quinta-feira, 30 de agosto de 2007

TRÊS EM UM!

Três em Um e por ordem decrescente de interesse:

1 – O meu amigo dos Desabafos já o tinha anunciado há vários dias. Eu relembro que começa amanhã e que se prolonga até Domingo a I Feira do Livro do Alentejo, no Ervedal. Veja o programa em http://www.paesteles.org.pt/feiralivro.htm e depois passe por lá. Vai valer a pena!

2 – Hoje tive que sair de casa bastante cedo. Cerca das seis e um quarto da manhã, alguns funcionários da Câmara Municipal de Avis aguardavam pacientemente, nos seus posto de trabalho, que se fizesse de dia para começarem a trabalhar, pois que nesta altura do ano às seis da manhã ainda não se vê nada.

3 - Nesta foto mostra-se um ninho de “Águias” ( ou uma devoção “Camachiana”?) em Ponte de Sôr…

Foto: O Ninho da Àguia (Algures em Ponte de Sôr)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

SÓ DE CAPACETE!!!

Foto: Pinha do Jardim de Ponte de Sôr


Nunca digam que estão bem. Na passada quinta-feira estava eu muito bem sentado a gozar o agradável fresquinho que se fazia sentir num banco do jardim de Ponte de Sôr, quando oiço um “resmalhar” vindo lá bem do cimo de uma daquelas árvores altíssimas, estilo países nórdicos, que alindam o referido jardim. Com grande surpresa minha vi cair, ali a cerca de um metro do sítio onde me encontrava, a “simpática” pinha que a foto mostra. Seguramente que pesava para aí uns três quilos (se duvida amplie a foto e compare).
Curiosamente andava lá um jardineiro que me disse que da parte da manhã tinham caído três de uma outra árvore e que ele, sempre que se apercebia que as crianças brincavam na relva junto àquelas árvores, avisava os adultos seus responsáveis para o que lhes poderia acontecer.
Acaute-se. No jardim de Ponte de Sôr, só de capacete…





domingo, 26 de agosto de 2007

NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS - PORQUE HOJE É O ÚLTIMO DOMINGO DE AGOSTO


Penso que já aqui fiz referência a que uma vez fui alertado para o facto de numa lixeira ali para os lados das Casas Altas se encontrarem muitos “escritos” abandonados. Porque na altura lá os fui buscar, ficando com um vastíssimo espólio documental, e com a devida vénia à memória do Sr. António Pais que fez o favor de ter sido meu amigo, passo a transcrever o que ele escreveu em 1981 acerca das festividades em honra de Nossa Senhora Mãe dos Homens e que eu recuperei nessa estrumeira. O texto é um pouco extenso mas vale a pena lê-lo.
Passo a transcrever:



"TUDO O TEMPO LEVOU

AVIS

NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS

É remota a festa que se fazia a Nossa Senhora Mãe dos Homens cuja ermida fica situada no alto do monte denominado por Courela de S. Miguel. Fica a poucos quilómetros da vila de Avis. Em redor da velha igreja a flora era composta por velhas azinheiras e majestosos carvalheiros de tronco carcomido. Em baixo a velha fonte de três bicas corria em abundância o precioso líquido, água límpida e fresquinha. Junto da mesma um pequeno ribeiro com uma pequena corrente servia para regar as hortas ali existentes, onde a boa fruta não faltava em especial o pêssego belíssimo, fruto da região. As margens do ribeiro eram compostas por grandes silvados, freixos, choupos e alguns carvalheiros. Era frequente ouvir um melro cantar ou rouxinol que nos deliciava com as suas melodias. O dia de festa a Nossa Senhora era no último Domingo de Agosto. Não faltavam ali as gentes de Avis assim como dos seus arredores e até de longe aqui apareciam romeiros a quem a fé não faltava; vinham pagar as suas promessas. Deslocavam-se nos mais rudimentares meios de transporte, não se importavam com as maçadas que lhes dava. Tinham a sua fé como os seus bisavós, seus avós e seus pais, sentiam-se presos àquele lugar, não podiam faltar.
À sombra das velhas árvores abrigavam-se do calor escaldante do mês de Agosto, ali estavam com os seus carros que os tinham transportado presos aos mesmos animais que os puxavam. Comiam palha e também o perfumado feno, manjar preferido pelos animais e que era escolhido para aquele dia. Junto aos carros era frequente ver uma pequena cadeira ou mochos e até um saco com uma pouca de palha que também servia de assento. Um garrafão com vinho branco ou tinto conforme o paladar. Um cesto ou cestos transportavam os deliciosos manjares destinados para aquele dia. Ali não faltava o assado de borrego e as costeletas, o arroz tostado, almôndegas etc. Os mais variados manjares de Pantraguel. Às vezes também apareciam bolos e arroz-doce. Não faltavam também as deliciosas uvas, lavadas com a límpida e cristalina água da fonte de Nossa Senhora. Não esquecendo o bom melão, as deliciosas melancias de cor rubra que nos deliciavam com o seu sabor e frescura.
O romeiro geralmente era franco, pondo à disposição dos seus convidados e de bom agrado tudo o que tinha nos seus cestos. E até para os que em redor passavam se ouvia esta frase: É servido? E em troca desta franqueza havia um ou outro que aceitava e logo lhe era dado um naco de pão e uma roda de paio ou uma perna de galinha, não faltando o Deus Baco com o bom sumo do fruto da videira. Muitos bebiam um pouco mais, e era frequente às tantas da tarde ou da noite se ouvir cantar o fado, que quando não era acompanhado por um velho harmónio ou guitarra também se ouvia sem acompanhamento. No largo da Igreja havia um coreto onde eram executadas várias músicas pela banda que ia ás festas. À noite não faltava a quermesse geralmente cheia de prendas e até havia artísticas obras feitas e bordadas por gentis e simpáticas meninas que não faltavam à festa. Parece que estou ouvindo a voz dos festeiros: 50 escudos, quem dá mais? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, etc. Era assim que se passava o serão enquanto a banda no coreto executava músicas do seu reportório. Recordo ainda que houve um ano em que a banda de Infantaria 16, de Évora, nos veio honrar com a sua presença. Estava ao tempo, na regência, o Senhor Capitão Joaquim Guilherme Boto da Piedade, natural de Avis. Aqui vive sua filha D. Dinah Guedes Boto da Piedade que como seu pai adora música. Assim a temos todos os domingos na missa tocando órgão. Mas voltando às festas de Nossa Senhora Mãe dos Homens que, durante o serão, de vez em quando subia ao ar um foguete que quando rebentava, um de lágrimas, digo que como a sua luz iluminava todo o recinto deixando algumas vezes ver coisas que muitos desejariam que não fossem vistas. Por fim as rodas de fogo, um balão que subia para cair sabe Deus onde. Recordo ainda que junto à igreja ainda existem moradias que ao tempo eram habitadas, sendo uma delas destinada ao ermitão. Na parte da manhã havia missa cantada com acompanhamento musical e coro; também havia sermão. Na parte da tarde a procissão junto à igreja. Existia na igreja uma velha balança onde algumas pessoas se pesavam. O seu peso era equilibrado com igual peso em trigo que era oferecido a Nossa senhora, para pagamento duma promessa, uma graça recebida da Mãe de Jesus à qual muitos recorriam nas horas de aflição. Também para distracção dos romeiros se fazia uma cerca onde eram lidadas vacas bravas, e quando não se podia fazer espectáculo desta natureza havia sim tiro aos pratos. Ali se batiam grandes atiradores, alguns de fama internacional.
Recordo que no recinto havia barracas de comes e bebes como vulgarmente se chamam, também de cafés e torrão. Pela noite fora alguns já aquecidos pelo álcool levavam a noite comendo e cantando, não deixando passar pelo sono aqueles que procuravam descansar um pouco em cima de um colchão colocado no leito de um carro ou mesmo o colchão no chão. Muitas vezes este silêncio era interrompido pelo relinchar dum cavalo ou muar, ou até pelo zurrar de um burro. Não faltava também a sua zaragata por os que bebiam demais, mas logo era sufocada e tudo continuava bem na esperança que Nossa Senhora lhes desse saúde para que no próximo ano pudessem voltar. Fruta havia sempre a vender e com fartura e vinho.
Enfim, quem não levasse farnel bastava levar dinheiro. Muitas meninas guardavam os vestidos novos para estrear no dia da festa não esquecendo, claro, muitos namoros que ali se ajeitavam, bem como aqueles que tendo já sua namorada ali se juntavam para mais uma vez terem o seu idílio naquele dia e serão que sempre deixava saudades.
De tudo isto resta apenas a saudade e algumas fotografias em estimação, chorando os que Deus já chamou e não mais vêm. Do resto tudo o tempo levou.

Avis, 3 de Novembro de 1981

ANTÓNIO PAIS "


sexta-feira, 24 de agosto de 2007

NOVA FOLHA INFORMATIVA DO CENTRO DE SAÚDE

Passado mais de um ano (a nº 8 referia-se aos meses de Abril/Maio/Junho de 2006) aí está um novo número da Folha Informativa do Centro de Saúde de Avis, referente a Agosto de 2007 e com o nº 9. Por pensar que é de extrema utilidade ao comum dos cidadãos é pena que tenha uma publicação tão irregular. Lê-se bem, é informativa embora me pareça que, atendendo aos subscritores dos artigos, haja por ali um pouco de auto-promoção.
Às vezes até posso estar enganado e isso nem sequer é uma razão minimamente aceitável para que a folha não seja publicada com mais regularidade.
Já agora os meus parabéns ao Fisioterapeuta João Pedro que, segundo lá consta, fará anos a 27 de Agosto.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

"ALCÓRREGO" INVADE O CONCELHO DE AVIS!

FOTO 1 - ...na aldeia...
FOTO 2 - ...no campo...


FOTO 3 - ...à beira de uma piscina...

FOTO 4 - ...nas fragas do Maranhão...

Conforme as fotos demonstram, assiste-se a uma autêntica invasão de garrafas de vinho da marca ALCÓRREGO”. Vão aparecendo por todo o lado...
Próprio para se saborear na aldeia, no campo, à beira de uma piscina ou nas fragas do Maranhão, aí está : “Em pleno século XXI, tem o privilégio de apreciar um vinho que é fruto do engenho, amor, sonho, e aventura de civilizações milenares. As castas Alfrocheiro, Aragonês, Tinto Cão e Touriga Nacional, são uma herança de povo para povo, apurada ao longo de gerações. Chegou a sua vez de tomar posse deste legado único: ALCÓRREGO” – assim reza o rótulo.
O sinal de STOP na foto nº 1 aparece-nos assim a modos que envergonhado, mas ele está ali para lembrar que se fôr conduzir beba com moderação: sabe melhor e não faz mal. Saiba fazer STOP atempadamente.
Comparando o binómio qualidade/preço deste vinho, garanto-vos que ambos são uma agradável surpresa – pelo menos para mim…

(Nota: "DO CASTELO" jura por sua honra que este "post" não foi encomendado e que não recebe nenhuma comissão na venda deste precioso néctar.)



segunda-feira, 20 de agosto de 2007

SALVÉ CÉSAR!


Foto: PONTE DE VILA FORMOSA


Paxaviz, aos 20 dias dos idos do mês Augustos de 2007 d.C.

Salvé César, um tribuno da Era Contemporânea te saúda!

Quem a ti se dirige é um tribuno da plebe, que a tal ousa tão somente pelo facto de estares tornado em pó há para aí dois mil anos e, como tal, já não me poderes mandar para o circo das feras em Roma ou em outro sítio qualquer. O que te vou dizer só o faço por isso: tu, nesta altura da era cristã, já nem pó serás! Mas sempre te digo, Públio Élio Traianus Hadrianus, de que a tua visão militar foi muito boa, mas quanto a construções deixaste muito a desejar. Vou-te avivar a memória:
Lembras-te de teres mandado fazer uma ponte entre Alterjuliachão e Vale deAçorpax? Não? Então se não foste tu foi um parecido contigo. Olha se tivesses outra visão, uma visão voltada muito p’ra frentex, deverias ter-te lembrado que com o decorrer do tempo muita coisa iria mudar. Bem sei que para os teus carros de tracção cavalar a ponte chegava e sobrava para toda a vida. Agora os cavalos são outros! Mas não tiveste aquela esperteza que deverias ter tido para a fazeres mais larga e ainda mais sólida - bem sei que na tua altura para ser Imperador ou para mandar fazer uma ponte não era preciso apresentar nenhum diploma de engenharia civil. Mas olha que nesse aspecto, as coisas mudaram pouco desde o teu tempo até agora. Anda por aí muita gente que ou não sabem do diploma e atingem o patamar mais alto da oligarquia, ou se sabem do diploma, não sabem o que lhe hão-de fazer, como é o caso mais recente do Engº Fernandus Santus. Mas voltando à ponte de Vila Formosa. Sabes o que está acontecer agora que a mesma está a completar para aí uns 1800 anos? Olha, está a dar o “abafa”. O Rector Provinciae Jovianusviturinus I, condicionou nela o trânsito. Os camiões já lá não passam e mandam-nos passar pelo território da província de Paxaviz, do Rector Provinciae Manuelmariaugustus, e a estrada que faz a ligação entre Sedajulia e Paxaviz está a ficar uma miséria e tudo por tua culpa. Entre Paxaviz e Benavijulia Augusta os buracos são tantos que mais parece que em vez de nos deslocarmos em carros (automóveis, não carros desses que tu desenvolveste), mais parece que vamos de galera tal é o balanço a que os mesmos estão sujeitos. Até já há quem ali enjoe. Com a chegada do próximo Inverno devemos ficar de novo com as estradas piores que as do teu tempo.
Bem Adriano, (desculpa a intimidade) o recado está dado e já sabes que és o culpado pelo mau estado das nossas estradas.
Mas, como sempre, és dos grandes e safas-te…


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

OS PETISCOS DO MONTINHO!


A chancela da ALEMTUDOEDIÇÕES seria só por si uma garantia de sucesso. Agora, se lhe acrescentarmos um prefácio espectacular escrito pelo “vermelho” António Bagão Félix e uma superior introdução feita por esse mestre da “pena” que dá pelo nome de Aníbal Fernandes, (e que aqui a usa com a mestria a que as suas crónicas já nos habituaram), diremos que “Os petiscos do Montinho” têm todos os condimentos para serem um prato preferido por todos quanto gostam de leitura e não só.
A Maria José e o Fava merecem este testemunho, este reconhecimento pelo modo como têm sabido honrar a tradição da gastronomia alentejana.
Mas ter as receitas não é tudo. Para mim é quase nada. Eu bem leio o que lá está escrito, bem tento, mas a “coisa” não me sai bem. Acaba por me cheirar sempre a esturro! Até já sei algumas receitas de cór, como é o caso da sopa de beldroegas com queijo da página 63 (…e o gajo a dar-lhe com as beldroegas!!!) mas uma coisa é a teoria, outra é a prática, é o saber fazer. Por isso, o melhor mesmo é fazer uma visita à “Tasca do Montinho” quanto mais depressa melhor, banquetear-me com uma qualquer das suas super-iguarias e perguntar como se podem adquirir “As receitas da Maria José”.
Já sinto água na boca…juro!



domingo, 12 de agosto de 2007

RECEITAS DA MINHA AVÓ





Título da foto : "BELDROEGÁRIO DE AVIS"

SOPA DE BELDROEGAS

Ingredientes:Para 4 pessoas

2 molhos de beldroegas ;
2 cebolas ;
500 g de batatas ;
1,5 dl de azeite ;
1 cabeça de alhos ;
500 g de pão caseiro ou de 2ª ;
4 ovos ;
2 queijinhos frescos

Confecção:

Preparam-se as beldroegas aproveitando apenas as folhas. Os molhos devem ser grandes. Cortam-se as cebolas ás rodelas e alouram-se com o azeite. Juntam-se as folhas de beldroegas lavadas e deixam-se refogar muito bem mexendo com uma colher de pau. Regam-se com cerca de 2 litros de água e deixa-se levantar fervura.Retiram-se as peles brancas à cabeça dos alhos, que se introduz inteira (sem retirar a pele roxa de cada dente de alho) na panela com o caldo a ferver. Juntam-se ainda as batatas cortadas às rodelas grossas. Tempera-se a sopa de sal e deixa-se cozer.Na altura de servir, introduzem-se no caldo os ovos um a um e deixam-se escalfar. Por fim metem-se na panela os queijinhos cortados aos quartos.Tem-se o pão (de preferência alentejano) cortado ás fatias numa terrina e rega-se com o caldo.À parte servem-se as batatas, os ovos, as beldroegas e os queijinhos.

Poderá acontecer, porém, que alguns de vós, ou porque chegaram agora a Avis, ou porque já de cá abalaram há muito tempo, não saibam o que são beldroegas. Então poderão ampliar a foto junto e verificarem do que se trata, ou visitarem ao vivo o “Beldroegário de Avis", que se situa nas imediações do cruzamento da Rua António José de Almeida com a Rua 1º de Maio.
Se pelo nome das ruas mesmo assim não chegarem lá, então sempre lhes direi que o “Beldroegário” é entre o edifício dos Correios, e a loja dos Chineses, com fortíssima implantação junto à Loja dos Trezentos.
( Daí talvez a placa fazer referência a que o que se trespassa ou aluga é somente a loja …)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

LEPORÍDEOS NO CEMITÉRIO!


No cemitério de Sousel existe uma praga de coelhos que deambulam por entre as campas, chegando mesmo a escavar em algumas, de terra rasa. Introduzindo-se pelo portão e pelas saídas das águas pluviais, os seus excrementos são visíveis por quase todo o lado. As ervas também crescem a bom ritmo nos espaços entre as campas, a Igreja e paredes necessitam de ser caiadas, sendo que o encarregado, Sr. Francisco, diz que só ele não consegue dar conta de tanto trabalho, situação que afirma já ter denunciado ao seu superior hierárquico. Este afirma-lhe que não tem pessoal para mandar para lá, o que afinal se nos afiguraria ser de fácil resolução dado o número de desempregados naquele concelho e quem sabe se nalguns serviços de igual categoria não haverá pessoal a mais. Uma coisa é certa: o aspecto geral daquele cemitério é de nota muito baixa, sem que toda a responsabilidade tenha que ser atribuída ao Sr. Francisco. Ele diz que faz o que pode…
Comparado com o nosso cemitério em Avis, diríamos que o nosso é um cemitério de cinco estrelas.
Aproveito a oportunidade para dar os meus parabéns ao José António
pelo modo exemplar como desempenha as suas funções não só como coveiro, mas como responsável directo, por este espaço da Junta de Freguesia de Avis.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A LISTA!!!

A ideia não é inédita nem sequer recente. No entanto chegou agora por cá. Um comerciante de Avis resolveu expor na sua loja, a partir do dia 3 do corrente mês, uma lista de devedores de longa data (um remonta mesmo a 1997…) e parece que com algum êxito pois já se notam nomes cortados e ilegíveis, prova evidente de que as dívidas “riscadas” foram finalmente saldadas. Esta atitude demonstra uma grande coragem do comerciante em causa, apesar daquela lista, de cerca de 30 devedores, valer mais de 5 000 euros, e embora me dê a impressão que a mesma não é exaustiva.
Dei comigo a pensar o que seria de “conversas nesta terra” se todos os nossos comerciantes, com dívidas acumuladas, resolvessem expor os seus “devedores de estimação”. Não me enganarei muito se concluir que muito do “Jet-set” da nossa terra, aquele que se houvesse uma revista cor-de-rosa por cá seria tema de capa ou das folhas principais na dita revista, andará por aí com o rabo entalado. É vê-los e vê-las, de nariz empinado, super emproados(as), fazendo uma vida muito acima das suas possibilidades. Como? Desconheço, mas imagino.
Já sei! Eu não tenho nada a ver com isso. Mas aposto que você, que está de cara limpa, também já pensou nisso…Verdade?

sábado, 4 de agosto de 2007

BRUXOS À SOLTA EM AVIS!!!

Fui hoje contactado pessoalmente para ir trabalhar para o SHAMANIK FESTIVAL, por um indivíduo que se exprimia muito mal em Português. Com o meu mau inglês conseguimos entender-nos. Não, não nos entendemos ao ponto de ir trabalhar para o Festival. Mas chegou para eu ficar confuso.
Chegado a casa indaguei e então o que acontece é que se vai realizar entre 11 e 15 de Agosto, o grande “FESTIVAL DOS FEITICEIROS”, em Avis.
Como penso que ficará tão curioso quanto eu e para desfazer essa sua curiosidade dê uma espreitadela em: www.shamanikfestival.com.
Então e que tal?
Disto é que nos faz falta. Bruxo!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

FOTO PREMIADA

TÍTULO: CALMARIA
"DO CASTELO" tinha prometido que iria solicitar a foto premiada com o 3º prémio nos 18ºs Jogos Florais da Ameixoeira/2007 ( Lisboa). Sob o tema VERÃO, a foto aqui fica reproduzida sendo de salientar que a mesma é da autoria de um dos elementos do GRUPO DE FOTOGRAFIA DE AVIS.

terça-feira, 31 de julho de 2007

PEDRAS PRECIOSAS


Numa Conferência, um especialista em Gestão do Tempo colocou em cima da mesa um frasco grande de boca larga junto a uma bandeja com pedras.
Começou a meter pedras lá dentro até que encheu o frasco. Depois perguntou:
- Está cheio?
Toda a gente assentiu. Então, ele tirou debaixo da mesa um saco com gravilha. Meteu parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços que deixavam as pedras grandes. O especialista repetiu:
- Está cheio?
Desta vez, os assistentes duvidaram: talvez não.
-Muito bem!
E pousou na mesa um saco com areia que começou a despejar no frasco. A areia infiltrava-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pela gravilha. “Está cheio?”, perguntou de novo. “Não!”, exclamaram os assistentes.
Pegou num jarro de água, que começou a verter para dentro do frasco. O frasco absorvia a água sem transbordar.
- Bom, o que é que acabámos de demonstrar? – perguntou.
- Que não importa quão cheia está a nossa agenda, se quisermos, sempre conseguiremos fazer que nela caibam mais coisas – respondeu alguém.
Não! – concluiu o especialista – O que esta lição nos ensina é que, se não colocamos as pedras grandes primeiro, nunca poderemos colocá-las depois.
Quais são as grandes pedras nas nossas vidas? Os nossos filhos, a pessoa amada, os amigos, os nossos sonhos, a nossa saúde.
Ponham-nos sempre primeiro. O resto encontrará o seu lugar!
(- Ouvido num workshop da Associação para a Cooperação Entre os Povos, Lisboa)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

"PROIBIDO" ( ONTEM...E HOJE?)

TÍTULO : TRÊS EM UM!

Acabo de assistir, há menos de uma hora, a uma reportagem na SIC a que deram o nome de "ERA PROIBIDO”. Baseada num livro escrito e agora lançado por António Costa Santos, intitulado “PROIBIDO”, retrata uma série de proibições antes de 25 de Abril de 1974. Já ontem ( 26/7) a reportagem tinha sido emitida à noite, mas só hoje assisti à sua reprodução completa. Por curiosidade e porque vivi algumas das situações ali retratadas vou tentar comprar o livro e talvez que ainda aqui faça menção a algumas dessas proibições do “tempo da outra senhora”.
Entretanto, e até lá, deixo-vos esta fotografia que, por mera coincidência, obtive precisamente ontem num “monte” muito próximo dos limites do concelho de Avis e cujas proibições garanto que não estavam lá à data dos factos relatados em "Proibido"...
Quando e quem se atreverá a escrever as proibições actuais?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

DIÁLOGOS (IM)POSSÍVEIS "DO CASTELO"

A PLACA


Ia eu a subir pelo Arco da Torre da Rainha quando ouvi:
- Psst! Psst! Senhor da máquina…
Olhei em redor e não vi ninguém.
- Sou eu, esta placa “altalhona” que aqui está ao pé destas pequenas…
Fiquei admirado mas aproximei-me.
- Desculpe mas eu gostava de falar consigo um bocadinho…
- Tá bem, mas despacha-te que o sol bate aqui de chapa e está um calor do caraças…
- Eu sei senhor, eu sei, que o apanho aqui todos os dias…
- Mas afinal o que é que tu queres?
- Ó senhor, eu estou muito triste. Já viu que me puseram aqui duas placas novas, todas bonitas e para mim, que é suposto ser um sinal de trânsito ninguém repara em mim com olhos de ver? Já viu que eu não me pareço com coisa nenhuma? Sei lá…se calhar pareço para aí uma boca a que falta um dente ou outra coisa qualquer incompleta. Em tempos tive duas setas: uma azul (seria? já não me lembro) do lado direito que indicava que quem sobe tem prioridade e outra de uma cor preta/acastanhada do lado esquerda. Há anos que me caiu o dente, quer dizer, que me saltou a seta azul e agora para aqui estou inesteticamente tentando cumprir uma obrigação que faço mal – sou deficiente. Mais um(a) neste Portugal a cair aos bocados…
- Olha lá, não estarás a exagerar? Eu, que me lembre, sempre te conheci assim.
- Tenho tantos anos que já não sei há quanto tempo aqui estou, mas se calhar já aqui estou desde os tempos do Ti Tonho. E não acredito que eles me iam colocar aqui já defeituosa.
- Lá isso…
- E repare: a minha mana que está do lado de cima do arco, no Largo do Convento, apesar de ser minha irmã, tem as duas setas e é redonda. Porque é que eu hei-de ser diferente?
- Ó pá não te chateies com isso. Há coisas muito mais importantes para resolver.
- Isso diz você que não tem coração. Eu a precisar de ajuda, e nada…
- Tá bem, talvez eu vá tentar encontrar uma lata de tinta azul para te pintar todo o fundo; uma de tinta branca e pintar-te a seta que te falta do lado direito no sentido ascendente e pintar a outra seta de vermelho no sentido descendente. Ficas contente?
- Fico senhor. Olhe, tire-me um retrato para eu depois ver como era e como vou ficar. E para lhe pagar esse seu favor quero dizer-lhe que já pode passar ali para os lados da Cerca do Convento de carro. Vá lá ver que dizem que está bonito. À volta para cá conte-me.
…….///….

- Olha placa, já fui ver a cerca. Fui por aí fora no carrinho e sabes o que me aconteceu? Mesmo ao fim das obras, lá na Porta do Postigo é que estava uma placa a dizer que era proibido passar. Estás a ver, fiquei entalado! Aproveitei para visitar uma pessoa que mora ali para os lados da Rua das Videiras, deixei o pópó e fui a pé. Depois fiz inversão de marcha e quando cheguei junto ao Bar do Convento (passe a publicidade), o caminho estava barrado com uma trave assente em duas pedras. Estava entalado de novo. Lá tive que, a grande custo desviar a pesada trave, mais o contentor do lixo, passar e depois colocar a trave e o contentor no mesmo sítio. Ora se ali estivesse uma placa igual à que se encontra no final das obras eu não teria avançado e era tudo muito mais fácil para mim que até tenho uma hérnia discal.
- Talvez que agora o senhor já dê a devida atenção às placas…
- Tá bem, amiga, mas apesar disso gostei do que vi. O espaço está agradável e começa a ficar bonito à vista. Olha faz-me um favor: hás-de tentar saber se as árvores que colocaram na cerca, com a finalidade de fazer sombra, são primas das que estão no estacionamento automóvel do Largo Sérgio de Castro, que de sombra não têm nada…
- Sim senhor, mas só se você me trouxer a tinta branca, a vermelha e a azul…lembra-se da nossa conversa desta manhã?
- Chantagista!








domingo, 22 de julho de 2007

COLECCIONADORES OCASIONAIS

Tenho um amigo que mora lá para os arrabaldes de Avis, embora não resida na rua dos ditos. Há dias mostrou-me, orgulhoso, uma pequena colecção de moedas antigas (algumas anteriores à monarquia) que ao longo dos anos tem encontrado no seu quintal quando o vai cavando para fazer as sementeiras. Algumas são mesmo muito antigas e encontram-se, digo eu, que pouco percebo de numismática, em muito bom estado de conservação. Disse-me que um vizinho seu tinha encontrado há pouco tempo duas também bastante antigas no quintal, mas que estavam muito gastas e que as tinha dado a um amigo.
É de supor que quem tem quintais agricolamente trabalhados dentro do perímetro urbano da vila e mais ainda junto ou dentro das muralhas, que alguma vez tenha achado uma ou outra moeda e seria deveras interessante poderem-se reunir esses “coleccionadores ocasionais” em local público para se apreciarem as moedas que possuem.
Salvaguardando obviamente os seus pequenos tesouros tendo ainda que haver muito cuidado não fosse o nosso Engenheiro “indiplomado” saber e querer logo que o seu ministro das Finanças aplicasse um imposto aos detentores destas pequenas fortunas…
Haverá alguém que queira pegar nesta ideia?...

terça-feira, 17 de julho de 2007

PAGAR PARA APRENDER!


A crise toca a todos (ou quase...), mas por vezes fá-lo de uma forma mais marcante. Comigo aconteceu o mês passado. Tive necessidade de ultrapassar o limite que o banco me permite utilizar (conta-ordenado) por razões de ordem vária. Aconteceu. Foram-me debitados juros devedores o que são perfeitamente lógicos: se eu utilizei dinheiro que não era meu, é claro que teria que pagar juros por isso. Portanto até aqui não aprendi nada.
Costumo conferir os movimentos da conta e deparei com um débito de 16,50€ encabeçados pela descrição “ COM. 02 CRED. N”. Dirigi-me à Instituição bancária onde tenho a conta domiciliada e explicara-me que aquele pagamento se deve ao facto de ter utilizado a conta por duas vezes, para além do permitido. Isto é, por cada utilização efectuada para além do “plafond”, cobram a módica quantia de 8,25€ (mais imposto de selo), muito superior aos juros devedores.
Confesso que não sabia e a razão de trazer à praça pública esta situação é no sentido de o alertar a si, que descura estes pormenores, de que tal acontece.
E para não lhe acontecer como me aconteceu a mim que foi preciso pagar para aprender…

quarta-feira, 11 de julho de 2007


UM INFERNO CHAMADO ALCÓRREGO!


Faz hoje precisamente um ano que o Alcórrego esteve cercado pelas chamas que ameaçaram casas e campos em redor. Certamente que as memórias das gentes de Alcórrego não vão esquecer este dia de autêntico Inferno que viveram.
Junto quatro fotografias obtidas por alguém que viveu o drama por dentro e não esquece o som "tenebroso" do rapidíssimo avanço das chamas em direcção à aldeia causado por um forte vento irrespirável, do estalar das canas a arderem no ribeiro situado à direita de quem entra na localidade vindo de Avis, nem dos gritos de aflição de quantos viram os seus bens a arder ou em perigo de tal.








domingo, 8 de julho de 2007


LIBERDADE DE ESCOLHA CADA VEZ MAIS CONDICIONADA



Fui a uma consulta médica a Lisboa. De Especialidade como se depreende, pois caso contrário não seria necessário ir tão longe. O médico foi-me recomendado por pessoa amiga, a consulta não demorou muito tempo a ser marcada – particular, óbvio – e tudo decorreu normalmente até à altura em que o Sr. Dr. me disse que eu precisava de fazer umas análises clínicas. E mais, que “gostava” que as mesmas fossem feitas no Laboratório X situado na Avenida Y em Lisboa. Logo, não liguei, parece que não me apercebi bem, mas pelo caminho vim a matutar: então se eu em Avis tenho dois laboratórios que fazem análises, se um deles até é certificado, por que cargas de água hei-de ir fazer análises a Lisboa?
Não conheço o médico pessoalmente pelo que não posso afirmar nem negar que algo de particular e pessoal o move a aconselhar a que as análises sejam feitas no laboratório X. Mas lá que acho estranho, acho.
Vivemos numa liberdade cada vez mais condicionada. Eu arrisco-me a levar um raspanete mas vou fazer cá as análises no tal laboratório certificado e… seja o que Deus quiser!

sábado, 30 de junho de 2007

O POSITIVO E O NEGATIVO

FOTO 1 - O POSITIVO
FOTO 2 - O NEGATIVO

O POSITIVO:
Iniciou-se hoje, no Clube Náutico, o Troféu Mestre de Avis de Remo.
“DO CASTELO” louva esta iniciativa do Município que, além de divulgar um aproveitamento inesgotável da Albufeira do Maranhão em termos turísticos, desportivos e não só, proporcionou àqueles que a ela assistiram agradáveis momentos de puro e saudável entretenimento.
Ao que ouvi é uma iniciativa a repetir e com fortes possibilidades de internacionalização.
Parabéns pois, repito, por esta iniciativa.

O NEGATIVO
Uma placa aposta pelo Município de Avis junto ao Restaurante Água Doce diz, entre outras coisas, literalmente o seguinte: “É INTERDITO ACAMPAR FORA DO PARQUE DE CAMPISMO”. Ora bem, conforme a foto acima documenta estes “senhores” resolveram ignorar a recomendação colocada a escassos cinquenta metros e acampar ali mesmo fora do parque e num local destinado ao estacionamento dos carros. Parece que já ali estão há vários dias. Penso que tal deveria ser proibido por quem de direito pois que além do mais é uma afronta para quem utilizando o Parque paga as respectivas taxas. Informei-me e disseram-me que o parque se encontra muito longe de ter a sua capacidade esgotada. Sendo assim…
Pouco terá a ver com o assunto mas vem-me à memória uma situação que o Gaudêncio me contou quando explorava o Retiro da Ponte. Certa vez, uns caçadores “abancaram” na esplanada que aquele tinha junto do restaurante, puxaram das merendas e preparavam-se para utilizar as mesas e cadeiras do Gaudêncio para ali se banquetearem. Confesso que não já não me lembro o que é que ele fez mas, conhecendo eu o Gaudêncio como conheci, o mais normal foi ter corrido de lá com aqueles intrusos. Aqui se calhar deveria seguir-se o mesmo caminho.
Digo eu…