segunda-feira, 17 de março de 2008

MEMÓRIAS CADA VEZ MAIS SAUDOSAS(AI!AI!...) DE UM BENFIQUISTA

Foto 1 : Frente do Bilhete
Foto 2 : Verso do bilhete




Ontem, no dia em que o Benfica empatou com o Marítimo, fez exactamente 25 anos que tinha empatado na Catedral do Futebol por igual resultado, mas com o A.S. ROMA( reconhece na foto-verso-do-bilhete o actual treinador do Benfica que nem de porrada é farto, isto é, que mesmo perdendo e empatando diz que os agora "seus jogadores" jogaram bem?). O jogo era a segunda-mão dos quartos de final da Taça UEFA e no primeiro jogo o Benfica batera os italianos por 2-1.Por qualquer razão não anotei o marcador do golo do Benfica. Resta informar que o Benfica, em 1983 foi Vice-campeão desta conpetição.

sábado, 15 de março de 2008

EFEMÉRIDE: 15 DE MARÇO DE 1961 - INÍCIO DA REBELIÃO ARMADA EM ANGOLA

Foto: "E OS HOMENS ESCOLHERAM O CAMINHO" (contracapa)




José Ramiro da Silva Caldeira, distinto Professor de História, escreveu no último número da Folha Informativa “Águia” da Amigos do Concelho de Aviz, uma importante crónica sobre “Os rapazes de Valongo na Guerra Colonial”. A páginas 8 daquela Folha Informativa (nº 25) afirma o historiador que, e passo a citar: “os primeiros actos de guerrilha iniciaram-se a 15 de Março de 1961, no Norte de Angola, mais concretamente na região dos Dembos…” e mais adiante:” … os naturais ou com fortes ligações à freguesia de Valongo que participaram nas três frentes de guerra…escaparam da morte”.
Porque faz precisamente hoje 47 anos que a denominada guerra colonial se iniciou resolvi visitar o “Talhão reservado a militares falecidos no Ultramar” no cemitério de Avis, cuja placa indicativa da sua localização se encontra arrancada e solta, dando uma certa imagem de desleixo, contrariamente ao aspecto geral do cemitério.
Ali repousam os restos mortais de dois rapazes que foram meus amigos: ANTÓNIO JOÃO CARREIRAS DAS NEVES (N:14-11-1947/F:30-08-1972) e CARLOS GABRIEL NUNES, sem identificação de data de nascimento e morte. Do primeiro guardo um livro por ele escrito e cuja contracapa acima reproduzo, intitulado “E os homens escolheram o caminho” e do Carlos Nunes (Carlitos) guardo a imagem de uma foto em ponto grande que se encontrava na Câmara Municipal nos tempos em que por lá trabalhei. Além disso a amizade dos dois que muito prezava.
Os momentos mais negros do cumprimento do meu serviço militar obrigatório, foram sem dúvida os funerais destes dois mártires pois que, por força das funções que à data dos óbitos ocupava, acompanhei de perto (perto demais!) os dois funerais. Tento não recordar esses dias mas eles teimosamente não desaparecem da minha memória. Igualmente marcantes para mim foram o funeral de um sargento que fui fazer lá para os lados do Sardoal e certa vez que fui confirmar a morte de um soldado no Ultramar (já não sei em que província) a uma família que vivia ali logo à entrada de Galveias do lado direito (sentido Avis -Ponte de Sôr). O soldado em causa era casado e ainda tenho presentes os gritos lancinantes da mãe, agarrada a mim, a dizer-me que eu lhe acabara com a esperança que tinha que o seu filho ainda estivesse vivo. Foram momentos muito dolorosos que hoje aqui deixo registados. E pergunto: para quê todo aquele sacrifício, aquelas mortes? Não tenho explicações ou comentários.
Como sempre, os responsáveis saem incólumes das responsabilidades e também como sempre o velho chavão de que “a História os julgará” como se a História pudesse restituir a vida àqueles que morreram na meninice dos seus vinte e poucos anos.
Não mais voltarei a este assunto!

sexta-feira, 14 de março de 2008

CESTAS DE POESIA ( VII)

Hoje não encontrei o meu amigo JOAQUIM JOSÉ LOURENÇO à conversa com os seus colegas no Jardim do Mestre. Pelo menos de manhã não apareceu por lá. O Ti Zé Carlos esteve com ele ontem. E disse-me, num misto de azedume pelo abandono e de tristeza pela falta que " o Ministro agora anda com a parvoeira de ir lá para a Casa do Benfica por causa da bola". Sei que não o encontrei hoje mas hei-de encontrá-lo por um destes dias. Preciso d efalar com ele. Até lá aqui ficam mais umas décimas que ele me ensinou há algum tempo e que falam dos montes que circundam Avis ( a vermelho, o nome dos montes).
Mote:
RESOLVI-ME A COMPRAR TUDO
É POR TER MUITO DINHEIRO;
FUI COMPRAR AS CASAS ALTAS
E EM SEGUIDA O MONTE OUTEIRO!

I
EU FUI COMPRAR OS COVÕES
POR TER BOAS TERRAS DE PÃO
FUI COMPRAR O LAMEIRÃO
E TAMBÉM COMPREI OS LEÕES
TAMBÉM COMPREI OS PICÕES
DO PRIMEIRO AO SEGUNDO
COMPREI UMA PARTE DO MUNDO
AO DINHEIRO NÃO TENHO AMIZADE
E VOU-LHES FALAR A VERDADE
RESOLVI-ME A COMPRAR TUDO!

II
FUI COMPRAR A AZAMBUJEIRA
PORQUE DELA TIVE “INCULCOS”
COMPREI A HERDADE DA TURCA
E COMPREI O VALE DE MACEIRAS;
AGORA LEVANTO BANDEIRAS
FUI COMPRAR O PULVAREIRO
COMPREI A QUINTA DO PINHEIRO
E TAMBÉM COMPREI S. PEDRO
EU JÁ NÃO POSSO ESTAR QUÊDO
É POR TER MUITO DINHEIRO!

III
EU FUI COMPRAR O RAMALHO
É POR TER MUITAS RIQUEZAS
TAMBÉM COMPREI AS DEFESAS
E COMPREI CARNE AO ATALHO
PARA ME LIVRAR DO TRABALHO
COMPREI UM BARALHO DE CARTAS
COMPREI ARMAZÉNS DE LATAS
E FALTA-ME PAGAR OS FAVORES
E PARA GANHAR AOS LAVRADORES
FUI COMPRAR AS CASAS ALTAS!

IV
EU FUI COMPRAR A ARAVIA
E TAMBÉM COMPREI A COURELA
TAMBÉM COMPREI A CAPELA
COMPREI TUDO QUE SE VENDIA
FUI COMPRAR A FANCARIA
E TAMBÉM COMPREI O TRIGUEIRO
TAMBÉM COMPREI O TENDEIRO
TUDO ME CUSTOU MEIA ONÇA
FUI COMPRAR A MENDONÇA
E EM SEGUIDA O MONTE OUTEIRO!

AUTOR : DESCONHECIDO

quinta-feira, 13 de março de 2008

"PÁGINAS ANIMADAS" - 4º ENCONTRO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

Foto: "Helena Raimundo começou tal como acabou: só, na mesa..."

Na passada terça-feira, dia 11, abriram-se as portas do sonho no Auditório Municipal de Avis. Várias contadoras de histórias e um (só??!!) contador encheram-nos a alma de fantasias e recordações concretizando assim o 4º Encontro de Contadores de Histórias – “AVISESTÓRIAS – PÁGINAS ANIMADAS”.
Moderado pela Helena Raimundo, Técnica-Adjunta de Biblioteca e Documentação em Avis, começou este Encontro com algum atraso e acabou já bem para lá das 18 horas, ainda com uma boa mão cheia de “resistentes”, nas palavras da moderadora. Helena Raimundo começou tal como acabou: só, na mesa, como aliás a foto acima demonstra, mas firme e decidida a levar por diante, com a colaboração das suas colegas e o apoio dos seus superiores hierárquicos, muito mais iniciativas que demonstrem que a Biblioteca é um lugar vivo e com saúde!
Pelas portas da fantasia passaram: Helena Raimundo, Patrícia Amaral, Dora Batalim, Mafalda Milhões, Helena Faria, Miguel Ouro, Judite Álvares e a Joana.
Passo a transcrever o que o programa distribuído aos participantes/assistentes resumia em relação à Biblioteca Municipal de Avis:

"As páginas animadas da nossa Biblioteca
Na Biblioteca Municipal de Avis as actividades têm sido constantes ao longo dos tempos, de modo a cativar a população para o livro e para a leitura. Encontros com escritores, exposições, debates, feiras do livro, encontros com contadores de histórias, entre outros, são disso exemplo. Através do projecto “ A caixinha das histórias encantadas”, a leitura chegou junto da população mais jovem do Concelho, através de um baú cheio de livros e um conto para contar.
A Biblioteca é um espaço a descobrir, é um livro por abrir e depois deixar a imaginação de cada um de nós nas suas páginas navegar."

(Diga-me cá uma coisa, aqui só para nós: já alguma vez visitou a nossa biblioteca? Não? Então do que é que está à espera?)
Não assisti à sessão da noite, pelo que não me posso pronunciar sobre a mesma.
À boa maneira de um contador de histórias direi:

Bendito e louvado está este (en)cont(r)o terminado!
Pois que venha o próximo!

terça-feira, 11 de março de 2008

UMA TEIMOSIA PERIGOSAMENTE SAUDÁVEL

Foto 1 - Virgílio Vidinha, Sérgio Godinho, Ricardo Godinho e António Papeira, falaram sobre "Bandas Filarmónicas"
Foto 2 : "Ricardo Godinho...também já anda na Universidade de Évora"


A rapaziada da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, sofre de uma doença rara que chamarei de teimosia perigosamente saudável. Passo a explicar: apesar de certos reveses que os seus "Café com Letras" por vezes sofrem, em matéria de assistência, não desistem, continuam e ao que ouvi na passada quinta-feira, fizeram (pasme-se!) a sessão número 62 daquele espaço de troca de ideias.
O facto de terem assistido a este "Café com Letras" apenas nove pessoas, contrastando com as quase cinquenta que tinham tido há quinze dias, nem por isso a conversação deixou de ser animada. Como tema de discussão “As Bandas Filarmónicas” que contou com a presença de António Lopes Papeira músico que foi da Banda 1º de Dezembro de Avis (você sabia que a Banda de Avis se chamou 1º de Dezembro? Eu também não sabia…fui lá e agora já sei) e Virgílio Vidinha regente da Banda de Alter, que se fez acompanhar de dois colegas: o Sérgio Godinho e o Ricardo Godinho.
Sobre a Banda de Avis foi uma delícia ouvir contar como eram os ensaios num casão da Rua das Lajes, de onde tiveram que sair para o antigo teatro (hoje anexado à Câmara) por causa do enorme eco que o casão produzia. Com saudade, António Papeira recordou os maestros Malheiro, Capitão Piedade, um Sargento que vinha de Galveias duas vezes por semana para os ensaios e por último Serra Moura que foi o último regente da Banda.
António Papeira disse que
a Banda não acabou por falta de dinheiro mas por falta de músicos. As quotas e a Câmara suportavam as despesas. Com que alegria e vontade as pessoas iam para o ensaio depois de um dia de trabalho de sol a sol? E quando não tinham trabalho nem dinheiro para comer? É claro que não iam aos ensaios e a pouco e pouco a Banda acabou. O sítio mais longe onde fomos tocar foi a Figueiró dos Vinhos. Por cá íamos sempre à Senhora Mãe dos Homens e certa vez aconteceu o seguinte: fomos de carroça para o Alcórrego tocar ás festas. Aquilo cansava muito e o povo queria era mais e mais. Negámo-nos continuar a tocar, por cansaço, e então a Organização não nos veio trazer a Avis, tivemos que vir a pé do Alcórrego para cá e com os instrumentos ás costas! Nas festas de Avis, faziam um coreto de madeira no largo do Convento e era ali que actuávamos.”
Sempre achei curioso saber por onde andará a totalidade dos instrumentos e das fardas da nossa antiga Banda. António Papeira é peremptório na resposta: “Eu entreguei a farda e o instrumento (baixo) à Câmara, pois que não eram meus, mas sei que nem todos fizeram o mesmo.”
Por incrível que pareça contaram-me que ainda não há muito tempo, havia correias de suporte de instrumentos a serem utilizados num monte perto de Avis. Será verdade? Irei tentar indagar.
Os homens vindos de Alter sentem orgulho em pertencer a uma banda que foi reconhecida por El Rei D. Carlos, em 14 de Agosto de 1906 como “Real Philarmonica Alterense”. Já conta pois com 102 anos. Escritos há que a consideram constituída anteriormente àquela data, mas oficialmente é essa a sua fundação. Com uma escola de formação em permanência conseguem manter um número constante de elementos. Sentem-se satisfeitos por dos cerca de 52 executantes da banda, 8 tendo começado ali a tocar como crianças, já conseguiram tirar cursos superiores e tornarem-se profissionais. Ricardo Godinho, que presenteou a assistência com umas notas tiradas do seu Trombone de varas que dois dias antes lhe tinha custado 1300 euros, também já anda na Universidade de Évora.
Recordaram os tempos em que as bandas se dividiam em plena actuação para irem beber um copo: na primeira tasca que encontravam iam beber os músicos até ao bombo; na segunda tasca iam os do bombo para trás. Às tantas já ia tudo bêbado. Outros tempos…
Hoje na Banda estabelecem-se laços de amizade e solidariedade dignos de registo. Quem lá está fá-lo por gosto e quem não gosta sai dando o lugar a outro, afirmam-nos.
A Banda de Alter, entre Procissões, touradas e concertos faz uma média de 35 actuações por ano. Atendendo a que o ano tem 52 semanas, poderemos dizer que a média não é má.
Para que se saiba, uma curiosidade: na Banda de Alter toca uma residente em Avis, de seu nome Margarida Monteiro.
A conversa dos “Café com Letras” é sempre uma conversa interessante onde todos, convidados e assistentes aprendem algo. É um local de partilha de experiências e saberes. Talvez seja por isso que, ainda que com 9 elementos a assistir (seriam dez se a amiga Manuela Mendes não morasse em Silves) eu digo que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural sofre de uma teimosia perigosamente saudável. São teimosos. Não desistem! E isso é salutar. Que projecção não teria esta Associação se tivesse vivido com esta dinâmica nos anos 70 do século passado, quando as solicitações de computadores, televisões e futebóis, eram praticamente nulos…
Se calhar pouco lhe interessa mas, meu (minha) caro(a) amigo(a) sempre informo que foi dito que no próximo dia 20, na sede da ACA às 18 horas, se vai discutir a problemática da “Defesa do Consumidor” com a presença de Sara Fonseca, jurista da DECO de Évora.
Ao menos por uma vez, apareça por lá! Garanto-lhe que a “doença” não é contagiosa.

segunda-feira, 10 de março de 2008

PROVÉRBIOS ILUSTRADOS

Foto/Provérbio: "DEPOIS DE CASA ROUBADA TRANCAS À (NA) PORTA"


a) Portão da Cooperativa Agricola de Avis, após o assalto de sexta-feira

domingo, 9 de março de 2008

ANDARAM NO GAMANÇO!!

Foto: "Os buracos dos ditos canhões, lá se podem ver..."

É verdade, na noite de sexta para sábado passado, o pátio da Cooperativa Agrícola de Avis foi visitada por ladrões (não gosto da subtileza de “ amigos do alheio”) e num universo de sete hipóteses assaltaram cinco instalações. Todas do mesmo modo: por extracção do canhão das fechaduras. Os buracos dos ditos canhões, lá se podem ver na Avishorta, na Zona Agrária, no Armazém de Frutas, na Cooperativa Agrícola de Avis e nas antigas instalações de uma serralharia que há pouco tempo mudou de lugar.
Não deixam de ser curiosos certos pormenores de que estes assaltos se revestiram:
- Na Zona Agrária levaram o dinheiro de licenças de pesca e um “rato”, deixando lá o computador portátil;
- No Armazém de Frutas deixaram um saco de nozes à porta;
- Na Cooperativa tinham uns garrafões “ajeitados” mas ficaram lá, embora tenham saído pela porta principal;
Na Avishorta desconheço se levaram alguma coisa.

Aparentemente, das duas uma: ou o que procuravam era só dinheiro ou então algo inesperado o(s) fez abandonar o local sem concretizarem completamente os seus propósitos.
As autoridades competentes tomaram conta da ocorrência.

sexta-feira, 7 de março de 2008

CESTAS DE POESIA - (VI)

Foto: JOAQUIM JOSÉ LOURENÇO, O MINISTRO
O mês de Março vai ser dedicado a outro meu grande amigo amante da poesia, JOAQUIM JOSÉ LOURENÇO, O MINISTRO. Tem 92 anos e sabe "montes" de histórias. Costuma andar acompanhado de um caderninho onde vai tomando nota do que lhe interessa. Sabe tudo de cór: datas importantes, poesias, histórias, contos, "anadotas". É certo e vezeiro a conversar com os amigos no Jardim do Mestre, em Avis.
Um dia contou-me por que lhe chamam Ministro. Foi a mãe que lhe pôs o anexim. Muito namoradeiro ( e gabarola, direi eu) a mãe quando sabia que ele tinha algum namorico ( dos muitíssimos que diz ter tido) avisava as cachopas: Tu vê lá não te fies, que o meu Jaquim é uma grande Ministro! Entenda-se por Ministro, "sabido".
Mas deixemos a história do amigo Joaquim "Ministro" e passemos a transcrever umas décimas que ele sabe de olhos fechados, tantas as vezes que as tem dito. Não são de sua autoria, mas decorou-as ainda em muito novo.
Vamos então a isto:

SE ÉS POETA PARA CANTAR
FAZ-ME ESTA EXPLICAÇÃO:
QUANTAS MILHAS TEM O MAR
COM CINCO OCEANOS QUE SÃO?

I
DIZ-ME QUANTOS ANOS TEM
O AUTOR DA NATUREZA
QUANTAS LEIS HÁ DE DEFESA
E DIZ-ME QUEM FUNDOU BELÉM;
E QUERO QUE ME DIGAS TAMBÉM
QUEM PRIMEIRO SUBIU AO AR
QUANTOS ESTÃO PARA PRINCIPIAR
E QUANTOS É QUE TÊM MORRIDO
E RESPONDE-ME AO QUE TE DIGO
SE ÉS POETA PARA CANTAR!

II
DIZ-ME QUEM É QUE INVENTOU
NO MUNDO O PRIMEIRO ARADO
O PRIMEIRO PÃO AMASSADO
DIZ-ME QUEM O AMASSOU;
DIZ-ME QUEM ACLAMOU
O PRIMEIRO REI PARA REINAR
DIZ-ME ONDE FORAM BUSCAR
AS CINCO CHAGAS DE CRISTO
SE ÉS CANTOR PERGUNTO-TE ISTO:
QUANTAS MILHAS TEM O MAR?

III
DIZ-ME ONDE É QUE SE ERGUEU
NO MUNDO A PRIMEIRA MURALHA
QUAL FOI A PRIMEIRA BATALHA
QUE CARLOS MAGNO VENCEU;
DIZ-ME AONDE É QUE NASCEU
NOSSO SÁBIO SALOMÃO
QUAL FOI A PRIMEIRA RAZÃO
QUE FOI ESCRITA NA HISTÓRIA
E JÁ QUE TENS BOA MEMÓRIA
FAZ-ME ESTA EXPLICAÇÃO!

IV
QUAL FOI A PRIMEIRA ARMADA
QUE EM PORTUGAL SAIU
PARA ONDE É QUE SE DIRIGIU
E POR QUEM FOI COMANDADA;
PORQUE É QUE FOI LEMBRADA
A PRIMEIRA CONSPIRAÇÃO
NA ESCOLA DE NAVEGAÇÃO,
E DIZ-ME QUEM A PRINCIPIOU
E QUEM O MAR BAPTIZOU
COM CINCO OCEANOS QUE SÃO!

AUTOR : DESCONHECIDO

MEMÓRIAS (CADA VEZ MAIS SAUDOSAS) DE UM BENFIQUISTA

FRENTE DO BILHETE
VERSO DO BILHETE



É verdade. O Benfica já foi uma grande equipa. Faz hoje exactamente dezoito anos que ganhou ao DNRPR da URSS (já nem isso existe…) por um a zero, para os quartos de final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Marcou o Magnusson que de semelhante com esse tal de Cardozo, exímio lutador de cotovelo, apenas teria a altura. Do resto, era tudo a favor do Magnusson.
É verdade que nesses tempos os jogadores eram Jogadores ganhadores e não artistas. Não havia então no Benfica jogadores de carapinha loira a rebolarem-se no relvado antes dos jogos começarem, como se de fêmeas com cio se tratassem, num qualquer ritual de acasalamento.
O Benfica de então era coisa de “machos”…MUITO MACHOS!



quarta-feira, 5 de março de 2008

O CONCELHO DE AVIS ESTÁ DE PARABÉNS!!!

Foto 1 : "a escassos três dias de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, apenas lá constava uma senhora"
Foto 2 : "...Do que é que a Mestra Marta Alexandre ainda se terá esquecido?", pergunta a Drª Anabela Canela...




É louvável o facto de a Autarquia avisense ter recebido as" II JORNADAS DE TURISMO, PATRIMÓNIO E CULTURA DO NORTE ALENTEJANO”, as quais são uma iniciativa do Instituto Politécnico de Tomar, com uma comissão organizativa de catorze elementos à frente da qual está o aluno RUI BERNARDINO.
Nunca serão de mais iniciativas que defendam o interior dum país cada vez mais assimétrico nas suas capacidades de resolução de problemas. O Norte Alentejano, tão interiorizado, tão deixado ao abandono por parte de quem por ele mais devia olhar, vê nestas iniciativas, uma maneira senão de resolver os problemas, pelo menos de chamar a atenção para os mesmos, apontar caminhos, alvitrar soluções de modo que quem lá longe nos governa ou nos representa na Assembleia da República se possa aperceber de que por aqui ainda há gente que poderá não viver, mas, pelo menos ainda sobrevive.
Não deixa de ser curioso que da mesa de abertura dos trabalhos, composta por sete elementos, e apesar de estarmos a escassos três dias de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, apenas lá constava uma senhora. E sabem porquê? Porque o Sr. Governador Civil, por motivos de agenda, não pôde estar presente e enviou a sua Chefe de Gabinete. Se não...Isto é apenas uma curiosidade….
“ Hoje sou um homem feliz. Sou natural da freguesia mais bonita de Portugal; sou natural de Figueira e Barros, e ao fim de muitos anos regresso ao meu concelho”, foi com estas palavras que o Dr. ANTÓNIO PIRES DA SILVA, Presidente do Instituto Politécnico de Tomar, iniciou o seu discurso. Referiu ainda que se deslocou a pé os 12 Km que separam Figueira e Barros de Avis para aqui vir fazer exame da 4ª classe e para vir “às sortes”. Referiu ainda o Sr. Presidente do Instituto que “o painel de oradores presente em Avis para estas II Jornadas é um painel de luxo, que poderia estar presente em Évora, em Faro ou em Lisboa”.
Sentia-se que estava orgulhoso, e nós também.
O Sr. Dr. Pierluigi Rosina, Director do Departamento de Território, Arqueologia e Património, frisou que para ele o melhor património era o “Património eno-gastronómico”. Esperava que o vinho fosse bom… (isto é apenas mais uma curiosidade).
Os discursos lidos tornam-se mais morosos e quiçá mais enfadonhos, embora percebamos que às vezes é necessário escrever para que nada falhe. A verdade é que o primeiro painel, cujo termo estava aprazado para as 11,00h, acabou às 12,35h, altura em que por motivos pessoais tivemos que abandonar o Auditório.
Este atraso talvez se possa atribuir em parte (não no todo) ao facto da Sr.ª Chefe de Gabinete do Sr. Governador Civil ter, segundo afirmou, “deixado o IP2 e se ter vindo regalando com a paisagem, pois que para falarmos das coisas temos que conhecê-las”. Seria bom que o tivesse feito num fim-de-semana, e não hoje. Mas isto é só o último à parte.
As Jornadas prolongar-se-ão pelos dias 5, 6 e 7 de Março.
“DO CASTELO” endereça os parabéns à “prata da casa”, pela ordem em que aparecem no programa das Jornadas:

- Dr. Manuel Maria Libério Coelho
- Mestra Marta Alexandre
- Drª Anabela Canela
- Drª Ana Ribeiro
- Drª Elisabete Pereira
- Drª Susana Coelho
- Drª Paula Bento
- Dr. Nuno Silva

E ainda aos que não aprecem nos programas:

- José João
- Francisco Cordeiro
- Drª Paula Freire

E ainda a mais alguns que faltem…

terça-feira, 4 de março de 2008

O CONCELHO DE AVIS TEM MAIS UMA ESCRITORA-POETISA!

Vai ser lançado no próximo dia 29 de corrente mês de Março, o Livro da poetisa SUZETE VARELA MOTA, intitulado " MURMURAR DE AZENHAS", e será prefaciado pelo Dr. Vitor Ramalho.
O evento decorrerá na Fundação Paes Teles, em Ervedal e ocorrerá pelas 15,30h em sessão pública.
"DO CASTELO" endereça os parabéns à novel escritora e promete, desde já, estar presente em tão importante acto cultural.

domingo, 2 de março de 2008

MEMÓRIAS (CADA VEZ MAIS SAUDOSAS) DE UM BENIQUISTA

Frente do bilhete
Verso do bilhete


Faz hoje precisamente 20 anos que o Anderlecht papou duas secas, nos quartos de final da então "TAÇA DOS CLUBES CAMPEÕES EUROPEUS". Marcaram MAGNUNSON e CHIQUINHO.
Que saudades dos tempos em que o BENFICA não se contentava em ser campeão da Segunda Circular... (e até este título ainda não está garantido.) Mais logo veremos o que nos acontecerá...

sábado, 1 de março de 2008

"ASTRONOMIANDO"

Foto 1 -"...João Calhau encantou aquela plateia de jovens com o seu "savoir-faire" e boa disposição..."
Foto 2 - "... o sol às 15h45 em Avis..."

Foto - 3 "...Saturno e seus anéis"




Ontem andei armado em Astrónomo.
Tudo começou com uma palestra proferida pelo meu amigo João Calhau, anunciada para a Biblioteca Municipal de Avis. Endereçado convite por aquela Biblioteca, ao Agrupamento de Escolas de Avis, esteve presente apenas uma turma, a do 7º B. Com o à vontade que o conhecimento da matéria em questão lhe proporciona, João Calhau encantou aquela plateia de jovens com o seu “savoir-faire” e boa disposição, como aliás se pode constatar na foto 1. A palestra era aberta ao público em geral, mas tal como acontece em tantas outras iniciativas na nossa terra (e nas outras como será?), se não fosse a tal única turma presente, à palestra teriam assistido as quatro funcionárias da Biblioteca, o pai do João, os avós do João, a mana do João, a mãe do João, o fotógrafo ao serviço da Câmara (Sr. Francisco Cordeiro) e como absolutamente “voluntário” quem vos faz este relato.
As pessoas não ligam, não querem ou não podem comparecer em eventos de natureza que os possam de algum modo tornar culturalmente mais ricos. Não deixa de ser curioso que à noite, para observação dos astros, e apesar do frio, ainda se juntou uma dúzia de pessoas no campo de futebol, e todos voluntários.
Deixo-vos ainda duas fotos captadas com algum sacrifício, mas que têm a chancela “DO CASTELO”. Foto 2 mostra-nos o Sol às 15h45 em Avis e a foto 3, timidamente, Saturno e seus anéis (experimente a ampliar a foto, aplique-lhe um pouco de boa vontade e verá que se vislumbram tenuamente os anéis…)
Para o João Calhau vai a expressão do meu agradecimento num abraço de parabéns do tamanho do anel maior de Saturno.

(Nota: “DO CASTELO” poderá negociar a foto 2 com o “BOA MEMÓRIA”…)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

CESTAS DE POESIA - V

Foto: "...lá estava ele a enfeitar com fósforos e cola mais um frasco da sua vasta colecção."


Com a última sexta-feira de Fevereiro chega ao fim o mês de "CESTAS DE POESIA" que dediquei a esse velho amigo ( não confundir com amigo velho) que se chama JOÃO JOAQUIM CARRILHO. Fui visitá-lo há bocadinho e lá estava ele a enfeitar com fósforos e cola mais um frasco da sua vasta colecção. Quase tão vasta como a colecção de posia que sabe de cor.

Vou-lhes dizer um segredo: convidou-me para amanhã passar lá por casa para beber um copo pois que faz, precisamente amanhã, 64 anos de casasdo. Disse-lhe que sim, que iria e fui andando a pensar que casamentos assim não são destes tempos. Penso eu...

É pois com tristeza que passo a transcrever a última poesia em décimas "ensinada" pelo Sr. João. É um pouco triste mas é assim:

EM CIMA DA SEPULTURA
VÓS, MENINO, DORMIA
ACOMPANHANDO SUA MÃE
DEBAIXO DA TERRA JAZIA!
I
JÁ NÃO SE PODE ESCREVER
ESTA CENA DE PAIXÃO
ATÉ CORTA O CORAÇÃO
ISTO QUE EU VOU DIZER;
SENTI MEU CORPO A TREMER
NUMA NOITE FRIA E ESCURA
VI NO CEMITÉRIO UMA FIGURA
FUI LÁ VER SE ERA VIVENTE
VI DEITADO UM INOCENTE
EM CIMA DA SEPULTURA!
II
MENINO QUE FAZER AÍ
NESTE LUGAR E NÃO TENS MEDO?
ELE ME APONTOU COM O DEDO:
CALE-SE QUE MINHA MÃE ESTÁ AQUI!
ENTRE ATERRA E CÉU EU VI
UMA NUVEM TÃO SOMBRIA
SÓ O RUMOR QUE SE OUVIA
O TRISTE MOCHO A PIAR
DEITADINHO A RESSONAR
VÓS, MENINO, DORMIA!
III
“ENGOUFADINHO” NO CHÃO
ABRAÇADO À TERRA FRIA
JULGANDO QUE ABRAÇARIA
SUA MÃE DO CORAÇÃO
NUMA GRANDE AFLIÇÃO
GOSTANDO MAIS QUE NINGUÉM
CHORANDO ÀS VEZES TAMBÉM
MUITA LÁGRIMA SEM ESPERANÇA
ALI ESTAVA UMA CRIANÇA
ACOMPANHANDO SUA MÃE!
IV
TRÊS VEZES PELA MÃE BRADOU
ELA ONDE ESTAVA OUVIA
MAS A MÃE NÃO RESPONDIA
ABRIU-SE A CAMPA E ESTALOU
CORPO MIRRADO SE LEVANTOU
PEGANDO NO FILHO E DIZIA
VEM PARA A MINHA COMPANHIA
NO SEPULCRO NINGUÉM NOS PROCURA
EXCLAMAVA A MÃE DEFUNTA
DEBAIXO DA TERRA JAZIA!

AUTOR : DESCONHECIDO


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

FOTO/CURIOSIDADE

Foto: " ...o que haverá dentro do próprio Jardim?"


A curiosidade que vos deixo é simplesmente esta: se para lá do JARDIM existe a floresta florida que a foto nos mostra, o que haverá dentro do própio Jardim?
(Jardim - Portagem - Marvão)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A FARMÁCIA MUDOU DE "POISO"

Foto:"FRAMÁCIA NOVA DE AVIZ...é ... na Rua 1º de Maio."

A partir de hoje, segunda-feira, a farmácia de Avis mudou de “poiso” e mudou de nome. De “Farmácia Coelho dos Santos” no Largo Miguel Bombarda, passou a ostentar o nome de “FARMÁCIA NOVA DE AVIZ” e a sua morada é agora na Rua 1º de Maio.
A pouco e pouco a zona histórica de Avis vai ficando isso mesmo: mais histórica. O centro da vila desloca-se cada vez mais para a zona baixa/nascente. Por aqui já estão em aglomerado a Casa do Glorioso, perdão a Casa do Benfica, um Salão de Cabeleireiro, um Supermercado, um Escritório de Contabilidade, uma Loja de Informática, uma Loja de Roupas, uma Sapataria, um Salão para Festanças, uma Praça de Táxis, Uma Instituição Bancária, um Pavilhão Gimno-desportivo, uma Financeira, uma Ervanária, uma Lavandaria/Engomadeira, uma Associação de Diabéticos, uma Oficina Auto, uma Oficina de Extintores, uma Oficina de Serralharia, um Armazém de Frutas e Legumes, Uma Cooperativa Agrícola, a Sede da Avishorta e o que resta da Zona Agrária de Avis (local onde ainda pode, por exemplo, obter a sua licença de pesca). Juntemos-lhe pois a isto a nova Farmácia, e ficando tudo à mão de semear, poucas dúvidas restam de que realmente agora é por aqui o centro motor de Avis.
Noutros tempos certamente que esse Centro seria lá para os lados da Rua dos Mercadores…era aí que se mercava! Depois, outros tempos houve em que certamente a vida da nossa vila rodava toda á volta do Convento e dos frades da Ordem de S. Bento de Avis e o Largo do Convento seria, por certo â altura, o Centro da nossa terra. Mas os tempos mudam…
Ainda quanto à Farmácia, é notório que, esquecendo mais essa machadada na já pouca movimentação daquela zona de onde provém, a verdade é que, além de instalações novas (que ainda não conhecemos) aqui nos parece ficar mais bem situada. Nas imediações do Centro de Saúde, fica muito mais fácil de contactar por quem dela precisa do que longe do mesmo. Esperemos que o “Z” de Aviz não queira dizer de que vamos voltar ao tempo do antigamente :“ hoje não temos, volte cá amanhã…”
“DO CASTELO” deseja as maiores venturas a todos quantos fazem parte da equipa da “FARMÁCIA NOVA DE AVIZ”.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

EFEMÉRIDE

Foto: "Parabéns à AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL"

Parabéns À AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL (ACA)

É verdade, a ACA faz hoje dez anos.

…ao que julgo saber, tudo começou com uns encontros para matar saudades, de antigos amigos que a vida tinha separado, e porque a maioria deles tinham passado pelo Colégio de Avis, acontecia que o ponto de concentração era nas instalações do antigo Colégio Mestre de Avis, ali na Praça Humberto Delgado. Começou por ser quase um encontro de elites, chamemos-lhe assim, onde cada qual expunha os seus percursos académicos e de vida para além, é claro, de se matarem muitas saudades com recordações de outros tempos em lautos almoços. Ramiro Lopes, avisense de gema, era convidado para estes encontros mas não lhe parecia que ir apenas para se “mostrar” e almoçar fosse assim tão importante. E então lançou a ideia de que dali, daquele grupo de pessoas, se congregassem ideias no sentido de fazer algo mais palpável do que os referidos almoços. Propôs a criação de uma associação de defesa do património local. Parece que o último almoço, com uma estratégia já previamente definida terá sido num monte das Casas Altas, pertença da D. Piedade.
A ideia vingou, mas houve que ultrapassar muitos obstáculos. Desde logo o nome. “Amigos de Aviz” era um pouco redutor e depois de várias tentativas e por consenso chegaram à conclusão de que “Amigos do Concelho de Aviz” seria mais abrangente e adicionaram-lhe como parte integrante do nome “Associação Cultural”. Outra dificuldade de não somenos importância era arranjar uma sede. As primeiras reuniões foram efectuadas nos Cafés até que em determinada altura, Fernandino Lopes propôs que o espaço da Casa de Cultura, que se encontrava em franco declínio, poderia servir para Sede simultânea da ACA e da Casa de Cultura. A ideia inicialmente não foi muito bem acolhida por parte dos elementos da Casa de Cultura que, viam nesse facto uma forma de esvaziamento da Casa de Cultura. Ao fim e ao cabo acabaram por abandonar a Casa de Cultura e não se associaram à ACA. A proposta de Fernandino Lopes acabou por se concretizar e hoje a Sede das duas Associações é no mesmo espaço, ali na Serpa PInto e não há interferências entre elas, resultando, isso sim, uma certa interligação com a realização de algumas parcerias bem sucedidas.
Voltando ainda aos primórdios da ACA o símbolo também foi um quebra-cabeças, mas o produto final foi feliz. Se repararem ele representa uma roda de amigos de mãos dadas.
No ano de 2002 foram eleitos os primeiros órgãos sociais da ACA e esta, a fazer fé no Jornal “Aponte” tem neste momento cerca de 250 sócios. O site foi e continua a ser remodelado como poderá perceber quem visitar http://www.aca.com.sapo.pt/
Passo a transcrever o nome daqueles que em 23 de Fevereiro de 1998 subiram a escadaria que dá acesso ao cartório Notarial para, perante o Dr. José Henriques Alves, notário em Avis, outorgarem a escritura de constituição da ACA:

1º - AMBRÓSIO JOSÉ DUARTE ROSADO
2ª – MARCELINA DAS NEVES VARELA
3º - MIGUEL FRANCISCO VARELA PAIS
4º - NORBERTO ANTÓNIO NEVES MAXIMIANO DE OLIVEIRA
5ª – MARIA DA PIEDADE VARELA DIAS
6º - RAMIRO JOSÉ FERREIRA LOPES
7ª – HELENA MARIA CARREIRA GIL DE FIGUEIREDO AREZ
8ª – FRANCISCA DE JESUS CORREIA Y MENDES FERRAZ
9º - SIMÃO REBOCHO VELEZ
10º - MANUEL AUGUSTO ROSENDO RIBEIRO CABRAL
11º - JOAQUIM AUGUSTO VARELA DA COSTA
12º - FERNANDINO EMANUEL GODINHO LOPES
13ª – JOANA GOMES VARELA DE OLIVEIRA DIAS
14º - JOAQUIM ANTÓNIO PRATES FEITEIRA


Destes 14 “heróis” por motivos vários 5 já não são sócios da ACA.

Permitam-me que de entre eles destaque três nomes.

- Marcelina das Neves Varela que teve de desembolsar bastante do seu próprio capital no início da ACA.
- Ramiro José Ferreira Lopes que soube ter a grande visão de quanto era importante fazer algo mais do que almoços e convívios de saudades.
- Fernandino Emanuel Godinho Lopes o elo de ligação, por vezes incompreendido, que conseguiu com a sua persistência arranjar uma Sede condigna para a ACA. Desde então não mais a abandonou e tem sido membro permanente e activo da Direcção, fazendo crescer a Associação que ajudou a nascer.
Muito mais haveria para dizer sobre a ACA, mas a sua história completa só poderá ser contada por quem a conhecer bem e como ela, (ACA), nos surpreende amiudadadas vezes, teremos que esperar ainda muitos anos para um balanço final.
“DO CASTELO” endereça parabéns a todos os que fazem parte da AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL com votos de que continue a ser uma defensora do património concelhio em todas as suas vertentes.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

CESTAS DE POESIA

Ainda JOÃO JOAQUIM CARRILHO.....o poeta de FEVEREIRO!

MOTE:
NUMA BELA MADRUGADA
AO OUVIR CANTAR CHOREI
MINHA BELA MOCIDADE
QUE MAIS MOCINHA A DEIXEI!
I
ESTAVA NA CAMA DEITADO
COM A MINHA COMPANHEIRA
E OUVI UMA VOZ FAGUEIRA
NA RUA CANTANDO O FADO;
DEI ATENÇÃO UM BOCADO
À BELA RAPAZIADA
QUE ANDAVA NA PANGALHADA
DOS QUE ERAM AMADORES
CANTANDO CANÇÕES DE AMORES
NUMA BELA MADRUGADA!
II
AQUELES ECOS DO CANTOR
ALI NAQUELA OCASIÃO
CHEGARAM-ME AO CORAÇÃO
CAUSANDO-ME PENA E DOR,
COISA QUE EU DEI TANTO VALOR
COISA QUE EU TANTO GOSTEI
AGORA AQUI FICAREI
NÃO POSSO DAQUI SAIR
NÃO ME POSSO DIVERTIR
AO OUVIR CANTAR CHOREI!
III
DEPOIS DEIXEI DE OS OUVIR
FORAM PARA OUTRO LADO
FIQUEI TÃO CONTRARIADO
QUE NUNCA MAIS PUDE DORMIR
LEVANTEI-ME E QUIS SAIR
CHEIO DE LOUCA VAIDADE
MAS PENSANDO NA VERDADE
ISTO A MIM NÃO ME ESTÁ DADO
AGORA JÁ SOU CASADO
MINHA BELA MOCIDADE!
IV
A COMPANHEIRA ENTENDEU
QUE EU HÁ TEMPO NÃO DORMIA:
ESTÁS PENSANDO NA ORGIA
DEIXA-TE ESTAR AQUI MAIS EU
IGUALMENTE ME “ASSUCEDEU”,
TU CASASTE E U CASEI
TU GOZASTE E EU GOZEI;
ISSO TINHA QUE ACABAR
RAZÃO TENHO EU PARA CHORAR
QUE MAIS MOCINHA A DEIXEI!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

EFEMÉRIDE(???)

Foto: "... exemplar do REGULAMENTO INTERNO DA HERDADE COLECTIVA 21 DE FEVEREIRO..."


De volta dos meus alfarrábios, dei com esta pequena preciosidade que já faz história. Grande ou pequena, cada um dar-lhe-á a dimensão da sua “história” vivida à época. Confesso que por vezes fico surpreendido com o que vou achando. Nunca entrei em nenhuma ocupação revolucionária, mas o certo é que tenho em meu poder um exemplar do “REGULAMENTO INTERNO DA HERDADE COLECTIVA 21 DE FEVEREIRO”, de Benavila. Como tantas outras Herdades Colectivas e Cooperativas, acabou por se extinguir, desaparecer. A única que conheço (certamente não será um caso isolado) que ainda se aguentou até aos nossos dias é a Cooperativa 29 de Julho de Aldeia Velha.
Não consegui apurar em tempo útil o porquê de “21 de Fevereiro”. Deduzo que talvez tenha a ver com a data da constituição da escritura da Unidade Colectiva. Fará hoje anos? Confesso que não sei.
Passo a reproduzir, aleatoriamente escolhidos, um artigo de cada capítulo do referido Regulamento.

Regulamento Interno


- A Herdade Colectiva 21 de Fevereiro (H.C.) tem sede social na freguesia de Benavila, concelho de Avis e está circunscrita aos seguintes prédios rústicos: Azinheira, Barrocas, Benavila (Herdade da Vila), Bonejos, Canejos, Castelo e Siné, Chafariz e anexos Minas e Santo Antão, Cordeira e Monte da Estrada, Coutada, Cova, Cumeada, Freiras, Marmeleiro, Outeiro das Freiras, Parreira, Passarinhos, Pereira, Provença, Torrejana de Baixo, Torrejana de Cima e Vale Bom.

Fins

- A H.C. tem por objectivo a cultura da terra com finalidades agrícolas, pecuárias e florestais, visando a intensificação da produção, o aumento de produtividade do trabalho e a aplicação dos princípios da gestão colectiva, como meio para elevar o nível de vida dos seus membros, para desenvolver a economia nacional e para implantar as relações democráticas de produção.

Admissão e saída de Trabalhadores

- Podem ser admitidos como membros desta H.C. os operários agrícolas, homens ou mulheres, e outros trabalhadores, sendo obrigatória a sua filiação no sindicato agrícola.

Direitos e deveres

17º - Os trabalhadores têm por dever trabalhar interessadamente para a realização dos fins da H.C. e em especial:
……
c) – Defender e utilizar racionalmente todos os bens da H.C. e estatais do seu serviço;
…..
F – Defender os interesses e o prestígio da H.C., e não divulgar a título especulativo os assuntos internos.

Sanções

19º - 1 – A nenhum membro da H.C. poderão ser aplicadas sanções sem que o mesmo tenha sido ouvido pela Comissão Directiva ou ter uma comissão de inquérito especialmente formada em Assembleia Geral de Trabalhadores

Meios de Produção

20º - Todos os bens e valores da H.C., gado, máquinas, alfaias, sementes, construções, etc. são pertença do colectivo.

Princípios financeiros

22º - Os fundos financeiros resultam das vendas dos produtos produzidos pela unidade colectiva de produção ou de créditos e subsídios concedidos pelo estado ou por outras unidades colectivas, bem como de quaisquer formas de solidariedade e apoio à Reforma Agrária.

Organização do Trabalho, horários, remuneração de trabalho, férias

27º
- A prestação de serviço fora da H.C. será decidida, e definidas as suas condições, em Assembleia Geral de Trabalhadores, cabendo a responsabilidade desses serviços ao conjunto da H.C.. è a H.C. quem recebe as correspondentes remunerações.

Assembleia Geral de Trabalhadores

31º
- A A.G. é o órgão supremo da H.C. poderá e discutir e deliberar sobre quaisquer assuntos. Compete-lhe esclusivamente:
…………….
d) – Admitir, suspendes por períodos entre 4 a 30 dias e expulsar membros da H.C.
……..

Comissão Directiva

41º - A C.D. será composta por 10 (dez) elementos, um dos quais será eleito coordenador tendo voto de qualidade.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

"VITIMAS DE VIOLÊNCIA" - NA SEDE DA ACA

A ACA teve a amabilidade de me convidar e eu, por achar o tema a debate tão interessante e actual, torno-o, por minha responsabilidade, extensivo a todos vós:

Café com Letras

CONVITE

Vítimas de Violência

A Violência é um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objecto. Através da violência nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. A violência pode ser exercida de diversas formas: física, psicológica, política, verbal, infantil, doméstica, etc.

A propósito da Comemoração do Dia Europa da Vítima, que se comemora no dia 22 de Fevereiro,...

É este o tema que será debatido no próximo dia 21 DE FEVEREIRO (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigo do Concelho de Aviz – Associação Cultural.

Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencistas LUCÍLIA CARVALHO (sold/GNR de Ponte de Sôr) e AMÉRICO BRAVO (Sarg/GNR de Avis).

Avis, 12 de Fevereiro de 2008.

O Presidente da Direcção

Francisco Alexandre



DIA EUROPEU DA VÍTIMA
22 DE FEVEREIRO