domingo, 21 de maio de 2006

ECERRAMENTO DE JOGOS FLORAIS FOI SINÓNIMO DE ESPECTÁCULO!

A cerimónia de Encerramento dos IV Jogos Florais de Avis revestiram-se de um assinável êxito, como já vem sendo hábito nas iniciativas dos Amigos do Concelho de Avis - Associação Cultural. Foi dito aos microfones do auditório Ary dos Santos que foram apresentados a concurso 411 trabalhos de 131 concorrentes oriundos de 69 localidades de todo o país. Não tenho razões para não confiar no que ali foi dito.
Numa sala onde estavam mais de 120 pessoas é de salientar que havia gente vinda de terras tão díspares como Porto Côvo, Faro, Almada, Portalegre, Beja, Ervidel ou Silves. Uma mais valia foi dada pela agradável actuação do Grupo de Cantares do Ervedal que, quanto a mim,que já os tinha visto actuar uma vez, têm feito assinaláveis progressos. Nuns Jogos em que estava em "jogo" a PAZ, não restam dúvidas que ontem à tarde, se respirou Paz no Auditório Municipal.
No salão da Junta de Freguesia os Amigos de Aviz souberam receber todos os convidados e o público que quiz partilhar desta festa com um lanche que serviu também ele de insentivo para que aqueles que ontem pela primeira vez visitaram Avis ( e foram bem mais de dez) partissem com vontade de voltar.
Parabéns aos organizadores e parabéns ao Grupo de Cantares do Ervedal pois ambos sabem honrar condignamente o nome da sua terra.
Espero que para o ano haja mais!

quinta-feira, 18 de maio de 2006

ESTOU FARTO!

Estou farto de encontrar a minha caixa de correio electrónico cheia de lixo. Seguramente que todos os dias elimino mais de uma dúzia de mensagens, algumas delas antagónicas. Senão vejamos: uns querem à viva força vender-me Viagra ( porquê e para quê?) enquanto outros me arranjam carradas de Xanax. E a minha dúvida é esta: se tomo o Xanax para que me serve o Viagra? E se tomo o Viagra como posso tomar o Xanax? Para dormir e ter sonhos cor de rosa?
Falo deste dois produtos já que não falo de outros ainda mais esquisitos e que só de pensar neles me fazem corar. Mas antendendo à sua curiosidade sempre lhe falo e digo que tem a ver com o tamanho do falo...CHIÇA!
Estou farto, mas tão farto que vocês nem imaginam.
E o pior é que não sei como eliminar esta situação!

quarta-feira, 17 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


TÍTULO: HÁ VIDA PARA LÁ DO HORIZONTE!
LOCALIZAÇÃO: ALGURES NA BARRAGEM DO MARANHÃO

terça-feira, 16 de maio de 2006

PROGRAMAS E CARTAZES

A nossa vila é habitual estar bem composta por cartazes e programas anunciadores de actividades, quer sejam de iniciativa institucional quer sejam de iniciativa das diversas Associações e Colectividades que por cá vamos tendo. É certo que quem põe os cartazes, depois dos eventos passarem não volta lá para os arrancar do sítio onde os colocou e alguém terá que o fazer, nem que seja para colocar novos e já não tem espaço para tal. Mas acontece que por vezes os ditos cartazes são arrancados antes dos eventos terem acontecido. Este fim de semana, na noite da reconstituição da Feira Medieval foi um vê se te avias: alguém que desceu a Machado dos Santos e seguiu pela 1º de Maio abaixo, foi fazendo a tal limpeza. Mas não deixa de ser engraçado que há quem esteja precavido para estas situações e, talvez por teimosia, lá volte a colocar o que ainda está para ser e ainda não foi.
Aconteceu isso com um que anuncia a realização da cerimónia de Encerramento dos IV Jogos Florais de Avis no próximo sábado: cartaz roto, cartaz reposto!
Li-o com alguma atenção e acho que quem gostar de poesia popular não deve deixar de comparecer no nosso Auditório Municipal no sábado, dia 20, a partir das 14:30. Se à poesia popular juntarmos a actuação do Grupo de Cantares do Ervedal e depois passarmos para o Salão da Junta de Freguesia onde haverá um beberete/convívio com mais poesia, penso que não será pelo facto de rasgarem os cartazes que deixaremos de lá ir.
Só mais uma coisa: é que eu conheço pessoas que andam a colar cartazes como fazendo parte das suas actividades remuneradas, mas também há alguns que eu conheço que o fazem por pura carolice.
Vá lá, vamos ter um pouco mais de respeito por esta rapaziada.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA
















Quem transitar em veículo automóvel na R. Dr. Manuel Lopes Varela, em Avis, encontrará no entroncamento com a Rua da Horta do Chão ( junto à oficina do Mestre Horácio) um sinal de STOP. Até aqui tudo bem. O sinal está ali devidamente colocado. No entanto, ao cumprir com a lei, quem respeitando aquele sinal olhar para a sua esquerda, terá a visibilidade da Rua que a foto da esquerda( baixo) documenta, isto é, não tem a percepção se vem ou não alguém motorizado a subir a rua. Para tal, terá que avançar e só bem no meio da Rua da Horta do Chão poderá aperceber-se da existência ou não de trânsito na referida artéria, vinda de baixo, como a foto da direita (alto) documenta.
Eu nem digo que a camioneta está ali mal estacionada, mas que condiciona e de que maneira o trânsito, ai lá isso condiciona que ainda há dias( há mais de um mês) eu mesmo ia batendo em quem vinha a subir a rua e que eu, apesar de tomar as devidas cautelas não via. E se batesse, apesar de ter parado, o culpado era eu que...até tenho lá um “stop”.
Para que conste!

domingo, 14 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Está bonito o Clube Náutico, bem como toda área envolvente, nomeadamente a praia fluvial, o passeio pedestre. O "Água Doce" recomenda-se. Como se pode comprovar pelo ar prazenteiro do veraneante que a foto ilustra, pssam-se ali importantes e merecidos momentos de lazer.
Parabéns à Câmara Municipal de Avis, ao empresário Gustavo Martins e à sua equipa!

quarta-feira, 10 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Não deixa de ser curiosa a maneira como as gentes de Valongo protestam pelo possível e mais que provável encerramento da sua escola primária. Nesta casa, por exemplo, a pasta dos livros pendurada na parede, ali bem à vista de todos, é a prova mais que evidente de que há ali gente interessada em aprender.
Palavras para quê?

domingo, 7 de maio de 2006

SEM COMENTÁRIOS...

Passo a transcrever, deixando os comentários ao critério de cada um de vós, uma notícia retirada do Jornal Correio da Manhã do passado sábado que a páginas 20 diz o seguinte:

“CINCO NUM MÊS

Ao alunos do 2º Ano de uma escola do 1º Ciclo em Portalegre tiveram cinco professores diferentes num mês, entre Novembro e Dezembro.”

IMAGENS DA NOSSA TERRA

Dada a anunciada extinção de freguesias, de entre as quais sobressai a do Maranhão, quis por lá passar antes de isso acontecer. Ao chegar deparei com a placa aqui reproduzida e aquele "seja prudente" levou-me a pensar que afinal o Maranhão tinha aumentado substancialmente a sua população. E tomei as devidas precauções: devagar não vá aparecer alguém disparado. Pura ilusão: entrei naquele rectângulo que mais parece um condomínio privado e não vi vivalma na rua. As casas estão quase todas abandonadas. No Café do Baeta a mulher deste não sei se esperava algum freguês ocasional ou se esperava o marido para almoçar, dado que ele tinha ido a Avis meter o euromilhões. Bebi uma água e satisfeita a minha curiosidade regresso sempre com aquele bendito "seja prudente" na memória. E então não é que no regresso, mesmo junto à placa, vinha um caracol em passo apressado a atravessar a rua? Parei, deixei-o passar e depois de dez minutos sem que visse alguém para além do caracol a "acelerar", arranquei nas calmas.
Concluí então: sempre faz falta ser prudente ao entrar no Maranhão...pelo menos enquanto ainda por lá se virem caracóis!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

"RECUERDOS" DE AVIS

Há dias vi numa loja do nosso comércio tradicional um prato pintado onde se podia ler a legenda: “RECORDAÇÃO DE AVIS”. Amiudei melhor e verifiquei que se tratava de uma pintura que retratava uns cabeços no cimo dos quais existiam moinhos azuis com enormes velas. Conhecedor como penso ser de grande parte do território do nosso concelho inquiri:
- Desculpe lá senhora, mas onde é que ficam estes moinhos?
- Não faço a mínima ideia, eu é que escrevi “recordação de Avis”, para ver se se vendiam...

Não sei se isto será uma boa técnica de venda nem sequer se resultará, mas tenho a certeza que se está a vender ( ou comprar) gato por lebre. Quem leva pensa que temos por aqui moinhos a funcionar quando não temos , mas temos, isso sim, coisas tão ou mais bonitas que os moinhos daqueles pratos. Expliquei isso à senhora da loja, fui tirar uma fotografia à Porta do Anjo, ofereci-lha e ela prometeu-me mandar fazer uns pratos com esse símbolo de Avis.
Estive lá hoje mas ainda não vi nada de novo, no que aos pratos concerne, pois até os dos moinhos ainda por lá continuam...

segunda-feira, 1 de maio de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA

O Dia do Trabalhador é comemorado em todo o mundo e é natural que quem mais gosta de o fazer é quem efectivamente tem emprego/trabalho. Cá pela nossa terra o dito trabalho não abunda, pelo que cada vez mais os nossos desempregados estão na esperança de verem uma luz ao fundo do Arco da Porta do Anjo, como se pode verificar pela foto acima.
Que outra esperança poderão ter?

quinta-feira, 27 de abril de 2006

SAIU A ÁGUIA nº 18

Aí está a Águia Nº. 18 dos Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Seis anos após a publicação do número zero aparece agora renovada na sua apresentação que passou a ser a cores.
Dedicada à Freguesia de Alcórrego não deixa de ser interessante ler artigos sobre resistentes ao antigo regime, saber da razão de ser de alguns anexins daquela localidade, e ter ainda em atenção que O Mote é o Montinho e a opinião de um emigrante...
Aconselho: veja se ainda consegue arranjar uma pois parece que esta edição vai esgotar.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

GENTES DA NOSSA TERRA!

A D. Maria L. é uma comedora de bolos passiva. Passo a explicar: tal como há os fumadores passivos que sofrem as consequências dos fumadores propriamente ditos, a D. Maria L. não comendo bolos sofre do facto de ter que lidar com eles diariamente e daí o facto de lhe terem apodrecido quatro dentes que teve de extrair em tempos. Agora pensou e muito bem em compor a boca e para isso utilizou os serviços de um protésico de carreira “internacional”, a residir em Avis. Tiradas as medidas e as provas eis que a D. Maria L. remoçou com os seus novos dentinhos. Mas o pior veio a seguir quando pretendeu tirar os ditos dentes postiços: não saiam. O marido, a golpes de alicate lá lhe conseguiu tirar dois mas os outros dois...bem ao fim de infrutíferas tentativas e ao fim de três dias de martírio, teve que se resolver a ir ao Centro de Saúde onde um enfermeiro a muito custo e depois de ter posto a hipótese de utilizar uma chave inglesa, lá lhos conseguiu tirar o que para a Maria L. foi um alívio tamanho, segundo as suas próprias palavras.
Quanto ao protésico parece que nunca mais lhe deu novas nem mandadas apesar de ainda haver umas contas a ajustar...como é óbvio!
Ele acontece cada uma!

terça-feira, 25 de abril de 2006

25 DE ABRIL DE 1974!!!!!

É SEMPRE BOM RECORDAR:

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola,vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade


Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz

Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

domingo, 23 de abril de 2006

HOJE A EDP PRESTOU UM MAU SERVIÇO EM AVIS


Hoje, entre as oito da manhã e cerca da um da tarde não houve electricidade na minha rua. Não duvido que era necessário fazer este corte de energia para rectificar algo que estivesse menos bem. O que não posso concordar é que a EDP que é tão zelosa na cobrança das suas facturas e que não exita em cortar o fornecimento de electricidade a quem não cumprir atempadamente com as suas obrigações, não cumpra com as suas próprias obrigações pois o mínimo que se lhe pedia ( pede) é que avise os consumidores que estes cortes se vão verificar e por qual o tempo previsto. Perguntei aos meus vizinhos e nenhum deles sabia de nada. A reparação foi aqui em Avis e não acredito que tivesse sido uma emergência: aliás alguém me confirmou que não. Eu pergunto: um meu vizinho tem 30 ovos numa chocadeira. Com a falta de aquecimento de cinco horas aos ovos, se os pintos não nascerem a quem vai pedir responsabilidades? Avisado, talvez pudesse ter remediado a situação de outro modo.
Uma coisa é certa: a EDP demonstrou um total desrespeito pelo menos pelos moradores da minha rua onde todos pagam as suas contas a tempo e horas. Não sei se o corte se estendeu a outras zonas.
Antigamente avisavam até com anúncios públicos, agora, talvez para pouparem gastos em papéis, prestam um mau serviço.
Aqui fica o registo, apesar de eu saber que não irá servir de nada!

sábado, 22 de abril de 2006

PONTO POR PONTO, CONTO POR CONTO OU VICE-VERSA


Os meus parabéns à Lena (.. da Biblioteca) pelo belo trabalho realizado em prol de um encontro de contadores e ouvidores de contos como aquele que se realizou no passado dia 20 no Auditório Municipal, e que foi o 2º da nossa vila. Eu sei que já estão a dizer: pois a Lena é que recebe os parabéns e eu é que andei lá feito cágado (tartaruga), e eu feito Pinóquio e eu feita Coelhinha e os parabéns são só para ela! É lógico que não: os parabéns são para todos os que colaboraram, mas nestas coisas há sempre um que recebe os “troféus” e depois deverá ter o cuidado de os distribuir equitativamente ( se tal fôr o caso) pelos outros elementos que o acompanharam. Dado que está bem explicito que os parabéns são para todos os que tornaram possível esta iniciativa vamos à frente. Quando lá cheguei, confesso envergonhado, pensei que iria assistir a uma sessão de fotografias para a Playboy: o Francisco Cordeiro de máquina fotográfica ao ombro, uma Coelhinha....mau, querem ver que me enganei. Mas ao deparar com a Cinderela e os outros personagens logo vi estar no sítio certo. Se a parte da manhã/tarde foi interessante de seguir ( nunca pensei que a D. Rute tivesse tanta certeza de qual a forma de um piolho, que para mim será menos redondinho) a noite foi um espectáculo: a Professora Maria Albertina esteve cinco estrelas e o Sr. Ministro esteve ao nível do que eu lhe conheço. Pena foi que não o deixassem contar mais um conto de hora e tal que todos nós teríamos adormecido e aí sim, ele concluiria que é um grande contador de contos, e que os seus 91 (noventa e um) anos são o corolário de uma vida intensamente vivida e sabida e que o seus contos tinha posto a dormir toda uma plateia de gente que poderia ser composta por netos seus. E, afinal, para que serviam os contos antigamente senão para adormecer? Digo-lhes : que medo que eu tive que o Sílvio se tivesse perdido no caminho e não tivesse encontrado a casa do sogro sua alteza real o rei...
Quanto aos contadores profissionais acho, e isto não é mais que a minha opinião pessoal, que o grupo do ano passado estava muito mais homogéneo. Este ano houve uma diferença abismal entre a Patrícia, mais ou menos principiante e o “mentiroso” ( as palavras são dele) do Fontinha. Mas no geral dou uma nota altamente positiva ao encontro. Registe-se a presença assinalável da classe dos professores, se bem que aqui me fique uma dúvida que só no próximo encontro poderei deslindar se eu e eles lá chegarmos.
Para terminar mais uma nota para a Lena ( espero que o Angelo não seja ciumento):Penso que esta “rapariga” tem umas asas de cegonha que poderia dar largos e importantes voos no campo da cultura, mas por razões que se prendem com o seu limitado habitat, apenas dá voos de milheirinha.
Ainda assim importantes e altamente merecedores dos meus sinceros elogios.
E que venha o 3º Encontro enquanto eu por cá andar....

quarta-feira, 19 de abril de 2006

OBVIAMENTE QUE OS DEMITIA!!!!


Se tivesse poder para tal, demitia todos os deputados que na passada quarta-feira tiveram o arrojo de assinar o ponto e de imediato abandonaram a Assembleia da República sem pudor nem respeito por aqueles que, através do voto, lá os colocaram. Mas que raio de país é este, onde aqueles que deveriam dar o exemplo pela positiva, o dão pela forma mais mesquinha e negativa? Que corja colocámos na Assembleia? Aquilo era o de melhor que tínhamos para lá colocar? Pobre país que tais eleitos tem.
Seria interessante virem a público as justificações e as desculpas que aquele bando de “desertores” vão apresentar para justificarem o usurpar do erário público de modo tão escandaloso.
Para as próximas eleições garanto que vou repensar muito a sério o sentido do meu voto: estou farto de palhaçadas, salvaguardando todo o respeito que os palhaços, os verdadeiros, me merecem.

domingo, 16 de abril de 2006

PARABÉNS À CASA DO BENFICA EM AVIS

“DO CASTELO” endereça os parabéns à Casa do Benfica em Avis pela realização do seu 3º Rally Paper Nocturno e pelo enorme êxito que o mesmo alcançou. Para além da prova em si há a realçar o convívio e espirito de camaradagem que se desenvolvem durante esta prova. À meia dúzia de craques que se desdobraram em boas vontades para que tudo decorresse dentro dos parâmetros traçados as minhas homenagens.
Continuo a pensar que a prova este ano foi muito mais linear, muito mais perceptível, menos emaranhada. Só há uma coisa que eu não percebo: então se era tudo muito mais fácil porque é que a minha equipa a complicou, a tornou difícil ao ponto de obter a pior classificação de sempre?
Ai p’ró ano....

sexta-feira, 14 de abril de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Agora que você já não tem dúvidas que chegou a Aldeia Velha, "DO CASTELO" dá-lhe uma ajuda no sentido de se precaver em caso de necessidade de estacionar na imediações do Café do Cabo Corvo. Porque estes dias de férias são poucos, estude quando ali pode estacionar antes de avançar. Depois, se não foi ontem de manhã aproveitando a folga que o Sr. Presidente da Câmara nos deu ( Obrigado Sr. Presidente da Câmara!) ou a tarde que o Sr. Primeiro Ministro nos deu (Obrigado Sr. Primeiro Ministro!), ainda poderá ir hoje aproveitando a folga que Jesus Cristo nos deu (Obrigado Sr. Jesus Cristo!) ou ir amanhã aproveitando o fim de semana à Inglesa ( Obrigado Srs. Ingleses!) ou no Domingo aproveitando a folga que o Descanso nos dá (Obrigado Sr. Descanso!) ou na Segunda Feira, aproveitando o feriado que o Anterior Regime nos deixou ( Obrigado Sr. Anterior Regime - lagarto, lagarto, lagarto!).
Mas o tempo é sempre pouco e por isso, clique na foto e estude quando pode estacionar e beber ali o seu cafezinho tranquilamente...

terça-feira, 11 de abril de 2006

... O QUE É ALENTEJANO É MUITO BOM!

O que é Nacional, à excepção do Sérgio Conceição, é bom. Mas o que é Alentejano é muito bom. Atentem nesta notícia vinculada no último número do semanário Expresso, a páginas 22:

ALANDROAL

Saúde distinguida
O Centro de Saúde do Alandroal recebeu o prémio “E-medicina” atribuído pelo Forum “Hospital do Futuro”, vencendo a concorrência do Serviço de Cardiologia do Hospital Pediátrico de Coimbra, a Fundação AMI e o Departamento de Pneumologia do Hospital Pulido Valente.
E porque não o nosso Centro de Saúde qualquer dia ganhar um qualquer prémio?...Cá estaremos para o duvulgar, como é óbvio!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

sexta-feira, 7 de abril de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Se ainda assim, com duas placas, duvidar que chegou a Aldeia Velha tem duas alternativas:
1ª - Clique na imagem para ver as placas maiores;
2ª - Avance na estrada uns trinta metros e encontrará outra placa a desejar-lhes as boas vindas a Aldeia Velha.
Se mesmo assim tiver dúvidas não espere que lhe coloquem mais alguma placa....pois você é que é muit'a burro....

quarta-feira, 5 de abril de 2006

FCB 2 - 0 BEN(avila)

Estranho seria o Barcelona não ganhar: então com o Senhor Ronal Koeman a falar espanhol, o Barcelona tinha dois treinadores a orientá-los ...
Ora se só com um já chegava, com dois então foi de vez!

terça-feira, 4 de abril de 2006

quarta-feira, 29 de março de 2006

AVIS, A DESERTIFICAÇÃO E QUE FUTURO?


A desertificação humana está, cada dia que passa, mais presente na nossa vila, o que é aliás perfeitamente visível. Não será necessário recuar muito no tempo para nos lembrarmos como as pessoa enchiam a loja do Sr. Rui, sendo que por vezes nem cabiam todas lá dentro, donde o estratagema dele, Rui, ir “aviando” mais que uma pessoa ao mesmo tempo de modo a “segurá-las” a todas. Hoje vemos o Sr. Rui à conversa com os reformados habituais que espreitam o sol ali no Jardim do Mestre, esperando que algum freguês lhe apareça.
O “Zé Jaquim” com uma gama diversificada igualmente de produtos( materias de construção, detergentes, produtos para a pesca etc, etc.) dizia-me ontem que há uns anos, quando abria a loja, havia já sempre oito ou nove pessoas à espera que ele chegasse. Hoje é ele que espera o dia inteiro que lá vão oito ou nove clientes durante o dia todo.
A “Bita do Rodrigues”
não fôra o recebimento das facturas da Electricidade e bem se podia dedicar por inteiro a fazer “casacos de malha” para o seu cão e até para vender...
E isto enche-me de tristeza e causa-me um certo pânico.
Afinal para onde caminhamos? Que futuro está traçado para a nossa freguesia, para o nosso concelho? Dir-me-ão que nos concelhos limítrofes ( com excepção de Ponte de Sôr) se passa a mesma coisa. Acredito, mas a mim preocupa-me sobremaneira o que se passa aqui, e o que se passa não é nada que nos permita antever um porvir muito risonho... antes pelo contrário.
A continuarmos assim, com a saída dos jovens e a morte dos mais idosos, nem a Farmácia, que actualmente é a melhor loja de Avis, se vai aguentar!

sexta-feira, 24 de março de 2006

aponte DEIXOU DE SER UMA MIRAGEM

aponte do mês de Março já chegou a Avis. Traz novas roupagens e desde logo realça o facto de ser um “mensário dos concelhos de Avis e Ponte de Sôr” que nos leva a aguçar o apetite em (re)descobrir as notícias do nosso concelho.
Jornal muito mais interessante e completo, esta mudança está associada ao facto de para a “Redação” ter entrado um SENHOR do mundo do jornalismo que dá pelo nome de SILVA FERNANDES.
Não vou aqui dar mais pormenores pois o melhor mesmo é comprar um exemplar, ver com os seus próprios olhos e descobrir, por exemplo, quem são os “famosos no Alcórrego”.
Parabéns. O pior é que agora chegamos à última página e não nos apetece sair d’aponte...

sábado, 18 de março de 2006

A PRAGA!

Se o rendimento per capita se medisse pela quantidade de telemóveis que uma população possui, certamente que Portugal estaria entre os países mais ricos do mundo. Poderá não se ter dinheiro para algum bem essencial, mas para um telemóvel, ai lá para isso tem que haver. E claro, da última geração! Expandiram-se de tal forma que se tornaram numa autêntica praga e como praga que são “atacam” nos locais mais indesejáveis: no meio de uma reunião de trabalho, quando se respeita um minuto de silêncio em memória de alguém e, claro está, nos velórios ( como aliás já hoje pude comprovar).Num velório, quando os acompanhantes e família do defunto estão em recolhimento ( ou quase...) eis que desatam a tocar telemóveis pelos quatro cantos da Igreja. E depois há para todos os gostos: toques de valsa, passodobles e, imagine-se, até “La cucaracha!”
Aqui só há uma maneira de dizimar a praga : é o utilizador desligar o “bichinho mau” ou pô-lo na vibração, demonstrando assim respeito por quem nos deixou e pelo sofrimento das respectivas famílias.
Se antes se dizia, quando algo era desnecessário ou inoportuno, de que faz tanta falta como uma viola num enterro, olhem que adaptado aos tempos modernos bem poderíamos mudar o ditado para : faz tanta falta como um telemóvel num enterro...

segunda-feira, 13 de março de 2006

SEM COMENTÁRIOS!

No programa “Prós e Contras” exibido hoje no canal 1 da RTP, sobre o primeiro ano da Governação do Partido Socialista, foi exibida uma peça demonstrativa do desagrado de certas camadas populacionais em que uma manifestante ostentava um cartaz com os seguintes dizeres:

PUTAS AO GOVERNO, QUE OS FILHOS JÁ LÁ ESTÃO!

domingo, 12 de março de 2006

AVIZ SÉCULO XXI - ENCERROU A SEGUNDA CONFERÊNCIA


Em termos de balanço e pelo que vi e ouvi na 2ª Conferência efectuada pelos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ, no Ciclo subordinado ao Tema Aviz Século XXI em que foi debatida a “Cidadania, Participação e Associativismo”, o mesmo parece-me altamente positivo. Na conferência iniciada Às 15 horas nunca terão estado mais de 50 pessoas simultaneamente, mas foi de tal modo participativa que acabou já para lá das 19 horas. Do que por lá ouvi ficou-me no “ouvido” coisas como esta: foram efectuados 80 convites por escrito sendo que todas as Associações/Colectividades/Juntas de Freguesia do nosso concelho o foram por entrega directa do convite. O Sr Vereador do Pelouro da Cultura da CMA disse que há no concelho de Avis 35 Associações, ora bem, foi lá dito igualmente que dos 80 convites ( onde constavam as tais 35 Associações locais, Colectividades, Juntas) estiveram presentes 10 Associações/Colectividades/Juntas convidadas, contando com aquelas que chegaram já no fim e com aquelas que por outros motivos se tiveram que ausentar muito antes do terminus da Conferência. ( Parece que não contaram foi com aquelas que se fizeram representar só no concerto...talvez por má interpretação do convite!). Mas sendo pouco participada, foi muito participativa como já referi. Se calhar o mal da nossa terra será igual ao das outras : se não se faz nada é comentar que nada se faz se alguém faz alguma coisa, ainda que da importância e do interesse que é o exercermos o nosso direito a uma Cidadania activa e participada, pura e simplesmente estamos nas tintas para isso. “Isso” é lá com os outros.
Também registei esta curiosidade: o presidente da Confederação Portuguesa de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto disse que esperava vir a Avis comer uma sopa de peixe da Barragem do Maranhão e afinal comeu filetes de linguado...
E mais esta: o João Ruivo em consequência da sua candidatura à Câmara Municipal de Sousel, foi despedido dos lugares que exercia em duas Câmaras...
E mais: a Drª Manuela Magno apesar do seu “currriculum” afirmou que ali não era Doutora, era a “amiga Manuela” – o que nos deixa antever a sua maneira de exercer a cidadania!
Fernandino Lopes foi um exímio moderador na linha do que aliás já nos vem habituando há muito tempo.
Não sei que teimosia tem esta rapaziada da ACA que já têm em mente – segundo lá ouvi afirmar – a realização de uma 3ª Conferência, mais para o final do ano lectivo, versando o tema da Empregabilidade.
O concerto de acordeão foi extremamente agradável
sendo que levou ao auditório mais de 150 pessoas. Algumas terão ficado surpresas pois em vez dos esperados corridinhos, valsas e tangos ouviram Piazzola e Vivaldi entre outros, como o nosso querido VITORINO MATONO.
Para corolário da actuação, os irmãos Graça remataram o espectáculo com uns temas populares e o modo como a plateia acompanhou com palmas, foi o sinal mais que evidente de que efectivamente tudo acabou em bem e a contento da maioria que presenteou os artistas com uma forte ovação, de pé, no final do espectáculo.
A ACA que não esmoreça e que continue com este tipo de iniciativa ou outros que entender por bem, mas só um pequeno reparo: arranjem outro apresentador....

sexta-feira, 10 de março de 2006

AVIZ SECULO XXI - "CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO"


Talvez que ontem tenha encontrado no para-brisas do seu automóvel uma pequena tarjeta com os seguintes dizeres:

Ciclo de Conferências AVIZ SÉCULO XXI

(Símbolo dos amigos do Concelho de Aviz)

“CIDADANIA

Cidadania é um conjunto de direitos e deveres que ligam os indivíduos a um Estado.
Entre os deveres está o de participar na vida da sua comunidade, designadamente através do associativismo. Este dever é simultaneamente um direito, de participar nas tomadas de decisões que afectam a comunidade no seu conjunto.
Conferência 11 de Março 2006 - 15:00
Auditório Municipal Ary dos Santos

Ora “CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO” é precisamente o tema da segunda Conferência do Ciclo que os Amigos do Concelho de Aviz iniciaram com “Património, Turismo e Ambiente” a que antecedeu, ainda em 2005, um concurso fotográfico sob o mesmo lema.
O programa da Cidadania encontra-se profusamente divulgado pela nossa vila bem assim como na Agenda Municipal.
“DO CASTELO” está em condições de adiantar que o Concerto de Acordeão a acontecer pelas 21 horas no Auditório Municipal irá ser uma agradável surpresa, dado que os irmãos Graça nos vão brindar não só com música popular, habitualmente ligada ao acordeão, mas também nos vão demonstrar que do mesmo instrumento se podem tirar belas melodias de A. Vivaldi, de Astor Piazzolla, de G. Rossini, e, entre outros, de Vitorino Matono, esse exímio músico, nosso ilustre conterrâneo e de quem os artistas anunciados foram alunos.
Mas o que mais interessa destacar é o alcance que os Amigos de Aviz pretende alcançar com esta iniciativa. Os oradores foram seleccionados e certamente que da troca de opiniões entre todos os presentes sairão conclusões que nos levem a que, todos e cada um de per si, sejamos mais participantes na sociedade em que estamos inseridos e em que se deixa que sejam os outros a fazer tudo, ficando nós na cómoda posição de críticos.
Se puder apareça. Estou certo que a sua presença será deveras enriquecedora deste debate.
Então até amanhã no Auditório às 15 horas e depois, à noite e no mesmo local, às 21. Certo?




quarta-feira, 8 de março de 2006

AVIS: PHARMACIA VIRA FARMÁCIA?

A Pharmacia de Avis mudou de dono. Até aí tudo bem. Nada é eterno.
“DO CASTELO” endereça as boas vindas à nova farmacêutica, cujo nome ainda desconhece, deseja boa “Reforma” à Drª Alzira e ao Sr. Santos e faz simultaneamente votos de que algo mude no funcionamento da dita Pharmacia, de modo a torná-la numa Farmácia. Estamos habituados há longos anos a ouvir dizer que a Farmácia de Avis é a Farmácia do “não há e...volte cá amanhã”. Confirmo essa situação por experiência própria e às vezes mais que uma vez tive que ir à farmácia, para a mesma receita e em medicamentos que aparentemente nem teriam muita razão em se esgotarem. Daí que a Farmácia de Avis tem que ser cada vez mais a Farmácia do agora já há de tudo fazendo, assim, juz ao ditado de que há de tudo como na botica.
AH! Srª Drª nova, não se importe com os gastos (como a Drª Alzira me chegou a dizer) e implante um POS para pagamentos via multibanco.
Melhorar é preciso porque parafraseando um cantor muito em voga no tempo do PREC, “para melhor está bem, está bem; para pior já basta assim!”

terça-feira, 7 de março de 2006

A ZIVA E A MORTE ANUNCIADA

A Ziva – Industria de Confecções Ldª, passa um (mais um) momento conturbado da sua existência. A falta de encomendas parece ser a principal causa de uma morte que está, a meu ver, mais que anunciada. De momento está reduzida a oito trabalhadoras, sendo que em tempos áureos da mesma, chegou a empregar para aí umas sessenta funcionárias. Constou-se-me que estarão em atraso cinco ordenados, o que obviamente é muito. As oito resistentes que por ali se mantêm sabem que não poderão esperar de lá muito em termos de futuro. Daí a pergunta: até quando vai a ZIVA sobreviver?
O facto de ir morrendo a pouco e pouco, digamos que a sua morte causa menos impacto nos “média”.
Mas, apesar de tudo não deixa de ser uma morte. E as mortes lamentam-se sempre!

segunda-feira, 6 de março de 2006

FINALMENTE ESTOU LIVRE DE NOVO!

FINALMENTE ESTOU LIVRE DE MAIS UM MALDITO VIRUS QUE ME TEM IMPEDIDO DE ESPREITAR "DO CASTELO".
GRAÇAS A UM AMIGO, MAIS UMA VEZ ME VI LIVRE DAS GARRAS DESSES MONSTROS. SERÁ QUE ERA O VIRUS DAS AVES? ENTÃO NÃO ERA SUPOSTO ATACAR PRIMEIRO A "ÁGUIA"...VITÓRIA!

sábado, 25 de fevereiro de 2006

AFINAL É MENTIRA: NEM NA MORTE SOMOS TODOS IGUAIS!

Por vezes ouvimos dizer que apesar das diferenças que cada um possa ter enquanto vivos, há uma coisa onde todos somos iguais: na morte. Mas parece que não é bem assim. Na semana passada faleceu a Senhora ISAURA ROSA BARRETO. Era utente em regimen de Centro de Dia do Lar Nossa Senhora da Orada em Avis. Até aqui tudo normal. O que não parece muito normal é que o velório da dita senhora tivesse apenas e só quatro pessoas: uma amiga de longa data, que a tratava carinhosamente por menina Isaura, uma sobrinha/afilhada e o esposo e o Sr. Manuel Rosa. E é aqui que começa ( e termina) a tal diferença de que nem todos acabam da mesma maneira. Natural de Avis, emigrada vários anos nos Estados Unidos da América, será que a D. Isaura não tinha nenhuma amiga da sua “mocidade” que a pudesse acompanhar no último adeus? Será que fôra tão má em vida que não merecesse a compaixão de um acompanhamento, não direi mais digno, mas mais participado? Nem sequer uma funcionária do Lar, ( ao menos) teve a idéia de estar presente... O funeral não levava qualquer pessoa a pé: além dos quatro elementos do velório atrás referidos, acho que veio mais um sobrinho e a esposa - o carro funerário era suficiente para transportar os acompanhantes!
À D. Isaura, que eu conheci nos tempos em que era emigrante e agora como utente do Lar, apresento as minhas desculpas por não a ter acompanhado, por desconhecer que tinha morrido.
Porque nem todos as mortes são iguais... pois certamente que se fosse outra “Isaura” até eu teria sabido atempadamente e teria cumprido com a minha obrigação, estando presente na despedida. Desejo-lhe que descanse em paz e possa merecer o repouso que o sofrimento atroz dos últimos dias de vida não lhe permitiram.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

AVIS É NOTÍCIA NO "LINHAS DE ELVAS"

O “LINHAS DE ELVAS” ouviu da boca de um responsável do nosso governo e escarrapachou nas suas páginas: durante o próximo ano lectivo vão fechar 20 escolas do 1º ciclo no distrito de Portalegre. E acrescenta mais: o concelho mais sacrificado vai ser o de Avis com o encerramento de 5 (cinco) escolas!
Estaremos à beira do desmoronar da nossa identidade concelhia?
Dá para pensar, mesmo que não se acredite no que o Sr. Sócrates diz: que não é por razões econimicistas...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

SANEAMENTO EM ERVEDAL

Obviamente que também eu escrevi e recebi cartas de amor. Obviamente que também as minhas cartas de amor foram (são) ridículas. Mas fazem história, apesar de tudo. Ontem, dia dos namorados, surpreendi a minha namorada (esposa) com uma carta de amor. Tão ridícula quanto as outras. Fui à mala onde estão guardadas as minhas ridículas cartas de amor e retirei de entre as mais de cinquenta, uma ao calha. É bom de ver que "no meu tempo" não havia mail, nem telemóvel, nem outras preciosidades actuais. A que me saíu, estava datada de 1971 e tinha sido por mim escrita. Reli-a à minha esposa (namorada) e ela adorou a prenda. Não vou relatar aqui as “ridicularidades” que por lá estão escritas, mas a verdade é que as cartas de amor, repito, também fazem história. Por exemplo: dizia eu naquela simples carta de amor, datada de 1971 que nevava em Elvas. E no entanto eu já não me lembro que tivesse nevado em Elvas em 1971, quando eu ali cumpria parte do meu serviço militar no já extinto CICA 3. Mas as minhas cartas de amor podiam ser ridículas mas não eram mentirosas. Mais curioso é que guardado junto dessa carta de amor, se encontrava um pequenino recorte de jornal que falava em Ervedal. A minha namorada de então, hoje esposa, morava em Ervedal, em 1971. E também me escrevia cartas de amor ridiculamente redigidas. Mas voltemos à minha carta datada de 1971.
Eis o que dizia o recorte de jornal:

SANEAMENTO DE ERVEDAL

ERVEDAL (Avis) – A população desta localidade anda deveras preocupada porque, não tendo ainda água canalizada, nem esgotos, nem sanidade de qualquer espécie, não pode cumprir as regras enunciadas pelos serviços competentes, no sentido de se acautelar das possíveis epidemias, sobretudo da apavorante cólera. Para cúmulo, acresce a circunstância de terem sido declaradas impróprias para consumo, por estarem inquinadas, as águas das duas fontes de abastecimento da população.
Por intermédio de “ O Século”, se apela para quem de direito no sentido de serem tomadas urgentes providências, tendentes a pôr cobro a tão calamitosa situação.


Este artigo não está assinado. Tem uma anotação minha feita à mão que indica: 30.10.1971. E tal como já não me lembro da neve em Elvas, confesso que também já não me lembro desta situação em Ervedal.
A você que me lê, queria pedir-lhe um favor: indague junto dos seus familiares mais antigos se assim era em 1971; e quem teria tido a “ousadia” de publicar uma notícia destas em 1971? Diga-me qualquer coisa para o meu mail. Está ao cimo da página do blogue em "contacte-me" mas eu repito-o: omixam@sapo.pt

Por tudo isto acabo por me convencer que afinal as minhas cartas de amor não eram tão ridículas assim...ou talvez não...ou antes pelo contrário...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

CARTAS DE AMOR... PARA O DIA DOS NAMORADOS

Álvaro de Campos

Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são

Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

domingo, 12 de fevereiro de 2006

OS EFEITOS COLATERAIS DOS RASTREIOS!

A Maria da Esquina andava ansiosa que chegasse o dia 9 de Fevereiro para ir ao Rastreio da Osteoporose. Já tinha combinado tudo com a vizinha Tonha do Poço: iam na camioneta da “Cambra” e depois, se houvesse por lá alguém com carro que regressasse mais tarde, vinham de boleia. Sempre metidas ali no monte, de onde só saiam para ir à loja comprar os haveres, não podiam perder esta oportunidade que se lhe deparava de irem até à vila. Mas o imponderável aconteceu, a Tonha do Poço, torceu um pé, não se sabe se por problemas de osteoporose, e a Maria da Esquina foi sózinha lá do monte. Mas gostou de ir e apercebi-me de parte do diálogo que no dia seguinte travou com a vizinha, e que resumidamente andará mais ou menos por isto:

- Então Maria como correu isso lá da “ porose”?
- Olhe vizinha nem sabe o bom bocadinho que lá passei. Afinal p´ra lá
fui com o padeiro e depois regressei só a noitinha
porque o nosso autocarro a última viagem que fazia era para cá e eu só regressei nele. Olhe vizinha, faziam falta mais coisas daquelas. A sala de espera do Centro de Saúde estava cheia. Vi chegar e abalar o pessoal das freguesias todas. E olhe que já tinha vontade de falar com algumas pessoas. Faz bem haver estes convívios, até parece que nos dão mais saúde. A vizinha já reparou que a última vez que as tinha visto foi quando fomos ao comício do “Jerólimo” de Sousa lá a Lisboa? Se não fosse assim como é que eu sabia que a filha daquela que tem um filho amaricado, agora varreu-se-me o nome, deixe... a vizinha sabe quem é, já largou o marido. Também, ele era um mastronso qualquer... Ai vizinha que até lá esteve a Televisão! E eu sempre a amanhar-me para ver se aparecia e nada. Então não viu aquelas lá de Benavila? Aquilo é que foi sorte, é que até falaram para o microfone. E eu nada, embora estivesse desertinha de falar. A vizinha havia de gostar de me ver. Mas há pessoas que não têm calma nenhuma, olhe que aí por volta das seis horas estava uma que eu não conheci, não sei se mora cá há pouco tempo, a dizer que estava ali desde as duas da tarde e ainda não tinha sido atendida. E depois a Enfermeira ...olhe não sei o nome dela, para mim são todas enfermeiras, mas olhe foi aquela que também falou p´ra Televisão, disse-lhe logo, e bem dito, que ela já lá estava desde as oito e meia da manhã. Bem respondido, que a gente quando vai para estas coisas tem que se dispôr. Também soube que o filho da Joana da Barragem Nova já entrou p’rá Cambra, só o meu Jaquim é que nada. Então diga lá vizinha, se não fosse isto como é que a gente sabia estas novidades? Ai, antes que me esqueça, vi lá a filha da Genoveva Mouca, e já está de barriga outra vez. Aquela ainda é pior que eu, valha-me o Santissimo Sacramento do Altar! Ai vizinha gostei tanto de ir. Só de lá vim às seis e dez e olhe que nestas coisas nem me lembro de comer...
A Tonha do Poço, já farta de ouvir tanto falar e porque tinha mais que fazer, para arrematar a conversa perguntou-lhe:
- E ficaste contente com o resultado do exame?
- Exame? Qual exame? Então aquilo não era só preciso a gente inscrever-se, por causa das estatística ou como é que eles dizem?
.......................................................................
...Ainda observei que a Tonha do Poço, lhe virou as costas e ao mesmo tempo que ia entrando em casa ia fazendo o sinal da cruz.... vá lá a gente saber porquê!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

...É QUE FICAVAM LÁ TÃO BONITAS....

Os Serviços Locais da Segurança Social em Avis, foram remodelados e alindados. As instalações ficaram mais bonitas mas não fôra os técnicos ( engenheiros) das obras se terem enganado a tirar as mediadas à sala para colocarem o estrado e a cadeira do funcionário que lá trabalha já não correria o risco de cair dele (estrado) para baixo. Ficaram mais bonitas mas as cores parecem que não dizem bem a cota com a perdigota: aquele verde e laranja, parece-me que não casa lá muito bem. Ficaram mais bonitas mas os cabos de ligação do computador ali à vista e ao molho, também não dão lá muito bom aspecto.
Bonitas as fotografias antigas de Avis que se encontram nas paredes, mas na sala do lado esquerdo de quem entra estão lá duas fotos-quadros de paisagens de uma qualquer montanha e de um qualquer porto do mundo. Aí, em sua substituição e para que as instalações dos Serviços Locais da Segurança Social em Avis ficassem efectivamente mais bonitas, deveriam ser colocadas duas fotografias da nossa linda vila de Avis, antigas ou modernas, pouco interessa. Ninguém tem dúvidas que Avis tem paisagens bem mais bonitas ( ...e conhecidas ) que aquelas.
É que ficavam lá tão bonitas....e não me digam que não tenho razão!!!!

sábado, 4 de fevereiro de 2006

ACONSELHO VIVAMENTE!

A solicitação da Associação Gente, a Universidade de Évora elaborou um estudo intituladoAS COMUNIDADES CIGANAS DO CONCELHO DE AVIS CONTRIBUTOS PARA A SUA INTEGRAÇÃO”.Chegou-me às mãos este estudo, datado de Novembro de 2005 e da autoria de Francisco Martins Ramos/Margarida Pedrosa e confesso que ao abri-lo ao calha, fui parar à folha nº 31 e li o seguinte: “Pelas nossas leis é proibido trabalhar” – Joana Aleixo. O primeiro sentimento que tive, imediato e impulsivo foi de pensar para mim mesmo: está tudo dito e não é necessário estar a gastar mais tempo! Mas a curiosidade em boa hora me levou a que me debruçasse um pouco mais sobre este estudo e agora, ao acabar de lê-lo, concluo que ele é de extrema importância, na medida em que não nos trazendo grande coisa de novo, nos vem confirmar tudo aquilo que nós já sabemos sobre esta comunidade.
Garanto-vos que se lê muito bem e é de extrema importância conhecê-lo, pelo que aconselho vivamente a todos que possam, a perder ( ganhar?) um pouco de tempo com ele, que o façam!

domingo, 29 de janeiro de 2006

NA SEXTA-FEIRA SAIU-ME O "EUROMILHÔES"...POR DUAS VEZES!

Saiu-me o “Euromilhões”, por duas vezes e no mesmo local. Uma da parte da manhã e outra da parte da tarde. Eu passo a explicar: na parte da manhã de sexta feira, já perto do meio dia, venho a descer a R. 1º de Maio, de carro, no sentido poente –nascente, quando junto à Caixa Geral de Depósitos vejo passar à minha frente um jipe que apressadamente descia a R. Machado dos Santos ignorando pura e simplesmente o sinal de STOP que ali se encontra. Penso que se eu fosse apenas cinco segundos mais adiantado nada me livraria de ser abalroado de maneira brutal, porque também não tenho dúvidas que o referido jipe circulava a mais de 50Km/hora. “Amandei-lhe” um buzinão e vi que junto do posto da GNR ainda o condutor infractor ia a fazer um gesto que eu interpretei como indicativo de eu ser maluco. Pois da parte da tarde, precisamente no mesmo local, uma carrinha branca fez o mesmo “espectáculo” com a única diferença de me parecer que esta ia a velocidade mais moderada que o jipe e o condutor não reagiu mal ao meu buzinão. Embora não acreditando em bruxas, mas no pressuposto de que não há duas sem três, durante o resto do dia de sexta feira evitei conduzir na R. 1º de Maio e muito menos no cruzamento com a Machado dos Santos. A verdade é que já ali aconteceram vários acidentes. Estou-me a lembrar que um dos últimos foi com o Sequeira. Não haverá nada que chame a atenção – além, claro, do sinal STOP que está lá bem escarrapachado!- a estes condutores de “fim de semana” que têm que ali parar? Talvez a colocação de uma banda sonora que obrigasse à paragem de quem desce a Machado dos Santos, fosse suficiente. Não sei. Aqui fica o alerta na certeza de que a mim de pouco ou nada me valia ter razão, depois de ficar com a carrinha esfarrapada e certamente com mazelas graves no corpo. O facto de me ter salvo destas situações é a razão que me leva a dizer que me saiu o “Euromilhões” duas vezes.

À parte: parabéns ao Sporting que apesar de só ter acertado três números enquanto o Benfica apenas acertou uma estrela, levou o prémio dos três pontos no “Euromilhôes” da segunda circular.
E bem que o Sporting podia ter acertado os cinco números, apesar do prémio ser o mesmo...

EM CIMA DA HORA:

São dez horas e quase dez minutos minutos da manhã e caem pequeninos flocos de neve em Avis. Por certo que não vão dar para branquear o solo, mas deixam-me antever uma Serra de S. Mamede com muita neve.
Vou esperar para ver o que se passa por cá.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

AINDA REFLEXOS DAS PRESIDENCIAIS

Para testar o estado físico do candidato Mário Soares aquando das últimas eleições presidenciais, este respondeu em junta médica que estava em forma e pediu, para o provar , que lhe trouxessem duas brasileiras. Um dos médicos presentes saiu da sala e trouxe-lhe...duas canadianas(!)

domingo, 22 de janeiro de 2006

SOMOS UM PAÍS DE CINZENTÕES!

Como bom Português, ontem foi um dia que dediquei à reflexão. Logo pela manhã reflecti sobre a vida e a morte. Sobre os mistérios de uma e de outra. Rumei ao cemitério e fui depositar um cravo no mausoléu do meu amigo e colega Tó Quim, que se fosse vivo completaria ontem 48 anos. Não sei se ele apreciaria o cravo, até penso que nem por isso, mas tinha apenas duas flores no meu quintal e eram dois cravos: levei-lhe um e fiquei com o outro. Senti ali no cemitério aquela paz que só nos cemitérios se sente. O silêncio apenas era interrompido pelo pouco barulho do aparentemente fraco mercado mensal.
Depois regressei a casa. Pelo caminho ouvi meia dúzia de pessoas queixarem-se das dores, mais da carestia de vida, mais do facto dos ciganos já “nascerem” reformados e que isso se devia a, imagine-se, Sá Carneiro! Outro queixava-se que o desemprego da filha o obrigava a ajudá-la, embora a sua reforma mal desse para ele. Fiquei perplexo e entrei no meu quintal. Os meus canários soltavam estridentes cânticos à mãe natureza que os prendava com um lindo dia de sol. Tinham comida e água que mais precisavam? Liberdade? Mas se os pusesse em liberdade iriam morrer à fome porque nunca ninguém os ensinou a procurar comida ou a precaverem-se dos gatos. Do que ouvira lá fóra fazia agora o meu juízo: todos tinham liberdade mas alguns não tinha comida. Só água e pouca! O que fazer para inverter essa situação? Hoje é dia de votos. Para se chegar a este dia constou-me que se gastaram 10 milhões de euros. 10 milhões! Para quê? O que foi que cada um de nós aprendeu com esta campanha, que ainda não soubesse? Em qual campanha, fosse ela para que cargo fosse, nunca ninguém prometeu coisas que desde logo sabemos, assim como quem promete, serem impossíveis de cumprir? Confesso, não aprendi nada. Amanhã vou votar, cumprindo uma obrigação cívica e um direito de cidadania que me assiste. Vou votar em quem sempre pensei votar. Para mim não era preciso ter havido campanha. Os tais 10 milhões poderiam ter servido para tanta coisa necessária... Talvez fosse uma ajuda para nos tirar da cauda da Europa; talvez fosse um empurrãozito para esbater o nosso pessimismo, consubstanciado num futuro sem futuro. Somos um país de “cinzentões” e eu sou um “cinzentão”.
Irei votar, em convicção mas sem convicção
de que algo mude, tudo continuará na mesma, a lamúria lusa continuará e eu continuarei a engrossar o enorme número de "cinzentões”, até que cheguem as próximas eleições com um chorrilho de promessas, com o seu dia de reflexão, e com o seu dia “after” e com uma mudança anunciada mas não cumprida!
Sou um cinzentão desencantado.
Só os meus canários me alegram...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

A FRASE DO DIA

- O País precisa da força da Democracia - Francisco Louçã

A FRASE DO DIA 17

- Não tenho dinheiro para alugar camionetas - Manuel Alegre referindo-se a "certos e enormes" comícios...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

A FRASE DO DIA

- Estamos a regressar ao 24 de Abril - Jerónimo de Sousa, referindo-se à necessidade de emigrar devido à falta de emprego.

domingo, 15 de janeiro de 2006

"DO CASTELO" VI UM "VELHO DO RESTELO"

Na semana passada, numa noite de luar gélido e límpido de Janeiro, estava eu a descansar numa ameia “DO CASTELO”, quando visionei sentado um pouco mais à frente noutra ameia, um ancião de longas barbas e semblante carregado. Por não o conhecer por estas bandas perguntei-lhe quem era e o que o desgostava assim tanto para estar tão sorumbático. Eis a resposta que obtive:
- Eu sou um “Velho do Restelo”, daqueles que custam a perceber o porquê de certas coisas que dia a dia se cruzam no nosso caminho. Ouve-me com atenção e não me interrompas. Fico perplexo quando um Governo de um país onde dois milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza tem o arrojo de ir construir um novo aeroporto onde vai “enterrar” literalmente milhões e milhões de contos...desculpa, ainda não me habituei a esta modernice do euro... Não concordo com isso como é lógico. Repara lá, meu filho, eu que já vi tantas coisas, tantos avanços técnicos, desde o tempo em que o Infante D. Henrique iniciou as descobertas, porque é que daqui a dez ou quinze anos os aviões não poderão descolar e aterrar na vertical, assim como os helicópteros? E se tal acontecer para quê um aeroporto novo? Outro esbanjamento de dinheiro mal gasto vai ser essa coisa do TGV. Mas para quê essas velocidades loucas? Vocês aqui no Alentejo, desculpa-me a brincadeira, mas se se descuidam já ele tem passado pelo Caia e ainda vocês estão a olhar para Lisboa à espera que ele de lá parta...Desculpa lá a gracinha.
- Mas o Sr. “Velho do Restelo” acha que os descobrimentos de nada serviram para nós? Tudo foi em vão?
- Disse-te para não me interromperes. Lembra-te dos Descobrimentos mas lembra-te de quantas vidas por lá ficaram. Ah! E não te esqueças de acrescentar as vítimas do Ultramar, alguns até teus amigos aqui de Avis e outros teus familiares. Olha, meu filho chega aqui mais para junto da Torre da Rainha. Vês ali aquelas obras na antiga Escola Primária? Então pensa lá um bocadinho comigo: a Escola 2,3 mestre de Avis não tem condições para albergar os alunos que a frequentam – deficientes instalações, falta de material didáctico e no entanto estão lá os alunos todos da Freguesia de Avis. Ora se este dinheiro gasto na remodelação da “Primária” fosse empregue na melhoria da 2,3 Mestre de Avis, se calhar ficava a ganhar toda uma comunidade escolar e com condições muito melhores para todos. A integração dos mais pequenos seria feita mais cedo no seio da Escola Mãe e com qualidade bastante.
- Mas ó Sr. “Velho do Restelo”......Olhei mas já não vi nada e fiquei a pensar naquelas palavras de alguém que eu agora já não sabia se eram reais se tinham sido fruto da minha imaginação.
Mas uma coisa é certa: deixou-me a pensar sózinho e quem sabe eu dia por lá encontrarei um qualquer D. Sebastião!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

SABE O QUE É E PARA QUE SERVE A CPCJ DE AVIS?

A CPCJ de Avis, é a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Avis.
Ultimamente têm vindo a lume notícias menos abonatórias em relação a CPCJ de outras localidades. Daí a reflexão que achei por bem fazer sobre esta matéria.
Para quem não sabe devo começar por informar que a CPCJ de Avis é composta por pessoas que nada auferem pelo desempenho dessa missão. A sua função é "promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento”. A competência de uma CPCJ exerce-se na área do município onde tem a sua sede. Como população alvo estão todas as crianças e jovens em perigo, sendo de salientar que se considera criança ou jovem a pessoa com menos de 18 anos ou a pessoa com menos de 21 anos que solicite a continuação da intervenção iniciada antes de atingir os 18 anos. Quanto à sua constituição pouco para aqui interessa, parecendo-me mais relevante desde logo sublinhar a dificuldade que estas comissões têm no “terreno” onde vão actuar. Não é fácil tratar com famílias que maltratam crianças ou jovens. Por vezes a violência é a resposta encontrada por parte de quem tenta solucionar estes problemas. A intervenção deverá efectuar-se tão precocemente quanto possível, sendo-o de imediato quando qualquer caso fôr detectado.
A nós todos cabe-nos uma responsabilidade acrescida na denúncia de situações anómalas. E a palavra “denúncia” não tem aqui qualquer sentido negativo, antes pelo contrário o seu significado é altamente positivo: denunciar atempadamente uma situação de maus tratos a crianças e jovens é desde logo estar a contribuir para uma melhor resolução de um problema que tratado mais tarde poderá ser de muito mais difícil resolução, se não mesmo insolúvel.
Para terminar deixo aqui os contactos da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Avis:

Câmara Municipal de Avis
Apartado 25
7480-999 Avis
Telef.: 242 412 207/ fax 242 410 209

Mail: cpcjavis@cm-avis.pt

Não exite : se tiver conhecimento ou desconfiar de alguma situação anómala, informe a CPCJ de Avis.
As primeiras pessoas a agradecer-lhe serão certamente as crianças e jovens em risco!

domingo, 8 de janeiro de 2006

ESTOU ENCAVACADO!

Começou hoje a campanha eleitoral para a Presidência da República.
A minha Pré-Candidata à Presidência da República não passou disso mesmo, de pré-candidata. O processo de candidatura não foi aceite e Manuela Magno ficou-se pelas intenções. Já aqui expliquei as razões que me levaram a apoiar explicitamente esta senhora: o desencanto dos políticos sejam eles profissionais ou semi-profissionais e a esperança em algo de diferente que a Senhora Doutora pudesse trazer. É que parafraseando um meu amigo “são sempre os mesmos”. Quantas vezes é que o Garcia Pereira já tentou a sua sorte? E o Louçã, e o Soares? O “Manel” mais o Cavaco são novos nestas andanças mas são conhecidos de outras. E agora em quem vou votar? Se calhar em quem disser menos mal dos adversários. Sempre fui assim: desconfio de quem só sabe apontar os defeitos dos outros, preocupando-se menos em apontar as suas virtudes. Quem sabe se por tais serem escassas...
Tenho a convicção de que tudo se irá resolver à primeira volta o que, a acontecer, pelo menos irá poupar uma “pipa de massa” ao erário público. Com a esquerda tão fraccionada, o mais certo é o Cavaco ganhar sem grandes dificuldades, logo à primeira.
Concluindo: estou eu, e vocês, enCAVACadOs!

sábado, 7 de janeiro de 2006

RECONHECIMENTO PÚBLICO!

Já uma vez afirmei aqui “DO CASTELO” que o que me dá mais gozo é poder dar os parabéns a alguém. E como primeira crónica deste ano de 2006, sinto imenso orgulho em endereçar os parabéns a quatro senhoras que constituem a equipa da ADI. Para quem não sabe, as iniciais ADI significam Apoio Domiciliário Integrado e é um serviço assegurado pelas Santas Casas das Misericórdias. No caso presente, e como é óbvio, refiro-me à ADI de Avis e as minhas felicitações vão direitinhas para as Donas ANA, GRACIOSA, LEOPOLDINA e ROSA, pela forma empenhada e competente como desempenham o seu trabalho, dignificando não só o seu nome como o da Instituição que lhe assegura o salário mensal.
Bem hajam e continuem a demonstrar que ainda é possível cumprir com dignidade a profissão que cada um tem de desempenhar!

sábado, 31 de dezembro de 2005

ATÉ P'RÓ ANO E... DESENRASQUEM-SE!

Termina hoje mais um ano. E termina hoje mais um período de frases feitas do género: Bom Natal para si e sua família e, hoje mais que ontem, se já não nos virmos, uma boa passagem de ano e bom ano novo, é o que eu lhe desejo.
Devo confessar que nunca fui muito neste tipo de palavreado e muito menos em relação a essa de desejar um melhor Ano para o que vem. Mas será possível, na actual conjuntura ou em conjunturas anteriores, eu ter um melhor ano? A situação económica vai desagravar e eu posso gerir melhor a minha vida, economicamente falando? É mentira. Não vou. Para o ano vou rejuvenescer e as minhas atrozes vão ser só recordações? É mentira, não vai ser assim. Vou estar menos preocupado com o modo como os políticos governam mal este meu país, por o passarem a fazer melhor? É mentira. Não vão. Vou seguir o rifão de que “ano novo, vida nova”?. É mentira, amanhã, ano novo, será tudo igual a hoje , ano velho. O mundo continuará a ser assaltado por uma onda de ódio transformada em morte e miséria; continuará a morrer gente inocente, incluindo muitas crianças, em guerras injustas e onde os principais responsáveis sairão sempre a salvo; a natureza irá impor a sua disciplina com novos tremores de terra, cheias, secas, devastação.
No próximo ano irá morrer, não sei quem. Mas por certo gente que eu muito amo e respeito. Tudo se repetirá. Tudo, tal como há um ano atrás. Tudo, menos uma coisa: é que eu neste ano já não vou desejar Bom Ano para ninguém. Quem quiser ser mais feliz, que seja, mas não em atenção a ser ano novo.
Desenrasquem-se!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

QUE É FEITO DO GRUPO DE CANTARES DA ASRPICA?

Que aconteceu ao Grupo de Cantares da Associação de Reformados Pensionistas e Idosos do Concelho de Avis? Assisti a várias actuações deste grupo e penso que para além de ser um modo de entretenimento das pessoas mais idosas, representava uma mais valia para o nosso concelho. Ultimamente não tenho tido conhecimento de actuações e soaram-me uns “zunz-zuns” de que algo de meio complicado por lá se passa, mas estou em crer que não será nada que não possa ser ultrapassado. Certamente que dentro de pouco tempo podermos deliciar-nos de novo com as vozes do grupo e seus instrumentistas, de que realço, a título de exemplo, o modo exemplar como o Gaiato toca as suas castanholas.
Um Grupo de cantadores tem que ser um grupo e não poderá jamais ser um cantador ou um casal de cantadores...
Força, que o Grupo da ASRPICA faz-nos falta !

sábado, 24 de dezembro de 2005

DEIXEM-ME SONHAR E SEJAM FELIZES!

A noite caiu sobre Avis com um frio que, em meu entender, não é muito agreste. Digamos que estando frio não o está tanto de molde a podermos dizer que está frio de Natal. Das chaminés vai saindo o fumo sinalizador de que algumas famílias já se encontram reunidas para a noite da consoada.
Mas deixem-me recuar no tempo. Tirem-me cinquenta anos e devolvam-me os pinheiros que revestiam as serras da freguesia de S. Julião em Portalegre e que os incêndios de 2003 destruíram. Restituam-me a minha mãe e deixem-me sonhar um pouco....
...o ano é o de 1957, ali mesmo na segunda metade do século passado. O lume, tal como os de hoje em Avis, faz fumo que sobe lentamente pelas chaminés, mas o cheiro que anda no ar é o de lenha de esteva acendida com giestas secas. O lume de 1957 tinha outro cheiro...e a consoada também. O bacalhau era menos mas certamente mais saboroso. A esta hora já as filhoses tinham sido amassadas e “tendidas” pelas mãos habilidosas da minha saudosa mãe. Sobre a trempe, a sertã fumegava com intensidade, sinal evidente que o azeite – não havia óleo nessa altura- estava quente. O meu pai ajudava no que podia e, apesar de perceber pouco do assunto, atrevia-se a comentar:
- A massa ficou muito grossa...
- É para se mastigar melhor..., argumentava a minha mãe, como
que desculpando-se por algo que não tinha corrido bem.
O serão não era muito grande pois que o Menino Jesus tinha que distribuir as prendas por todas as casas antes da meia-noite. Quando o azeite por vezes “espirrava” por qualquer motivo menos conhecido, diziam os mais velhos que era o Menino Jesus que estava a fazer chi-chi lá da chaminé. Esta tinha sido devidamente vasculhada, por mor do Menino não se sujar quando a descesse. Não havia árvore de Natal. O sapatinho, quantas vezes roto, era posto ali bem junto às brasas, pois era certo e sabido que o Menino, quando por ali passasse se iria aquecer um pouco. A noite era mal dormida. Bem cedo lá me levantava eu na esperança de que algo mudasse em termos de prendas. Mas invariavelmente elas eram sempre as mesmas: uma tablete de chocolate espanhola ( ou a fronteira não estivesse ali tão perto!), um lencinho de mão e um brinquedo confeccionado pelo meu pai. Talvez uma roda de arame com um guiador do mesmo material. E com que sofreguidão, meu Deus, eu me dirigia para a chaminé mal o dia 25 rompia: Mãe, gritava, o Menino Jesus já cá passou! E era sempre só a 25 de manhã que as prendas se abriam. E esse hábito ainda hoje se mantém em minha casa. Como eram bons esses tempos em que não havia “modas” para árvores de natal nem Pai Natal, mas havia o carinho de uns pais que delegavam noutro menino, o Jesus, a incumbência de distribuir as prendas.
Mas o sonho tem que terminar. Mãe, lá onde estiveres recebe o agradecimento de tudo aquilo que me deste e de tudo aquilo que querias e já não tiveste tempo de me dar. Estarás sempre no meu coração e não haverá Natal nenhum em que tu não estejas presente.

QUANTO A VÓS QUE ME IDES LENDO (obrigado por me terem dedicado esse vosso tempo) “DO CASTELO” ENVIA DESEJOS DE UMA SANTA E FELIZ NOITE DE NATAL, EM COMPANHIA DE QUEM MAIS DESEJAREM!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

POR ESTES DIAS...

Assisti ao último debate televisivo entre os prováveis finalistas à conquista da Presidência da República e vi como um candidato se esforçou por denegrir a imagem do outro candidato, continuando a chamar a atenção para os pontos negativos do adversário sem apontar os seus próprios pontos positivos. É no mínimo de uma deselegância sem limites tratar o opositor por “ele”... Com o devido respeito, ou eu me engano muito ou o Dr. Mário Soares está a postar no "cavalo" errado...

Apercebi-me como é difícil comprar no comércio tradicional local, quando o nosso comércio tradicional local cobra pelos mesmos artigos quase o dobro do que cobra o comércio tradicional local de Ponte de Sôr...E não estou a falar do comércio tradicional local chinês....

Vi como o Benfica
, com braços do Luisão ou sem braços do Nuno Gomes lá se foi sorrateiramente abeirando do 2º lugar da classificação geral. Já temos campeão de Inverno, mas o que conta é o campeão da Primavera...

Chamaram-me a atenção para o facto de que o nome das ruas e respectiva colocação de placas não foi de iniciativa da Junta de Freguesia mas sim da Câmara. Ao fim e ao cabo o que interessa é que estão devidamente identificadas. Há dias tive dificuldade em explicar a uma visita que tive, qual a contribuição directa do Dr. Francisco Salgado Zenha para o desenvolvimento da vila de Avis. Pensava ele, que dada a localização da Rua, tinha inaugurado o Centro de Saúde. Mas isso são contas de outro rosário.

Hoje mesmo tive conhecimento que a candidata por mim apoiada para a Presidência da República conseguiu angariar o número de votos suficientes para se candidatar. O descrédito em políticos profissionais ou semi-profissionais, levaram-me a apoiar explicitamente a Srª Drª MANUELA MAGNO, professora na Universidade de Évora.
Claro que não é para ganhar mas o exercício de cidadania é um direito que diz respeito a todos nós e há que exercê-lo...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

FRANCISCO ALEXANDRE EXPÕE EM ALTER DO CHÃO!

Francisco Alexandre inaugurou hoje uma exposição de escultura em Alter do Chão, ultrapassando assim a sua fama as raias do nosso concelho. Avisense por adopção, este genial artista continua a ser um desconhecido por parte dos responsáveis pela Cultura da sua terra natal, Ponte de Sôr.

A exposição de Alter está muito bem concebida e poderá ser visitada até dia 31 de Janeiro no anfiteatro de acesso ao auditório daquela localidade.

Parabéns amigo e não pares, olha que mal a gente se descuida e já é tempo de Feira Franca outra vez!!!!!

Nota de rodapé: passei hoje à noite pelas aldeias de Figueira e Barros e Ervedal e há por lá iluminações de Natal. Talvez que as da nossa vila estejam a caminho. A estrela da Figueira até é muito parecida com a nossa...

O HOMEM ANDA CHEIO DE MEDO!

O candidato Mário Soares anda cheio de medo. Cheio de medo da direita, cheio de medo dos candidatos da Esquerda, cheio de medo do candidato Cavaco Silva. E vai daí, em vez de pedir para votarem nele por aquilo que ele - Mário Soares- se compromete a fazer, entretem-se a dizer mal, preferencialmente, do Anibal ( não, não é do pai do Manel, é do outro) e a achar que os restantes candidatos devem desistir em seu favor. Então porque não desiste ele em favor de um outro candidato da Esquerda? Mas afinal, ó Sr. Dr. Mário Soares, se o senhor não me diz o que vai fazer, como poderei votar em si?
Ou será que já está desesperadamente convicto de que vai perder e logo à primeira volta?
Cá por mim, vou nessa!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

2 - NOVIDADES -2

Abriu hoje ao público a AUTO-MARTINS, ( a tal que já havia sido referenciada aqui “DO CASTELO”) – 1ª novidade. Para substituir pneus, escapes e outros biscates de mecânica, não exite, dirija-se à R. António Alberto Ferreira Franco em Avis –( 2ª novidade) e ali será devidamente atendido. Oportunamente será distribuída a publicidade referente a este novo espaço, que segundo penso saber foi subsidiado pelo Centro de Emprego.Parabéns ao proprietário da Auto-Martins a quem “DO CASTELO” endereça os desejos dos maiores êxitos, e parabéns à Junta de Freguesia de Avis que já colocou as placas identificativas das ruas do Bairro situado nas imediações do Centro de Saúde e do Cemitério. Já era do domínio público os nomes que as mesmas iriam ter,( sem novidade), daí não adiantar mais qualquer comentário sobre esse assunto. Mas, já agora:
Sr. Presidente da Junta, aproveite a embalagem e coloque identificação nas ruas que, embora “baptizadas”, ainda não têm cédula pessoal visível....

NEM TUDO O QUE PARECE ...É!

Como nota introdutória quero relembrar que fez precisamente ontem oito dias que na Fundação Arquivo Paes Teles, em Ervedal,foi lançado o livro de Poesia intitulado “SENTIRES” da autoria da escritora Ervedalense Maria Albertina Dordio. Devo dizer que conheço a Professora Maria Albertina há ainda relativamente pouco tempo mas o necessário para compreender que existe nela uma Senhora com S muito grande. A sua generosidade manifestou-se mais uma vez, expressando que o produto da venda dos livros efectuados aquando do lançamento do mesmo revertesse a favor da Escola de Ervedal, nomeadamente para a aquisição de material escolar para as crianças mais desfavorecidas. Feita esta introdução prévia, passo a explicar a razão da minha conversa de hoje.
Como parte final da cerimónia houve a actuação do “GRUPO DE CANTARES DO ERVEDAL”, que foi para mim uma agradável surpresa. Aproveitei a ocasião para dar os parabéns ao Grupo na pessoa da “ensaiadora” bem como ao Sr. Presidente da Junta, com votos de que tal projecto não seja abandonado. Sou um “cota”, no dizer da minha afilhada, e daí gostar de ouvir música popular portuguesa. O grupo coral começou a actuação com 14 elementos adultos, sendo que 13 eram do sexo feminino e um do sexo masculino. Depois juntaram-se cinco crianças para cantar canções de Natal. Mas, o que despertou a minha curiosidade foi o facto das treze mulheres cantarem auxiliadas por uma cábula existente na pasta das canções, enquanto o cavalheiro cantava sem ser preciso tal muleta. O meu “machismo” veio ao de cima: valente homem, faz ver àquelas mulheres todas que não precisa de ler, pois sabe tudo de cor. Findo o espectáculo dirigi-me ao senhor, perguntei-lhe o nome e disse-me que se chamava Freixo ( esqueci-me do nome próprio) e dei-lhe os parabéns por actuar de maneira tão solta, sem ser preciso “muletas”. Surpresa das surpresas! A sorrir, disse-me:
- Sabe uma coisa? É que eu não sei ler e por isso ter pasta ou não ter é a mesma coisa...
Fiquei “banzado” com o caricato da situação, mas nem por isso deixei de admirar a coragem daquele “cantor” que apesar da sua proveta idade acompanha, e de que maneira!, o resto do Grupo e dei-lhe um abraço. Para todos, os renovados e repisados parabéns, mas ao Sr. Freixo aquele abraço especial de consideração!
Como se pode constatar, nem tudo o que parece, é!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

O FURA GREVES!

Havia vários dias que não dormia descansado por causa da greve. Por um lado sentia a obrigação moral de fazer greve, porque, se daí alguns proventos adviessem eles seriam repartidos por todos e ele, não fazendo greve estava a beneficiar de algo porque não lutara. Por outro lado, fazer greve e logo por dois dias, era um rombo no já magro ordenado mensal. A mulher não o largava:
- Tu não sejas parvo. Vai trabalhar que os gaiatos precisam de comer! Os do Sindicato andam só em grandes almoços, não os vejo fazer nada e tu é que fazes greve?
E a sua consciência a gritar-lhe:
- Faz greve, junta-te aos teus camaradas porque é a união que faz a força. Unidos vencerão!
No dia aprazado para a greve, alta madrugada, o Zé das Máquinas ainda se debatia com este terrível dilema. Não sabia o que fazer. A mulher às sete e meia lá foi para o trabalho no campo e ele indeciso entre ficar deitado, enquanto ela ia trabalhar, ou meter-se em cima da motorizada e rumar ao seu local de trabalho.
- Zé, os gaiatos precisam de comer! ...Zé a União faz a força!...que raio de baralhação a azucrinar-lhe a cabeça e o sentido!
Porque será que há dias em que é tão difícil tomarmos uma atitude minimamente aceitável? De repente, saltou da cama, bebeu o resto do que restava do caldo de farinha frio, comeu um naco de pão com toucinho e foi trabalhar. Chegado ao serviço, assinou o livro de ponto e ficou por ali sozinho, sem fazer nada ( mas isso era o menos, pois já estava habituado). Mas sentiu-se muito mal com a sua consciência. É certo que os gaiatos tinham que comer, mas os outros camaradas de serviço tinham feito greve. E se houvesse benefícios ele usufruiria deles de igual modo. A consciência “saltou-lhe” em cima:
- Zé, porque vieste?
Ao chegar a casa a mulher sentenciou:
- Assim é que tu és um bom chefe de família, a trabalhar! Já viste: então se fôssemos os dois empregados da “Cambra” descontavam-nos quatro dias? Era quase uma semanada...
Escusado será dizer que esta noite foi passada em claro. Não queria ir trabalhar por imperativos de consciência, mas tinha que o fazer por imperativos matrimoniais. Quando a mulher se levantou para ir para o campo, o Zé das Máquinas levantou-se também, convencendo assim a sua companheira que iria trabalhar, como era desejo desta. Mas não. Havia tomado uma decisão. Hoje, segundo dia da greve não iria. Estava solidário com os camaradas! Porque não tinha quintal onde, como alguns dos outros colegas, pudesse ir semear as favas e ervilhas ou pôr cinza nos alhos que já iam a ter “bico de pardal”, e nem sequer tinha nenhum outro “furo”, o Zé juntou-se casualmente com o Manel das Açordas. Foram até ao café, contaram das suas mágoas e afogaram-nas numas cervejas. “Umas”, porque lhe perderam o conto. Ah! E comeram uns chouriços assados e mais uns bocados de entremeada. Comeram muito, e beberam muito. Ao pedir das contas, o Zé disse que não tinha dinheiro e que no fim do mês logo lá iria pagar....
A mulher do Zé nem queria acreditar. Então aquele malandro além de não ter ido trabalhar para ganhar o dia ainda esbanjara o dinheiro que tanta falta fazia lá em casa? O Zé não estava em condições de perceber nada. Estava embriagado. Ouvia a mulher ralhar e ouvia a voz da consciência a elogiar-lhe a atitude de ter feito greve e ao mesmo tempo a repreendê-lo por ter gasto o que não devia. Perdera duplamente.
Ao outro dia, ao chegar ao emprego, os colegas olharam-no de soslaio e houve mesmo um que, entre dentes, lhe disse:
- Fura greves da merda....
O Zé sentiu como que um forte murro no estômago e um tremedalho nas entranhas, só por pensar que qualquer dia, quando menos esperado, poderá haver greve outra vez e ele ficará de novo entre a espada e a parede, que é como quem diz, entre a mulher e a consciência.
A vida de um pobre é muito dura!

Nota do autor: este texto é pura ficção. Qualquer semelhança com factos ou personagens reais, é pura coincidência.

domingo, 11 de dezembro de 2005

QUE É FEITO DO ESPÍRITO DE NATAL?

Ontem à noite estava frio. Não havia vento e o frio era daquele frio que antevê uma noite de geada e se tolera se nós nos pusermos a caminhar. E foi o que eu fiz. Meti-me num velho mas quente casacão, enrolei um cachecol ao pescoço e aí fui eu dar uma volta pela vila. Era minha intenção descobrir o “espírito de Natal”, dado que estamos em plena época natalícia. A primeira descoberta que fiz foi a dum Natal artificial que passa por iluminações das mais diversas variedades, algumas até muito pouco a ver com a época. Este é o espírito do Natal consumista que leva as pessoas a tentarem ter algo que as diferencie das vizinhas pela colocação de artefactos chamativos para realidades inexistentes. Mas é claro que estamos em pleno século XXI e Jesus já nasceu há tanto tempo... E lá fui, Machado dos Santos acima, rua do Convento, Serpa Pinto, Portas de Évora, Cisternas, Arrabaldes. E foi aqui, nos Arrabaldes que apurei o meu olfacto e perante aquelas colunas de fumo que das velhinhas chaminés subiam a pique, indicadoras de um brasido que por ali aqueciam alguns pés mais frios, retirei o cachecol do nariz e absorvi o ar frio mas deliciosamente perfumado: cheirava a “filhoses”. Haja Deus por haver quem faça filhoses em casa e não se limite a comprá-las, ainda que no comércio tradicional. Lá da outra banda da vila, já próximo da Mouraria cheirava a belhoses. Fiquei satisfeito. Bem sei que o Natal não é só fazer filhoses e belhoses. Mas também é. E lá regressei a casa com os pés muito mais quentes que as orelhas. De Natal além do apontado nada mais.
A habitual Estrela da Torre da Rainha deve estar a caminho.
Antes de me deitar e aproveitando os preços mais económicos, fui dar uma voltita pelos blogues da minha eleição. Como qualquer ser mortal tenho as minhas preferência. E voltei a esbarrar com o “espírito de Natal”, melhor com a tal falta de “espírito de Natal”. Então é assim, porque a Lena (da Biblioteca) tem boa memória, faça um clique na sua “boamemória” para ver os resultados da campanha de um brinquedo para as crianças mais desfavorecidas, por ela idealizada: ofereceram prendas 8 (oito) pessoas. Quanto ao número, de ofertas passem por lá para saberem. Como é possível, um evento desta natureza, tão publicitado e só oito almas se terem lembrado que há crianças que ficariam imensamente felizes se recebessem um brinquedo por este Natal.( não esquecer que nem sequer se pediam brinquedos ou livros novos!) Porque, e isto é importante que se diga, em Avis, como em tantos outros locais do mundo, há crianças que não vão receber nada! Arriscar-me-ia a dizer que muito mais de cem pessoas sabiam desta iniciativa: Referia-o o Portal de Avis, foi referido aqui “ Do Castelo” ( obrigado D. Manuela Mendes por ter respondido via correio ao pedido da Lena, referido neste espaço) e certamente na Agenda Municipal (desculpem mas não me lembro se também lá vinha). E as pessoas que habitualmente frequentam a biblioteca ou passaram na R. da Cantina, não se aperceberam de tal?
Afinal o espírito de Natal só vai existindo ( e se calhar de um modo cada vez mais esbatido) na recordação daqueles que ainda acreditaram que quem dava as prendinhas era o Menino Jesus, que descia pelas chaminés e não o Pai Natal que agora por aí chega montado num bom carro ou numa mota de quatro rodas!

Ainda falta tanto para o Natal que vai a tempo de ser solidário com os mais desfavorecidos do nosso concelho. Terá um Natal mais feliz, acredite: você e os "outros"!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

...E FINALMENTE A ASSOCIAÇÃO DE PAIS!

O último trimestre deste ano foi farto em eleições, pelo menos a nível de Freguesia de Avis. Foram as eleições Autárquicas, foram as eleições para a Santa Casa da Misericórdia de Avis, foram as eleições para a ASRPICA( Associação de Reformados Pensionistas e Idosos do Concelho de Avis) e finalmente ontem as eleições para a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas do Concelho de Avis, doravante denominada simplesmente Associação de Pais. Desconheço se até ao fim do ano haverá mais alguma. Regozijo-me por se ter verificado um enorme envolvimento das pessoas, querendo tomar parte activa na resolução dos problemas da sociedade em que estão inseridas. Esse direito é lhe conferido pela própria Constituição e é assumidamente um direito de cidadania. Mas a participação activa na sociedade não se pode, não de deve esgotar com o terminar da contagem dos votos. Deve continuar para lá disso e em qualquer situação em que se verifiquem eleições. Quem ganhou não se pode dar ao privilégio de tomar conta do “poder” que lhe foi conferido e quem perdeu não pode pura e simplesmente alhear-se esfregando as mãos e dizendo “ isso agora é com eles que ganharam, até fiquei mais descansado porque perdi...”
As considerações que vou fazer são de âmbito estritamente pessoal e como sempre o faço retractam única e simplesmente a minha opinião : vou então falar da Associação de Pais.
Aqui aplica-se exactamente o atrás exposto. Há muita coisa a fazer na Associação de Pais. E, dada a movimentação conseguida em torno destas eleições, penso que não se deveria agora “desligarmo-nos” todos dela (Associação) deixando que os eleitos da Lista B ( a quem endereço os meus parabéns) sejam eles a fazer tudo que, se não tiverem uma demonstração de interesse por parte de todos os envolvidos, se poderá resumir a fazer muito pouco, como aliás tem sido feito até agora. Não poucas vezes a Senhora Presidente se me queixou de que as convocatórias de reuniões, para os pais e encarregados de educação seguiam e que às ditas reuniões iam os elementos da Direcção ( ...e nem sempre todos!) e mais uma ou duas pessoas. Para ela, isso era desmotivante e compreende-se porquê. Agora que, ao contrário do que vinha sendo habitual, houve duas listas a concorrer, há que se mudar o rumo dos acontecimentos. Não compreendo, por exemplo, como é que eu, que até já cheguei a fazer parte dos Órgãos Sociais desta Associação,( o que me leva a assumir publicamente de que enquanto tal também não fiz tudo o que deveria ter feito) ontem, para votar tive que preencher uma ficha de inscrição. Há que remodelar, há que melhorar, há que aparecer quando e sempre que as Assembleias sejam convocadas sejam elas convocadas pela Direcção ou pelos Sócios. (Sócios? Eu nunca paguei qualquer quotização...)
Continuo com a firme convicção de que uma Associação de Pais, devidamente organizada, sem compadrios e que exerça a sua actividade dentro da estrita e exclusiva finalidade de defender os interesses dos alunos, tem tanta força e é tão importante em Avis, quanto o é no Porto, em Lisboa ou Faro.
Estou certo que com estas eleições e a vontade de todos, vamos ter uma nova dinâmica na Associação de Pais em Avis,
que saiba responder às necessidades de toda a família escolar de Avis, não descurando, como é óbvio, também as excursões que são sempre um salutar meio de convívio, mas que sabem a muito pouco.
Assim todos nós o queiramos! Ah! se a lista a ganhar tivesse sido a "A" o meu comentário seria exactamente igual...

(Desculpem este remate a desprepósito, que não tem nada a ver com a matéria tão séria acima tratada, mas que está com toda a actualidade: sabem qual foi a chave do sucesso da vitória do Benfica sobre o Manchester?Foi uma chave inglesa!)