quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"...EM PORTUGAL, UM EM CADA CINCO VIVE EM SITUAÇÃO DE POBREZA..."

Com a devida vénia passo a reproduzir uma notícia vinculada pela TST ON LINE:
"
ERRADICAÇÃO POBREZA: Milhares de portugueses assinalam Dia Internacional

Cerca de 45 mil portugueses deverão aderir, quarta-feira, à iniciativa mundial "Levanta-te" contra a pobreza para assinalar o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Trata-se de uma das metas traçadas pela ONU nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
( 22:12 / 16 de Outubro 07 )
A iniciativa, desenvolvida em Portugal pela Campanha Pobreza Zero, deverá registar-se um pouco por todo o país em escolas, empresas e associações entre as 21:00 de hoje e as 21:00 de quarta-feira. A poucas horas do início da acção, Portugal está próximo de atingir o objectivo proposto de conseguir este ano que 50 mil portugueses se levantem contra a pobreza. Uma em cada seis pessoas no mundo vive em condições de pobreza extrema, não tem acesso a medicamentos nem à educação básica, indicam dados internacionais. Em Portugal, um em cada cinco vive em situação de pobreza. Por outro lado, 12 por cento da população global - ou seja, o grupo dos 22 países mais ricos do mundo, em que se inclui Portugal - consome 80 por cento dos recursos naturais disponíveis. As inscrições para esta iniciativa começaram há cerca de três semanas e, segundo a organização, a perspectiva de adesão já ultrapassa os valores atingidos em 2006. Em 2006, 20 mil portugueses inscreveram-se na acção "Levanta-te" contra a pobreza, contribuindo assim para o número mundial de 23,5 milhões de pessoas que aderiram a iniciativa. Estes milhões de vozes recordaram aos líderes mundiais que a cada dia que passa 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema, que o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior e que os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, assumidos pelos governos nas Nações Unidas de reduzir para metade a pobreza extrema até 2015, estão em risco. "
Comentário:
Perante estas notícias, que todos sabemos mas por vezes tentamos ignorar, penso que cada um de nós deveria contribuir para que este fosso entre ricos e pobres se atenuasse um pouco mais.
É que Avis, fazendo parte de Portugal, também contribui para os tais : UM EM CADA CINCO...

domingo, 14 de outubro de 2007

FINALMENTE: PASSEIOS TURÍSTICOS DE BARCO NO MARANHÃO!

Foto 1 : A gerência do Restaurante "Água Doce" adquiriu um barco turístico...
FOTO 2 : presenteie a sua família com um passeio de barco!

Ao fim de cinquenta anos após a conclusão da Albufeira do Maranhão (1957) podemos finalmente apreciar a sua beleza de uma outra perspectiva: de dentro para fora.
A Gerência do Restaurante “Água Doce” adquiriu um barco turístico para tal efeito. Com capacidade para catorze pessoas, penso que bem conversado ele far-se-á à água com um pouco menos de passeantes. A partida é do Clube Náutico e existe mais que um percurso alternativo, pelo que o preço também varia em função do mesmo.
Sempre fomos defensores de que muito do futuro de Avis e suas freguesias depende daquilo que se conseguir tirar deste oásis que se chama Barragem do Maranhão.
Aos “Gustavos” os meus parabéns e a si deixo-lhe duas imagens que talvez lhe abram o apetite para dar uma voltita num destes dias: presenteie a sua família com um passeio de barco!
Garanto que vale a pena!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

CASAMENTOS DESTES...

Casamentos destes já não se usam!
Faz hoje
precisamente 32 anos que sou casado. É obra! Ah! E atenção, sempre com a mesma mulher.
Numa época em que a vida corre a um ritmo vertiginoso, realmente permanecer tanto tempo "parado" junto da mesma mulher, já não é muito normal. E estou em crer que a partir de agora será mesmo “até que a morte nos separe”. Sim porque, velho e “pançudo”, sem ter uma carteira ou conta bancária recheada de euros quem é que me (nos) quer?
Para que isto tenha acontecido foi preciso muita dose de paciência por parte de minha mulher, e por isso mesmo aqui lhe dedico, numa simples quadra, todo o meu agradecimento e ternura:

FELIZ DO HOMEM QUE TEM
UMA MULHER COMO A MINHA:
É FELIZ COMO NINGUÉM
DESDE MANHÃ À NOITINHA…

Para as mentes deturpadas que já estão a perguntar-se "e entre a noitinha e a manhã?”, peço desculpa mas não falo em público da minha vida íntima…
Toma!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

NASCEU MAIS UM BLOGUE EM AVIS

Numa altura em a taxa de natalidade "bloguista" é tão diminuta em Avis, regista-se o nascimento de um novo blogue. Temático, aí está um novo blogue na nossa terra. Não sei quanto tempo irá durar nem quem é o seu autor ou a sua autora, mas para já registamos com agrado o seu nascimento e endereçamos parabéns.
Quem gostar dos TOKIO HOTEL faça favor de entrar em :

http://hausherrtokiohotel.blogspot.com/

e toca a comentar...

domingo, 7 de outubro de 2007

O PROVÉRBIO, A REGRA E A EXCEPÇÃO

O Provérbio: AS ÁRVORES MORREM DE PÉ ( e velhas...)

Foto 1 : A REGRA (Monte do Ramalho)

Foto 2: A EXCEPÇÃO (Horta das Rosas)



quinta-feira, 4 de outubro de 2007

"O POEJO" - BOUTIQUE HOTEL - HOTELARIA COM CHARME


Você que não sabe como passar este fim-de-semana prolongado siga o meu conselho: vá fazer o circuito turístico dos três castelos: Portalegre, Castelo de Vide e Marvão. Ora bem: comece por Portalegre, desde logo por ser o mais perto e depois rume a Castelo de Vide; por fim Marvão. Deixe-se encantar por uma vista deslumbrante e como os dias agora já são mais pequenos, porque não pernoitar por essa zona e amanhã prosseguir o circuito em sentido inverso a caminho de Avis? Ah! O seu problema é não saber onde ficar. “DO CASTELO” dá-lhe uma ajuda preciosa: de Marvão desça, sem pressas, rumo a Santo António das Areias, desfrutando dessa serra que começa a receber os primeiros castanhos outonais. Isso, aquela terra que foi próspera produtora de calçado, e de amêndoas, e de azeitonas em conserva e… de tantas outras coisas. Mas voltemos ao presente. Em Santo António tem à sua espera uma “Hotelaria com Charme” (a frase não é minha, é promocional). Chama-se “O POEJO” e garanto-vos que corresponderá às suas exigências. Possuidora de um serviço impecável, ali pode além de utilizar-se do seu magnífico restaurante, desfrutar de um sossego aconchegador que os quartos desta Albergaria lhe oferecem. Leia repousadamente um livro na sua biblioteca e delicie-se com as antiguidades que são topo de gama na decoração de toda a Albergaria.
Não amigo! Essa de que não vai porque não pode comer carne, não pega: é que além de deliciosos pratos de peixe tem ainda à sua espera pratos específicos para vegetarianos. E esta hem?
Dê uma espreitadela em www.a-opoejo.com ou contacte por opoejo@mail.telepac.pt.
Uma coisa é certa: é servido com o requinte de cinco estrelas, num empreendimento classificado de quatro e paga como se fosse de três.
Então porque espera? Faça as malas e ponha-se a caminho.
Boa viagem!

AINDA O II ENCONTRO DE POETAS EM VALONGO

Para que quem lá não foi possa ter uma ideia da grande festa de confraternização que foi este "VALONGO TEM POESIA", ora clique aqui , oiça e veja os dois vídeos de 30 de Setembro e de 2 de Outubro.
Parabéns ao amigo Major de Terena!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

MEMÓRIAS DE UM BENFIQUISTA





Faz hoje precisamente dezassete anos que o BENFICA as “mamou” do A. S. Roma no velhinho Estádio da Luz.
No verso do bilhete pode ver-se a antiga sede do glorioso. Conta-se que ao tempo do presidente Vilarinho, a crise económica do Benfica era ainda maior do que agora. Andava um mendigo pelas Portas de Santo Antão e tocou à campainha da Sede do SLB. De dentro, o Vilarinho perguntou:
- O que é?
- Uma esmolinha..., respondeu o mendigo.
- Meta mesmo por debaixo da porta, respondeu-lhe o presidente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

VALONGO TEVE POESIA E BIGODES DIGNOS DE "RESPÊTO!"

O PATACHO, veio de ALANDROAL


JOSÉ AFONSO MILHEIRAS, de VALONGO




MANUEL GAIATO, de AVIS




ANTÓNIO CACHAPIM, de CAMPO MAIOR





AGOSTINHO JOSÉ DE MATOS, de VALONGO





Como se pode verificar no II ENCONTRO DE POETAS NO CONCELHO DE AVIS, houve muitos e fartos bigodes.


Se achar que não são tão farfalhudos como você gostaria,olhe...amplie as fotografias!


domingo, 30 de setembro de 2007

VALONGO TEVE(MUITO E BOA) POESIA!

FOTO1 : O salão da Junta de Freguesia...foi pequeno...
O salão da Junta de Freguesia de Valongo foi pequeno de mais para receber sentados todos quantos quiseram assistir ao "II Encontro de poetas populares no concelho de Avis", denominado de “VALONGO TEM POESIA”: 35 poetas/poetisas na sua totalidade.
Em boa hora surgiu esta parceria entre a Amigos do Concelho de Aviz-Associação Cultural, a Junta de Freguesia de Valongo e a Associação de Juventude o Cruzeiro e, como não podia deixar de ser, apoiado pelo Município local.
De destacar a presença do Sr. Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Avis e ainda a presença de três órgãos da comunicação social, a saber: “O Distrito de Portalegre” (Professor Ribeirinho Leal); “Diário do Sul” (Dr. Costa Coelho) e Rádio Portalegre (Sr. Américo Duarte).
Vários foram os poetas que confessaram ser a primeira vez que se deslocaram a Valongo e demonstraram publicamente a sua vontade de voltar. Só por isso valeu a pena, no nosso simples entender, pois que vieram de locais tão diversos como: Portalegre, Porto Covo, Terena, Campo Maior, Ervidel (Baixo Alentejo), Santo António das Areias, Casa Branca, Cuba (Baixo Alentejo), Évora, Sousel, Alandroal, Galveias, Urra, Alagoa, Lisboa, Arcos (Estremoz) e Cano, além de alguns (Avis tem dezenas de bons poetas e poetisas) do nosso concelho: Valongo, Ervedal, Avis, Aldeia Velha, e Alcórrego.
E para o ano haverá o III Encontro?

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

...SÓ É PENA SER DO SPORTING!!!!

Eu acho que o homem teve cargas de razão!

Clique aqui e tire as suas próprias conclusões!

Que me diz?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

MEMÓRIAS DE UM BENFIQUISTA




Nem sempre o Benfica de “grande apenas teve os adeptos”, como aconteceu ontem contra o Estrela da Amadora e bem o referenciou o Senhor Camacho. Teve momentos áureos em que se firmou com o nome que hoje possui e do qual presentemente pouco mais resta que isso: o nome.
“DO CASTELO” rebuscou o sótão das suas memórias e durante cerca de um ano, espaçadamente, em datas próprias, ir-vos-á recordando alguns desses momentos a que assistiu, ainda sem sonhar que um dia poderia sentir tantas saudades desses tempos. Terão ilustrações dos bilhetes( frente e verso) de acesso aos referidos jogos.
Em 27 de Setembro de 1989 “arrumou” o Derry City para a Taça dos Clubes Campeões Europeus, com quatro golos a zero. Foram marcadores: MAGNUNSSON ( quando eu for grande gostaria de ter a força que este rapaz tinha a rematar), de VATA, RICARDO e ALDAIR.
Confesse lá: estes nomes já pouco ou nada lhe dizem, pois não?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

PARABÉNS REDOBRADOS!

FOTO: "UM CAFÉ COM MIGUEL TORGA"
Nem sempre tudo é mau.
Agradou-me bastante a ideia, de iniciativa da Biblioteca Municipal de Avis, de levarem o livro aos cafés/restaurantes.
Denominado “UM CAFÉ COM…MIGUEL TORGA” a mesma consistiu em homenagear e simultaneamente comemorar de maneira muito original a passagem do centenário do nascimento daquele escritor.
Em conversa tida com a responsável pela referida Biblioteca, aquela informou-me de que “ a ideia foi a de colocar a leitura ao alcance daqueles que por motivos vários não vão à Biblioteca”.
Assim podemos encontrar Torga no Café Restaurante Mestre de Avis, na Moagem, no Café da Leonor, na Casa do Benfica, No Restaurante Martins, no Grelha de Ouro ou na Pastelaria Nunes. Importante seria que os livros fossem muito lidos. Mas mais importante ainda foi a iniciativa em si, foi colocar lá os livros. Tive conhecimento que alguns já foram folheados e mesmo lidos. Por isso já valeu a pena.
Não sei se a experiência é para continuar e se iremos tomando cafés, todos os meses, com outros autores. Sinceramente acho que assim deveria ser, embora tal não seja mais que uma mera opinião pessoal.
De destacar que a Associação de Pais quis colaborar com a Biblioteca e concebeu marcadores para livros, com poesias de Torga, que foram colocados nos diversos locais de leitura já mencionados.
DO CASTELO” solidarizando-se com esta tão importante iniciativa de índole cultural, presta a sua homenagem a todos que nela colaboraram com a reprodução dos versos inscritos num dos tais marcadores de livros:

Miguel Torga (1907-1995)

Brinquedo

Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe

O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão
E a estrela subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.

Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.

PARABÉNS A TODOS AQUELES QUE VÃO, POR VEZES LUTANDO CONTRA VENTOS E MARÉS, FAZENDO ALGUMA COISA EM DEFESA DE UMA CULTURA QUE NÃO SENDO DE NINGUÉM É PERTENÇA DE TODOS NÓS!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

ELAS ANDARAM N'AÍ!!!


FOTO "DO CASTELO" - O RAIO NA NOITE
Uma forte trovoada abateu-se ontem à noite sobre Avis e regiões vizinhas.
“Do Castelo” obteve a foto acima. Garanto-vos que conseguir um registo destes, com uma máquina tipo “artesanal” dá um gozo enorme. Se não acredita experimente você mesmo.
Agora que a tempestade passou aproveitemos a tarde de sábado para irmos ao Auditório Municipal assistir à Conferência sobre “ As T.I.C. e a Economia do Conhecimento”
Garanto-lhe que é muito mais fácil e instrutivo do que conseguir tirar uma fotografia a um raio…

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO!

Numa altura em que os planos tecnológicos estão tão em moda, em boa hora a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural resolveu trazer a debate “ As Tecnologias da Informação e a Economia do Conhecimento”. Com este evento pretende esta Associação encerrar um total de quatro conferências a que deu o nome de AVIZ SÉCULO XXI.
“Debater os problemas de um concelho do interior como o nosso e ao mesmo tempo tentar apresentar soluções para esses mesmos problemas foi a filosofia que orientou este ciclo de conferências” nas palavras do seu presidente, Sr. Francisco Alexandre.
No próximo sábado, dia 22 a partir das 15 horas, no Auditório Municipal Ary dos Santos, serão conferencistas convidados os professores da Universidade de Évora Drs. Carlos Alberto Silva e José Manuel Saragoça a que se juntará o saber e experiência do nosso conterrâneo Arnaldo Manuel Canelas, num debate condizido por Fernandino Lopes, da ACA.
Será uma oportunidade a não perder para todos podermos aprender mais alguma coisa sobre as novas tecnologias.
“Do castelo” regista o evento; agora cabe-lhe a si escolher se deve ou não aparecer.
Que lhe parece?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

UMA NO CRAVO E MUITAS NA FERRADURA

O nosso “Primeiro Engenhêro" vai-me surpreendendo quase todos os dias. Uma vez a dar no cravo outras (muitas) na ferradura. Vamos a dois casos concretos:

NO CRAVO (mesmo em cheio!) – O pessoal da saúde vai começar a ter que “picar o ponto”. Já não era sem tempo de acabar com a “rebaldaria” de certos senhores (as) de bata branca para quem o horário de entrada é desconhecido (eu sei que por vezes o horário de saída também o é, quando calha…mas se entrassem a horas…)
O meu aplauso!

NA FERRADURA (e na parte que não tem ferro, no casco, onde dói mais): Apesar da euforia do Ministário da Educação, na abertura do novo ano lectivo, a verdade é que no Curso de Educação e Formação de INFORMÁTICA do Agrupamento Vertical de Escolas de Avis, pasme-se!... ainda NÃO HÁ PROFESSOR DE INFORMÁTICA!
A minha pateada!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

PONTO FINAL NA FEIRA FRANCA DE 2007

Foto 1 : Agradou-me, sobramaneira, o pavilhão da Câmara Municipal
Foto 2 : Gostei do André Sardet

foto 3 : ...com o rimbombar do último foguete...


Praticamente com o ribombar do último foguete encerrou mais uma feira franca. Digo praticamente porque ainda houve quem por lá ficasse até lhe dar na real gana ou até a segurança os porem fora do recinto da feira, e porque amanhã ainda muito boa gente terá que por lá passar para recolher o material que há que recolher.
A feira franca é uma referência. Uns anos melhores outros nem tanto mas é uma referência. Parece que para o ano irá aparecer no mesmo local mas com novo formato de modo a agradar melhor a quem a utiliza, de modo a não se dizer : “Por aí já não dá à conta ir que não há nada”, quando afinal há. Agradou-me sobremaneira o pavilhão da Câmara Municipal. Não sei quem foi o autor do projecto mas quem o conhecer enderece-lhe os parabéns de um admirador anónimo. Agradou-me igualmente o facto de saber (pobre ignorante que eu sou) que a Fundação Abreu Calado embala amêndoas de casca. Confesso que não sabia.
Gostei igualmente do modo como uma vez mais a D. Angélica soube desempenhar as suas funções com um “savoir faire” cada vez mais bem conseguido e que os anos de feira lhe vão dando. Parabéns também para ela e boas melhoras ao “escaldão”!
Gostei de ver gente nova na Feira
, e lembro-me de repente, da Informaticavisense, dos Sabores de Avis, da Remax e da Associação de Pais (consta-se que esta Associação possui um “comercial” que em meia hora vendeu mais bonequinhos que duas colegas toda a tarde. Consta-se…)
Gostei do André Sardet .
- Este gajo agradou-lhe tudo, dirá o meu caro(a) leitor(a). Mas não é bem assim.
É claro que quando recebemos visitas na nossa casa temos que os receber da melhor maneira, dando-lhe o melhor lugar na mesa, cedendo-lhe a melhor cadeira da casa. Mas também não podemos dar menos atenção à nossa família, não podemos pôr os nossos filhos a comer no quintal só para que as visitas fiquem melhor instalados. Mas que grande confusão arranjei que até eu já quase me perdi. E vem isto a propósito de quê? É fácil de explicar: nos melhores lugares da mesa (entenda-se, da feira) lá estavam as famílias convidadas de Castelo Branco, Vialonga, Caldas da Rainha, Castelo de Vide, etc., etc. etc. e lá no quintal (entenda-se lá para o fundo da feira, quase no Ervedal, apesar da I Feira do Livro do Alentejo já ter sido há algum tempo) aqueles rapazinhos que se esforçam em defesa da cultura, tentado pôr as pessoas a ler livros que vendem a preços quase irreais. Coitados dos rapazes que, sendo filhos da terra, não deveriam ser postos no quintal. Mas mesmo assim, e apesar de tudo, pareciam satisfeitos pelo desempenho da sua missão, desinteressada e não remunerada. Parece-me serem gente que não desiste…
Ouvi
alguns “feirantes” perguntar se este ano não levavam o diploma de participação para casa. Se calhar precisavam dele para se justificarem do sítio por onde tinham andado durante o fim-de-semana. Digo eu…
Alguns a indignarem-se pelo facto de outros colegas fecharem antes da meia-noite; outros a reclamar pelo facto de não os deixarem entrarem com os carros para dentro do recinto da feira quando outros, igualmente participantes em stands, o faziam. Enfim é o costume mas a gente já nem faz caso.
Confesso: de tudo, mas de tudo que vi na feira, do que mais gostei foi do golo do Rui Costa, contra a equipa da Naval.

Com toda a certeza, depois foi do pavilhão do nosso Município.




quinta-feira, 13 de setembro de 2007

AINDA HAVEMOS DE TER UMA SELECÇÃO DE FUTEBOL À SEMELHANÇA DO SEU TREINADOR!

Foi preciso o treinador da selecção nacional portuguesa de futebol passar das palavras aos actos para eu perceber o que ele queria dizer quando se referia que o jogo era um “MATA-MATA”. Quando a nossa selecção for constituída pelos actuais dois jogadores brasileiros mais os nove que Scolari espera se naturalizem rapidamente, tudo vai ser diferente. Ó se vai!
No entanto Scolari também terá que treinar muito, porque se ele erra um murro num “gajo” tão grande quanto o jogador da Sérvia que ontem tentou “deitar abaixo”, como é que quer “matar-matar?”

Mas isto é coisa de pouca monta. O importante é que amanhã começa a nossa Feira Franca e não se esqueça o que ontem aqui deixei expresso: HÁ LIVROS NA FEIRA!”.
Ler é uma forma de nos democratizarmos!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

HÁ LIVROS NA FEIRA - III EDIÇÃO

Pelo 3º ano consequtivo a Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural vai disponibilizar, em stand próprio, livros a preços simbólicos na Feira Franca de Avis.
Segundo DO CASTELO apurou, a partir das 20 horas do dia 14 (sexta-feira) e até à meia-noite de Domingo (dia 16) estarão à venda cerca de 350 exemplares de livros cujo preço varia entre os 0,50€ e os 8,00€, sendo de salientar que grande parte destes, além de serem novos, são já edições de 2007.
Eu por mim vou por lá passar. E você?

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

DESERTIFICAÇÃO!

FOTO: AVIS ANO 2050!

O Diário “Correio da Manhã” de sábado dia 8/9/2007, além de nos informar de que " azeitonas com sabor a café estão a ser comercializadas desde o início deste mês em Campo Maior” informa-nos igualmente do seguinte na sua página de Ciência e Tecnologia e Sob o título de “PORTUGAL SEM ÁGUA DENTRO DE UMA DÉCADA”:
“ Portugal é um dos três países europeus mais desertificados (os piores são a Itália e a Turquia), com 36% do território afectado e mais de metade do país a correr o risco de se tornar em solo árido se nada for feito para inverter a situação….”
...O Mediterrâneo Norte, onde se incluem o Alentejo e o Algarve, é em grande parte uma região semiárida. As florestas cobrem cinco por cento da superfície”.
(fim de citação)

"DO CASTELO" antecipa-se algumas décadas, e mostra-lhe uma imagem do que poderá ser Avis, enquanto parte integrante de um Alentejo desértico…

sábado, 8 de setembro de 2007

TOPONÍMIA

Por vezes dou comigo a pensar quem seria quem e o que teria feito certa pessoa para merecer constar na toponímia de uma determinada localidade. Avis não escapa à regra. José Diogo Paes, tem a placa toponímica lá bem no princípio da rua que começa na Machado dos Santos e termina no Outeiro da Saudade (nome curioso este…) e a sua terminologia soa a Avis. A placa tem aspeco de estar ali há bastantes anos. Quem seria?
Por mera casualidade veio-me parar à mão um “escrito” datado de 1933 e eis senão quando lá se me depara o nome de José Diogo Pais.
Pelo menos já sei quem foi e o que de importante o ligou a Avis.
Outros nomes que por aí há, se bem que mais recentes, a Avis não “cheiram” nada…

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

INDIOS? COW-BOYS? NÃO! SÃO OS DESCOBRIDORES DO SÉCULO XXI!!

FOTO 1 - "...UMA PINCELADA COLORIDA..."
FOTO 2 - "...ERA UM ESTILO DE VIDA"

FOTO 3 - VÍVERES (GALINÁCEOS)


FOTO 4 - VÍVERES ( UMA CABRA)

Ao vê-los à distância confesso que tremi. Tive medo. Estacionados na estrada Avis-Ervedal, nas imediações do desvio para a Horta das Rosas, eram uma pincelada colorida no desmaiado, amarelento e atípico campo alentejano. Índios? Cow-boys? O lembrar-me do que aquele senhor ministro disse sobre o facto de do “lado de cá do Tejo” sermos um deserto, ainda mais me amedrontou. Estacionei e aproximei-me com um sorriso nos lábios em sinal de paz o que de imediato transmitiu um grau de tranquilidade de parte a parte. Afinal nem eram índios nem cow-boys e se calhar do lado de cá do Tejo só existe deserto na mente conturbada do tal senhor ministro. Com um português fluente, foi fácil estabelecer conversação com estes “descobridores do Século XXI”. São da Holanda. Atravessaram a Alemanha, a França e a Espanha. Entraram em Portugal pelo Minho e voltavam agora de novo para Espanha, via Elvas/Badajoz. Talvez que inspirados nos marinheiros-aventureiros-descobridores Holandeses ou Portugueses, nas carroças transportavam os víveres: galináceos ( foto 3) e uma cabra( foto 4).
Perguntei-lhes se eram ricos. Disseram-me que não. Se não tinham medo de andar por aí, um jovem casal e um bebé, neste mundo tão conturbado. Disseram-me que não. Como alimentavam os muares? Fazendo o “acampamento” em locais onde o pasto abunde para assim poderem saciar a fome e poupar na palha. Ah! Tinham para vender umas ferraduras pintadas com cores muito garridas num artesanato primário. Instados a responderem a razão porque se aventuravam assim por esse mundo fora, disseram que era um “estilo de vida”. Aceitei a resposta. Aliás, aceitei todas as respostas que me deram durante quase um quarto de hora de conversação aberta e sincera. Autorizaram-me que os fotografasse mas com a condição das fotos não serem publicadas em nenhum jornal.
Lamentei não ter vinte e poucos anos, espírito aventureiro e uma carroça como a deles. Despedi-me e vim-me embora. Depois, voltei para trás e dei-lhe uma nota de cinco euros para comprarem um gelado para a criança. Agradeceram e queriam que eu trouxesse uma ferradura. Não aceitei. E foi só disso que me arrependi.
Onde estarão eles a estas horas?















I FEIRA DO LIVRO DO ALENTEJO (A identidade alentejana/livros e autores do Alentejo) ENCERROU COM SALDO ALTAMENTE POSITIVO!


A I Feira do Livro do Alentejo, em Ervedal, já foi. E foi um sucesso. E pretende-se que se repita. E pretende-se que seja outro sucesso!
“DO CASTELO” quer apresentar os parabéns a todos quantos tornaram possível este evento, nomeadamente:
Ao pai da iniciativa: esse grande amigo que se chama Aníbal Fernandes (eu sei D. Rute, eu sei: atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher…)
À mãe da iniciativa: a Fundação Arquivo Paes Teles
Ao padrinho da iniciativa
: O Município de Avis
À madrinha da iniciativa
: A Universidade de Évora
Às filhotas da iniciativa
(incansáveis trabalhadoras): Elisabete Pereira e Marta Pereira
Aos primos da iniciativa: Casa Fernando Pessoa e Casa dos Livros
Aos vizinhos colaborantes da iniciativa: Amigos do Concelho de Aviz -Associação Cultural e Clube (Grupo?) de Fotografia de Avis
A todos os “anónimos”
identificados por uma placa com indicação do nome e a palavra “Organização”.
Todos foram inexcedíveis! Todos merecem os meus parabéns


Talvez que se tenha apostado pouco no Norte Alentejano. Além do cartaz (Avis/Portalegre) e da presença de Rui Cardoso Martins pouco mais se ouviu falar em “Portalegrense”. Até o Hugo Teixeira da Rádio Portalegre não apareceu e nem foi dada nenhuma explicação justificando a sua ausência. Ficava bem. É certo que os diversos Municípios norte alentejanos estiveram representados com os livros dos seus melhores escritores, mas a presença física de autores norte alentejanos foi muito parca.
Um acontecimento cultural desta envergadura merecia até uma cobertura televisiva. (Mas, também aí, até o representante da Sul TV no debate sobre “A Comunicação Social no Alentejo” primou pela ausência.) Uma coisa boa, uma coisa positiva não “vende”. Depois fica lá no fim do mundo, no Alentejo profundo. Ah! Se fosse uma desgraça… Se tivesse caído a ponte do Ervedal quando um carro carregado de passageiros por lá passasse, cheirando a desgraça, então aí estariam cá todos os canais e quem sabe se não em directo e em horário nobre.

Talvez que tivesse sido interessante ter havido uma conversa com autores do concelho de Avis, que os há por cá com obra publicada. Lembro-me assim de repente do jovem Dinis Muacho de Aldeia Velha, da poetisa Ana Codeca de Valongo; do poeta José Afonso Milheiras, igualmente de Valongo; da consagrada Maria Albertina Dordio, de Ervedal e outros que me perdoem por não os mencionar mas não me ocorre mais nenhum de momento. Arranjar-se-ia por certo o número suficiente para uma conversa amiga, caseira, ainda que não tão mediática quanto as havidas.

Não digam a ninguém mas a autora de “Água Pródiga”, a Margarida Morgado, que lançou o seu livro na sexta-feira não é Alentejana. É Algarvia! Mas isso também demonstra o quanto bem nós sabemos receber quem nos visita.

Pois que venha a II Feira do Livro do Alentejo!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

TRÊS EM UM!

Três em Um e por ordem decrescente de interesse:

1 – O meu amigo dos Desabafos já o tinha anunciado há vários dias. Eu relembro que começa amanhã e que se prolonga até Domingo a I Feira do Livro do Alentejo, no Ervedal. Veja o programa em http://www.paesteles.org.pt/feiralivro.htm e depois passe por lá. Vai valer a pena!

2 – Hoje tive que sair de casa bastante cedo. Cerca das seis e um quarto da manhã, alguns funcionários da Câmara Municipal de Avis aguardavam pacientemente, nos seus posto de trabalho, que se fizesse de dia para começarem a trabalhar, pois que nesta altura do ano às seis da manhã ainda não se vê nada.

3 - Nesta foto mostra-se um ninho de “Águias” ( ou uma devoção “Camachiana”?) em Ponte de Sôr…

Foto: O Ninho da Àguia (Algures em Ponte de Sôr)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

SÓ DE CAPACETE!!!

Foto: Pinha do Jardim de Ponte de Sôr


Nunca digam que estão bem. Na passada quinta-feira estava eu muito bem sentado a gozar o agradável fresquinho que se fazia sentir num banco do jardim de Ponte de Sôr, quando oiço um “resmalhar” vindo lá bem do cimo de uma daquelas árvores altíssimas, estilo países nórdicos, que alindam o referido jardim. Com grande surpresa minha vi cair, ali a cerca de um metro do sítio onde me encontrava, a “simpática” pinha que a foto mostra. Seguramente que pesava para aí uns três quilos (se duvida amplie a foto e compare).
Curiosamente andava lá um jardineiro que me disse que da parte da manhã tinham caído três de uma outra árvore e que ele, sempre que se apercebia que as crianças brincavam na relva junto àquelas árvores, avisava os adultos seus responsáveis para o que lhes poderia acontecer.
Acaute-se. No jardim de Ponte de Sôr, só de capacete…





domingo, 26 de agosto de 2007

NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS - PORQUE HOJE É O ÚLTIMO DOMINGO DE AGOSTO


Penso que já aqui fiz referência a que uma vez fui alertado para o facto de numa lixeira ali para os lados das Casas Altas se encontrarem muitos “escritos” abandonados. Porque na altura lá os fui buscar, ficando com um vastíssimo espólio documental, e com a devida vénia à memória do Sr. António Pais que fez o favor de ter sido meu amigo, passo a transcrever o que ele escreveu em 1981 acerca das festividades em honra de Nossa Senhora Mãe dos Homens e que eu recuperei nessa estrumeira. O texto é um pouco extenso mas vale a pena lê-lo.
Passo a transcrever:



"TUDO O TEMPO LEVOU

AVIS

NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS

É remota a festa que se fazia a Nossa Senhora Mãe dos Homens cuja ermida fica situada no alto do monte denominado por Courela de S. Miguel. Fica a poucos quilómetros da vila de Avis. Em redor da velha igreja a flora era composta por velhas azinheiras e majestosos carvalheiros de tronco carcomido. Em baixo a velha fonte de três bicas corria em abundância o precioso líquido, água límpida e fresquinha. Junto da mesma um pequeno ribeiro com uma pequena corrente servia para regar as hortas ali existentes, onde a boa fruta não faltava em especial o pêssego belíssimo, fruto da região. As margens do ribeiro eram compostas por grandes silvados, freixos, choupos e alguns carvalheiros. Era frequente ouvir um melro cantar ou rouxinol que nos deliciava com as suas melodias. O dia de festa a Nossa Senhora era no último Domingo de Agosto. Não faltavam ali as gentes de Avis assim como dos seus arredores e até de longe aqui apareciam romeiros a quem a fé não faltava; vinham pagar as suas promessas. Deslocavam-se nos mais rudimentares meios de transporte, não se importavam com as maçadas que lhes dava. Tinham a sua fé como os seus bisavós, seus avós e seus pais, sentiam-se presos àquele lugar, não podiam faltar.
À sombra das velhas árvores abrigavam-se do calor escaldante do mês de Agosto, ali estavam com os seus carros que os tinham transportado presos aos mesmos animais que os puxavam. Comiam palha e também o perfumado feno, manjar preferido pelos animais e que era escolhido para aquele dia. Junto aos carros era frequente ver uma pequena cadeira ou mochos e até um saco com uma pouca de palha que também servia de assento. Um garrafão com vinho branco ou tinto conforme o paladar. Um cesto ou cestos transportavam os deliciosos manjares destinados para aquele dia. Ali não faltava o assado de borrego e as costeletas, o arroz tostado, almôndegas etc. Os mais variados manjares de Pantraguel. Às vezes também apareciam bolos e arroz-doce. Não faltavam também as deliciosas uvas, lavadas com a límpida e cristalina água da fonte de Nossa Senhora. Não esquecendo o bom melão, as deliciosas melancias de cor rubra que nos deliciavam com o seu sabor e frescura.
O romeiro geralmente era franco, pondo à disposição dos seus convidados e de bom agrado tudo o que tinha nos seus cestos. E até para os que em redor passavam se ouvia esta frase: É servido? E em troca desta franqueza havia um ou outro que aceitava e logo lhe era dado um naco de pão e uma roda de paio ou uma perna de galinha, não faltando o Deus Baco com o bom sumo do fruto da videira. Muitos bebiam um pouco mais, e era frequente às tantas da tarde ou da noite se ouvir cantar o fado, que quando não era acompanhado por um velho harmónio ou guitarra também se ouvia sem acompanhamento. No largo da Igreja havia um coreto onde eram executadas várias músicas pela banda que ia ás festas. À noite não faltava a quermesse geralmente cheia de prendas e até havia artísticas obras feitas e bordadas por gentis e simpáticas meninas que não faltavam à festa. Parece que estou ouvindo a voz dos festeiros: 50 escudos, quem dá mais? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, etc. Era assim que se passava o serão enquanto a banda no coreto executava músicas do seu reportório. Recordo ainda que houve um ano em que a banda de Infantaria 16, de Évora, nos veio honrar com a sua presença. Estava ao tempo, na regência, o Senhor Capitão Joaquim Guilherme Boto da Piedade, natural de Avis. Aqui vive sua filha D. Dinah Guedes Boto da Piedade que como seu pai adora música. Assim a temos todos os domingos na missa tocando órgão. Mas voltando às festas de Nossa Senhora Mãe dos Homens que, durante o serão, de vez em quando subia ao ar um foguete que quando rebentava, um de lágrimas, digo que como a sua luz iluminava todo o recinto deixando algumas vezes ver coisas que muitos desejariam que não fossem vistas. Por fim as rodas de fogo, um balão que subia para cair sabe Deus onde. Recordo ainda que junto à igreja ainda existem moradias que ao tempo eram habitadas, sendo uma delas destinada ao ermitão. Na parte da manhã havia missa cantada com acompanhamento musical e coro; também havia sermão. Na parte da tarde a procissão junto à igreja. Existia na igreja uma velha balança onde algumas pessoas se pesavam. O seu peso era equilibrado com igual peso em trigo que era oferecido a Nossa senhora, para pagamento duma promessa, uma graça recebida da Mãe de Jesus à qual muitos recorriam nas horas de aflição. Também para distracção dos romeiros se fazia uma cerca onde eram lidadas vacas bravas, e quando não se podia fazer espectáculo desta natureza havia sim tiro aos pratos. Ali se batiam grandes atiradores, alguns de fama internacional.
Recordo que no recinto havia barracas de comes e bebes como vulgarmente se chamam, também de cafés e torrão. Pela noite fora alguns já aquecidos pelo álcool levavam a noite comendo e cantando, não deixando passar pelo sono aqueles que procuravam descansar um pouco em cima de um colchão colocado no leito de um carro ou mesmo o colchão no chão. Muitas vezes este silêncio era interrompido pelo relinchar dum cavalo ou muar, ou até pelo zurrar de um burro. Não faltava também a sua zaragata por os que bebiam demais, mas logo era sufocada e tudo continuava bem na esperança que Nossa Senhora lhes desse saúde para que no próximo ano pudessem voltar. Fruta havia sempre a vender e com fartura e vinho.
Enfim, quem não levasse farnel bastava levar dinheiro. Muitas meninas guardavam os vestidos novos para estrear no dia da festa não esquecendo, claro, muitos namoros que ali se ajeitavam, bem como aqueles que tendo já sua namorada ali se juntavam para mais uma vez terem o seu idílio naquele dia e serão que sempre deixava saudades.
De tudo isto resta apenas a saudade e algumas fotografias em estimação, chorando os que Deus já chamou e não mais vêm. Do resto tudo o tempo levou.

Avis, 3 de Novembro de 1981

ANTÓNIO PAIS "


sexta-feira, 24 de agosto de 2007

NOVA FOLHA INFORMATIVA DO CENTRO DE SAÚDE

Passado mais de um ano (a nº 8 referia-se aos meses de Abril/Maio/Junho de 2006) aí está um novo número da Folha Informativa do Centro de Saúde de Avis, referente a Agosto de 2007 e com o nº 9. Por pensar que é de extrema utilidade ao comum dos cidadãos é pena que tenha uma publicação tão irregular. Lê-se bem, é informativa embora me pareça que, atendendo aos subscritores dos artigos, haja por ali um pouco de auto-promoção.
Às vezes até posso estar enganado e isso nem sequer é uma razão minimamente aceitável para que a folha não seja publicada com mais regularidade.
Já agora os meus parabéns ao Fisioterapeuta João Pedro que, segundo lá consta, fará anos a 27 de Agosto.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

"ALCÓRREGO" INVADE O CONCELHO DE AVIS!

FOTO 1 - ...na aldeia...
FOTO 2 - ...no campo...


FOTO 3 - ...à beira de uma piscina...

FOTO 4 - ...nas fragas do Maranhão...

Conforme as fotos demonstram, assiste-se a uma autêntica invasão de garrafas de vinho da marca ALCÓRREGO”. Vão aparecendo por todo o lado...
Próprio para se saborear na aldeia, no campo, à beira de uma piscina ou nas fragas do Maranhão, aí está : “Em pleno século XXI, tem o privilégio de apreciar um vinho que é fruto do engenho, amor, sonho, e aventura de civilizações milenares. As castas Alfrocheiro, Aragonês, Tinto Cão e Touriga Nacional, são uma herança de povo para povo, apurada ao longo de gerações. Chegou a sua vez de tomar posse deste legado único: ALCÓRREGO” – assim reza o rótulo.
O sinal de STOP na foto nº 1 aparece-nos assim a modos que envergonhado, mas ele está ali para lembrar que se fôr conduzir beba com moderação: sabe melhor e não faz mal. Saiba fazer STOP atempadamente.
Comparando o binómio qualidade/preço deste vinho, garanto-vos que ambos são uma agradável surpresa – pelo menos para mim…

(Nota: "DO CASTELO" jura por sua honra que este "post" não foi encomendado e que não recebe nenhuma comissão na venda deste precioso néctar.)



segunda-feira, 20 de agosto de 2007

SALVÉ CÉSAR!


Foto: PONTE DE VILA FORMOSA


Paxaviz, aos 20 dias dos idos do mês Augustos de 2007 d.C.

Salvé César, um tribuno da Era Contemporânea te saúda!

Quem a ti se dirige é um tribuno da plebe, que a tal ousa tão somente pelo facto de estares tornado em pó há para aí dois mil anos e, como tal, já não me poderes mandar para o circo das feras em Roma ou em outro sítio qualquer. O que te vou dizer só o faço por isso: tu, nesta altura da era cristã, já nem pó serás! Mas sempre te digo, Públio Élio Traianus Hadrianus, de que a tua visão militar foi muito boa, mas quanto a construções deixaste muito a desejar. Vou-te avivar a memória:
Lembras-te de teres mandado fazer uma ponte entre Alterjuliachão e Vale deAçorpax? Não? Então se não foste tu foi um parecido contigo. Olha se tivesses outra visão, uma visão voltada muito p’ra frentex, deverias ter-te lembrado que com o decorrer do tempo muita coisa iria mudar. Bem sei que para os teus carros de tracção cavalar a ponte chegava e sobrava para toda a vida. Agora os cavalos são outros! Mas não tiveste aquela esperteza que deverias ter tido para a fazeres mais larga e ainda mais sólida - bem sei que na tua altura para ser Imperador ou para mandar fazer uma ponte não era preciso apresentar nenhum diploma de engenharia civil. Mas olha que nesse aspecto, as coisas mudaram pouco desde o teu tempo até agora. Anda por aí muita gente que ou não sabem do diploma e atingem o patamar mais alto da oligarquia, ou se sabem do diploma, não sabem o que lhe hão-de fazer, como é o caso mais recente do Engº Fernandus Santus. Mas voltando à ponte de Vila Formosa. Sabes o que está acontecer agora que a mesma está a completar para aí uns 1800 anos? Olha, está a dar o “abafa”. O Rector Provinciae Jovianusviturinus I, condicionou nela o trânsito. Os camiões já lá não passam e mandam-nos passar pelo território da província de Paxaviz, do Rector Provinciae Manuelmariaugustus, e a estrada que faz a ligação entre Sedajulia e Paxaviz está a ficar uma miséria e tudo por tua culpa. Entre Paxaviz e Benavijulia Augusta os buracos são tantos que mais parece que em vez de nos deslocarmos em carros (automóveis, não carros desses que tu desenvolveste), mais parece que vamos de galera tal é o balanço a que os mesmos estão sujeitos. Até já há quem ali enjoe. Com a chegada do próximo Inverno devemos ficar de novo com as estradas piores que as do teu tempo.
Bem Adriano, (desculpa a intimidade) o recado está dado e já sabes que és o culpado pelo mau estado das nossas estradas.
Mas, como sempre, és dos grandes e safas-te…


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

OS PETISCOS DO MONTINHO!


A chancela da ALEMTUDOEDIÇÕES seria só por si uma garantia de sucesso. Agora, se lhe acrescentarmos um prefácio espectacular escrito pelo “vermelho” António Bagão Félix e uma superior introdução feita por esse mestre da “pena” que dá pelo nome de Aníbal Fernandes, (e que aqui a usa com a mestria a que as suas crónicas já nos habituaram), diremos que “Os petiscos do Montinho” têm todos os condimentos para serem um prato preferido por todos quanto gostam de leitura e não só.
A Maria José e o Fava merecem este testemunho, este reconhecimento pelo modo como têm sabido honrar a tradição da gastronomia alentejana.
Mas ter as receitas não é tudo. Para mim é quase nada. Eu bem leio o que lá está escrito, bem tento, mas a “coisa” não me sai bem. Acaba por me cheirar sempre a esturro! Até já sei algumas receitas de cór, como é o caso da sopa de beldroegas com queijo da página 63 (…e o gajo a dar-lhe com as beldroegas!!!) mas uma coisa é a teoria, outra é a prática, é o saber fazer. Por isso, o melhor mesmo é fazer uma visita à “Tasca do Montinho” quanto mais depressa melhor, banquetear-me com uma qualquer das suas super-iguarias e perguntar como se podem adquirir “As receitas da Maria José”.
Já sinto água na boca…juro!



domingo, 12 de agosto de 2007

RECEITAS DA MINHA AVÓ





Título da foto : "BELDROEGÁRIO DE AVIS"

SOPA DE BELDROEGAS

Ingredientes:Para 4 pessoas

2 molhos de beldroegas ;
2 cebolas ;
500 g de batatas ;
1,5 dl de azeite ;
1 cabeça de alhos ;
500 g de pão caseiro ou de 2ª ;
4 ovos ;
2 queijinhos frescos

Confecção:

Preparam-se as beldroegas aproveitando apenas as folhas. Os molhos devem ser grandes. Cortam-se as cebolas ás rodelas e alouram-se com o azeite. Juntam-se as folhas de beldroegas lavadas e deixam-se refogar muito bem mexendo com uma colher de pau. Regam-se com cerca de 2 litros de água e deixa-se levantar fervura.Retiram-se as peles brancas à cabeça dos alhos, que se introduz inteira (sem retirar a pele roxa de cada dente de alho) na panela com o caldo a ferver. Juntam-se ainda as batatas cortadas às rodelas grossas. Tempera-se a sopa de sal e deixa-se cozer.Na altura de servir, introduzem-se no caldo os ovos um a um e deixam-se escalfar. Por fim metem-se na panela os queijinhos cortados aos quartos.Tem-se o pão (de preferência alentejano) cortado ás fatias numa terrina e rega-se com o caldo.À parte servem-se as batatas, os ovos, as beldroegas e os queijinhos.

Poderá acontecer, porém, que alguns de vós, ou porque chegaram agora a Avis, ou porque já de cá abalaram há muito tempo, não saibam o que são beldroegas. Então poderão ampliar a foto junto e verificarem do que se trata, ou visitarem ao vivo o “Beldroegário de Avis", que se situa nas imediações do cruzamento da Rua António José de Almeida com a Rua 1º de Maio.
Se pelo nome das ruas mesmo assim não chegarem lá, então sempre lhes direi que o “Beldroegário” é entre o edifício dos Correios, e a loja dos Chineses, com fortíssima implantação junto à Loja dos Trezentos.
( Daí talvez a placa fazer referência a que o que se trespassa ou aluga é somente a loja …)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

LEPORÍDEOS NO CEMITÉRIO!


No cemitério de Sousel existe uma praga de coelhos que deambulam por entre as campas, chegando mesmo a escavar em algumas, de terra rasa. Introduzindo-se pelo portão e pelas saídas das águas pluviais, os seus excrementos são visíveis por quase todo o lado. As ervas também crescem a bom ritmo nos espaços entre as campas, a Igreja e paredes necessitam de ser caiadas, sendo que o encarregado, Sr. Francisco, diz que só ele não consegue dar conta de tanto trabalho, situação que afirma já ter denunciado ao seu superior hierárquico. Este afirma-lhe que não tem pessoal para mandar para lá, o que afinal se nos afiguraria ser de fácil resolução dado o número de desempregados naquele concelho e quem sabe se nalguns serviços de igual categoria não haverá pessoal a mais. Uma coisa é certa: o aspecto geral daquele cemitério é de nota muito baixa, sem que toda a responsabilidade tenha que ser atribuída ao Sr. Francisco. Ele diz que faz o que pode…
Comparado com o nosso cemitério em Avis, diríamos que o nosso é um cemitério de cinco estrelas.
Aproveito a oportunidade para dar os meus parabéns ao José António
pelo modo exemplar como desempenha as suas funções não só como coveiro, mas como responsável directo, por este espaço da Junta de Freguesia de Avis.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A LISTA!!!

A ideia não é inédita nem sequer recente. No entanto chegou agora por cá. Um comerciante de Avis resolveu expor na sua loja, a partir do dia 3 do corrente mês, uma lista de devedores de longa data (um remonta mesmo a 1997…) e parece que com algum êxito pois já se notam nomes cortados e ilegíveis, prova evidente de que as dívidas “riscadas” foram finalmente saldadas. Esta atitude demonstra uma grande coragem do comerciante em causa, apesar daquela lista, de cerca de 30 devedores, valer mais de 5 000 euros, e embora me dê a impressão que a mesma não é exaustiva.
Dei comigo a pensar o que seria de “conversas nesta terra” se todos os nossos comerciantes, com dívidas acumuladas, resolvessem expor os seus “devedores de estimação”. Não me enganarei muito se concluir que muito do “Jet-set” da nossa terra, aquele que se houvesse uma revista cor-de-rosa por cá seria tema de capa ou das folhas principais na dita revista, andará por aí com o rabo entalado. É vê-los e vê-las, de nariz empinado, super emproados(as), fazendo uma vida muito acima das suas possibilidades. Como? Desconheço, mas imagino.
Já sei! Eu não tenho nada a ver com isso. Mas aposto que você, que está de cara limpa, também já pensou nisso…Verdade?

sábado, 4 de agosto de 2007

BRUXOS À SOLTA EM AVIS!!!

Fui hoje contactado pessoalmente para ir trabalhar para o SHAMANIK FESTIVAL, por um indivíduo que se exprimia muito mal em Português. Com o meu mau inglês conseguimos entender-nos. Não, não nos entendemos ao ponto de ir trabalhar para o Festival. Mas chegou para eu ficar confuso.
Chegado a casa indaguei e então o que acontece é que se vai realizar entre 11 e 15 de Agosto, o grande “FESTIVAL DOS FEITICEIROS”, em Avis.
Como penso que ficará tão curioso quanto eu e para desfazer essa sua curiosidade dê uma espreitadela em: www.shamanikfestival.com.
Então e que tal?
Disto é que nos faz falta. Bruxo!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

FOTO PREMIADA

TÍTULO: CALMARIA
"DO CASTELO" tinha prometido que iria solicitar a foto premiada com o 3º prémio nos 18ºs Jogos Florais da Ameixoeira/2007 ( Lisboa). Sob o tema VERÃO, a foto aqui fica reproduzida sendo de salientar que a mesma é da autoria de um dos elementos do GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS.

terça-feira, 31 de julho de 2007

PEDRAS PRECIOSAS


Numa Conferência, um especialista em Gestão do Tempo colocou em cima da mesa um frasco grande de boca larga junto a uma bandeja com pedras.
Começou a meter pedras lá dentro até que encheu o frasco. Depois perguntou:
- Está cheio?
Toda a gente assentiu. Então, ele tirou debaixo da mesa um saco com gravilha. Meteu parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços que deixavam as pedras grandes. O especialista repetiu:
- Está cheio?
Desta vez, os assistentes duvidaram: talvez não.
-Muito bem!
E pousou na mesa um saco com areia que começou a despejar no frasco. A areia infiltrava-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pela gravilha. “Está cheio?”, perguntou de novo. “Não!”, exclamaram os assistentes.
Pegou num jarro de água, que começou a verter para dentro do frasco. O frasco absorvia a água sem transbordar.
- Bom, o que é que acabámos de demonstrar? – perguntou.
- Que não importa quão cheia está a nossa agenda, se quisermos, sempre conseguiremos fazer que nela caibam mais coisas – respondeu alguém.
Não! – concluiu o especialista – O que esta lição nos ensina é que, se não colocamos as pedras grandes primeiro, nunca poderemos colocá-las depois.
Quais são as grandes pedras nas nossas vidas? Os nossos filhos, a pessoa amada, os amigos, os nossos sonhos, a nossa saúde.
Ponham-nos sempre primeiro. O resto encontrará o seu lugar!
(- Ouvido num workshop da Associação para a Cooperação Entre os Povos, Lisboa)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

"PROIBIDO" ( ONTEM...E HOJE?)

TÍTULO : TRÊS EM UM!

Acabo de assistir, há menos de uma hora, a uma reportagem na SIC a que deram o nome de "ERA PROIBIDO”. Baseada num livro escrito e agora lançado por António Costa Santos, intitulado “PROIBIDO”, retrata uma série de proibições antes de 25 de Abril de 1974. Já ontem ( 26/7) a reportagem tinha sido emitida à noite, mas só hoje assisti à sua reprodução completa. Por curiosidade e porque vivi algumas das situações ali retratadas vou tentar comprar o livro e talvez que ainda aqui faça menção a algumas dessas proibições do “tempo da outra senhora”.
Entretanto, e até lá, deixo-vos esta fotografia que, por mera coincidência, obtive precisamente ontem num “monte” muito próximo dos limites do concelho de Avis e cujas proibições garanto que não estavam lá à data dos factos relatados em "Proibido"...
Quando e quem se atreverá a escrever as proibições actuais?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

DIÁLOGOS (IM)POSSÍVEIS "DO CASTELO"

A PLACA


Ia eu a subir pelo Arco da Torre da Rainha quando ouvi:
- Psst! Psst! Senhor da máquina…
Olhei em redor e não vi ninguém.
- Sou eu, esta placa “altalhona” que aqui está ao pé destas pequenas…
Fiquei admirado mas aproximei-me.
- Desculpe mas eu gostava de falar consigo um bocadinho…
- Tá bem, mas despacha-te que o sol bate aqui de chapa e está um calor do caraças…
- Eu sei senhor, eu sei, que o apanho aqui todos os dias…
- Mas afinal o que é que tu queres?
- Ó senhor, eu estou muito triste. Já viu que me puseram aqui duas placas novas, todas bonitas e para mim, que é suposto ser um sinal de trânsito ninguém repara em mim com olhos de ver? Já viu que eu não me pareço com coisa nenhuma? Sei lá…se calhar pareço para aí uma boca a que falta um dente ou outra coisa qualquer incompleta. Em tempos tive duas setas: uma azul (seria? já não me lembro) do lado direito que indicava que quem sobe tem prioridade e outra de uma cor preta/acastanhada do lado esquerda. Há anos que me caiu o dente, quer dizer, que me saltou a seta azul e agora para aqui estou inesteticamente tentando cumprir uma obrigação que faço mal – sou deficiente. Mais um(a) neste Portugal a cair aos bocados…
- Olha lá, não estarás a exagerar? Eu, que me lembre, sempre te conheci assim.
- Tenho tantos anos que já não sei há quanto tempo aqui estou, mas se calhar já aqui estou desde os tempos do Ti Tonho. E não acredito que eles me iam colocar aqui já defeituosa.
- Lá isso…
- E repare: a minha mana que está do lado de cima do arco, no Largo do Convento, apesar de ser minha irmã, tem as duas setas e é redonda. Porque é que eu hei-de ser diferente?
- Ó pá não te chateies com isso. Há coisas muito mais importantes para resolver.
- Isso diz você que não tem coração. Eu a precisar de ajuda, e nada…
- Tá bem, talvez eu vá tentar encontrar uma lata de tinta azul para te pintar todo o fundo; uma de tinta branca e pintar-te a seta que te falta do lado direito no sentido ascendente e pintar a outra seta de vermelho no sentido descendente. Ficas contente?
- Fico senhor. Olhe, tire-me um retrato para eu depois ver como era e como vou ficar. E para lhe pagar esse seu favor quero dizer-lhe que já pode passar ali para os lados da Cerca do Convento de carro. Vá lá ver que dizem que está bonito. À volta para cá conte-me.
…….///….

- Olha placa, já fui ver a cerca. Fui por aí fora no carrinho e sabes o que me aconteceu? Mesmo ao fim das obras, lá na Porta do Postigo é que estava uma placa a dizer que era proibido passar. Estás a ver, fiquei entalado! Aproveitei para visitar uma pessoa que mora ali para os lados da Rua das Videiras, deixei o pópó e fui a pé. Depois fiz inversão de marcha e quando cheguei junto ao Bar do Convento (passe a publicidade), o caminho estava barrado com uma trave assente em duas pedras. Estava entalado de novo. Lá tive que, a grande custo desviar a pesada trave, mais o contentor do lixo, passar e depois colocar a trave e o contentor no mesmo sítio. Ora se ali estivesse uma placa igual à que se encontra no final das obras eu não teria avançado e era tudo muito mais fácil para mim que até tenho uma hérnia discal.
- Talvez que agora o senhor já dê a devida atenção às placas…
- Tá bem, amiga, mas apesar disso gostei do que vi. O espaço está agradável e começa a ficar bonito à vista. Olha faz-me um favor: hás-de tentar saber se as árvores que colocaram na cerca, com a finalidade de fazer sombra, são primas das que estão no estacionamento automóvel do Largo Sérgio de Castro, que de sombra não têm nada…
- Sim senhor, mas só se você me trouxer a tinta branca, a vermelha e a azul…lembra-se da nossa conversa desta manhã?
- Chantagista!








domingo, 22 de julho de 2007

COLECCIONADORES OCASIONAIS

Tenho um amigo que mora lá para os arrabaldes de Avis, embora não resida na rua dos ditos. Há dias mostrou-me, orgulhoso, uma pequena colecção de moedas antigas (algumas anteriores à monarquia) que ao longo dos anos tem encontrado no seu quintal quando o vai cavando para fazer as sementeiras. Algumas são mesmo muito antigas e encontram-se, digo eu, que pouco percebo de numismática, em muito bom estado de conservação. Disse-me que um vizinho seu tinha encontrado há pouco tempo duas também bastante antigas no quintal, mas que estavam muito gastas e que as tinha dado a um amigo.
É de supor que quem tem quintais agricolamente trabalhados dentro do perímetro urbano da vila e mais ainda junto ou dentro das muralhas, que alguma vez tenha achado uma ou outra moeda e seria deveras interessante poderem-se reunir esses “coleccionadores ocasionais” em local público para se apreciarem as moedas que possuem.
Salvaguardando obviamente os seus pequenos tesouros tendo ainda que haver muito cuidado não fosse o nosso Engenheiro “indiplomado” saber e querer logo que o seu ministro das Finanças aplicasse um imposto aos detentores destas pequenas fortunas…
Haverá alguém que queira pegar nesta ideia?...

terça-feira, 17 de julho de 2007

PAGAR PARA APRENDER!


A crise toca a todos (ou quase...), mas por vezes fá-lo de uma forma mais marcante. Comigo aconteceu o mês passado. Tive necessidade de ultrapassar o limite que o banco me permite utilizar (conta-ordenado) por razões de ordem vária. Aconteceu. Foram-me debitados juros devedores o que são perfeitamente lógicos: se eu utilizei dinheiro que não era meu, é claro que teria que pagar juros por isso. Portanto até aqui não aprendi nada.
Costumo conferir os movimentos da conta e deparei com um débito de 16,50€ encabeçados pela descrição “ COM. 02 CRED. N”. Dirigi-me à Instituição bancária onde tenho a conta domiciliada e explicara-me que aquele pagamento se deve ao facto de ter utilizado a conta por duas vezes, para além do permitido. Isto é, por cada utilização efectuada para além do “plafond”, cobram a módica quantia de 8,25€ (mais imposto de selo), muito superior aos juros devedores.
Confesso que não sabia e a razão de trazer à praça pública esta situação é no sentido de o alertar a si, que descura estes pormenores, de que tal acontece.
E para não lhe acontecer como me aconteceu a mim que foi preciso pagar para aprender…

quarta-feira, 11 de julho de 2007


UM INFERNO CHAMADO ALCÓRREGO!


Faz hoje precisamente um ano que o Alcórrego esteve cercado pelas chamas que ameaçaram casas e campos em redor. Certamente que as memórias das gentes de Alcórrego não vão esquecer este dia de autêntico Inferno que viveram.
Junto quatro fotografias obtidas por alguém que viveu o drama por dentro e não esquece o som "tenebroso" do rapidíssimo avanço das chamas em direcção à aldeia causado por um forte vento irrespirável, do estalar das canas a arderem no ribeiro situado à direita de quem entra na localidade vindo de Avis, nem dos gritos de aflição de quantos viram os seus bens a arder ou em perigo de tal.








domingo, 8 de julho de 2007


LIBERDADE DE ESCOLHA CADA VEZ MAIS CONDICIONADA



Fui a uma consulta médica a Lisboa. De Especialidade como se depreende, pois caso contrário não seria necessário ir tão longe. O médico foi-me recomendado por pessoa amiga, a consulta não demorou muito tempo a ser marcada – particular, óbvio – e tudo decorreu normalmente até à altura em que o Sr. Dr. me disse que eu precisava de fazer umas análises clínicas. E mais, que “gostava” que as mesmas fossem feitas no Laboratório X situado na Avenida Y em Lisboa. Logo, não liguei, parece que não me apercebi bem, mas pelo caminho vim a matutar: então se eu em Avis tenho dois laboratórios que fazem análises, se um deles até é certificado, por que cargas de água hei-de ir fazer análises a Lisboa?
Não conheço o médico pessoalmente pelo que não posso afirmar nem negar que algo de particular e pessoal o move a aconselhar a que as análises sejam feitas no laboratório X. Mas lá que acho estranho, acho.
Vivemos numa liberdade cada vez mais condicionada. Eu arrisco-me a levar um raspanete mas vou fazer cá as análises no tal laboratório certificado e… seja o que Deus quiser!

sábado, 30 de junho de 2007

O POSITIVO E O NEGATIVO

FOTO 1 - O POSITIVO
FOTO 2 - O NEGATIVO

O POSITIVO:
Iniciou-se hoje, no Clube Náutico, o Troféu Mestre de Avis de Remo.
“DO CASTELO” louva esta iniciativa do Município que, além de divulgar um aproveitamento inesgotável da Albufeira do Maranhão em termos turísticos, desportivos e não só, proporcionou àqueles que a ela assistiram agradáveis momentos de puro e saudável entretenimento.
Ao que ouvi é uma iniciativa a repetir e com fortes possibilidades de internacionalização.
Parabéns pois, repito, por esta iniciativa.

O NEGATIVO
Uma placa aposta pelo Município de Avis junto ao Restaurante Água Doce diz, entre outras coisas, literalmente o seguinte: “É INTERDITO ACAMPAR FORA DO PARQUE DE CAMPISMO”. Ora bem, conforme a foto acima documenta estes “senhores” resolveram ignorar a recomendação colocada a escassos cinquenta metros e acampar ali mesmo fora do parque e num local destinado ao estacionamento dos carros. Parece que já ali estão há vários dias. Penso que tal deveria ser proibido por quem de direito pois que além do mais é uma afronta para quem utilizando o Parque paga as respectivas taxas. Informei-me e disseram-me que o parque se encontra muito longe de ter a sua capacidade esgotada. Sendo assim…
Pouco terá a ver com o assunto mas vem-me à memória uma situação que o Gaudêncio me contou quando explorava o Retiro da Ponte. Certa vez, uns caçadores “abancaram” na esplanada que aquele tinha junto do restaurante, puxaram das merendas e preparavam-se para utilizar as mesas e cadeiras do Gaudêncio para ali se banquetearem. Confesso que não já não me lembro o que é que ele fez mas, conhecendo eu o Gaudêncio como conheci, o mais normal foi ter corrido de lá com aqueles intrusos. Aqui se calhar deveria seguir-se o mesmo caminho.
Digo eu…

sexta-feira, 29 de junho de 2007

OUTRA VEZ O GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS!


De novo em alta, aí temos o GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS a dar cartas mais uma vez!
Entre 290 concorrentes e 572 fotografias a concurso, um membro daquele grupo, de nome JOSÉ EDUARDO SIMÃO GONÇALVES, foi escolhido para ser um dos 30 fotógrafos a apresentar uma exposição itinerante, na sequência do concurso nacional de fotografia levado a efeito pela direcção Regional de Cultura do Norte, em comemoração dos 100 anos do nascimento de Miguel Torga, que teve como tema o Livro daquele autor: “Bichos”.
“DO CASTELO” endereça parabéns ao Grupo de Fotografia de Avis, lembrando que na próxima terça-feira há reunião, e ao José Gonçalves pelos êxitos alcançados.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

CAFÉ COM LETRAS: AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ, CONVIDAM

DA TOXICODEPENDENCIA À CONQUISTA DA LIBERDADE

“Antes de ser um problema do Estado, a droga é um problema que atinge o ser humano, na família, na escola, no trabalho, nas suas relações, no seu homem interior... (...). De acordo com Carla Rothes, socióloga no Desafio Jovem, “o consumo de drogas insere-se num contexto cuja mentalidade instituída se relaciona com o culto do consumismo e do prazer”. O problema da droga, é na verdade, um problema da sociedade que só pode ser enfrentado com o esforço de todos - instituições, governos e individualidades. Segundo Carla Rothes “a droga não abrange só o indivíduo mas tem implicações sérias ao nível da família, escola, trabalho e comunidade onde está inserido”. (in www.desafiojovem.pt)
É este o tema que será debatido no próximo dia 28 DE JUNHO (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigo do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista o coordenador da Comunidade Terapêutica Desafio Jovem de Alter do Chão, Nelson Rato.
Avis, 20 de Junho de 2007.

O Presidente da Direcção

Francisco Alexandre

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"PORTUGANHOLMENTE" FALANDO...

Ocasionalmente ouvi hoje uma conversa telefónica entre um português e um(a) espanhol(a). Dado que não se tratava de uma escuta telefónica, o que menos interessará para aqui é o teor da conversa. Mas não deixa de ser curioso o seguinte: o português lá se esgadanhava todo em falar um “portuganhol” arrevezado que às tantas até já parecia nem ele próprio entender. E pelo modo como o nosso conterrâneo se tentava expressar, era mais que certo que o do outro lado do telemóvel alguém estava a falar claramente e da maneira mais pura a língua de Cervantes.
O que me deixa intrigado é esta submissão que nós portugueses sempre tivemos e temos perante os nossos vizinhos espanhóis. Até nas zonas de fronteira, do lado de lá só se fala espanhol mas do lado de cá, se eles cá vierem, nós temos que tentar imitar o Espanhol. Eles não fazem um mínimo de esforço para falarem português e nós é que temos sempre, bem ou mal, que os tentar imitar. Numa altura em que aos poucos a invasão de Espanha a Portugal se faz sentir duma maneira quase mais vincada do que no tempo dos Filipes (veja-se o caso dos campos circundantes à Barragem do Alqueva ou se quisermos o caso muito mais próximo do Monte do Ramalho, ou o aumento de importações que fazemos do lado de lá da fronteira) até já temo que o nosso idioma um dia seja também ele subjugado.
Mas das “duas três”: ou os portugueses são muito inteligentes e conseguem “arranhar” o Espanhol em pouco tempo, ou os espanhóis são muito burros e não conseguem aprender a falar o Português… nunca!
É claro que há excepções que confirmam a regra e algumas delas até cá por Avis…

domingo, 24 de junho de 2007

PARABÉNS AO GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS

Um dos elementos do Grupo de Fotografia de Avis, a fazer fé no Correio da Manhã de ontem, dia 23, ganhou o 3º Prémio nos 18ºs Jogos Florais da Junta de Freguesia da Ameixoeira, em Lisboa. Tendo como tema "O Verão" a foto premiada tinha o título de "Calmaria".
Apesar do premiado ter pedido anonimato( que raiva!...), "Do Castelo" vai tentar ter acesso à foto premiada para depois a publicar.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

IMAGENS (TERNURENTAS) DA NOSSA FAUNA!



Você que é uma mãe galinha, faça como a mãe perdiz: ensine os seus filhotes a caminharem na estrada sempre pelo lado esquerdo e o mais encostados è berma possível!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

PETIÇÃO


Exmº Sr.
Ministro das Finanças do Governo de Portugal
Lisboa


Assunto: Petição

Eu, Explorado Até Mais Não Poder Ser, natural de Nem Aqui Me Escapei de Baixo, residente em Levam-mo Todo, portador do Bilhete de Identidade Nº 000000 (caducado por falta de dinheiro para o mandar renovar), venho muito respeitosamente expor e simultaneamente requerer a Vª Exª o seguinte:
Exposição:
Fui herdeiro, por morte de meu pai, de dois carrinhos de brincar que lhe tinham sido dados pelo seu avô, com que ele se divertia nos seus tempos de cachopo, pois como o Sr. Ministro já lhe devem ter contado, em 1932 não havia estas modernices da Internet nem se podia curtir a toda a hora e em qualquer lado, como hoje se faz, nem se perdia tempo a discutir os problemas dos aeroportos.
Os referidos carros são feitos de materiais não poluentes, sendo que um é feito de arame e o outro é feito de tábuas de caixotes onde antigamente se transportavam e vendiam as sardinhas. Eu não o quero enganar senhor Ministro: os carros têm ambos guiadores e rodas, só não têm é motor. O de tábuas andava nas rodas mas era com os pés no chão que o meu pai, o pai do meu pai e o pai do pai do meu pai o faziam deslizar; o outro, as pessoas não se montavam nele mas guiavam-no com as suas mãozinhas de anjinhos papudos. Mais informo para melhor compreensão de Vª Exª, que ambos os carros se encontram guardados em casa e não invadem a via pública, nem os quintais dos vizinhos.
Requerimento:

Face ao exposto e perante as notícias vindas a lume de que Vª Exª determinou que este ano todos os carros terão que pagar imposto, independentemente de rodarem ou não na via pública, venho requer a Vª Exª que me isente do pagamento do referido imposto em relação às viaturas acima identificadas, porque acrescem ainda os seguintes factos:
1 - Os carros acima referidos ainda se encontram em nome do meu bisavô;
2 – O meu bisavô foi sepultado em campa pública e daí nunca mais eu saber onde o ir procurar para ele assinar os papéis de doação dos mesmos ao meu avô;
3 – Aplicar-se-ia o mesmo critério para a passagem dos carros do nome do meu avô para o meu pai (acresce ainda que o meu avô não sabia ler nem escrever)
4 – Idem, do meu pai para mim;
5 – Não encontro nos carros sítio para colocar os “Selos”;
6 – Apesar do mau aspecto do Senhor Ministro, acredito que o senhor tem um coração de oiro (não deixe é que “o tal do diploma” saiba disso, se não ainda lho arranca e vende…)

Peço Deferimento
Levam-mo Todo, aos 20 de Junho de 2007.
Assina: Explorado Até Mais Não Poder Ser

P.S. : Quando me der o despacho assine de maneira legível que eu confesso já nem sei o seu nome. È que são tantos a quererem levar-nos os "carcanhóis" ao mesmo tempo, que a gente aqui na aldeia até já se perde…