavras que o Dr. ANTÓNIO PIRES DA SILVA, Presidente do Instituto Politécnico de Tomar, iniciou o seu discurso. Referiu ainda que se deslocou a pé os 12 Km que separam Figueira e Barros de Avis para aqui vir fazer exame da 4ª classe e para vir “às sortes”. Referiu ainda o Sr. Presidente do Instituto que “o painel de oradores presente em Avis para estas II Jornadas é um painel de luxo, que poderia estar presente em Évora, em Faro ou em Lisboa”.
Sentia-se que estava orgulhoso, e nós também.
O Sr. Dr. Pierluigi Rosina, Director do Departamento de Território, Arqueologia e Património, frisou que para ele o melhor património era o “Património eno-gastronómico”. Esperava que o vinho fosse bom… (isto é apenas mais uma curiosidade).
Os discursos lidos tornam-se mais morosos e quiçá mais enfadonhos, embora percebamos que às vezes é necessário escrever para que nada falhe. A verdade é que o primeiro painel, cujo termo estava aprazado para as 11,00h, acabou às 12,35h, altura em que por motivos pessoais tivemos que abandonar o Auditório.
Este atraso talvez se possa atribuir em parte (não no todo) ao facto da Sr.ª Chefe de Gabinete do Sr. Governador Civil ter, segundo afirmou, “deixado o IP2 e se ter vindo regalando com a paisagem, pois que para falarmos das coisas temos que conhecê-las”. Seria bom que o tivesse feito num fim-de-semana, e não hoje. Mas isto é só o último à parte.
As Jornadas prolongar-se-ão pelos dias 5, 6 e 7 de Março.
“DO CASTELO” endereça os parabéns à “prata da casa”, pela ordem em que aparecem no programa das Jornadas:
- Dr. Manuel Maria Libério Coelho
- Mestra Marta Alexandre
- Drª Anabela Canela
- Drª Ana Ribeiro
- Drª Elisabete Pereira
- Drª Susana Coelho
- Drª Paula Bento
- Dr. Nuno Silva
E ainda aos que não aprecem nos programas:
- José João
- Francisco Cordeiro
- Drª Paula Freire
E ainda a mais alguns que faltem…
terça-feira, 4 de março de 2008
O CONCELHO DE AVIS TEM MAIS UMA ESCRITORA-POETISA!
domingo, 2 de março de 2008
MEMÓRIAS (CADA VEZ MAIS SAUDOSAS) DE UM BENIQUISTA
Frente do bilhete
Verso do bilhete











