Estou velho. O tempo passa e vai-nos toldando os movimentos físicos e psíquicos. Hoje esqueci-me de uma data imperdoável: faz hoje 31 anos, repito, trinta e um anos, que casei a primeira (e última) vez. É obra! Não, não é obra ter-me esquecido, embora isso me preocupe. O que é obra é ser casado trinta e um anos e sempre com a mesma mulher. Casamentos destes já não se usam. Como alguém cá em casa por vezes diz, sou um “cota”! Trinta e um anos é muito tempo! Deixem-me fazer as contas: de 1975 a 2006…é isso. A conta está certa.
Para uns esta conversa de “chacha” não faz sentido, como não faz sentido estar tanto tempo a aturar a mesma mulher. Outro(a)s dirão que muita paciência tem tido a minha mulher para me aturar a mim, e que é isso que não faz sentido. E aqui é que reside o cerne da questão. Para manter um casamento com esta longevidade é necessária muita paciência, muita cedência, muita compreensão e acima de tudo muito amor. Não se pode desistir às primeiras contrariedades, aos primeiros sinais de incompatibilidade. Para essas experiências servirá – digo eu – o tempo de namoro.
Registada que fica a efeméride, o melhor é acabar por aqui e não fazer caso do que me diz um amigo meu: sempre “feijão com couve” também chateia!
O pior é que às vezes nem feijão com couve se apanha.
Há muita fominha encoberta…
Para uns esta conversa de “chacha” não faz sentido, como não faz sentido estar tanto tempo a aturar a mesma mulher. Outro(a)s dirão que muita paciência tem tido a minha mulher para me aturar a mim, e que é isso que não faz sentido. E aqui é que reside o cerne da questão. Para manter um casamento com esta longevidade é necessária muita paciência, muita cedência, muita compreensão e acima de tudo muito amor. Não se pode desistir às primeiras contrariedades, aos primeiros sinais de incompatibilidade. Para essas experiências servirá – digo eu – o tempo de namoro.
Registada que fica a efeméride, o melhor é acabar por aqui e não fazer caso do que me diz um amigo meu: sempre “feijão com couve” também chateia!
O pior é que às vezes nem feijão com couve se apanha.
Há muita fominha encoberta…















