É um ritual que sigo escrupulosamente já vai para nove anos. No dia 1 de Maio vou ao cemitério de Avis visitar um amigo que faleceu de acidente precisamente em 1 de Maio de 1999. Depois, bem, depois sou levado por uma vontade mórbida de visitar mais não sei quantos amigos que ali estão. E vou, como o fiz hoje de manhã, calmamente, passando por entre as campas e recordando conversas, ditos, brincadeiras que tive com cada um deles. Alguns há que eu já nem tão pouco me lembrava que tinham falecido.
Chegado a casa ponho-me a recordá-los e vem-me à memória mais uma quantidade de amigos que sei lá estarem mas que hoje não os vi.
As fotografias falam mais que as inscrições nas lápides. Elas revelam nas expressões de quando foram tiradas um estado de alma que nada tem a ver com o seu estado actual. As lápides mostram por vezes alguma (muita) hipocrisia. E é aí, através das fotos, e do momento em que foram tiradas, que consigo estabelecer monólogos com quem ali espera por mim. Por serem meus amigos.
De tarde pôs-se chuvoso e frio. Sinto-me triste mas sei que não tem a ver com a minha visita de esta manhã.
Hei-de lá voltar, se mais não for, para encontrar-me com aqueles amigos que não visitei hoje: é lá que estão os meus amigos mais verdadeiros.
Chegado a casa ponho-me a recordá-los e vem-me à memória mais uma quantidade de amigos que sei lá estarem mas que hoje não os vi.
As fotografias falam mais que as inscrições nas lápides. Elas revelam nas expressões de quando foram tiradas um estado de alma que nada tem a ver com o seu estado actual. As lápides mostram por vezes alguma (muita) hipocrisia. E é aí, através das fotos, e do momento em que foram tiradas, que consigo estabelecer monólogos com quem ali espera por mim. Por serem meus amigos.
De tarde pôs-se chuvoso e frio. Sinto-me triste mas sei que não tem a ver com a minha visita de esta manhã.
Hei-de lá voltar, se mais não for, para encontrar-me com aqueles amigos que não visitei hoje: é lá que estão os meus amigos mais verdadeiros.





