Não acredito em bruxas. Paciência!
Sentei-me em frente do meu televisor à espera que acabasse um jogo de futebol de segunda categoria e começasse um filme, e analisei este dia dedicado às bruxas:
- Logo de manhã, a TVI fez a cobertura em directo da greve do Metro. O locutor de serviço indagou um utente daqueles serviços que lhe respondeu:
- Devia-se cortar o pescoço a todos os gajos do metro. Isto é uma vergonha!
Imediatamente atrás deste, talvez na fila para o autocarro, um outro respondeu:
- Era cortar o pescoço era ao Primeiro-ministro, que ele é que é responsável por isto.
Os ânimos azedaram devido à discordância de quem deveria ser degolado, o locutor disfarçou a conversa e o operador de imagem centrou as imagens noutros personagens. Por fim o locutor voltou a falar com o segundo entrevistado que continuou a dizer que não era aos trabalhadores do Metro que deveriam cortar o pescoço. Instado a dizer onde trabalhava disse:
- Sou trabalhador do Metro…
Ele há coisas que nos levam quase a creditar que há bruxas…
Ouvi ainda de manhã que o Jorge Coelho virara costas à Assembleia da República como se fugisse de uma Assembleia estilo coelheira de bruxos…e depois passei pelas brasas…e depois sonhei:
Bateram-me à porta e através de aranhas, esqueletos, morcegos e cobras lá consegui ultrapassar o meu corredor e chegar finalmente à porta. Abro e deparo com uma cena dantesca digna da melhor ficção “bruxense”. Centenas de cabeças de abóboras concentrava-se ali mesmo;
O nosso Primeiro, vestido de Pinóquio tentava teimosamente segurar o nariz que crescia em proporção directa com as medidas que tomava depois de ser Primeiro-ministro contrariando as promessas eleitorais para atingir o dito lugar, tendo na cabeça uma coroa de Rei dos mentirosos;
O ministro das Finanças, vestido de Drácula, chupava-nos todas as nossas economias até ao tutano ou até à medula, consoante os casos;
O ministro da Saúde, disfarçado de Vampiro, sugava-nos o sangue mas em Centros de Saúde bem longe das nossas casas de habitação;
Os sindicatos dos professores estavam já a falar sozinhos, enquanto a Ministra Maria Lurdes Rodrigues, qual bruxa em forma de diabo, afiava as unhas numa faca de dois gumes dizendo que até os comia vivos;
Os funcionários da Zona Agrária de Avis, deitavam as línguas das sogras de fora ao Ministro da Agricultura que, sendo a maior cabeça de abóbora biológica presente, lhes ia dizendo que “esta” também era para fechar;
Num caldeirão de água fervente o Louçã empurrava o Marques Mendes pela cabeça que, em bicos de pés e já com os olhinhos revirados, continuava a dizer que queria crescer 3%;
Nisto chega voando baixinho o esqueleto deformado de Salazar e aí todos, mas todos, da direita à esquerda, se urinaram – meu Deus que ficou aqui um cheirete pior que o da fábrica dos brócolos – e fugiram montados em vassouras de piorno, debandando em todos os sentidos em escassos dois segundos, tendo como destino os diversos Ministérios na capital com medo de perderem os tachos;
Tendo ficado só com Salazar à minha frente, este perguntou-me: tu é que não me meteste na lista da RTP para ser considerado a maior figura da História de Portugal?
Apesar da votação já ter terminado, não sei que lhe respondi pois acordei nessa altura, precisamente quando acabava o jogo do Sporting com o Bayern e pensei cá para mim:
-...Era muito mais difícil saber quem roubou o carro ao Manuel Eduardo, pois que não era preciso ser bruxo para saber que o Sporting não ia ganhar….
Há sonhos do caraças! Não acham?
Sentei-me em frente do meu televisor à espera que acabasse um jogo de futebol de segunda categoria e começasse um filme, e analisei este dia dedicado às bruxas:
- Logo de manhã, a TVI fez a cobertura em directo da greve do Metro. O locutor de serviço indagou um utente daqueles serviços que lhe respondeu:
- Devia-se cortar o pescoço a todos os gajos do metro. Isto é uma vergonha!
Imediatamente atrás deste, talvez na fila para o autocarro, um outro respondeu:
- Era cortar o pescoço era ao Primeiro-ministro, que ele é que é responsável por isto.
Os ânimos azedaram devido à discordância de quem deveria ser degolado, o locutor disfarçou a conversa e o operador de imagem centrou as imagens noutros personagens. Por fim o locutor voltou a falar com o segundo entrevistado que continuou a dizer que não era aos trabalhadores do Metro que deveriam cortar o pescoço. Instado a dizer onde trabalhava disse:
- Sou trabalhador do Metro…
Ele há coisas que nos levam quase a creditar que há bruxas…
Ouvi ainda de manhã que o Jorge Coelho virara costas à Assembleia da República como se fugisse de uma Assembleia estilo coelheira de bruxos…e depois passei pelas brasas…e depois sonhei:
Bateram-me à porta e através de aranhas, esqueletos, morcegos e cobras lá consegui ultrapassar o meu corredor e chegar finalmente à porta. Abro e deparo com uma cena dantesca digna da melhor ficção “bruxense”. Centenas de cabeças de abóboras concentrava-se ali mesmo;
O nosso Primeiro, vestido de Pinóquio tentava teimosamente segurar o nariz que crescia em proporção directa com as medidas que tomava depois de ser Primeiro-ministro contrariando as promessas eleitorais para atingir o dito lugar, tendo na cabeça uma coroa de Rei dos mentirosos;
O ministro das Finanças, vestido de Drácula, chupava-nos todas as nossas economias até ao tutano ou até à medula, consoante os casos;
O ministro da Saúde, disfarçado de Vampiro, sugava-nos o sangue mas em Centros de Saúde bem longe das nossas casas de habitação;
Os sindicatos dos professores estavam já a falar sozinhos, enquanto a Ministra Maria Lurdes Rodrigues, qual bruxa em forma de diabo, afiava as unhas numa faca de dois gumes dizendo que até os comia vivos;
Os funcionários da Zona Agrária de Avis, deitavam as línguas das sogras de fora ao Ministro da Agricultura que, sendo a maior cabeça de abóbora biológica presente, lhes ia dizendo que “esta” também era para fechar;
Num caldeirão de água fervente o Louçã empurrava o Marques Mendes pela cabeça que, em bicos de pés e já com os olhinhos revirados, continuava a dizer que queria crescer 3%;
Nisto chega voando baixinho o esqueleto deformado de Salazar e aí todos, mas todos, da direita à esquerda, se urinaram – meu Deus que ficou aqui um cheirete pior que o da fábrica dos brócolos – e fugiram montados em vassouras de piorno, debandando em todos os sentidos em escassos dois segundos, tendo como destino os diversos Ministérios na capital com medo de perderem os tachos;
Tendo ficado só com Salazar à minha frente, este perguntou-me: tu é que não me meteste na lista da RTP para ser considerado a maior figura da História de Portugal?
Apesar da votação já ter terminado, não sei que lhe respondi pois acordei nessa altura, precisamente quando acabava o jogo do Sporting com o Bayern e pensei cá para mim:
-...Era muito mais difícil saber quem roubou o carro ao Manuel Eduardo, pois que não era preciso ser bruxo para saber que o Sporting não ia ganhar….
Há sonhos do caraças! Não acham?






