Contaram-me hoje e, embora eu não tivesse visto com os meus próprios olhos, não tenho razões para não acreditar que seja assim, que na casa agora devoluta se encontra um autêntico armazém de coisas que tendo sido dadas, em princípio, por Instituições do estilo Cruz Vermelha, Assistência Social ou outras semelhantes, se tornaram desnecessárias para os tais “desprotegidos da sorte” que pura e simplesmente lá os deixaram. Falaram-me em cobertores, lençóis, roupas de vestir, panelas, carros de bebés, e uma infinidade de coisas de tal modo numerosas que será necessária uma camioneta para fazer o “despejo” de todo aquele material.
Não será possível averiguar se tudo aquilo foi dado pelas assistências sociais. Poderá algum (muito?) daquele material ter sido dado por particulares ou até ter sido comprado. Quanto a estes tudo bem. Quanto àquelas instituições talvez fosse de bom senso antes de darem, fazerem uma avaliação mais cuidada, (pese embora todas as dificuldades que um trabalho desses acarrete) pois se calhar este caso não será único e haverá de certeza casais efectivamente “desprotegidos da sorte” que necessitam de ajuda urgente e justificada.




