O melhor bolo-rei que alguma vez já comi é confeccionado na AVISPÃO.
Por alguma razão, chegam a ter encomendas de mais de duas centenas para um só dia.
Vá por mim e prove um. Depois diga-me se não tenho razão.

Foto : "O Hotel...da Cortesia já mexe"
Foto 1 - Sol à janela ( R: António José de Almeida)
Foto 2 - Sol à varanda ( Rua de Santa Luzia)Reza assim a Constituição da República Portuguesa:
Artigo 65.º (Habitação e urbanismo)
Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.
Seria ideia do legislador que a Constituição Portuguesa abrangesse todos os cidadãos? Se era, não é novidade para ninguém que tal não corresponde à realidade. E em Avis esta realidade é bem visível. Vamos a casos concretos:
Alexandrina Matias mora no nº 2 da Rua das Videiras em Avis. Desde Agosto que espera lhe venham arranjar o telhado pela terceira vez. (Que terão lá andado a fazer das duas anteriores vezes, além de ganharem o dinheiro?...) Apesar do Verão ter sido generosamente extenso, tal não aconteceu. Já uma vez aqui fiz eco dos queixumes da D. Alexandrina sobre o estado lastimoso em que fica a sua habitação sempre que chove. Hoje resolvi ir ver com os meus próprios olhos o que tinha acontecido a noite passada. Desolada, Alexandrina Matias diz que não pregou olho, passando toda a noite a despejar os alguidares de plástico que tem distribuídos pela casa para que a água não se espalhe pelo chão e cause ainda maiores estragos. Chove em todo o lado! O telhado está roto! Chove em casa como se fosse na rua! As roupas estão todas molhadas! Alexandrina Matias não tem dinheiro para mandar fazer as obras. Perguntada sobre qual o valor da reforma diz que não sabe quanto é, mas que é pouco, pois que é da Casa do Povo. Estranha que outras situações de aflição tenham sido resolvidas de um dia para o outro e que ela continue a sofrer com toda esta situação. Não acha mal que aos outros tenham acudido tão rapidamente, só não percebe é porque é que a ela demoram tanto tempo a acudir. Não chora por vergonha, por habituação, por raiva, ou porque já não tem mais lágrimas para chorar.
Em pleno século XXI, com mais de 30 anos de democracia, a Constituição Portuguesa ainda não chega a todos os portugueses.
Haja alguém, com responsabilidades, que acuda de imediato à D. Alexandrina Matias. A constituição garante-lhe (no papel) “…uma habitação…em condições de higiene e conforto…”
D. Alexandrina Matias é Portuguesa mas não lhe é aplicada a Constituição do seu país. É pobre mas é gente e a Constituição também não permite descriminações!