domingo, 27 de agosto de 2006

"ON DIT"


“On dit” que a Feira Franca de Avis vai ser deslocada do seu local habitual. Como se sabe, somos todos ou quase todos avessos a mudanças ainda que por vezes essas mudanças possam trazer benefícios. Ao fim e ao cabo já são muitos anos de feira na zona histórica... Não sei em que condições essa deslocação vai ser feita. Tentei indagar junto de quem me pudesse ajudar, mas bati a portas erradas não me tendo por isso sido possível elucidar-me, coisa que irei fazer amanhã, segunda-feira. Mas assim à primeira vista, e pese embora as justificações que os responsáveis tenham para nos explicar, parece-me que, por exemplo as exposições irão ficar assim um pouco ao abandono se a feira na sua essência for desviada para fora e longe da zona histórica. Quem se deslocará de propósito a ver, por exemplo, a exposição de fotografia que o recém criado Clube de Fotografia de Avis pretende organizar? E as exposições do nosso escultor que “on dit” este ano até serão duas: uma na sede da Casa de Cultura e outra no Posto de Turismo? Será por esta situação que a habitual expositora no Posto de Turismo este ano se negou a fazê-lo?
Para já e ao certo nada sei. Apenas que se diz.... que se diz... que se diz....
Mas garanto-vos que não é até porque “on dit” que isto poderá significar o fim da nossa feira ( lagarto, lagarto, lagarto!) ou de que a mudança se deveu a uma exigência de um dos grupos contratados por mor do tamanho do palco onde pretende actuar, que estou a escrever este blogue a altas horas da madrugada.
É porque não tenho sono!











segunda-feira, 21 de agosto de 2006

"DO CASTELO" E VÃO TRÊS!

Aqui fica o registo: faz hoje, dia 21 de Agosto, três anos que “DO CASTELO” nasceu como um blogue. Com uma actividade mais ou menos regular é, a par dos “DESABAFOS” que também este mês, no dia 12, cumpriu três anos de existência, e a quem endereço os meus mais sinceros parabéns, um dos blogues mais resistentes.
Até quando?

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

ÀS VOLTAS COM AS VOLTAS DA VOLTA!


Terminou a Volta a Portugal em bicicleta. Não ganhou o ciclista da minha simpatia, que era o Cândido Barbosa, mas não é sobre isso que me vou debruçar neste comentário.
Penso que o ciclismo é dos desportos mais populares em Portugal e...de borla. Se quisermos ver um jogo de futebol com ou sem vedetas temos que pagar; para vermos um circo, temos que pagar; um espectáculo de música temos que pagar. Resumindo: para vermos qualquer espectáculo com artistas bons ou menos bons, temos, na grande maioria dos casos, de pagar. E se não pagamos aqui pela nossa terra, pagamos noutro lado. A Volta a Portugal em Bicicleta mostra-nos os melhores artistas e é sempre de borla em qualquer parte do país. Só por isso já é um desporto popular e se para o ano o Benfica entrar nestas andanças das bicicletas, aí é que vai ser.
À custa das voltas da Volta, dei comigo a pensar sobre o seguinte: enquanto a Volta decorreu dentro do espírito de equipa, as diferenças entre os primeiros rondaram sempre escassos segundos. Na última tirada em que cada um teve que lutar sozinho, o campeão conseguiu distanciar-se do segundo classificado em mais de um minuto. E isto leva-me a “filosofar” que quando nós sentimos vontade de tomar qualquer iniciativa ganhadora o devereamos fazer mesmo que para isso tenhamos que lutar sozinhos como se de um contra-relógio se tratasse. É melhor trabalhar em equipa, concordo, mas quando isso não for possível construamos os nossos sonhos sós ainda que impulsionados de viva voz por um treinador chamado Consciência!
Vale sempre sempre a pena lutar pelos nossos sonhos!

terça-feira, 15 de agosto de 2006

PARQUE DE CAMPISMO DE AVIS A CAMINHO DAS TRÊS ESTRELAS!


Por motivos de ordem pessoal não pude assistir ontem à inauguração do Parque de Campismo de Avis. Nem à inauguração nem à festa de que a mesma se rodeou. Mas, felizmente que a festa passou e o parque ficou. Hoje tive ensejo de o visitar, tendo como cicerone um homem que sendo responsável pela sua execução se mostrava orgulhoso pela obra apresentada, o que é absolutamente normal.
Gostei do que vi. O Parque com capacidade para 529 utentes tem um aspecto agradável à vista, tem boas infra-estruturas e parece-me funcional. Oxalá aqueles que o vão utilizar o saibam fazer com respeito por aquilo que lhes é oferecido a troco de alguns euros. Classificado com a categoria de duas estrelas foi-me afirmado que a curto prazo, após alguns ajustes, nomeadamente a nível de reparação das primeiras instalações sanitárias e a introdução de nova zona verde, deverá passar à classificação de três estrelas. Apesar de nada perceber do assunto fiquei com a sensação de que deverá haver igualmente intervenção no sentido de “segurar” as terras que as águas que resvalam, obviamente dos sítios mais altos para os mais baixos, transportam cavando sulcos nas barreiras existentes. O local paradisíaco que a albufeira do Maranhão é na realidade, parece que começou finalmente a dar frutos em termos de futuro e de turismo apoiado, o que me apraz sobremaneira registar. E a albufeira – gosto mais de lhe chamar barragem – tem tanto para nos dar...
Confesso que não sou adepto de campismo, nem de tendas, nem de moscas à hora das refeições ou melgas nas tendas. Por comodismo? Talvez... mas não me importaria nada de ocupar um dos apartamentos com que o Parque está apetrechado!
É que há campismo e Campismo...








segunda-feira, 14 de agosto de 2006

REFLEXÕES


Veio-me parar às mãos uma revista denominada “Pretextos” do Instituto de Segurança Social, datada de Dezembro de 2004 que se debruça sobre a temática do Envelhecer. Porque apesar do tempo passado, após a sua emissão, me parece que os trabalhos apresentados não perderam actualidade com esse tempo decorrido, antes pelo contrário, aqui deixo, com a devida vénia, alguns trechos para vossa (nossa) reflexão.

“O mundo está a envelhecer. Entre 2000 e 2050, a percentagem de pessoas com 65 e mais anos irá duplicar, passando de 10 a 21%. Em Portugal, de acordo com projecções para o mesmo período, a percentagem de idosos mantém a tendência de crescimento, passando de 16,4% em 2000, para 31,8% em 2050”
“Estamos todos a viver mais.
Esta é a oportunidade! É necessário e urgente que a viver mais corresponda viver melhor. É este o desafio!”– Direcção Geral da segurança Social, da Família e da Criança.

O envelhecimento, sendo visível nos outros, é dificilmente percebido em nós próprios, porque é uma realidade humana que permanece abstracta por muito tempo. O envelhecimento é, portanto, um processo não localizado, com carácter difuso, cuja evolução pode ser retardada, mas que é, inexoravelmente, progressivo.” J. Alexandre Diniz, médico, Mestre em ética da Saúde.

Há dias passou na rádio uma reportagem sobre diferentes tipos de lares de idosos. Num dos casos, considerado exemplar, existia uma unidade para cuidar de idosos em fase terminal. Compreendendo as vantagens deste tipo de arrumação não podemos, sob o ponto de vista humano, aceitar esta espécie de corredor da morte.
Na mesma reportagem, o jornalista referia que os meninos de uma escola próxima de um lar visitavam os idosos, simulando uma relação entre avós e netos. Onde estarão os netos verdadeiros?
Regressados à escola os meninos fizeram perguntas: « Porque é que eles estão todos sentados?» Na sua ingenuidade as crianças confrontam-se com o óbvio mais facilmente do que os adultos. A monitora que tinha acompanhado a visita explicava, bondosamente: «Já trabalharam muito agora estão a descansar.» - Luís Barbosa, Instituto Humanismo e Desenvolvimento

« O que chamamos princípio é muitas vezes o fim. É acabar e começar. O fim é o ponto de partida» - T.S. ELLIOT

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

EI-LOS QUE VOLTAM!

Quem nos visitar ou por aqui passar vindo dos lados de Pavia tem a dar-lhes as boas vindas à chegada à nossa vila, como nos bons não muito velhos tempos, uma tenda de ciganos. Para já é uma, quem sabe se dentro de alguns tempos será um novo acampamento. Tudo tem um princípio. Suponhamos que qualquer dia todo aquele contigente que se desloca mensalmente a Avis, aos Correios, para receber os subsídios e rendimentos “mínimos”, que chegam nalguns casos a atingir 2000 -dois mil- euros livres de impostos, e livre de trabalho em qualquer fase da vida deles, resolvem por cá ficar para evitarem despesas de deslocação. Então como será?
Não me enganei quando escrevi somas a rondar os 2000 euros. E quem trabalhou uma vida inteira, quanto serecebe da Segurança Social?
É isto a justiça social que tanto se apregoa?

domingo, 6 de agosto de 2006

JÁ LÁ ESTÁ...HÁ DIAS!

Há alguns meses atrás referi neste local que um dos espelhos de sinalização colocado nas imediações da Torre de S. Roque e que permite visualizar a quem desce vindo do lado da Farmácia se se aproxima trânsito do lado direito da Rua dos Muros ( e cice-versa) se encontrava quebrado. Já há vários dias que por ali não passava e ontem fi-lo e é com agrado que, norteado pelo princípio de justiça que orienta ou tenta orientar este blogue, aqui registo que o referido espelho já se encontra substituído e a cumprir a sua missão.
Talvez com uns dias de atraso quanto à justeza deste comentário, no entanto aqui fica, para que conste...

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

GENTE DA NOSSA TERRA


Na semana passada ofertaram-me um CD de canções interpretadas pelo avisense TIAGO GARRINHAS, gravado ao vivo num espectáculo realizado em Avis. Gostei imenso e oiço-o assiduamente. Parabéns para o Tiago pois que no dia que conseguir gravar um CD em estúdio verá como a sua popularidade irá extravasar a área dos amigos. Vá em frente amigo! Parabéns e obrigado pela oferta!

No dia 30 de Julho foi o GUSTAVO MARTINS que levou o nome de Avis até à praça de toiros das Caldas da Rainha com a feitura de uma pega de caras que a todos agradou de sobremaneira. Para ele vão os parabéns “DO CASTELO” e de todos os que sentem orgulho naqueles que elevam o nome da terra (Avis) a que pertencem.

No passado dia 29 na Sociedade Recreativa e Dramática Eborense, antiga Mocidade, em Évora também foi dito o pronunciado o nome de Avis ao ser entregue o segundo lugar num concurso literário, na modalidade de quadra a um autor da nossa terra ( o tal que pretende manter o anonimato). “DO CASTELO” sabe que o tema do concurso era “O silêncio” e que a quadra premiada versava assim:



O SILÊNCIO MAIS ATROZ
QUE NOS DEIXA QUEDO E MUDO,
VEM DO EMBARGO DA VOZ
QUE NÃO DEIXA DIZER TUDO!

sábado, 29 de julho de 2006

CÃES VADIOS OU TALVEZ NÃO!!!


Os cães atacam rebanhos mesmo às portas da nossa vila. No Vale d’Ordem, na noite de terça para quarta desta semana, mais uma vez tal aconteceu sendo que ficaram estropiados uma ovelha e um borrego. A ovelha ficou com as costelas esfaceladas e o borrego sem uma perna. Diz-me o dono do rebanho que com estes dois animais já são onze as cabeças de gado que vê destruirem-lhe sem poder acicatar culpas seja a quem for. Esta situação mantém-se de há três anos a esta parte. Parece que ali para os lados da Serra aconteceu o mesmo ainda não há muito tempo. Perguntado se seriam cães vadios afirma-nos o lesado que poderão ser ou não, pois poderá haver donos de cães “perigosos” que os soltem um bocado à noite e eles façam aquele serviço. Ao certo nada sabe pois que apesar de já ter perdido algumas noites a espiar o rebanho, ali nas imediações das antenas parabólicas, acontece que quando lá fica nada de anormal se verifica.
Uma coisa é certa: as cabeças de gado aparecem mutiladas e os cães vadios (ou não), são os responsáveis por tal.
Até quando?

quarta-feira, 26 de julho de 2006

ASSIM NÃO SR. MINISTRO DAS FINANÇAS, ASSIM NÃO!

Eu passo a explicar porquê: durante todo o ano de 2005 andei a descontar a mais para o IRS e o Sr. Ministro ainda não me devolveu aquilo que me pertence, pelo que anda a governar o seu ministério com o meu dinheirinho. Depois, há mais de um mês que lhe entreguei o valor do “selo do carro” e de selo nada. Mas o que não me cabe na ideia é o seguinte: então o Estado não sabe quantos carros há a circular em Portugal para poderem calcular o número de selos necessários? Ou sabendo será que possa haver uma disparidade de um milhão ...mas afinal a matemática já não é uma ciência exacta? Que quisessem primeiro receber os euros para depois fazer os selos, mesmo não concordando, ainda vá que não vá. Agora estar tanto tempo sem os receber já me irrita.
Sr. Ministro desculpe esta falta de confiança que tenho em si mas o senhor também nada faz para que as coisas sejam de modo diferente.
Compreendo como vai ficar chateado quando souber deste meu desabafo a seu respeito mas olhe, paciência que eu também estou chateado, e muito, consigo...

domingo, 23 de julho de 2006

MUITO BEM OBSERVADO!

Há dias, quando estiveram essas temperaturas que ultrapassaram os quarenta graus, aconteceu entrar numa dependência bancária da nossa praça. Como empregados dois cavalheiros e uma senhora. Entabulei conversa com um cliente do banco que esperava igualmente a sua vez. Este disse-me: “Já viu como é? Eles de fato e gravata e ela toda descascada!...”
Confesso, nunca tinha reparado, mas a observação do meu amigo era extremamente correcta: enquanto “eles” andavam de casaco e gravata “ela” usava um "top" de alças, bem mais consentâneo com as temperaturas que se faziam sentir.
Não faria sentido desejar que os homens usassem camisolas de alças, mas que há uma enorme disparidade de “uniformes” entre cavalheiros e senhoras na classe bancária, lá isso há...pelo menos por cá.
Será discriminação masculina?

quinta-feira, 20 de julho de 2006

GENTE (BOA) DA NOSSA TERRA

Mais um avisense que levou pela positiva o nome de Avis a terras distantes. No passado sábado, dia 15, na Sala do Piano do Convento dos Capuchos em Almada, foi a distribuição de prémios do “Concurso de Quadras Populares 2006”, organizado pela Câmara de Almada e pela Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.
Porque um avisense ganhou uma menção honrosa o seu nome e o de Avis foi ouvido naquele local de cultura. O premiado não nos autorizou a divulgar o seu nome, o que respeitamos, mas “DO CASTELO” sabe que o regulamento tinha como temática o São João e a obrigatoriedade de incluir as palavras Almada e Futuro. O autor facultou-nos a quadra premiada que reproduzimos, com os nossos agradecimentos:

DISSE UM DIA À MINHA AMADA:
PORQUE TE AMO EU TE JURO,
DESTE S. JOÃO DE ALMADA
VAI NASCER NOSSO FUTURO!

sábado, 15 de julho de 2006

O ALCÓRREGO ESTÁ DE LUTO!

O Alcórrego vestiu-se de negro na passada terça – feira quando o fogo se dirigiu a alta velocidade para aquela localidade. Assisti ao fenómeno de destruição que o fogo proporcionou. Passei por lá na quinta – feira à tarde e ainda havia restos de árvores a arder. Foi mau de mais para ser realidade. De bom nada nestas situações. Ouviam-se queixumes daqueles que apavoradamente tentavam salvar os seus pertences. Parece que o fogo “veio” lá dos lados de Pero de Alter, segundo se dizia e sem se saber como ou porquê. O vento forte depressa o espalhou por todo aquele pasto enorme e seco. Apontavam-se nomes e responsáveis pela não limpeza dos terrenos: uns fugiram para “os Brasis”, outros estão por cá... ninguém quer saber de nada – desabafava-se. Atrás das casas vi autênticas lixeiras com pneus velhos abandonados e, imagine-se, vários capacetes de plástico de protecção usados nas obras. Alguns arderam.
Disse que de bom, nada nestas situações mas é de referir o sentido de solidariedade que estas tragédias trazem ao de cima. Vi gente a tentar minimizar os estragos com mangueiras de jardim que pouco ou quase nenhuma água deitavam. Vi o Pedro Filipe com o seu tractor a fazer aceiros numa prova idesmentível da tal solidariedade. A dona da casa próxima dizia: vi este homem com o tractor pedi-lhe e ele anda ali a passar aquele bocado de pasto. Não o conhecia.
Isto é solidariedade!
De regresso a Avis fi-lo pela Samarra e as valetas estão cheias de pasto seco. Muito pasto, alto, seco, autêntico barril de pólvora à beira da explosão. Não se limpam as valetas, como no tempo dos cantoneiros. Mas há falta de emprego ( não de trabalho)! Este mal não é concelhio, é nacional. Porque não pôr os desempregados a fazer este serviço com o correspondente salário, obviamente. E porque não pôr “alguns” presos a fazer este serviço, com um correspondente salário, pois minimizaria os encargos que acarretam enquanto enclausurados e sem qualquer rendimento laboral. E porque não pôr essa rapaziada do rendimento mínimo (os que já nascem com direito a ele e mais os outros) a fazer esse serviço com o correspondente salário, obviamente.
Enquanto isso não se fizer continuaremos a ter localidades de luto, onde tudo o que a vista alcança é negro e cinza.
Hoje o Alcórrego, amanhã quem sabe as nossas casas...

sexta-feira, 7 de julho de 2006

SIMPLEX?...SÓ COMPILICA!....


Como bom cidadão que se preze e fugindo às filas dos últimos dias que os finais dos prazos sempre acarretam, lá fui eu hoje, todo “contente”, pagar o selo do carro à Tesouraria da Fazenda Pública de Avis. Chegueiàs 09h10 e saí de lá às 10h30. Era o sexto da fila à minha chegada. Quando saí ficaram lá bem mais de dezoito pessoas que duvido se tenham despachado da parte da manhã.
Ora bem, se isto é o sistema SIMPLEX estamos arranjados. A mim parece-me muito mais o Sistema COMPLICADEX, pois nunca na minha vida tinha demorado tanto tempo para realizar esta operação. Acrescente-se que a culpa não é de quem está a executar o trabalho mas sim da capacidade de resposta dos computadores que ou é demasiadamente lenta ou...nula.
Ainda me resta uma dúvida: será que o nosso primeiro se esqueceu de englobar isto dos selos na Banda Larga????
Siga este conselho: despache-se enquanto é tempo, a não ser que goste de bichas ( filas)...

domingo, 2 de julho de 2006

TEMPO SEM TEMPO

Julgamos que o tempo passa vagaroso por esta campina alentejana mas não passa. Já entrámos no segundo semestre de 2006! Parece que ainda ontem foi a passagem do ano. Mas, vagaroso ou não, o certo é que o tempo nunca para. Cá por Avis temos um aliado que nos quer compensar dessa pressa que o tempo tem em correr: é o relógio da Igreja Matriz que compassadamente nos vai alertando para esse mesmo passar do tempo. Mais uma hora...mais meia...mais uma hora...mais meia....só que, apercebendo-se da velocidade exagerada do tempo, resolveu compensar-nos com cerca de cinco dos seus minutos: se repararem as horas e as "meias" são por ele lembradas com cerca de cinco minutos de atraso. E nós vamos vivendo todos felizes pensando-nos mais novos. O pior vai ser quando alguém responsável pelo “trabalhar” do mesmo se lembrar de o ir acertar. É que aí, num ápice, cada um de nós ficará cinco minutos mais velho.
Coisas do tempo dos relógios...

quinta-feira, 29 de junho de 2006

ASSIM ESTÁ BEM!!!

DO CASTELO” vive-se ou julga-se viver um clima de justiça. Pelo menos aos olhos do seu mentor. Já aqui, por mais de uma vez, fizemos referência ao facto de a Agenda Municipal chegar a nossas casas tarde e a más horas como sois dizer-se. Quando o fizemos tínhamos razão pois chegou acontecer que quando se recebia, um terço do mês já tinha passado e logo a informação que ela vinculava estava ultrapassadíssima.
Hoje é de toda a justiça que se refira que a Agenda Municipal de Julho já está em distribuição sendo que a “DO CASTELO” já foi entregue. Parece-nos que assim é que está correcto e por isso fica o registo e o aplauso.
Fiquei sobremaneira agradado com o facto do Festival da Juventude Avis a Rasgar ser lá para as bandas da Carapeta. É que com a idade que eu tenho, barulhos destes quanto mais longe “DO CASTELO” melhor, não me vão “rasgar” os tímpanos...

segunda-feira, 26 de junho de 2006

sábado, 24 de junho de 2006

GENTE ( BOA) DA NOSSA TERRA!

“DO CASTELO” irá divulgar, sempre que de tal tenha conhecimento, o nome de todos aqueles que levem o nome de Avis para fora das suas fronteiras concelhias. Assim, é com enorme prazer que lhe dizemos que nos XVII Jogos Florais da Ameixoeira ( Lisboa), foram classificados dois Benavilenses na categoria de Fotografia: com o 3º Prémio classificou-se o RICARDO ANDRÉ RODRIGUES CALHAU e com uma menção honrosa a D. GEORGINA ISABEL GRENHO RODRIGUES CALHAU. Acresce o facto de o júri não ter atribuído nem o 1º nem o 2º lugar, nesta categoria, conforme consta no “Correio da Manhã” de hoje a páginas 23 da sua secção de publicidade.
Tivemos conhecimento de que, igualmente hoje, o RICARDO ANDRÉ RODRIGUES CALHAU foi o primeiro numa prova de natação realizada em Gavião.
Para eles vão os mais sinceros parabéns, enviados aqui bem do alto “DO CASTELO”, para que de tal todos tenham conhecimento!

quinta-feira, 22 de junho de 2006

SANGUE : HÁ DAR E RECEBER...

“Dar sangue é fazer uma dádiva de vida. A quem dá não faz falta e para quem o recebe é uma nova oportunidade que se abre. E nunca se sabe quem vai precisar de sangue a seguir...


Todos os dias, num hospital qualquer, há alguém à espera de um passaporte para a vida. À espera de sangue, nomeadamente. Todos os dias também, há alguém que, conduzido pela generosidade, prescinde de um pouco do seu sangue para salvar a vida alheia. É que há sempre alguém cuja vida está suspensa por uma transfusão e nem sempre os serviços de sangue possuem reservas suficientes para atender a todas as necessidades.
E essas reservas só estarão em pleno com o contributo altruísta dos dadores de sangue. É que este “líquido” precioso não se fabrica artificialmente. Cada pessoa possui cerca de cinco a seis litros de sangue, dependendo....”

Para saber mais (sobre este e outros assuntos) passe pela sua farmácia e solicite um exemplar da Revista “Farmácia/Saúde” n.º 117, do corrente mês. É gratuita.

Só terá a ganhar!

terça-feira, 20 de junho de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


FELIZMENTE QUE EM AVIS AINDA HÁ QUE TENTE SUBIR MAIS ALTO.
ABENÇOADA JUVENTUDE!

domingo, 18 de junho de 2006

ERVEDAL HOMENAGEIA MÁRIO SAA

Na passagem do 113º aniversário do nascimento de Mário Saa, foi hoje prestada uma justa homenagem a este ilustre escritor na sua terra adoptiva que foi ERVEDAL. Com o lançamento de um livro intitulado “Mário Saa – Poesia e alguma prosa” dão-se a conhecer em mais de trezentas e oitenta páginas, alguns dos muitos poemas e alguma da muita prosa deste ilustre português, graças ao trabalho apurado do Dr. João Rui de Sousa, numa compilação que durou mais de dez anos a concluir. Para além da presença do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Ervedal simultaneamente e por inerência do cargo, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Arquivo Paes Teles, fizeram parte a mesa de honra a Dra. Elizabete Pereira e o Dr. João Rui de Sousa. A cerimónia, após apresentação do Sr. Presidente da Junta, começou com a superior declamação de poemas por três elementos do Grupo de teatro do Ervedal a que se seguiram intervenções da Dra. Elizabete e do Dr. João Rui de Sousa. A cerimónia encerrou com a actuação do Grupo de Cantares de Ervedal que como vai sendo hábito colheu os merecidos louros da sua actuação isto é as palmas entusiásticas de quantos assistiram a esta cerimónia.
Permita-me reproduzir um poema de Mário Saa que consta a páginas 115 do citado livro:

“QU’IMPORTA A GLÓRIA CINGIDA...”

Qu’importa a glória cingida
À minha fronte já morta?!
Com vida interessa-me a vida.
Sem vida nada me importa.


Do Grupo de Cantares de Erveda sou fã incondicional desde a primeira audição. Em sua homenagem vou reproduzir os versos da Marcha de Ervedal com que habitualmente encerram os seus espectáculos ( O que não foi o caso de hoje...):

"ERVEDAL TERRA DE ENCANTO"

Ervedal terra de encanto
Nosso torrão natal
Com a brancura do teu manto
Coração de Portugal

A tua gente bairrista
Já de velha tradição
Lutando pela conquista
Do bem regionalista
Ervedal do coração

Cantai raparigas
Esqueçam as intrigas
Rapazes cantai
Porque o nosso povo
Antigo ou novo
P’rá frente é que vai
Vibrando assim, cuidando o jardim
Que é Portugal, sorrindo contente
Viva a nossa gente
Em frente Ervedal!

Tão grande tua beleza
Azenhas, teus arredores
Onde a mão da natureza
Aproxima os amores

Também a Quinta das Rosas
Porque da nossa alegria
Das moçoilas mais formosas
Com os seus trajos tão vaidosas
Fazem sempre romaria

Cantai raparigas
Esqueçam as intrigas
Rapazes cantai
Porque o nosso povo
Antigo ou novo
P’rá frente é que vai
Vibrando assim, cuidando o jardim
Que é Portugal, sorrindo contente
Viva a nossa gente
Em frente Ervedal!

Apesar de
como disse ser fã incondicional deste grupo de cantares, permitam-me um pequenino reparo : quando interpretam aquela extraordinária série de cantigas de filmes portugueses, existe uma palavra portuguesa para substituir aquele palavrão inglês que usam e essa palavra é “rapsódia”.
Fica mais português, mais nosso...mas tudo bem!

terça-feira, 13 de junho de 2006

É UMA TOTAL FALTA DE RESPEITO!


Não chegava já a intoxicação de futebol que dia e noite nos entra pelas casas dentro, via olhos e ouvidos, senão agora terem mudado o figurino da Bandeira Nacional, como se pode constatar na foto acima.
Colocarem o vermelho do lado do verde (como tantas vezes fazem) já é muito mau, mas agora colocarem-lhe umas barras amarelas é demais.

E não me venham dizer que a culpa é dos chineses ou que... a cavalo dado não se olha o dente!!!

Haja decoro!

domingo, 11 de junho de 2006

"AVIS TERRAS DE SONHO" - UMA APOSTA CULTURAL GANHA PELA JUNTA DE FREGUESIA DE AVIS!




A Junta de Freguesia de Avis ganhou a aposta ao abalançar-se na edição de um livro de contos de um “filho” da terra.
“DO CASTELO” teve oportunidade de assistir ao lançamento do livro “Avis terras de sonho” da autoria de Fernando Máximo e pôde constatar in loco o modo como as pessoas aderiram a este evento cultural. Além de no lançamento do livro estarem presentes a Rádio Portalegre, A Rádio Tempos Livres de Ponte de Sor, e os jornais “A Ponte” e “Ecos do Sor” da vizinha cidade de Ponte de Sor, o que só por si servirá para divulgar de modo positivo o nome da nossa vila e da sua Feira do Livro, a Junta de Freguesia merece igualmente os parabéns por defender deste modo a cultura, dando aso que sejam conhecidos trabalhos daqueles que de outro modo não teriam hipóteses de os ver publicados. Poderá ter sido um risco, mas, repito, foi uma aposta ganha, pois não será muito comum no lançamento de um livro na “província” venderem-se mais de cem exemplares (se souber o número exacto ainda vo-lo direi)
O pai do autor leu, em homenagem ao filho e como corolário do lançamento do “Avis terras de sonho” os seguintes versos e que, por ter tido acesso aos mesmos, não quero deixar de partilhar convosco:

Filho meu te felicito
Com um abraço sincero,
A ir mais além te incito
Com tudo quanto te quero!

Se há dias na nossa vida
Que muito nos vão marcar,
Este é, em certa medida,
Um dia p’ra recordar!

Dar um livro à Sociedade
Não é um acto vulgar;
Quem tem possibilidade
Disso se deve orgulhar!

Um livro é uma memória
Do que nós somos capaz;
Ele é um pouco da história
Que hora a hora se faz!

Com quanto gosto e carinho
Foi o livro elaborado!
Percorreu longo caminho
Até ser apresentado.

Escrever é uma Arte
Que Deus nos dá ao nascer;
Te digo – modéstia à parte-
Nós temos esse prazer!

Eu já com a muita idade
Pouco mais posso alcançar,
Mas tu, cheio de vontade,
Tens muito para nos dar!

E quando eu deixar de ter
A caneta em minha mão,
Serei feliz por saber
Que tenho continuação!

A quem nos proporcionou
O prazer que desfrutamos,
A quem tanto te ajudou,
Nós os dois, gratos ficamos!

Quando o filho está contente
E a vida lhe corre bem,
Se é que o pai está presente
Sente alegria também!

Que Deus sempre te proteja,
Te dê possibilidades
E que todo o mundo veja
As tuas capacidades!

Com mais ou com menos jeito,
Vai em frente, filho vai!
...Sentir-te-ás satisfeito
Dando alegria ao teu pai!


2006.06.10
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO



"DO CASTELO” apurou igualmente que o livro continuará a ser vendido hoje na Feira do Livro de Avis ao preço “simbólico” de 5€, passando depois a estar disponível na Junta de Freguesia ao preço de 6€.
Eu, se fosse a si, comprava um ...

segunda-feira, 5 de junho de 2006

QUEM ME AJUDA?

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE?
Quem me ajuda a encontrar uma palavra para classificar os "animais" que fizeram este serviço na Rotunda de acesso à nossa vila?
ENERGÚMENOS, acho pouco e por isso peço a vossa ajuda.

domingo, 4 de junho de 2006

QUEM O AVISA SEU AMIGO É...


A Televisão já tinha informado : uma rede organizada anda a utilizar fraudulentamente cartões Multibanco. Por artes que só os meliantes sabem, conseguem os elementos necessários para fazerem levantamentos de contas que não lhe dizem respeito. Hoje mesmo um familiar meu me alertou para o facto de, mesmo sem sair de Beja, lhe “roubaram” 150 euros num movimento de Multibanco efectuado em Espanha.
Daí o meu alerta: vigie frequentemente os movimentos da sua conta bancária, nomeadamente os efectuados com cartões...DEPOIS NÃO DIGA QUE NINGUÉM O AVISOU!

terça-feira, 30 de maio de 2006

NÃO DEVIA SER ASSIM...


Sexta-feira passada faleceu um avisense no Hospital Distrital de Portalegre. O que aconteceu não se prende com o facto de ser avisense mas penso que não existe razão para o que sucedeu e passo a transcrever de acordo com conversa tida com um familiar próximo do falecido.
O óbito ocorreu por volta das dezasseis horas de sexta-feira, no Hospital onde o doente se encontrava internado havia três semanas depois de ter estado internado cerca de dois meses noutro hospital. O Ministério Público requereu autópsia. E aqui é que as coisas se começaram a complicar: apesar do óbito ter ocorrido às 16 horas já não foi possível fazer a autópsia senão na segunda-feira porque o médico que faz esse serviço se encontrava ausente. Nada tenho contra o médico nem sei as razões da sua ausência o que até nem interessará muito para aqui. A autópsia inicialmente marcada para as dez horas de ontem foi adiada para as onze, começou às onze e tal e terminou perto do meio-dia. O funeral foi cerca das 17 horas de segunda.
A minha pergunta é a seguinte: em situações destas não deveria haver alguém que assegurasse o serviço das autópsias? Dir-me-ão, o falecido já nada sofre...e as famílias não contam? E o sofrimento dos seus entes mais próximos, não conta? E o respeito pelas “pessoa” ainda e mesmo que falecida não conta? A situação em que o corpo se encontrava era de tal modo degradante que considero dispensar-me a comentá-lo por ser demasiado macabro.
Uma coisa é certa: não deveria ser assim e talvez que o nosso Presidente da República devesse fazer um Roteiro pelas morgues e casas mortuárias deste nosso Portugal moribundo!
Não dá para compreender!!!!

segunda-feira, 29 de maio de 2006

TRÊS EM UM!


(Introdução: este post deveria ter sido colocado no passado dia 27, sábado, por volta das 23:55, mas acontece que eu comprei um sapo que só "assapa" quando quer. Apesar de algum desfazamento no tempo acho por bem reproduzi-lo do mesmo modo.)

1 – PARABÉNS AOS NOSSOS BOMBEIROS

Comemorar 27 anos é certamente comemorar um marco feito de muitas recordações boas e más. A maior parte das vezes só nos lembramos dos Bombeiros quando nos fazem falta, ignorando todos os sacrifícios que essa boa gente passa. Numa altura em que a época propícia aos fogos se acerca a passos largos, bom seria que cada um de nós ajudasse esta Instituição, por certo uma das mais importantes do nosso concelho.
A todos os que fazem ou que já fizeram parte da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Avis, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns.

2 – SINAIS DOS NOVOS TEMPOS

Na quinta-feira passada foi dia de quinta-feira da Ascensão. Mandava a tradição que neste dia se fosse ao campo apanhar a espiga, se fizesse com ela uma cruz que serviria para proteger as searas. Manda agora o oportunismo desenfreado que se assista a situações como esta: na quinta-feira por volta das oito e meia da manhã, em plena cidade(?) de Algés, a TVI mostrava uma senhora a vender molhos de espigas a dois euros e meio. Claro que não tinham sido apanhados nesse dia e aliás a senhora vendedora dizia que tinha comprado o trigo em Coimbra, os malmequeres numa florista e mais uma série de baboseiras que em nada se podem rever na tradição do dia da espiga.
Enfim, sinais dos novos tempos.

3 – MOSQUITOS POR CORDAS

A nossa vila está infestada de mosquitos que nos atacam por tudo quanto é sítio, chegando mesmo a picar na cabeça de quem, como eu, ainda não é careca. Na passada quinta-feira estive no Clube Náutico e vim de lá devidamente assinalado por essa “bicheza”, e de tal modo, que hoje, sábado quase domingo, ainda tenho sinais dessas mordidelas na cabeça. Estamos feitos.
A propósito de Clube Náutico, as piscinas ainda não estavam abertas e segundo conversa de café, logo não confirmada, as piscinas não abriram ainda porque se tal acontecesse os alunos (as) da EB 23 Mestre de Avis deixariam de ir às aulas para irem para as Piscinas.
Só pode ser mesmo conversa de café....

4 – AUDITÓRIO ÀS MOSCAS

Acabo de regressar a casa depois de ter ido ouvir um conjunto de música popular portuguesa ao nosso Auditório Municipal. Penso não terem estado mais de quarenta pessoas naquele magnífico espaço a assistir a um não menos magnífico espectáculo. Parabéns à Câmara que contratou os "CANTAREIAS" e parabéns ao Grupo que tão profissionalmente sabe defender a música popular portuguesa.
Quanto à diminuta assistência, é pena, é triste mas é a realidade que temos....

(Peço desculpa porque afinal sairam “quatro em um”...)


















sexta-feira, 26 de maio de 2006

É PRECISO INOVAR

As Associações, sejam elas de que natureza forem não se deviam resumir a duas ou três actividades por ano, fechando-se depois numa inactividade que quase parece desaparecerem.
Vem isto a propósito de uma notícia que me chegou de que os Amigos do Concelho de Aviz, enquanto Associação Cultural e como tal, descobriram uma nova forma de cultura e que é tão simples quanto isto: no próximo Domingo, dia 28, irão receber uma “embaixada” proveniente de Olhão, a quem irão mostrar as beleza da nossa terra em vertentes tão diversas como sejam a paisagística, histórica, gastronómica ou as tradições patentes nos nossos museus ( não esquecer que em Benavila também há um museu!). Certamente que estas quarenta pessoas que nunca pisaram as Terras do Mestre, a exemplo das que recentemente nos visitaram aquando do encerramento dos IV Jogos Florais de Avis, se forem bem recebidas, irão, mais tarde ou mais cedo voltar a Avis.
Assim, é necessário inovar, ter ideias e ir um pouco mais além dos estafados mas lucrativos concursos de pesca ou as igualmente importantes mas “solitárias” festas de Verão. Mesmo com subsídios diminutos é possível fazer um poco mais, já que mais não seja para justificar esses mesmos subsídios.
E depois existe essa coisa excepcional que é a feitura de “parcerias” para se conseguirem objectivos que por vezes uma só Associação não consegue alcançar.
Para os Amigos de Aviz os meus parabéns pelo que fazem e têm feito na divulgação das riquezas da nossa terra.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


À frente só tinham passado dois...pelo menos que se visse aqui "DO CASTELO"!
Para o ano haverá mais Volta ao Alentejo pelas terras do Mestre.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

SORTE OU AZAR?

Ora vejam lá se isto não é azar: vinha eu muito descansado de uma visita ao Clube Náutico quando, ao passar nas traseiras dos quintais das casas que pertencem ao Bairro com o mesmo nome, me cruzo com outro veículo que, como é lógico seguia em sentido contrário. O que já não é lógico é que ao encostar-me o mais possível à direita tenha levado com uma enchurrada de águas sujas provenientess de uma dessas casas, que naquele preciso momento começaram a jorrar. Dois canos a lançarem água em simultâneo deram uma banho de "sujidade" ao meu carro que foi literalmente encharcado na sua metade direita, desde o capôt até à mala. Eram cerca das 15 horas e 15 minutos de hoje. Quando o bairro foi feito certamente que não se terá pensado neste problema, mas se calhar ainda seria tempo de o remediar, evitando assim que os esgotos (sim água limpa não é) corram a céu aberto para a via pública e depois escorram pelas valetas da estrada.
Então e se eu viesse com os vidros daquele lado abertos como era? Ia pedir responsabilidades a quem? E se eu, ou outra pessoa qualquer que por ali passasse naquele preciso momento a pé e levasse com uma "penicada" daquelas na cabeça? Como era?
Bem vistas as coisas ainda foi o melhor que se pôde arranjar; tenho que admitir que tive muita sorte...

terça-feira, 23 de maio de 2006

SINAIS DOS TEMPOS


Portalegre celebra hoje o dia da cidade, assinalado com pompa e circunstância. Das diversas iniciativas consta(ou) a realização de uma tourada. Mas o que não deixa de ser estranho é que possuindo Portalegre uma Praça de touros fixa, a festa brava seja ou tenha sido feita numa praça desmontável. Sem o uso que merece, certamente que a antiquíssima praça será mais um imóvel a abater ou a abater-se devido à degradação.
Recordo que antigamente as pessoas iam em alegre romaria até à praça de toiros, em dia de festa, desfrutando de um são convívio. E não me venham dizer que a praça fica muito longe porque ainda há dias se celebrou a festa do Senhor dos Aflitos e centenas de Portalegrenses fizeram o caminho a pé em sinal de devoção e a capelinha fica mais distante do que a praça.
È claro que os motivos são diferentes pois os “Aflitos” são cada vez mais, mas também não deixa de ser um sinal dos (novos) tempos onde mais uma vez impera o factor económico que continua a ditar as suas leis...

domingo, 21 de maio de 2006

ECERRAMENTO DE JOGOS FLORAIS FOI SINÓNIMO DE ESPECTÁCULO!

A cerimónia de Encerramento dos IV Jogos Florais de Avis revestiram-se de um assinável êxito, como já vem sendo hábito nas iniciativas dos Amigos do Concelho de Avis - Associação Cultural. Foi dito aos microfones do auditório Ary dos Santos que foram apresentados a concurso 411 trabalhos de 131 concorrentes oriundos de 69 localidades de todo o país. Não tenho razões para não confiar no que ali foi dito.
Numa sala onde estavam mais de 120 pessoas é de salientar que havia gente vinda de terras tão díspares como Porto Côvo, Faro, Almada, Portalegre, Beja, Ervidel ou Silves. Uma mais valia foi dada pela agradável actuação do Grupo de Cantares do Ervedal que, quanto a mim,que já os tinha visto actuar uma vez, têm feito assinaláveis progressos. Nuns Jogos em que estava em "jogo" a PAZ, não restam dúvidas que ontem à tarde, se respirou Paz no Auditório Municipal.
No salão da Junta de Freguesia os Amigos de Aviz souberam receber todos os convidados e o público que quiz partilhar desta festa com um lanche que serviu também ele de insentivo para que aqueles que ontem pela primeira vez visitaram Avis ( e foram bem mais de dez) partissem com vontade de voltar.
Parabéns aos organizadores e parabéns ao Grupo de Cantares do Ervedal pois ambos sabem honrar condignamente o nome da sua terra.
Espero que para o ano haja mais!

quinta-feira, 18 de maio de 2006

ESTOU FARTO!

Estou farto de encontrar a minha caixa de correio electrónico cheia de lixo. Seguramente que todos os dias elimino mais de uma dúzia de mensagens, algumas delas antagónicas. Senão vejamos: uns querem à viva força vender-me Viagra ( porquê e para quê?) enquanto outros me arranjam carradas de Xanax. E a minha dúvida é esta: se tomo o Xanax para que me serve o Viagra? E se tomo o Viagra como posso tomar o Xanax? Para dormir e ter sonhos cor de rosa?
Falo deste dois produtos já que não falo de outros ainda mais esquisitos e que só de pensar neles me fazem corar. Mas antendendo à sua curiosidade sempre lhe falo e digo que tem a ver com o tamanho do falo...CHIÇA!
Estou farto, mas tão farto que vocês nem imaginam.
E o pior é que não sei como eliminar esta situação!

quarta-feira, 17 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


TÍTULO: HÁ VIDA PARA LÁ DO HORIZONTE!
LOCALIZAÇÃO: ALGURES NA BARRAGEM DO MARANHÃO

terça-feira, 16 de maio de 2006

PROGRAMAS E CARTAZES

A nossa vila é habitual estar bem composta por cartazes e programas anunciadores de actividades, quer sejam de iniciativa institucional quer sejam de iniciativa das diversas Associações e Colectividades que por cá vamos tendo. É certo que quem põe os cartazes, depois dos eventos passarem não volta lá para os arrancar do sítio onde os colocou e alguém terá que o fazer, nem que seja para colocar novos e já não tem espaço para tal. Mas acontece que por vezes os ditos cartazes são arrancados antes dos eventos terem acontecido. Este fim de semana, na noite da reconstituição da Feira Medieval foi um vê se te avias: alguém que desceu a Machado dos Santos e seguiu pela 1º de Maio abaixo, foi fazendo a tal limpeza. Mas não deixa de ser engraçado que há quem esteja precavido para estas situações e, talvez por teimosia, lá volte a colocar o que ainda está para ser e ainda não foi.
Aconteceu isso com um que anuncia a realização da cerimónia de Encerramento dos IV Jogos Florais de Avis no próximo sábado: cartaz roto, cartaz reposto!
Li-o com alguma atenção e acho que quem gostar de poesia popular não deve deixar de comparecer no nosso Auditório Municipal no sábado, dia 20, a partir das 14:30. Se à poesia popular juntarmos a actuação do Grupo de Cantares do Ervedal e depois passarmos para o Salão da Junta de Freguesia onde haverá um beberete/convívio com mais poesia, penso que não será pelo facto de rasgarem os cartazes que deixaremos de lá ir.
Só mais uma coisa: é que eu conheço pessoas que andam a colar cartazes como fazendo parte das suas actividades remuneradas, mas também há alguns que eu conheço que o fazem por pura carolice.
Vá lá, vamos ter um pouco mais de respeito por esta rapaziada.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA
















Quem transitar em veículo automóvel na R. Dr. Manuel Lopes Varela, em Avis, encontrará no entroncamento com a Rua da Horta do Chão ( junto à oficina do Mestre Horácio) um sinal de STOP. Até aqui tudo bem. O sinal está ali devidamente colocado. No entanto, ao cumprir com a lei, quem respeitando aquele sinal olhar para a sua esquerda, terá a visibilidade da Rua que a foto da esquerda( baixo) documenta, isto é, não tem a percepção se vem ou não alguém motorizado a subir a rua. Para tal, terá que avançar e só bem no meio da Rua da Horta do Chão poderá aperceber-se da existência ou não de trânsito na referida artéria, vinda de baixo, como a foto da direita (alto) documenta.
Eu nem digo que a camioneta está ali mal estacionada, mas que condiciona e de que maneira o trânsito, ai lá isso condiciona que ainda há dias( há mais de um mês) eu mesmo ia batendo em quem vinha a subir a rua e que eu, apesar de tomar as devidas cautelas não via. E se batesse, apesar de ter parado, o culpado era eu que...até tenho lá um “stop”.
Para que conste!

domingo, 14 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Está bonito o Clube Náutico, bem como toda área envolvente, nomeadamente a praia fluvial, o passeio pedestre. O "Água Doce" recomenda-se. Como se pode comprovar pelo ar prazenteiro do veraneante que a foto ilustra, pssam-se ali importantes e merecidos momentos de lazer.
Parabéns à Câmara Municipal de Avis, ao empresário Gustavo Martins e à sua equipa!

quarta-feira, 10 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Não deixa de ser curiosa a maneira como as gentes de Valongo protestam pelo possível e mais que provável encerramento da sua escola primária. Nesta casa, por exemplo, a pasta dos livros pendurada na parede, ali bem à vista de todos, é a prova mais que evidente de que há ali gente interessada em aprender.
Palavras para quê?

domingo, 7 de maio de 2006

SEM COMENTÁRIOS...

Passo a transcrever, deixando os comentários ao critério de cada um de vós, uma notícia retirada do Jornal Correio da Manhã do passado sábado que a páginas 20 diz o seguinte:

“CINCO NUM MÊS

Ao alunos do 2º Ano de uma escola do 1º Ciclo em Portalegre tiveram cinco professores diferentes num mês, entre Novembro e Dezembro.”

IMAGENS DA NOSSA TERRA

Dada a anunciada extinção de freguesias, de entre as quais sobressai a do Maranhão, quis por lá passar antes de isso acontecer. Ao chegar deparei com a placa aqui reproduzida e aquele "seja prudente" levou-me a pensar que afinal o Maranhão tinha aumentado substancialmente a sua população. E tomei as devidas precauções: devagar não vá aparecer alguém disparado. Pura ilusão: entrei naquele rectângulo que mais parece um condomínio privado e não vi vivalma na rua. As casas estão quase todas abandonadas. No Café do Baeta a mulher deste não sei se esperava algum freguês ocasional ou se esperava o marido para almoçar, dado que ele tinha ido a Avis meter o euromilhões. Bebi uma água e satisfeita a minha curiosidade regresso sempre com aquele bendito "seja prudente" na memória. E então não é que no regresso, mesmo junto à placa, vinha um caracol em passo apressado a atravessar a rua? Parei, deixei-o passar e depois de dez minutos sem que visse alguém para além do caracol a "acelerar", arranquei nas calmas.
Concluí então: sempre faz falta ser prudente ao entrar no Maranhão...pelo menos enquanto ainda por lá se virem caracóis!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

"RECUERDOS" DE AVIS

Há dias vi numa loja do nosso comércio tradicional um prato pintado onde se podia ler a legenda: “RECORDAÇÃO DE AVIS”. Amiudei melhor e verifiquei que se tratava de uma pintura que retratava uns cabeços no cimo dos quais existiam moinhos azuis com enormes velas. Conhecedor como penso ser de grande parte do território do nosso concelho inquiri:
- Desculpe lá senhora, mas onde é que ficam estes moinhos?
- Não faço a mínima ideia, eu é que escrevi “recordação de Avis”, para ver se se vendiam...

Não sei se isto será uma boa técnica de venda nem sequer se resultará, mas tenho a certeza que se está a vender ( ou comprar) gato por lebre. Quem leva pensa que temos por aqui moinhos a funcionar quando não temos , mas temos, isso sim, coisas tão ou mais bonitas que os moinhos daqueles pratos. Expliquei isso à senhora da loja, fui tirar uma fotografia à Porta do Anjo, ofereci-lha e ela prometeu-me mandar fazer uns pratos com esse símbolo de Avis.
Estive lá hoje mas ainda não vi nada de novo, no que aos pratos concerne, pois até os dos moinhos ainda por lá continuam...

segunda-feira, 1 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA

O Dia do Trabalhador é comemorado em todo o mundo e é natural que quem mais gosta de o fazer é quem efectivamente tem emprego/trabalho. Cá pela nossa terra o dito trabalho não abunda, pelo que cada vez mais os nossos desempregados estão na esperança de verem uma luz ao fundo do Arco da Porta do Anjo, como se pode verificar pela foto acima.
Que outra esperança poderão ter?

quinta-feira, 27 de abril de 2006

SAIU A ÁGUIA nº 18

Aí está a Águia Nº. 18 dos Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Seis anos após a publicação do número zero aparece agora renovada na sua apresentação que passou a ser a cores.
Dedicada à Freguesia de Alcórrego não deixa de ser interessante ler artigos sobre resistentes ao antigo regime, saber da razão de ser de alguns anexins daquela localidade, e ter ainda em atenção que O Mote é o Montinho e a opinião de um emigrante...
Aconselho: veja se ainda consegue arranjar uma pois parece que esta edição vai esgotar.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

GENTES DA NOSSA TERRA!

A D. Maria L. é uma comedora de bolos passiva. Passo a explicar: tal como há os fumadores passivos que sofrem as consequências dos fumadores propriamente ditos, a D. Maria L. não comendo bolos sofre do facto de ter que lidar com eles diariamente e daí o facto de lhe terem apodrecido quatro dentes que teve de extrair em tempos. Agora pensou e muito bem em compor a boca e para isso utilizou os serviços de um protésico de carreira “internacional”, a residir em Avis. Tiradas as medidas e as provas eis que a D. Maria L. remoçou com os seus novos dentinhos. Mas o pior veio a seguir quando pretendeu tirar os ditos dentes postiços: não saiam. O marido, a golpes de alicate lá lhe conseguiu tirar dois mas os outros dois...bem ao fim de infrutíferas tentativas e ao fim de três dias de martírio, teve que se resolver a ir ao Centro de Saúde onde um enfermeiro a muito custo e depois de ter posto a hipótese de utilizar uma chave inglesa, lá lhos conseguiu tirar o que para a Maria L. foi um alívio tamanho, segundo as suas próprias palavras.
Quanto ao protésico parece que nunca mais lhe deu novas nem mandadas apesar de ainda haver umas contas a ajustar...como é óbvio!
Ele acontece cada uma!

terça-feira, 25 de abril de 2006

25 DE ABRIL DE 1974!!!!!

É SEMPRE BOM RECORDAR:

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola,vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade


Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz

Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

domingo, 23 de abril de 2006

HOJE A EDP PRESTOU UM MAU SERVIÇO EM AVIS


Hoje, entre as oito da manhã e cerca da um da tarde não houve electricidade na minha rua. Não duvido que era necessário fazer este corte de energia para rectificar algo que estivesse menos bem. O que não posso concordar é que a EDP que é tão zelosa na cobrança das suas facturas e que não exita em cortar o fornecimento de electricidade a quem não cumprir atempadamente com as suas obrigações, não cumpra com as suas próprias obrigações pois o mínimo que se lhe pedia ( pede) é que avise os consumidores que estes cortes se vão verificar e por qual o tempo previsto. Perguntei aos meus vizinhos e nenhum deles sabia de nada. A reparação foi aqui em Avis e não acredito que tivesse sido uma emergência: aliás alguém me confirmou que não. Eu pergunto: um meu vizinho tem 30 ovos numa chocadeira. Com a falta de aquecimento de cinco horas aos ovos, se os pintos não nascerem a quem vai pedir responsabilidades? Avisado, talvez pudesse ter remediado a situação de outro modo.
Uma coisa é certa: a EDP demonstrou um total desrespeito pelo menos pelos moradores da minha rua onde todos pagam as suas contas a tempo e horas. Não sei se o corte se estendeu a outras zonas.
Antigamente avisavam até com anúncios públicos, agora, talvez para pouparem gastos em papéis, prestam um mau serviço.
Aqui fica o registo, apesar de eu saber que não irá servir de nada!

sábado, 22 de abril de 2006

PONTO POR PONTO, CONTO POR CONTO OU VICE-VERSA


Os meus parabéns à Lena (.. da Biblioteca) pelo belo trabalho realizado em prol de um encontro de contadores e ouvidores de contos como aquele que se realizou no passado dia 20 no Auditório Municipal, e que foi o 2º da nossa vila. Eu sei que já estão a dizer: pois a Lena é que recebe os parabéns e eu é que andei lá feito cágado (tartaruga), e eu feito Pinóquio e eu feita Coelhinha e os parabéns são só para ela! É lógico que não: os parabéns são para todos os que colaboraram, mas nestas coisas há sempre um que recebe os “troféus” e depois deverá ter o cuidado de os distribuir equitativamente ( se tal fôr o caso) pelos outros elementos que o acompanharam. Dado que está bem explicito que os parabéns são para todos os que tornaram possível esta iniciativa vamos à frente. Quando lá cheguei, confesso envergonhado, pensei que iria assistir a uma sessão de fotografias para a Playboy: o Francisco Cordeiro de máquina fotográfica ao ombro, uma Coelhinha....mau, querem ver que me enganei. Mas ao deparar com a Cinderela e os outros personagens logo vi estar no sítio certo. Se a parte da manhã/tarde foi interessante de seguir ( nunca pensei que a D. Rute tivesse tanta certeza de qual a forma de um piolho, que para mim será menos redondinho) a noite foi um espectáculo: a Professora Maria Albertina esteve cinco estrelas e o Sr. Ministro esteve ao nível do que eu lhe conheço. Pena foi que não o deixassem contar mais um conto de hora e tal que todos nós teríamos adormecido e aí sim, ele concluiria que é um grande contador de contos, e que os seus 91 (noventa e um) anos são o corolário de uma vida intensamente vivida e sabida e que o seus contos tinha posto a dormir toda uma plateia de gente que poderia ser composta por netos seus. E, afinal, para que serviam os contos antigamente senão para adormecer? Digo-lhes : que medo que eu tive que o Sílvio se tivesse perdido no caminho e não tivesse encontrado a casa do sogro sua alteza real o rei...
Quanto aos contadores profissionais acho, e isto não é mais que a minha opinião pessoal, que o grupo do ano passado estava muito mais homogéneo. Este ano houve uma diferença abismal entre a Patrícia, mais ou menos principiante e o “mentiroso” ( as palavras são dele) do Fontinha. Mas no geral dou uma nota altamente positiva ao encontro. Registe-se a presença assinalável da classe dos professores, se bem que aqui me fique uma dúvida que só no próximo encontro poderei deslindar se eu e eles lá chegarmos.
Para terminar mais uma nota para a Lena ( espero que o Angelo não seja ciumento):Penso que esta “rapariga” tem umas asas de cegonha que poderia dar largos e importantes voos no campo da cultura, mas por razões que se prendem com o seu limitado habitat, apenas dá voos de milheirinha.
Ainda assim importantes e altamente merecedores dos meus sinceros elogios.
E que venha o 3º Encontro enquanto eu por cá andar....

quarta-feira, 19 de abril de 2006

OBVIAMENTE QUE OS DEMITIA!!!!


Se tivesse poder para tal, demitia todos os deputados que na passada quarta-feira tiveram o arrojo de assinar o ponto e de imediato abandonaram a Assembleia da República sem pudor nem respeito por aqueles que, através do voto, lá os colocaram. Mas que raio de país é este, onde aqueles que deveriam dar o exemplo pela positiva, o dão pela forma mais mesquinha e negativa? Que corja colocámos na Assembleia? Aquilo era o de melhor que tínhamos para lá colocar? Pobre país que tais eleitos tem.
Seria interessante virem a público as justificações e as desculpas que aquele bando de “desertores” vão apresentar para justificarem o usurpar do erário público de modo tão escandaloso.
Para as próximas eleições garanto que vou repensar muito a sério o sentido do meu voto: estou farto de palhaçadas, salvaguardando todo o respeito que os palhaços, os verdadeiros, me merecem.

domingo, 16 de abril de 2006

PARABÉNS À CASA DO BENFICA EM AVIS

“DO CASTELO” endereça os parabéns à Casa do Benfica em Avis pela realização do seu 3º Rally Paper Nocturno e pelo enorme êxito que o mesmo alcançou. Para além da prova em si há a realçar o convívio e espirito de camaradagem que se desenvolvem durante esta prova. À meia dúzia de craques que se desdobraram em boas vontades para que tudo decorresse dentro dos parâmetros traçados as minhas homenagens.
Continuo a pensar que a prova este ano foi muito mais linear, muito mais perceptível, menos emaranhada. Só há uma coisa que eu não percebo: então se era tudo muito mais fácil porque é que a minha equipa a complicou, a tornou difícil ao ponto de obter a pior classificação de sempre?
Ai p’ró ano....

sexta-feira, 14 de abril de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Agora que você já não tem dúvidas que chegou a Aldeia Velha, "DO CASTELO" dá-lhe uma ajuda no sentido de se precaver em caso de necessidade de estacionar na imediações do Café do Cabo Corvo. Porque estes dias de férias são poucos, estude quando ali pode estacionar antes de avançar. Depois, se não foi ontem de manhã aproveitando a folga que o Sr. Presidente da Câmara nos deu ( Obrigado Sr. Presidente da Câmara!) ou a tarde que o Sr. Primeiro Ministro nos deu (Obrigado Sr. Primeiro Ministro!), ainda poderá ir hoje aproveitando a folga que Jesus Cristo nos deu (Obrigado Sr. Jesus Cristo!) ou ir amanhã aproveitando o fim de semana à Inglesa ( Obrigado Srs. Ingleses!) ou no Domingo aproveitando a folga que o Descanso nos dá (Obrigado Sr. Descanso!) ou na Segunda Feira, aproveitando o feriado que o Anterior Regime nos deixou ( Obrigado Sr. Anterior Regime - lagarto, lagarto, lagarto!).
Mas o tempo é sempre pouco e por isso, clique na foto e estude quando pode estacionar e beber ali o seu cafezinho tranquilamente...

terça-feira, 11 de abril de 2006

... O QUE É ALENTEJANO É MUITO BOM!

O que é Nacional, à excepção do Sérgio Conceição, é bom. Mas o que é Alentejano é muito bom. Atentem nesta notícia vinculada no último número do semanário Expresso, a páginas 22:

ALANDROAL

Saúde distinguida
O Centro de Saúde do Alandroal recebeu o prémio “E-medicina” atribuído pelo Forum “Hospital do Futuro”, vencendo a concorrência do Serviço de Cardiologia do Hospital Pediátrico de Coimbra, a Fundação AMI e o Departamento de Pneumologia do Hospital Pulido Valente.
E porque não o nosso Centro de Saúde qualquer dia ganhar um qualquer prémio?...Cá estaremos para o duvulgar, como é óbvio!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

sexta-feira, 7 de abril de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Se ainda assim, com duas placas, duvidar que chegou a Aldeia Velha tem duas alternativas:
1ª - Clique na imagem para ver as placas maiores;
2ª - Avance na estrada uns trinta metros e encontrará outra placa a desejar-lhes as boas vindas a Aldeia Velha.
Se mesmo assim tiver dúvidas não espere que lhe coloquem mais alguma placa....pois você é que é muit'a burro....

quarta-feira, 5 de abril de 2006

FCB 2 - 0 BEN(avila)

Estranho seria o Barcelona não ganhar: então com o Senhor Ronal Koeman a falar espanhol, o Barcelona tinha dois treinadores a orientá-los ...
Ora se só com um já chegava, com dois então foi de vez!

terça-feira, 4 de abril de 2006

quarta-feira, 29 de março de 2006

AVIS, A DESERTIFICAÇÃO E QUE FUTURO?


A desertificação humana está, cada dia que passa, mais presente na nossa vila, o que é aliás perfeitamente visível. Não será necessário recuar muito no tempo para nos lembrarmos como as pessoa enchiam a loja do Sr. Rui, sendo que por vezes nem cabiam todas lá dentro, donde o estratagema dele, Rui, ir “aviando” mais que uma pessoa ao mesmo tempo de modo a “segurá-las” a todas. Hoje vemos o Sr. Rui à conversa com os reformados habituais que espreitam o sol ali no Jardim do Mestre, esperando que algum freguês lhe apareça.
O “Zé Jaquim” com uma gama diversificada igualmente de produtos( materias de construção, detergentes, produtos para a pesca etc, etc.) dizia-me ontem que há uns anos, quando abria a loja, havia já sempre oito ou nove pessoas à espera que ele chegasse. Hoje é ele que espera o dia inteiro que lá vão oito ou nove clientes durante o dia todo.
A “Bita do Rodrigues”
não fôra o recebimento das facturas da Electricidade e bem se podia dedicar por inteiro a fazer “casacos de malha” para o seu cão e até para vender...
E isto enche-me de tristeza e causa-me um certo pânico.
Afinal para onde caminhamos? Que futuro está traçado para a nossa freguesia, para o nosso concelho? Dir-me-ão que nos concelhos limítrofes ( com excepção de Ponte de Sôr) se passa a mesma coisa. Acredito, mas a mim preocupa-me sobremaneira o que se passa aqui, e o que se passa não é nada que nos permita antever um porvir muito risonho... antes pelo contrário.
A continuarmos assim, com a saída dos jovens e a morte dos mais idosos, nem a Farmácia, que actualmente é a melhor loja de Avis, se vai aguentar!

sexta-feira, 24 de março de 2006

aponte DEIXOU DE SER UMA MIRAGEM

aponte do mês de Março já chegou a Avis. Traz novas roupagens e desde logo realça o facto de ser um “mensário dos concelhos de Avis e Ponte de Sôr” que nos leva a aguçar o apetite em (re)descobrir as notícias do nosso concelho.
Jornal muito mais interessante e completo, esta mudança está associada ao facto de para a “Redação” ter entrado um SENHOR do mundo do jornalismo que dá pelo nome de SILVA FERNANDES.
Não vou aqui dar mais pormenores pois o melhor mesmo é comprar um exemplar, ver com os seus próprios olhos e descobrir, por exemplo, quem são os “famosos no Alcórrego”.
Parabéns. O pior é que agora chegamos à última página e não nos apetece sair d’aponte...

sábado, 18 de março de 2006

A PRAGA!

Se o rendimento per capita se medisse pela quantidade de telemóveis que uma população possui, certamente que Portugal estaria entre os países mais ricos do mundo. Poderá não se ter dinheiro para algum bem essencial, mas para um telemóvel, ai lá para isso tem que haver. E claro, da última geração! Expandiram-se de tal forma que se tornaram numa autêntica praga e como praga que são “atacam” nos locais mais indesejáveis: no meio de uma reunião de trabalho, quando se respeita um minuto de silêncio em memória de alguém e, claro está, nos velórios ( como aliás já hoje pude comprovar).Num velório, quando os acompanhantes e família do defunto estão em recolhimento ( ou quase...) eis que desatam a tocar telemóveis pelos quatro cantos da Igreja. E depois há para todos os gostos: toques de valsa, passodobles e, imagine-se, até “La cucaracha!”
Aqui só há uma maneira de dizimar a praga : é o utilizador desligar o “bichinho mau” ou pô-lo na vibração, demonstrando assim respeito por quem nos deixou e pelo sofrimento das respectivas famílias.
Se antes se dizia, quando algo era desnecessário ou inoportuno, de que faz tanta falta como uma viola num enterro, olhem que adaptado aos tempos modernos bem poderíamos mudar o ditado para : faz tanta falta como um telemóvel num enterro...

segunda-feira, 13 de março de 2006

SEM COMENTÁRIOS!

No programa “Prós e Contras” exibido hoje no canal 1 da RTP, sobre o primeiro ano da Governação do Partido Socialista, foi exibida uma peça demonstrativa do desagrado de certas camadas populacionais em que uma manifestante ostentava um cartaz com os seguintes dizeres:

PUTAS AO GOVERNO, QUE OS FILHOS JÁ LÁ ESTÃO!

domingo, 12 de março de 2006

AVIZ SÉCULO XXI - ENCERROU A SEGUNDA CONFERÊNCIA


Em termos de balanço e pelo que vi e ouvi na 2ª Conferência efectuada pelos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ, no Ciclo subordinado ao Tema Aviz Século XXI em que foi debatida a “Cidadania, Participação e Associativismo”, o mesmo parece-me altamente positivo. Na conferência iniciada Às 15 horas nunca terão estado mais de 50 pessoas simultaneamente, mas foi de tal modo participativa que acabou já para lá das 19 horas. Do que por lá ouvi ficou-me no “ouvido” coisas como esta: foram efectuados 80 convites por escrito sendo que todas as Associações/Colectividades/Juntas de Freguesia do nosso concelho o foram por entrega directa do convite. O Sr Vereador do Pelouro da Cultura da CMA disse que há no concelho de Avis 35 Associações, ora bem, foi lá dito igualmente que dos 80 convites ( onde constavam as tais 35 Associações locais, Colectividades, Juntas) estiveram presentes 10 Associações/Colectividades/Juntas convidadas, contando com aquelas que chegaram já no fim e com aquelas que por outros motivos se tiveram que ausentar muito antes do terminus da Conferência. ( Parece que não contaram foi com aquelas que se fizeram representar só no concerto...talvez por má interpretação do convite!). Mas sendo pouco participada, foi muito participativa como já referi. Se calhar o mal da nossa terra será igual ao das outras : se não se faz nada é comentar que nada se faz se alguém faz alguma coisa, ainda que da importância e do interesse que é o exercermos o nosso direito a uma Cidadania activa e participada, pura e simplesmente estamos nas tintas para isso. “Isso” é lá com os outros.
Também registei esta curiosidade: o presidente da Confederação Portuguesa de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto disse que esperava vir a Avis comer uma sopa de peixe da Barragem do Maranhão e afinal comeu filetes de linguado...
E mais esta: o João Ruivo em consequência da sua candidatura à Câmara Municipal de Sousel, foi despedido dos lugares que exercia em duas Câmaras...
E mais: a Drª Manuela Magno apesar do seu “currriculum” afirmou que ali não era Doutora, era a “amiga Manuela” – o que nos deixa antever a sua maneira de exercer a cidadania!
Fernandino Lopes foi um exímio moderador na linha do que aliás já nos vem habituando há muito tempo.
Não sei que teimosia tem esta rapaziada da ACA que já têm em mente – segundo lá ouvi afirmar – a realização de uma 3ª Conferência, mais para o final do ano lectivo, versando o tema da Empregabilidade.
O concerto de acordeão foi extremamente agradável
sendo que levou ao auditório mais de 150 pessoas. Algumas terão ficado surpresas pois em vez dos esperados corridinhos, valsas e tangos ouviram Piazzola e Vivaldi entre outros, como o nosso querido VITORINO MATONO.
Para corolário da actuação, os irmãos Graça remataram o espectáculo com uns temas populares e o modo como a plateia acompanhou com palmas, foi o sinal mais que evidente de que efectivamente tudo acabou em bem e a contento da maioria que presenteou os artistas com uma forte ovação, de pé, no final do espectáculo.
A ACA que não esmoreça e que continue com este tipo de iniciativa ou outros que entender por bem, mas só um pequeno reparo: arranjem outro apresentador....

sexta-feira, 10 de março de 2006

AVIZ SECULO XXI - "CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO"


Talvez que ontem tenha encontrado no para-brisas do seu automóvel uma pequena tarjeta com os seguintes dizeres:

Ciclo de Conferências AVIZ SÉCULO XXI

(Símbolo dos amigos do Concelho de Aviz)

“CIDADANIA

Cidadania é um conjunto de direitos e deveres que ligam os indivíduos a um Estado.
Entre os deveres está o de participar na vida da sua comunidade, designadamente através do associativismo. Este dever é simultaneamente um direito, de participar nas tomadas de decisões que afectam a comunidade no seu conjunto.
Conferência 11 de Março 2006 - 15:00
Auditório Municipal Ary dos Santos

Ora “CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO” é precisamente o tema da segunda Conferência do Ciclo que os Amigos do Concelho de Aviz iniciaram com “Património, Turismo e Ambiente” a que antecedeu, ainda em 2005, um concurso fotográfico sob o mesmo lema.
O programa da Cidadania encontra-se profusamente divulgado pela nossa vila bem assim como na Agenda Municipal.
“DO CASTELO” está em condições de adiantar que o Concerto de Acordeão a acontecer pelas 21 horas no Auditório Municipal irá ser uma agradável surpresa, dado que os irmãos Graça nos vão brindar não só com música popular, habitualmente ligada ao acordeão, mas também nos vão demonstrar que do mesmo instrumento se podem tirar belas melodias de A. Vivaldi, de Astor Piazzolla, de G. Rossini, e, entre outros, de Vitorino Matono, esse exímio músico, nosso ilustre conterrâneo e de quem os artistas anunciados foram alunos.
Mas o que mais interessa destacar é o alcance que os Amigos de Aviz pretende alcançar com esta iniciativa. Os oradores foram seleccionados e certamente que da troca de opiniões entre todos os presentes sairão conclusões que nos levem a que, todos e cada um de per si, sejamos mais participantes na sociedade em que estamos inseridos e em que se deixa que sejam os outros a fazer tudo, ficando nós na cómoda posição de críticos.
Se puder apareça. Estou certo que a sua presença será deveras enriquecedora deste debate.
Então até amanhã no Auditório às 15 horas e depois, à noite e no mesmo local, às 21. Certo?




quarta-feira, 8 de março de 2006

AVIS: PHARMACIA VIRA FARMÁCIA?

A Pharmacia de Avis mudou de dono. Até aí tudo bem. Nada é eterno.
“DO CASTELO” endereça as boas vindas à nova farmacêutica, cujo nome ainda desconhece, deseja boa “Reforma” à Drª Alzira e ao Sr. Santos e faz simultaneamente votos de que algo mude no funcionamento da dita Pharmacia, de modo a torná-la numa Farmácia. Estamos habituados há longos anos a ouvir dizer que a Farmácia de Avis é a Farmácia do “não há e...volte cá amanhã”. Confirmo essa situação por experiência própria e às vezes mais que uma vez tive que ir à farmácia, para a mesma receita e em medicamentos que aparentemente nem teriam muita razão em se esgotarem. Daí que a Farmácia de Avis tem que ser cada vez mais a Farmácia do agora já há de tudo fazendo, assim, juz ao ditado de que há de tudo como na botica.
AH! Srª Drª nova, não se importe com os gastos (como a Drª Alzira me chegou a dizer) e implante um POS para pagamentos via multibanco.
Melhorar é preciso porque parafraseando um cantor muito em voga no tempo do PREC, “para melhor está bem, está bem; para pior já basta assim!”

terça-feira, 7 de março de 2006

A ZIVA E A MORTE ANUNCIADA

A Ziva – Industria de Confecções Ldª, passa um (mais um) momento conturbado da sua existência. A falta de encomendas parece ser a principal causa de uma morte que está, a meu ver, mais que anunciada. De momento está reduzida a oito trabalhadoras, sendo que em tempos áureos da mesma, chegou a empregar para aí umas sessenta funcionárias. Constou-se-me que estarão em atraso cinco ordenados, o que obviamente é muito. As oito resistentes que por ali se mantêm sabem que não poderão esperar de lá muito em termos de futuro. Daí a pergunta: até quando vai a ZIVA sobreviver?
O facto de ir morrendo a pouco e pouco, digamos que a sua morte causa menos impacto nos “média”.
Mas, apesar de tudo não deixa de ser uma morte. E as mortes lamentam-se sempre!

segunda-feira, 6 de março de 2006

FINALMENTE ESTOU LIVRE DE NOVO!

FINALMENTE ESTOU LIVRE DE MAIS UM MALDITO VIRUS QUE ME TEM IMPEDIDO DE ESPREITAR "DO CASTELO".
GRAÇAS A UM AMIGO, MAIS UMA VEZ ME VI LIVRE DAS GARRAS DESSES MONSTROS. SERÁ QUE ERA O VIRUS DAS AVES? ENTÃO NÃO ERA SUPOSTO ATACAR PRIMEIRO A "ÁGUIA"...VITÓRIA!

sábado, 25 de fevereiro de 2006

AFINAL É MENTIRA: NEM NA MORTE SOMOS TODOS IGUAIS!

Por vezes ouvimos dizer que apesar das diferenças que cada um possa ter enquanto vivos, há uma coisa onde todos somos iguais: na morte. Mas parece que não é bem assim. Na semana passada faleceu a Senhora ISAURA ROSA BARRETO. Era utente em regimen de Centro de Dia do Lar Nossa Senhora da Orada em Avis. Até aqui tudo normal. O que não parece muito normal é que o velório da dita senhora tivesse apenas e só quatro pessoas: uma amiga de longa data, que a tratava carinhosamente por menina Isaura, uma sobrinha/afilhada e o esposo e o Sr. Manuel Rosa. E é aqui que começa ( e termina) a tal diferença de que nem todos acabam da mesma maneira. Natural de Avis, emigrada vários anos nos Estados Unidos da América, será que a D. Isaura não tinha nenhuma amiga da sua “mocidade” que a pudesse acompanhar no último adeus? Será que fôra tão má em vida que não merecesse a compaixão de um acompanhamento, não direi mais digno, mas mais participado? Nem sequer uma funcionária do Lar, ( ao menos) teve a idéia de estar presente... O funeral não levava qualquer pessoa a pé: além dos quatro elementos do velório atrás referidos, acho que veio mais um sobrinho e a esposa - o carro funerário era suficiente para transportar os acompanhantes!
À D. Isaura, que eu conheci nos tempos em que era emigrante e agora como utente do Lar, apresento as minhas desculpas por não a ter acompanhado, por desconhecer que tinha morrido.
Porque nem todos as mortes são iguais... pois certamente que se fosse outra “Isaura” até eu teria sabido atempadamente e teria cumprido com a minha obrigação, estando presente na despedida. Desejo-lhe que descanse em paz e possa merecer o repouso que o sofrimento atroz dos últimos dias de vida não lhe permitiram.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

AVIS É NOTÍCIA NO "LINHAS DE ELVAS"

O “LINHAS DE ELVAS” ouviu da boca de um responsável do nosso governo e escarrapachou nas suas páginas: durante o próximo ano lectivo vão fechar 20 escolas do 1º ciclo no distrito de Portalegre. E acrescenta mais: o concelho mais sacrificado vai ser o de Avis com o encerramento de 5 (cinco) escolas!
Estaremos à beira do desmoronar da nossa identidade concelhia?
Dá para pensar, mesmo que não se acredite no que o Sr. Sócrates diz: que não é por razões econimicistas...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

SANEAMENTO EM ERVEDAL

Obviamente que também eu escrevi e recebi cartas de amor. Obviamente que também as minhas cartas de amor foram (são) ridículas. Mas fazem história, apesar de tudo. Ontem, dia dos namorados, surpreendi a minha namorada (esposa) com uma carta de amor. Tão ridícula quanto as outras. Fui à mala onde estão guardadas as minhas ridículas cartas de amor e retirei de entre as mais de cinquenta, uma ao calha. É bom de ver que "no meu tempo" não havia mail, nem telemóvel, nem outras preciosidades actuais. A que me saíu, estava datada de 1971 e tinha sido por mim escrita. Reli-a à minha esposa (namorada) e ela adorou a prenda. Não vou relatar aqui as “ridicularidades” que por lá estão escritas, mas a verdade é que as cartas de amor, repito, também fazem história. Por exemplo: dizia eu naquela simples carta de amor, datada de 1971 que nevava em Elvas. E no entanto eu já não me lembro que tivesse nevado em Elvas em 1971, quando eu ali cumpria parte do meu serviço militar no já extinto CICA 3. Mas as minhas cartas de amor podiam ser ridículas mas não eram mentirosas. Mais curioso é que guardado junto dessa carta de amor, se encontrava um pequenino recorte de jornal que falava em Ervedal. A minha namorada de então, hoje esposa, morava em Ervedal, em 1971. E também me escrevia cartas de amor ridiculamente redigidas. Mas voltemos à minha carta datada de 1971.
Eis o que dizia o recorte de jornal:

SANEAMENTO DE ERVEDAL

ERVEDAL (Avis) – A população desta localidade anda deveras preocupada porque, não tendo ainda água canalizada, nem esgotos, nem sanidade de qualquer espécie, não pode cumprir as regras enunciadas pelos serviços competentes, no sentido de se acautelar das possíveis epidemias, sobretudo da apavorante cólera. Para cúmulo, acresce a circunstância de terem sido declaradas impróprias para consumo, por estarem inquinadas, as águas das duas fontes de abastecimento da população.
Por intermédio de “ O Século”, se apela para quem de direito no sentido de serem tomadas urgentes providências, tendentes a pôr cobro a tão calamitosa situação.


Este artigo não está assinado. Tem uma anotação minha feita à mão que indica: 30.10.1971. E tal como já não me lembro da neve em Elvas, confesso que também já não me lembro desta situação em Ervedal.
A você que me lê, queria pedir-lhe um favor: indague junto dos seus familiares mais antigos se assim era em 1971; e quem teria tido a “ousadia” de publicar uma notícia destas em 1971? Diga-me qualquer coisa para o meu mail. Está ao cimo da página do blogue em "contacte-me" mas eu repito-o: omixam@sapo.pt

Por tudo isto acabo por me convencer que afinal as minhas cartas de amor não eram tão ridículas assim...ou talvez não...ou antes pelo contrário...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

CARTAS DE AMOR... PARA O DIA DOS NAMORADOS

Álvaro de Campos

Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são

Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)