Faz hoje oito dias fui ao Paga-Pouco em Évora e a situação que lhes vou descrever demonstra bem o que é ter um emprego precário.
Casualmente reparei que uma viatura de transporte de móveis daquela firma possuía o pneu da roda do lado esquerdo à frente literalmente liso, mais: os arames já estavam à vista, o que, como é óbvio representava não só um perigo para quem se fizesse transportar naquela viatura como igualmente para quem eventualmente se cruzassem com ela e sofresse as consequências de um acidente provocado pelo rebentamento do referido pneu. Ocasionalmente, nessa altura, chegou o condutor a quem eu delicadamente chamei a atenção para aquela situação. O mesmo respondeu-me que já tinha avisado o seu superior hierárquico e este lhe tinha dito que não havia tempo para mudar o pneu.
O condutor era uma pessoa nova e era fácil adivinhar-se ali um contrato a prazo que teria de ser renovado a todo o custo, mesmo que isso representasse o colocar em perigo a sua integridade física e a dos outros. Ele já avisara uma vez e se avisasse outra o mais certo era dizerem-lhe que se ele não queria trabalhar naquelas condições outro estaria já desejoso de ocupar o lugar dele. Tal não aconteceria se o emprego tivesse outro vínculo que não o de um precário contrato a prazo.
E é assim que se vai vivendo neste mundo cão onde empresas como os célebre Móveis de todo o Mundo colocam carrinhas a rodar sem as necessárias condições de segurança. Repito, esta desloca-se (ou deslocava-se) na Horta das Figueiras, em Évora. (Esqueci-me de tirar a matrícula da mesma...)
Casualmente reparei que uma viatura de transporte de móveis daquela firma possuía o pneu da roda do lado esquerdo à frente literalmente liso, mais: os arames já estavam à vista, o que, como é óbvio representava não só um perigo para quem se fizesse transportar naquela viatura como igualmente para quem eventualmente se cruzassem com ela e sofresse as consequências de um acidente provocado pelo rebentamento do referido pneu. Ocasionalmente, nessa altura, chegou o condutor a quem eu delicadamente chamei a atenção para aquela situação. O mesmo respondeu-me que já tinha avisado o seu superior hierárquico e este lhe tinha dito que não havia tempo para mudar o pneu.
O condutor era uma pessoa nova e era fácil adivinhar-se ali um contrato a prazo que teria de ser renovado a todo o custo, mesmo que isso representasse o colocar em perigo a sua integridade física e a dos outros. Ele já avisara uma vez e se avisasse outra o mais certo era dizerem-lhe que se ele não queria trabalhar naquelas condições outro estaria já desejoso de ocupar o lugar dele. Tal não aconteceria se o emprego tivesse outro vínculo que não o de um precário contrato a prazo.
E é assim que se vai vivendo neste mundo cão onde empresas como os célebre Móveis de todo o Mundo colocam carrinhas a rodar sem as necessárias condições de segurança. Repito, esta desloca-se (ou deslocava-se) na Horta das Figueiras, em Évora. (Esqueci-me de tirar a matrícula da mesma...)
Só para terminar: há dias telefonou-me uma senhora da TV Cabo, que, não sendo daquelas chatas que querem vender a todo o custo, me disse que se encontrava a trabalhar com contratos a…quinze dias.
Onde está a estabilidade de emprego que por arrastamento trará todo o equilíbrio de uma família mínima e economicamente saudável e não só?
Onde está a estabilidade de emprego que por arrastamento trará todo o equilíbrio de uma família mínima e economicamente saudável e não só?

