sexta-feira, 24 de março de 2006
aponte DEIXOU DE SER UMA MIRAGEM
sábado, 18 de março de 2006
A PRAGA!
Aqui só há uma maneira de dizimar a praga : é o utilizador desligar o “bichinho mau” ou pô-lo na vibração, demonstrando assim respeito por quem nos deixou e pelo sofrimento das respectivas famílias.
segunda-feira, 13 de março de 2006
SEM COMENTÁRIOS!
PUTAS AO GOVERNO, QUE OS FILHOS JÁ LÁ ESTÃO!
domingo, 12 de março de 2006
AVIZ SÉCULO XXI - ENCERROU A SEGUNDA CONFERÊNCIA
Em termos de balanço e pelo que vi e ouvi na 2ª Conferência efectuada pelos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ, no Ciclo subordinado ao Tema Aviz Século XXI em que foi debatida a “Cidadania, Participação e Associativismo”, o mesmo parece-me altamente positivo. Na conferência iniciada Às 15 horas nunca terão estado mais de 50 pessoas simultaneamente, mas foi de tal modo participativa que acabou já para lá das 19 horas. Do que por lá ouvi ficou-me no “ouvido” coisas como esta: foram efectuados 80 convites por escrito sendo que todas as Associações/Colectividades/Juntas de Freguesia do nosso concelho o foram por entrega directa do convite. O Sr Vereador do Pelouro da Cultura da CMA disse que há no concelho de Avis 35 Associações, ora bem, foi lá dito igualmente que dos 80 convites ( onde constavam as tais 35 Associações locais, Colectividades, Juntas) estiveram presentes 10 Associações/Colectividades/Juntas convidadas, contando com aquelas que chegaram já no fim e com aquelas que por outros motivos se tiveram que ausentar muito antes do terminus da Conferência. ( Parece que não contaram foi com aquelas que se fizeram representar só no concerto...talvez por má interpretação do convite!). Mas sendo pouco participada, foi muito participativa como já referi. Se calhar o mal da nossa terra será igual ao das outras : se não se faz nada é comentar que nada se faz se alguém faz alguma coisa, ainda que da importância e do interesse que é o exercermos o nosso direito a uma Cidadania activa e participada, pura e simplesmente estamos nas tintas para isso. “Isso” é lá com os outros.
Também registei esta curiosidade: o presidente da Confederação Portuguesa de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto disse que esperava vir a Avis comer uma sopa de peixe da Barragem do Maranhão e afinal comeu filetes de linguado...
E mais esta: o João Ruivo em consequência da sua candidatura à Câmara Municipal de Sousel, foi despedido dos lugares que exercia em duas Câmaras...
E mais: a Drª Manuela Magno apesar do seu “currriculum” afirmou que ali não era Doutora, era a “amiga Manuela” – o que nos deixa antever a sua maneira de exercer a cidadania!
Fernandino Lopes foi um exímio moderador na linha do que aliás já nos vem habituando há muito tempo.
Não sei que teimosia tem esta rapaziada da ACA que já têm em mente – segundo lá ouvi afirmar – a realização de uma 3ª Conferência, mais para o final do ano lectivo, versando o tema da Empregabilidade.
O concerto de acordeão foi extremamente agradável sendo que levou ao auditório mais de 150 pessoas. Algumas terão ficado surpresas pois em vez dos esperados corridinhos, valsas e tangos ouviram Piazzola e Vivaldi entre outros, como o nosso querido VITORINO MATONO.
A ACA que não esmoreça e que continue com este tipo de iniciativa ou outros que entender por bem, mas só um pequeno reparo: arranjem outro apresentador....
sexta-feira, 10 de março de 2006
AVIZ SECULO XXI - "CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO"
Talvez que ontem tenha encontrado no para-brisas do seu automóvel uma pequena tarjeta com os seguintes dizeres:
Ciclo de Conferências AVIZ SÉCULO XXI
(Símbolo dos amigos do Concelho de Aviz)
“CIDADANIA
Cidadania é um conjunto de direitos e deveres que ligam os indivíduos a um Estado.
Entre os deveres está o de participar na vida da sua comunidade, designadamente através do associativismo. Este dever é simultaneamente um direito, de participar nas tomadas de decisões que afectam a comunidade no seu conjunto.
Ora “CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO” é precisamente o tema da segunda Conferência do Ciclo que os Amigos do Concelho de Aviz iniciaram com “Património, Turismo e Ambiente” a que antecedeu, ainda em 2005, um concurso fotográfico sob o mesmo lema.
O programa da Cidadania encontra-se profusamente divulgado pela nossa vila bem assim como na Agenda Municipal.
Mas o que mais interessa destacar é o alcance que os Amigos de Aviz pretende alcançar com esta iniciativa. Os oradores foram seleccionados e certamente que da troca de opiniões entre todos os presentes sairão conclusões que nos levem a que, todos e cada um de per si, sejamos mais participantes na sociedade em que estamos inseridos e em que se deixa que sejam os outros a fazer tudo, ficando nós na cómoda posição de críticos.
Se puder apareça. Estou certo que a sua presença será deveras enriquecedora deste debate.
Então até amanhã no Auditório às 15 horas e depois, à noite e no mesmo local, às 21. Certo?
quarta-feira, 8 de março de 2006
AVIS: PHARMACIA VIRA FARMÁCIA?
“DO CASTELO” endereça as boas vindas à nova farmacêutica, cujo nome ainda desconhece, deseja boa “Reforma” à Drª Alzira e ao Sr. Santos e faz simultaneamente votos de que algo mude no funcionamento da dita Pharmacia, de modo a torná-la numa Farmácia. Estamos habituados há longos anos a ouvir dizer que a Farmácia de Avis é a Farmácia do “não há e...volte cá amanhã”. Confirmo essa situação por experiência própria e às vezes mais que uma vez tive que ir à farmácia, para a mesma receita e em medicamentos que aparentemente nem teriam muita razão em se esgotarem. Daí que a Farmácia de Avis tem que ser cada vez mais a Farmácia do agora já há de tudo fazendo, assim, juz ao ditado de que há de tudo como na botica.
AH! Srª Drª nova, não se importe com os gastos (como a Drª Alzira me chegou a dizer) e implante um POS para pagamentos via multibanco.
Melhorar é preciso porque parafraseando um cantor muito em voga no tempo do PREC, “para melhor está bem, está bem; para pior já basta assim!”
terça-feira, 7 de março de 2006
A ZIVA E A MORTE ANUNCIADA
segunda-feira, 6 de março de 2006
FINALMENTE ESTOU LIVRE DE NOVO!
sábado, 25 de fevereiro de 2006
AFINAL É MENTIRA: NEM NA MORTE SOMOS TODOS IGUAIS!
À D. Isaura, que eu conheci nos tempos em que era emigrante e agora como utente do Lar, apresento as minhas desculpas por não a ter acompanhado, por desconhecer que tinha morrido.
Porque nem todos as mortes são iguais... pois certamente que se fosse outra “Isaura” até eu teria sabido atempadamente e teria cumprido com a minha obrigação, estando presente na despedida. Desejo-lhe que descanse em paz e possa merecer o repouso que o sofrimento atroz dos últimos dias de vida não lhe permitiram.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
AVIS É NOTÍCIA NO "LINHAS DE ELVAS"
Estaremos à beira do desmoronar da nossa identidade concelhia?
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
SANEAMENTO EM ERVEDAL
Eis o que dizia o recorte de jornal:
SANEAMENTO DE ERVEDAL
ERVEDAL (Avis) – A população desta localidade anda deveras preocupada porque, não tendo ainda água canalizada, nem esgotos, nem sanidade de qualquer espécie, não pode cumprir as regras enunciadas pelos serviços competentes, no sentido de se acautelar das possíveis epidemias, sobretudo da apavorante cólera. Para cúmulo, acresce a circunstância de terem sido declaradas impróprias para consumo, por estarem inquinadas, as águas das duas fontes de abastecimento da população.
Por intermédio de “ O Século”, se apela para quem de direito no sentido de serem tomadas urgentes providências, tendentes a pôr cobro a tão calamitosa situação.
Este artigo não está assinado. Tem uma anotação minha feita à mão que indica: 30.10.1971. E tal como já não me lembro da neve em Elvas, confesso que também já não me lembro desta situação em Ervedal.
A você que me lê, queria pedir-lhe um favor: indague junto dos seus familiares mais antigos se assim era em 1971; e quem teria tido a “ousadia” de publicar uma notícia destas em 1971? Diga-me qualquer coisa para o meu mail. Está ao cimo da página do blogue em "contacte-me" mas eu repito-o: omixam@sapo.pt
Por tudo isto acabo por me convencer que afinal as minhas cartas de amor não eram tão ridículas assim...ou talvez não...ou antes pelo contrário...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
CARTAS DE AMOR... PARA O DIA DOS NAMORADOS
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
domingo, 12 de fevereiro de 2006
OS EFEITOS COLATERAIS DOS RASTREIOS!
- Então Maria como correu isso lá da “ porose”?
- Olhe vizinha nem sabe o bom bocadinho que lá passei. Afinal p´ra lá
fui com o padeiro e depois regressei só a noitinha porque o nosso autocarro a última viagem que fazia era para cá e eu só regressei nele. Olhe vizinha, faziam falta mais coisas daquelas. A sala de espera do Centro de Saúde estava cheia. Vi chegar e abalar o pessoal das freguesias todas. E olhe que já tinha vontade de falar com algumas pessoas. Faz bem haver estes convívios, até parece que nos dão mais saúde. A vizinha já reparou que a última vez que as tinha visto foi quando fomos ao comício do “Jerólimo” de Sousa lá a Lisboa? Se não fosse assim como é que eu sabia que a filha daquela que tem um filho amaricado, agora varreu-se-me o nome, deixe... a vizinha sabe quem é, já largou o marido. Também, ele era um mastronso qualquer... Ai vizinha que até lá esteve a Televisão! E eu sempre a amanhar-me para ver se aparecia e nada. Então não viu aquelas lá de Benavila? Aquilo é que foi sorte, é que até falaram para o microfone. E eu nada, embora estivesse desertinha de falar. A vizinha havia de gostar de me ver. Mas há pessoas que não têm calma nenhuma, olhe que aí por volta das seis horas estava uma que eu não conheci, não sei se mora cá há pouco tempo, a dizer que estava ali desde as duas da tarde e ainda não tinha sido atendida. E depois a Enfermeira ...olhe não sei o nome dela, para mim são todas enfermeiras, mas olhe foi aquela que também falou p´ra Televisão, disse-lhe logo, e bem dito, que ela já lá estava desde as oito e meia da manhã. Bem respondido, que a gente quando vai para estas coisas tem que se dispôr. Também soube que o filho da Joana da Barragem Nova já entrou p’rá Cambra, só o meu Jaquim é que nada. Então diga lá vizinha, se não fosse isto como é que a gente sabia estas novidades? Ai, antes que me esqueça, vi lá a filha da Genoveva Mouca, e já está de barriga outra vez. Aquela ainda é pior que eu, valha-me o Santissimo Sacramento do Altar! Ai vizinha gostei tanto de ir. Só de lá vim às seis e dez e olhe que nestas coisas nem me lembro de comer...
A Tonha do Poço, já farta de ouvir tanto falar e porque tinha mais que fazer, para arrematar a conversa perguntou-lhe:
- E ficaste contente com o resultado do exame?
- Exame? Qual exame? Então aquilo não era só preciso a gente inscrever-se, por causa das estatística ou como é que eles dizem?
.......................................................................
...Ainda observei que a Tonha do Poço, lhe virou as costas e ao mesmo tempo que ia entrando em casa ia fazendo o sinal da cruz.... vá lá a gente saber porquê!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
...É QUE FICAVAM LÁ TÃO BONITAS....
Bonitas as fotografias antigas de Avis que se encontram nas paredes, mas na sala do lado esquerdo de quem entra estão lá duas fotos-quadros de paisagens de uma qualquer montanha e de um qualquer porto do mundo. Aí, em sua substituição e para que as instalações dos Serviços Locais da Segurança Social em Avis ficassem efectivamente mais bonitas, deveriam ser colocadas duas fotografias da nossa linda vila de Avis, antigas ou modernas, pouco interessa. Ninguém tem dúvidas que Avis tem paisagens bem mais bonitas ( ...e conhecidas ) que aquelas.
É que ficavam lá tão bonitas....e não me digam que não tenho razão!!!!
sábado, 4 de fevereiro de 2006
ACONSELHO VIVAMENTE!
Garanto-vos que se lê muito bem e é de extrema importância conhecê-lo, pelo que aconselho vivamente a todos que possam, a perder ( ganhar?) um pouco de tempo com ele, que o façam!
domingo, 29 de janeiro de 2006
NA SEXTA-FEIRA SAIU-ME O "EUROMILHÔES"...POR DUAS VEZES!
À parte: parabéns ao Sporting que apesar de só ter acertado três números enquanto o Benfica apenas acertou uma estrela, levou o prémio dos três pontos no “Euromilhôes” da segunda circular.
E bem que o Sporting podia ter acertado os cinco números, apesar do prémio ser o mesmo...
EM CIMA DA HORA:
São dez horas e quase dez minutos minutos da manhã e caem pequeninos flocos de neve em Avis. Por certo que não vão dar para branquear o solo, mas deixam-me antever uma Serra de S. Mamede com muita neve.
Vou esperar para ver o que se passa por cá.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
AINDA REFLEXOS DAS PRESIDENCIAIS
domingo, 22 de janeiro de 2006
SOMOS UM PAÍS DE CINZENTÕES!
Depois regressei a casa. Pelo caminho ouvi meia dúzia de pessoas queixarem-se das dores, mais da carestia de vida, mais do facto dos ciganos já “nascerem” reformados e que isso se devia a, imagine-se, Sá Carneiro! Outro queixava-se que o desemprego da filha o obrigava a ajudá-la, embora a sua reforma mal desse para ele. Fiquei perplexo e entrei no meu quintal. Os meus canários soltavam estridentes cânticos à mãe natureza que os prendava com um lindo dia de sol. Tinham comida e água que mais precisavam? Liberdade? Mas se os pusesse em liberdade iriam morrer à fome porque nunca ninguém os ensinou a procurar comida ou a precaverem-se dos gatos. Do que ouvira lá fóra fazia agora o meu juízo: todos tinham liberdade mas alguns não tinha comida. Só água e pouca! O que fazer para inverter essa situação? Hoje é dia de votos. Para se chegar a este dia constou-me que se gastaram 10 milhões de euros. 10 milhões! Para quê? O que foi que cada um de nós aprendeu com esta campanha, que ainda não soubesse? Em qual campanha, fosse ela para que cargo fosse, nunca ninguém prometeu coisas que desde logo sabemos, assim como quem promete, serem impossíveis de cumprir? Confesso, não aprendi nada. Amanhã vou votar, cumprindo uma obrigação cívica e um direito de cidadania que me assiste. Vou votar em quem sempre pensei votar. Para mim não era preciso ter havido campanha. Os tais 10 milhões poderiam ter servido para tanta coisa necessária... Talvez fosse uma ajuda para nos tirar da cauda da Europa; talvez fosse um empurrãozito para esbater o nosso pessimismo, consubstanciado num futuro sem futuro. Somos um país de “cinzentões” e eu sou um “cinzentão”.
Irei votar, em convicção mas sem convicção de que algo mude, tudo continuará na mesma, a lamúria lusa continuará e eu continuarei a engrossar o enorme número de "cinzentões”, até que cheguem as próximas eleições com um chorrilho de promessas, com o seu dia de reflexão, e com o seu dia “after” e com uma mudança anunciada mas não cumprida!
Sou um cinzentão desencantado.
Só os meus canários me alegram...
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
A FRASE DO DIA 17
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
A FRASE DO DIA
domingo, 15 de janeiro de 2006
"DO CASTELO" VI UM "VELHO DO RESTELO"
- Eu sou um “Velho do Restelo”, daqueles que custam a perceber o porquê de certas coisas que dia a dia se cruzam no nosso caminho. Ouve-me com atenção e não me interrompas. Fico perplexo quando um Governo de um país onde dois milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza tem o arrojo de ir construir um novo aeroporto onde vai “enterrar” literalmente milhões e milhões de contos...desculpa, ainda não me habituei a esta modernice do euro... Não concordo com isso como é lógico. Repara lá, meu filho, eu que já vi tantas coisas, tantos avanços técnicos, desde o tempo em que o Infante D. Henrique iniciou as descobertas, porque é que daqui a dez ou quinze anos os aviões não poderão descolar e aterrar na vertical, assim como os helicópteros? E se tal acontecer para quê um aeroporto novo? Outro esbanjamento de dinheiro mal gasto vai ser essa coisa do TGV. Mas para quê essas velocidades loucas? Vocês aqui no Alentejo, desculpa-me a brincadeira, mas se se descuidam já ele tem passado pelo Caia e ainda vocês estão a olhar para Lisboa à espera que ele de lá parta...Desculpa lá a gracinha.
- Mas o Sr. “Velho do Restelo” acha que os descobrimentos de nada serviram para nós? Tudo foi em vão?
- Disse-te para não me interromperes. Lembra-te dos Descobrimentos mas lembra-te de quantas vidas por lá ficaram. Ah! E não te esqueças de acrescentar as vítimas do Ultramar, alguns até teus amigos aqui de Avis e outros teus familiares. Olha, meu filho chega aqui mais para junto da Torre da Rainha. Vês ali aquelas obras na antiga Escola Primária? Então pensa lá um bocadinho comigo: a Escola 2,3 mestre de Avis não tem condições para albergar os alunos que a frequentam – deficientes instalações, falta de material didáctico e no entanto estão lá os alunos todos da Freguesia de Avis. Ora se este dinheiro gasto na remodelação da “Primária” fosse empregue na melhoria da 2,3 Mestre de Avis, se calhar ficava a ganhar toda uma comunidade escolar e com condições muito melhores para todos. A integração dos mais pequenos seria feita mais cedo no seio da Escola Mãe e com qualidade bastante.
- Mas ó Sr. “Velho do Restelo”......Olhei mas já não vi nada e fiquei a pensar naquelas palavras de alguém que eu agora já não sabia se eram reais se tinham sido fruto da minha imaginação.
Mas uma coisa é certa: deixou-me a pensar sózinho e quem sabe eu dia por lá encontrarei um qualquer D. Sebastião!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
SABE O QUE É E PARA QUE SERVE A CPCJ DE AVIS?
Ultimamente têm vindo a lume notícias menos abonatórias em relação a CPCJ de outras localidades. Daí a reflexão que achei por bem fazer sobre esta matéria.
Para quem não sabe devo começar por informar que a CPCJ de Avis é composta por pessoas que nada auferem pelo desempenho dessa missão. A sua função é "promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento”. A competência de uma CPCJ exerce-se na área do município onde tem a sua sede. Como população alvo estão todas as crianças e jovens em perigo, sendo de salientar que se considera criança ou jovem a pessoa com menos de 18 anos ou a pessoa com menos de 21 anos que solicite a continuação da intervenção iniciada antes de atingir os 18 anos. Quanto à sua constituição pouco para aqui interessa, parecendo-me mais relevante desde logo sublinhar a dificuldade que estas comissões têm no “terreno” onde vão actuar. Não é fácil tratar com famílias que maltratam crianças ou jovens. Por vezes a violência é a resposta encontrada por parte de quem tenta solucionar estes problemas. A intervenção deverá efectuar-se tão precocemente quanto possível, sendo-o de imediato quando qualquer caso fôr detectado.
A nós todos cabe-nos uma responsabilidade acrescida na denúncia de situações anómalas. E a palavra “denúncia” não tem aqui qualquer sentido negativo, antes pelo contrário o seu significado é altamente positivo: denunciar atempadamente uma situação de maus tratos a crianças e jovens é desde logo estar a contribuir para uma melhor resolução de um problema que tratado mais tarde poderá ser de muito mais difícil resolução, se não mesmo insolúvel.
Para terminar deixo aqui os contactos da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Avis:
Câmara Municipal de Avis
Apartado 25
7480-999 Avis
Telef.: 242 412 207/ fax 242 410 209
Mail: cpcjavis@cm-avis.pt
Não exite : se tiver conhecimento ou desconfiar de alguma situação anómala, informe a CPCJ de Avis.
As primeiras pessoas a agradecer-lhe serão certamente as crianças e jovens em risco!
domingo, 8 de janeiro de 2006
ESTOU ENCAVACADO!
A minha Pré-Candidata à Presidência da República não passou disso mesmo, de pré-candidata. O processo de candidatura não foi aceite e Manuela Magno ficou-se pelas intenções. Já aqui expliquei as razões que me levaram a apoiar explicitamente esta senhora: o desencanto dos políticos sejam eles profissionais ou semi-profissionais e a esperança em algo de diferente que a Senhora Doutora pudesse trazer. É que parafraseando um meu amigo “são sempre os mesmos”. Quantas vezes é que o Garcia Pereira já tentou a sua sorte? E o Louçã, e o Soares? O “Manel” mais o Cavaco são novos nestas andanças mas são conhecidos de outras. E agora em quem vou votar? Se calhar em quem disser menos mal dos adversários. Sempre fui assim: desconfio de quem só sabe apontar os defeitos dos outros, preocupando-se menos em apontar as suas virtudes. Quem sabe se por tais serem escassas...
Tenho a convicção de que tudo se irá resolver à primeira volta o que, a acontecer, pelo menos irá poupar uma “pipa de massa” ao erário público. Com a esquerda tão fraccionada, o mais certo é o Cavaco ganhar sem grandes dificuldades, logo à primeira.
Concluindo: estou eu, e vocês, enCAVACadOs!
sábado, 7 de janeiro de 2006
RECONHECIMENTO PÚBLICO!
Bem hajam e continuem a demonstrar que ainda é possível cumprir com dignidade a profissão que cada um tem de desempenhar!
sábado, 31 de dezembro de 2005
ATÉ P'RÓ ANO E... DESENRASQUEM-SE!
Devo confessar que nunca fui muito neste tipo de palavreado e muito menos em relação a essa de desejar um melhor Ano para o que vem. Mas será possível, na actual conjuntura ou em conjunturas anteriores, eu ter um melhor ano? A situação económica vai desagravar e eu posso gerir melhor a minha vida, economicamente falando? É mentira. Não vou. Para o ano vou rejuvenescer e as minhas atrozes vão ser só recordações? É mentira, não vai ser assim. Vou estar menos preocupado com o modo como os políticos governam mal este meu país, por o passarem a fazer melhor? É mentira. Não vão. Vou seguir o rifão de que “ano novo, vida nova”?. É mentira, amanhã, ano novo, será tudo igual a hoje , ano velho. O mundo continuará a ser assaltado por uma onda de ódio transformada em morte e miséria; continuará a morrer gente inocente, incluindo muitas crianças, em guerras injustas e onde os principais responsáveis sairão sempre a salvo; a natureza irá impor a sua disciplina com novos tremores de terra, cheias, secas, devastação.
No próximo ano irá morrer, não sei quem. Mas por certo gente que eu muito amo e respeito. Tudo se repetirá. Tudo, tal como há um ano atrás. Tudo, menos uma coisa: é que eu neste ano já não vou desejar Bom Ano para ninguém. Quem quiser ser mais feliz, que seja, mas não em atenção a ser ano novo.
Desenrasquem-se!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
QUE É FEITO DO GRUPO DE CANTARES DA ASRPICA?
Um Grupo de cantadores tem que ser um grupo e não poderá jamais ser um cantador ou um casal de cantadores...
Força, que o Grupo da ASRPICA faz-nos falta !
sábado, 24 de dezembro de 2005
DEIXEM-ME SONHAR E SEJAM FELIZES!
Mas deixem-me recuar no tempo. Tirem-me cinquenta anos e devolvam-me os pinheiros que revestiam as serras da freguesia de S. Julião em Portalegre e que os incêndios de 2003 destruíram. Restituam-me a minha mãe e deixem-me sonhar um pouco....
...o ano é o de 1957, ali mesmo na segunda metade do século passado. O lume, tal como os de hoje em Avis, faz fumo que sobe lentamente pelas chaminés, mas o cheiro que anda no ar é o de lenha de esteva acendida com giestas secas. O lume de 1957 tinha outro cheiro...e a consoada também. O bacalhau era menos mas certamente mais saboroso. A esta hora já as filhoses tinham sido amassadas e “tendidas” pelas mãos habilidosas da minha saudosa mãe. Sobre a trempe, a sertã fumegava com intensidade, sinal evidente que o azeite – não havia óleo nessa altura- estava quente. O meu pai ajudava no que podia e, apesar de perceber pouco do assunto, atrevia-se a comentar:
- A massa ficou muito grossa...
- É para se mastigar melhor..., argumentava a minha mãe, como
que desculpando-se por algo que não tinha corrido bem.
O serão não era muito grande pois que o Menino Jesus tinha que distribuir as prendas por todas as casas antes da meia-noite. Quando o azeite por vezes “espirrava” por qualquer motivo menos conhecido, diziam os mais velhos que era o Menino Jesus que estava a fazer chi-chi lá da chaminé. Esta tinha sido devidamente vasculhada, por mor do Menino não se sujar quando a descesse. Não havia árvore de Natal. O sapatinho, quantas vezes roto, era posto ali bem junto às brasas, pois era certo e sabido que o Menino, quando por ali passasse se iria aquecer um pouco. A noite era mal dormida. Bem cedo lá me levantava eu na esperança de que algo mudasse em termos de prendas. Mas invariavelmente elas eram sempre as mesmas: uma tablete de chocolate espanhola ( ou a fronteira não estivesse ali tão perto!), um lencinho de mão e um brinquedo confeccionado pelo meu pai. Talvez uma roda de arame com um guiador do mesmo material. E com que sofreguidão, meu Deus, eu me dirigia para a chaminé mal o dia 25 rompia: Mãe, gritava, o Menino Jesus já cá passou! E era sempre só a 25 de manhã que as prendas se abriam. E esse hábito ainda hoje se mantém em minha casa. Como eram bons esses tempos em que não havia “modas” para árvores de natal nem Pai Natal, mas havia o carinho de uns pais que delegavam noutro menino, o Jesus, a incumbência de distribuir as prendas.
Mas o sonho tem que terminar. Mãe, lá onde estiveres recebe o agradecimento de tudo aquilo que me deste e de tudo aquilo que querias e já não tiveste tempo de me dar. Estarás sempre no meu coração e não haverá Natal nenhum em que tu não estejas presente.
QUANTO A VÓS QUE ME IDES LENDO (obrigado por me terem dedicado esse vosso tempo) “DO CASTELO” ENVIA DESEJOS DE UMA SANTA E FELIZ NOITE DE NATAL, EM COMPANHIA DE QUEM MAIS DESEJAREM!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
POR ESTES DIAS...
Apercebi-me como é difícil comprar no comércio tradicional local, quando o nosso comércio tradicional local cobra pelos mesmos artigos quase o dobro do que cobra o comércio tradicional local de Ponte de Sôr...E não estou a falar do comércio tradicional local chinês....
Vi como o Benfica, com braços do Luisão ou sem braços do Nuno Gomes lá se foi sorrateiramente abeirando do 2º lugar da classificação geral. Já temos campeão de Inverno, mas o que conta é o campeão da Primavera...
Chamaram-me a atenção para o facto de que o nome das ruas e respectiva colocação de placas não foi de iniciativa da Junta de Freguesia mas sim da Câmara. Ao fim e ao cabo o que interessa é que estão devidamente identificadas. Há dias tive dificuldade em explicar a uma visita que tive, qual a contribuição directa do Dr. Francisco Salgado Zenha para o desenvolvimento da vila de Avis. Pensava ele, que dada a localização da Rua, tinha inaugurado o Centro de Saúde. Mas isso são contas de outro rosário.
Hoje mesmo tive conhecimento que a candidata por mim apoiada para a Presidência da República conseguiu angariar o número de votos suficientes para se candidatar. O descrédito em políticos profissionais ou semi-profissionais, levaram-me a apoiar explicitamente a Srª Drª MANUELA MAGNO, professora na Universidade de Évora.
Claro que não é para ganhar mas o exercício de cidadania é um direito que diz respeito a todos nós e há que exercê-lo...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
FRANCISCO ALEXANDRE EXPÕE EM ALTER DO CHÃO!
Francisco Alexandre inaugurou hoje uma exposição de escultura em Alter do Chão, ultrapassando assim a sua fama as raias do nosso concelho. Avisense por adopção, este genial artista continua a ser um desconhecido por parte dos responsáveis pela Cultura da sua terra natal, Ponte de Sôr.
A exposição de Alter está muito bem concebida e poderá ser visitada até dia 31 de Janeiro no anfiteatro de acesso ao auditório daquela localidade.
Parabéns amigo e não pares, olha que mal a gente se descuida e já é tempo de Feira Franca outra vez!!!!!
O HOMEM ANDA CHEIO DE MEDO!
Ou será que já está desesperadamente convicto de que vai perder e logo à primeira volta?
Cá por mim, vou nessa!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
2 - NOVIDADES -2
Sr. Presidente da Junta, aproveite a embalagem e coloque identificação nas ruas que, embora “baptizadas”, ainda não têm cédula pessoal visível....
NEM TUDO O QUE PARECE ...É!
Como parte final da cerimónia houve a actuação do “GRUPO DE CANTARES DO ERVEDAL”, que foi para mim uma agradável surpresa. Aproveitei a ocasião para dar os parabéns ao Grupo na pessoa da “ensaiadora” bem como ao Sr. Presidente da Junta, com votos de que tal projecto não seja abandonado. Sou um “cota”, no dizer da minha afilhada, e daí gostar de ouvir música popular portuguesa. O grupo coral começou a actuação com 14 elementos adultos, sendo que 13 eram do sexo feminino e um do sexo masculino. Depois juntaram-se cinco crianças para cantar canções de Natal. Mas, o que despertou a minha curiosidade foi o facto das treze mulheres cantarem auxiliadas por uma cábula existente na pasta das canções, enquanto o cavalheiro cantava sem ser preciso tal muleta. O meu “machismo” veio ao de cima: valente homem, faz ver àquelas mulheres todas que não precisa de ler, pois sabe tudo de cor. Findo o espectáculo dirigi-me ao senhor, perguntei-lhe o nome e disse-me que se chamava Freixo ( esqueci-me do nome próprio) e dei-lhe os parabéns por actuar de maneira tão solta, sem ser preciso “muletas”. Surpresa das surpresas! A sorrir, disse-me:
- Sabe uma coisa? É que eu não sei ler e por isso ter pasta ou não ter é a mesma coisa...
Fiquei “banzado” com o caricato da situação, mas nem por isso deixei de admirar a coragem daquele “cantor” que apesar da sua proveta idade acompanha, e de que maneira!, o resto do Grupo e dei-lhe um abraço. Para todos, os renovados e repisados parabéns, mas ao Sr. Freixo aquele abraço especial de consideração!
Como se pode constatar, nem tudo o que parece, é!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
O FURA GREVES!
- Tu não sejas parvo. Vai trabalhar que os gaiatos precisam de comer! Os do Sindicato andam só em grandes almoços, não os vejo fazer nada e tu é que fazes greve?
E a sua consciência a gritar-lhe:
- Faz greve, junta-te aos teus camaradas porque é a união que faz a força. Unidos vencerão!
No dia aprazado para a greve, alta madrugada, o Zé das Máquinas ainda se debatia com este terrível dilema. Não sabia o que fazer. A mulher às sete e meia lá foi para o trabalho no campo e ele indeciso entre ficar deitado, enquanto ela ia trabalhar, ou meter-se em cima da motorizada e rumar ao seu local de trabalho.
- Zé, os gaiatos precisam de comer! ...Zé a União faz a força!...que raio de baralhação a azucrinar-lhe a cabeça e o sentido!
Porque será que há dias em que é tão difícil tomarmos uma atitude minimamente aceitável? De repente, saltou da cama, bebeu o resto do que restava do caldo de farinha frio, comeu um naco de pão com toucinho e foi trabalhar. Chegado ao serviço, assinou o livro de ponto e ficou por ali sozinho, sem fazer nada ( mas isso era o menos, pois já estava habituado). Mas sentiu-se muito mal com a sua consciência. É certo que os gaiatos tinham que comer, mas os outros camaradas de serviço tinham feito greve. E se houvesse benefícios ele usufruiria deles de igual modo. A consciência “saltou-lhe” em cima:
- Zé, porque vieste?
Ao chegar a casa a mulher sentenciou:
- Assim é que tu és um bom chefe de família, a trabalhar! Já viste: então se fôssemos os dois empregados da “Cambra” descontavam-nos quatro dias? Era quase uma semanada...
Escusado será dizer que esta noite foi passada em claro. Não queria ir trabalhar por imperativos de consciência, mas tinha que o fazer por imperativos matrimoniais. Quando a mulher se levantou para ir para o campo, o Zé das Máquinas levantou-se também, convencendo assim a sua companheira que iria trabalhar, como era desejo desta. Mas não. Havia tomado uma decisão. Hoje, segundo dia da greve não iria. Estava solidário com os camaradas! Porque não tinha quintal onde, como alguns dos outros colegas, pudesse ir semear as favas e ervilhas ou pôr cinza nos alhos que já iam a ter “bico de pardal”, e nem sequer tinha nenhum outro “furo”, o Zé juntou-se casualmente com o Manel das Açordas. Foram até ao café, contaram das suas mágoas e afogaram-nas numas cervejas. “Umas”, porque lhe perderam o conto. Ah! E comeram uns chouriços assados e mais uns bocados de entremeada. Comeram muito, e beberam muito. Ao pedir das contas, o Zé disse que não tinha dinheiro e que no fim do mês logo lá iria pagar....
A mulher do Zé nem queria acreditar. Então aquele malandro além de não ter ido trabalhar para ganhar o dia ainda esbanjara o dinheiro que tanta falta fazia lá em casa? O Zé não estava em condições de perceber nada. Estava embriagado. Ouvia a mulher ralhar e ouvia a voz da consciência a elogiar-lhe a atitude de ter feito greve e ao mesmo tempo a repreendê-lo por ter gasto o que não devia. Perdera duplamente.
Ao outro dia, ao chegar ao emprego, os colegas olharam-no de soslaio e houve mesmo um que, entre dentes, lhe disse:
- Fura greves da merda....
O Zé sentiu como que um forte murro no estômago e um tremedalho nas entranhas, só por pensar que qualquer dia, quando menos esperado, poderá haver greve outra vez e ele ficará de novo entre a espada e a parede, que é como quem diz, entre a mulher e a consciência.
A vida de um pobre é muito dura!
Nota do autor: este texto é pura ficção. Qualquer semelhança com factos ou personagens reais, é pura coincidência.
domingo, 11 de dezembro de 2005
QUE É FEITO DO ESPÍRITO DE NATAL?
A habitual Estrela da Torre da Rainha deve estar a caminho.
Antes de me deitar e aproveitando os preços mais económicos, fui dar uma voltita pelos blogues da minha eleição. Como qualquer ser mortal tenho as minhas preferência. E voltei a esbarrar com o “espírito de Natal”, melhor com a tal falta de “espírito de Natal”. Então é assim, porque a Lena (da Biblioteca) tem boa memória, faça um clique na sua “boamemória” para ver os resultados da campanha de um brinquedo para as crianças mais desfavorecidas, por ela idealizada: ofereceram prendas 8 (oito) pessoas. Quanto ao número, de ofertas passem por lá para saberem. Como é possível, um evento desta natureza, tão publicitado e só oito almas se terem lembrado que há crianças que ficariam imensamente felizes se recebessem um brinquedo por este Natal.( não esquecer que nem sequer se pediam brinquedos ou livros novos!) Porque, e isto é importante que se diga, em Avis, como em tantos outros locais do mundo, há crianças que não vão receber nada! Arriscar-me-ia a dizer que muito mais de cem pessoas sabiam desta iniciativa: Referia-o o Portal de Avis, foi referido aqui “ Do Castelo” ( obrigado D. Manuela Mendes por ter respondido via correio ao pedido da Lena, referido neste espaço) e certamente na Agenda Municipal (desculpem mas não me lembro se também lá vinha). E as pessoas que habitualmente frequentam a biblioteca ou passaram na R. da Cantina, não se aperceberam de tal?
Afinal o espírito de Natal só vai existindo ( e se calhar de um modo cada vez mais esbatido) na recordação daqueles que ainda acreditaram que quem dava as prendinhas era o Menino Jesus, que descia pelas chaminés e não o Pai Natal que agora por aí chega montado num bom carro ou numa mota de quatro rodas!
Ainda falta tanto para o Natal que vai a tempo de ser solidário com os mais desfavorecidos do nosso concelho. Terá um Natal mais feliz, acredite: você e os "outros"!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
...E FINALMENTE A ASSOCIAÇÃO DE PAIS!
As considerações que vou fazer são de âmbito estritamente pessoal e como sempre o faço retractam única e simplesmente a minha opinião : vou então falar da Associação de Pais.
Aqui aplica-se exactamente o atrás exposto. Há muita coisa a fazer na Associação de Pais. E, dada a movimentação conseguida em torno destas eleições, penso que não se deveria agora “desligarmo-nos” todos dela (Associação) deixando que os eleitos da Lista B ( a quem endereço os meus parabéns) sejam eles a fazer tudo que, se não tiverem uma demonstração de interesse por parte de todos os envolvidos, se poderá resumir a fazer muito pouco, como aliás tem sido feito até agora. Não poucas vezes a Senhora Presidente se me queixou de que as convocatórias de reuniões, para os pais e encarregados de educação seguiam e que às ditas reuniões iam os elementos da Direcção ( ...e nem sempre todos!) e mais uma ou duas pessoas. Para ela, isso era desmotivante e compreende-se porquê. Agora que, ao contrário do que vinha sendo habitual, houve duas listas a concorrer, há que se mudar o rumo dos acontecimentos. Não compreendo, por exemplo, como é que eu, que até já cheguei a fazer parte dos Órgãos Sociais desta Associação,( o que me leva a assumir publicamente de que enquanto tal também não fiz tudo o que deveria ter feito) ontem, para votar tive que preencher uma ficha de inscrição. Há que remodelar, há que melhorar, há que aparecer quando e sempre que as Assembleias sejam convocadas sejam elas convocadas pela Direcção ou pelos Sócios. (Sócios? Eu nunca paguei qualquer quotização...)
Continuo com a firme convicção de que uma Associação de Pais, devidamente organizada, sem compadrios e que exerça a sua actividade dentro da estrita e exclusiva finalidade de defender os interesses dos alunos, tem tanta força e é tão importante em Avis, quanto o é no Porto, em Lisboa ou Faro.
Estou certo que com estas eleições e a vontade de todos, vamos ter uma nova dinâmica na Associação de Pais em Avis, que saiba responder às necessidades de toda a família escolar de Avis, não descurando, como é óbvio, também as excursões que são sempre um salutar meio de convívio, mas que sabem a muito pouco.
Assim todos nós o queiramos! Ah! se a lista a ganhar tivesse sido a "A" o meu comentário seria exactamente igual...
(Desculpem este remate a desprepósito, que não tem nada a ver com a matéria tão séria acima tratada, mas que está com toda a actualidade: sabem qual foi a chave do sucesso da vitória do Benfica sobre o Manchester?Foi uma chave inglesa!)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2005
BENFICA - 2 MANCHESTER - 1
O BENFICA DESFALCADO
DEPOIS DE ESTAR A PERDER,
DEU A VOLTA AO RESULTADO
ACABANDO POR VENCER!
GRITAM NO ESTÁDIO DA LUZ
CHEINHO QUE NEM UM OVO:
É AQUI QUE SE PRODUZ
A ALEGRIA DUM POVO!
domingo, 4 de dezembro de 2005
A BARRAGEM VAI-SE COMPONDO!
Ah! Antes que me esqueça, dois reparos que não são mais que dois apontamentos. Vi com pena, que tinha sido colocada uma vedação, com o respectivo arame farpado na fiada superior, delimitando o acesso às figueiras junto da ponte para Valongo. Agora será muito mais difícil aos Benavilenses e não só, irem-se ali aviar de figos, com as suas rocas. Certamente que saberão contornar a situação.
Outro registo e nada mais que isso, pois de pontes e sua conservação percebo tanto como de lagares de azeite. Mas o apontamento é este: a referida ponte para Valongo apresenta ao nível do alcatrão, duas fissuras em toda a largura da mesma, uma maior à entrada no sentido Avis-Valongo e outra menor do outro lado. Neste lado de cá (Avis-Valongo) cabem à vontade dois dedos travessos na abertura transversal. Mas, como disse, que percebo eu disto? Limito-me a referir a situação sem saber no entanto se é uma situação anómala ou normal. Apenas me chamou a atenção aquele buraco ali tão à vista desarmada.
sábado, 3 de dezembro de 2005
MARÍTIMO-0 BENFICA-1
INVALIDARAM-LHE UM GOLO,
AO NOSSO PEDRO MANTORRAS;
COMO O RAPAZ NÃO É TOLO
“BISOU”...POR CAUSA DAS PORRAS!
NESTE JOGO TÃO A SÉRIO
DISPUTADO À MANEIRA,
BENFICA TROUXE O "MINÉRIO"
DO BAILINHO DA MADEIRA!
(Para que conste: PARABÉNS aos miúdos do Avisense que chegando a estar a perder por 5-1 frente ao Alter, acabaram por ganhar, imagine-se, por 9 a 7!)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
CARTAZES E AUTÁRQUICAS 2005 : PONTO FINAL.
Fui esta semana ao Alcórrego e aí, meus amigos, não é necessário graduar ou usar óculos: pelo que me foi dado observar, fiquei convencido que dali ainda não foi tirado nada, parecendo que estamos por lá em plena campanha eleitoral, ou muito próximo do climax das mesmas...
Repito: obrigado a “alguém” e convença-se que eu não olho só para um lado, posso é às vezes não estar atento q.b., como aliás era desejável e espero que me releve por isso.
Cumprimentos!
terça-feira, 29 de novembro de 2005
ASSOCIAÇÃO DE PAIS VAI A VOTOS!
A Associação de Pais tem estado há vários anos entregue sempre à(s) mesma(s) pessoa(s). Por certo fará(ão) o que pode(m). Mas creio que não é muito, melhor, creio mesmo que não terá sido o suficiente. Muitos anos num mesmo lugar leva-nos a uma certa apatia, a um certo comodismo, pelo que a alternância é sempre salutar.
Por vezes não há quem queira preencher os lugares, mas segundo penso saber neste momento haverá quem queira tomar conta da Associação de Pais com vontade de mudar. E conviria que fossem educadores que tivessem educandos nos primeiros anos da escolaridade para assim poderem dar continuidade bastante às alterações que urge efectuar. Uma Associação de Pais bem estruturada, tem um poder altamente positivo e quando devidamente dinamizada não pode deixar indiferentes todos aqueles a quem a escola e a sua envolvência diz respeito.
Posto isto, não deixem passar esta oportunidade e agarrem-na com vontade de lutar pelo interesse dos vossos educandos. Mudem o que tiverem de mudar, legalizem o que houver que legalizar, mas não deixem perder mais esta oportunidade.
Eles, os vossos filhos e filhas, mais tarde, vos agradecerão.
sábado, 26 de novembro de 2005
MISERICÓRDIA!!!!
A mim que sou “irmão” votante, lamento que nenhum elemento da lista B tenha apresentado de viva voz a sua versão e as razões da desistência. Assim ficámos com a verdade da lista A .
Também registo situações como estas:
um “irmão” subscreveu ,como apoiante, a lista A e depois aparecia como candidato na lista B;
outro irmão apareceu inicialmente como candidato em ambas as listas;
um candidato da lista B só soube que a sua lista tinha desistido quando eu lhe disse, já dentro das instalações da Santa Casa, e quando ele ia disposto a defender a sua palavra.
A Santa Casa é uma Instituição demasiado importante para que se possa permitir a situações caricatas como as que rodearam estas eleições. Como é óbvio, e à falta de outra escolha, a lista A será a vencedora, a quem endereço desde já os meus parabéns, já que mais não seja, pelo facto de terem levado até ao fim um projecto a que meteram ombros.
Quanto ao futuro, esse, a Deus pertence, mas espero que seja melhor do que até aqui!
VAMOS TODOS SER SOLIDÁRIOS!
Biblioteca Municipal
Ao cuidado da Lena
Rua da Cantina
7480 AVIS
Você sentir-se-á imensamente bem consigo mesmo, a Lena agradece e as crianças que forem recebedoras das prendas sentir-se-ão incomensuravelmente felizes.
Sejamos solidários, até porque já existe no ar um cheirinho a Natal!
terça-feira, 22 de novembro de 2005
CONCURSOS DE FOTOGRAFIAS
A ACA recomenda-o!
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
É PRECISO MUDAR JÁ!
É certo que só na semana passada as outras forças políticas retiraram os seus últimos cartazes, mas, ou este a que me refiro de lá sai brevemente, ou daqui a pouco não dá à conta retirá-lo e é mantê-lo para as próximas autárquicas...
Isto é que está uma moenga!
sábado, 19 de novembro de 2005
BRAGA - 3 BENFICA - 2
MEU CORAÇÃO NÃO RESISTE
É TAMANHA A MINHA MÁGOA...
FIQUEI AINDA MAIS TRISTE
COM OS GOLOS DO “BÉBÁGUA”!
O “FERREIRA” FOI AMIGO
DEU-NOS UM PENALTY E TUDO,
MAS ACABOU INIMIGO:
VIMOS BRAGA P’LO CANUDO!
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
CASTIGOS FÍSICOS NA EB 2,3 MESTRE DE AVIS
Este procedimento ( a ser verdade) é uma atrocidade, que merece ser denunciado publicamente, o que aliás penso já ter sido feito, inclusivamente a nível do Conselho Executivo.
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
AVIS VAI TER UM NOVO ESPAÇO COMERCIAL
Vamos esperar para ver se é verdade, embora eu esteja em crer que sim!
terça-feira, 15 de novembro de 2005
EM BORBA OUVIU-SE: AVIS
MOTE:
Borba, vila hospitaleira
Que gosto de visitar,
Tem algo de feiticeira
Que me encanta e faz voltar.
I
EXAUSTO DE CAMINHAR
INTERROMPI A VIAGEM
POISANDO A MINHA BAGAGEM
QUIS UM POUCO DESCANSAR;
E ANTES DE ME SENTAR
À SOMBRA DUMA AZINHEIRA
(PENSANDO SER DA CANSEIRA)
ADMIROU-ME O QUE LIA
NUMA PLACA QUE DIZIA:
BORBA, VILA HOSPITALEIRA!
II
TINHA QUE ESTAR ALI PERTO
ESTE MEU PORTO DE ABRIGO
ONDE QUALQUER BOM AMIGO
ME ACOLHERIA POR CERTO;
ADORMEÇO MAS DESPERTO
COM VONTADE DE ENCONTRAR
ESSA TERRA ESSE LUGAR
QUE NO MEU IMAGINÁRIO
HÁ-DE SER ITINERÁRIO
QUE GOSTO DE VISITAR!
III
LÁ DO ALTO DUM CABEÇO
VEJO A TORRE DUMA IGREJA,
NÃO HÁ NADA QUE EU NÃO VEJA
E NÃO RENDA O MEU APREÇO!
SERÁ ALI O COMEÇO
DESTA HISTÓRIA PASSAGEIRA
COMO GATA BORRALHEIRA
SEM INVEJA DE NINGUÉM,
POIS BORBA, COMO CONVÉM,
TEM ALGO DE FEITICEIRA!
IV
DEI PASSEIOS SEM TER PRESSA
NUM PASSO INCERTO INDECISO
ESBOÇO UM LEVE SORRISO
AO PASSAR NUMA TRAVESSA
E OUVIR: ENTRE, ORA ESSA,
POIS FAÇA FAVOR DE ENTRAR
QUE NÃO VEM INCOMODAR!
...É O SER TÃO DIFERENTE
E A FRANQUEZA DESTA GENTE
QUE ME ENCANTA E FAZ VOLTAR!
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
ONTEM, EM BORBA, OUVIU-SE AVIS
Mote:
Borba vila hospitaleira
Que gosto de visitar,
Tem algo de feiticeira
Que me encanta e faz voltar!
I
É grande a tua nobreza,
Muito branco é o teu manto
Transbordas o teu encanto
Fruto da tua beleza.
Recebes com gentileza
Não finges és verdadeira,
Honras a tua bandeira.
Bairrista é o teu povo,
Não digo nada de novo
BORBA VILA HOSPITALEIRA.
II
Da história és mensageira,
No celeiro tens cultura,
Na luta com vida dura
Sai o mármore da pedreira
E do operário a canseira
Que merece descansar.
Tens festas sabes reinar.
Repartes o teu carinho
És do país um cantinho
QUE GOSTO DE VISITAR!
III
Nos teus vinhedos verdinhos
Pendem cachos bem dourados
P’lo povo são vindimados
E são feitos os teus vinhos,
Tanto melhores se velhinhos...
És uma vila fagueira.
Tens recepção de primeira,
Murmura quem te visita
Borba é muito bonita
TEM ALGO DE FEITICEIRA!
IV
No Alentejo situada,
Essa província tão bela,
Tua gente por ti vela
Por todos tu és amada,
Para amar foste fadada.
Borba eu te quero saudar
Os teus manjares apreciar
Sem deixar de te dizer,
Que é teu modo de viver
QUE ME ENCANTA E FAZ VOLTAR!
domingo, 13 de novembro de 2005
AJUDA-ME "MANEL"
Se é o que eu penso, o teu pai passou-se ou quê? Dá-lhe um puxão de orelhas por mim "porque afinal é preciso continuar a navegar". E imperioso!
Conto contigo, amigo!
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
ACONTECEU NO HOSPITAL DE SANTA LUZIA, EM ELVAS
No dia 7 deste mês, logo, na segunda-feira passada, a cama número 39 da enfermaria número doze da ala direita de medicina no Hospital de Santa Luzia em Elvas estava ocupado por uma doente de 75 anos de nome Eva. A D. Eva estava bastante debilitada, tendo-a eu próprio ajudado a ir à casa de banho mais do que uma vez. Na tarde desse mesmo dia 7 de Novembro de 2005 a D. Eva é transportada por uma auxiliar de acção médica numa cadeira de rodas para ir fazer um RX ao tórax. Passados alguns minutos chegou a notícia: a senhora tinha caído no local do RX, suspeitava-se de traumatismo craniano e foi transportada de urgência para o Hospital de S. José acompanhada de um médico e dois enfermeiros. A filha, desolada lamentava-se chorando. Por nos parecer a todos que se tratou de pura negligência e no sentido de apurar os factos, aconselhei-a a fazer uma reclamação no “livro” amarelo. Respondeu-me entre soluços:
- O que é que eu ganho? Além disso o meu marido está lá em baixo em S.O por estar pior do coração!
Hoje a notícia chegou bem cedo à ala direita do serviço de medicina do Hospital de Santa Luzia em Elvas: a D. Eva faleceu esta manhã em S. José. Na Rua de Olivença lá constava a sua foto na montra de uma Agência funerária: por atraso no levantamento do corpo não sabiam quando seria a missa e o funeral.
A notícia assume assim uma sobrecarga de dramatismo tanto maior por se ter passado dentro de um Hospital, onde, supostamente, alguém é internado para se curar dos seus males e vai ali encontrar a morte.
Ninguém vai ser chamado à responsabilidade. A incúria, desleixo e falta de profissionalismo de alguém, empurrou para a morte prematura uma mulher que procurou um hospital para se curar. E a filha nem pôde “protestar” porque o marido também lá está internado. Teve medo das represálias. E nós sabemos que as poderia haver.
À família enlutada que apenas conheci a partir do dia 31 de Outubro, as minhas condolências a que junto o meu sentimento de revolta e nojo pelo modo como as coisas se passaram. Ninguém jamais saberá exactamente o que aconteceu, pois a D. Eva, a única que poderia dizer a verdade, a única que poderia descrever a situação com isenção, já não está entre nós.
Paz à sua alma. Amanhã, se puder irei ao seu funeral.
terça-feira, 8 de novembro de 2005
DICIONÁRIO DE FALARES DO ALENTEJO
Passo a transcrever alguns vocábulos atribuídos a Avis, a sua “tradução” e o número da página onde os mesmos são referidos:
ABASTRUZ - Avestruz ( Pág.19)
ABESPRA - Vespa; pessoa que se irrita facilmente ( 20)
ALDRAVAZ – Trapaceiro; aldrabão ( 27)
ALMOFEIRA – Água negra que escorre da talha da azeitona ( 29)
AMINTAR – Lembrar, recordar (31)
APILHAR – Acostumar um animal a certo sítio (33)
ARRIMADOR – Semicírculo de ferro para amparar as panelas ao lume ( 36)
ASSENTE – Assento, cadeira (37)
BARRANHÃO – Tacho (44)
BURGUEXO – Pedra pequena (49)
CACARRUÇO – Qualquer vasilha pequena
CHUVINHAR – Chover pouco; chuvisco (67)
CUCÉGAS – Cócegas (71)
ENDURINHA – Andorinha (80)
ESBURRUNDAR – Cair (84)
HOME – Homem (105)
INDURINHA – Andorinha (107)
INTÉ – Até (108)
ISBURRONDAR – o m.q. Esburrundar
MALACUECOS – Fritos de massa de trigo (119)
MEDA(É) – Amontoado de molhos de trigo, cevada, etc. na eira (125)
MILHARADA – Quantidade de espigas de milho que se transportam para a eira (126)
Prometo ainda voltar a dar mais notícias deste "Dicionário de Falares do Alentejo", quando o tiver lido na sua totalidade.
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
DE "BAIXA"
Antes de isso acontecer deixo dois recados:
1 - Apareçam sexta-feira na sede dos Amigos de Aviz para assistirem, a partir das 18 horas, à inauguração da exposição do I Concurso de Fotografia Aviz Século XXI, e distribuição dos respectivos prémios. Certamente que estarão tão curiosos quanto eu para saberem o que apareceu a concurso sobre esta temática e o modo como o júri fez a classificação.
2 - Ainda se podem inscrever para o Ciclo de Conferências Aviz Século XXI, a ter início este sábado a partir das 10 horas na Sede dos Amigos de Aviz. Se tiverem dúvidas, consultem aqui o respectivo programa.
Até um dia destes.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
PEDIR OS SANTINHOS
ERA ASSIM NO DIA DE TODOS OS SANTOS
Um de Novembro é o dia
Dos Santinhos, venerado;
Que bem me lembro a alegria
Que havia por todo o lado!
Longe de o dia chegar
Já se ouvia a nossa prece
Aos Santinhos do Altar
P’ra que a chuva não viesse.
Nesse dia desejado
‘inda o Céu escurecia,
Já estava levantado
Para ver se não chovia!
Como era antigamente!
Dizemos nós, afinal
Quem é dif’rente é a gente
Porque o dia é sempre igual.
Nesse dia a criançada
Como bandos de andorinhas,
P’las ruas em debandada
Em suas mãos as saquinhas.
Dê os Santinhos, dizíamos
Na nossa infantilidade!
Tudo quanto mais queríamos
Nos davam e de vontade.
Maçãs, nozes ou pão,
Castanhas, pêras, romãs;
Traziam satisfação
Às nossas almas louçãs.
Quero contar uma história
Que comigo se passou:
Ficou-me bem na memória
Muito me sensibilizou!
Minha mãe, para os Santinhos
Tinha muita amassadura;
Confeccionava pãezinhos
Para dar naquela altura.
Sempre um modelo ajeitava
Ao pão, quando era tendido
P’ra que esse pão que ela dava
Ficasse bem conhecido.
Algumas casas da aldeia
Nos faltava visitar;
Surgiu então a ideia
De ir a casa e voltar.
Com os saquinhos repletos
Logo fomos despejar;
Satisfeitos, indiscretos
Que iríamos encontrar?
Já bem cheios os saquinhos
Por Deus querer ajudar,
Também os meus irmãozinhos
Tinham pensado em voltar.
Mas que surpresos ficámos
Porque um pão dos que a mãe deu,
Quando os sacos despejámos
Quem o trazia era eu.
Assim se desenrascavam
As mães que menos podiam;
Aos filhos das outras davam
O que os seus filhos traziam!
Da esmola, Caridade
Fazia com devoção!
Exemplo de Santidade
Que dava seu coração.
Dia dos Santos ‘inda há
Só que hoje é tão dif’rente
Que muitos não sabem já
Como era antigamente!
A Págs. 174 e 175 do livro de poesia, “O REBUSCO”, de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO.
domingo, 30 de outubro de 2005
TERCEIRA IDADE A IDADE MAIOR!
1 – PIOR VELHICE
Sou velha e triste. Nunca o alvorecer
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da vida, ando a morrer!
A Vida, que ao nascer, enfeita a touca
De alvas rosas a fronte da mulher,
Na minha fronte mística de louca
Martírios só poisou a emurchecer!
E dizem que sou nova...A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!
Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova...outrora...
2 – VELHINHA
Se os que me viram já cheia de graça
Olharem bem de frente para mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
“Já está velha! Como o tempo passa!...”
Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até ao fim!
Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente...
Já murmuro orações...falo sozinha...
E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos...
sábado, 29 de outubro de 2005
NAVAL- 1 SLB-1
AOS TREINADORES:
(da Naval)
MAS COM UM TREINADOR DESTES
NINGUÉM SABE O QUE É QUE FAÇA...
“UNS” PROIBEM OS FOGUETES
E ELE “ARRUMA-LHE” UM ...FOGAÇA!
(do Benfica)
POIS, FARTOU-SE DE FALAR,
MAS P’RA SAIR EMPATADO,
ANTES SOUBESSE TREINAR
E MANTER-SE MAIS CALADO!
A NEVIPLAS ENCERROU A SUA ACTIVIDADE
E foi problemático como se acaba de constatar. À altura trabalhavam na Neviplas 16 funcionários. Presentemente não sei quantos seriam. Não há dúvida é que é menos um factor de desenvolvimento para o nosso concelho. Foi a Cineiol, a Sulei, a Vegatex, a Neviplas...quem se seguirá? A Ziva?
Oxalá que não, pois caso contrário e com esta cadência, daqui a pouco só temos mesmo a Câmara como entidade empregadora, e que um dia também poderá “rebentar”.
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
OUTONO
Peguei num livro de poesia de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, intitulado REBUSCOS, lançado no dia 8 deste mês pelo Município de Marvão e descobri este poema em décimas – que é a poesia mais genuinamente popular/alentejana que passo a transcrever-vos:
OUTONO
Mote:
CAI A FOLHA DA FIGUEIRA
NUM BAILADO ESTRANHO E LINDO
TAMBÉM EU, BEM QUE NÃO QUEIRA
POUCO A POUCO VOU CAINDO.
Quando o Outono aparece
Com a sua capa de bom,
Os campos mudam de tom,
O que é verde amarelece;
É sempre assim que acontece
Nem será de outra maneira.
Com o Inverno à sua beira
Dá-se a mudança do clima
O frio vem lá de cima
CAI A FOLHA DA FIGUEIRA!
Basta uma simples aragem
Embalar o ramo esguio
Horas e horas a fio
Para deslocar a folhagem;
É de tristeza a imagem
A que vamos assistindo,
Vendo as folhas ir caindo
Uma a uma, lentamente,
Ir p’ro chão suavemente
NUM BAILADO ESTRANHO E LINDO!
É no reino vegetal
Que o fenómeno é repetido,
Todo o vigor é perdido
E recuperado afinal;
É benesse sem igual
Ano a ano a vida inteira
Mas na hora derradeira
Já não será bem assim,
Tudo o que nasce tem fim
TAMBÉM EU, BEM QUE NÃO QUEIRA.!
É o chão que tudo cria
O chão onde tudo cai;
É pr’o chão que tudo vai
Se a vida acabar um dia;
Em contraste e ironia
Do chão se vai subsistindo,
Vamos aos poucos subindo
Até o cimo atingir,
Eu, sem poder mais subir
POUCO A POUCO VOU CAINDO!
Oxalá tenha gostado tanto quanto eu.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
VOLTEI!
Já que everedámos pelos Amigos de Aviz, então é assim:
Dia 27 ( Amanhã) às 20h30'na Escola 2,3 Mestre de Avis, Debate com a participação do Director Regional de Educação do Alentejo, Dr. José Bravo Nico e o Prof. João Ribeirinho Leal, subordinado ao tema " EDUCAÇÃO PARTICIPADA". Você só tem a ganhar se aparecer.
Dia 04 de Novembro - às 18h00', na Sede da ACA, inauguração da exposição das fotografias concorrentes ao I Concurso Fotográfico Aviz Século XXI, distribuição de prémios e diplomas aos concorrentes. A exposição ficará patente ao público até dia 11 de Novembro entre as 10h00' e as 12h00' e entre as 14h00' e as 18h00', para se poderem deliciar com as 23 fotos apresentadas.
Dia 05 de Novembro : Início do Ciclo de conferências "AVIZ SÉCULO XXI". Primeiro painel: PATRIMÓNIO, AMBIENTE E TURISMO. Veja o aliciante programa por aí distribuido e inscreva-se através do 96 90 15 106,de acavis@sapo.pt, ou junto de qualquer membro da Direcção da ACA.
E para hoje chega!
Até amanhã!
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
VAMOS TODOS ADERIR AO MOVIMENTO DO 560!
Isso significa que os produtos ou são de produção nacional, ou são distribuídos por empresas portuguesas. Estaremos assim a ajudar a nossa já tão débil economia.
Vá lá, não se esqueçam que o que é Nacional é bom!
terça-feira, 18 de outubro de 2005
VILLARREAL-1 - SLB-1
JÁ TÍNHAMOS O MOREIRA
O QUIM, E QUE MAIS SEI EU...
E UM JOGADOR DE PRIMEIRA
QUE SE CHAMA DE NEREU?
CHEIO DE ESTRELAS A BRILHAR
O VILLARREAL COITADO,
PENSAVA QUE IA GANHAR
E EMPATOU MAL EMPATADO!
sábado, 15 de outubro de 2005
FCP-0 - SLB - 2
UM HOLANDÊS DE SEGUNDA
QUE SÓ FALA EM INGLÊS
LEVOU DOIS "TOQUES" NA BUNDA
DO QUE FALA "ESPANHOLÊS"
NA DEFESA O LUISÃO
À FRENTE O NUNO SE VÊ
É O BENFICA À CAMPEÃO
ISTO PENSO EU DE QUÊ...