segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O TUBÉRCULO FENOMENAL

Foto 1 : "Trata-se de uma peça única..."
Foto 2 - "Quaisquer associações a simbolismos fálicos serão fruto da imaginação e da responsabilidade de quem assim o entender."


As fotos acima reproduzem na íntegra uma batata por mim arrancada hoje. É uma batata e nada mais que isso. Trata-se de uma peça única e não é nenhuma montagem como aliás se pode verificar na foto 1.
Quaisquer associações a simbolismos fálicos serão fruto da imaginação e da responsabilidade de quem assim o entender.
“DO CASTELO” não se responsabiliza por tais desvios transversais, embora também não os condene e até certo ponto os compreenda, dado tratar-se de um tubérculo fenomenal.

sábado, 16 de agosto de 2008

PARABÉNS À VILA DE AVIS PELA PASSAGEM DO SEU 794º ANIVERSÁRIO

Foto:"...a vila de Avis foi fundada por D. Fernando Eanes...em 15 de Agosto de 1214."

Disseram-me e eu fui ver se era verdade: na placa existente no exterior da muralha, junto à Porta de S. Roque, está inscrito que a Vila de Avis foi fundada por D. Fernando Eanes, no dia de Santa Maria, em 15 de Agosto de 1214.
Pela foto acima reproduzida eu apenas consigo ler Fernão Anes, mas por certo que o resto estará lá. Quem sabe ler estas coisas – por exemplo a Mestra em História Dr.ª Marta Alexandre – poderá confirmar ou não esta informação. A ser verdade, e estou em crer que sim, até pela informação que consegui recolher “AQUI”, quer isto dizer que a nossa vila fez precisamente ontem 794 anos. A data passou despercebida a toda a gente já que a sua importância actualmente nada tem a ver com aquela que tinha no tempo em que os freis da Ordem De S. Bento de Avis davam cartas.
Bom seria que se pensasse em 2014 fazer umas comemorações condignas dos 800 anos de existência do nosso burgo.
Porque para essa altura já cá poderei não estar, olhe anote você na sua agenda para que em tempo oportuno possa lembrar a quem de direito que deverá haver festa e da rija para, nesse ano de 2014, comemorar tal efeméride!
Para já resta-me endereçar os meus parabéns à vila de AVIS!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXIX)

Começou hoje a caça. MANUEL GAIATO toda a vida foi caçador mas hoje não foi à caça. A razão é simples, já não há já terrenos livres suficientemente amplos onde se possa caçar à vontade. Está tudo, ou quase tudo, vedado.
Então porque é que ele não se associa numa veda?, perguntará o(a) meu (minha) perspicaz leitor(a). A resposta não sou eu quem lha dou, ela é dada pelo nosso poeta de Agosto das Cestas de Poesia.
Vejamos então o porquê de tal não acontecer nas seguintes décimas de Manuel Domingos Rodrigues, vulgo, Manel Gaiato que com mestria nos relata os seguintes factos:


MOTE:
TODA A VIDA FUI CAÇADOR
E TODA A VIDA CACEI,
HOJE NINGUÉM ME DÁ VALOR
QUAL É A RAZÃO NÃO SEI!

I
FIZERAM UMA VEDA NO RABAÇO
EU JÁ PARA LÁ ME OFERECI
NÃO ME QUISERAM LÁ A MIM
NÃO SEI QUE MAL É QUE EU FAÇO;
MAS EU VOU ARMANDO O LAÇO
FAÇO ISTO A RIGOR
EU ME ARMEI EM PROFESSOR
PARA ALGUNS ENSINAR
EU SEI A CAÇA APANHAR
TODA A VIDA FUI CAÇADOR!

II
VEDARAM BRÁS VARELA
DEPOIS FORAM AO MONTINHO
DEPOIS FORAM AO PAINHO
À TORRINHA E A GRANEL
NÃO QUISERAM LÁ O MANEL
EU JÁ COM ALGUNS FALEI
JÁ OS PAPÉIS ENTREGUEI
MINHA PALAVRA É SINCERA
AINDA HOJE ESTOU À ESPERA
E TODA A VIDA CACEI!

III
É MESMO DE LAMENTAR
OU QUER QUEIRAM OU NÃO
ALGUNS NEM DE CÁ SÃO
MAS PODEM LÁ ANDAR;
EU CONTINUO A ESPERAR
ÀS VEZES COM GRANDE DOR
SE EU LHES PEDIR POR FAVOR
ACHO QUE É CAMINHO ERRADO
JÁ ESTOU VELHO E CANSADO
HOJE NINGUÉM ME DÁ VALOR.

IV
AMIGOS E COMPANHEIROS
DA CAÇA E DE QUALQUER LUTA
ACHAM QUE SOU FILHO DE PUTA
OU QUE NÃO TENHO DINHEIRO;
SEMPRE FUI BOM COMPANHEIRO
TODA A GENTE RESPEITEI
SABEM O MESMO QUE EU SEI
ANTES QUE EU QUEIRA NÃO POSSO
NÃO ME QUEREM LÁ PARA SÓCIO
QUAL A RAZÃO NÃO SEI!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

FINALMENTE...A "ÁGUIA Nº 27"!


Chegou hoje à noitinha o Nº 27 da Folha Informativa Águia da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural e que amanhã mesmo vai ser distribuida pelos sócios daquela Associação.
Dedicada ao Mundo Rural desta vez vem mais gordinha, pois que em vez das dezasseis páginas habituais, tem vinte páginas. Daí talvez a dificuldade que teve em chegar até nós (digo eu...)
Em entrevista, Manuel Jacob pergunta, com certo acerto:"Onde estão os lavradores de Avis?"
Profissões em desuso: Sabe o que era um "Roupeiro"? Não? Então leia a Águia, saiba e veja a foto de um avisense que foi 8 anos roupeiro.
Leia um interessante artigo sobre os cortiços e divirta-se com o conto: "Os calores da Srª Pulquéria".
Saiba o que aconteceu no dia 1 de Abril de 1431 e aprofunde os seus conhecimentos sobre Cosme de Campos Callado.
Tudo isto e muito mais nos ensina a Águia, a única publicaçao regular no concelho de Avis

terça-feira, 12 de agosto de 2008

NÃO DEIXEMOS MORRER "OS AVISENSES" - PELO MENOS SALVEMOS A PESCA!



Foto: CARTAZ DE PESCA DESPORTIVA: DIA 15 DE AGOSTO - CLUBE DE FUTEBOL OS AVISENSES

O Clube de Futebol Os Avisenses, como quase tudo em Portugal, atravessa uma grave crise. O cartaz acima informa que se comemora o 63º Aniversário da sua constituição, embora o site do Belenenses nos indique que a o mesmo foi fundado há setenta e nove anos, mais precisamente em 15 de Setembro de 1 929. É a filial nº 12 (dum total de 57) do Clube de Futebol Os Belenenses, segundo ainda o site do Belenenses, embora me tenham informado localmente que a filial era a nº 13. O site de Os Avisenses – http//:avisense.no.sapo.pt/ - diz-nos que não é actualizado desde 01-08-2003, daí não possuirmos dados actuais sobre este Clube, (embora confirme a data de constituição em 15/08/1945 e ser a filial Nº 13) Poderia ter aprofundado melhor qual é a realidade, o que seria extremamente fácil, mas deixo essa investigação a seu cargo...
A par do Futebol, desenvolveu importante actividade na formação de atletas nas áreas do Atletismo, do Voleibol e da Pesca Desportiva. Em futebol conseguiu guindar-se à Terceira Divisão Nacional, sendo que a partir daí foi a derrocada acabando mesmo por neste momento já não ter jogadores seniores. Como diz o ditado, por vezes quanto maior é a subida, maior é a queda. Numa altura de vacas magras, economicamente a situação é muito complicada, constando-se mesmo que haverá elementos dos corpos sociais que avalizaram empréstimos em nome individual e agora estão a passar por momentos muito difíceis.
Mas a razão desta minha escrita tem a ver mais com a Secção de Pesca, pois que até esta tem estado em franco decréscimo. Daqui, do Clube de Futebol Os Avisenses, saíram campeões de alto gabarito como o Rafael, o João Pechincha, o Domingos Cortes, o José Bicha, e outros cujo nome não me ocorre de momento. Alguns deles “transferiram-se” para outros clubes, deixando o da sua terra, por os outros lhes darem melhores condições. No sentido de tentarem dar umas remadas contra a maré, o João Cortes e o António Pulguinhas deram uma pedrada no charco do marasmo da secção de pesca e resolveram organizar um convívio de Pesca Desportiva, com o intuito de revitalizar a actividade dentro do clube. De salientar que o António Pulguinhas também ele é um campeão:


- Já fui por três vezes campeão distrital de veteranos, afirma com legítimo orgulho.


Como não posso, por motivos financeiros facilmente calculáveis, contribuir de outro modo para o êxito deste evento, aqui deixo o repto para que se inscrevam e no próximo dia 15 de Agosto ajudem esta gente a manter vivo um sonho que não é assim tão difícil manter. Como diz o João Cortes:

- Então nós é que temos aqui a água e os peixes e os outros é que para cá vêm pescar?


(Clique no cartaz e tire os elementos necessários para se inscrever e quem sabe não precisará de um barco igual ao do cartaz para transportar todo o peixe por si capturado!)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O ESTENDAL DA DISCÓRDIA

Foto: "O ESTENDAL DA DISCÓRDIA..."

O ESTENDAL DA DISCÓRDIA está acima reproduzido em foto. A história conta-se em poucas palavras: a criatividade aliada a uma certa rebeldia, levou o pessoal do RAPID ( Regeneration Artist Partnership Intercultural Dialogue), constituído por portugueses, finlandeses e ingleses (só?) a fazer este enorme estendal mesmo em frente da porta da Igreja do Convento, em Avis. Foi uma questão de uns quantos mais buracos no património público (coitado, já tão esburacado) e depois prender as cordas de roupa. Trabalhou a criatividade e resultou. Confesso que colocando-me na pele de um RAPID gostava do que tinha feito e achá-lo-ia muito giro.
Depois, no Domingo de manhã, o Sr. Padre passou pelo Largo do Convento, não achou graça nenhuma àquilo,
ali mesmo na sua Igreja. E vai daí, proibiu que fosse entregue a chave da Igreja do Convento para que a mesma pudesse mostrar a sua já conhecida exposição permanente “O Sagrado e o Profano”. Digamos que em termos de exposição, no Domingo passado, só ficou visível “O Profano” enquanto “O Sagrado” ficou a coberto destas manifestações de criatividades pagãs.
Confesso que colocando-me na pele do Sr. Padre também não gostava que aquilo fosse feito na "minha" Igreja.
E você, que opina?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXVIII )

Foto: "...na foto a sua actuação em Évora durante um convívio de poetas organizado pela Fundação Alentejo Terra Mãe."


Tinha-vos dito há oito dias que o poeta MANEL GAIATO foi taxista e que não sabe escrever. Esquisito, não é? A explicação foi-me dada pelo próprio:
- Sabe, eu fiz a quarta classe de adulto. Éramos dezoito e só chumbou um porque era mesmo muito burro… Como aprendi o código? Andava a trabalhar no campo e no intervalo para as refeições a minha mulher lia-me as regras em voz alta e eu fixava-as. Depois vi-a os desenhos, ela explicava-me e eu decorava. Fiz exame de condução de profissionais e fiquei bem logo à primeira. Quando era para passar facturas pedia às pessoas que as passassem que eu assinava, que era praticamente só o que sabia fazer.”
Só uma capacidade destas de fixar ideias, justifica o facto do Manel Gaiato arquitectar décimas e de as decorar.
À custa da poesia e de um certo amigo, tem percorrido várias terras para dizer a sua poesia. Na foto acima reproduz-se a sua actuação em Évora durante um convívio de poetas organizado pela Fundação Alentejo Terra Mãe.
Além de declamar as suas poesias, outra das suas facetas é a de cantador de fado e de cantar de improviso.
Adora cantar à desgarrada. Para a semana falar-vos-ei sobre esta faceta, deixando-vos para aguçar o apetite as seguintes décimas da autoria do amigo Manel Gaiato:

Mote:

CANTAR O FADO É CONDÃO
NÃO PODE SER ENSINADO,
JÁ ME DIZ O CORAÇÃO
SÃO RELÍQUIAS DO PASSADO!


I
MEU AVÔ ERA VELHINHO
MAS AINDA O FADO CANTAVA
ERA O QUE ELE MAIS GOSTAVA
DIZIA AO SEU NETINHO,
ME TRATAVA COM CARINHO
DEU-ME A BOA EDUCAÇÃO
POR VEZES ME DAVA A MÃO
ERA O MELHOR QUE SERIA
MAS JÁ ASSIM ME DIZIA
CANTAR O FADO É CONDÃO!


II
O MEU PAI TAMBÉM CANTAVA
TINHA ESSA DEVOÇÃO
CANTAVA DE MÃO A MÃO
QUE ERA ASSIM QUE EU MAIS GOSTAVA,
ELE ATÉ ME ACONSELHAVA
PARA QUE EU FOSSE EDUCADO
PASSASSE POR TODO O LADO
SERIA O QUE DEUS QUISER
CANTA O FADO COMO SOUBER
QUE NÃO PODE SER ENSINADO!


III
MINHA MÃE TAMBÉM CANTAVA
TINHA UMA VOZ FAGUEIRINHA
ENSINAVA-ME CANTIGUINHAS
QUE EU HOJE CANTO PARA ALGUÉM,
ISSO ATÉ ME CONVÉM
TER ESSA RECORDAÇÃO
SÃO HORAS DE AFLIÇÃO
QUE AINDA PODEM APARECER
VOU CANTAR ATÉ MORRER
JÁ ME DIZ O CORAÇÃO!


IV
SÓ EU É QUE NÃO SEI CANTAR
SÓ EU É QUE NÃO SOU FADISTA
MAS GOSTO DA VIDA DE ARTISTA
E ASSIM VOU CONTINUAR,
NÃO VALE A PENA PENSAR
NEM ANDAR PREOCUPADO
SEI BEM QUE SOU CENSURADO
POR EU CANTAR COMO CANTO
MAS DO FADO GOSTAR TANTO
SÃO RELÍQUIAS DO PASSADO!


AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO)/AVIS

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

É URGENTE SERMOS SOLIDÁRIOS!

Maria João Costa Rijo Micaelo morava no Ervedal. Tinha 33 anos e faleceu ontem. Deixa duas filhas menores: uma com 14 anos e outra com 4 anos.
O funeral vai ser hoje.
Se sempre nos questionamos perante a inevitabilidade da morte acontecer um dia, mais pertinente é perguntarmo-nos porque se morre aos 33 anos. Por certo não se terá chegado ao fim da vida mas tão só a menos de metade.
Maria João não vai ter a sua foto nas capas dos jornais nem tão pouco nas revistas cor-de-rosa. Não por ser menos importante que essas pessoas que por lá aparecem em semelhantes infortúnios, mas tão-somente porque era pobre, vivia no anonimato, como quase todos nós.
A família da Maria João tinha muitas dificuldades económicas. Agora essas dificuldades são redobradas. Nem há dinheiro para cobrir as despesas do funeral. Encontra-se aberta uma subscrição, feita porta a porta no Ervedal para angariar fundos que possam suprir essa necessidade.
Porque hoje (pensamos, nós) estamos bem e não precisamos de ajuda, ninguém nos garante que amanhã o estejamos e não precisemos nós de ser ajudados. Por isso há que ser solidário e o apelo que é lançado “DO CASTELO” é que todos quantos possam e queiram, façam chegar o seu contributo para esta causa à Junta de Freguesia de Ervedal, ou ao Sr. Paulo Jorge, na Cooperativa de Consumo. Eles se encarregarão de gerir esta aflitiva situação. Não importa quanto nos é possível dar. Mas é imperioso que cada um de nós contribua com o que puder. Se não fôr hoje, amanhã.
À Ana Micaelo, que é amiga da minha “filha”, vai um beijo de profundo sentimento e pesar do tamanho do mundo, sabendo embora que ninguém lhe pode restituir a ela e à irmã o melhor bem que acabam de perder: a sua mãe.
Vamos todos ser solidários!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"O TODO", "A PARTE" E O "À PARTE"

Foto 1 - "O TODO..."
Foto 2 - "A PARTE..."

Foto 3 - "À PARTE..."


O todo do complexo do Clube Náutico, visto à distância, é um paraíso: parque de campismo, sombras, praia fluvial, piscinas, parque infantil, restaurante. Visto à distância diremos que ali é o Paraíso do Norte Alentejano.
A parte negativa revela-se quando nos aproximamos e começamos a ver mais de perto. Aquilo que deveria ser uma relva bonita e aparada nas laterais das escadas que nos levam ao parque infantil, mais não é que erva regada. E atenção: na cerca que protege o espaço das piscinas crescem demasiadas silvas que já quase arranham viaturas e visitantes que por ali se passeiam a pé. Sendo estas umas plantas vivazes, só há uma maneira de evitar a sua rápida propagação: é pô-las com as raízes ao sol, arrancando-as e retirando-as dali. Palavra que até gosto de amoras, mas "amoras ali, “jamé”!”, parafraseando um célebre ministro da nossa República e do nosso Governo Central.
À parte tudo isto, continua a não haver restaurante, as plantas que em vasos enfeitavam a entrada deste, secaram e deixam agora transparecer um sentimento de abandono que leva muita gente a dizer, como hoje mesmo ouvi: “Parece mentira, com tanta água aqui, deixaram morrer as plantas à sede”.
E era tão fácil arrancá-las para evitar ouvir desabafos desta natureza...
Mesmo assim continuo assíduo apaixonado do nosso Clube Náutico e com enormes expectativas de que as coisas por ali melhorem a curto prazo.





sexta-feira, 1 de agosto de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXVII)

Foto: "...MANUEL DOMINGOS RODRIGUES É O MANEL GAIATO"
Se chegarem a Avis e perguntarem pelo MANUEL DOMINGOS RODRIGUES, certamente que lhe dirão que não sabem quem é e se calhar até lhe dirão que não é cá da terra. Mas se perguntarem pelo MANEL GAIATO, por certo que 95% da população da vila de Avis lhe sabe dizer quem é. Ao fim e ao cabo são uma e a mesma pessoa: Manuel Domingos Rodrigues é o Manel Gaiato!
Durante as cinco sextas-feiras de Agosto vou dar-lhes a conhecer trabalhos deste autor, nascido a 16 de Janeiro de 1935, na Freguesia de Alcórrego/Avis, mais precisamente no Monte da Courela. Ao longo das semanas irei dando mais informação sobre este homem que foi taxista, que não sabe escrever mas que sabe fazer poesia de quarenta pontos.
Para começarmos o mês eis a primeira obra que recolhi junto deste autor:


Mote:
O QUE O PAI É PARA UM FILHO
E O FILHO NÃO É PARA O PAI:
QUANDO ME ENCONTRAR VELHINHO
É P’RÓ ASILO É QUE VAI
!

I
CRIEI UM COM MUITO GOSTO
DEI-LHE BOA CRIAÇÃO
NUNCA LHE DIZIA QUE NÃO
P’RÓ TRAZER BEM DISPOSTO;
HOJE, DE LÁGRIMA NO ROSTO
A VIDA É UM SARILHO
SE ME TOCAM NO GATILHO
COMEÇO LOGO A DISPARAR
ASSIM SE PODE IMAGINAR
O QUE O PAI É PARA UM FILHO!

II
ESPERO PELA RECOMPENSA
QUE ELE, O MEU, ME QUEIRA DAR
DEPOIS DE CRIADO ESTAR
JÁ LHE FALTA A PACIÊNCIA
É FILHO DA INOCÊNCIA
NUNCA DIZ PARA ONDE VAI
SE TEM MUITO AINDA QUER MAIS
TUDO QUANTO TENHO LHE DOU
EU PARA ELE ASSIM SOU
E O FILHO NÃO É PARA O PAI!

III
DEI-LHE A BOA CRIAÇÃO
ESPERO QUE ELE É EDUCADO
POR TODOS É ESTIMADO
QUE NINGUÉM ME DIZ QUE NÃO,
BOM FILHO DO CORAÇÃO
VOU INDO DEVAGARINHO
EU VOU ESCOLHENDO O CAMINHO
POR ONDE EU HEI-DE PASSAR
QUANDO TU ME FORES MANDAR
QUANDO ME ENCONTRAR VELHINHO!

IV
A VIDA É MESMO ASSIM
O MEU DESTINO É FATAL
OLHA QUE NÃO TE FICA MAL
SE QUISERES CUIDAR DE MIM,
SE QUISERES VER O MEU FIM
DEUS IRÁS “PERDOAIS”
NÃO VALE A PENA DAR AIS
QUE A VIDA É UMA TOLICE
QUANDO CHEGAR À VELHICE
É P’RÓ ASILO É QUE VAI!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO) /AVIS

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O HERDADE DA CORTESIA HOTEL

Foto 1- "Em ritmo certo, o Herdade da Cortesia Hotel...vai tomando forma."
Foto 2 - "...das formas computorizadas vai passando a ter existência física."



Em ritmo certo, o Herdade da Cortesia Hotel, da responsabilidade da Avizacqua Team Center vai tomando forma. Visitei-o este fim-de-semana e constatei que das formas computorizadas vai passando a ter existência física. Com inauguração aprazada para o 1º trimestre de 2009, constou-me que as equipas de trabalho que irão fazer parte deste importantísssimo empreendimento, já se estão a formar, inclusivamente com a realização de entrevistas. Parece que estas equipas nada têm a ver com a equipa do Benfica que, quase com o campeonato a começar, ainda não sabe bem o que é que quer (como aliás vem sendo hábito de há uns anos a esta parte). Daí que se você é um(a) candidato(a) a pertencer a uma equipa de trabalho que se pretende empreendedora e dinâmica, não se atrase. É que se não actuar com destreza arrisca-se a ficar no banco dos suplentes, ou, o que é pior ainda, a ser dispensado.
Acredite que a Câmara Municipal de Avis, por muito boa vontade que tenha, além de não chegar para todos, não sabemos até quando chegará…

quarta-feira, 30 de julho de 2008

BLOGUES DA MINHA TERRA


Não é fácil manter um blogue vários meses em actividade, quanto mais alguns anos. O exemplo de Avis é disso bem elucidativo. Quantos e quantos blogues e bloguistas por aí têm aparecido e quase que com a mesma rapidez com que aparecem se esvaziam, desaparecem. As notícias rareiam, o tempo às vezes é escasso, os conteúdos diminutos.
Este meu “post” é primeiro que tudo uma homenagem aos blogues de Avis que abnegadamente teimam em prosseguir, sendo que alguns se mantêm com uma actividade regular desde 2003. Garanto-vos que é obra! Eis pois os blogues das minhas referências a nível local:

1) - Desde logo “OS DESABAFOS”, que com intervenções oportunas nos vai dando notícias, por vezes em primeira-mão, que o leva a ter um “público” fiel e assíduo. Deve ter acesso a informação muito actualizada que lhe permite, apesar de ser o blogue mais antigo em actividade em Avis, não perder o interesse e daí a procura diária dos seus leitores.

2) - Depois, por ordem de antiguidade (que segundo diziam na tropa era um posto) o “MARANHÃO” que após pequenos interregnos aparece sempre com vontade de ir mais além e durante mais uns meses, quiçá mais uns anos. Pertencendo a um criativo, (penso eu de quê!) eis que “inventa” essa coisa maravilhosa das “Músicas da minha vida”, prendendo assim uma plateia e evitando a sua dispersão por outras “bloguices”;

3) - Depois um blogue de “especialidade” que visito assiduamente onde além da defesa acérrima de uma classe, se pode sempre aprender algo, pois que trata essencialmente temas do mester do seu mentor e que dá pelo nome de “MEDICOEXPLICAMEDICINAAINTELECTUAIS”. De escrita regular, quase diária, é um blogue que aconselho a visitar.

4) – “MONTEDOMEL” começou há pouco tempo. Parece que tem pernas para andar. Mostra uma certa vivacidade. Vamos aprender muito sobre o mundo da apicultura pois este também é de “especialista” e feito igualmente por quem sabe do ofício.

5) - “BOAMEMÓRIA” igualmente “especialista”: este no ramo das “bibliotequices”. Dá-me a impressão que poderia (ou deveria?) ser um pouco mais dinâmico, pois que aqui o que não faltam são assuntos interessantes a mencionar, com tantas centenas de livros nas prateleiras, a pedirem uma referência. Mas se calhar o tempo disponível também não abundará.

6) - “TUDO E MAIS ALGUMA COISA EM AVIS”, também me merece uma referência positiva, apesar de “postar” muito espaçadamente. Mas, mesmo bastante letárgico, mantém-se vivo! Vai respirando.

7) - O “BLOGOSCOLA” está de férias, mas parece-me ser não mais um blogue, mas um projecto deveras interessante. Assim haja vontade de levar para a frente este projecto cheio de juventude e enquadrado por massa humana que está agora no dealbar das suas vidas. Cresçam e apareçam sempre com novas ideias. Não deixem cair por terra os vossos sonhos.

8) – E, acabado de (re)descobrir, o “JUSTIÇA SEJA FEITA 2”. Remodelado, com cara nova, vê-se que é tratado por alguém para quem a informática não é um bicho-de-sete-cabeças (como o é para o autor destas linhas) mas algo que é facilmente dominado. Seja bem-vindo ao grupo dos resistentes, receba os meus mais sinceros parabéns por ter regressado e nada de abandonos a meio dos campeonatos… VIZINHO!
Sei que não o vai fazer.

Que me desculpem aqueles que, estando em plena actividade, aqui não referi. Não lhes faço referência por desconhecimento da sua existência.
Finalizando e para confirmar a dificuldade que existe em manter um blogue “vivo”, aconselho a que vejam as listas dos “Semi-usados” e do “Cemitério” que os “DESABAFOS” tem elencados, apesar das respectivas listagens não estarem devidamente actualizadas.
Bom seria que por cada Blogue acabado houvesse um Blogue (re)nascido na Blogosfera Avisense.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

SUPER...CRACIA...


Relata o Jornal aponte do corrente mês, que no passado dia 27 de Junho, a Assembleia de Freguesia de Avis não pôde reunir por falta de quórum. Quando vejo imagens televisivas em que os deputados representantes do povo, por ele eleitos, se encontram a dormir ou a ler jornais em plena Assembleia da República, sinto uma revolta tamanha que me apetece não mais votar.
Pensava que situações destas, de desinteresse e afronta às populações só se passavam lá na grande cidade. Afinal estava redondamente enganado. Em Avis os eleitos que nós escolhemos e conhecemos, eleitos pelo povo que nós conhecemos, fazem a mesma coisa. Faltaram 3 elementos da CDU (ATÉ VÓS, CAMARADAS!!!), 1 do PS e um do PSD, dum total de 9. Se não queriam assumir o cargo (será que juraram, em consciência, por sua honra cumprir o cargo para que foram nomeados? Se sim, onde está a honra?) então deveriam tê-lo dito de vez e em tempo oportuno, sem ser preciso tomarem posse apenas por bem parecer ou por obediência partidária. Até a senhora Presidente da Assembleia de Freguesia de Avis se mostrou indignada com o facto.
Lamentavelmente, e garanto que não é por este caso de Avis, mas pelo que vai acontecendo por todo o Portugal, onde o fosso entre os mais pobres e os mais ricos é cada vez mais abissal, onde a violência aumenta em exponencial, onde a falta de respeito pelo ser humano assume contornos assustadores, onde a corrupção grassa por todos os sectores, onde a saúde está cada vez mais doente, onde a inflacção sobe a um ritmo galopante, onde…onde…onde…., concluo que por certo não era isto ou estas atitudes que aqueles que fizeram o 25 de Abril de 1974 almejavam e concluo igualmente que aquilo que todos desejavam fosse uma SUPERDEMOCRACIA se vai transformando, aos poucos, numa SUPERMERDOCRACIA.
Ou será que já o é?
(P.S.: penso que a senhora Presidente da Assembleia de Freguesia de Avis, D. Maria Victória, é eleita pelas listas da CDU).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXVI ) E NÃO SÓ...

Chega hoje ao fim o espaço que "DO CASTELO" dedicou ao amante da poesia, o amigo ANTÓNIO HENRIQUES. Já referi nesta rubrica que o Sr. António tem uma vasta colecção de recolhas que tem transcritas em cadernos mas que de seu apenas fez ainda umas décimas. Diz que lhe falta o jeito e que para fazer estas décimas andou para aí um ano "de roda delas". Talvez que o diga por modéstia, pois que como poderão verificar a seguir as coisas até não lhe correram lá muito mal.
Fechamos pois este ciclo dedicado a António Henriques com o único trabalho de sua autoria.
À vossa consideração, ele aqui está:
Mote:
Já cheguei a reformado
Vejo mais perto o meu fim,
Sinto-me velho e cansado
É um desgosto para mim!

I
Eu fui quem sempre trabalhou
No ramo da agricultura
Vivi no meio da fartura
Mas para mim nunca chegou,
Quem no trabalho mandou
É que devia ter pensado
Que o trabalhador coitado
Passou a vida a sofrer
Agora é que eu estou a ver
Já cheguei a reformado!

II
Quando o trabalho acabou
Acabou a minha lida
Parecia ser tão comprida
E tão depressa terminou
Para mim tudo findou
Podem crer que isto é assim
Não tenham pena de mim
Isto tinha que acabar
Sou obrigado a pensar
Vejo mais perto o meu fim!

III
Eu passei a vida inteira
A trabalhar a valer
Sempre tinha que fazer
Ou de uma ou de outra maneira
Não sei se fiz asneira
Nunca fui recompensado
Fui sempre tão mal pago
Não tenho coisa nenhuma
Nem nunca arranjei fortuna
Sinto-me velho e cansado!

IV
Agora no fim da vida
Vou uma jura fazer
Quando eu desaparecer
Faço a minha despedida
É uma viagem comprida
Eu não sei onde é o fim
A morte que é tão ruim
Nos leva p’ró cemitério
Eu digo-lhe muito a sério
É um desgosto para mim!

Autor: ANTÓNIO HENRIQUES/AVIS




III PERCURSO DE ORIENTAÇÃO NOCTURNA


A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, através do seu NÚCLEO DE ORIENTAÇÃO, realiza amanhã, dia 26, o III PERCURSO DE ORIENTAÇÃO NOCTURNA.
No sentido de descentralizar as suas diversas actividades, optaram este ano por se deslocarem para VALONGO, onde até 15 minutos antes da prova se iniciar às 21.30h, quem quiser se pode inscrever. O Percurso iniciar-se-á num dos locais mais emblemáticos de Valongo: a AROEIRA. Para quem conhece o percurso (organização) o mesmo terá uma extensão aproximada de cinco quilómetros. Para quem andar “às voltinhas” terá os quilómetros que calhar.
Pegue na sua lanterna, em roupa e calçado apropriado e venha até Valongo participar nesta iniciativa.
Aproveite e de volta para Avis, beba uma cerveja sem álcool nas festas de Bena (vila)!
Verá lhe vai cair muito bem.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

BELDROEGAS, UM MANJAR DOS POBRES!

Transcrição de um excerto do livro “OS COMERES DOS GANHÕES – Memórias de outros sabores”, de Aníbal Falcato Alves, editado em Maio de 1994.

"Depois, quando não tínhamos trabalho, íamos para o campo apanhar essas ervas bravas, que era, então, o que a gente comia. No campo, apanhavam-se as alabaças, as baldoregas e outras qualidades de ervas.
Depois, aquelas alabaças, tão boas, que a gente fazia na tigela de fogo, com um feijãozinho, mas só do frade, que era o mais barato. Agora, é que a gente já come pouco feijão frade. Mas, dantes, era o feijão frade que andava sempre na casa dianteira.
E fazíamos aquelas sopinhas com as baldoregas, aquelas sopas tão boas.
As baldoregas, fazia-as a gente com alhos e, quando tínhamos, punham-se umas batatas. Com umas batatinhas, aquilo era um manjar.
Queijo para as baldoregas, isso é que não havia. O queijo era muito caro. O queijo que havia era só para os patrões.
E as baldoregas, e essas coisas assim, nunca as davam à gente. Diziam eles que ficavam muito caras mandarem um homem colhê-las.

Maria Benedita de Jesus Bicho (Sabachoa), 59 anos, casada, sabe ler, operária agrícola reformada, natural de Pavia."

Os tempos passam, as vidas tomam novos rumos e pelos mesmos motivos e por motivos diferentes, hoje ninguém vai ao campo às beldroegas, pois que continuaria a ser muito caro pagar a quem as apanhe, mas principalmente porque entraram no esquecimento da nossa culinária. Mas quem gosta de beldroegas vai mesmo a elas para o campo.
Eu gosto de beldroegas. Ontem fui ao campo e apanhei um belo molho delas. Arranjei-as, isto é, cortei-lhe cuidadosamente as folhas e os talos mais tenrinhos para dentro de um alguidar, deitando fora os talos duros e as pontas que já apresentavam inícios de floração. Arranjá-las é o que dá mais trabalho: parece que nunca mais se acabam. Depois foi cozinhá-las desta maneira tão simples:
Numa panela funda cobri-lhe o fundo com uma significativa camada de cebola. Sobre esta uma camada de batatas cortadas às rodelas, a seguir uma camada de beldroegas muito bem lavadas. Novamente uma camada de cebola, outra de batatas e outra ainda de beldroegas. De notar que a última camada deverá ser sempre de beldroegas. Juntei-lhe meia dúzia de dentes de alho, lavados mas com casca. Reguei com azeite, sal e colorau q. b. e levei a lume brando. A pouco e pouco fui juntando alguma água, mas pouca de cada vez, não esquecendo que a própria cebola e as beldroegas produzem molho. Quando quase cozido, juntei três ovos partidos para cozerem, tendo o cuidado de os deitar na panela, mas no sítio onde a fervura era mais intensa. Cozidos os ovos, estava o “manjar” acabado. De notar que não lhe juntei queijo por opção, imposta pelo facto de um elemento do meu agregado familiar repudiar o queijo e o seu cheiro.
Quem gosta de cozinhar e cozinha,
tem vários prazeres adicionais em relação a quem só gosta de comer: é que se delicia desde logo com as cores dos vários temperos misturados; delicia-se com os cheiros dos refogados, e acaba deliciando-se com aquele prazer supremo que é poder comer um prato genuinamente alentejano, como o é uma boa “pratada” de sopa de beldroegas e dizer batendo no ventre proeminente:
- Está uma maravilha e fui eu que o fiz! Que me faça muito bom proveito!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

AVIS

Foto 1 - "A capa..."
Foto 2 -" ...e a contracapa..."

Avis está na moda.
Vai-se falando de Avis sem ser pela negativa, o que me apraz registar.
Depois da reportagem da SIC sobre a zona do Clube Náutico e da praia fluvial, que poderão sempre ver reproduzida AQUI, eis que acabo de receber a Revista Cultural da Alma Alentejana, referente ao ano de 2008, onde a capa e a contracapa nos surpreendem com duas fotos da nossa vila. No seu interior uma extensa entrevista de doze páginas ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Avis. Se para um avisense o discurso do senhor Presidente já é conhecido, não o será para um estranho ao concelho, daí a oportunidade da mesma. De salientar um vasto leque de fotos muito bem enquadradas que, além de ilustrarem a entrevista, dão uma ideia precisa da grandiosidade histórico - turística da nossa terra.
Por coincidência (ou não), em reportagem a seguir às referências a Avis, numa alusão aos VII jogos Florais da Alma Alentejana-2007, aparece-nos uma foto com um avisense mostrando o prémio ganho naquele certame.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

ZONA HISTÓRICA: SINAIS A MAIS OU A MENOS?

Foto: Na Rua Conselheiro José de Alpoim é possível cortar à esquerda, à direita ou seguir em frente. Certo?



Afinal parece-me que os sinais colocados na zona histórica de Avis ainda não são demais. Quem circular de carro agora na Serpa Pinto (Rua ou Praça?) fá-lo convicto de que actualmente ali só já se desce. Mas parece-me que poderá não ser bem assim. Vejamos: quem descer a Rua da Misericórdia pode cortar à esquerda pela Rua Conselheiro José de Alpoim, também conhecida por Rua da Cadeia, acontecendo que esta rua, ao desembocar na tal Rua ou Praça Serpa Pinto, não tem nenhuma sinalética que indique ser proibido cortar à esquerda, isto é, que não é permitido subir a Serpa Pinto. Daí o eu dizer que é possível subir a Serpa Pinto.
Mas não façam muito caso disto, verifiquem vocês mesmos porque a minha carta é da tropa e, se calhar, não estou a ver muito bem a coisa…

sexta-feira, 18 de julho de 2008

CESTAS DE POESIA (XXV)

As sextas-feiras correm sem nós dar-mos por isso! Parece que foi ontem que começámos e já chegámos à "Cesta do Quarteirão".
Pertencendo ao arquivo do amigo ANTÓNIO HENRIQUES, vejam que actualidade, que acutilância têm esta décimas que hoje aqui deixo reproduzidas:


Mote:
Há quem se empregue a mentir
Para enredos arranjar
Que diz que ouviu sem ouvir
Diz que vê sem avistar
I
Quem a mentira apregoou
Vive sempre na aldrabice
Diz que diz o que não disse
E o que disse negou
E o mentiroso ficou
Sempre alegre e a sorrir
Serve para se divertir
Aumenta a sua maldade
Acreditem que é verdade
Há quem se empregue a mentir!

II
Pensa ser inteligente
Anda sempre bem trajado
Mesmo que seja fiado
Quer enganar toda a gente
Para ele é indiferente
Porque não pensa em pagar
Só pensa em arranjar
Uma grande vigarice
Contar o que nunguém disse
Para enredos arranjar!

III
O homem que não trabalha
E diz aos outros que faz tudo
Mais lhe valia ser mudo
Que não cometia tanta falha
Muitas vezes, quando calha,
Nos dá vontade de rir
O que não quer é bulir
Só procura a confusão
E é por essa razão
Que diz que ouviu sem ouvir!

IV
Quem se mete na vida alheia
Devia ser castigado
Tudo quanto planeia
É assunto envenenado
Quando vai a qualquer lado
Sempre vê tudo a dobrar
É perito em aumentar
Aquilo que ninguém vê
É essa a razão porquê
Diz que vê sem avistar!

Autor: Desconhecido

quarta-feira, 16 de julho de 2008

II PEDALUAR DA ACA

As iniciativas da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural pautam-se por serem acima de tudo um pretexto para juntar pessoas e pô-las a conviver, retirando-as à "solidão" de um computador ou de uma qualquer estação de televisão.
O II PEDALUAR, a realizar no próximo dia 19, sábado, que mais não é que um passeio em Bicicleta pelo campo, mas à noite, tem igualmente essa finalidade.
Segundo me constou, o traçado vai ser alterado e em vez do percurso do ano passado irá ter novo rumo com acompanhamento da lua ( é lua cheia a 18) e da barragem.
Segundo diz o elucidativo cartaz que publicita o evento, a partida será às 21 horas ( mais coisa menos coisa, digo eu) da Sede da Aca na renovada Praça Serpa Pinto, Nº 11 em Avis.
No final haverá reabastecimento sólido e líquido ( para retemprar forças, digo eu).
As inscrições que podem ser feitas até dia 17 ( e secalhar até dia 18, digo eu) selo-ão pelos telemóveis 96 90 15 106/ 93 81 83 155 ou pelo Email: acavis@sapo.pt
Se querem passar uma noite diferente, para melhor, aconselho a que se inscrevam.
Vão gostar!

terça-feira, 15 de julho de 2008

ALERTA JUVENTUDE!!!!

POR FAVOR AMPLIEM ESTE AVISO, CLICANDO EM CIMA DO TEXTO, LEIAM ATENTAMENTE E TIREM AS VOSSAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES