segunda-feira, 3 de setembro de 2007

I FEIRA DO LIVRO DO ALENTEJO (A identidade alentejana/livros e autores do Alentejo) ENCERROU COM SALDO ALTAMENTE POSITIVO!


A I Feira do Livro do Alentejo, em Ervedal, já foi. E foi um sucesso. E pretende-se que se repita. E pretende-se que seja outro sucesso!
“DO CASTELO” quer apresentar os parabéns a todos quantos tornaram possível este evento, nomeadamente:
Ao pai da iniciativa: esse grande amigo que se chama Aníbal Fernandes (eu sei D. Rute, eu sei: atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher…)
À mãe da iniciativa: a Fundação Arquivo Paes Teles
Ao padrinho da iniciativa
: O Município de Avis
À madrinha da iniciativa
: A Universidade de Évora
Às filhotas da iniciativa
(incansáveis trabalhadoras): Elisabete Pereira e Marta Pereira
Aos primos da iniciativa: Casa Fernando Pessoa e Casa dos Livros
Aos vizinhos colaborantes da iniciativa: Amigos do Concelho de Aviz -Associação Cultural e Clube (Grupo?) de Fotografia de Avis
A todos os “anónimos”
identificados por uma placa com indicação do nome e a palavra “Organização”.
Todos foram inexcedíveis! Todos merecem os meus parabéns


Talvez que se tenha apostado pouco no Norte Alentejano. Além do cartaz (Avis/Portalegre) e da presença de Rui Cardoso Martins pouco mais se ouviu falar em “Portalegrense”. Até o Hugo Teixeira da Rádio Portalegre não apareceu e nem foi dada nenhuma explicação justificando a sua ausência. Ficava bem. É certo que os diversos Municípios norte alentejanos estiveram representados com os livros dos seus melhores escritores, mas a presença física de autores norte alentejanos foi muito parca.
Um acontecimento cultural desta envergadura merecia até uma cobertura televisiva. (Mas, também aí, até o representante da Sul TV no debate sobre “A Comunicação Social no Alentejo” primou pela ausência.) Uma coisa boa, uma coisa positiva não “vende”. Depois fica lá no fim do mundo, no Alentejo profundo. Ah! Se fosse uma desgraça… Se tivesse caído a ponte do Ervedal quando um carro carregado de passageiros por lá passasse, cheirando a desgraça, então aí estariam cá todos os canais e quem sabe se não em directo e em horário nobre.

Talvez que tivesse sido interessante ter havido uma conversa com autores do concelho de Avis, que os há por cá com obra publicada. Lembro-me assim de repente do jovem Dinis Muacho de Aldeia Velha, da poetisa Ana Codeca de Valongo; do poeta José Afonso Milheiras, igualmente de Valongo; da consagrada Maria Albertina Dordio, de Ervedal e outros que me perdoem por não os mencionar mas não me ocorre mais nenhum de momento. Arranjar-se-ia por certo o número suficiente para uma conversa amiga, caseira, ainda que não tão mediática quanto as havidas.

Não digam a ninguém mas a autora de “Água Pródiga”, a Margarida Morgado, que lançou o seu livro na sexta-feira não é Alentejana. É Algarvia! Mas isso também demonstra o quanto bem nós sabemos receber quem nos visita.

Pois que venha a II Feira do Livro do Alentejo!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

TRÊS EM UM!

Três em Um e por ordem decrescente de interesse:

1 – O meu amigo dos Desabafos já o tinha anunciado há vários dias. Eu relembro que começa amanhã e que se prolonga até Domingo a I Feira do Livro do Alentejo, no Ervedal. Veja o programa em http://www.paesteles.org.pt/feiralivro.htm e depois passe por lá. Vai valer a pena!

2 – Hoje tive que sair de casa bastante cedo. Cerca das seis e um quarto da manhã, alguns funcionários da Câmara Municipal de Avis aguardavam pacientemente, nos seus posto de trabalho, que se fizesse de dia para começarem a trabalhar, pois que nesta altura do ano às seis da manhã ainda não se vê nada.

3 - Nesta foto mostra-se um ninho de “Águias” ( ou uma devoção “Camachiana”?) em Ponte de Sôr…

Foto: O Ninho da Àguia (Algures em Ponte de Sôr)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

SÓ DE CAPACETE!!!

Foto: Pinha do Jardim de Ponte de Sôr


Nunca digam que estão bem. Na passada quinta-feira estava eu muito bem sentado a gozar o agradável fresquinho que se fazia sentir num banco do jardim de Ponte de Sôr, quando oiço um “resmalhar” vindo lá bem do cimo de uma daquelas árvores altíssimas, estilo países nórdicos, que alindam o referido jardim. Com grande surpresa minha vi cair, ali a cerca de um metro do sítio onde me encontrava, a “simpática” pinha que a foto mostra. Seguramente que pesava para aí uns três quilos (se duvida amplie a foto e compare).
Curiosamente andava lá um jardineiro que me disse que da parte da manhã tinham caído três de uma outra árvore e que ele, sempre que se apercebia que as crianças brincavam na relva junto àquelas árvores, avisava os adultos seus responsáveis para o que lhes poderia acontecer.
Acaute-se. No jardim de Ponte de Sôr, só de capacete…





domingo, 26 de agosto de 2007

NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS - PORQUE HOJE É O ÚLTIMO DOMINGO DE AGOSTO


Penso que já aqui fiz referência a que uma vez fui alertado para o facto de numa lixeira ali para os lados das Casas Altas se encontrarem muitos “escritos” abandonados. Porque na altura lá os fui buscar, ficando com um vastíssimo espólio documental, e com a devida vénia à memória do Sr. António Pais que fez o favor de ter sido meu amigo, passo a transcrever o que ele escreveu em 1981 acerca das festividades em honra de Nossa Senhora Mãe dos Homens e que eu recuperei nessa estrumeira. O texto é um pouco extenso mas vale a pena lê-lo.
Passo a transcrever:



"TUDO O TEMPO LEVOU

AVIS

NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS

É remota a festa que se fazia a Nossa Senhora Mãe dos Homens cuja ermida fica situada no alto do monte denominado por Courela de S. Miguel. Fica a poucos quilómetros da vila de Avis. Em redor da velha igreja a flora era composta por velhas azinheiras e majestosos carvalheiros de tronco carcomido. Em baixo a velha fonte de três bicas corria em abundância o precioso líquido, água límpida e fresquinha. Junto da mesma um pequeno ribeiro com uma pequena corrente servia para regar as hortas ali existentes, onde a boa fruta não faltava em especial o pêssego belíssimo, fruto da região. As margens do ribeiro eram compostas por grandes silvados, freixos, choupos e alguns carvalheiros. Era frequente ouvir um melro cantar ou rouxinol que nos deliciava com as suas melodias. O dia de festa a Nossa Senhora era no último Domingo de Agosto. Não faltavam ali as gentes de Avis assim como dos seus arredores e até de longe aqui apareciam romeiros a quem a fé não faltava; vinham pagar as suas promessas. Deslocavam-se nos mais rudimentares meios de transporte, não se importavam com as maçadas que lhes dava. Tinham a sua fé como os seus bisavós, seus avós e seus pais, sentiam-se presos àquele lugar, não podiam faltar.
À sombra das velhas árvores abrigavam-se do calor escaldante do mês de Agosto, ali estavam com os seus carros que os tinham transportado presos aos mesmos animais que os puxavam. Comiam palha e também o perfumado feno, manjar preferido pelos animais e que era escolhido para aquele dia. Junto aos carros era frequente ver uma pequena cadeira ou mochos e até um saco com uma pouca de palha que também servia de assento. Um garrafão com vinho branco ou tinto conforme o paladar. Um cesto ou cestos transportavam os deliciosos manjares destinados para aquele dia. Ali não faltava o assado de borrego e as costeletas, o arroz tostado, almôndegas etc. Os mais variados manjares de Pantraguel. Às vezes também apareciam bolos e arroz-doce. Não faltavam também as deliciosas uvas, lavadas com a límpida e cristalina água da fonte de Nossa Senhora. Não esquecendo o bom melão, as deliciosas melancias de cor rubra que nos deliciavam com o seu sabor e frescura.
O romeiro geralmente era franco, pondo à disposição dos seus convidados e de bom agrado tudo o que tinha nos seus cestos. E até para os que em redor passavam se ouvia esta frase: É servido? E em troca desta franqueza havia um ou outro que aceitava e logo lhe era dado um naco de pão e uma roda de paio ou uma perna de galinha, não faltando o Deus Baco com o bom sumo do fruto da videira. Muitos bebiam um pouco mais, e era frequente às tantas da tarde ou da noite se ouvir cantar o fado, que quando não era acompanhado por um velho harmónio ou guitarra também se ouvia sem acompanhamento. No largo da Igreja havia um coreto onde eram executadas várias músicas pela banda que ia ás festas. À noite não faltava a quermesse geralmente cheia de prendas e até havia artísticas obras feitas e bordadas por gentis e simpáticas meninas que não faltavam à festa. Parece que estou ouvindo a voz dos festeiros: 50 escudos, quem dá mais? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, etc. Era assim que se passava o serão enquanto a banda no coreto executava músicas do seu reportório. Recordo ainda que houve um ano em que a banda de Infantaria 16, de Évora, nos veio honrar com a sua presença. Estava ao tempo, na regência, o Senhor Capitão Joaquim Guilherme Boto da Piedade, natural de Avis. Aqui vive sua filha D. Dinah Guedes Boto da Piedade que como seu pai adora música. Assim a temos todos os domingos na missa tocando órgão. Mas voltando às festas de Nossa Senhora Mãe dos Homens que, durante o serão, de vez em quando subia ao ar um foguete que quando rebentava, um de lágrimas, digo que como a sua luz iluminava todo o recinto deixando algumas vezes ver coisas que muitos desejariam que não fossem vistas. Por fim as rodas de fogo, um balão que subia para cair sabe Deus onde. Recordo ainda que junto à igreja ainda existem moradias que ao tempo eram habitadas, sendo uma delas destinada ao ermitão. Na parte da manhã havia missa cantada com acompanhamento musical e coro; também havia sermão. Na parte da tarde a procissão junto à igreja. Existia na igreja uma velha balança onde algumas pessoas se pesavam. O seu peso era equilibrado com igual peso em trigo que era oferecido a Nossa senhora, para pagamento duma promessa, uma graça recebida da Mãe de Jesus à qual muitos recorriam nas horas de aflição. Também para distracção dos romeiros se fazia uma cerca onde eram lidadas vacas bravas, e quando não se podia fazer espectáculo desta natureza havia sim tiro aos pratos. Ali se batiam grandes atiradores, alguns de fama internacional.
Recordo que no recinto havia barracas de comes e bebes como vulgarmente se chamam, também de cafés e torrão. Pela noite fora alguns já aquecidos pelo álcool levavam a noite comendo e cantando, não deixando passar pelo sono aqueles que procuravam descansar um pouco em cima de um colchão colocado no leito de um carro ou mesmo o colchão no chão. Muitas vezes este silêncio era interrompido pelo relinchar dum cavalo ou muar, ou até pelo zurrar de um burro. Não faltava também a sua zaragata por os que bebiam demais, mas logo era sufocada e tudo continuava bem na esperança que Nossa Senhora lhes desse saúde para que no próximo ano pudessem voltar. Fruta havia sempre a vender e com fartura e vinho.
Enfim, quem não levasse farnel bastava levar dinheiro. Muitas meninas guardavam os vestidos novos para estrear no dia da festa não esquecendo, claro, muitos namoros que ali se ajeitavam, bem como aqueles que tendo já sua namorada ali se juntavam para mais uma vez terem o seu idílio naquele dia e serão que sempre deixava saudades.
De tudo isto resta apenas a saudade e algumas fotografias em estimação, chorando os que Deus já chamou e não mais vêm. Do resto tudo o tempo levou.

Avis, 3 de Novembro de 1981

ANTÓNIO PAIS "


sexta-feira, 24 de agosto de 2007

NOVA FOLHA INFORMATIVA DO CENTRO DE SAÚDE

Passado mais de um ano (a nº 8 referia-se aos meses de Abril/Maio/Junho de 2006) aí está um novo número da Folha Informativa do Centro de Saúde de Avis, referente a Agosto de 2007 e com o nº 9. Por pensar que é de extrema utilidade ao comum dos cidadãos é pena que tenha uma publicação tão irregular. Lê-se bem, é informativa embora me pareça que, atendendo aos subscritores dos artigos, haja por ali um pouco de auto-promoção.
Às vezes até posso estar enganado e isso nem sequer é uma razão minimamente aceitável para que a folha não seja publicada com mais regularidade.
Já agora os meus parabéns ao Fisioterapeuta João Pedro que, segundo lá consta, fará anos a 27 de Agosto.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

"ALCÓRREGO" INVADE O CONCELHO DE AVIS!

FOTO 1 - ...na aldeia...
FOTO 2 - ...no campo...


FOTO 3 - ...à beira de uma piscina...

FOTO 4 - ...nas fragas do Maranhão...

Conforme as fotos demonstram, assiste-se a uma autêntica invasão de garrafas de vinho da marca ALCÓRREGO”. Vão aparecendo por todo o lado...
Próprio para se saborear na aldeia, no campo, à beira de uma piscina ou nas fragas do Maranhão, aí está : “Em pleno século XXI, tem o privilégio de apreciar um vinho que é fruto do engenho, amor, sonho, e aventura de civilizações milenares. As castas Alfrocheiro, Aragonês, Tinto Cão e Touriga Nacional, são uma herança de povo para povo, apurada ao longo de gerações. Chegou a sua vez de tomar posse deste legado único: ALCÓRREGO” – assim reza o rótulo.
O sinal de STOP na foto nº 1 aparece-nos assim a modos que envergonhado, mas ele está ali para lembrar que se fôr conduzir beba com moderação: sabe melhor e não faz mal. Saiba fazer STOP atempadamente.
Comparando o binómio qualidade/preço deste vinho, garanto-vos que ambos são uma agradável surpresa – pelo menos para mim…

(Nota: "DO CASTELO" jura por sua honra que este "post" não foi encomendado e que não recebe nenhuma comissão na venda deste precioso néctar.)



segunda-feira, 20 de agosto de 2007

SALVÉ CÉSAR!


Foto: PONTE DE VILA FORMOSA


Paxaviz, aos 20 dias dos idos do mês Augustos de 2007 d.C.

Salvé César, um tribuno da Era Contemporânea te saúda!

Quem a ti se dirige é um tribuno da plebe, que a tal ousa tão somente pelo facto de estares tornado em pó há para aí dois mil anos e, como tal, já não me poderes mandar para o circo das feras em Roma ou em outro sítio qualquer. O que te vou dizer só o faço por isso: tu, nesta altura da era cristã, já nem pó serás! Mas sempre te digo, Públio Élio Traianus Hadrianus, de que a tua visão militar foi muito boa, mas quanto a construções deixaste muito a desejar. Vou-te avivar a memória:
Lembras-te de teres mandado fazer uma ponte entre Alterjuliachão e Vale deAçorpax? Não? Então se não foste tu foi um parecido contigo. Olha se tivesses outra visão, uma visão voltada muito p’ra frentex, deverias ter-te lembrado que com o decorrer do tempo muita coisa iria mudar. Bem sei que para os teus carros de tracção cavalar a ponte chegava e sobrava para toda a vida. Agora os cavalos são outros! Mas não tiveste aquela esperteza que deverias ter tido para a fazeres mais larga e ainda mais sólida - bem sei que na tua altura para ser Imperador ou para mandar fazer uma ponte não era preciso apresentar nenhum diploma de engenharia civil. Mas olha que nesse aspecto, as coisas mudaram pouco desde o teu tempo até agora. Anda por aí muita gente que ou não sabem do diploma e atingem o patamar mais alto da oligarquia, ou se sabem do diploma, não sabem o que lhe hão-de fazer, como é o caso mais recente do Engº Fernandus Santus. Mas voltando à ponte de Vila Formosa. Sabes o que está acontecer agora que a mesma está a completar para aí uns 1800 anos? Olha, está a dar o “abafa”. O Rector Provinciae Jovianusviturinus I, condicionou nela o trânsito. Os camiões já lá não passam e mandam-nos passar pelo território da província de Paxaviz, do Rector Provinciae Manuelmariaugustus, e a estrada que faz a ligação entre Sedajulia e Paxaviz está a ficar uma miséria e tudo por tua culpa. Entre Paxaviz e Benavijulia Augusta os buracos são tantos que mais parece que em vez de nos deslocarmos em carros (automóveis, não carros desses que tu desenvolveste), mais parece que vamos de galera tal é o balanço a que os mesmos estão sujeitos. Até já há quem ali enjoe. Com a chegada do próximo Inverno devemos ficar de novo com as estradas piores que as do teu tempo.
Bem Adriano, (desculpa a intimidade) o recado está dado e já sabes que és o culpado pelo mau estado das nossas estradas.
Mas, como sempre, és dos grandes e safas-te…


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

OS PETISCOS DO MONTINHO!


A chancela da ALEMTUDOEDIÇÕES seria só por si uma garantia de sucesso. Agora, se lhe acrescentarmos um prefácio espectacular escrito pelo “vermelho” António Bagão Félix e uma superior introdução feita por esse mestre da “pena” que dá pelo nome de Aníbal Fernandes, (e que aqui a usa com a mestria a que as suas crónicas já nos habituaram), diremos que “Os petiscos do Montinho” têm todos os condimentos para serem um prato preferido por todos quanto gostam de leitura e não só.
A Maria José e o Fava merecem este testemunho, este reconhecimento pelo modo como têm sabido honrar a tradição da gastronomia alentejana.
Mas ter as receitas não é tudo. Para mim é quase nada. Eu bem leio o que lá está escrito, bem tento, mas a “coisa” não me sai bem. Acaba por me cheirar sempre a esturro! Até já sei algumas receitas de cór, como é o caso da sopa de beldroegas com queijo da página 63 (…e o gajo a dar-lhe com as beldroegas!!!) mas uma coisa é a teoria, outra é a prática, é o saber fazer. Por isso, o melhor mesmo é fazer uma visita à “Tasca do Montinho” quanto mais depressa melhor, banquetear-me com uma qualquer das suas super-iguarias e perguntar como se podem adquirir “As receitas da Maria José”.
Já sinto água na boca…juro!



domingo, 12 de agosto de 2007

RECEITAS DA MINHA AVÓ





Título da foto : "BELDROEGÁRIO DE AVIS"

SOPA DE BELDROEGAS

Ingredientes:Para 4 pessoas

2 molhos de beldroegas ;
2 cebolas ;
500 g de batatas ;
1,5 dl de azeite ;
1 cabeça de alhos ;
500 g de pão caseiro ou de 2ª ;
4 ovos ;
2 queijinhos frescos

Confecção:

Preparam-se as beldroegas aproveitando apenas as folhas. Os molhos devem ser grandes. Cortam-se as cebolas ás rodelas e alouram-se com o azeite. Juntam-se as folhas de beldroegas lavadas e deixam-se refogar muito bem mexendo com uma colher de pau. Regam-se com cerca de 2 litros de água e deixa-se levantar fervura.Retiram-se as peles brancas à cabeça dos alhos, que se introduz inteira (sem retirar a pele roxa de cada dente de alho) na panela com o caldo a ferver. Juntam-se ainda as batatas cortadas às rodelas grossas. Tempera-se a sopa de sal e deixa-se cozer.Na altura de servir, introduzem-se no caldo os ovos um a um e deixam-se escalfar. Por fim metem-se na panela os queijinhos cortados aos quartos.Tem-se o pão (de preferência alentejano) cortado ás fatias numa terrina e rega-se com o caldo.À parte servem-se as batatas, os ovos, as beldroegas e os queijinhos.

Poderá acontecer, porém, que alguns de vós, ou porque chegaram agora a Avis, ou porque já de cá abalaram há muito tempo, não saibam o que são beldroegas. Então poderão ampliar a foto junto e verificarem do que se trata, ou visitarem ao vivo o “Beldroegário de Avis", que se situa nas imediações do cruzamento da Rua António José de Almeida com a Rua 1º de Maio.
Se pelo nome das ruas mesmo assim não chegarem lá, então sempre lhes direi que o “Beldroegário” é entre o edifício dos Correios, e a loja dos Chineses, com fortíssima implantação junto à Loja dos Trezentos.
( Daí talvez a placa fazer referência a que o que se trespassa ou aluga é somente a loja …)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

LEPORÍDEOS NO CEMITÉRIO!


No cemitério de Sousel existe uma praga de coelhos que deambulam por entre as campas, chegando mesmo a escavar em algumas, de terra rasa. Introduzindo-se pelo portão e pelas saídas das águas pluviais, os seus excrementos são visíveis por quase todo o lado. As ervas também crescem a bom ritmo nos espaços entre as campas, a Igreja e paredes necessitam de ser caiadas, sendo que o encarregado, Sr. Francisco, diz que só ele não consegue dar conta de tanto trabalho, situação que afirma já ter denunciado ao seu superior hierárquico. Este afirma-lhe que não tem pessoal para mandar para lá, o que afinal se nos afiguraria ser de fácil resolução dado o número de desempregados naquele concelho e quem sabe se nalguns serviços de igual categoria não haverá pessoal a mais. Uma coisa é certa: o aspecto geral daquele cemitério é de nota muito baixa, sem que toda a responsabilidade tenha que ser atribuída ao Sr. Francisco. Ele diz que faz o que pode…
Comparado com o nosso cemitério em Avis, diríamos que o nosso é um cemitério de cinco estrelas.
Aproveito a oportunidade para dar os meus parabéns ao José António
pelo modo exemplar como desempenha as suas funções não só como coveiro, mas como responsável directo, por este espaço da Junta de Freguesia de Avis.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A LISTA!!!

A ideia não é inédita nem sequer recente. No entanto chegou agora por cá. Um comerciante de Avis resolveu expor na sua loja, a partir do dia 3 do corrente mês, uma lista de devedores de longa data (um remonta mesmo a 1997…) e parece que com algum êxito pois já se notam nomes cortados e ilegíveis, prova evidente de que as dívidas “riscadas” foram finalmente saldadas. Esta atitude demonstra uma grande coragem do comerciante em causa, apesar daquela lista, de cerca de 30 devedores, valer mais de 5 000 euros, e embora me dê a impressão que a mesma não é exaustiva.
Dei comigo a pensar o que seria de “conversas nesta terra” se todos os nossos comerciantes, com dívidas acumuladas, resolvessem expor os seus “devedores de estimação”. Não me enganarei muito se concluir que muito do “Jet-set” da nossa terra, aquele que se houvesse uma revista cor-de-rosa por cá seria tema de capa ou das folhas principais na dita revista, andará por aí com o rabo entalado. É vê-los e vê-las, de nariz empinado, super emproados(as), fazendo uma vida muito acima das suas possibilidades. Como? Desconheço, mas imagino.
Já sei! Eu não tenho nada a ver com isso. Mas aposto que você, que está de cara limpa, também já pensou nisso…Verdade?

sábado, 4 de agosto de 2007

BRUXOS À SOLTA EM AVIS!!!

Fui hoje contactado pessoalmente para ir trabalhar para o SHAMANIK FESTIVAL, por um indivíduo que se exprimia muito mal em Português. Com o meu mau inglês conseguimos entender-nos. Não, não nos entendemos ao ponto de ir trabalhar para o Festival. Mas chegou para eu ficar confuso.
Chegado a casa indaguei e então o que acontece é que se vai realizar entre 11 e 15 de Agosto, o grande “FESTIVAL DOS FEITICEIROS”, em Avis.
Como penso que ficará tão curioso quanto eu e para desfazer essa sua curiosidade dê uma espreitadela em: www.shamanikfestival.com.
Então e que tal?
Disto é que nos faz falta. Bruxo!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

FOTO PREMIADA

TÍTULO: CALMARIA
"DO CASTELO" tinha prometido que iria solicitar a foto premiada com o 3º prémio nos 18ºs Jogos Florais da Ameixoeira/2007 ( Lisboa). Sob o tema VERÃO, a foto aqui fica reproduzida sendo de salientar que a mesma é da autoria de um dos elementos do GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS.

terça-feira, 31 de julho de 2007

PEDRAS PRECIOSAS


Numa Conferência, um especialista em Gestão do Tempo colocou em cima da mesa um frasco grande de boca larga junto a uma bandeja com pedras.
Começou a meter pedras lá dentro até que encheu o frasco. Depois perguntou:
- Está cheio?
Toda a gente assentiu. Então, ele tirou debaixo da mesa um saco com gravilha. Meteu parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços que deixavam as pedras grandes. O especialista repetiu:
- Está cheio?
Desta vez, os assistentes duvidaram: talvez não.
-Muito bem!
E pousou na mesa um saco com areia que começou a despejar no frasco. A areia infiltrava-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pela gravilha. “Está cheio?”, perguntou de novo. “Não!”, exclamaram os assistentes.
Pegou num jarro de água, que começou a verter para dentro do frasco. O frasco absorvia a água sem transbordar.
- Bom, o que é que acabámos de demonstrar? – perguntou.
- Que não importa quão cheia está a nossa agenda, se quisermos, sempre conseguiremos fazer que nela caibam mais coisas – respondeu alguém.
Não! – concluiu o especialista – O que esta lição nos ensina é que, se não colocamos as pedras grandes primeiro, nunca poderemos colocá-las depois.
Quais são as grandes pedras nas nossas vidas? Os nossos filhos, a pessoa amada, os amigos, os nossos sonhos, a nossa saúde.
Ponham-nos sempre primeiro. O resto encontrará o seu lugar!
(- Ouvido num workshop da Associação para a Cooperação Entre os Povos, Lisboa)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

"PROIBIDO" ( ONTEM...E HOJE?)

TÍTULO : TRÊS EM UM!

Acabo de assistir, há menos de uma hora, a uma reportagem na SIC a que deram o nome de "ERA PROIBIDO”. Baseada num livro escrito e agora lançado por António Costa Santos, intitulado “PROIBIDO”, retrata uma série de proibições antes de 25 de Abril de 1974. Já ontem ( 26/7) a reportagem tinha sido emitida à noite, mas só hoje assisti à sua reprodução completa. Por curiosidade e porque vivi algumas das situações ali retratadas vou tentar comprar o livro e talvez que ainda aqui faça menção a algumas dessas proibições do “tempo da outra senhora”.
Entretanto, e até lá, deixo-vos esta fotografia que, por mera coincidência, obtive precisamente ontem num “monte” muito próximo dos limites do concelho de Avis e cujas proibições garanto que não estavam lá à data dos factos relatados em "Proibido"...
Quando e quem se atreverá a escrever as proibições actuais?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

DIÁLOGOS (IM)POSSÍVEIS "DO CASTELO"

A PLACA


Ia eu a subir pelo Arco da Torre da Rainha quando ouvi:
- Psst! Psst! Senhor da máquina…
Olhei em redor e não vi ninguém.
- Sou eu, esta placa “altalhona” que aqui está ao pé destas pequenas…
Fiquei admirado mas aproximei-me.
- Desculpe mas eu gostava de falar consigo um bocadinho…
- Tá bem, mas despacha-te que o sol bate aqui de chapa e está um calor do caraças…
- Eu sei senhor, eu sei, que o apanho aqui todos os dias…
- Mas afinal o que é que tu queres?
- Ó senhor, eu estou muito triste. Já viu que me puseram aqui duas placas novas, todas bonitas e para mim, que é suposto ser um sinal de trânsito ninguém repara em mim com olhos de ver? Já viu que eu não me pareço com coisa nenhuma? Sei lá…se calhar pareço para aí uma boca a que falta um dente ou outra coisa qualquer incompleta. Em tempos tive duas setas: uma azul (seria? já não me lembro) do lado direito que indicava que quem sobe tem prioridade e outra de uma cor preta/acastanhada do lado esquerda. Há anos que me caiu o dente, quer dizer, que me saltou a seta azul e agora para aqui estou inesteticamente tentando cumprir uma obrigação que faço mal – sou deficiente. Mais um(a) neste Portugal a cair aos bocados…
- Olha lá, não estarás a exagerar? Eu, que me lembre, sempre te conheci assim.
- Tenho tantos anos que já não sei há quanto tempo aqui estou, mas se calhar já aqui estou desde os tempos do Ti Tonho. E não acredito que eles me iam colocar aqui já defeituosa.
- Lá isso…
- E repare: a minha mana que está do lado de cima do arco, no Largo do Convento, apesar de ser minha irmã, tem as duas setas e é redonda. Porque é que eu hei-de ser diferente?
- Ó pá não te chateies com isso. Há coisas muito mais importantes para resolver.
- Isso diz você que não tem coração. Eu a precisar de ajuda, e nada…
- Tá bem, talvez eu vá tentar encontrar uma lata de tinta azul para te pintar todo o fundo; uma de tinta branca e pintar-te a seta que te falta do lado direito no sentido ascendente e pintar a outra seta de vermelho no sentido descendente. Ficas contente?
- Fico senhor. Olhe, tire-me um retrato para eu depois ver como era e como vou ficar. E para lhe pagar esse seu favor quero dizer-lhe que já pode passar ali para os lados da Cerca do Convento de carro. Vá lá ver que dizem que está bonito. À volta para cá conte-me.
…….///….

- Olha placa, já fui ver a cerca. Fui por aí fora no carrinho e sabes o que me aconteceu? Mesmo ao fim das obras, lá na Porta do Postigo é que estava uma placa a dizer que era proibido passar. Estás a ver, fiquei entalado! Aproveitei para visitar uma pessoa que mora ali para os lados da Rua das Videiras, deixei o pópó e fui a pé. Depois fiz inversão de marcha e quando cheguei junto ao Bar do Convento (passe a publicidade), o caminho estava barrado com uma trave assente em duas pedras. Estava entalado de novo. Lá tive que, a grande custo desviar a pesada trave, mais o contentor do lixo, passar e depois colocar a trave e o contentor no mesmo sítio. Ora se ali estivesse uma placa igual à que se encontra no final das obras eu não teria avançado e era tudo muito mais fácil para mim que até tenho uma hérnia discal.
- Talvez que agora o senhor já dê a devida atenção às placas…
- Tá bem, amiga, mas apesar disso gostei do que vi. O espaço está agradável e começa a ficar bonito à vista. Olha faz-me um favor: hás-de tentar saber se as árvores que colocaram na cerca, com a finalidade de fazer sombra, são primas das que estão no estacionamento automóvel do Largo Sérgio de Castro, que de sombra não têm nada…
- Sim senhor, mas só se você me trouxer a tinta branca, a vermelha e a azul…lembra-se da nossa conversa desta manhã?
- Chantagista!








domingo, 22 de julho de 2007

COLECCIONADORES OCASIONAIS

Tenho um amigo que mora lá para os arrabaldes de Avis, embora não resida na rua dos ditos. Há dias mostrou-me, orgulhoso, uma pequena colecção de moedas antigas (algumas anteriores à monarquia) que ao longo dos anos tem encontrado no seu quintal quando o vai cavando para fazer as sementeiras. Algumas são mesmo muito antigas e encontram-se, digo eu, que pouco percebo de numismática, em muito bom estado de conservação. Disse-me que um vizinho seu tinha encontrado há pouco tempo duas também bastante antigas no quintal, mas que estavam muito gastas e que as tinha dado a um amigo.
É de supor que quem tem quintais agricolamente trabalhados dentro do perímetro urbano da vila e mais ainda junto ou dentro das muralhas, que alguma vez tenha achado uma ou outra moeda e seria deveras interessante poderem-se reunir esses “coleccionadores ocasionais” em local público para se apreciarem as moedas que possuem.
Salvaguardando obviamente os seus pequenos tesouros tendo ainda que haver muito cuidado não fosse o nosso Engenheiro “indiplomado” saber e querer logo que o seu ministro das Finanças aplicasse um imposto aos detentores destas pequenas fortunas…
Haverá alguém que queira pegar nesta ideia?...

terça-feira, 17 de julho de 2007

PAGAR PARA APRENDER!


A crise toca a todos (ou quase...), mas por vezes fá-lo de uma forma mais marcante. Comigo aconteceu o mês passado. Tive necessidade de ultrapassar o limite que o banco me permite utilizar (conta-ordenado) por razões de ordem vária. Aconteceu. Foram-me debitados juros devedores o que são perfeitamente lógicos: se eu utilizei dinheiro que não era meu, é claro que teria que pagar juros por isso. Portanto até aqui não aprendi nada.
Costumo conferir os movimentos da conta e deparei com um débito de 16,50€ encabeçados pela descrição “ COM. 02 CRED. N”. Dirigi-me à Instituição bancária onde tenho a conta domiciliada e explicara-me que aquele pagamento se deve ao facto de ter utilizado a conta por duas vezes, para além do permitido. Isto é, por cada utilização efectuada para além do “plafond”, cobram a módica quantia de 8,25€ (mais imposto de selo), muito superior aos juros devedores.
Confesso que não sabia e a razão de trazer à praça pública esta situação é no sentido de o alertar a si, que descura estes pormenores, de que tal acontece.
E para não lhe acontecer como me aconteceu a mim que foi preciso pagar para aprender…

quarta-feira, 11 de julho de 2007


UM INFERNO CHAMADO ALCÓRREGO!


Faz hoje precisamente um ano que o Alcórrego esteve cercado pelas chamas que ameaçaram casas e campos em redor. Certamente que as memórias das gentes de Alcórrego não vão esquecer este dia de autêntico Inferno que viveram.
Junto quatro fotografias obtidas por alguém que viveu o drama por dentro e não esquece o som "tenebroso" do rapidíssimo avanço das chamas em direcção à aldeia causado por um forte vento irrespirável, do estalar das canas a arderem no ribeiro situado à direita de quem entra na localidade vindo de Avis, nem dos gritos de aflição de quantos viram os seus bens a arder ou em perigo de tal.








domingo, 8 de julho de 2007


LIBERDADE DE ESCOLHA CADA VEZ MAIS CONDICIONADA



Fui a uma consulta médica a Lisboa. De Especialidade como se depreende, pois caso contrário não seria necessário ir tão longe. O médico foi-me recomendado por pessoa amiga, a consulta não demorou muito tempo a ser marcada – particular, óbvio – e tudo decorreu normalmente até à altura em que o Sr. Dr. me disse que eu precisava de fazer umas análises clínicas. E mais, que “gostava” que as mesmas fossem feitas no Laboratório X situado na Avenida Y em Lisboa. Logo, não liguei, parece que não me apercebi bem, mas pelo caminho vim a matutar: então se eu em Avis tenho dois laboratórios que fazem análises, se um deles até é certificado, por que cargas de água hei-de ir fazer análises a Lisboa?
Não conheço o médico pessoalmente pelo que não posso afirmar nem negar que algo de particular e pessoal o move a aconselhar a que as análises sejam feitas no laboratório X. Mas lá que acho estranho, acho.
Vivemos numa liberdade cada vez mais condicionada. Eu arrisco-me a levar um raspanete mas vou fazer cá as análises no tal laboratório certificado e… seja o que Deus quiser!

sábado, 30 de junho de 2007

O POSITIVO E O NEGATIVO

FOTO 1 - O POSITIVO
FOTO 2 - O NEGATIVO

O POSITIVO:
Iniciou-se hoje, no Clube Náutico, o Troféu Mestre de Avis de Remo.
“DO CASTELO” louva esta iniciativa do Município que, além de divulgar um aproveitamento inesgotável da Albufeira do Maranhão em termos turísticos, desportivos e não só, proporcionou àqueles que a ela assistiram agradáveis momentos de puro e saudável entretenimento.
Ao que ouvi é uma iniciativa a repetir e com fortes possibilidades de internacionalização.
Parabéns pois, repito, por esta iniciativa.

O NEGATIVO
Uma placa aposta pelo Município de Avis junto ao Restaurante Água Doce diz, entre outras coisas, literalmente o seguinte: “É INTERDITO ACAMPAR FORA DO PARQUE DE CAMPISMO”. Ora bem, conforme a foto acima documenta estes “senhores” resolveram ignorar a recomendação colocada a escassos cinquenta metros e acampar ali mesmo fora do parque e num local destinado ao estacionamento dos carros. Parece que já ali estão há vários dias. Penso que tal deveria ser proibido por quem de direito pois que além do mais é uma afronta para quem utilizando o Parque paga as respectivas taxas. Informei-me e disseram-me que o parque se encontra muito longe de ter a sua capacidade esgotada. Sendo assim…
Pouco terá a ver com o assunto mas vem-me à memória uma situação que o Gaudêncio me contou quando explorava o Retiro da Ponte. Certa vez, uns caçadores “abancaram” na esplanada que aquele tinha junto do restaurante, puxaram das merendas e preparavam-se para utilizar as mesas e cadeiras do Gaudêncio para ali se banquetearem. Confesso que não já não me lembro o que é que ele fez mas, conhecendo eu o Gaudêncio como conheci, o mais normal foi ter corrido de lá com aqueles intrusos. Aqui se calhar deveria seguir-se o mesmo caminho.
Digo eu…

sexta-feira, 29 de junho de 2007

OUTRA VEZ O GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS!


De novo em alta, aí temos o GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS a dar cartas mais uma vez!
Entre 290 concorrentes e 572 fotografias a concurso, um membro daquele grupo, de nome JOSÉ EDUARDO SIMÃO GONÇALVES, foi escolhido para ser um dos 30 fotógrafos a apresentar uma exposição itinerante, na sequência do concurso nacional de fotografia levado a efeito pela direcção Regional de Cultura do Norte, em comemoração dos 100 anos do nascimento de Miguel Torga, que teve como tema o Livro daquele autor: “Bichos”.
“DO CASTELO” endereça parabéns ao Grupo de Fotografia de Avis, lembrando que na próxima terça-feira há reunião, e ao José Gonçalves pelos êxitos alcançados.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

CAFÉ COM LETRAS: AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ, CONVIDAM

DA TOXICODEPENDENCIA À CONQUISTA DA LIBERDADE

“Antes de ser um problema do Estado, a droga é um problema que atinge o ser humano, na família, na escola, no trabalho, nas suas relações, no seu homem interior... (...). De acordo com Carla Rothes, socióloga no Desafio Jovem, “o consumo de drogas insere-se num contexto cuja mentalidade instituída se relaciona com o culto do consumismo e do prazer”. O problema da droga, é na verdade, um problema da sociedade que só pode ser enfrentado com o esforço de todos - instituições, governos e individualidades. Segundo Carla Rothes “a droga não abrange só o indivíduo mas tem implicações sérias ao nível da família, escola, trabalho e comunidade onde está inserido”. (in www.desafiojovem.pt)
É este o tema que será debatido no próximo dia 28 DE JUNHO (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigo do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista o coordenador da Comunidade Terapêutica Desafio Jovem de Alter do Chão, Nelson Rato.
Avis, 20 de Junho de 2007.

O Presidente da Direcção

Francisco Alexandre

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"PORTUGANHOLMENTE" FALANDO...

Ocasionalmente ouvi hoje uma conversa telefónica entre um português e um(a) espanhol(a). Dado que não se tratava de uma escuta telefónica, o que menos interessará para aqui é o teor da conversa. Mas não deixa de ser curioso o seguinte: o português lá se esgadanhava todo em falar um “portuganhol” arrevezado que às tantas até já parecia nem ele próprio entender. E pelo modo como o nosso conterrâneo se tentava expressar, era mais que certo que o do outro lado do telemóvel alguém estava a falar claramente e da maneira mais pura a língua de Cervantes.
O que me deixa intrigado é esta submissão que nós portugueses sempre tivemos e temos perante os nossos vizinhos espanhóis. Até nas zonas de fronteira, do lado de lá só se fala espanhol mas do lado de cá, se eles cá vierem, nós temos que tentar imitar o Espanhol. Eles não fazem um mínimo de esforço para falarem português e nós é que temos sempre, bem ou mal, que os tentar imitar. Numa altura em que aos poucos a invasão de Espanha a Portugal se faz sentir duma maneira quase mais vincada do que no tempo dos Filipes (veja-se o caso dos campos circundantes à Barragem do Alqueva ou se quisermos o caso muito mais próximo do Monte do Ramalho, ou o aumento de importações que fazemos do lado de lá da fronteira) até já temo que o nosso idioma um dia seja também ele subjugado.
Mas das “duas três”: ou os portugueses são muito inteligentes e conseguem “arranhar” o Espanhol em pouco tempo, ou os espanhóis são muito burros e não conseguem aprender a falar o Português… nunca!
É claro que há excepções que confirmam a regra e algumas delas até cá por Avis…

domingo, 24 de junho de 2007

PARABÉNS AO GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS

Um dos elementos do Grupo de Fotografia de Avis, a fazer fé no Correio da Manhã de ontem, dia 23, ganhou o 3º Prémio nos 18ºs Jogos Florais da Junta de Freguesia da Ameixoeira, em Lisboa. Tendo como tema "O Verão" a foto premiada tinha o título de "Calmaria".
Apesar do premiado ter pedido anonimato( que raiva!...), "Do Castelo" vai tentar ter acesso à foto premiada para depois a publicar.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

IMAGENS (TERNURENTAS) DA NOSSA FAUNA!



Você que é uma mãe galinha, faça como a mãe perdiz: ensine os seus filhotes a caminharem na estrada sempre pelo lado esquerdo e o mais encostados è berma possível!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

PETIÇÃO


Exmº Sr.
Ministro das Finanças do Governo de Portugal
Lisboa


Assunto: Petição

Eu, Explorado Até Mais Não Poder Ser, natural de Nem Aqui Me Escapei de Baixo, residente em Levam-mo Todo, portador do Bilhete de Identidade Nº 000000 (caducado por falta de dinheiro para o mandar renovar), venho muito respeitosamente expor e simultaneamente requerer a Vª Exª o seguinte:
Exposição:
Fui herdeiro, por morte de meu pai, de dois carrinhos de brincar que lhe tinham sido dados pelo seu avô, com que ele se divertia nos seus tempos de cachopo, pois como o Sr. Ministro já lhe devem ter contado, em 1932 não havia estas modernices da Internet nem se podia curtir a toda a hora e em qualquer lado, como hoje se faz, nem se perdia tempo a discutir os problemas dos aeroportos.
Os referidos carros são feitos de materiais não poluentes, sendo que um é feito de arame e o outro é feito de tábuas de caixotes onde antigamente se transportavam e vendiam as sardinhas. Eu não o quero enganar senhor Ministro: os carros têm ambos guiadores e rodas, só não têm é motor. O de tábuas andava nas rodas mas era com os pés no chão que o meu pai, o pai do meu pai e o pai do pai do meu pai o faziam deslizar; o outro, as pessoas não se montavam nele mas guiavam-no com as suas mãozinhas de anjinhos papudos. Mais informo para melhor compreensão de Vª Exª, que ambos os carros se encontram guardados em casa e não invadem a via pública, nem os quintais dos vizinhos.
Requerimento:

Face ao exposto e perante as notícias vindas a lume de que Vª Exª determinou que este ano todos os carros terão que pagar imposto, independentemente de rodarem ou não na via pública, venho requer a Vª Exª que me isente do pagamento do referido imposto em relação às viaturas acima identificadas, porque acrescem ainda os seguintes factos:
1 - Os carros acima referidos ainda se encontram em nome do meu bisavô;
2 – O meu bisavô foi sepultado em campa pública e daí nunca mais eu saber onde o ir procurar para ele assinar os papéis de doação dos mesmos ao meu avô;
3 – Aplicar-se-ia o mesmo critério para a passagem dos carros do nome do meu avô para o meu pai (acresce ainda que o meu avô não sabia ler nem escrever)
4 – Idem, do meu pai para mim;
5 – Não encontro nos carros sítio para colocar os “Selos”;
6 – Apesar do mau aspecto do Senhor Ministro, acredito que o senhor tem um coração de oiro (não deixe é que “o tal do diploma” saiba disso, se não ainda lho arranca e vende…)

Peço Deferimento
Levam-mo Todo, aos 20 de Junho de 2007.
Assina: Explorado Até Mais Não Poder Ser

P.S. : Quando me der o despacho assine de maneira legível que eu confesso já nem sei o seu nome. È que são tantos a quererem levar-nos os "carcanhóis" ao mesmo tempo, que a gente aqui na aldeia até já se perde…

sábado, 16 de junho de 2007

CHUVA EM JUNHO...

Fotografia Nº 1
(Feira do Livro em Avis/2007)

Fotografia Nº 2
(Choveu faz hoje precisamente um ano!...)

Transcrevo três provérbios inseridos no "Grande Livro dos Provérbios" de José Pedro Machado:
- Chuva em Junho, mordedura de víbora.
- Chuva em Junho, peçonha do mundo.
-Chuva em S. João tira a uva e não dá pão.
Por aqui se vê que efectivamente a chuva em Junho é tudo menos boa. Por cá e para já, estragou a Feira do Livro, cujo Habitat Natural pensamos ser o Jardim Pùblico. Como se pode aperceber pela fotografia Nº 1, debaixo de tecto não tem o mesmo impacto.
Por outro lado já vai sendo hábito chover por estas alturas do ano. Para quem pensa que não é assim, poderá ver pela foto Nº 2 de que o ano passado, precisamente no dia 17 de Junho também choveu em Avis.
Confesse: você já não se lembrava...
(O raio do "post" entrou 4 minutos antes do previsto!)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"DO CASTELO" RECOMENDA VIVAMENTE...

"A FAMÍLIA PINTO" ( nunca tinha reparado no "bigode" do Manuel Eduardo...)
"PRESERVEM A BARRAGEM DO MARANHÃO" - 7º A

“DO CASTELO” recomenda vivamente uma visita à exposição intitulada ”AS CRIANÇAS TAMBÉM SE PREOCUPAM COM O AMBIENTE”, que se encontra no Átrio do Auditório Municipal Ary dos Santos. A exposição é em material reciclado, realizado pelas crianças do nosso concelho e encontra-se ali até ao final do mês de Junho e foi uma iniciativa da CPCJ de Avis.
Com uma temática interessantíssima a exposição vale a pena ser visitada. E acho-a de tal modo interessante que merecia um outro horário que não apenas os dias/noites em que há cinema. Mesmo assim ainda tem o cinema do dia 23 e dia 30 para dar por lá uma volta. Garanto-lhe que não vai dar o seu tempo por mal empregue.
Permitam-me dar os parabéns aos alunos do 7ºA porque aquele peixe está fenomenal!!!!!

terça-feira, 12 de junho de 2007

HÁ DESPROTEGIDOS DA SORTE E...DESPROTEGIDOS DA SORTE!

Um casal dos chamados “desprotegidos da sorte” deixou recentemente Avis, tendo-se deslocado para um outro concelho do Alentejo. Como casal “desprotegido” certamente que terá recorrido a várias instituições e órgãos que os pudessem ajudar. Esses órgãos e instituições, pelos vistos, ajudaram.
Contaram-me hoje e, embora eu não tivesse visto com os meus próprios olhos, não tenho razões para não acreditar que seja assim, que na casa agora devoluta se encontra um autêntico armazém de coisas que tendo sido dadas, em princípio, por Instituições do estilo Cruz Vermelha, Assistência Social ou outras semelhantes, se tornaram desnecessárias para os tais “desprotegidos da sorte” que pura e simplesmente lá os deixaram. Falaram-me em cobertores, lençóis, roupas de vestir, panelas, carros de bebés, e uma infinidade de coisas de tal modo numerosas que será necessária uma camioneta para fazer o “despejo” de todo aquele material.
Não será possível averiguar se tudo aquilo foi dado pelas assistências sociais. Poderá algum (muito?) daquele material ter sido dado por particulares ou até ter sido comprado. Quanto a estes tudo bem. Quanto àquelas instituições talvez fosse de bom senso antes de darem, fazerem uma avaliação mais cuidada, (pese embora todas as dificuldades que um trabalho desses acarrete) pois se calhar este caso não será único e haverá de certeza casais efectivamente “desprotegidos da sorte” que necessitam de ajuda urgente e justificada.

sábado, 9 de junho de 2007

AVIS QUIS SER A CAPITAL...

As modas passam. Os estilos cansam. As notícias rareiam. A paciência acaba-se. Ouvir críticas aborrece. A vontade de continuar é pouca. A vida dum blogue morre.
Vem isto a propósito de uma volta que dei por alguns daqueles que fizeram de Avis, ainda não há muito tempo, a chamada capital do blogue. Com alguma dose de exagero é certo, mas tinha a sua lógica. Por aqui apareceram e entretanto fecharam ou quase que fecharam, blogues como: Coisas do Passado – Maranhão – Oficina Artes e Ofícios (que mudou de ares) – Boa Memória (até tu!!!) – Momentos – Escola BTT – A Branco e Preto – Tudo e Mais – Casa do Benfica – Aviz (que mudou de casa) – Amigos HLG – Paes Teles – Fractura Exposta – Democracia 0 – Este espaço é Teu – Zorns Look – Silenciart, que são referenciados como sendo CÁ DA CAPITAL, pelo Poolman.
Mantém ainda o mesmo Poolman uma lista de semi-usados à altura em que os referenciou, pois hoje alguns estão mesmo usados. A saber: Mordiscar – Olhar Atento – Avis no Alentejo – Bom dia Alentejo – Associação Gente – A Fauna Avis – Pastor Alentejano – Jalisco o Galo – Poesia? – Fórum PS – Casa do Povo Ervedal – São Sebastião.
Depois tem ainda o Poolman um cemitério de onde rebusco nomes como: Elias, sem Abrigo – Centro de Saúde – Bentos e Bentinhos – Cuscar – Dicas – Zaratustra – Titres em Avis – CagAqui - En Avis – Anart Atelier…
Ora bem se esta “rapaziada” se tivesse aguentado, efectivamente teríamos aqui em Avis uma quase capital do Blogue. Mas depois disto tudo bem exprimido restam-nos meia dúzia mal contados que ainda vão escrevendo qualquer coisa (bem sei que no que a mim diz respeito, às vezes mais valia estar calado).
Os meus parabéns ao Poolman que mantém os seus DESABAFOS já vai fazer quatro anos e sempre em lugar de destaque; ao AVISTANDO O COSMOS que não esmorece; ao LADO B interessante, ao SNEEK LOOK, curioso. Este vosso criado muito gostaria que uma lufada de ar fresco aparecesse de modo a podermos em conjunto tornar menos monótona esta situação de andarmos sempre a ver as mesmas coisas escritas nos mesmos locais durante uma quantidade de vezes. Aos resistentes os meus parabéns. Quanto aos novos...a ver vamos...


Nota: Os nomes apresentados foram-no por amostra não exaustiva pelo que não quer dizer que não haja um ou outro que não foi aqui mencionado. Para esses, se estiverem no “activo” as minhas desculpas.












quarta-feira, 6 de junho de 2007

O MAIS PEQUENO (MAS MELHOR) CONTO DE FADAS DO MUNDO

Não posso deixar de partilhar convosco este conto que mão amiga me fez chegar. É uma pequena delícia.
Obrigado ao H.J.C.C.
Então é assim:
Era uma vez um rapaz que perguntou a uma linda moça:
- Queres casar comigo?
Ela respondeu:
- Não!
E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol, conheceu muitas outras miúdas, visitou muitos lugares, estava sempre a sorrir e de bom humor, nunca lhe faltava dinheiro, bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.
A moça teve celulite, varizes, os peitos caíram, o rabo cresceu...cresceu... e ficou sozinha.
FIM.

terça-feira, 5 de junho de 2007

EM DEFESA DO AMBIENTE

Porque hoje é o Dia Mundial do Ambiente, a minha contribuição para a sua defesa é, para já, expressa nesta trinta quadras. Como diria a minha avó: "que grande barrigada..."

I
OS ACORDOS DE QUIOTO
TEIMAMOS NÃO RESPEITAR
…NEM SEQUER UM GAFANHOTO
VAI FICAR PARA CONTAR!
II
LIXEIRAS A CÉU ABERTO
QUANTO MAIS LONGE MELHOR;
MAS TU, ARMADO EM ESPERTO,
FAZES CADA VEZ PIOR!
III
A POLUIÇÃO DESTRÓI
A TERRA O CÉU E O MAR;
ASSIM O HOMEM CONSTRÓI
O QUE O HÁ-DE DIZIMAR!

IV
AMBIENTE BELO E PURO
PODERÁ NÃO SER MIRAGEM
SE DAQUI PAR’Ó FUTURO
FIZERMOS A RECICLAGEM!

V
POBRE DE TI AMBIENTE
QUE TE TRATAM MAL A RODOS,
O QUE SERÁ DESTA GENTE
QUANDO OS MATARES A TODOS?
VI
QUEM GOSTA DA NATUREZA
TEM ESTA NORMA PRESENTE:
LUTA P’LA SUA PUREZA
DEFENDENDO O AMBIENTE!

VII
ESTE MUNDO ESTÁ DOENTE
OUVIMOS DE QUANDO EM VEZ;
MELHORANDO O AMBIENTE
FICARÁ BOM OUTRA VEZ!

VIII
SINTO-ME DESANIMADO
POIS LUTO CONTRA A CORRENTE,
MAS MESMO VELHO E CANSADO
EU DEFENDO O AMBIENTE!
IX
ACAUTELAR O FUTURO
MELHORANDO O AMBIENTE,
ACREDITEM, EU VOS JURO,
COMEÇA JÁ NO PRESENTE
!
X
O GORJEIO DUM PASSARINHO
QUE CANTA ALEGRE, CONTENTE,
TENTA MOSTRAR O CAMINHO
DO QUE É TER BOM AMBIENTE!

XI
QUEM VIVE EM MAU AMBIENTE
TEM UM VIVER DESGRAÇADO:
VAI DEFINHANDO, DOENTE,
COM LIXO POR TODO O LADO!

XII
JÁ NÃO HÁ RIOS DE PRATA
CORRENDO ALEGREMENTE,
É O HOMEM QUEM OS MATA
DESTRUINDO O AMBIENTE!

XIII
QUEM DESTRÓI O AMBIENTE
POR INCÚRIAS E DESLEIXOS,
DEVIA TER POR PRESENTE
MURROS NO MEIO DOS QUEIXOS
!
XIV
O AQUECIMENTO GLOBAL
QUE NOS VAI MATANDO AOS POUCOS,
É A PROVA MAIS CABAL
DO NOSSO MUNDO DE LOUCOS
!
XV
VAMOS SALVAR O PLANETA
DEVEMOS-LHE ESSA BENESSE:
TIREM AS LEIS DA GAVETA
QUE O AMBIENTE AGRADECE!

XVI
QUESTÕES DE CIDADANIA
SÃO COMUNS A TODA A GENTE;
E VOCÊ, NÃO DEVERIA
DEFENDER O AMBIENTE?

XVII
SEMPRE TU TENS MUITA LATA
JULGAS-TE UM SER DIFERENTE,
MAS O FUMO QUE TE MATA
TAMBÉM MATA O AMBIENTE!
XVIII
AMBIENTE E NATUREZA
FAZEM UM PERFEITO PAR;
A POLUIÇÃO, POR BAIXEZA,
‘INDA OS HÁ-DE SEPARAR…

XIX
QUEM POLUI O AMBIENTE
DEVIA SER CASTIGADO;
NÃO PODE SER BOA GENTE
QUEM DO MAL É ALIADO!
XX
COMEÇA A POUPAR A ÁGUA
COMEÇA JÁ, COM A BRECA!
P’RA NÃO DIZERES COM MÁGOA:
ESTE MUNDO É UMA SECA!

XXI
AMBIENTES POLUÍDOS
SÃO AMBIENTES DE LOUCOS;
PIOR É QUE ESSES BANDIDOS
JÁ NÃO SÃO ASSIM TÃO POUCOS…

XXII
DEFENSORES DOS AMBIENTES
HÁ-OS AÍ ÀS CARRADAS;
MAS FAZER COISAS DECENTES…
DUAS DÚZIAS, MAL CONTADAS!
XXIII
TENHO SAUDADES AOS MONTES
DOS AMBIENTES ANTIGOS:
BEBER EM TODAS AS FONTES
SEM CORRER QUAISQUER PERIGOS!
XXIV
AQUILO QUE O HOMEM COME
PODE NÃO ALIMENTAR…
MELHOR SERÁ PASSAR FOME
QUE O AMBIENTE O MATAR!
XXV
CAMBADA DE INCONSCIENTES
QUE NINGUÉM QUEREM OUVIR;
CONSTROEM MAUS AMBIENTES
QUE NOS HÃO-DE DESTRUIR!
XXVI
EU RESPEITO O AMBIENTE
TAL E QUAL A LIBERDADE;
TENHO ESTE LEMA PRESENTE
DESDE A MAIS TENRA IDADE!
XXVII
TIVE UM SONHO ENGRAÇADO
MAS NÃO PASSOU DISSO MESMO:
HAVIA POR TODO O LADO
BONS AMBIENTES A ESMO!
XXVIII
NÃO PODE SER QUEM QUISER
MINISTRO DO AMBIENTE;
SÓ SERÁ QUEM NÃO FIZER
POLÍTICA POLUENTE!
XXIX
DEFENDENDO A FLORESTA,
COM TODAS AS PRECAUÇÕES,
PIQUENIQUE SERÁ FESTA
DE BOAS RECORDAÇÕES!
XXX
CADA ÁRVORE ARDIDA
POR MOTIVO NEGLIGENTE,
SENDO UMA VIDA PERDIDA
PREJUDICA O AMBIENTE!

AUTOR: "DO CASTELO"

E você o que vai fazer em defesa do ambiente? Pense e execute depressa!

O ambiente, e todos nós, agradecemos!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

QUERIDO PADRINHO TINO ...




Apertóscalos de Cima, 4 de Junho de 2007

Querido Padrinho Tino e velha Rabecada:
Já me chegou às patas a carta que me amandaste. Só chegou hoje de manhã porque como sabes isto agora dos Correios é uma roubalhêra como as outras: ou pagas mais no correio azuli ou atão só arrecebes a correspondência quando eles querem. É a bandalhêra deste país em que estamos atolados até aos joelhos (ou más assima um bocadinho). Claro que a primêra cosa onde se me pregaram os olhos foi nas notas que me amandaste. Até se me arregalou o olho. Ó velho, tu és bué da fixe! Às vezes até tenho pena de ti e da velha da madrinha por causa das dores que vocezes têm, mas antes vocezes que eu, que ainda sou piqueno. Ah! Antes que me esquessa, estou a esforssar-me por escreveri uma letra que tu consigas leri, e o que já sou já capás é de dar poucos erros, como poderás conpreenderi. E nã dou menos porque a magana da professsora tamem só pensa é em namorar e os gaiatos que se lixem. O que vale é eu ser tã experto pois de outra manêra nã sabia era nada, mas vamos ao que nos intereça: à nota, melhori às notas. Ê nã sou parvo. Claro que nã disse nada ao cota do mê pai. Nã sê se ele é bufo para ir contari, mas o que eu sê é que se ele soubece que mandaste esse casalinho de notas nunca mais me soltava os carcanhóis deli. Por isso podes estar descansado e quando te der gêto envia-me mais um cazalinho delas. Ê tou como a ti quanto àquele que manda na gente lá de Lisboa. Entã o home pensará que a genti é parvo ou o queéque ele pensarà? Tu davas-me uma quinhentola de euros e ê ia a correr dizer-lhe. O homem é parvo! Nã tenhas medo por eu lhe xamari nomes, que ê sou piqueno e a mim não me prendem. Poço dizer tudo, desde que nã diga com errros. O gajo além de outra cosas que disem dele é menteroso, lembras-te dele dizer que nã queria aumentar nada? Olha aumentou tudo, é mas é um grande sacana. Agora até as camisas sem mangas (topas?) subiram de preço e diminuíram na quantidade. Estamos fornicados com o gajo. Aqui em Apertóscalos até dizem à boca forra que o tipo é tã engenhêro como a mim. Tem três ou quatro diplomas mas sã todos em facssis. Mas voltanmos às notas de euro, porque as ôtras, as da escola, nã te dizem respêto a ti. Podes contar comigo para não dizer nada. Mas ê cá tive a pensar melhori e entã é assim, se não me amandares outro cazalinho delas para o mês que vem, secalhari aí já tenho que pôr a boca no tromboni e dizer ao cabo da Guarda. E sabes como ele gosta de botar figura junto do sargentolas. Táz a topar, nã táz? È que assim sempre pode ser promovido mais depreça. Falaz-me no Ti Tonho. Atão nã conhesso? Atão nã é o da loja? Aquele velho filho de uma vaca embeserrada que nã fia nada a ninguém, que nunca cazou, que não deixa fazer guerra na caza deli e que mandou fazer guerra lá para longi da casa deli? E que disem está com o cofre cheio de notas? Sabes? Aqui na nossa terra até lhe chaman o Salazar. Lá isso é queu já nâ percebi porquê, mas tamém nã admira que ando com a cabessa esvaídinha porque a tronga da profeçora quer que eu decori a tabuada do um, pois dis ela que nã percebe como é que eu na quarta clace, com catroze anos na peli e ainda nã sê a tabuada do um. Sabes, é professora das novas (e muita boa…) e pemsa que sabe tudo. Agora até quer que a jente fassa uma prova de aflissão. Se calhar é pra ver se a genti fica muito aflito a fazeri o ponto de matemática. Ê nã quero sabere disso pra nada. Gosto é de ir aos ninhos. Tenho um de melro com três pelachinhos mas tu sabes como eles agora depressa se cobrem de penas. A propósito de cobriri. Pedias-me novidades da nossa terra olha a filha do Boeiro da Beira Baixa da Bamheira de Cima apareceu prenha outra ves e nã sabem de quem é. Bem aquilo tamé é uma vaca, que deus me perdoi. Se tu cá tivesses, padrinho Tino, havias de veri. Até dizem que ela usa umas cuecas que só tem a parte da frente. Nã tem trasêras. Já viste a sem vergonha?
Atã nã tinhas ouvido diser que desapareceu uma gaiata no Algarve? Porra pá! Deves estar môco que nem uma porta. A esta hora até já o Papa deve saberi. A televizão nã fala noutra coiza. A rádio nâ se cala com iço. Até já me chatêa sempre a mesma moenga. Cuantos gaiatos é que já terã lerpado cá em portugali depois dessa e nã disem nada. Os pais dela devem teri muitas notas de quinhentos e nã as declaram. Se calhar até pagam na Televisão para falarem na filha. Tou farto disto. E a tua Rabecada, minha madinha, tamém nã sabia? Vocezes estã pior que ê pensava.
Bem vou acabar que tenho que ir dar uns pontapés na xicha. Pelo menos deves saber que é muito mais importanti saber jogar à bola que saberi a Tabuada do um. Primeiro vou comer um estaçalho de toucinho cosido bresuntado no pão, e depois vou prá farra lá prá porta da professora pra ela saber quem é cá o afilhado do Vespertino e da Rabecada.
Nâ te esquessas de pró mês que vem me mandaris o cazalinho de notas. Olha o Bicho Mau do Menistro que te multa. Depois diz que ê nã te avizei.
Dá um bêjo nas trombas da madrinha e tu, velho Tino, recebe um abrasso do carassas do teu neto que se acina por Pinsseli, más comhecido por Rameloso do Olho.
P(arte) S(segunda) D(acarta):
Nâ rasgues ainda a carta. Quero dizerti que sesta-fêra foi o dia da criança. Velho Tino padrinho, ê nã temho paciênça pra aturar aquilo. Foi uma seca de todo o tamanho. Gaiatos a brimcar numas coizas cheias de gazes, os profes sempre a ver o que a malta fasia, só te digo que só me apetesseu pirar-me e ir aos ninhos. O que nos valeu foi a açossiassão de pais nos irem dando unmas çandes e uns çumos senão morríamos de sedi. Ainda mamei cuatro jelados frequinhos i de borla. À tarde ainda fui ver uma espozissão fêta por uns catraios meus colegas. O meu trabalho não entrou porque fis uma gaja nuasinha da cintura para cima e no sítio das mamocas apliquei-lhe duas abóboras bacorêras das maiores da orta do mê velho, depois de lhe mamari o miolo. O mê pai dis que esta mania que ê tenho plas gajas me vem de ti, padrinho Tino.
Esta é mesmo pra acabari. Olha diceram-me agora que o gabarola do Primêro Menistro deixou de ser Engenhêro por maioria absoluta. È bem fêto.
Manda-mas notas e Xau!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

PORQUE NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS...

FOTOGRAFIA Nº 1

FOTOGRAFIA Nº 2
FOTOGRAFIA Nº 3



Começa amanhã o primeiro dos três meses privilegiados das férias da maioria de cada um dos que podem auferir de tal benesse.
“DO CASTELO” deseja a todos umas óptimas férias.
Permita-me que lhe chame a atenção para o seguinte: conduza com prudência para que não estrague as suas tão ansiadas e merecidas férias e seja você, ou um seu familiar próximo, a preencher o espaço negro da fotografia Nº 3.




terça-feira, 29 de maio de 2007

QUERIDO AFILHADO

Parvalheira de Baixo, aos 29 de Maio de 2007
Querido afilhado:
Espero que ao receberes esta minha carta te encontres de boa saúde junto dos teus paizinhos e mana. Eu mais a tua madrinha cá vou passando do jeito que Deus quer. Quando não nos dói a cabeça doem-nos as “cruzes”, quando não nos doem as “cruzes” doem-nos as espinhelas. É sempre a mesma moenga.
Então como vão os teus estudos? Toma cuidado para não apanhares nenhuma raposa que seria uma vergonha para ti e para a nossa família toda. Estuda que ainda és muito novo para pensares em gajas. Para pensar nisso está cá o teu padrinho.
Agora vamos falar de coisas mais sérias. Com certeza que a primeira coisa que viste quando abriste a carta foi essa nota de quinhentos euros mais a de cinco que te mando. Isso é para tu comprares gelados durante as férias grandes que estão quase a começar. Mas é assim, meu querido afilhado: não podes dizer a ninguém que o padrinho te deu quinhentos e cinco euros. Ninguém pode saber. Nem ao teu pai podes dizer. Estás a compreender? Tens que a esconder e ir gastando aos poucos sem dares muito nas vistas. E sabes porquê? É que o nosso Primeiro-ministro agora quer que a gente lhe diga sempre que damos quinhentos euros (ou mais) a alguém. Ele não é má pessoa, é, isso sim, muito curioso, por isso é que quer saber estas coisas. Mas depois pode-te aplicar algum imposto e por isso tu não podes dizer nada. Está bem? É que eu às vezes já nem sei se ele é só curioso ou se é mais alguma coisa que a gente até tem medo de comentar ainda assim não vá preso. Olha que isto agora já vai a estar pior que no tempo do “Ti Tonho”, que Deus tenha e que tu já não conheceste. Agora já nem se pode chamar um nomesito ao senhor Primeiro-ministro que se houver algum bufo por perto, olha, é uma carga de trabalhos. Tu ainda és pequeno mas acautela-te que parece que até já há escolas primárias que vão fechar para o ano só por causa de dizerem mal do nosso “Primeiro”. E são muitas…
Escreve-me logo que possas e dá-me novidades aí da nossa aldeia. Recebe beijinhos dos teus padrinhos que te adoram, Vespertino e Rabecada.
P.S.: ouvi hoje pela primeira vez na Televisão e na Telefonia que raptaram uma menina Inglesa no Algarve. Ainda não tinha dado por nada! Adeus. Escreve-nos mas com letra que se perceba.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

ANIMAIS (QUASE) DOMÉSTICOS DA NOSSA TERRA

TÍTULO: BICHINHO DE ESTIMAÇÃO

(foto tirada ao fundo das escadas dos claustros do Convento, junto ao museu)

Se por acaso fôr visitar o nosso Museu Municipal e der de caras com esta simpática cobra, dê um passo à rectaguarda que o bicho já mete respeito....

Ora amplie lá a fotografia para ver melhor...

...tenho ou não tenho razão????


PORQUE HOJE HÁ CAFÉ COM LETRAS...


Café com Letras

CONVITE

REFLEXÕES A PROPÓSITO DA CULTURA (POPULAR)

Cultura, tal como a definiu Vitorino Magalhães Godinho, pode ser entendida como “uma integração de maneiras de sentir e pensar, de propensões a agir, segundo valores, normas e regras, agulhadas por símbolos e signos, orientadas por padrões de mentalidade e acção que carrilam condutas.”
Reflectir, conversar, divagar a propósito de cultura (popular) é um desafio e ao mesmo tempo um estímulo. Por isso mesmo…
… este é o tema a ser debatido no próximo dia 24 DE MAIO (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista o Professor João Ribeirinho Leal, de Portalegre.

Avis, 17 de Maio de 2007.

O Presidente da Direcção

Francisco Alexandre

terça-feira, 22 de maio de 2007

IMAGENS INSÓLITAS DA NOSSA TERRA

Título: desespero de causa
Acto tresloucado praticado por um Avisense não identificado, quando soube que testamentariamente não lhe tinham tocado nem as Casas Altas nem...nada!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

REGISTE-SE

Faleceu na passada terça-feira, dia 8 de Maio, no Hospital de Santa Luzia em Elvas, MARIA JOSÉ FERREIRA, de 94 anos de idade, residente em Avis.
"DO CASTELO" vai estar encerrado pelo menos até dia 23 de Maio, em sinal de luto.
Depois voltará.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

EU, IGNORANTE, ME CONFESSO.

Por razões pessoais, desde o passado sábado que me tenho que deslocar diariamente a Elvas. Faço-o passando pelo centro de Barbacena, onde existem uns semáforos. Até aqui tudo bem. Ora acontece que no primeiro dia que por ali passei, vislumbrei os ditos semáforos bem vermelhos (encarnados?) a uma distância considerável, pois que a rua onde se encontram é uma recta. Desengatei o carro e fui de boleia até este parar por inércia. Fiquei um pouco desviado dos referidos semáforos e aguardei pacientemente que eles virassem verdes, para poder avançar Ao fim de mais de um minuto pareceu-me já tempo de mais dado o exíguo movimento automobilístico que por ali há. Eis senão quando uns senhores da terceira idade (ou idade maior) que estavam sentados à sombra de uma laranjeira, vendo a minha impaciência, me fizeram sinal com as mãos para que me aproximasse mais do sinal. Assim fiz e eis que o “dito-cujo” passou a verde. Agora já não me engana, mas confesso que desconhecia este modo de accionar a sinalética.
Estou-me a lembrar de uma coisa: será que os que estão à entrada da Azervadinha(sentido Couço-Coruche) usam o mesmo “truque”?
É que normalmente estão vermelhos e à minha aproximação passam igualmente a verdes…

sexta-feira, 4 de maio de 2007

ANIMAIS NOSSOS AMIGOS

ISSO DE NASCERMOS TODOS IGUAIS (COMO SE PODE VER) É UMA GRANDESSÍSSIMA TRETA!!!

terça-feira, 1 de maio de 2007

PORQUE HOJE É O 1º DE MAIO

É um ritual que sigo escrupulosamente já vai para nove anos. No dia 1 de Maio vou ao cemitério de Avis visitar um amigo que faleceu de acidente precisamente em 1 de Maio de 1999. Depois, bem, depois sou levado por uma vontade mórbida de visitar mais não sei quantos amigos que ali estão. E vou, como o fiz hoje de manhã, calmamente, passando por entre as campas e recordando conversas, ditos, brincadeiras que tive com cada um deles. Alguns há que eu já nem tão pouco me lembrava que tinham falecido.
Chegado a casa ponho-me a recordá-los e vem-me à memória mais uma quantidade de amigos que sei lá estarem mas que hoje não os vi.
As fotografias falam mais que as inscrições nas lápides. Elas revelam nas expressões de quando foram tiradas um estado de alma que nada tem a ver com o seu estado actual. As lápides mostram por vezes alguma (muita) hipocrisia. E é aí, através das fotos, e do momento em que foram tiradas, que consigo estabelecer monólogos com quem ali espera por mim. Por serem meus amigos.
De tarde pôs-se chuvoso e frio. Sinto-me triste mas sei que não tem a ver com a minha visita de esta manhã.
Hei-de lá voltar, se mais não for, para encontrar-me com aqueles amigos que não visitei hoje: é lá que estão os meus amigos mais verdadeiros.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Uma Associação com vida é uma Associação que mexe...

Recebi dos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, o seguinte esquema de actividades a curto prazo:

28 de ABRILRecepção a uma comitiva de Cuba/Beja com visita guiada à zona histórica de Avis

10 de MAIOCafé com Letras – Convidada Andreia Oliveira a jovem cantora avisense
13 de MAIO - Caminhada À Horta das Rosas - Pelas Margens do Maranhão

19 de MAIO – Sessão de encerramento dos V Jogos Florais de Avis com distribuição de prémios no Auditório Municipal e actuação do Rancho Folclórico Infantil de Avis a que se seguirá um convívio poético no salão da Junta de Freguesia

24 de MAIO Café com letras. Temática – A cultura Popular. Convidado, o Professor Ribeirinho Leal, de Portalegre

26 de MAIOProva de Orientação Nocturna, promovido pelo Núcleo de Orientação da Associação

26 de MAIOÚltima da série de quatro conferências do Ciclo “AVIZ SÉCULO XXI” a ter lugar no Auditório Municipal, dedicado às novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

07 de JUNHO Café com Letras – Programa a definir

21 de JUNHOÚltimo Café com Letras desta “série” – programa a definir

segunda-feira, 23 de abril de 2007

CONVIDARAM-ME EU CONVIDO-O A SI!


Café com Letras

CONVITE

DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO

Democracia e Desenvolvimento, dois ideais da sociedade portuguesa indelevelmente ligados e cuja satisfação plena continua adiada.
Democracia e Desenvolvimento, dois dos 3 ideais do 25 de Abril de 1974, a merecer uma reflexão sobre os caminhos a trilhar para que seja possível viver melhor em Portugal!
É este o tema que será debatido no próximo dia 26 DE ABRIL (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigo do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que
terá como conferencista o Professor Doutor Marcos Olímpio, da Universidade de Évora e investigador do CISA-AS – Centro de Investigação em Sociologia e Antropologia – Augusto Silva.

Avis, 20 de Abril de 2007.

O Presidente da Direcção

Francisco Alexandre

quarta-feira, 18 de abril de 2007

ENGENHEIROS...

Face aos maus resultados obtidos ultimamente pela equipa profissional de futebol do Benfica dei comigo a pensar o seguinte:
- Será que o certificado de habilitações futebolísticas do Engenheiro Fernando Santos também foi emitido pela Universidade Independente?
Restam-me as dúvidas...

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A FRASE DO DIA

“Quem sabe do dicionário 750 palavras, é necessariamente, dominado por quem sabe 3500 palavras.
Ler é uma forma de luta!”

Cristina Taquelim, técnica da Biblioteca Municipal de Beja, hoje à tarde no Auditório Municipal Ary dos Santos, durante o 3º Encontro de contadores de histórias.

sábado, 14 de abril de 2007

OS LUSÍADAS...VERSÃO SOCRÁTICA!

Sócrates e os Lusíadas

As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,
Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;


E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo

A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valerosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.


(recebido por mail, de autor não identificado)

quinta-feira, 12 de abril de 2007

BENFIQUISTAS DA NOSSA TERRA!

Título : Ah! "ganda" LUIS!!
( dando a partida aos concorrentes do 4º Rali da Casa do Benfica em Avis)
Benfiquista que se preze é-o nas vitórias, nas derrotas e até nos empates com sabor a derrota.
Na imagem um Benfiquista com um coração do tamanho do mundo. O seu "Benfiquismo" é tal que se ampliarem a imagem poderão ver que até os olhos são encarnados.
Por isso repito: Ah! "Ganda" Luís!!!

TIAGO GARRINHAS AO VIVO E...DE BORLA!

Como aperitivo para o Jogo do Benfica, vá assistir ao espectáculo musical que os Amigos do Concelho de Aviz lhe oferecem no seu Café com Letras de hoje, quinta feira, a partir da 18 horas.
Não é fácil poder ouvir o Tiago Garrinhas em directo, de borla e com direito a um café ou cházinho. Os Amigos de Aviz fazem-no na sua sede, na Praça Serpa Pinto número11, em Avis. E nem precisa de ser sócio para poder assistir...
Vamos nessa!

terça-feira, 10 de abril de 2007

A PROPÓSITO DE MAIS UMA PÁSCOA AVISENSE


A Páscoa é cada vez mais uma festa da família. Por esta altura do ano vemos por Avis pessoas que por razões várias tiveram que abandonar a sua terra mas que nesta época voltam sempre. A Altina Carapinha, a Manuela de Jesus, a Sandra Delgadinho e respectivos agregados, entre muitos outras e outros que agora não me ocorrem. Voltam já por uma questão de tradição.
Este ano não houve Procissão dos Passos, motivo também da presença de alguns “emigrantes” da terra que voltam por essa razão. Na Igreja, como em outras Associações, a trabalhar são quase sempre os mesmos o que também cansa. E parece que o núcleo duro da nossa Paróquia se cansou com a vinda da imagem de Nossa Senhora que percorreu as diversas freguesias. Mas garantira-me que não é uma tradição para terminar. Para o ano voltaremos a ter novamente a Procissão dos Passos, segundo me disseram.
Tradição que não pode falhar também é o Rali da Casa do Benfica. Daqui mando os meus parabéns a todos os que ano após ano se têm empenhado para que este evento se torne mais aliciante. Não sei quantos são, mas como Associação que é, não devem ser mais de meia dúzia (tantos?) a dar o corpo ao manifesto. Pelo que têm conseguido, renovo os meus parabéns à Casa do Benfica em Avis.
A propósito de Rali parece que houve uma equipa, das primeiras a partir que, cheia de ideias e vontades novas, resolveu parar calmamente junto da Caixa Agrícola, onde havia mais luz para ler a prova toda. Mas a prova não aparecia. Eram só jornais, e quando apareceu uma folha A4 com uma minúscula escrita, ninguém sabia o que era “Rapuzel”. O habitual condutor de serviço, em desespero de causa, sentenciou ao fim de alguns minutos de espera:
- Este ano nem saímos daqui!
- Há uma gaja brasileira que canta isso numa canção, dizia outro (é habitual nestas situações de stress se dizer gaja em vez de senhora…)
Parece que afinal concluíram a prova embora se tenham quedado já pela segunda metade da tabela classificativa.
Embora saiba que já não os vou ajudar nada, sempre lhes digo que realmente há uma “gaja” que canta o seguinte:




disco:
Feijão Com Arroz

música:
Rapunzel

Letra da Música:
Love as suas transas de mel
Rapuzel, Rapuzel
Lá no corredor do Borel
Rapuzel, Rapuzel
Lá no barracão tem sossego
Passo cedo, passo cedo
E dou um grito grão no bololô
E no verso nós imenso amor
Amor de Julieta e Romeu
Igualzinho o meu e o seu
No calendário é flor e anda
Nu varanda
E sondo o brcotó do ti-ioiô
E o verso nós imenso amor
Vamos'embora na ladeira
Vamos embora na lagoa


Até para o ano, Páscoa!