quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

A FRASE DA SEMANA

"A CONCERTINA É A MINHA SEGUNDA VIDA" , Bernardo Póvoa
convidado dos Amigos de Aviz no seu Café com Letras de hoje, perante 25 pessoas
( se você tivesse ido seriam 26...)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

AMORES DA NOSSA TERRA


O AMOR TAMBÉM ENFERRUJA
( Avis - proximidades da rotunda na saída para Pavia)
Aos amores:
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
È um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

LUÍS DE CAMÕES

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Contracepção : Caminhos para uma sexualidade saudável

"A contracepção implica isso mesmo: a vivência da sexualidade de uma forma segura e saudável, sem o risco de uma gravidez indesejada. A escolha do método depende de vários factores, mas a responsabilidade deve ser sempre assumida pelos dois parceiros.

Uma relação sexual contém em si mesma a possibilidade de uma gravidez. Mesmo que seja a primeira vez. Mesmo que seja uma única vez. Essa possibilidade está sempre presente. Porque a única forma 100% eficaz de evitar uma gravidez é a abstinência – não manter relações sexuais.
Se esta não for uma alternativa, então qualquer relação sexual com penetração vaginal pode
ter como consequência o encontro de um espermatozóide com um óvulo sinónimo de gravidez. Todavia, é possível viver a sexualidade sem correr esse risco, entendendo-se risco num contexto em que o nascimento de um filho não é desejado.

(….)"

Excerto de um texto extraído da Revista Farmácia Saúde Nº 124, de Janeiro de 2007, em distribuição gratuita na sua farmácia.
Pode ler ainda interessantes temas como a “Tosse, um mecanismo de defesa”, “Grau a grau…(febre), “Sinais da Adolescência” ou “Obsessões & Compulsões” entre outros.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

POIS CLARO, SIM PORQUE SIM!



Recebi há momentos o seguinte mail da minha prima Libertina da Conceição, que passo a transcrever:

“ Querido priminho, ganhámos!
São quase oito e dez da noite e encontro-me aqui no Hospital de Santa Maria onde me vim inscrever para fazer o meu primeiro aborto “legal”. Ainda só fecharam as urnas há cerca de dez minutos mas olha que eu já fiquei com a senha nº 2118. Ainda bem que trouxe o PC portátil para me ir entretendo. Como sabes, ai não! Desculpa tu não sabes, o primo Januário é que sabe que eu estou grávida de dez semanas. Faz hoje precisamente dez semanas. Por isso me vim inscrever já, para fazer aqui o meu aborto voluntário e por minha própria iniciativa, sem criminalidades, tudo nos conformes! Eu sei como estas coisas da saúde em Portugal funcionam e sei que mesmo inscrevendo-me hoje, se calhar só daqui a dois ou três meses é que me fazem o aborto. Mas o que conta é a inscrição e essa vai ser feita com a data de hoje, dia 11 de Fevereiro. E assim como assim, se por acaso eu não quiser fazer o aborto fico já com a ficha preenchida para a próxima vez. Ai primo, que até me estou a envergonhar… Tu lembras-te quando a tua mãe dizia que eu era assim a modos como as gatas, que era um dentro outro fora? O que é que tu queres? É a sina das pessoas.
Olha, agora dei um grande avanço na bicha para a inscrição. Sabes porquê? É que constou-se que no Hospital de S. José, quem se inscrever hoje, por cada seis abortos feitos num ano, dão um de borla. Estás a ver, sempre é dinheiro…mas eu não saio daqui, ainda por cima quem está cá a fazer as inscrições é aquele giraço dos Casais do Mato que tem um Clio azul e morava ao pé do jardim. Lembras-te?
Não imaginas como estou contente por esta coisa do Sim ter ganho. Porquê? dirás tu. Porque Sim, digo-te eu. Porque o Sr. Ministro vai “vincular” o nosso sim! Olha está a começar a chover e eu vou-me abrigar aqui debaixo do guarda-chuva de um senhor muito bem parecido e que deve ser de "massas", e que aqui está a marcar vez para uma amante que tem na Brandoa e pensa engravidar para a semana que vem ou para a outra.
Adeus primo e muitas saudades da tua prima Libertina, Tina para os mais íntimos.”

Devo confessar-vos que esta minha prima não é muito escorreita, pelo que me limito a deixar-vos o mail e não fazer mais quaisquer comentários, pois em boa verdade me parece que tudo o que ela me diz deve ser uma grande mentira...

sábado, 10 de fevereiro de 2007

pelo SIM, pelo NÃO...


Já me encontro em pleno gozo das minhas faculdades cívicas num recolhimento de reflexão e de tentativa de auto-esclarecimento, de arrumar, de filtrar toda a informação que me foi debitada sobre o aborto. Estou (ainda estou) confuso. “Porque és burro!”, dirá você caro leitor que vê em mim, tal como você, um acérrimo defensor do SIM e “Porque és burro!”, dirá igualmente você para quem eu sou, tal como você, afinal um mais que evidente defensor do NÃO. E eu, perante as vossas certezas chego a julgar-me mesmo burro. Afinal o que é que eu faço?
Os do SIM dizem que votar SIM é defender a vida humana. Mas o meu cardiologista disse-me que não pode votar sim porque todos os dias se esforça para manter vivas pessoas a quem resta pouca esperança de vida e por isso não pode contribuir para a morte de um ser que tem toda uma vida pela frente. Em que ficamos? Afinal o que é que eu faço?
Os do NÃO dizem que há que defender a vida de um ser a emergir esquecendo a vida da mãe, enquanto os do SIM defendem a vida da mãe esquecendo a vida do ser a emergir. Afinal o que é que eu faço?
Os do SIM dizem-me que se ganharem, abortar vai ficar economicamente mais barato mas os do NÃO dizem-me que o Ministro Correia de Campos já faz contas ao encaixe que vai facturar com os abortos legalmente assistidos. Afinal o que é que eu faço?
Os do SIM dizem que se o NÃO ganhar não se mexe na lei, fica tudo como está, tomando assim uma posição de força não dialogante, o que vai contra os meus princípios. Afinal que é que eu faço?
Os movimentos que começaram por ser de formação espontânea(?), de movimentos cívicos depressa se partidarizaram: na sua generalidade, os do centro/direita votam NÃO os do centro/esquerda votam SIM. E eu, afinal o que é que eu faço?
A campanha acabou há pouco mais de uma hora e de então par cá estou sozinho, pensativo, pesando os prós e os contras, sem saber o que fazer e com as unhas já roídas até ao sabugo. Vai ser um martírio até Domingo à hora da abertura das urnas. Nesse dia lá estarei bem cedo para me livrar deste peso que é a indecisão. E aí, afinal o que é que eu faço?
Mas agora sabem o que é que eu faço? Vou tomar um Pacinone 40mg (um não, dois: um pelo SIM e outro pelo NÃO) para ver se ao menos durmo descansado sobre este assunto, no pressuposto de que a noite é boa companheira, e de que adormeça na esperança de logo, acordar mais iluminado.
Ah! E você não se esqueça: amanhã, pelo SIM pelo NÃO, vá votar também. Combinado?

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

IMAGENS DA NOSSA TERRA


GATO ESCONDIDO COM O RABO DE FORA...

Este gato começou mais cedo o período de reflexão em relação ao voto do próximo dia 11. Assim, subiu hoje mesmo a uma árvore junto do depósito da água em Avis, pensando que se as mães dos dois cães que que se encontravam "cá" em baixo e não o deixavam descer, tivessem abortado em devido tempo, ele, gato, não teria agora necessidade de ser ter refugiado lá tão alto...

Há teorias para tudo!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

aponte E O MISTÉRIO DO PRESIDENTE DA JUNTA...

Tinha ficado intrigado com o facto da foto do “nosso” Presidente da Junta ter sido escolhida para figurar na capa do Jornal aponte nº101, do presente mês de Fevereiro. Confesso que não compreendia muito bem o porquê dessa escolha, embora, por outro lado, também não vislumbrasse nada que o impedisse de ser escolhido para tal. Só que aponte, de há uns tempos a esta parte, está apostada em surpreender-nos (me). Como se pode ver pela foto acima, não houve uma mas sim “três” pontes diferentes, consoante o concelho onde foi feita a sua venda e divulgação. Está assim desfeito o mistério do Presidente...
Parabéns aos jornalistas João L. Ruivo e Silva Fernandes, independentemente de quem tenha sido a ideia.
Não há dúvidas: maisponte(s) equivale(m) a maisponto(s)!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

domingo, 4 de fevereiro de 2007

POR AQUELES QUE TÊM O REI NA BARRIGA, EU VOTO SIM!

Topamos com eles todos os dias e nas mais diversas profissões, mas principalmente nos serviços públicos. Atendem-nos por favor, põem uma postura superior, olham-nos de alto a baixo com desdém, ou atendem-nos sem tirarem os olhos do computador, como quem está a fazer um grande sacrifício por nos atenderem, esquecendo-se que somos nós, contribuintes, utentes, clientes, que lhes pagamos o ordenado. São um mal que não é só do concelho de Avis, mas também o é!
Assim de repente vêm-me à ideia meia dúzia de nomes que encontrávamos por aqui e que fugiam a essa regra que agora se institucionalizou: nas Finanças o Sr. Pereira, no Cartório Notarial o Sr. Simão, felizmente ainda entre nós, mas aposentados; na Banca o Sr. Vilela de Sousa, na Câmara o Sr. José de Matos, no comércio o Sr. Maurício Arrenega e o Sr. Manuel Manata; no Centro de Saúde o Sr. Dr. Bugalho, estes, infelizmente, já todos falecidos. Outros haverá certamente que de momento não me ocorrem. Eram de outra geração, dir-me-ão. Mas eram detentores de uma saber cativador e não se importavam de ir além daquilo que agora se chama o “conteúdo funcional”, nem de fazer algum trabalho não remunerado ou com qualquer outro tipo de compensação. Muito deste mal advém do facto de a maior parte destes “empanturrados” actuais terem assentado praça como generais, não subiram a pulso, não sabem assim dar valor a essa palavra tão esventrada de sentido e por muitos deles badalada, que é HUMANIZAÇÃO.
Para todos aqueles que vivem como se tivessem o rei na barriga eu VOTO SIM no próximo referendo: abortem com a maior urgência possível a arrogância que transportam dentro de vós e afinal vos transforma em maus profissionais. Garanto que não haverá Juiz que tenha a coragem de vos condenar!
Esta será certamente a escolha mais sensata.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

AFINAL O QUE É ISSO DE "CAUSAS FRACTURANTES"?

A AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ-ASSOCIAÇÃO CULTURAL, vai tratar no próximo Café com Letras, de "Causas Fracturantes". Não percebendo bem o que é que eles queriam dizer com isso das ditas causas fracturantes, perguntei junto de um dos membros da Direcção e ele deu-me o seguinte convite que me disse ser extensivo a todos aqueles que quiserem assistir a este Café Especial:



CONVITE:


Ser ou não assertivo(a)!
Afinal, o que é a assertividade? Como pô-la em prática no nosso dia-a-dia? Ser-nos-á útil para debater, discutir ou simplesmente opinar sobre, por exemplo, os chamados “assuntos delicados”, ou também designados de “causas fracturantes” da sociedade portuguesa? Precisamente, agora, que se debate a interrupção voluntária da gravidez, com a subsequente consulta popular do dia 11 de Fevereiro, ou quando a amiúde se fala da eutanásia ou até dos casamentos homossexuais, o ser assertivo(a) melhora a nossa capacidade de intervenção social?

Estas são algumas das questões que serão debatidas no próximo dia
1 de FEVEREIRO (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.


Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como oradora a Dra. Tânia Godinho, Psicóloga.


Avis, 22 de Janeiro de 2007.


O Presidente da Direcção


Francisco Alexandre



Para já fiquei esclarecido e lá estarei para saber contar. E você não vai porquê?

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

IMAGENS DA NOSSA TERRA

PINTASSILGOS NA NEVE (FONTE FERREIRA/AVIS)
Para quem já não se lembrava aqui fica o testemunho de que faz hoje precisamente um ano que nevou pelas terras do Mestre, e não só.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

EMPREGOS PRECÁRIOS!

Faz hoje oito dias fui ao Paga-Pouco em Évora e a situação que lhes vou descrever demonstra bem o que é ter um emprego precário.
Casualmente reparei que uma viatura de transporte de móveis daquela firma possuía o pneu da roda do lado esquerdo à frente literalmente liso, mais: os arames já estavam à vista, o que, como é óbvio representava não só um perigo para quem se fizesse transportar naquela viatura como igualmente para quem eventualmente se cruzassem com ela e sofresse as consequências de um acidente provocado pelo rebentamento do referido pneu. Ocasionalmente, nessa altura, chegou o condutor a quem eu delicadamente chamei a atenção para aquela situação. O mesmo respondeu-me que já tinha avisado o seu superior hierárquico e este lhe tinha dito que não havia tempo para mudar o pneu.
O condutor era uma pessoa nova e era fácil adivinhar-se ali um contrato a prazo que teria de ser renovado a todo o custo, mesmo que isso representasse o colocar em perigo a sua integridade física e a dos outros. Ele já avisara uma vez e se avisasse outra o mais certo era dizerem-lhe que se ele não queria trabalhar naquelas condições outro estaria já desejoso de ocupar o lugar dele. Tal não aconteceria se o emprego tivesse outro vínculo que não o de um precário contrato a prazo.
E é assim que se vai vivendo neste mundo cão onde empresas como os célebre Móveis de todo o Mundo colocam carrinhas a rodar sem as necessárias condições de segurança. Repito, esta desloca-se (ou deslocava-se) na Horta das Figueiras, em Évora. (Esqueci-me de tirar a matrícula da mesma...)
Só para terminar: há dias telefonou-me uma senhora da TV Cabo, que, não sendo daquelas chatas que querem vender a todo o custo, me disse que se encontrava a trabalhar com contratos a…quinze dias.
Onde está a estabilidade de emprego que por arrastamento trará todo o equilíbrio de uma família mínima e economicamente saudável e não só?

domingo, 21 de janeiro de 2007

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

EQUIPAS DA NOSSA TERRA



A equipa da Junta de Freguesia de Avis não brinca em serviço!

(Zé, bendito sejais vós entre as mulheres...)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

40 000 VISITAS É MUITA VISITA...

Parabéns a você que efectuou a visita nº 40 000 aqui "DO CASTELO".
Como prémio pela preferência dos seus leitores, "DO CASTELO" informa que você terá direito a uma bebida até ao valor de €2,50 (dois euros e cinquenta cêntimos) se chegar junto do Ricardo ( cervejaria A MOAGEM) e disser que foi você quem marcou a presença nº 40 000 aqui no meu blogue.
É claro que só haverá lugar ao pagamento de uma bebida. Percebido?
Com a crise que corre, garanto que não posso fazer mais nada, pelo que é de aproveitar.... ah! o prazo termina à meia-noite de quinta para sexta-feira ( 18 para 19 de Janeiro).
Certo?
Obrigado a todos que vão tendo a paciência de por aqui ir passando mesmo que não haja nada de novo...

domingo, 14 de janeiro de 2007

I BLOGUERPAPER DO CASTELO

FOTO 1


FOTO 2


FOTO 3


O I Bloguerpaper DO CASTELO destina-se a todos aqueles que usualmente passam por este blogue e consiste em responderem-me a uma pergunta muito simples. Não, não é preciso saberem quem foi "o cliente mistério que esteve aqui"(Foto 1). Basta que me digam onde se encontra colocado este dístico.
Quanto a prémios, bem, haverá um prémio à escolha do vencedor ( se houver mais que um vencedor far-se-á um sorteio) e que poderá ser: a camioneta da toto 2, em bom estado de conservação, pois há vários anos que não "anda" isto é, há vários anos que não faz quilómetros e pode ser observada na zona industrial de Avis; a carroça da foto 2, com pouco mais que a rodagem feita e que se encontra estacionada há vários meses debaixo de uma oliveira à saída de Avis na direcção do Alcórrego; por fim e se nenhum destes prémios lhe servir, poderá optar por uma "mini" fresquinha.
Como vê é fácil: você descobre o enigma e o prémio é você mesmo que escolhe!
Participe. Ajude a transformar este I Bloguerpaper DO CASTELO num sucesso!
Conto consigo!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

PEDIRAM-ME E EU...

Pediram-me e eu anuncio que:

VENDE-SE CARRINHA PARA TRANSPORTE DE PÃO

CARACTERISTICAS:

- UM SÓ DONO
-MARCA – CITROEN
-AR CONDICIONADO
-TRÊS LUGARES
-ANO DE MATRICULA – ABRIL 2006
-KILOMETRAGEM: 22 000 KM
-COMBUSTÍVEL GASÓLEO
-TRATA O PRÓPRIO: 91 81 83 863
-MOTIVO – ENCERRAMENO DE ACTIVIDADE


Bons negócios...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

AVIS TEM QUE CONTINUAR A SER UMA VILA LIMPA!

As nossas ruas estão a ficar com um aspecto de muito sujinhas. Pelo menos algumas. Por exemplo, ainda são bem visíveis os restos dos despojos dos guerreiros que se aventuraram na corrida de S. Silvestre: copos e garrafas de plástico na maioria das ruas por onde passaram, dão um ar de abandono a uma terra que se quer limpa e cada dia mais bonita. E a S. Silvestre já foi há tanto tempo!
Até parece que nem todas as ruas fazem parte do perímetro urbano da vila de Avis, tal o esquecimento a que estão votadas em termos de limpeza.
Se houvesse um prémio para o melhor varredor de ruas
e esse prémio fosse atribuído por mim, seria entregue sem dúvidas, ao Chico, apesar de ele “actuar” muito longe da minha casa…
Como em todos os serviços há bons e maus funcionários e o Chico, além de ser do Benfica, é dos bons.
Parabéns para ele que teima em manter a nossa terra limpa de modo a deixar boa impressão a quem nos visita.
Se muitos prédios se encontram em tal estado de degradação que nos tiram o título de vila branca, ao menos que a limpeza das ruas nos continue a permitir ser uma vila limpa!

domingo, 7 de janeiro de 2007

DÁ QUE PENSAR!

O último Semanário Expresso do ano passado, de 30 de Dezembro, alerta-nos para uma situação que merece a nossa melhor reflexão.
Sob o título “ DE NOVO A FOME”, José Frota conclui que “ em cada 100 alentejanos mais de 30 vivem na pobreza. A ajuda alimentar não chega a todos” e começa assim a sua crónica:
“Meio-dia de terça-feira em Évora. Junto a uma porta discreta do edifício-sede da Fundação Alentejo - Terra Mãe, jovens excluídos à procura de trabalho, adultos desempregados de longa duração e idosos com reformas muito baixas esperam numa fila ordem de entrada num pequeno refeitório, onde aquela instituição fornece, desde Setembro, uma refeição gratuita a todos os que precisam de mitigar a fome. E mal a porta se abre precipitam-se para o seu interior. Recebem uma sopa de grão e um pão com chouriço que poderão consumir ali ou levar para casa.”
Mais números:
"48% da população alentejana, segundo dados do INE, é constituída por pensionistas e reformados que auferem em média 265 euros mensais;
A taxa de desemprego (9,3%) é a mais elevada do país;
60% da população activa é composta por trabalhadores não qualificados. "

É preocupante a situação aqui denunciada e que infelizmente não é só de Évora. Mais preocupante ainda quando tentamos vislumbrar alguma saída para esta situação e não a vislumbramos, antes pelo contrário nos apercebemos que a fome e a exclusão social estão cada vez mais arreigados à maioria das vilas e aldeias do nosso Alentejo.
E Avis está nessa rota…

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

IMAGENS (BONITAS) DA NOSSA TERRA!

BENA BY NIGHT, que numa tradução livre quererá dizer mais ou menos Benavila à noite. ( Vista da ponte, do lado da Senhora de Entre-Águas. Se clicar na foto obterá uma ampliação do tamanho do seu ecrã...)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

"OS PIRATAS DE AVIS" - já em exibição em qualquer rua perto de si

Avis, como povo filho de marinheiros à beira barragem plantado também já tem os seus piratas. Contaram-me e eu nem queria acreditar que isto pudesse acontecer.
Comecei por ver no dicionário o significado de “pirata” – s. m., aquele que cruza os mares para roubar os navios; fig. ladrão, malandro (lat. Pirãta, do gr. Peiratés).
Construí a imagem e realmente o nome está bem aplicado. Estes nossos piratas (e temos piratas-machos e piratas-fêmeas) não cruzam os mares para roubar os navios mas cruzam as nossas ruas para roubarem a rede da Internet, utilizando abusivamente, através dos seus computadores portáteis, um serviço pelo qual nada pagam mas que vai onerar a despesa daqueles que estando registados para poderem usufruir desse serviço, não estão salvaguardados destes ataques malandros. Mal comparado é assim a modos como os ciganos quando estavam no Alto de S. Sebastião: tinham uma ligação directa dos cabos da EDP para as barracas e não pagavam electricidade. Mas é claro que há diferenças: os piratas não têm cabos estendidos, à vista de todos e a despesa que fazem recai sobre um só utilizador legalizado com Intenet, enquanto a despesa dos ciganos era repartida por toda a comunidade.
Segundo me contaram, os piratas de Avis atacam entre outros locais, nas imediações dos Bombeiros, da Casa do Benfica e na parte Este da Rua António Alberto Ferreira Franco.
Você caro leitor e amigo, previna-se. Eu por mim estou alerta! Se virem por aí um(a) qualquer piratinha com uma pala já sabem que fui eu. É que tenho a minha pressão de ar junto ao computador e carro que se me torne suspeito nas redondezas da minha casa, o(a) condutor(a) vai levar uma chumbadela e é assim: eu vou fazer pontaria a uma “nalga” (s.f. o m.q.nádega) mas posso, inadvertidamente acertar-lhe no olho…

domingo, 31 de dezembro de 2006

AS ÚLTIMAS TRÊS IMAGENS DA NOSSA TERRA EM 2006

FOTO 1




FOTO 2





FOTO 3




Se é verdade que uma imagem vale mais que mil palavras vou ser parco nelas.
Estas três fotos foram obtidas num curto espaço de cerca de 100 metros.



FOTO 1 – Imediatamente antes de entrar na ponte da estrada que dá acesso a Valongo vindo de Benavila.
Que este lixo seja todo o lixo que 2006 por aí andou espalhando com corrupção, assaltos, falsas moralidades, assassínios, pedofilia. Pelo mau exemplo que representa(ou), que seja rapidamente transportado para o aterro do nosso descontentamento de modo a que nos permita perspectivar um 2007 mais limpo e menos poluído, em todos os sentidos.




FOTO 2 – Obtida sensivelmente ao meio da referida ponte. Esta imagem faz-nos compreender como o mundo é belo e que depois de um pôr-do-sol, embora venha uma noite que pode ser muito escura, seguir-se-á inevitavelmente uma nova aurora e um novo dia de esperança.




FOTO 3 – Obtida após passar a ponte e na mesma direcção. O ecoponto é um sinal de mudança (será?) nos nossos hábitos que nos permite encarar o futuro com melhores perspectivas. Tudo, mas tudo, pode ser reciclado. Até as nossas atitudes. Já pensou nisso?
Afinal o lixo já ficou lá para trás…


Para todos vós um Feliz Ano de 2007 (ah! E para mim também…)




sábado, 30 de dezembro de 2006

IMAGENS (no mínimo) CURIOSAS DA NOSSA TERRA!

Na Rua de Joaquim de Figueiredo, em Avis, "DO CASTELO" captou hoje mesmo a imagem de alguém que se preparava para assaltar esta loja, respondendo assim ao convite dos seus proprietários (empurre s.f.f.).
A foto foi entregue à Polícia encontrando-se o caso em segredo de justiça...


sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

DOCES E LENDAS DAS NOSSAS TERRAS!


Mão amiga e não menos invejosa pela minha silhueta de manequim, fez-me chegar um doce conventual que necessariamente com as filhós, azevias e bolo-rei acaba inevitavelmente por me desfigurar um pouco. Mas qualquer dia tudo volta ao normal pois que a época das amêndoas doces só acontecerá lá para a Páscoa e conventuais só para o próximo Natal...
A caixa do referido doce traz a transcrição da sua origem e por ser deveras curiosa passo a transcrevê-la, até porque hoje não consegui inserir três fotografias que tirei e que eram oportunas colocar neste blogue. Talvez depois de pedir ajuda as consiga inserir. Mas vamos ao que para já nos interessa:

"Pastelaria Conventual – Pão de Rala

É Lenda que Embeleza a História

Corria o terceiro quartel do séc. XVI e reinava o jovem D. Sebastião. A tranquilidade das freiras xabreganas do Convento de Santa Helena do Calvário, nesta cidade de Évora, quebrou-se com a notícia da visita real.
Foi um alvoroço com a chegada da comitiva. A dada altura, um valido experimentado nas coisas protocolares, lembra à Madre Abadessa, que era uso oferecer um refrigério a Sua Majestade, sobretudo naquela tarde de Junho com o sol a zurzir na charneca. A monja respondeu com freirático sorriso, que só havia “pão ralo”, azeitonas e água. E foi o que veio. O monarca comeu e apreciou. Chegado ao Paço, despachou compensadora tença em benefício do pobre convento.
Em agradecimento, a criatividade monástica, retribuiu com esta doce alegoria conhecida por Pão de Rala, onde não faltam as azeitonas de massapão escurecidas com cacau, que fez as delícias do Régio Senhor e de todos nós. "

(Porque efectivamente é muito bom, aconselho a que o compre na Rua do Cicioso, Nº47 – Telf. 266 707 778 – 7000-658 Évora, fabrico próprio de Maria Ercília)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

GENTE BOA DA NOSSA TERRA

TIAGO GARRINHAS foi hoje presença no programa Você naTV, programa da TVI. Cantou e encantou mostrando um à vontade quase profissional.
Pela forma como soube dignificar o nome de Avis, "DO CASTELO" endereça-lhe os parabéns e deseja que os seus sonhos de menino se concretizem já em 2007.
Força, rapaz!

"BARBATANAR" DE CARLOS CANHOTO


O “BOA MEMÓRIA” avisou-me de que já se encontravam na Biblioteca Municipal três exemplares do livro “Barbatanar” do autor do mês. E hoje mesmo lá fui eu ver se apanhava algum exemplar para matar a minha curiosidade. Em vez de um estavam lá os três! Não é novidade para ninguém que as bibliotecas no seu sistema tradicional estão a cair cada vez mais em desuso. Até o próprio livro impresso, com folhas palpáveis cada vez irá tendo menos aceitação sendo que num futuro mais ou menos próximo ninguém já “lamberá” a ponta dos dedos para mudar a página. A Net ou outro qualquer sistema encarregar-se-á de no-lo fazer por nós. Mas voltemos ao “Barbatanar”.
Fui informado que o nosso “compadre” Carlos Canhoto deu uma volta por aqui “DO CASTELO” o que muito me orgulha e que foi por ele que soube não existirem, à data, livros seus na Biblioteca, apesar de terem tido o apoio do Município de Avis para a sua feitura. Hoje trouxe pois um exemplar e claro que o li de seguida. Pensava que iria encontrar um romance e deparei com um livro que nem sei bem classificar. Para infantil acho-o demasiado grande e com uma liguagem algo rebuscada para a sua compreensão pelo que o classificarei numa camada etária um pouco mais velha, talvez “Juvenil/adulta”. Gostei do modo como o autor expõe as suas ideias, talvez com algumas situações vividas de perto, algo realistas. De tal modo que imaginei passar a ponte de Pavia, no sentido Avis-Pavia e ver a brincar a Flu do lado direito da ponte mais a meia-dúzia de centenas de irmãozinhos! Mas logo conclui que não, pois ali não há tainhas…
Depois fez-me recordar a mim também tempos passados em que contribuí para a extinção dos saramugos, comendo alguns fritos, numa altura em que eles ainda abundavam no Guadiana e seus afluentes. De tal modo eles, os saramugos, estão ligados à minha infância que guardo a página Nº 96 da Revista Visão de 6 de Abril de 2000, em que sob o título “ O fóssil-vivo – após 36 milhões de anos, o saramugo, um pequeno peixe prateado, corre perigo de vida e pode desaparecer do Guadiana” se afirma entre outras coisas, e passo a citar: “ Fóssil-vivo, o saramugo (Anaecypris hispanica) habita o planeta há 36 milhões de anos, desde muito antes do aparecimento do Homem…….Cabe a Portugal lutar pela sobrevivência do saramugo, um peixe raro cuja distribuição mundial se confina à bacia do Guadiana”. Amigo Carlos Canhoto, se me ler de novo, compreenderá que se outros motivos não houvessem, mas há evidentemente, só por isso (pelos nossos comuns amigos saramugos) já tinha sido importante ler o seu livro.
Não deixa de ser curioso que sem saber que os seu peixes “barbatanavam” também eu quis “barbatanar…”
Fiquei triste por o pai-peixe não ter respondido à pergunta da Flu: - E o que são os amores? (pág. 18)
Parabéns para si que escreveu o livro e a si que não escreveu este livro (ou outro) recomendo-lhe que passe pela nossa Biblioteca e leve este livro aqui mencionado ou outro.
Pois se eu sei que ás vezes até anda chateado sem saber o que fazer, porque não ir até à Biblioteca?
Vá lá! Apareça que não se vai arrepender.
27 DEZEMBRO 2006

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

ONTEM BRINQUEI AO FAZ DE CONTA, com alguma rima mas (propositadamente) sem métrica ou pontuação por onde se lhe pegue....


Ontem brinquei ao faz de conta dos poetas
E fiz uma quadras, umas cantigas,
Coloquei as palavras quase certas
Deitei a métrica e a pontuação às ortigas!

Ontem fiz de conta que brinquei ao faz de conta
Como se tivera precisamente sete anos
Tal e qual como quando era uma criança, meio tonta
Que desconhecia ainda da vida os desenganos!

Ontem fiz de conta que minha mãe não morreu
E que nem sequer é aquela estrela brilhante
Que a nuvem negra da morte escondeu,
E que jamais me olvidou no seu esplendor radiante!

Ontem fiz de conta que era mil nove cinquenta e sete
Que está um frio que nos faz até tremer
E que o meu paizinho ainda me promete
Que vão chegar muito boas prendas para eu ter!

Ontem fiz de conta que tu, minha mãe, fazias
Não só para mim mas para nós
Meia dúzia de azevias
Depois mais meia dúzia de filhós!

Ontem fiz de conta que o meu adorado pai
Já limpara a chaminé sem eu mesmo saber
Pois vai ser ali por ela que a apetecida prenda cai
Quando o Menino Jesus descer!

Ontem fiz de conta que o meu sapatinho
Vai ter poucos presentes
Por ser assim tão pequerruchinho
Só terá coisas mais urgentes.

Ontem fiz de conta que acreditava
Ainda no Menino Jesus ou Pai Natal
E que não era os meus pais quem comprava
E isso não me fez sentir nada mal.

Ontem fiz de conta que já estava deitado
À espera do meu ansiado Menino
Com um olho aberto e outro fechado
Tal qual como quando era pequenino.

Ontem fiz de conta que já era velho
Com umas enormes barbas brancas
Mirei-me no meu partido espelho
E descortinei milhões de rugas. Ena tantas…

Ontem fiz de conta que não há crianças mal tratadas
Que todas saltam e brincam felizes
Dia a dia esperançadas
Na vontade de deixarem de ser petizes.

Ontem fiz de conta que era um bom cidadão
Lembrei-me dos meus amigos
E no grande livro do coração
Li o nome dos que são mais antigos.

Ontem fiz de conta com uma prendinha
Colocada lá bem no fundo do sapatinho:
Feita de chocolate, uma sombrinha
E do mesmo doce um pequenino ratinho.

Ontem…bem, ontem fiz de conta que havia paz
Em toda a parte do mundo
E assim, finalmente, fui capaz
De entrar num sono profundo.

“DO CASTELO”, 24 de Dezembro de 2006

sábado, 23 de dezembro de 2006

BOAS FESTAS!


(Presépio dos Bombeiros Voluntários Avisenses)
"DO CASTELO" DESEJA A TODOS OS SEUS LEITORES ( EM ESPECIAL A SI QUE ME ESTÁ A LER NESTE MOMENTO) UM SANTO NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO ( que falta de imaginação a minha!!!)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

aponte o Ecos e o cidadão Dr. Taveira Pinto


Chegaram-me os dois Jornais Regionalistas que cobrem a área do nosso concelho, ao mesmo tempo à minha mão: aponte e o Ecos do Sôr. Uma Ponte menos volumosa e um Ecos mais encorpado. Por questões de hábito costumo ler aponte de fio a pavio enquanto no Ecos leio primeiro os títulos e apenas leio os artigos mais convidativos sendo que entre esses estão sempre as crónicas dos meus amigos Lino Mendes e Mariano Sabino dos Santos. Só por isso já vale a pena!
Despertou-me atenção o facto de a “posta-restante” de aponte, que era suposto ser ocupada por correspondência dos leitores, o ser por parte da Direcção. É a prova mais que evidente que os leitores são pouco colaborantes com os seus jornais. A partir desta “Posta-restante” dediquei-me a analisar as mais que justas queixas/lamentos/desabafos/ aqui vinculada(o)s e realmente tenho que dar razão à direcção de aponte. O cidadão Dr. Taveira Pinto, (que não é a mesma coisa que o Presidente da Câmara de Ponte de Sôr) efectivamente vive de costas voltado para um dos jornais editados na cidade de que temporariamente é “chefe” administrativo. Ao que julgo saber isto são ranços muito antigos que já se arrastam dos tempos em que o Dr. Santana Maia (seu opositor político) era director de aponte.
Não duvido da independência do Ecos em relação ao poder local, nem é isso que está em causa, mas estranha-se a maneira discriminatória como o cidadão Dr. Taveira Pinto (repito não o Presidente da Câmara) trata um e outro jornal: no Ecos uma página inteira paga pela Câmara (não pelo cidadão Dr. Taveira Pinto) deseja as boas festas aos Munícipes, em aponte nem uma linha…de boas festas ou de qualquer outra publicidade institucional.
O Dr. Taveira Pinto, com esta atitude está não só a marginalizar um órgão de comunicação social da sua cidade, como está a marginalizar os leitores desse mesmo órgão de comunicação social para quem deveria ter um pouco mais de consideração.
Apesar de tudo, “DO CASTELO” deseja ao Dr. Taveira Pinto, enquanto cidadão e enquanto Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sôr, um Feliz e Santo Natal e os votos de que o ano de 2007 lhe permita arrumar melhor as suas ideias democráticas.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

A BÓFIA DE AVIS(??!!)

Passo a relatar o que ouvi, sem fazer qualquer comentário ou segundas intenções:
Cerca das 14:22h de hoje, na Rádio Portalegre e no programa de discos pedidos identifica-se o solicitador do disco: Florival Bragança, de Avis. Porque os discos têm dedicatória, quando tal se pretende, o Florival Bragança dedica o disco a vários familiares e…à Bófia de Avis! O locutor de serviço (José Petronilho) não entende bem (tal como eu) e o Florival Bragança explica:
-É para a GNR de Avis…

domingo, 17 de dezembro de 2006

FALECEU A D. MARIA EULÁLIA NAMORADO

Repousa a partir de hoje em jazigo da família a D. Maria Eulália Namorado. Extremamente atenciosa com todos, gozava de uma simpatia que ultrapassava aos limites do normal relacionamento entre seres humanos. Contrariamente ao comum dos mortais, que depois de falecerem passam todos a ser ”bons”, a D. Eulália era uma das excepções à regra pelo motivo invocado: antes de falecer já era uma excelente pessoa. De carácter aberto e bondoso não quero deixar de aqui registar que me desgostou o facto de poucos avisenses terem acompanhado as cerimónias fúnebres desta benemérita de Avis. Sei de pessoas que foram altamente gratificadas por ela (garanto que não estou a falar de cór) e que pura e simplesmente a ignoraram na morte. A sociedade é assim mesmo...
Ao menos que Deus não se esqueça de tudo o que ela fez pelos seus semelhantes (na Igreja, na Misericórdia, à população em geral).
À família enlutada “DO CASTELO” apresenta sentidas condolências.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

EU QUERIA "BABRBATANAR", MAS NÃO "BARBATANEI..."

Dirigi-me hoje, por volta das 10 horas, à Biblioteca Municipal de Avis, para consultar a obra do nosso quase conterrâneo CARLOS CANHOTO, devidamente publicitado como autor do mês na Agenda Municipal de Avis do mês de Dezembro. A apresentação do escritor é-me apelativa e daí este meu interesse em conhecer a sua obra. No entanto qual não é o meu espanto quando a senhora responsável pela Biblioteca me diz que livros do autor do mês…não há, nem o "Barbatanar" mencionado na Agenda com direito a foto e tudo!
Como diria o outro, parece-me que não bate a cota com a perdigota…Então publicita-se um escritor e depois não temos nada para mostrar da sua obra? E metade do mês já está quase passado…há qualquer coisa que não está bem.
Que eu passe pelo desgosto de não poder apreciar o modo como o ilustrador MARC “mexe as duas sobrancelhas independentemente(Agenda Municipal/Dezembro/pág. 9/ último parágrafo) ainda vá que não vá, mas não haver livro(s) do autor referenciado, isso não me soa nada bem…

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

GENTE DA NOSSA TERRA

Actuação do Grupo Coral e Etnográfico Cubense "AMIGOS DO CANTE"

Na passada sexta-feira, dia 8, foi pronunciado o nome de Avis por duas vezes na cerimónia de encerramento do 2º Concurso de poesia popular de Cuba( do Alentejo, obviamente!).
Na modalidade de décimas foram distinguidos: com o primeiro prémio – MARIA ALBERTINA DORDIO, de Ervedal e com o segundo prémio um concorrente de Avis que pediu anonimato. “DO CATELO” teve acesso ao trabalho classificado em segundo lugar e com a devida autorização passa a reproduzi-lo, sendo que a quadra do mote foi fornecido pela organização e é de autoria de Joaquim Gavião, morador em Cuba.




Título: UM CERTO REVISOR (EM 150 ANOS DE COMBOIOS)

MOTE:
O AMOR CORRE E NÃO CANSA
TRÁZ FORÇA E LEALDADE
TRAZ PAIXÃO E ESPERANÇA
MESMO EM QUALQUER IDADE
I
CONHECI CERTO SUJEITO
MUITO LIMPO, APRUMADO,
QUE PONDO O BONÉ AO LADO
E FARDADO A PERCEITO
ERA O REVISOR PERFEITO:
-VIVA MENINA CONSTANÇA
VOU-LHE FAZER A COBRANÇA,
MOSTRE-ME CÁ O BILHETE;
TAL E QUAL ESTE “FOGUETE”
O AMOR CORRE E NÃO CANSA…
II
CUBA É ENTÃO O DESTINO
DO QUE AQUI ESTÁ MARCADO
VAI TER C’O SEU CONVERSADO?
TEM SORTE ESSE MENINO
POR TER UM ANJO DIVINO!

- DESCULPE A SINCERIDADE
MESMO QUE FOSSE VERDADE,
MUITO EMBORA NÃO O SEJA,
UM NAMORO QUE SE VEJA
TRÁZ FORÇA E LEALDADE!
III
VOU A CASA DUMA TIA
QUE MORA AO PÉ DO JARDIM
ELA ESPERA LÁ POR MIM
COMO FEZ NO OUTRO DIA;
O QUE É QUE VOCÊ QUERIA?
- QUERO A SUA CONFIANÇA
MAIS DO QUE QUALQUER HERANÇA,
POIS O SEU OLHAR TÃO TERNO
COM ESSE ESPLENDOR ETERNO
TRÀZ PAIXÃO E ESPERANÇA!
IV
- JÁ ME SINTO ENVERGONHADA
COM ESSA SUA CONVERSA
DESPACHE-SE LÁ DEPRESSA…
NÃO SOU SUA NAMORADA
VOU NO COMBOIO…MAIS NADA!
- RENDIDO À SUA BELDADE
PEÇO-LHE, TENHA A BONDADE,
OIÇA ISTO QUE LHE DIGO:
EU HEI-DE CASAR CONSIGO
MESMO EM QUALQUER IDADE!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

IMAGENS (CANCELADAS) DA NOSSA TERRA



A Horta das Rosas é certamente um dos locais mais aprazíveis do nosso concelho. Ali se fizeram “montes” de piqueniques, ali se dirigiram “livremente” muitas centenas de pessoas, em muitas centenas de ocasiões festivas. Agora esse “livremente” acabou. Como a foto testemunha foi colocada uma cancela (portão) que impede o livre acesso À Horta das Rosas. É claro que aquilo não era baldio, tinha (e tem) dono e se calhar por via de certos abusos por quem indevidamente não respeitava o ambiente, foi colocado o portão.
Fica a saudade de outros tempos em que a liberdade tinha outro valor.
Resta-me a secreta esperança de que a nadar talvez ainda lá se chegue, a não ser que a barragem também já esteja aramada….e com arame farpado!

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

TRINTA A ZERO É OBRA!!!


Tinha que ficar registado nos anais da vida “DO CASTELO”: O Clube de Futebol Os Avisenses na categoria de Infantis (idades até aos 12 anos) foi a casa do Galveias no passado sábado, dia 2, e ganhou por…30 (trinta) a 0 (zero)! Estou a falar de futebol, não de andebol ou de basquetebol!
Se o resultado só por si é curioso então fique a saber que só o Flávio, conhecido por Jaime, marcou à sua conta 12 (doze) golos. E saiba mais: o capitão de equipa do Galveias é uma capitã - é uma menina. Curioso? Claro que sim.
Parabéns ao treinador do Avisenses, o Sr. Francisco Cordeiro, bem como a toda a equipa.
Que jeito que este senhor podia dar como treinador do Sporting numa altura em que já está a perder com o Spartak por um zero e ainda agora começou o jogo…. (e eu hoje até sou do Sporting…)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA!








...Eles "andanaí!" ( depois de terem saneado o Menino Jesus é vê-los a subir paredes. Um deafio: um deles não é chinês e foi feito pelos donos em sua própria casa. Qual é?)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Hoje anoiteceu assim em Avis. Espectáculo!
É Outono e basta! (as cores avermelhadas palpitam-se como sendo de bom augúrio para o jogo de logo à noite com os "lagartos"...oxalá!)

domingo, 26 de novembro de 2006

INTEMPÉRIE FAZ MOSSA EM AVIS

Normalmente pensamos que Avis, por se situar numa zona alta, está incólume aos efeitos das intempéries. Mas estas não se manifestam só em cheias. Ontem falei com a D. Alexandrina Matias, moradora na Rua das Videiras, aqui em Avis, que me voltou a dizer que continua a chover copiosamente dentro da sua casa. Disse-me: olhe, ontem (sexta-feira) chovia quase tanto dentro da minha casa como lá fora. Eu já não sei o que hei-de fazer. Já nem me chegam os alguidares para aparar a água onde eles se podem pôr. Parece que para segunda feira já dão mais chuva outra vez. Estou muito aflita!
A casa da D. Alexandrina foi recentemente alvo de obras com a colocação inclusive de um telhado novo. Acontece que o(s) pedreiro(s) que lá trabalharam, parece que a única coisa bem feita que fizeram foi receber o dinheiro de quem lhes pagou porque, pelos factos relatados, em termos de serviço prestado, se portaram como muito maus pedreiros.
DO CASTELO” deixa aqui o repto para quem de direito averigúe o que se passa para que possa e deva ajudar a D. Alexandrina. É urgente, de mais a mais quando as iluminações que estão a ser colocadas nas nossas ruas, nos vêm relembrar que o espírito natalício está à porta.
Tal não pode, nem deve, ser só “fogo de vista”…

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

ATENÇÃO: PERIGO DE MORTE!

Recebi de pessoa amiga a mensagem que passo a transcrever:
Assunto: MUITO PERIGOSO.ATENÇÃO !!!!!!!!! VALE A PENA PREVENIR !!!! TENHA CUIDADO, ISTO É MUITO PERIGOSO.

No passado dia 16 de Setembro deu entrada no Serviço de Urgência do Hospital de S. José um jovem de 23 anos de nome António Ferreira Moita.
Motivo: Choque eléctrico grave por ter atendido o seu Telemóvel enquanto o mesmo estava a carregar! Acabaria por morrer!
Por favor, não atenda um telemóvel quando estiver a carregar a bateria do mesmo.
Há alguns dias, a pessoa atrás identificada estava a carregar a bateria do seu telemóvel em casa, quando o mesmo tocou e ele atendeu a chamada, com o aparelho ligado à corrente.
Após alguns segundos ocorreu uma descarga eléctrica através do telemóvel e o jovem foi fortemente projectado para o chão. Os seus pais apressaram-se a ajudá-lo e encontraram-no inconsciente, com batimentos cardíacos enfraquecidos e queimaduras nos dedos. Foi levado de urgência para o Hospital de S. José mas foi pronunciado morto à chegada.
O telemóvel é uma invenção moderna e muito prestável. No entanto devemos ter cuidado, pois pode-se tornar num objecto mortífero.
Nunca use o telemóvel enquanto estiver ligado à corrente.

Envie esta mensagem às pessoas de quem gosta.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

IMAGENS QUE ME DÃO PRAZER!


Título : A CAMINHO DO PRAZER...

Comentário: se calhar vou-me repetir. Mas a idade por vezes não nos deixa fixar bem o que já se disse ou não e daí a repetição enfadonha. Afinal o último Outono já foi há um ano... Mas é assim: Adoro o Outono. Sacrilégio: mais que a Primavera! Talvez por me encontrar no Outono da vida. O Outono temporal é o começar de um renascer que irá eclodir na Primavera,( o que não acontece com a "vida" propriamente dita, pois aí a seguir ao Outono vem só e irremediavelmente o Inverno) é certo, mas que é carregado de uma beleza ímpar.
Esta foto é dedicada ao meu amigo JOAQUIM DELGADO, que me descobriu e amiudadamente me tem contactado via mail. A foto certamente que lhe será familiar pois foi tirada não muito longe da sua terra natal, algures entre a Portagem e São Salvador da Aramenha (Marvão).
Para mim é um espectáculo! E para si?

domingo, 19 de novembro de 2006

SER BENFIQUISTA...

SER BENFIQUISTA NÃO MATA...MAS MÓI!!!!


Vimos Braga p'lo canudo
Encaixando só mais três...
Aposto tudo por tudo
Que perdemos outra vez!


...E MÓI MUITO!

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

ÚLTIMA HORA


Passo a transcrever uma notícia publicada hoje "in" SOL

Hoje

Educação
Directora da escola de Avis apresenta queixa por «manifestação ilegal»
A presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2,3 Mestre de Avis, Portalegre, vai apresentar uma queixa ao Ministério Público devido à manifestação de alunos de quinta-feira e ao consequente encerramento da escola


Margarida Neves, presidente do Conselho Executivo da Escola, diz ter identificado alunos e que vai apresentar queixa ao Ministério Público devido à «manifestação ilegal» de quinta-feira.
Mais de 20 alunos desta escola continuavam sexta-feira de manhã a manifestar-se contra as aulas de substituição, um dia depois de protestos semelhantes em várias zonas do país.
Alunos do ensino secundário protestaram quinta-feira em vários pontos do país contra as aulas de substituição, numa iniciativa convocada por telemóvel e Internet que culminou com a realização de uma greve e encerramento de algumas escolas.
«Não somos do secundário mas as aulas de substituição também nos afectam» referiu à Lusa um dos estudantes da escola Mestre de Avis.
Esta escola, com cerca de 200 alunos, não possui o ensino secundário, mas os alunos das três turmas de 8º e 9º anos quiseram vincar a sua posição contra a forma como são dadas as aulas de substituição.
«Por vezes jogamos às cartas ou simplesmente não fazemos nada. As aulas tornam-se uma seca», contam os alunos.
No protesto de quinta-feira, encerraram a cadeado o portão da escola, o que levou a que a GNR tenha sido chamada a intervir para repor a normalidade nas aulas, o que viria a acontecer a partir do primeiro tempo de aulas.
Os alunos, apesar de fragilizados pela falta de uma associação de estudantes que os represente, mostram-se determinados a continuar com os protestos até que uma solução diferente seja encontrada.
Para Margarida Neves durante este ano lectivo não é possível fazer alterações às aulas de substituição.
«Concordo com o princípio das aulas de substituição e reconheço que o ideal seria que o professor substituto fosse da mesma disciplina, mas em escolas pequenas como a nossa isso não é possível, só temos um professor de Geografia e se ele faltar vai ter de ser substituído por um de outra disciplina», concluiu a presidente do conselho executivo.
Lusa

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

GENTE (BOA) DA NOSSA TERRA!


“DO CASTELO” presta hoje, uma mais que justa homenagem aos calceteiros da nossa terra. Das suas mãos saem autênticas obras de arte. Parabéns!
O guarda-sol que os protege dos 40 graus do Verão é o mesmo que os protege da chuva dos rigorosos e impiedosos Invernos. Não deve ser nada fácil trabalhar oito horas dobrado sobre os joelhos. Aposto que agora, por vezes nem já os sentem. E daqui a vinte anos?
Até prova em contrário, acho que os calceteiros pertencem à classe de empregados camarários que merecem o ordenado que auferem.
Poderá pecar é por escasso…
(obrigado amigo!!!!!)

terça-feira, 14 de novembro de 2006

È DA MAIS ELEMENTAR JUSTIÇA!

É com enorme satisfação que venho informar que aqueles que quiserem fazer entrega de vestuário e calçado já podem utilizar os receptáculos próprios para esse efeito colocados na nossa vila. Ontem demonstrei o meu desagrado pelo facto de os mesmos estarem a abarrotar. Hoje é da mais elementar justiça que registe o facto de esta situação estar ultrapassada. Hoje, às 15:25 utilizei um que estava em condições de ser usado. E ninguém tenha a veleidade de pensar que foi por eu aqui o ter escrito. Aconteceu!
Também quero informar todos aqueles que usualmente se regem pelo bater das horas do relógio da Torre da Igreja Matriz de que aquele relógio também já se encontra certo. Do seu atraso habitual também por aqui fiz eco em determinada altura.
Está tudo na paz dos anjos.
Será por já haver no ar um certo cheirinho a Natal?

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

RECEPTÁCULOS DE VESTUÁRIO E CALÇADO A ABARROTAR


A abarrotar, é esse o termo certo. Penso que ninguém porá em causa a utilidade e oportunidade da colocação dos contentores/receptáculos de vestuário e calçado destinado a recolhas de dádivas de todos quantos o queiram fazer. Hoje, por volta das oito da noite, fui fazer uma segunda entrega de material. E por ser um animal de hábitos dirigi-me, como fizera há dias, ao que se encontra nas imediações da Farmácia. Talvez o faça por uma questão de comodismo, pois ali o carro fica mesmo à mão. E aí vou eu. Chegado lá, tirei o material do porta- bagagem e ia a pensar que a minha boa acção de hoje ia ali ser consumada quando deparo que o referido contentor se encontra completamente cheio. Não dá para levar nem mais uma peúga… Então resolvo dirigir-me para o que se encontra em frente à casa do Benfica. Infelizmente o resultado foi idêntico. Está – igualmente – completamente cheio. Tive assim que regressar a casa com tudo aquilo que tinha para depositar (confesso que não sei há mais algum…) e sem ter feito hoje nenhuma boa acção.
Por um lado é bom que tal aconteça pois só vem demonstrar o quão importante é a sua manutenção na vila. Por outro lado enferma do mesmo mal a que já uma vez aqui me referi em relação aos outros contentores que não são atempadamente despejados.
Por isso o meu alerta e o meu pedido a quem de direito: só despejando os contentores da recepção de vestuário e sapatos os mesmos poderão continuar a desempenhar cabalmente a sua função.
E nós, enquanto colaboradores nessa meritória acção, só assim o poderemos ser na sua plenitude.
É claro que nos restará sempre a hipótese de levar os vestuários para a Junta de Freguesia de Avis. Mas, havendo contentores para tal...

sábado, 11 de novembro de 2006

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA

Garanto que não se trata de nenhuma montagem, mas, cá para mim, apesar de curiosa, há qualquer coisa que não bate certo nesta imagem....

domingo, 5 de novembro de 2006

A FEBRE DE SEXTA-FEIRA À TARDE

Por norma não deixo para a última hora aquilo que tenho que fazer. É um hábito que contraria a boa maioria do estilo português, mas nem por isso deixo de ser menos português. É tudo uma questão de princípio.
Na passada sexta-feira à tarde, por volta das 17:45, achei que ainda tinha no meu bolso uns euros a mais e que os deveria ir investir em novo boletim do Euromilhões. Deu-me essa febre… só que dessa febre tinham sido acometidos não sei quantas dezenas (centenas?) de Avisenses. A Agência das Apostas estava completamente cheia. Mais, havia bichas (leia-se – filas) à porta. É óbvio que desisti pois uma das razões que me leva a não deixar tudo para o fim é a aversão que tenho às ditas bichas (continue-se a ler filas). Fazem-me nervos.
- Ainda bem, foi mais esse que poupaste, dirá o meu leitor, atento. Eu contraponho: e se o boletim que eu ia tentar registar era o “tal” que teima em não ser registado? A febre dos milhões do Euro é contagiante e quanto mais “à rasca” uma pessoa anda, mais tenta investir. Por alguma razão Portugal é o maior apostador de todos os países que integram a Sociedade do Euromilhões.

Como diz um amigo meu as ideias são como as “cervejas”, seguem-se umas às outras. Milhões para lá, milhões para cá e aparece-me esta ideia que para muitos será completamente disparatada, mas que para mim não o é tanto assim, e por isso mesmo, aqui a deixo no ar e a cores:
É muito mais difícil eu acertar na chave completa do Euromilhões do que os tentáculos da operação de desmascaramento de corrupção e branqueamento de capitais, determinada em Espanha pelo Juiz Baltazar Garzón, estender os seus tentáculos até ao concelho de Avis! É que o Mundo já é uma pequena aldeia global e tarde é o que nunca chega.
Ai o que eu fui dizer!!!...
Só posso mesmo estar ainda com a ressaca da febre de sexta-feira à tarde!

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Conversa EntreCORTADA

Na RTP Judite de Sousa entrevista Alberto João Jardim na Grande Entrevista. Alberto João protesta:
- A senhora não me deixa dizer o que é que eles me cortaram...

(que seria?...)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

HALLOWEEN OU A MINHA NOITE ASSOMBRADA...

Não acredito em bruxas. Paciência!
Sentei-me em frente do meu televisor à espera que acabasse um jogo de futebol de segunda categoria e começasse um filme, e analisei este dia dedicado às bruxas:
- Logo de manhã, a TVI fez a cobertura em directo da greve do Metro. O locutor de serviço indagou um utente daqueles serviços que lhe respondeu:
- Devia-se cortar o pescoço a todos os gajos do metro. Isto é uma vergonha!
Imediatamente atrás deste, talvez na fila para o autocarro, um outro respondeu:
- Era cortar o pescoço era ao Primeiro-ministro, que ele é que é responsável por isto.
Os ânimos azedaram devido à discordância de quem deveria ser degolado, o locutor disfarçou a conversa e o operador de imagem centrou as imagens noutros personagens. Por fim o locutor voltou a falar com o segundo entrevistado que continuou a dizer que não era aos trabalhadores do Metro que deveriam cortar o pescoço. Instado a dizer onde trabalhava disse:
- Sou trabalhador do Metro
Ele há coisas que nos levam quase a creditar que há bruxas…
Ouvi ainda de manhã que o Jorge Coelho virara costas à Assembleia da República como se fugisse de uma Assembleia estilo coelheira de bruxos…e depois passei pelas brasas…e depois sonhei:
Bateram-me à porta e através de aranhas, esqueletos, morcegos e cobras lá consegui ultrapassar o meu corredor e chegar finalmente à porta. Abro e deparo com uma cena dantesca digna da melhor ficção “bruxense”. Centenas de cabeças de abóboras concentrava-se ali mesmo;
O nosso Primeiro, vestido de Pinóquio tentava teimosamente segurar o nariz que crescia em proporção directa com as medidas que tomava depois de ser Primeiro-ministro contrariando as promessas eleitorais para atingir o dito lugar, tendo na cabeça uma coroa de Rei dos mentirosos;
O ministro das Finanças, vestido de Drácula, chupava-nos todas as nossas economias até ao tutano ou até à medula, consoante os casos;
O ministro da Saúde, disfarçado de Vampiro, sugava-nos o sangue mas em Centros de Saúde bem longe das nossas casas de habitação;
Os sindicatos dos professores estavam já a falar sozinhos, enquanto a Ministra Maria Lurdes Rodrigues, qual bruxa em forma de diabo, afiava as unhas numa faca de dois gumes dizendo que até os comia vivos;
Os funcionários da Zona Agrária de Avis, deitavam as línguas das sogras de fora ao Ministro da Agricultura que, sendo a maior cabeça de abóbora biológica presente, lhes ia dizendo que “esta” também era para fechar;
Num caldeirão de água fervente o Louçã empurrava o Marques Mendes pela cabeça que, em bicos de pés e já com os olhinhos revirados, continuava a dizer que queria crescer 3%;
Nisto chega voando baixinho o esqueleto deformado de Salazar e aí todos, mas todos, da direita à esquerda, se urinaram meu Deus que ficou aqui um cheirete pior que o da fábrica dos brócolos – e fugiram montados em vassouras de piorno, debandando em todos os sentidos em escassos dois segundos, tendo como destino os diversos Ministérios na capital com medo de perderem os tachos;
Tendo ficado só com Salazar à minha frente, este perguntou-me: tu é que não me meteste na lista da RTP para ser considerado a maior figura da História de Portugal?
Apesar da votação já ter terminado, não sei que lhe respondi pois acordei nessa altura, precisamente quando acabava o jogo do Sporting com o Bayern e pensei cá para mim:
-...Era muito mais difícil saber quem roubou o carro ao Manuel Eduardo, pois que não era preciso ser bruxo para saber que o Sporting não ia ganhar….
Há sonhos do caraças! Não acham?

domingo, 29 de outubro de 2006

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

sábado, 21 de outubro de 2006

TRÊS IMAGENS DA NOSSA TERRA




Hoje à tarde o sobreiro, só, no montado, esperava pacientemente a intempérie que os meteorologistas pensam vir a caminho; o anoitecer no entanto era calmo nas imediações do Retiro da Ponte; as gaivotas em terra parece que concordam com os meteorologistas, prevendo o temporal. No entanto, garanto-vos: à hora que escrevo estas linhas o céu está completamente limpo sobre Avis. E amanhã?

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

E QUEM SE LIXA É O MEXILHÃO....

Século - XXI.
Planeta - Terra.
Sistema - democrático.
Concelho - Avis.
Freguesia - Avis.
Patrão ( instalado em Avis) expulsa casal de empregados com dois filhos menores – crianças ainda pequenas – que ficam ao relento até serem acolhidos, via autarquia, num monte lá para as bandas de Figueira e Barros (?)
Motivo – desconheço.
Atitude do patrão – inqualificável!
Desenvolvimento – próximos dias
25 de Abril - passou por aqui?

sábado, 14 de outubro de 2006

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

É MUITO TEMPO!!!!

Estou velho. O tempo passa e vai-nos toldando os movimentos físicos e psíquicos. Hoje esqueci-me de uma data imperdoável: faz hoje 31 anos, repito, trinta e um anos, que casei a primeira (e última) vez. É obra! Não, não é obra ter-me esquecido, embora isso me preocupe. O que é obra é ser casado trinta e um anos e sempre com a mesma mulher. Casamentos destes já não se usam. Como alguém cá em casa por vezes diz, sou um “cota”! Trinta e um anos é muito tempo! Deixem-me fazer as contas: de 1975 a 2006…é isso. A conta está certa.
Para uns esta conversa de “chacha” não faz sentido, como não faz sentido estar tanto tempo a aturar a mesma mulher. Outro(a)s dirão que muita paciência tem tido a minha mulher para me aturar a mim, e que é isso que não faz sentido. E aqui é que reside o cerne da questão. Para manter um casamento com esta longevidade é necessária muita paciência, muita cedência, muita compreensão e acima de tudo muito amor. Não se pode desistir às primeiras contrariedades, aos primeiros sinais de incompatibilidade. Para essas experiências servirá – digo eu – o tempo de namoro.
Registada que fica a efeméride, o melhor é acabar por aqui e não fazer caso do que me diz um amigo meu: sempre “feijão com couve” também chateia!
O pior é que às vezes nem feijão com couve se apanha.
Há muita fominha encoberta…

terça-feira, 10 de outubro de 2006

HÁ MULHERES LEVADAS DA BRECA!

Estava eu a comentar com uma amiga a evolução positiva que aponte tem tido ultimamente quando esta fez um comentário que me deixou boquiaberto. Incapaz de reproduzir textualmente as suas palavras, estas terão sido mais ou menos as que se seguem, sendo que o conteúdo é o correcto.
-Concordo contigo. aponte está muito melhor. Fui eu que comprei a última do mês de Outubro, do reforço que fizeram no Supermercado do Salvaterra. Vende-se muito mais, está mais interessante e gosto da nova dinâmica do jornal. Apraz-me lê-lo. Mas já reparaste que as mulheres quase não têm interferência na sua feitura? Repara: na capa o retrato da vida de um homem; entrevista a um homem, Presidente de Câmara; foto da pagina do Emprego e Empreendedorismo uma foto com cinco homens e uma mulher encostada lá para o fundo da fotografia e segundo me disseram ainda lá falta outro homem que já não coube no “boneco”; crónica médica feita por um médico; enólogos muitos, enólogas nenhuma e até aqui as referências bibliográficas são maioritariamente de homens (Aleixo, Pessoa, Torga);nas páginas de opinião seis homens. Repara : seis! No desporto homens, muitos homens. Nas páginas cor-de-rosa até aí, e ainda os hei-de contar, me parece que os homens estão em maioria. Redactores/colaboradores, homens e mais homens. Repara que até as fotografias são cedidas por um homem. Mas afinal nós não sabemos fazer ou não fazemos nada de interesse para aponte?
Fiquei siderado com este comentário, e afastei-me da minha amiga, não sem antes lhe perguntar, quase a medo:
- Olha lá: tu também foste daquelas que queimaram os “sutiens” nos anos sessenta?
Já não ouvi a resposta.Bolas!

sábado, 7 de outubro de 2006

...E JÁ FOI HÁ CINQUENTA ANOS!!!!

ESTA FOI A MINHA ESCOLA PRIMÁRIA!

7 de Outubro de 1956 foi o meu primeiro dia. Para se entrar para a escola primária era necessário já ter os sete anos feitos. E eu, que faço anos em Abril, entrei quase com sete anos e meio. Lembro-me que nas traquinices desse primeiro dia, não sei como, partiram-me a cabeça. A minha avó, para estancar o sangue pôs açúcar na ferida. Os outros “meninos” disseram que eu tinha os miolos a sair… talvez que por via disso nunca tivesse “batido” muito bem durante a vida. Hoje fui à vila de Redondo. Subi ao Castelo e disseram-me que uma terra que de lá se avistava era o Alandroal. Também passou pelo meu curtíssimo percurso académico. Coincidências do caneco!
Ah! Só mais uma coisa: lembro-me do nome da minha professora da 1ª classe Maria José dos Reis Gordo – soube que é viva e que reside em Alter do Chão.
Penso ir visitá-la a curto prazo, antes que seja tarde para algum de nós…

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

SERÁ QUE É MESMO VERDADE? EU NÃO ACREDITO!

Consta-se que uma parturiente avisense se dirigiu ao Hospital de Portalegre para ser mãe há cerca de dois meses (?).
A criança nasceu de cesariana e aparentemente tudo dentro do normal.
A mãe manteve-se sempre com dores anormais na barriga quando era suposto desaparecerem mais depressa. Foi agora detectado, no mesmo Hospital, que no seu interior estaria um corpo estranho. Foi operada e concluíram que o corpo estranho eram nem mais nem menos que compressas que ali tinham ficado aquando da cesariana e que já se estavam a colar aos intestinos. Se fosse uns dias mais tarde seria muito mais complicado para ela.
A ser verdade, nem tenho comentários para fazer.
Cada um de vós que os faça…

terça-feira, 3 de outubro de 2006

HÁ DIAS DEI COMIGO A PENSAR...

Há dias necessitei de ultrapassar os limites do nosso concelho e fui de partida bem cedo. Encontrei, perto de Fronteira uma ambulância que regressava a Avis, vindo, talvez, do Hospital de Portalegre. Era manhã bem cedo.
À tarde, ao regressar a minha casa encontrei uma ambulância devidamente identificada com o nome de Avis em sentido inverso ao meu e por coincidência conduzida pelo mesmo “voluntário” da manhã.
E dei comigo a pensar:
quantas horas/quilómetros de condução fará por dia/semana/mês um condutor dos Bombeiros Voluntários de Avis? E quantas horas de descanso terão entre cada serviço? E quantas horas de dormida? E com tanto serviço de condução não seria possível (aconselhável) aumentar o número de condutores? E quais serão as conclusões resultantes dos inquéritos levantados aquando de acidentes com viaturas dos bombeiros, aqui ou em qualquer outra corporação?
Eu sei que estou a meter a foice em seara alheia, mas eu também só disse que estava a pensar….

domingo, 1 de outubro de 2006

OUTUBRO É O NOSSO MÊS!

Você, que mora em Avis, ou é idoso ou tem muitos idosos como amigos. Para eles passo a transcrever as seguintes dez regras úteis que valem um idoso com saúde:

1.Faça actividade física moderada e regular
2.Mantenha activa a sua vida social. Não se isole.
3.Evite o açúcar e o sal e não coma demasiado
4.Beba água, mesmo que não tenha sede
5.Auto-medicação: NÃO, OBRIGADO
6.Cuide da sua visão e audição
7.Não troque o sono: dormir à noite faz muito melhor
8.Tenha em atenção as suas limitações: evite os acidentes
9.Vá à casa de banho em horários fixos
10.Faça a sua higiene oral

Se cumprir estas regras verá que terá um envelhecimento activo.
Se não concordar com isto olhe, faça como eu: hoje vá a Benavila ao almoço da malta da Terceira Idade e depois espere que saia a Agenda Municipal e abanque-se a empanturrar em todos os almoços que vão ser oferecidos por essas freguesias fora!
Ser velho é um privilégio só para alguns…

terça-feira, 26 de setembro de 2006

O NOVO "ALPENDRE"


Com novas instalações reabriu “O ALPENDRE- CHURRASQUEIRA, LDA.”, agora situado no Alto de S. Sebastião, ( exactamente, em frente onde estavam há tempos os ciganos de Avis e não só) mantendo o anterior contacto telefónico. Visto assim à primeira vista pareceria que este comentário tinha sido encomendado. Garanto-vos que não e que nem sequer lá fui beber o habitual café e bagaço de borla no dia da inauguração. Mas fui lá hoje. E gostei. O espaço é engraçado, decorado a meu gosto e dou os parabéns aos donos deste novo espaço gastronómico.
Só um reparo, melhor, dois:
1º - O atraso na entrega das encomendas mantém-se... ( é possível melhorar!)
2º - A identificação das casas de banho torna-se um pouco confusa atendendo a que hoje em dia já não se sabe muito bem quem usa ou não usa brincos e colares...

domingo, 24 de setembro de 2006

QUE RAIO DE FEITIO QUE O HOMEM TINHA!

Estive hoje à tarde a ver uma reportagem, na 2, sobre a Ponte Salazar, cuja construção foi adjudicada a uma firma americana.
Foi ali dito que Salazar gostava de visitar as obras em véspera da inauguração. Com a ponte que ostentava o seu nome – ao que parece contra sua vontade – aconteceu o mesmo. Salazar foi recebido num gabinete junto à ponte e um dos responsáveis daquela emblemática obra do regime de então( o Ministro das Obras Públicas?), terá dito qualquer coisa como isto:
- Saiba Vª Exª, Senhor Presidente do Concelho de Ministros, que a importância desta inauguração é tal que só os americanos, para virem assistir a este acontecimento, alugaram um andar inteiro do Hotel Ritz!
Salazar, de óculos na ponta do nariz, dedo indicador direito espetado na direcção do interlocutor e fixando-o nos olhos, respondeu-lhe:
- E eles vão-nos meter isso na conta...

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

GENTES E LOCAIS DA NOSSA TERRA!


Passei por lá hoje e vi que andam a derrubar aquela que foi durante largos anos a “Taberna do ti Pechirra” baptizada de Retiro do Caçador... desculpe lá amigo Jorge Traquinas, mas senti tantas saudades...
Luís Martinho Pechirra é um daqueles nomes que ficam definitivamente ligados à história das gentes de Avis.
Quantas gerações de estudantes por ali terão passado, para comprar uma sandes ou uma pastilha, já que o então Colégio Mestre de Avis se situava paredes meias? Quantos camionistas ali almoçaram? E quantos avisenses, naturais ou residentes, ali petiscaram? A D. Felisberta, sua esposa era uma óptima cozinheira.
De piada fácil e afável, o Ti Luís tinha sempre uma brincadeira cativante para qualquer pessoa que o visitasse. Uma anedota, porque não uma mentira de caça ( foi dos primeiros a caçar e dos mais conhecedores na arte da caça, nomeadamente na caça aos pombos), tudo servia para prender quem ali se dirigisse pela primeira vez e que por certo não seria a última. Exímio, no seu dizer, na habilidade de bem jogar às cartas, era usual as noites serem ali passadas com serões de biscas de três ou nove ou uma suecada bem puxada, chegando a jogar-se simultaneamente em três mesas! O Ti Luís era sempre o campeão...melhor: quase sempre!
Recordo que por vezes lhe telefonava do meu emprego a dizer para fritar uns bocados de toucinho que eu e outro colega íamos lá beber um copo. E quando chegávamos o toucinho estava quentinho, acabado de fritar. À falta disso, uma lata de anchovas, apesar do excessivo sal que possuíam, sabiam sempre a marisco...
Recordo, por exemplo, que certa ocasião lá cheguei com um meu cunhado que ele não conhecia de lado nenhum, para beber um copo e o Ti Luís virou-se para nós e disse por estas ou outras palavras similares:
- Então não há aí mais cafés na vila? Só me vêem a mim? Tomem lá quinhentos escudos e vão beber para outro lado.
E nós fomos gastar os quinhentos escudos para o João da Zefa e na próxima vez que lá voltei, é claro que acertámos a questão dos quinhentos escudos.
Tenho mil e uma história para vos contar deste senhor de quem tive o privilégio de ser amigo. Os homens não são eternos e os edifícios também não, mas digam-me lá: só pelo que vos contei aqui, então não tenho razão para ter carradas de saudades?

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

LI, VI, OUVI, CONCLUÍ

Fui fazendo um apanhado do que li e ouvi nesta Feira Franca para finalmente concluir, depois de resumir o enorme bloco de apontamentos que consegui. Feito o resumo – e garanto que não estou a colocar em terceiros palavras que pretendia fossem minhas – aqui fica à vossa consideração:

LI:
«.....A feira regressa ao Centro Histórico?»
“A Feira é feita para as pessoas e, obviamente,.....não poderemos deixar de ter em conta as opiniões que nos forem transmitidas...”
Manuel Maria Libério in Diário da Feira Franca de 15 de Setembro

“...A zona de exposição de artesanato....foi visitada por muita gente encasacada e apressada ...” in Diário da Feira Franca de 16 de Setembro

“...Tem mais condições de segurança...” Simão Velez in Diário da Feira Franca de 17 de Setembro

“ ...Entretanto foi convocada a ronda para acompanhar o Mestre à Feira, que este ano por ter mudado de local é um pouco mais longe, afim de evitar assaltos...” – in AvisJóia ( exposição no Posto de Turismo)

“ Não fume pela sua saúde.” in folheto distribuído pelo Centro de Saúde

VI:
- Uma boa moldura humana de “cotas” como eu a admirar Alexandra, feita Amália, sentadinhos por mor das arteroses. Espectáculo que para mim e para a minha faixa etária valeu seis estrelas!

- Vi uma onda enorme de juventude a aplaudir uma coisa parecida com música a que chamam de “ Hip-Hop”!

- Vi um mar imenso de jovens a aplaudir os D’ZRT e a esperarem nervosamente por um autógrafo!


OUVI:

“ À hora marcada para o início da final da malha só lá estava o Professor Feliz e um participante...”

“ Hoje não abro o meu Restaurante porque está tudo fechado e depois caiem-se-me lá todos...”

“ Se a Feira passar para este espaço, utilizar o Centro Histórico só com uma Feira Medieval é pouco...”

“ No sábado, eu e o meu marido, no final dos festejos, fomos posto fora do recinto da feira pelos Seguranças de maneira agressiva. Foram indelicados!”

“ Vamos aqui comprar uns livros a estes “gajos” que ficam já para prendas de Natal...”

“ Enquanto fomos nós, os Guardas Republicanos, a fazer a Segurança da Feira nunca aconteceu nada. Este ano dispensaram-nos e esta noite foi o que foi. Mas logo já para cá vimos da meia-noite às dez da manhã...”

“ Somos só dois Seguranças para este espaço todo. È impossível conseguirmos controlar tudo....” – afirmação que me foi feita por um Segurança de Serviço na noite de sábado para Domingo em diálogo sobre os roubos dessa noite

“ ...Parece que os Seguranças andavam bem longe do parque da Feira às tantas da madrugada...”

“ ...Ouvi dizer que do stand do Centro de Saúde fanaram um computador...”

“ Gosto mais deste local, é mais amplo...” – artesã Olinda, de Barcelos

“ Aqui estamos melhor, estamos mais à larga! Oiça lá esta quadra que fiz há bocadinho......” – João António Guilherme, poeta/artesão de Ervedal

“... Falta-nos aqui o cheirinho à Zona Histórica. Foram muitos anos...”

“... As Exposições têm que vir cá para baixo. Fazer um pavilhão grande, por exemplo ali onde estão aqueles carros para venda, que bem poderiam ir para outro lado. Este ano, as exposições lá em cima, devem estar todas às moscas...”

“...Lá em cima ou cá em baixo a Feira não pode acabar...”

“... Fogo de artifício para mim, como quase tudo, o que vai para além de cinco minutos já é de mais...”


CONCLUÍ:


Parabéns aos mentores do Diário da Feira Franca que, se outro mérito não tivesse, teve a feliz ideia de prestar homenagem pública a essa grande senhora que dá tudo o que pode para que, do que dela depender, tudo corra da melhor maneira na “sua” Feira Franca. À Angélica Cortiço “DO CASTELO” endereça os parabéns pelo empenho e dedicação a esta causa.

Mesmo para concluir e em termos de balanço pessoal desta Feira Franca 2006, parafraseando uma lenga-lenga que me fartei de escrever quando cumpri o meu serviço militar e em que tinha de fazer uma apreciação em relação à comida servida no Quartel direi, obviamente que com as devidas alterações de que:

...Tinha bom aspecto e paladar, era em quantidade suficiente e agradou de um modo geral a quem a utilizou.