No programa “Prós e Contras” exibido hoje no canal 1 da RTP, sobre o primeiro ano da Governação do Partido Socialista, foi exibida uma peça demonstrativa do desagrado de certas camadas populacionais em que uma manifestante ostentava um cartaz com os seguintes dizeres:
PUTAS AO GOVERNO, QUE OS FILHOS JÁ LÁ ESTÃO!
segunda-feira, 13 de março de 2006
domingo, 12 de março de 2006
AVIZ SÉCULO XXI - ENCERROU A SEGUNDA CONFERÊNCIA
Em termos de balanço e pelo que vi e ouvi na 2ª Conferência efectuada pelos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ, no Ciclo subordinado ao Tema Aviz Século XXI em que foi debatida a “Cidadania, Participação e Associativismo”, o mesmo parece-me altamente positivo. Na conferência iniciada Às 15 horas nunca terão estado mais de 50 pessoas simultaneamente, mas foi de tal modo participativa que acabou já para lá das 19 horas. Do que por lá ouvi ficou-me no “ouvido” coisas como esta: foram efectuados 80 convites por escrito sendo que todas as Associações/Colectividades/Juntas de Freguesia do nosso concelho o foram por entrega directa do convite. O Sr Vereador do Pelouro da Cultura da CMA disse que há no concelho de Avis 35 Associações, ora bem, foi lá dito igualmente que dos 80 convites ( onde constavam as tais 35 Associações locais, Colectividades, Juntas) estiveram presentes 10 Associações/Colectividades/Juntas convidadas, contando com aquelas que chegaram já no fim e com aquelas que por outros motivos se tiveram que ausentar muito antes do terminus da Conferência. ( Parece que não contaram foi com aquelas que se fizeram representar só no concerto...talvez por má interpretação do convite!). Mas sendo pouco participada, foi muito participativa como já referi. Se calhar o mal da nossa terra será igual ao das outras : se não se faz nada é comentar que nada se faz se alguém faz alguma coisa, ainda que da importância e do interesse que é o exercermos o nosso direito a uma Cidadania activa e participada, pura e simplesmente estamos nas tintas para isso. “Isso” é lá com os outros.
Também registei esta curiosidade: o presidente da Confederação Portuguesa de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto disse que esperava vir a Avis comer uma sopa de peixe da Barragem do Maranhão e afinal comeu filetes de linguado...
E mais esta: o João Ruivo em consequência da sua candidatura à Câmara Municipal de Sousel, foi despedido dos lugares que exercia em duas Câmaras...
E mais: a Drª Manuela Magno apesar do seu “currriculum” afirmou que ali não era Doutora, era a “amiga Manuela” – o que nos deixa antever a sua maneira de exercer a cidadania!
Fernandino Lopes foi um exímio moderador na linha do que aliás já nos vem habituando há muito tempo.
Não sei que teimosia tem esta rapaziada da ACA que já têm em mente – segundo lá ouvi afirmar – a realização de uma 3ª Conferência, mais para o final do ano lectivo, versando o tema da Empregabilidade.
O concerto de acordeão foi extremamente agradável sendo que levou ao auditório mais de 150 pessoas. Algumas terão ficado surpresas pois em vez dos esperados corridinhos, valsas e tangos ouviram Piazzola e Vivaldi entre outros, como o nosso querido VITORINO MATONO.
Para corolário da actuação, os irmãos Graça remataram o espectáculo com uns temas populares e o modo como a plateia acompanhou com palmas, foi o sinal mais que evidente de que efectivamente tudo acabou em bem e a contento da maioria que presenteou os artistas com uma forte ovação, de pé, no final do espectáculo.
A ACA que não esmoreça e que continue com este tipo de iniciativa ou outros que entender por bem, mas só um pequeno reparo: arranjem outro apresentador....
A ACA que não esmoreça e que continue com este tipo de iniciativa ou outros que entender por bem, mas só um pequeno reparo: arranjem outro apresentador....
sexta-feira, 10 de março de 2006
AVIZ SECULO XXI - "CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO"
Talvez que ontem tenha encontrado no para-brisas do seu automóvel uma pequena tarjeta com os seguintes dizeres:
Ciclo de Conferências AVIZ SÉCULO XXI
(Símbolo dos amigos do Concelho de Aviz)
“CIDADANIA
Cidadania é um conjunto de direitos e deveres que ligam os indivíduos a um Estado.
Entre os deveres está o de participar na vida da sua comunidade, designadamente através do associativismo. Este dever é simultaneamente um direito, de participar nas tomadas de decisões que afectam a comunidade no seu conjunto.
Conferência 11 de Março 2006 - 15:00
Auditório Municipal Ary dos Santos
Ora “CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO” é precisamente o tema da segunda Conferência do Ciclo que os Amigos do Concelho de Aviz iniciaram com “Património, Turismo e Ambiente” a que antecedeu, ainda em 2005, um concurso fotográfico sob o mesmo lema.
O programa da Cidadania encontra-se profusamente divulgado pela nossa vila bem assim como na Agenda Municipal.
Ora “CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO E ASSOCIATIVISMO” é precisamente o tema da segunda Conferência do Ciclo que os Amigos do Concelho de Aviz iniciaram com “Património, Turismo e Ambiente” a que antecedeu, ainda em 2005, um concurso fotográfico sob o mesmo lema.
O programa da Cidadania encontra-se profusamente divulgado pela nossa vila bem assim como na Agenda Municipal.
“DO CASTELO” está em condições de adiantar que o Concerto de Acordeão a acontecer pelas 21 horas no Auditório Municipal irá ser uma agradável surpresa, dado que os irmãos Graça nos vão brindar não só com música popular, habitualmente ligada ao acordeão, mas também nos vão demonstrar que do mesmo instrumento se podem tirar belas melodias de A. Vivaldi, de Astor Piazzolla, de G. Rossini, e, entre outros, de Vitorino Matono, esse exímio músico, nosso ilustre conterrâneo e de quem os artistas anunciados foram alunos.
Mas o que mais interessa destacar é o alcance que os Amigos de Aviz pretende alcançar com esta iniciativa. Os oradores foram seleccionados e certamente que da troca de opiniões entre todos os presentes sairão conclusões que nos levem a que, todos e cada um de per si, sejamos mais participantes na sociedade em que estamos inseridos e em que se deixa que sejam os outros a fazer tudo, ficando nós na cómoda posição de críticos.
Se puder apareça. Estou certo que a sua presença será deveras enriquecedora deste debate.
Então até amanhã no Auditório às 15 horas e depois, à noite e no mesmo local, às 21. Certo?
Mas o que mais interessa destacar é o alcance que os Amigos de Aviz pretende alcançar com esta iniciativa. Os oradores foram seleccionados e certamente que da troca de opiniões entre todos os presentes sairão conclusões que nos levem a que, todos e cada um de per si, sejamos mais participantes na sociedade em que estamos inseridos e em que se deixa que sejam os outros a fazer tudo, ficando nós na cómoda posição de críticos.
Se puder apareça. Estou certo que a sua presença será deveras enriquecedora deste debate.
Então até amanhã no Auditório às 15 horas e depois, à noite e no mesmo local, às 21. Certo?
quarta-feira, 8 de março de 2006
AVIS: PHARMACIA VIRA FARMÁCIA?
A Pharmacia de Avis mudou de dono. Até aí tudo bem. Nada é eterno.
“DO CASTELO” endereça as boas vindas à nova farmacêutica, cujo nome ainda desconhece, deseja boa “Reforma” à Drª Alzira e ao Sr. Santos e faz simultaneamente votos de que algo mude no funcionamento da dita Pharmacia, de modo a torná-la numa Farmácia. Estamos habituados há longos anos a ouvir dizer que a Farmácia de Avis é a Farmácia do “não há e...volte cá amanhã”. Confirmo essa situação por experiência própria e às vezes mais que uma vez tive que ir à farmácia, para a mesma receita e em medicamentos que aparentemente nem teriam muita razão em se esgotarem. Daí que a Farmácia de Avis tem que ser cada vez mais a Farmácia do agora já há de tudo fazendo, assim, juz ao ditado de que há de tudo como na botica.
AH! Srª Drª nova, não se importe com os gastos (como a Drª Alzira me chegou a dizer) e implante um POS para pagamentos via multibanco.
Melhorar é preciso porque parafraseando um cantor muito em voga no tempo do PREC, “para melhor está bem, está bem; para pior já basta assim!”
“DO CASTELO” endereça as boas vindas à nova farmacêutica, cujo nome ainda desconhece, deseja boa “Reforma” à Drª Alzira e ao Sr. Santos e faz simultaneamente votos de que algo mude no funcionamento da dita Pharmacia, de modo a torná-la numa Farmácia. Estamos habituados há longos anos a ouvir dizer que a Farmácia de Avis é a Farmácia do “não há e...volte cá amanhã”. Confirmo essa situação por experiência própria e às vezes mais que uma vez tive que ir à farmácia, para a mesma receita e em medicamentos que aparentemente nem teriam muita razão em se esgotarem. Daí que a Farmácia de Avis tem que ser cada vez mais a Farmácia do agora já há de tudo fazendo, assim, juz ao ditado de que há de tudo como na botica.
AH! Srª Drª nova, não se importe com os gastos (como a Drª Alzira me chegou a dizer) e implante um POS para pagamentos via multibanco.
Melhorar é preciso porque parafraseando um cantor muito em voga no tempo do PREC, “para melhor está bem, está bem; para pior já basta assim!”
terça-feira, 7 de março de 2006
A ZIVA E A MORTE ANUNCIADA
A Ziva – Industria de Confecções Ldª, passa um (mais um) momento conturbado da sua existência. A falta de encomendas parece ser a principal causa de uma morte que está, a meu ver, mais que anunciada. De momento está reduzida a oito trabalhadoras, sendo que em tempos áureos da mesma, chegou a empregar para aí umas sessenta funcionárias. Constou-se-me que estarão em atraso cinco ordenados, o que obviamente é muito. As oito resistentes que por ali se mantêm sabem que não poderão esperar de lá muito em termos de futuro. Daí a pergunta: até quando vai a ZIVA sobreviver?
O facto de ir morrendo a pouco e pouco, digamos que a sua morte causa menos impacto nos “média”.
Mas, apesar de tudo não deixa de ser uma morte. E as mortes lamentam-se sempre!
segunda-feira, 6 de março de 2006
FINALMENTE ESTOU LIVRE DE NOVO!
FINALMENTE ESTOU LIVRE DE MAIS UM MALDITO VIRUS QUE ME TEM IMPEDIDO DE ESPREITAR "DO CASTELO".
GRAÇAS A UM AMIGO, MAIS UMA VEZ ME VI LIVRE DAS GARRAS DESSES MONSTROS. SERÁ QUE ERA O VIRUS DAS AVES? ENTÃO NÃO ERA SUPOSTO ATACAR PRIMEIRO A "ÁGUIA"...VITÓRIA!
sábado, 25 de fevereiro de 2006
AFINAL É MENTIRA: NEM NA MORTE SOMOS TODOS IGUAIS!
Por vezes ouvimos dizer que apesar das diferenças que cada um possa ter enquanto vivos, há uma coisa onde todos somos iguais: na morte. Mas parece que não é bem assim. Na semana passada faleceu a Senhora ISAURA ROSA BARRETO. Era utente em regimen de Centro de Dia do Lar Nossa Senhora da Orada em Avis. Até aqui tudo normal. O que não parece muito normal é que o velório da dita senhora tivesse apenas e só quatro pessoas: uma amiga de longa data, que a tratava carinhosamente por menina Isaura, uma sobrinha/afilhada e o esposo e o Sr. Manuel Rosa. E é aqui que começa ( e termina) a tal diferença de que nem todos acabam da mesma maneira. Natural de Avis, emigrada vários anos nos Estados Unidos da América, será que a D. Isaura não tinha nenhuma amiga da sua “mocidade” que a pudesse acompanhar no último adeus? Será que fôra tão má em vida que não merecesse a compaixão de um acompanhamento, não direi mais digno, mas mais participado? Nem sequer uma funcionária do Lar, ( ao menos) teve a idéia de estar presente... O funeral não levava qualquer pessoa a pé: além dos quatro elementos do velório atrás referidos, acho que veio mais um sobrinho e a esposa - o carro funerário era suficiente para transportar os acompanhantes!
À D. Isaura, que eu conheci nos tempos em que era emigrante e agora como utente do Lar, apresento as minhas desculpas por não a ter acompanhado, por desconhecer que tinha morrido.
Porque nem todos as mortes são iguais... pois certamente que se fosse outra “Isaura” até eu teria sabido atempadamente e teria cumprido com a minha obrigação, estando presente na despedida. Desejo-lhe que descanse em paz e possa merecer o repouso que o sofrimento atroz dos últimos dias de vida não lhe permitiram.
À D. Isaura, que eu conheci nos tempos em que era emigrante e agora como utente do Lar, apresento as minhas desculpas por não a ter acompanhado, por desconhecer que tinha morrido.
Porque nem todos as mortes são iguais... pois certamente que se fosse outra “Isaura” até eu teria sabido atempadamente e teria cumprido com a minha obrigação, estando presente na despedida. Desejo-lhe que descanse em paz e possa merecer o repouso que o sofrimento atroz dos últimos dias de vida não lhe permitiram.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
AVIS É NOTÍCIA NO "LINHAS DE ELVAS"
O “LINHAS DE ELVAS” ouviu da boca de um responsável do nosso governo e escarrapachou nas suas páginas: durante o próximo ano lectivo vão fechar 20 escolas do 1º ciclo no distrito de Portalegre. E acrescenta mais: o concelho mais sacrificado vai ser o de Avis com o encerramento de 5 (cinco) escolas!
Estaremos à beira do desmoronar da nossa identidade concelhia?
Estaremos à beira do desmoronar da nossa identidade concelhia?
Dá para pensar, mesmo que não se acredite no que o Sr. Sócrates diz: que não é por razões econimicistas...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
SANEAMENTO EM ERVEDAL
Obviamente que também eu escrevi e recebi cartas de amor. Obviamente que também as minhas cartas de amor foram (são) ridículas. Mas fazem história, apesar de tudo. Ontem, dia dos namorados, surpreendi a minha namorada (esposa) com uma carta de amor. Tão ridícula quanto as outras. Fui à mala onde estão guardadas as minhas ridículas cartas de amor e retirei de entre as mais de cinquenta, uma ao calha. É bom de ver que "no meu tempo" não havia mail, nem telemóvel, nem outras preciosidades actuais. A que me saíu, estava datada de 1971 e tinha sido por mim escrita. Reli-a à minha esposa (namorada) e ela adorou a prenda. Não vou relatar aqui as “ridicularidades” que por lá estão escritas, mas a verdade é que as cartas de amor, repito, também fazem história. Por exemplo: dizia eu naquela simples carta de amor, datada de 1971 que nevava em Elvas. E no entanto eu já não me lembro que tivesse nevado em Elvas em 1971, quando eu ali cumpria parte do meu serviço militar no já extinto CICA 3. Mas as minhas cartas de amor podiam ser ridículas mas não eram mentirosas. Mais curioso é que guardado junto dessa carta de amor, se encontrava um pequenino recorte de jornal que falava em Ervedal. A minha namorada de então, hoje esposa, morava em Ervedal, em 1971. E também me escrevia cartas de amor ridiculamente redigidas. Mas voltemos à minha carta datada de 1971.
Eis o que dizia o recorte de jornal:
SANEAMENTO DE ERVEDAL
ERVEDAL (Avis) – A população desta localidade anda deveras preocupada porque, não tendo ainda água canalizada, nem esgotos, nem sanidade de qualquer espécie, não pode cumprir as regras enunciadas pelos serviços competentes, no sentido de se acautelar das possíveis epidemias, sobretudo da apavorante cólera. Para cúmulo, acresce a circunstância de terem sido declaradas impróprias para consumo, por estarem inquinadas, as águas das duas fontes de abastecimento da população.
Por intermédio de “ O Século”, se apela para quem de direito no sentido de serem tomadas urgentes providências, tendentes a pôr cobro a tão calamitosa situação.
Este artigo não está assinado. Tem uma anotação minha feita à mão que indica: 30.10.1971. E tal como já não me lembro da neve em Elvas, confesso que também já não me lembro desta situação em Ervedal.
A você que me lê, queria pedir-lhe um favor: indague junto dos seus familiares mais antigos se assim era em 1971; e quem teria tido a “ousadia” de publicar uma notícia destas em 1971? Diga-me qualquer coisa para o meu mail. Está ao cimo da página do blogue em "contacte-me" mas eu repito-o: omixam@sapo.pt
Por tudo isto acabo por me convencer que afinal as minhas cartas de amor não eram tão ridículas assim...ou talvez não...ou antes pelo contrário...
Eis o que dizia o recorte de jornal:
SANEAMENTO DE ERVEDAL
ERVEDAL (Avis) – A população desta localidade anda deveras preocupada porque, não tendo ainda água canalizada, nem esgotos, nem sanidade de qualquer espécie, não pode cumprir as regras enunciadas pelos serviços competentes, no sentido de se acautelar das possíveis epidemias, sobretudo da apavorante cólera. Para cúmulo, acresce a circunstância de terem sido declaradas impróprias para consumo, por estarem inquinadas, as águas das duas fontes de abastecimento da população.
Por intermédio de “ O Século”, se apela para quem de direito no sentido de serem tomadas urgentes providências, tendentes a pôr cobro a tão calamitosa situação.
Este artigo não está assinado. Tem uma anotação minha feita à mão que indica: 30.10.1971. E tal como já não me lembro da neve em Elvas, confesso que também já não me lembro desta situação em Ervedal.
A você que me lê, queria pedir-lhe um favor: indague junto dos seus familiares mais antigos se assim era em 1971; e quem teria tido a “ousadia” de publicar uma notícia destas em 1971? Diga-me qualquer coisa para o meu mail. Está ao cimo da página do blogue em "contacte-me" mas eu repito-o: omixam@sapo.pt
Por tudo isto acabo por me convencer que afinal as minhas cartas de amor não eram tão ridículas assim...ou talvez não...ou antes pelo contrário...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
CARTAS DE AMOR... PARA O DIA DOS NAMORADOS
Álvaro de Campos
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
domingo, 12 de fevereiro de 2006
OS EFEITOS COLATERAIS DOS RASTREIOS!
A Maria da Esquina andava ansiosa que chegasse o dia 9 de Fevereiro para ir ao Rastreio da Osteoporose. Já tinha combinado tudo com a vizinha Tonha do Poço: iam na camioneta da “Cambra” e depois, se houvesse por lá alguém com carro que regressasse mais tarde, vinham de boleia. Sempre metidas ali no monte, de onde só saiam para ir à loja comprar os haveres, não podiam perder esta oportunidade que se lhe deparava de irem até à vila. Mas o imponderável aconteceu, a Tonha do Poço, torceu um pé, não se sabe se por problemas de osteoporose, e a Maria da Esquina foi sózinha lá do monte. Mas gostou de ir e apercebi-me de parte do diálogo que no dia seguinte travou com a vizinha, e que resumidamente andará mais ou menos por isto:
- Então Maria como correu isso lá da “ porose”?
- Olhe vizinha nem sabe o bom bocadinho que lá passei. Afinal p´ra lá
fui com o padeiro e depois regressei só a noitinha porque o nosso autocarro a última viagem que fazia era para cá e eu só regressei nele. Olhe vizinha, faziam falta mais coisas daquelas. A sala de espera do Centro de Saúde estava cheia. Vi chegar e abalar o pessoal das freguesias todas. E olhe que já tinha vontade de falar com algumas pessoas. Faz bem haver estes convívios, até parece que nos dão mais saúde. A vizinha já reparou que a última vez que as tinha visto foi quando fomos ao comício do “Jerólimo” de Sousa lá a Lisboa? Se não fosse assim como é que eu sabia que a filha daquela que tem um filho amaricado, agora varreu-se-me o nome, deixe... a vizinha sabe quem é, já largou o marido. Também, ele era um mastronso qualquer... Ai vizinha que até lá esteve a Televisão! E eu sempre a amanhar-me para ver se aparecia e nada. Então não viu aquelas lá de Benavila? Aquilo é que foi sorte, é que até falaram para o microfone. E eu nada, embora estivesse desertinha de falar. A vizinha havia de gostar de me ver. Mas há pessoas que não têm calma nenhuma, olhe que aí por volta das seis horas estava uma que eu não conheci, não sei se mora cá há pouco tempo, a dizer que estava ali desde as duas da tarde e ainda não tinha sido atendida. E depois a Enfermeira ...olhe não sei o nome dela, para mim são todas enfermeiras, mas olhe foi aquela que também falou p´ra Televisão, disse-lhe logo, e bem dito, que ela já lá estava desde as oito e meia da manhã. Bem respondido, que a gente quando vai para estas coisas tem que se dispôr. Também soube que o filho da Joana da Barragem Nova já entrou p’rá Cambra, só o meu Jaquim é que nada. Então diga lá vizinha, se não fosse isto como é que a gente sabia estas novidades? Ai, antes que me esqueça, vi lá a filha da Genoveva Mouca, e já está de barriga outra vez. Aquela ainda é pior que eu, valha-me o Santissimo Sacramento do Altar! Ai vizinha gostei tanto de ir. Só de lá vim às seis e dez e olhe que nestas coisas nem me lembro de comer...
A Tonha do Poço, já farta de ouvir tanto falar e porque tinha mais que fazer, para arrematar a conversa perguntou-lhe:
- E ficaste contente com o resultado do exame?
- Exame? Qual exame? Então aquilo não era só preciso a gente inscrever-se, por causa das estatística ou como é que eles dizem?
.......................................................................
...Ainda observei que a Tonha do Poço, lhe virou as costas e ao mesmo tempo que ia entrando em casa ia fazendo o sinal da cruz.... vá lá a gente saber porquê!
- Então Maria como correu isso lá da “ porose”?
- Olhe vizinha nem sabe o bom bocadinho que lá passei. Afinal p´ra lá
fui com o padeiro e depois regressei só a noitinha porque o nosso autocarro a última viagem que fazia era para cá e eu só regressei nele. Olhe vizinha, faziam falta mais coisas daquelas. A sala de espera do Centro de Saúde estava cheia. Vi chegar e abalar o pessoal das freguesias todas. E olhe que já tinha vontade de falar com algumas pessoas. Faz bem haver estes convívios, até parece que nos dão mais saúde. A vizinha já reparou que a última vez que as tinha visto foi quando fomos ao comício do “Jerólimo” de Sousa lá a Lisboa? Se não fosse assim como é que eu sabia que a filha daquela que tem um filho amaricado, agora varreu-se-me o nome, deixe... a vizinha sabe quem é, já largou o marido. Também, ele era um mastronso qualquer... Ai vizinha que até lá esteve a Televisão! E eu sempre a amanhar-me para ver se aparecia e nada. Então não viu aquelas lá de Benavila? Aquilo é que foi sorte, é que até falaram para o microfone. E eu nada, embora estivesse desertinha de falar. A vizinha havia de gostar de me ver. Mas há pessoas que não têm calma nenhuma, olhe que aí por volta das seis horas estava uma que eu não conheci, não sei se mora cá há pouco tempo, a dizer que estava ali desde as duas da tarde e ainda não tinha sido atendida. E depois a Enfermeira ...olhe não sei o nome dela, para mim são todas enfermeiras, mas olhe foi aquela que também falou p´ra Televisão, disse-lhe logo, e bem dito, que ela já lá estava desde as oito e meia da manhã. Bem respondido, que a gente quando vai para estas coisas tem que se dispôr. Também soube que o filho da Joana da Barragem Nova já entrou p’rá Cambra, só o meu Jaquim é que nada. Então diga lá vizinha, se não fosse isto como é que a gente sabia estas novidades? Ai, antes que me esqueça, vi lá a filha da Genoveva Mouca, e já está de barriga outra vez. Aquela ainda é pior que eu, valha-me o Santissimo Sacramento do Altar! Ai vizinha gostei tanto de ir. Só de lá vim às seis e dez e olhe que nestas coisas nem me lembro de comer...
A Tonha do Poço, já farta de ouvir tanto falar e porque tinha mais que fazer, para arrematar a conversa perguntou-lhe:
- E ficaste contente com o resultado do exame?
- Exame? Qual exame? Então aquilo não era só preciso a gente inscrever-se, por causa das estatística ou como é que eles dizem?
.......................................................................
...Ainda observei que a Tonha do Poço, lhe virou as costas e ao mesmo tempo que ia entrando em casa ia fazendo o sinal da cruz.... vá lá a gente saber porquê!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
...É QUE FICAVAM LÁ TÃO BONITAS....
Os Serviços Locais da Segurança Social em Avis, foram remodelados e alindados. As instalações ficaram mais bonitas mas não fôra os técnicos ( engenheiros) das obras se terem enganado a tirar as mediadas à sala para colocarem o estrado e a cadeira do funcionário que lá trabalha já não correria o risco de cair dele (estrado) para baixo. Ficaram mais bonitas mas as cores parecem que não dizem bem a cota com a perdigota: aquele verde e laranja, parece-me que não casa lá muito bem. Ficaram mais bonitas mas os cabos de ligação do computador ali à vista e ao molho, também não dão lá muito bom aspecto.
Bonitas as fotografias antigas de Avis que se encontram nas paredes, mas na sala do lado esquerdo de quem entra estão lá duas fotos-quadros de paisagens de uma qualquer montanha e de um qualquer porto do mundo. Aí, em sua substituição e para que as instalações dos Serviços Locais da Segurança Social em Avis ficassem efectivamente mais bonitas, deveriam ser colocadas duas fotografias da nossa linda vila de Avis, antigas ou modernas, pouco interessa. Ninguém tem dúvidas que Avis tem paisagens bem mais bonitas ( ...e conhecidas ) que aquelas.
É que ficavam lá tão bonitas....e não me digam que não tenho razão!!!!
Bonitas as fotografias antigas de Avis que se encontram nas paredes, mas na sala do lado esquerdo de quem entra estão lá duas fotos-quadros de paisagens de uma qualquer montanha e de um qualquer porto do mundo. Aí, em sua substituição e para que as instalações dos Serviços Locais da Segurança Social em Avis ficassem efectivamente mais bonitas, deveriam ser colocadas duas fotografias da nossa linda vila de Avis, antigas ou modernas, pouco interessa. Ninguém tem dúvidas que Avis tem paisagens bem mais bonitas ( ...e conhecidas ) que aquelas.
É que ficavam lá tão bonitas....e não me digam que não tenho razão!!!!
sábado, 4 de fevereiro de 2006
ACONSELHO VIVAMENTE!
A solicitação da Associação Gente, a Universidade de Évora elaborou um estudo intitulado “ AS COMUNIDADES CIGANAS DO CONCELHO DE AVIS CONTRIBUTOS PARA A SUA INTEGRAÇÃO”.Chegou-me às mãos este estudo, datado de Novembro de 2005 e da autoria de Francisco Martins Ramos/Margarida Pedrosa e confesso que ao abri-lo ao calha, fui parar à folha nº 31 e li o seguinte: “Pelas nossas leis é proibido trabalhar” – Joana Aleixo. O primeiro sentimento que tive, imediato e impulsivo foi de pensar para mim mesmo: está tudo dito e não é necessário estar a gastar mais tempo! Mas a curiosidade em boa hora me levou a que me debruçasse um pouco mais sobre este estudo e agora, ao acabar de lê-lo, concluo que ele é de extrema importância, na medida em que não nos trazendo grande coisa de novo, nos vem confirmar tudo aquilo que nós já sabemos sobre esta comunidade.
Garanto-vos que se lê muito bem e é de extrema importância conhecê-lo, pelo que aconselho vivamente a todos que possam, a perder ( ganhar?) um pouco de tempo com ele, que o façam!
Garanto-vos que se lê muito bem e é de extrema importância conhecê-lo, pelo que aconselho vivamente a todos que possam, a perder ( ganhar?) um pouco de tempo com ele, que o façam!
domingo, 29 de janeiro de 2006
NA SEXTA-FEIRA SAIU-ME O "EUROMILHÔES"...POR DUAS VEZES!
Saiu-me o “Euromilhões”, por duas vezes e no mesmo local. Uma da parte da manhã e outra da parte da tarde. Eu passo a explicar: na parte da manhã de sexta feira, já perto do meio dia, venho a descer a R. 1º de Maio, de carro, no sentido poente –nascente, quando junto à Caixa Geral de Depósitos vejo passar à minha frente um jipe que apressadamente descia a R. Machado dos Santos ignorando pura e simplesmente o sinal de STOP que ali se encontra. Penso que se eu fosse apenas cinco segundos mais adiantado nada me livraria de ser abalroado de maneira brutal, porque também não tenho dúvidas que o referido jipe circulava a mais de 50Km/hora. “Amandei-lhe” um buzinão e vi que junto do posto da GNR ainda o condutor infractor ia a fazer um gesto que eu interpretei como indicativo de eu ser maluco. Pois da parte da tarde, precisamente no mesmo local, uma carrinha branca fez o mesmo “espectáculo” com a única diferença de me parecer que esta ia a velocidade mais moderada que o jipe e o condutor não reagiu mal ao meu buzinão. Embora não acreditando em bruxas, mas no pressuposto de que não há duas sem três, durante o resto do dia de sexta feira evitei conduzir na R. 1º de Maio e muito menos no cruzamento com a Machado dos Santos. A verdade é que já ali aconteceram vários acidentes. Estou-me a lembrar que um dos últimos foi com o Sequeira. Não haverá nada que chame a atenção – além, claro, do sinal STOP que está lá bem escarrapachado!- a estes condutores de “fim de semana” que têm que ali parar? Talvez a colocação de uma banda sonora que obrigasse à paragem de quem desce a Machado dos Santos, fosse suficiente. Não sei. Aqui fica o alerta na certeza de que a mim de pouco ou nada me valia ter razão, depois de ficar com a carrinha esfarrapada e certamente com mazelas graves no corpo. O facto de me ter salvo destas situações é a razão que me leva a dizer que me saiu o “Euromilhões” duas vezes.
À parte: parabéns ao Sporting que apesar de só ter acertado três números enquanto o Benfica apenas acertou uma estrela, levou o prémio dos três pontos no “Euromilhôes” da segunda circular.
E bem que o Sporting podia ter acertado os cinco números, apesar do prémio ser o mesmo...
EM CIMA DA HORA:
São dez horas e quase dez minutos minutos da manhã e caem pequeninos flocos de neve em Avis. Por certo que não vão dar para branquear o solo, mas deixam-me antever uma Serra de S. Mamede com muita neve.
Vou esperar para ver o que se passa por cá.
À parte: parabéns ao Sporting que apesar de só ter acertado três números enquanto o Benfica apenas acertou uma estrela, levou o prémio dos três pontos no “Euromilhôes” da segunda circular.
E bem que o Sporting podia ter acertado os cinco números, apesar do prémio ser o mesmo...
EM CIMA DA HORA:
São dez horas e quase dez minutos minutos da manhã e caem pequeninos flocos de neve em Avis. Por certo que não vão dar para branquear o solo, mas deixam-me antever uma Serra de S. Mamede com muita neve.
Vou esperar para ver o que se passa por cá.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
AINDA REFLEXOS DAS PRESIDENCIAIS
Para testar o estado físico do candidato Mário Soares aquando das últimas eleições presidenciais, este respondeu em junta médica que estava em forma e pediu, para o provar , que lhe trouxessem duas brasileiras. Um dos médicos presentes saiu da sala e trouxe-lhe...duas canadianas(!)
domingo, 22 de janeiro de 2006
SOMOS UM PAÍS DE CINZENTÕES!
Como bom Português, ontem foi um dia que dediquei à reflexão. Logo pela manhã reflecti sobre a vida e a morte. Sobre os mistérios de uma e de outra. Rumei ao cemitério e fui depositar um cravo no mausoléu do meu amigo e colega Tó Quim, que se fosse vivo completaria ontem 48 anos. Não sei se ele apreciaria o cravo, até penso que nem por isso, mas tinha apenas duas flores no meu quintal e eram dois cravos: levei-lhe um e fiquei com o outro. Senti ali no cemitério aquela paz que só nos cemitérios se sente. O silêncio apenas era interrompido pelo pouco barulho do aparentemente fraco mercado mensal.
Depois regressei a casa. Pelo caminho ouvi meia dúzia de pessoas queixarem-se das dores, mais da carestia de vida, mais do facto dos ciganos já “nascerem” reformados e que isso se devia a, imagine-se, Sá Carneiro! Outro queixava-se que o desemprego da filha o obrigava a ajudá-la, embora a sua reforma mal desse para ele. Fiquei perplexo e entrei no meu quintal. Os meus canários soltavam estridentes cânticos à mãe natureza que os prendava com um lindo dia de sol. Tinham comida e água que mais precisavam? Liberdade? Mas se os pusesse em liberdade iriam morrer à fome porque nunca ninguém os ensinou a procurar comida ou a precaverem-se dos gatos. Do que ouvira lá fóra fazia agora o meu juízo: todos tinham liberdade mas alguns não tinha comida. Só água e pouca! O que fazer para inverter essa situação? Hoje é dia de votos. Para se chegar a este dia constou-me que se gastaram 10 milhões de euros. 10 milhões! Para quê? O que foi que cada um de nós aprendeu com esta campanha, que ainda não soubesse? Em qual campanha, fosse ela para que cargo fosse, nunca ninguém prometeu coisas que desde logo sabemos, assim como quem promete, serem impossíveis de cumprir? Confesso, não aprendi nada. Amanhã vou votar, cumprindo uma obrigação cívica e um direito de cidadania que me assiste. Vou votar em quem sempre pensei votar. Para mim não era preciso ter havido campanha. Os tais 10 milhões poderiam ter servido para tanta coisa necessária... Talvez fosse uma ajuda para nos tirar da cauda da Europa; talvez fosse um empurrãozito para esbater o nosso pessimismo, consubstanciado num futuro sem futuro. Somos um país de “cinzentões” e eu sou um “cinzentão”.
Irei votar, em convicção mas sem convicção de que algo mude, tudo continuará na mesma, a lamúria lusa continuará e eu continuarei a engrossar o enorme número de "cinzentões”, até que cheguem as próximas eleições com um chorrilho de promessas, com o seu dia de reflexão, e com o seu dia “after” e com uma mudança anunciada mas não cumprida!
Sou um cinzentão desencantado.
Só os meus canários me alegram...
Depois regressei a casa. Pelo caminho ouvi meia dúzia de pessoas queixarem-se das dores, mais da carestia de vida, mais do facto dos ciganos já “nascerem” reformados e que isso se devia a, imagine-se, Sá Carneiro! Outro queixava-se que o desemprego da filha o obrigava a ajudá-la, embora a sua reforma mal desse para ele. Fiquei perplexo e entrei no meu quintal. Os meus canários soltavam estridentes cânticos à mãe natureza que os prendava com um lindo dia de sol. Tinham comida e água que mais precisavam? Liberdade? Mas se os pusesse em liberdade iriam morrer à fome porque nunca ninguém os ensinou a procurar comida ou a precaverem-se dos gatos. Do que ouvira lá fóra fazia agora o meu juízo: todos tinham liberdade mas alguns não tinha comida. Só água e pouca! O que fazer para inverter essa situação? Hoje é dia de votos. Para se chegar a este dia constou-me que se gastaram 10 milhões de euros. 10 milhões! Para quê? O que foi que cada um de nós aprendeu com esta campanha, que ainda não soubesse? Em qual campanha, fosse ela para que cargo fosse, nunca ninguém prometeu coisas que desde logo sabemos, assim como quem promete, serem impossíveis de cumprir? Confesso, não aprendi nada. Amanhã vou votar, cumprindo uma obrigação cívica e um direito de cidadania que me assiste. Vou votar em quem sempre pensei votar. Para mim não era preciso ter havido campanha. Os tais 10 milhões poderiam ter servido para tanta coisa necessária... Talvez fosse uma ajuda para nos tirar da cauda da Europa; talvez fosse um empurrãozito para esbater o nosso pessimismo, consubstanciado num futuro sem futuro. Somos um país de “cinzentões” e eu sou um “cinzentão”.
Irei votar, em convicção mas sem convicção de que algo mude, tudo continuará na mesma, a lamúria lusa continuará e eu continuarei a engrossar o enorme número de "cinzentões”, até que cheguem as próximas eleições com um chorrilho de promessas, com o seu dia de reflexão, e com o seu dia “after” e com uma mudança anunciada mas não cumprida!
Sou um cinzentão desencantado.
Só os meus canários me alegram...
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
A FRASE DO DIA 17
- Não tenho dinheiro para alugar camionetas - Manuel Alegre referindo-se a "certos e enormes" comícios...
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