Ofertaram-me um Livro intitulado “ DICIONÁRIO DE FALARES DO ALENTEJO”, da autoria de Vítor Fernandes Barros e Lourivaldo Martins Guerreiro.
Passo a transcrever alguns vocábulos atribuídos a Avis, a sua “tradução” e o número da página onde os mesmos são referidos:
ABASTRUZ - Avestruz ( Pág.19)
ABESPRA - Vespa; pessoa que se irrita facilmente ( 20)
ALDRAVAZ – Trapaceiro; aldrabão ( 27)
ALMOFEIRA – Água negra que escorre da talha da azeitona ( 29)
AMINTAR – Lembrar, recordar (31)
APILHAR – Acostumar um animal a certo sítio (33)
ARRIMADOR – Semicírculo de ferro para amparar as panelas ao lume ( 36)
ASSENTE – Assento, cadeira (37)
BARRANHÃO – Tacho (44)
BURGUEXO – Pedra pequena (49)
CACARRUÇO – Qualquer vasilha pequena
CHUVINHAR – Chover pouco; chuvisco (67)
CUCÉGAS – Cócegas (71)
ENDURINHA – Andorinha (80)
ESBURRUNDAR – Cair (84)
HOME – Homem (105)
INDURINHA – Andorinha (107)
INTÉ – Até (108)
ISBURRONDAR – o m.q. Esburrundar
MALACUECOS – Fritos de massa de trigo (119)
MEDA(É) – Amontoado de molhos de trigo, cevada, etc. na eira (125)
MILHARADA – Quantidade de espigas de milho que se transportam para a eira (126)
Prometo ainda voltar a dar mais notícias deste "Dicionário de Falares do Alentejo", quando o tiver lido na sua totalidade.
terça-feira, 8 de novembro de 2005
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
DE "BAIXA"
Devido a doença de um membro do seu agregado familiar, "DO CASTELO" vai estar de baixa durante uns dias. Não fecha as portas mas vai retirar-se por uns tempos. Há situações na vida que nos tiram a vontade de quase tudo. É este o caso.
Antes de isso acontecer deixo dois recados:
1 - Apareçam sexta-feira na sede dos Amigos de Aviz para assistirem, a partir das 18 horas, à inauguração da exposição do I Concurso de Fotografia Aviz Século XXI, e distribuição dos respectivos prémios. Certamente que estarão tão curiosos quanto eu para saberem o que apareceu a concurso sobre esta temática e o modo como o júri fez a classificação.
2 - Ainda se podem inscrever para o Ciclo de Conferências Aviz Século XXI, a ter início este sábado a partir das 10 horas na Sede dos Amigos de Aviz. Se tiverem dúvidas, consultem aqui o respectivo programa.
Até um dia destes.
Antes de isso acontecer deixo dois recados:
1 - Apareçam sexta-feira na sede dos Amigos de Aviz para assistirem, a partir das 18 horas, à inauguração da exposição do I Concurso de Fotografia Aviz Século XXI, e distribuição dos respectivos prémios. Certamente que estarão tão curiosos quanto eu para saberem o que apareceu a concurso sobre esta temática e o modo como o júri fez a classificação.
2 - Ainda se podem inscrever para o Ciclo de Conferências Aviz Século XXI, a ter início este sábado a partir das 10 horas na Sede dos Amigos de Aviz. Se tiverem dúvidas, consultem aqui o respectivo programa.
Até um dia destes.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
PEDIR OS SANTINHOS
Ao JOÃO RUIVO, por ser dos poucos que ainda se interessa pelo Dia de Santos, dedico estas quadras de autor identificado.
Um de Novembro é o dia
Dos Santinhos, venerado;
Que bem me lembro a alegria
Que havia por todo o lado!
Longe de o dia chegar
Já se ouvia a nossa prece
Aos Santinhos do Altar
P’ra que a chuva não viesse.
Nesse dia desejado
‘inda o Céu escurecia,
Já estava levantado
Para ver se não chovia!
Como era antigamente!
Dizemos nós, afinal
Quem é dif’rente é a gente
Porque o dia é sempre igual.
Nesse dia a criançada
Como bandos de andorinhas,
P’las ruas em debandada
Em suas mãos as saquinhas.
Dê os Santinhos, dizíamos
Na nossa infantilidade!
Tudo quanto mais queríamos
Nos davam e de vontade.
Maçãs, nozes ou pão,
Castanhas, pêras, romãs;
Traziam satisfação
Às nossas almas louçãs.
Quero contar uma história
Que comigo se passou:
Ficou-me bem na memória
Muito me sensibilizou!
Minha mãe, para os Santinhos
Tinha muita amassadura;
Confeccionava pãezinhos
Para dar naquela altura.
Sempre um modelo ajeitava
Ao pão, quando era tendido
P’ra que esse pão que ela dava
Ficasse bem conhecido.
Algumas casas da aldeia
Nos faltava visitar;
Surgiu então a ideia
De ir a casa e voltar.
Com os saquinhos repletos
Logo fomos despejar;
Satisfeitos, indiscretos
Que iríamos encontrar?
Já bem cheios os saquinhos
Por Deus querer ajudar,
Também os meus irmãozinhos
Tinham pensado em voltar.
Mas que surpresos ficámos
Porque um pão dos que a mãe deu,
Quando os sacos despejámos
Quem o trazia era eu.
Assim se desenrascavam
As mães que menos podiam;
Aos filhos das outras davam
O que os seus filhos traziam!
Da esmola, Caridade
Fazia com devoção!
Exemplo de Santidade
Que dava seu coração.
Dia dos Santos ‘inda há
Só que hoje é tão dif’rente
Que muitos não sabem já
Como era antigamente!
A Págs. 174 e 175 do livro de poesia, “O REBUSCO”, de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO.
ERA ASSIM NO DIA DE TODOS OS SANTOS
Um de Novembro é o dia
Dos Santinhos, venerado;
Que bem me lembro a alegria
Que havia por todo o lado!
Longe de o dia chegar
Já se ouvia a nossa prece
Aos Santinhos do Altar
P’ra que a chuva não viesse.
Nesse dia desejado
‘inda o Céu escurecia,
Já estava levantado
Para ver se não chovia!
Como era antigamente!
Dizemos nós, afinal
Quem é dif’rente é a gente
Porque o dia é sempre igual.
Nesse dia a criançada
Como bandos de andorinhas,
P’las ruas em debandada
Em suas mãos as saquinhas.
Dê os Santinhos, dizíamos
Na nossa infantilidade!
Tudo quanto mais queríamos
Nos davam e de vontade.
Maçãs, nozes ou pão,
Castanhas, pêras, romãs;
Traziam satisfação
Às nossas almas louçãs.
Quero contar uma história
Que comigo se passou:
Ficou-me bem na memória
Muito me sensibilizou!
Minha mãe, para os Santinhos
Tinha muita amassadura;
Confeccionava pãezinhos
Para dar naquela altura.
Sempre um modelo ajeitava
Ao pão, quando era tendido
P’ra que esse pão que ela dava
Ficasse bem conhecido.
Algumas casas da aldeia
Nos faltava visitar;
Surgiu então a ideia
De ir a casa e voltar.
Com os saquinhos repletos
Logo fomos despejar;
Satisfeitos, indiscretos
Que iríamos encontrar?
Já bem cheios os saquinhos
Por Deus querer ajudar,
Também os meus irmãozinhos
Tinham pensado em voltar.
Mas que surpresos ficámos
Porque um pão dos que a mãe deu,
Quando os sacos despejámos
Quem o trazia era eu.
Assim se desenrascavam
As mães que menos podiam;
Aos filhos das outras davam
O que os seus filhos traziam!
Da esmola, Caridade
Fazia com devoção!
Exemplo de Santidade
Que dava seu coração.
Dia dos Santos ‘inda há
Só que hoje é tão dif’rente
Que muitos não sabem já
Como era antigamente!
A Págs. 174 e 175 do livro de poesia, “O REBUSCO”, de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO.
domingo, 30 de outubro de 2005
TERCEIRA IDADE A IDADE MAIOR!
Agora que chegámos ao fim de mais um mês dedicado à Terceira Idade, que eu melhor diria dedicado à Idade Maior, deixo aqui dois sonetos cujos autores desconheço, mas cuja ternura me contagia.
1 – PIOR VELHICE
Sou velha e triste. Nunca o alvorecer
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da vida, ando a morrer!
A Vida, que ao nascer, enfeita a touca
De alvas rosas a fronte da mulher,
Na minha fronte mística de louca
Martírios só poisou a emurchecer!
E dizem que sou nova...A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!
Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova...outrora...
2 – VELHINHA
Se os que me viram já cheia de graça
Olharem bem de frente para mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
“Já está velha! Como o tempo passa!...”
Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até ao fim!
Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente...
Já murmuro orações...falo sozinha...
E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos...
1 – PIOR VELHICE
Sou velha e triste. Nunca o alvorecer
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da vida, ando a morrer!
A Vida, que ao nascer, enfeita a touca
De alvas rosas a fronte da mulher,
Na minha fronte mística de louca
Martírios só poisou a emurchecer!
E dizem que sou nova...A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!
Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova...outrora...
2 – VELHINHA
Se os que me viram já cheia de graça
Olharem bem de frente para mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
“Já está velha! Como o tempo passa!...”
Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até ao fim!
Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente...
Já murmuro orações...falo sozinha...
E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos...
sábado, 29 de outubro de 2005
NAVAL- 1 SLB-1
AO MEU BENFICA – V
AOS TREINADORES:
(da Naval)
MAS COM UM TREINADOR DESTES
NINGUÉM SABE O QUE É QUE FAÇA...
“UNS” PROIBEM OS FOGUETES
E ELE “ARRUMA-LHE” UM ...FOGAÇA!
(do Benfica)
POIS, FARTOU-SE DE FALAR,
MAS P’RA SAIR EMPATADO,
ANTES SOUBESSE TREINAR
E MANTER-SE MAIS CALADO!
AOS TREINADORES:
(da Naval)
MAS COM UM TREINADOR DESTES
NINGUÉM SABE O QUE É QUE FAÇA...
“UNS” PROIBEM OS FOGUETES
E ELE “ARRUMA-LHE” UM ...FOGAÇA!
(do Benfica)
POIS, FARTOU-SE DE FALAR,
MAS P’RA SAIR EMPATADO,
ANTES SOUBESSE TREINAR
E MANTER-SE MAIS CALADO!
A NEVIPLAS ENCERROU A SUA ACTIVIDADE
Soube hoje que a NEVIPLAS – Fábrica de Plásticos Lda. sediada em Benavila encerrou as suas portas. Digamos que foi uma morte mais ou menos anunciada. Perco uns minutos a ler a entrevista que Armindo Neves concedeu ao Jornal “A PONTE” em Setembro de 2003 e percebo que as coisas não iam já então muito bem. A dado passo diz o referido responsável pela área comercial da fábrica instalada por seu pai: “ Essa situação ( encerramento) não está nos nossos horizontes embora tenhamos consciência de que, se as principais directrizes da nossa economia não forem alteradas no sentido de ajudar as inúmeras P.M.E. que sustentam a economia deste país, o futuro possa ser ainda mais problemático”.
E foi problemático como se acaba de constatar. À altura trabalhavam na Neviplas 16 funcionários. Presentemente não sei quantos seriam. Não há dúvida é que é menos um factor de desenvolvimento para o nosso concelho. Foi a Cineiol, a Sulei, a Vegatex, a Neviplas...quem se seguirá? A Ziva?
Oxalá que não, pois caso contrário e com esta cadência, daqui a pouco só temos mesmo a Câmara como entidade empregadora, e que um dia também poderá “rebentar”.
E foi problemático como se acaba de constatar. À altura trabalhavam na Neviplas 16 funcionários. Presentemente não sei quantos seriam. Não há dúvida é que é menos um factor de desenvolvimento para o nosso concelho. Foi a Cineiol, a Sulei, a Vegatex, a Neviplas...quem se seguirá? A Ziva?
Oxalá que não, pois caso contrário e com esta cadência, daqui a pouco só temos mesmo a Câmara como entidade empregadora, e que um dia também poderá “rebentar”.
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
OUTONO
Está uma autêntica noite de Outono. Há pouco regressei da rua e estava a cair aquele “molha parvos” silencioso e miudinho onde nem um só sopro de vento se fazia sentir. Fez-me lembrar as noites em que eu, garoto, ia às dormidas dos pardais, nos eucaliptos, a fim de os matar com uma espingarda de pressão de ar. Senti um arrepio de tão distantes estarem já esses tempos.
Peguei num livro de poesia de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, intitulado REBUSCOS, lançado no dia 8 deste mês pelo Município de Marvão e descobri este poema em décimas – que é a poesia mais genuinamente popular/alentejana que passo a transcrever-vos:
OUTONO
Mote:
CAI A FOLHA DA FIGUEIRA
NUM BAILADO ESTRANHO E LINDO
TAMBÉM EU, BEM QUE NÃO QUEIRA
POUCO A POUCO VOU CAINDO.
Quando o Outono aparece
Com a sua capa de bom,
Os campos mudam de tom,
O que é verde amarelece;
É sempre assim que acontece
Nem será de outra maneira.
Com o Inverno à sua beira
Dá-se a mudança do clima
O frio vem lá de cima
CAI A FOLHA DA FIGUEIRA!
Basta uma simples aragem
Embalar o ramo esguio
Horas e horas a fio
Para deslocar a folhagem;
É de tristeza a imagem
A que vamos assistindo,
Vendo as folhas ir caindo
Uma a uma, lentamente,
Ir p’ro chão suavemente
NUM BAILADO ESTRANHO E LINDO!
É no reino vegetal
Que o fenómeno é repetido,
Todo o vigor é perdido
E recuperado afinal;
É benesse sem igual
Ano a ano a vida inteira
Mas na hora derradeira
Já não será bem assim,
Tudo o que nasce tem fim
TAMBÉM EU, BEM QUE NÃO QUEIRA.!
É o chão que tudo cria
O chão onde tudo cai;
É pr’o chão que tudo vai
Se a vida acabar um dia;
Em contraste e ironia
Do chão se vai subsistindo,
Vamos aos poucos subindo
Até o cimo atingir,
Eu, sem poder mais subir
POUCO A POUCO VOU CAINDO!
Oxalá tenha gostado tanto quanto eu.
Peguei num livro de poesia de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, intitulado REBUSCOS, lançado no dia 8 deste mês pelo Município de Marvão e descobri este poema em décimas – que é a poesia mais genuinamente popular/alentejana que passo a transcrever-vos:
OUTONO
Mote:
CAI A FOLHA DA FIGUEIRA
NUM BAILADO ESTRANHO E LINDO
TAMBÉM EU, BEM QUE NÃO QUEIRA
POUCO A POUCO VOU CAINDO.
Quando o Outono aparece
Com a sua capa de bom,
Os campos mudam de tom,
O que é verde amarelece;
É sempre assim que acontece
Nem será de outra maneira.
Com o Inverno à sua beira
Dá-se a mudança do clima
O frio vem lá de cima
CAI A FOLHA DA FIGUEIRA!
Basta uma simples aragem
Embalar o ramo esguio
Horas e horas a fio
Para deslocar a folhagem;
É de tristeza a imagem
A que vamos assistindo,
Vendo as folhas ir caindo
Uma a uma, lentamente,
Ir p’ro chão suavemente
NUM BAILADO ESTRANHO E LINDO!
É no reino vegetal
Que o fenómeno é repetido,
Todo o vigor é perdido
E recuperado afinal;
É benesse sem igual
Ano a ano a vida inteira
Mas na hora derradeira
Já não será bem assim,
Tudo o que nasce tem fim
TAMBÉM EU, BEM QUE NÃO QUEIRA.!
É o chão que tudo cria
O chão onde tudo cai;
É pr’o chão que tudo vai
Se a vida acabar um dia;
Em contraste e ironia
Do chão se vai subsistindo,
Vamos aos poucos subindo
Até o cimo atingir,
Eu, sem poder mais subir
POUCO A POUCO VOU CAINDO!
Oxalá tenha gostado tanto quanto eu.
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
VOLTEI!
Ora depois de curada a minha pomba "Internet" do virus gripal, estou de volta. Por causa da gripe da "pomba" é que você me ganhou na história da ´"AGUIA" que garanto não tem gripe. A propósito, por acaso sabe o que é um "zanguinho"? Não? Então adquira um exemplar da "Àguia" Nº 16 e descubra. Mais fácil ainda é tornar-se sócio dos Amigos de Aviz. Quotas a 7,50€ anuais, já não se usam.
Já que everedámos pelos Amigos de Aviz, então é assim:
Dia 27 ( Amanhã) às 20h30'na Escola 2,3 Mestre de Avis, Debate com a participação do Director Regional de Educação do Alentejo, Dr. José Bravo Nico e o Prof. João Ribeirinho Leal, subordinado ao tema " EDUCAÇÃO PARTICIPADA". Você só tem a ganhar se aparecer.
Dia 04 de Novembro - às 18h00', na Sede da ACA, inauguração da exposição das fotografias concorrentes ao I Concurso Fotográfico Aviz Século XXI, distribuição de prémios e diplomas aos concorrentes. A exposição ficará patente ao público até dia 11 de Novembro entre as 10h00' e as 12h00' e entre as 14h00' e as 18h00', para se poderem deliciar com as 23 fotos apresentadas.
Dia 05 de Novembro : Início do Ciclo de conferências "AVIZ SÉCULO XXI". Primeiro painel: PATRIMÓNIO, AMBIENTE E TURISMO. Veja o aliciante programa por aí distribuido e inscreva-se através do 96 90 15 106,de acavis@sapo.pt, ou junto de qualquer membro da Direcção da ACA.
E para hoje chega!
Até amanhã!
Já que everedámos pelos Amigos de Aviz, então é assim:
Dia 27 ( Amanhã) às 20h30'na Escola 2,3 Mestre de Avis, Debate com a participação do Director Regional de Educação do Alentejo, Dr. José Bravo Nico e o Prof. João Ribeirinho Leal, subordinado ao tema " EDUCAÇÃO PARTICIPADA". Você só tem a ganhar se aparecer.
Dia 04 de Novembro - às 18h00', na Sede da ACA, inauguração da exposição das fotografias concorrentes ao I Concurso Fotográfico Aviz Século XXI, distribuição de prémios e diplomas aos concorrentes. A exposição ficará patente ao público até dia 11 de Novembro entre as 10h00' e as 12h00' e entre as 14h00' e as 18h00', para se poderem deliciar com as 23 fotos apresentadas.
Dia 05 de Novembro : Início do Ciclo de conferências "AVIZ SÉCULO XXI". Primeiro painel: PATRIMÓNIO, AMBIENTE E TURISMO. Veja o aliciante programa por aí distribuido e inscreva-se através do 96 90 15 106,de acavis@sapo.pt, ou junto de qualquer membro da Direcção da ACA.
E para hoje chega!
Até amanhã!
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
VAMOS TODOS ADERIR AO MOVIMENTO DO 560!
Numa altura em que o nosso país cada dia vai estando mais mergulhado na fatídica crise, lanço um apelo a todos aqueles que queiram de algum modo ajudar a que o fundo do poço seja atingido o mais tarde possível. A regra é fácil: ao comprarem qualquer produto prefiram sempre os produtos cujo código de barras comece por 560.
Isso significa que os produtos ou são de produção nacional, ou são distribuídos por empresas portuguesas. Estaremos assim a ajudar a nossa já tão débil economia.
Vá lá, não se esqueçam que o que é Nacional é bom!
Isso significa que os produtos ou são de produção nacional, ou são distribuídos por empresas portuguesas. Estaremos assim a ajudar a nossa já tão débil economia.
Vá lá, não se esqueçam que o que é Nacional é bom!
terça-feira, 18 de outubro de 2005
VILLARREAL-1 - SLB-1
AO MEU BENFICA - IV
JÁ TÍNHAMOS O MOREIRA
O QUIM, E QUE MAIS SEI EU...
E UM JOGADOR DE PRIMEIRA
QUE SE CHAMA DE NEREU?
CHEIO DE ESTRELAS A BRILHAR
O VILLARREAL COITADO,
PENSAVA QUE IA GANHAR
E EMPATOU MAL EMPATADO!
JÁ TÍNHAMOS O MOREIRA
O QUIM, E QUE MAIS SEI EU...
E UM JOGADOR DE PRIMEIRA
QUE SE CHAMA DE NEREU?
CHEIO DE ESTRELAS A BRILHAR
O VILLARREAL COITADO,
PENSAVA QUE IA GANHAR
E EMPATOU MAL EMPATADO!
sábado, 15 de outubro de 2005
FCP-0 - SLB - 2
AO MEU BENFICA - III
UM HOLANDÊS DE SEGUNDA
QUE SÓ FALA EM INGLÊS
LEVOU DOIS "TOQUES" NA BUNDA
DO QUE FALA "ESPANHOLÊS"
NA DEFESA O LUISÃO
À FRENTE O NUNO SE VÊ
É O BENFICA À CAMPEÃO
ISTO PENSO EU DE QUÊ...
UM HOLANDÊS DE SEGUNDA
QUE SÓ FALA EM INGLÊS
LEVOU DOIS "TOQUES" NA BUNDA
DO QUE FALA "ESPANHOLÊS"
NA DEFESA O LUISÃO
À FRENTE O NUNO SE VÊ
É O BENFICA À CAMPEÃO
ISTO PENSO EU DE QUÊ...
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
HÁ-DE HAVER UMA RAZÃO...
Eu não vi mas quem me contou é pessoa idónea e assim tomo a informação como verdadeira. Tal como ele, também eu não percebo porque é que, depois do que choveu ontem, esta manhã têm andado a regar o jardim junto á Escola EBI, com o tractor a transportar água da barragem.
Se a tal razão desconhecida não existir eu direi que é, pelo menos,...CHOVER NO MOLHADO!
Se a tal razão desconhecida não existir eu direi que é, pelo menos,...CHOVER NO MOLHADO!
segunda-feira, 10 de outubro de 2005
JÁ TEMOS "MAIS", AGORA FALTA O "MELHOR"!
Tal como eu esperava, as eleições Autárquicas em Avis decorreram dentro da “normalidade” habitual, que se verifica desde 1974. A CDU ganhadora prometeu MAIS e assim temos mais quatro anos para já. Mas prometeu igualmente MELHOR e é desse melhor que nós agora ficamos pendentes. Não considero que haja vencedores e perdedores. Todos os que se propuseram a um qualquer cargo autárquico recebem os meus parabéns, uns pela frontalidade em dar a cara e o nome por um projecto em que certamente acreditavam; outros porque o fizeram por uma qualquer obrigação, e parece que houve um destes (voluntário à força) que até acabou por sair vencedor! Sei que me vou (bi)repetir, mas essa “gente” que se considera não ganhadora, não devia desaparecer da vida activa do concelho.
Fico pois na expectativa de ver o que a CDU nos vai trazer de MELHOR conforme prometido.
Lamento não saber como é que o PSD iria resolver aquela “coisa” de inovar –lixo-novos-velhos-cães-gatos! Seria para meter tudo no mesmo saco?
E como já pertenço ao grupo dos idosos, custa-me que o PS não me possa dar apoio em pequenas reparações, que se prenderiam mais com as artroses do que propriamente com o trocar da borracha da torneira.
Dúvidas à parte, parabéns aos vencedores e honra aos vencidos!
Fico pois na expectativa de ver o que a CDU nos vai trazer de MELHOR conforme prometido.
Lamento não saber como é que o PSD iria resolver aquela “coisa” de inovar –lixo-novos-velhos-cães-gatos! Seria para meter tudo no mesmo saco?
E como já pertenço ao grupo dos idosos, custa-me que o PS não me possa dar apoio em pequenas reparações, que se prenderiam mais com as artroses do que propriamente com o trocar da borracha da torneira.
Dúvidas à parte, parabéns aos vencedores e honra aos vencidos!
domingo, 9 de outubro de 2005
PASSADO, PRESENTE E FUTURO
PASSADO
Ontem, sábado, a manhã apareceu carregada de nuvens como que se o tempo triste, se quisesse associar à desgraça que se abateu sobre Avis. O falecimento de qualquer filho da nossa terra é sempre motivo de tristeza, mas quando esse filho tem 33 anos e morre da maneira estúpida como estúpidos são todos os acidentes de viação, a nossa dor ainda é maior, é redobrada. Para o Artur Joaquim Carreiras vai o meu abraço cheio de memórias e saudades.
PRESENTE
Hoje é dia de irmos a votos. É importante irmos votar. Não importa onde, desde que o façamos em consciência e em liberdade. Os dados foram lançados, cada força política apresentou as suas razões para se apresentar a eleições. Uns te-lo-ão conseguido melhor que outros. Sempre foi assim. Agora, cabe a cada um de nós irmos dizer o que queremos para o futuro de Avis.
Não se acomode. Não deixe que os outros decidam por si. É que se não votar, nem sequer lhe assiste o direito de concordar ou discordar do que quer que seja. Ao meos uma vez em cada quatro anos seja participativo na vida da sua freguesia e do seu concelho.
VOTE!
FUTURO
Seja qual fôr o resultado que sair hoje das urnas, o amanhã não pode ser feito de abandono de responsabilidades na construção de uma sociedade mais justa, por parte daqueles que não forem eleitos. Penso que, como já há dias referi, será importante para o futuro da nossa terra que todos continuem a demonstrar interesse em contribuir para o desenvolvimento de Avis e não "hibernarem" até daqui a quatro anos.
O direito de cidadania assiste-nos a todos nós.
Ontem, sábado, a manhã apareceu carregada de nuvens como que se o tempo triste, se quisesse associar à desgraça que se abateu sobre Avis. O falecimento de qualquer filho da nossa terra é sempre motivo de tristeza, mas quando esse filho tem 33 anos e morre da maneira estúpida como estúpidos são todos os acidentes de viação, a nossa dor ainda é maior, é redobrada. Para o Artur Joaquim Carreiras vai o meu abraço cheio de memórias e saudades.
PRESENTE
Hoje é dia de irmos a votos. É importante irmos votar. Não importa onde, desde que o façamos em consciência e em liberdade. Os dados foram lançados, cada força política apresentou as suas razões para se apresentar a eleições. Uns te-lo-ão conseguido melhor que outros. Sempre foi assim. Agora, cabe a cada um de nós irmos dizer o que queremos para o futuro de Avis.
Não se acomode. Não deixe que os outros decidam por si. É que se não votar, nem sequer lhe assiste o direito de concordar ou discordar do que quer que seja. Ao meos uma vez em cada quatro anos seja participativo na vida da sua freguesia e do seu concelho.
VOTE!
FUTURO
Seja qual fôr o resultado que sair hoje das urnas, o amanhã não pode ser feito de abandono de responsabilidades na construção de uma sociedade mais justa, por parte daqueles que não forem eleitos. Penso que, como já há dias referi, será importante para o futuro da nossa terra que todos continuem a demonstrar interesse em contribuir para o desenvolvimento de Avis e não "hibernarem" até daqui a quatro anos.
O direito de cidadania assiste-nos a todos nós.
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
ELEIÇÕES POR TERRAS DO MESTRE: CASSETES E CD(s) COM FARTURA!
Estas eleições são as eleições da música. É certo que tem que haver alegria em tudo o que nos dá ou possa dar esperança. Mas é demais: hoje da parte da tarde passou à minha porta aí bem umas sete ou oito vezes o carro do PSD sempre a tocar música e sempre a mesma música. Sei que era do PSD porque ocasionalmente o vi passar uma das vezes.
Depois da parte da tarde estive para aí umas duas horas a ouvir, vindo não sei de onde, isto é não sei de que partido, pois só de música se tratava,a Maria Albertina. Ó meus senhores, eu gosto muito do Variações e sou muito amigo da Professora Maria Albertina ( a propósito, como vai doutora?) mas duas horas a ouvir o mesmo, é “desmasiado”! O carro da CDU não passou à minha porta mas enquanto o ouvi tocava igualmente música portuguesa.
Em Sousel, pelo menos um candidato tem um hino próprio em que o seu nome é lançado ao ar. Aqui em Avis, eu confesso, nas imediações da minha casa só se ouve música. Então não se apela ao voto neste ou naquele partido apresentando mesmo uma ou outra razão para tal? Será que terei que decorar a música de cada potencial candidato para depois votar?
Afinal dizem que a “cassete” não muda mas eu estou em crer que com os CD(s) se passa o mesmo,com a agravante de parecerem não terem fim.
UFA! Que nunca mais é sábado!
Depois da parte da tarde estive para aí umas duas horas a ouvir, vindo não sei de onde, isto é não sei de que partido, pois só de música se tratava,a Maria Albertina. Ó meus senhores, eu gosto muito do Variações e sou muito amigo da Professora Maria Albertina ( a propósito, como vai doutora?) mas duas horas a ouvir o mesmo, é “desmasiado”! O carro da CDU não passou à minha porta mas enquanto o ouvi tocava igualmente música portuguesa.
Em Sousel, pelo menos um candidato tem um hino próprio em que o seu nome é lançado ao ar. Aqui em Avis, eu confesso, nas imediações da minha casa só se ouve música. Então não se apela ao voto neste ou naquele partido apresentando mesmo uma ou outra razão para tal? Será que terei que decorar a música de cada potencial candidato para depois votar?
Afinal dizem que a “cassete” não muda mas eu estou em crer que com os CD(s) se passa o mesmo,com a agravante de parecerem não terem fim.
UFA! Que nunca mais é sábado!
segunda-feira, 3 de outubro de 2005
BENFICA 2 - GUIMARÃES 1
AO MEU BENFICA – III
A EQUIPA MAIS P’RIGOSA
NO MEU FRACO ENTENDER,
FOI A DO SIMÃO SABROSA:
NUNCA PODIA PERDER!
PINTASSILGO BEM CANTOU
MAS NO FINAL DESTA HISTÓRIA,
NÃO FOI ELE QUE GANHOU
FOI A ÁGUIA VITÓRIA!
A EQUIPA MAIS P’RIGOSA
NO MEU FRACO ENTENDER,
FOI A DO SIMÃO SABROSA:
NUNCA PODIA PERDER!
PINTASSILGO BEM CANTOU
MAS NO FINAL DESTA HISTÓRIA,
NÃO FOI ELE QUE GANHOU
FOI A ÁGUIA VITÓRIA!
DEI COMIGO A PENSAR!
É verdade, de quando em vez penso e como diria o outro: logo, existo! Então, tendo presente as candidaturas aos diversos órgãos autárquicos das várias forças políticas a que isso se propõem pelo e no concelho de Avis, começo por dar os parabéns a todos aqueles que deram o nome aparecendo, de motu próprio ou não, mas aparecendo como querendo fazer parte de uma equipa com objectivos bem definidos. Assiste-lhes a todos esse direito. E são muitos que assim tomaram em mãos projectos diversos mas que convergem todos num ponto: melhorar a funcionalidade do nosso concelho. Analisando as listas, encontramos ali muita gente válida e constatamos igualmente que muita gente com valor para intervir na vida do concelho ficou de fora. Uns por opção, outro por talvez não terem sido convidados para tal, pois constou-se-me que existe uma lista concorrente em Sousel que tem um munícipe de Avis como possível eleito. Como se diz em linguagem futebolística e não só, matematicamente, nesta altura do campeonato, ainda tudo é possível, inclusivamente eleger o último candidato de uma qualquer lista de uma qualquer candidatura. Verdade?
Hoje ouvi um candidato dizer que nem sabe os quilómetros que faz mas o que lhe interessa é saber a opinião das pessoas. E depois do dia 9? Se ganhar, quantos quilómetros mais irá fazer para saber a opinião das pessoas, a partir dessa data? E se não ganhar?
Ora é aqui que está o busílis da questão. As eleições levam a uma mobilização de gente que quer fazer coisas pelo nosso concelho, tendo neste período uma intervenção activa. Mas o direito de cidadania não se esgota, melhor não se deveria esgotar no dia 10 de Outubro para aqueles que não vencerem. Mas isso é o que vai acontecer. Quem perde, melhor dizendo, a grande maioria dos que perdem, alheia-se dos problemas da sua terra, fecha-se na sua concha e só daqui a quatro anos é que aparece de novo a dizer que por ele é capaz de fazer coisas e de apresentar projectos com soluções. E se aproveitássemos esta dinâmica eleitoral para se continuar a lutar por uma Avis mais justa mais desenvolvida e mais capaz? Todos juntos, ganhadores e perdedores, incluídos em listas, excluídos de listas. Todos!
Já sei, dirão que sou um lunático. Talvez tenham razão e os meus devaneios tenham a ver com o eclipse que aí vai chegar logo pela manhã, mas pelo menos deixem-me pensar, para saber que existo!
Hoje ouvi um candidato dizer que nem sabe os quilómetros que faz mas o que lhe interessa é saber a opinião das pessoas. E depois do dia 9? Se ganhar, quantos quilómetros mais irá fazer para saber a opinião das pessoas, a partir dessa data? E se não ganhar?
Ora é aqui que está o busílis da questão. As eleições levam a uma mobilização de gente que quer fazer coisas pelo nosso concelho, tendo neste período uma intervenção activa. Mas o direito de cidadania não se esgota, melhor não se deveria esgotar no dia 10 de Outubro para aqueles que não vencerem. Mas isso é o que vai acontecer. Quem perde, melhor dizendo, a grande maioria dos que perdem, alheia-se dos problemas da sua terra, fecha-se na sua concha e só daqui a quatro anos é que aparece de novo a dizer que por ele é capaz de fazer coisas e de apresentar projectos com soluções. E se aproveitássemos esta dinâmica eleitoral para se continuar a lutar por uma Avis mais justa mais desenvolvida e mais capaz? Todos juntos, ganhadores e perdedores, incluídos em listas, excluídos de listas. Todos!
Já sei, dirão que sou um lunático. Talvez tenham razão e os meus devaneios tenham a ver com o eclipse que aí vai chegar logo pela manhã, mas pelo menos deixem-me pensar, para saber que existo!
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
AS MINHAS DESCULPAS E OS MEUS PARABÉNS!
Ontem não consegui ter acesso à minha escrita blogueira. A si, especialmente, que deu a sua voltinha habitual para ver a vista DO CASTELO, as minhas desculpas.
O que eu tinha para dizer é que fico muito satisfeito quando tenho que dar os parabéns a alguém. E hoje, deveria ter sido já ontem, os meus parabéns vão para a CASA MACHADINHA , de Avis, que ofereceu um televisor ao Centro de Saúde de Avis, que foi colocado na sala de espera das consultas e que já me serviu para tornar menos longos os minutos de espera que estive naquela sala. O meu bem haja!
Fica o registo.
O que eu tinha para dizer é que fico muito satisfeito quando tenho que dar os parabéns a alguém. E hoje, deveria ter sido já ontem, os meus parabéns vão para a CASA MACHADINHA , de Avis, que ofereceu um televisor ao Centro de Saúde de Avis, que foi colocado na sala de espera das consultas e que já me serviu para tornar menos longos os minutos de espera que estive naquela sala. O meu bem haja!
Fica o registo.
quinta-feira, 29 de setembro de 2005
CULTURA, EDUCAÇÃO, RELIGIÃO
A esta hora da madrugada ainda cheira mal aqui pela parte baixa da vila. Aquele cheiro horrível a brócolos parece que tenta vir ao de cima de novo. Será efeito da falta de água? Mas não deixa de ser curioso que a mim me começou a cheirar mal ontem, quando tive que me dirigir a uns Serviços da Câmara Municipal de Avis e fui recebido com sobranceria por um indivíduo que me deu uma resposta seca, sem sequer se dignar levantar os olhos do computador onde, supostamente, estaria a trabalhar.Mas não se julgue o todo pela parte: em seguida dirigi-me aos Serviços Sócios Culturais da mesma Câmara onde fui recebido com a amabilidade e competência do costume.
Será uma questão de cultura? Ou será uma questão de educação?
QUEM MORRE PORQUE QUER...
Respeitando os credos de cada qual não quero no entanto deixar de aqui registar que ontem morreu uma habitante de Avis por, em princípio, se ter recusado a rebeber uma transfusão de sangue.
Sendo assim...NÃO SE LHE REZA PELA ALMA!
Será uma questão de cultura? Ou será uma questão de educação?
QUEM MORRE PORQUE QUER...
Respeitando os credos de cada qual não quero no entanto deixar de aqui registar que ontem morreu uma habitante de Avis por, em princípio, se ter recusado a rebeber uma transfusão de sangue.
Sendo assim...NÃO SE LHE REZA PELA ALMA!
terça-feira, 27 de setembro de 2005
PERDEU O BENFICA E PERDEU-SE A VEGATEX!
AO MEU BENFICA:
MANCHESTER 2 - BENFICA 1
O KOEMAN É UM VENDIDO
QUE SE VENDEU AOS INGLESES,
SE ASSIM NÃO TIVESSE SIDO
TINHAM GANHO OS PORTUGUESES!
UM BENFIQUISTA A SOFRER
VAI MORRENDO POUCO A POUCO,
ALÉM DO JOGO PERDER
FICA TRISTE E QUASE LOUCO!
FECHOU A VEGATEX
Parece que desta é que foi de vez: a VEGATEX, empresa de confecções sediada em Avis encerrou para não mais abrir. Apesar do seu proprietário ter afirmado que embora possuindo uma outra fábrica na Tunísia a preços mais económicos para ele, aqui sempre ficariam a laborar 23 postos de trabalho, tudo não passou de promessas.
Mas o que eu acho mais estranho é as forças políticas locais, instaladas ou a instalar, nada fazerem no sentido de inverter esta situação. Se calhar pouco poderão fazer, mas caramba, se isto fosse no Vale do Ave, quantas televisões já cá teriam vindo, quantas rádios e manifestações de desagravo teriam sido feitas? Quantas pessoas mais ficaram sem emprego em Avis?
Resta-nos o quê? A Lactogal ( até quando?), a Ziva, a Dardico, a Neviplas e...ajudem-me que não me lembro de mais nada particular a oferecer emprego.
MANCHESTER 2 - BENFICA 1
O KOEMAN É UM VENDIDO
QUE SE VENDEU AOS INGLESES,
SE ASSIM NÃO TIVESSE SIDO
TINHAM GANHO OS PORTUGUESES!
UM BENFIQUISTA A SOFRER
VAI MORRENDO POUCO A POUCO,
ALÉM DO JOGO PERDER
FICA TRISTE E QUASE LOUCO!
FECHOU A VEGATEX
Parece que desta é que foi de vez: a VEGATEX, empresa de confecções sediada em Avis encerrou para não mais abrir. Apesar do seu proprietário ter afirmado que embora possuindo uma outra fábrica na Tunísia a preços mais económicos para ele, aqui sempre ficariam a laborar 23 postos de trabalho, tudo não passou de promessas.
Mas o que eu acho mais estranho é as forças políticas locais, instaladas ou a instalar, nada fazerem no sentido de inverter esta situação. Se calhar pouco poderão fazer, mas caramba, se isto fosse no Vale do Ave, quantas televisões já cá teriam vindo, quantas rádios e manifestações de desagravo teriam sido feitas? Quantas pessoas mais ficaram sem emprego em Avis?
Resta-nos o quê? A Lactogal ( até quando?), a Ziva, a Dardico, a Neviplas e...ajudem-me que não me lembro de mais nada particular a oferecer emprego.
segunda-feira, 26 de setembro de 2005
A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA!
Este fim de semana ouvi uns envergonhados apitos de carros que anunciavam a passagem de um casamento. Gente do Alcórrego. Dei comigo a pensar que não é necessário recuar muito no tempo para recordar que desde o princípio da Primavera até lá bem para meados do Verão era habitual, aos fins de semana, a vila ser invadido por sonoros gritos de buzinas anunciando mais um casamento. Agora são raras essas ocasiões. Menos casamentos? Outros hábitos? Medo que os apitos dos carros se transformem ao fim de alguns meses em torturantes recordações de casamentos falhados que redundaram em fracasso e logo em divórcio? Não sei, mas a tradição já não é o que era!
Com o chegar das primeiras manhãs frias do Outono era igualmente hábito as andorinhas se reunirem e poisadas nos fios dos Telefones ou da EDP, como que se encontravam para combinar a hora, dia e local de partida para outras paragens. Agora isso acabou. Quem não se lembra das dezenas (centenas?) de andorinhas que se reuniam em “comício” nas imediações dos Correios ou do Pavilhão junto à Caixa Agrícola? Que é feito das andorinhas, meus senhores?
Aqui a tradição também já não é o que era!
Nem tudo é mau. Há uns anos a esta parte que até as melgas ( não, não são as da política, essas nunca desaparecem, antes pelo contrário) desapareceram.Mas estou muito contente que já há duas ou três noites que o seu barulhinho agradável me impede que durma e me leve a treinar a minha pontaria atirando a travesseira contra o tecto, no sentido de as eliminar por esmagamento. Normalmente a operação leva mais que uma hora com sucessivos apagar e acender de luzes. Exausto, adormeço sem saber no momento quem ganhou a contenda, convicto de que pelo facto de lá bem no branco do tecto já existir uma mancha de sangue, o vencedor tenha sido eu. Puro engano! Ao outro dia, acordo todo picado e aí sim, concluo que perdi.
Ao menos aqui a tradição voltou a ser o que era!
Com o chegar das primeiras manhãs frias do Outono era igualmente hábito as andorinhas se reunirem e poisadas nos fios dos Telefones ou da EDP, como que se encontravam para combinar a hora, dia e local de partida para outras paragens. Agora isso acabou. Quem não se lembra das dezenas (centenas?) de andorinhas que se reuniam em “comício” nas imediações dos Correios ou do Pavilhão junto à Caixa Agrícola? Que é feito das andorinhas, meus senhores?
Aqui a tradição também já não é o que era!
Nem tudo é mau. Há uns anos a esta parte que até as melgas ( não, não são as da política, essas nunca desaparecem, antes pelo contrário) desapareceram.Mas estou muito contente que já há duas ou três noites que o seu barulhinho agradável me impede que durma e me leve a treinar a minha pontaria atirando a travesseira contra o tecto, no sentido de as eliminar por esmagamento. Normalmente a operação leva mais que uma hora com sucessivos apagar e acender de luzes. Exausto, adormeço sem saber no momento quem ganhou a contenda, convicto de que pelo facto de lá bem no branco do tecto já existir uma mancha de sangue, o vencedor tenha sido eu. Puro engano! Ao outro dia, acordo todo picado e aí sim, concluo que perdi.
Ao menos aqui a tradição voltou a ser o que era!
OS TOMATES DO SENHOR ANTÓNIO!
Certamente que todos ou quase todos se lembrarão da célebre couve que o Sr. António Martinho possuía no seu quintal e que alcançou para cima de cinco metros de altura e cuja fotografia pôde ser apreciada no Portal de Avis, ou na Folha Informativa Águia, dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural.
Pois bem, o Sr. António Henriques agora surpreende-nos de novo com tomates a mais de quatro metros de altura. Para os agarrar, entenda-se colher, tem que se servir se um escadote. Porque DO CASTELO é e quer continuar a ser um blogue sério, convido-o a tirar qualquer dúvida vendo a imagem de imediato, carregando : nos tomates do Sr. António!
Então, é verdade ou não?
Pois bem, o Sr. António Henriques agora surpreende-nos de novo com tomates a mais de quatro metros de altura. Para os agarrar, entenda-se colher, tem que se servir se um escadote. Porque DO CASTELO é e quer continuar a ser um blogue sério, convido-o a tirar qualquer dúvida vendo a imagem de imediato, carregando : nos tomates do Sr. António!
Então, é verdade ou não?
domingo, 25 de setembro de 2005
HOJE HÁ TRÊS EM UM!
Costumo escrever apenas sobre um assunto em cada dia, permitindo-me assim ir tendo “conversa” para mais tempo, mas hoje vou fazer “Três em Um”:
1 – PSD
Finalmente chegaram os placares laranjas com uma óptima fotografia do Joaquim Augusto. O meu amigo já há dias tinha estranhando o atraso do dito senhor, aventando mesmo a hipótese de ele andar dedicado à agricultura. Mas já chegou. Agora o que me preocupa é o seguinte: então é só ele? O PS apresenta uma equipa e no PSD só o Joaquim Augusto é que dá a cara? Uma equipa ( por exemplo de futebol) não é só uma pessoa. Um grupo de forcados não é só uma pessoa: pelo menos terão que ser dois para apanhar o “bicho” , nem que seja de cernelha. E há outra coisa que me preocupa e que se prende com a sigla: É PRECISO MUDAR JÁ! Soando-me, não sei bem porquê a um grito estilo PREC, que Deus haja, preocupa-me ainda o facto de com o atraso que trazem se este slogan os leva a começar a mudar ainda antes das eleições se realizarem.
É que assim estão a fazer batota...
2 – CDU
Recebi ontem, sábado, a visita da CDU. Comecei por ouvir lá para o meio da vila o som da “música CDU” e em simultâneo o som da carrinha que anda habitualmente a vender produtos congelados. Pensei que, a exemplo do que fazem noutras localidades em que uns oferecem (ou ofereceram?) electrodomésticos, outros há que oferecem chouriços ( TVI – Jornal da noite de hoje), aqui a CDU oferecesse um geladito ao pessoal. Mas não. Fiquei com a água ( não congelada) na boca. Mas ao que me constou, no final da voltita pela vila havia pelo menos um candidato que, como se costuma dizer, já não ia sozinho!
Ainda não me debrucei bem sobre as listas mas ainda voltarei a elas um dia destes...
3 – TVI
Eu não sei se passei pelas brasas, ou se a minha Televisão está avariada. Penso que nem uma coisa nem outra. No final do FCP-BFC foi feita uma entrevista ao treinador do Porto toda em Inglês e não tiveram a amabilidade de a traduzirem? Então pensam que o nosso Primeiro impôs o Inglês no básico há quanto tempo?
Ou será uma entrevista para...memória futura?
1 – PSD
Finalmente chegaram os placares laranjas com uma óptima fotografia do Joaquim Augusto. O meu amigo já há dias tinha estranhando o atraso do dito senhor, aventando mesmo a hipótese de ele andar dedicado à agricultura. Mas já chegou. Agora o que me preocupa é o seguinte: então é só ele? O PS apresenta uma equipa e no PSD só o Joaquim Augusto é que dá a cara? Uma equipa ( por exemplo de futebol) não é só uma pessoa. Um grupo de forcados não é só uma pessoa: pelo menos terão que ser dois para apanhar o “bicho” , nem que seja de cernelha. E há outra coisa que me preocupa e que se prende com a sigla: É PRECISO MUDAR JÁ! Soando-me, não sei bem porquê a um grito estilo PREC, que Deus haja, preocupa-me ainda o facto de com o atraso que trazem se este slogan os leva a começar a mudar ainda antes das eleições se realizarem.
É que assim estão a fazer batota...
2 – CDU
Recebi ontem, sábado, a visita da CDU. Comecei por ouvir lá para o meio da vila o som da “música CDU” e em simultâneo o som da carrinha que anda habitualmente a vender produtos congelados. Pensei que, a exemplo do que fazem noutras localidades em que uns oferecem (ou ofereceram?) electrodomésticos, outros há que oferecem chouriços ( TVI – Jornal da noite de hoje), aqui a CDU oferecesse um geladito ao pessoal. Mas não. Fiquei com a água ( não congelada) na boca. Mas ao que me constou, no final da voltita pela vila havia pelo menos um candidato que, como se costuma dizer, já não ia sozinho!
Ainda não me debrucei bem sobre as listas mas ainda voltarei a elas um dia destes...
3 – TVI
Eu não sei se passei pelas brasas, ou se a minha Televisão está avariada. Penso que nem uma coisa nem outra. No final do FCP-BFC foi feita uma entrevista ao treinador do Porto toda em Inglês e não tiveram a amabilidade de a traduzirem? Então pensam que o nosso Primeiro impôs o Inglês no básico há quanto tempo?
Ou será uma entrevista para...memória futura?
sexta-feira, 23 de setembro de 2005
PENAFIEL 1 - BENFICA 3
AO MEU BENFICA
COM TAMANHA PEQUENEZ
REPARA BEM LUÍS CASTRO,
ENCAIXASTE SÓ LÁ TRÊS..
E ATÉ PODIAM SER QUATRO!
Ó PRESIDENTE VIEIRA,
POR FAVOR TOME ATENÇÃO:
VEJA SE ARRANJA MANEIRA
DO MENOR SER LUISÃO!
quinta-feira, 22 de setembro de 2005
ÚLTIMA HORA : NNC = Notícia Não Confirmada
Ainda está por confirmar a notícia a que "DO CASTELO" tive acesso: Com a chegada de Fátima Felgueiras e com a sua candidatura à Presidência da Câmara do Município com o mesmo nome, foi aberta uma excepção "temporal" para que todos os que vivam à margem ou nos subúrbios da lei se possam candidatar a cargos autárquicos.
Assim, nasceu em Avis o movimento SCP, que, contrariamente ao que se possa interpretar não quer dizer Sporting Clube de Portugal,mas é afinal uma sigla que descodificada diz :Sopas de Cão a Presidente. O movimento conta com o apoio de vários foras da lei, dado que o cabeça de lista partilha dos ideais do Zé do Telhado, como pôde confirmar há dias aquando de uma fuga à Guarda Republicando, saltando vários dos ditos telhados. Dos nomes da lista fazem parte figuras do Jet-set criminal bem como vários ciganos que pretendem assim ter como "primeira dama" uma pessoa da sua etnia.
A lei prevê igualmente que esta medida de excepção se mantenha até às Presidênciais, dado que os agora candidatos não tiveram tempo de desmitificar algumas situações como a da tal betoneira roubada na Rua Machado dos Santos, aqui referida neste blogue, e que parece que em vez de ter sido roubada, foi tão somente um certo "acerto de contas" entre o dono da betoneira e o patrão para quem ela estava a trabalhar.
Findo este período das Presidênciais os movimentos estilo SCP terão que ser extintos pois alguns deles ficarão por essa altura a muitos pontos de distância do próximo vencedor, o SLB (Senhor Lá de Belém).
Assim, nasceu em Avis o movimento SCP, que, contrariamente ao que se possa interpretar não quer dizer Sporting Clube de Portugal,mas é afinal uma sigla que descodificada diz :Sopas de Cão a Presidente. O movimento conta com o apoio de vários foras da lei, dado que o cabeça de lista partilha dos ideais do Zé do Telhado, como pôde confirmar há dias aquando de uma fuga à Guarda Republicando, saltando vários dos ditos telhados. Dos nomes da lista fazem parte figuras do Jet-set criminal bem como vários ciganos que pretendem assim ter como "primeira dama" uma pessoa da sua etnia.
A lei prevê igualmente que esta medida de excepção se mantenha até às Presidênciais, dado que os agora candidatos não tiveram tempo de desmitificar algumas situações como a da tal betoneira roubada na Rua Machado dos Santos, aqui referida neste blogue, e que parece que em vez de ter sido roubada, foi tão somente um certo "acerto de contas" entre o dono da betoneira e o patrão para quem ela estava a trabalhar.
Findo este período das Presidênciais os movimentos estilo SCP terão que ser extintos pois alguns deles ficarão por essa altura a muitos pontos de distância do próximo vencedor, o SLB (Senhor Lá de Belém).
terça-feira, 20 de setembro de 2005
NA FEIRA VI, OUVI E LI!
Passar às dez horas da noite de segunda feira pelo largo do Convento foi assim um bocado estranho para mim. O bulício da noite de sábado, onde se apinharam cerca de 2700 pessoas como que se tinha esfumado, dando lugar a um vazio onde nem o vento sussurrava.
No entanto tinha ainda bem presente na retina aquele indivíduo já bastante calvo que nessa mesma noite de sábado, enquanto eu ia habituando os meus “velhos” ouvidos ao alto e (des)necessário som dos “Xutos”, se ia contorcendo, nem sempre em sintonia com a música e que, ali mesmo à minha frente, eu não sabia se ele se estava a sentir mal física e mentalmente, se estava a ter um qualquer espasmo, ou, em última hipótese, se estaria a dançar. Garanto-lhes, o homem estava passado!
Segui. Mais acima as “barraquinhas” abandonadas e escuras como que me transmitiram uma certa nostalgia. Mas se calhar eu estava ali mesmo para isso. Para rever e tentar recordar um pouco do muito que vi, ouvi e li durante esta feira, assim como que em forma de balanço. Lá estava o sítio onde, numa iniciativa louvável, a “juventude” colocou à disposição de quem quisesse provar (e obviamente pagar) um delicioso chá de uma qualquer erva aromática, acompanhado ou não de um crepe. E se o chá estava fresquinho...No largo Sérgio de Castro revi o pavilhão de Rute e Fátima onde as várias galinhas “já tinham dono” ( Creio que foi a primeira vez que vi vender “galinhas” na feira). O Pavilhão do Município, bem situado e ocupando um espaço que ano a ano tem que ser mais rentabilizado, dado o progressivo pedido de ocupação, lá estava, igualmente só, quase tão só como estava aquando do lançamento dos livros “Sem Fim”... o Sr. Azedo merecia mais gente no lançamento do seu livro.. mas ele não tem culpa das pessoas se alhearem destes acontecimentos.
Ao apanhar um “Boletim da Feira” ( interessante prospecto) senti qualquer coisa mexer ( talvez um gato a fugir), e dei assim de repente com as ossadas. Arregalei os olhos, arrepiei-me com a caveira com os dentes à mostra, como se me quisesse dizer que estava ali a mais e que, ou eu dali desandava ou ia parar lá para o pé deles, JÁ! Não é que eu seja medroso, mas enfim, achei por bem continuar o meu passeio nocturno um pouco para mais longe daquele lugar onde, afinal as ossadas não eram de vacas nem tinham vindo misturadas da terra do Painho. Passo em frente do pavilhão do BTT onde vi aquele terceiro golo do Nuno Gomes contra a União de Leiria, que mais parecia um “número de feira;”
Páro junto do Pelourinho e do pavilhão da “Hortinha do Besugo” que veio lá de Silves ( olá D. Manuela, fez boa viagem?) onde o seu dono me havia confessado o desagrado por duas situações: primeiro, porque sendo os seus produtos doces e bolos regionais Algarvios, tinha sido colocado num sítio onde a terra levada pelo vento lhe estragava os comestíveis e consequentemente o negócio ( será que ele disse, ao inscrever-se, que vinha vender comestíveis? Não sei.) Mais me disse o “besugo” de que as pessoas não passavam por ali, pois passavam à roda, pelo que, no seu entender, deveria haver umas limitações que obrigasse as pessoas a subir ou descer as escadas que dão acesso ao pelourinho, evitando assim que os visitantes passassem à roda, ignorando aquele pedaço de feira. Ouvi isto sim senhor.
Do Pelourinho vi a Praça Serpa Pinto onde acho que, com muita perspicácia foram colocadas todas as Associações do Concelho. E creio que ali estava o coração da Feira pelas razões que passo a enumerar:
- Melhores vinhos;
- Melhor exposição que continua a ser, e oxalá o continue a ser por muitos anos, a do Francisco Alexandre;
- O pavilhão mais inovador – o da Associação dos Amigos do Concelho de Aviz, a venderem livros ao alcance de qualquer bolsa e em quantidade abundante;
- O pavilhão mais original da Feira, em termos de decoração e que pertencia à Associação Gente
- O artesão mais velho em actividade – João Joaquim Carrilho, 91 anos feitos;
- O pavilhão do maior clube de Portugal Continental e Ilhas adjacentes (desculpa lá Alberto!)
Chegado ao fim deste passeio, e de ter mentalmente relembrado o que vi encostei-me a uma parede para descansar e tentei recordar algo do que ouvi na Feira ( e ouve-se tanto!)
Ouvi dizer que, logo na sexta-feira à noite, “ houve porrada outra vez por causa das louras”;
Ouvi as pessoas dizer que este ano havia muito menos gente, apesar de haver mais pavilhões. As culpas eram repartidas entre a Feira de S. Mateus em Elvas, as festas de Cabeção(?) a já nossa conhecida crise, a também já célebre e estafada teoria de que a feira tem que ser repensada, e eu sei lá mais quantas razões. Mas uma coisa eu garanto: a passear na feira, havia efectivamente muito menos gente que o ano passado. Ai isso foi de certeza. As causas serão múltiplas.
Ouvi uma “boca” de que iria surgir a curto prazo uma pareceria artística em que a classe das obras do Francisco Alexandre se aliaria ao requinte e classe da D. Rute Reimão;
Ouvi dizer que a D. Carolina, moradora na Rua Portas do Postigo teve uma feira demasiado musicada para os seus oitenta e picos anos, por via de lhe terem colocado uma coluna de som ambiente no primeiro andar da casa em que ela habita, quando em anos anteriores a referida coluna ficava um pouco afastada e virada para a Rua do Meio, provocando menos incómodo acústico;
Ouvi uma história de alguém que não me lembro já e que parece que vinha a propósito dos anseios dos médicos quererem acabar com as tentações que por vezes passam em termos de possíveis assédios sexuais em consultas. Dizia um fulano que um determinado ortopedista, percebi Dr. Pimpinha, (mas não garanto a autenticidade do nome porque o barulho era muito e a conversa não era para mim) costumava pedir às senhoras que fizessem um pequeno desfile em trajos menores, no seu consultório, para aquilatar do estado dos membros inferiores das ditas pacientes. Tendo por lá passado uma vez uma senhora demasiado gorda, e após o desfile, o mencionado médico terá dito:” Você não é uma mulher, é um monstro!”
Ouvi o escultor, Senhor Francisco Alexandre afirmar no seu discurso de abertura da exposição “Sabores da nossa Terra”, e as digníssimas autoridades que assistiram podem confirmá-lo, de que : “As farinheiras são um problema em todo o lado”- fim de citação.
Ouvi tanto, tanto, mas tanto, que não posso contar mais nada. Mas lá que as feiras são um rico sítio para ouvir coisas, lá disso não tenham dúvidas.
Antes de deixar a Serpa Pinto ainda relembrei o que li na Feira:
Desde logo o jornal Fonte Nova com um suplemento dedicado a Avis. E lá li que o Sr. Presidente da Câmara tem esperança de que daqui a 20 anos o concelho de Avis tenha uma população superior em 50% àquela que tem hoje. E eu que já estou tão velho para ver como é que terminará esse sonho do Sr. Presidente; será que vai ser proibida a venda de contraceptivos no concelho?
Li e descobri também que o Mestre Orlando, meu conhecido de há mais de 30 anos tem, tinha ou teve a alcunha de “Romão”...as coisas que se aprendem numa Feira!
Li uns versos do Sr. Artur Azedo que dizem: Sem se nascer poeta/Isso eu posso afirmar/Que só depois dos oitenta/Comecei a versejar/
Confesso que não percebo a ideia expressa nesta quadra, mas ela deve lá estar, eu é que não a enxergo!
Em princípio, em termos de Feira, é o fim.
No entanto tinha ainda bem presente na retina aquele indivíduo já bastante calvo que nessa mesma noite de sábado, enquanto eu ia habituando os meus “velhos” ouvidos ao alto e (des)necessário som dos “Xutos”, se ia contorcendo, nem sempre em sintonia com a música e que, ali mesmo à minha frente, eu não sabia se ele se estava a sentir mal física e mentalmente, se estava a ter um qualquer espasmo, ou, em última hipótese, se estaria a dançar. Garanto-lhes, o homem estava passado!
Segui. Mais acima as “barraquinhas” abandonadas e escuras como que me transmitiram uma certa nostalgia. Mas se calhar eu estava ali mesmo para isso. Para rever e tentar recordar um pouco do muito que vi, ouvi e li durante esta feira, assim como que em forma de balanço. Lá estava o sítio onde, numa iniciativa louvável, a “juventude” colocou à disposição de quem quisesse provar (e obviamente pagar) um delicioso chá de uma qualquer erva aromática, acompanhado ou não de um crepe. E se o chá estava fresquinho...No largo Sérgio de Castro revi o pavilhão de Rute e Fátima onde as várias galinhas “já tinham dono” ( Creio que foi a primeira vez que vi vender “galinhas” na feira). O Pavilhão do Município, bem situado e ocupando um espaço que ano a ano tem que ser mais rentabilizado, dado o progressivo pedido de ocupação, lá estava, igualmente só, quase tão só como estava aquando do lançamento dos livros “Sem Fim”... o Sr. Azedo merecia mais gente no lançamento do seu livro.. mas ele não tem culpa das pessoas se alhearem destes acontecimentos.
Ao apanhar um “Boletim da Feira” ( interessante prospecto) senti qualquer coisa mexer ( talvez um gato a fugir), e dei assim de repente com as ossadas. Arregalei os olhos, arrepiei-me com a caveira com os dentes à mostra, como se me quisesse dizer que estava ali a mais e que, ou eu dali desandava ou ia parar lá para o pé deles, JÁ! Não é que eu seja medroso, mas enfim, achei por bem continuar o meu passeio nocturno um pouco para mais longe daquele lugar onde, afinal as ossadas não eram de vacas nem tinham vindo misturadas da terra do Painho. Passo em frente do pavilhão do BTT onde vi aquele terceiro golo do Nuno Gomes contra a União de Leiria, que mais parecia um “número de feira;”
Páro junto do Pelourinho e do pavilhão da “Hortinha do Besugo” que veio lá de Silves ( olá D. Manuela, fez boa viagem?) onde o seu dono me havia confessado o desagrado por duas situações: primeiro, porque sendo os seus produtos doces e bolos regionais Algarvios, tinha sido colocado num sítio onde a terra levada pelo vento lhe estragava os comestíveis e consequentemente o negócio ( será que ele disse, ao inscrever-se, que vinha vender comestíveis? Não sei.) Mais me disse o “besugo” de que as pessoas não passavam por ali, pois passavam à roda, pelo que, no seu entender, deveria haver umas limitações que obrigasse as pessoas a subir ou descer as escadas que dão acesso ao pelourinho, evitando assim que os visitantes passassem à roda, ignorando aquele pedaço de feira. Ouvi isto sim senhor.
Do Pelourinho vi a Praça Serpa Pinto onde acho que, com muita perspicácia foram colocadas todas as Associações do Concelho. E creio que ali estava o coração da Feira pelas razões que passo a enumerar:
- Melhores vinhos;
- Melhor exposição que continua a ser, e oxalá o continue a ser por muitos anos, a do Francisco Alexandre;
- O pavilhão mais inovador – o da Associação dos Amigos do Concelho de Aviz, a venderem livros ao alcance de qualquer bolsa e em quantidade abundante;
- O pavilhão mais original da Feira, em termos de decoração e que pertencia à Associação Gente
- O artesão mais velho em actividade – João Joaquim Carrilho, 91 anos feitos;
- O pavilhão do maior clube de Portugal Continental e Ilhas adjacentes (desculpa lá Alberto!)
Chegado ao fim deste passeio, e de ter mentalmente relembrado o que vi encostei-me a uma parede para descansar e tentei recordar algo do que ouvi na Feira ( e ouve-se tanto!)
Ouvi dizer que, logo na sexta-feira à noite, “ houve porrada outra vez por causa das louras”;
Ouvi as pessoas dizer que este ano havia muito menos gente, apesar de haver mais pavilhões. As culpas eram repartidas entre a Feira de S. Mateus em Elvas, as festas de Cabeção(?) a já nossa conhecida crise, a também já célebre e estafada teoria de que a feira tem que ser repensada, e eu sei lá mais quantas razões. Mas uma coisa eu garanto: a passear na feira, havia efectivamente muito menos gente que o ano passado. Ai isso foi de certeza. As causas serão múltiplas.
Ouvi uma “boca” de que iria surgir a curto prazo uma pareceria artística em que a classe das obras do Francisco Alexandre se aliaria ao requinte e classe da D. Rute Reimão;
Ouvi dizer que a D. Carolina, moradora na Rua Portas do Postigo teve uma feira demasiado musicada para os seus oitenta e picos anos, por via de lhe terem colocado uma coluna de som ambiente no primeiro andar da casa em que ela habita, quando em anos anteriores a referida coluna ficava um pouco afastada e virada para a Rua do Meio, provocando menos incómodo acústico;
Ouvi uma história de alguém que não me lembro já e que parece que vinha a propósito dos anseios dos médicos quererem acabar com as tentações que por vezes passam em termos de possíveis assédios sexuais em consultas. Dizia um fulano que um determinado ortopedista, percebi Dr. Pimpinha, (mas não garanto a autenticidade do nome porque o barulho era muito e a conversa não era para mim) costumava pedir às senhoras que fizessem um pequeno desfile em trajos menores, no seu consultório, para aquilatar do estado dos membros inferiores das ditas pacientes. Tendo por lá passado uma vez uma senhora demasiado gorda, e após o desfile, o mencionado médico terá dito:” Você não é uma mulher, é um monstro!”
Ouvi o escultor, Senhor Francisco Alexandre afirmar no seu discurso de abertura da exposição “Sabores da nossa Terra”, e as digníssimas autoridades que assistiram podem confirmá-lo, de que : “As farinheiras são um problema em todo o lado”- fim de citação.
Ouvi tanto, tanto, mas tanto, que não posso contar mais nada. Mas lá que as feiras são um rico sítio para ouvir coisas, lá disso não tenham dúvidas.
Antes de deixar a Serpa Pinto ainda relembrei o que li na Feira:
Desde logo o jornal Fonte Nova com um suplemento dedicado a Avis. E lá li que o Sr. Presidente da Câmara tem esperança de que daqui a 20 anos o concelho de Avis tenha uma população superior em 50% àquela que tem hoje. E eu que já estou tão velho para ver como é que terminará esse sonho do Sr. Presidente; será que vai ser proibida a venda de contraceptivos no concelho?
Li e descobri também que o Mestre Orlando, meu conhecido de há mais de 30 anos tem, tinha ou teve a alcunha de “Romão”...as coisas que se aprendem numa Feira!
Li uns versos do Sr. Artur Azedo que dizem: Sem se nascer poeta/Isso eu posso afirmar/Que só depois dos oitenta/Comecei a versejar/
Confesso que não percebo a ideia expressa nesta quadra, mas ela deve lá estar, eu é que não a enxergo!
Em princípio, em termos de Feira, é o fim.
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
DE SÁBADO PARA DOMINGO...
...mais um assalto pois claro...
Aproveitando a azáfama da Feira Franca, na noite de sábado para Domingo roubaram um betoneira que se encontrava num quintal na Rua Machado dos Santos.
Parece que agora depois dos cafés começou o saque a casas particulares.
Até quando? E se algum proprietário perder a cabeça? Mal para ele não é verdade?
(amanhã vamos falar da “Fêra” que hoje já tenho muito soninho nos meus olhinhos...)
Aproveitando a azáfama da Feira Franca, na noite de sábado para Domingo roubaram um betoneira que se encontrava num quintal na Rua Machado dos Santos.
Parece que agora depois dos cafés começou o saque a casas particulares.
Até quando? E se algum proprietário perder a cabeça? Mal para ele não é verdade?
(amanhã vamos falar da “Fêra” que hoje já tenho muito soninho nos meus olhinhos...)
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
DE SEGUNDA PARA TERÇA ...E QUARTA!
Com que então esta semana não havia assaltos! De segunda para terça-feira foi a vez da porta da Casa do Benfica em Avis sofrer uma tentativa de arrombamento. Não chegaram a entrar no interior da Casa, talvez por terem tido um rebate de consciência e acharem que os oito pontos perdidos no campeonato já eram castigo suficiente...
HOJE - QUARTA
O meu amigo "CONFÚCIO" andava entusiasmadíssimo com o debate sobre as Autárquicas a ser transmitido hoje na Rádio Portalegre. Dizia-me ele que ouvindo o debate a três já não precisava de ir assistir a nenhuma sessão de esclarecimento político. Encontrei-o há bocado de rádio de pilhas bem colado à orelha. Ao ver-me disparou:
- Acabou mesmo agora. Então tu não ouviste?
- Não amigo "Confúcio", esqueci-me. Puz-me a ver a bola e nunca mais me lembrei...
- Então olha foi assim: o Sr. candidato da CDU disse que ia dar explicações de matemática a um senhor do PS e depois disse que ia comprar o edifício da Santa Casa da Misericórdia e ia lá fazer umas casas de banho que custavam oito mil contos e depois disse que ia comprar um lote de terreno na Zona Industrial para fazer lá uma fábrica de cortiça, da cortiça que tinha comprado faz hoje precisamente quatro anos e meio e depois disse a um senhor da CDU que o acompanhou que ia construir uma nova barragem do Maranhão para que os esgotos das freguesias não fossem para lá despejados e depois disse que não precisava do ordenado de presidente para viver e depois disse que as listas dele eram maiores que as dos outros e depois disse...
- Mas olha lá ó "Confúcio", então só o Sr. candidato da CDU é que falou?
- Não, falaram todos, mas eu tenho a impressão que ainda fiquei mais confuso. Se calhar não percebi nada e não devia era ter ouvido o debate...
- Olha o melhor é ires aos comícios todos cá do concelho para ver se ficas menos confuso..
- Eu ir vou, mas se o meu voto é sempre igual ou ao da minha prima Catarina Dias Umbelina, ou ao do meu primo Pedro Serrão ou ao do meu cunhado Patrício Sousa Diamantino, se calhar o melhor é não ir a nenhum.
- Ora porra p'ra ti, "Confúcio", que ainda consegues andar mais baralhado do que o treinador do Benfica!
HOJE - QUARTA
O meu amigo "CONFÚCIO" andava entusiasmadíssimo com o debate sobre as Autárquicas a ser transmitido hoje na Rádio Portalegre. Dizia-me ele que ouvindo o debate a três já não precisava de ir assistir a nenhuma sessão de esclarecimento político. Encontrei-o há bocado de rádio de pilhas bem colado à orelha. Ao ver-me disparou:
- Acabou mesmo agora. Então tu não ouviste?
- Não amigo "Confúcio", esqueci-me. Puz-me a ver a bola e nunca mais me lembrei...
- Então olha foi assim: o Sr. candidato da CDU disse que ia dar explicações de matemática a um senhor do PS e depois disse que ia comprar o edifício da Santa Casa da Misericórdia e ia lá fazer umas casas de banho que custavam oito mil contos e depois disse que ia comprar um lote de terreno na Zona Industrial para fazer lá uma fábrica de cortiça, da cortiça que tinha comprado faz hoje precisamente quatro anos e meio e depois disse a um senhor da CDU que o acompanhou que ia construir uma nova barragem do Maranhão para que os esgotos das freguesias não fossem para lá despejados e depois disse que não precisava do ordenado de presidente para viver e depois disse que as listas dele eram maiores que as dos outros e depois disse...
- Mas olha lá ó "Confúcio", então só o Sr. candidato da CDU é que falou?
- Não, falaram todos, mas eu tenho a impressão que ainda fiquei mais confuso. Se calhar não percebi nada e não devia era ter ouvido o debate...
- Olha o melhor é ires aos comícios todos cá do concelho para ver se ficas menos confuso..
- Eu ir vou, mas se o meu voto é sempre igual ou ao da minha prima Catarina Dias Umbelina, ou ao do meu primo Pedro Serrão ou ao do meu cunhado Patrício Sousa Diamantino, se calhar o melhor é não ir a nenhum.
- Ora porra p'ra ti, "Confúcio", que ainda consegues andar mais baralhado do que o treinador do Benfica!
terça-feira, 13 de setembro de 2005
PEÇO-LHE: POR FAVOR NÃO ME LEIA...
“DO CASTELO” está em condições de informar que o Dr. Mário Soares, candidato à Presidência da República Portuguesa em 2006, acaba de receber o apoio incondicional de dois pesos pesados da cena internacional,conhecidos a nível mundial e com vista a reforçar o seu “aparelho” de candidatura.
Assim, o Exmº Sr. Dr. ALZHEIMER e o Exmº Sr. Dr. PARKINSON, disponibilizaram-se a dar-lhe uma mãozinha e comprometeram-se a aparecer em qualquer altura menos esperada.
Assim se vai reforçando a liderança do ex-Primeiro Ministro de Portugal, do ex-Presidente da República de Portugal do ex-líder do Partido socialista, do ex-.......
(Nota: eu avisei para não ler...para que serve agora esse sorriso “rosamarelecido”?)
Assim, o Exmº Sr. Dr. ALZHEIMER e o Exmº Sr. Dr. PARKINSON, disponibilizaram-se a dar-lhe uma mãozinha e comprometeram-se a aparecer em qualquer altura menos esperada.
Assim se vai reforçando a liderança do ex-Primeiro Ministro de Portugal, do ex-Presidente da República de Portugal do ex-líder do Partido socialista, do ex-.......
(Nota: eu avisei para não ler...para que serve agora esse sorriso “rosamarelecido”?)
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
O MEU AMIGO "CONFÚCIO"...
O meu amigo “Confúcio”, continua confuso e descrente dos políticos e das políticas. Vai daí resolveu vir ter comigo e dizer-me umas quadras que ele próprio para ali engendrou sobre os primeiros cartazes que invadiram a nossa vila, com vistas às próximas Autárquicas. Não sei se consegui decorá-las bem, mas creio que rezavam mais ou menos assim:
CDU na autarquia
É trabalho e competência...
Mentir em democracia
Dá cabo da paciência!
PS com os Portugueses
Para um futuro melhor...
Já ouvi milhares de vezes
Mas vejo tudo pior!
Mas não vi nenhum slogan
Do PPD/PSD;
Ontem como amanhã
Será que cá não se vê?
Não me cabem emitir juízos de valor, pelo que me limito a reproduzir aquilo que penso ter ouvido...
CDU na autarquia
É trabalho e competência...
Mentir em democracia
Dá cabo da paciência!
PS com os Portugueses
Para um futuro melhor...
Já ouvi milhares de vezes
Mas vejo tudo pior!
Mas não vi nenhum slogan
Do PPD/PSD;
Ontem como amanhã
Será que cá não se vê?
Não me cabem emitir juízos de valor, pelo que me limito a reproduzir aquilo que penso ter ouvido...
domingo, 11 de setembro de 2005
FARMÁCIA SAÚDE : Nº 108/SETEMBRO 2005/OFERTA DO SEU FARMACÊUTICO
1 - REGRESSO ÀS AULAS- A SAÚDE TAMBÉM VAI À ESCOLA
MANUAL DE INSTRUÇÕES
O nervosismo é rei quando se trata do primeiro dia de aulas, quer seja a estreia absoluta, quer se trate de ingressar num novo ano de escolaridade. Estão nervosas as crianças e nervosos os pais. É natural: trata-se de uma mudança, mas uma mudança que é possível ultrapassar com tranquilidade. Aqui ficam algumas ideias para conquistar essa tranquilidade.
( Desenvolvimento nas páginas 20 e 21)
2 - GRIPE : ESTÁ NA ALTURA DE VACINAR
A INFLUÊNCIA DE UM VIRUS
Chama-se influenza o vírus da gripe, um vírus que nos incomoda todos os Invernos. Agressivo e dissimulado, muda de face a cada estação fria. Nem sempre lhe damos a devida importância, habituados que estamos aos males invernais, mas uma gripe pode ter consequências mais sérias do que a tosse e os espirros, as dores corporais e a febre. Pode ser a antecâmera de uma doença mais severa como a pneumonia. Para não chegar a este extremo, o melhor é prevenir: a vacina diminui muito a influência deste vírus.
( Desenvolvimento nas páginas 34/37)
MANUAL DE INSTRUÇÕES
O nervosismo é rei quando se trata do primeiro dia de aulas, quer seja a estreia absoluta, quer se trate de ingressar num novo ano de escolaridade. Estão nervosas as crianças e nervosos os pais. É natural: trata-se de uma mudança, mas uma mudança que é possível ultrapassar com tranquilidade. Aqui ficam algumas ideias para conquistar essa tranquilidade.
( Desenvolvimento nas páginas 20 e 21)
2 - GRIPE : ESTÁ NA ALTURA DE VACINAR
A INFLUÊNCIA DE UM VIRUS
Chama-se influenza o vírus da gripe, um vírus que nos incomoda todos os Invernos. Agressivo e dissimulado, muda de face a cada estação fria. Nem sempre lhe damos a devida importância, habituados que estamos aos males invernais, mas uma gripe pode ter consequências mais sérias do que a tosse e os espirros, as dores corporais e a febre. Pode ser a antecâmera de uma doença mais severa como a pneumonia. Para não chegar a este extremo, o melhor é prevenir: a vacina diminui muito a influência deste vírus.
( Desenvolvimento nas páginas 34/37)
sábado, 10 de setembro de 2005
...E VÃO OITO!!!!!!!!
Ontem não consegui "blogar", pelo que era minha intenção colocar hoje a "escrita" de ontem. Mas estou fulo com o Glorioso.Por isso o de "ontem" passa para "amanhã" e agora vou desabafar, já que me apetece dar um grito tão grande de insatisfação que chegue até às fragas do Maranhão.
Será que o treinador do Benfica ainda não se apercebeu que a pré-época já acabou e que nesta altura do campeonato já não se pode andar a fazer experiências? Até quarta-feira que vem, o que é que aquela cabecita loira inventará para a Liga dos Campeões? Irá pôr o João Pereira ( que óbviamente tem que jogar) na baliza? E o Carlitos ( quem é este?) no centro da defesa? E o Quim no ataque? Tudo é possível.
Estou ansioso por ver. Vou esperar sentado, na certeza porém que em termos de campeonato...8 pontos já lá vão!
Será que o treinador do Benfica ainda não se apercebeu que a pré-época já acabou e que nesta altura do campeonato já não se pode andar a fazer experiências? Até quarta-feira que vem, o que é que aquela cabecita loira inventará para a Liga dos Campeões? Irá pôr o João Pereira ( que óbviamente tem que jogar) na baliza? E o Carlitos ( quem é este?) no centro da defesa? E o Quim no ataque? Tudo é possível.
Estou ansioso por ver. Vou esperar sentado, na certeza porém que em termos de campeonato...8 pontos já lá vão!
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
DE TERÇA PARA QUARTA
Foi exactamente de Terça-feira para Quarta-feira desta semana que "alguém" resolveu cortar os cabos telefónicos e de electricidade que servem a Biblioteca Municipal. Com que finalidade? Desligar o alarme para depois ali se introduzirem? Então porque não o fizeram? Foram detectados? Desistiram?
Uma coisa é certa: semana em que no concelho de Avis ( que é o que mais nos interessa) não hajam roubos ou outros actos de vandalismo, nem é semana nem é nada...
Uma coisa é certa: semana em que no concelho de Avis ( que é o que mais nos interessa) não hajam roubos ou outros actos de vandalismo, nem é semana nem é nada...
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, NÃO PÁRA!
Chegou ao meu conhecimento uma série de eventos a levar a cabo pelos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL e que passo a enumerar:
1 - Passeio pedestre PELAS MARGENS DO MARANHÃO, a realizar no próximo dia 10, sábado e integrado nos Jogos Concelhios de Avis. É uma optima oportunidade para se poder disfrutar da natureza, do convívio interpessoal e trocar ideias fazendo inclusivamente novos conhecimentos. A concentração será às 08h30m junto da Sede da ACA e o percurso parece ser bastante interessante.
2 - I concurso de Fotografia - AVIZ SÉCULO XXI - A decorrer até dia 14 de Outubro. Um tema sem dúvida aliciante, com prémios pecuniários e cujo regulamento pode ser consultado em http//:aca.com.sapo.pt
3 - Exposição de esultura SABORES DA NOSSA TERRA, de Francisco Alexandre, a inaugurar dia 17 do corrente mês, na Sede da ACA. Dado o êxito das exposições anteriores deste artista, estou deveras curioso em apreciar os trabalhos deste ano.
4- Implantação de UM PAVILHÃO no decorrer da Feira Franca de Avis, onde irão pôr à disposição dos interessados livros a preços que estão perfeitamente ao alcance de qualquer bolsa. Constou-se-me que haverá livros a partir de cinquenta cêntimos!!!!!
5 - Após o términus da exposição reabertura do já célebre CAFÉ COM LETRAS, com algumas novidades.
Parece que vontade não falta a esta rapaziada...
1 - Passeio pedestre PELAS MARGENS DO MARANHÃO, a realizar no próximo dia 10, sábado e integrado nos Jogos Concelhios de Avis. É uma optima oportunidade para se poder disfrutar da natureza, do convívio interpessoal e trocar ideias fazendo inclusivamente novos conhecimentos. A concentração será às 08h30m junto da Sede da ACA e o percurso parece ser bastante interessante.
2 - I concurso de Fotografia - AVIZ SÉCULO XXI - A decorrer até dia 14 de Outubro. Um tema sem dúvida aliciante, com prémios pecuniários e cujo regulamento pode ser consultado em http//:aca.com.sapo.pt
3 - Exposição de esultura SABORES DA NOSSA TERRA, de Francisco Alexandre, a inaugurar dia 17 do corrente mês, na Sede da ACA. Dado o êxito das exposições anteriores deste artista, estou deveras curioso em apreciar os trabalhos deste ano.
4- Implantação de UM PAVILHÃO no decorrer da Feira Franca de Avis, onde irão pôr à disposição dos interessados livros a preços que estão perfeitamente ao alcance de qualquer bolsa. Constou-se-me que haverá livros a partir de cinquenta cêntimos!!!!!
5 - Após o términus da exposição reabertura do já célebre CAFÉ COM LETRAS, com algumas novidades.
Parece que vontade não falta a esta rapaziada...
domingo, 4 de setembro de 2005
TOME CUIDADO!
Então é assim! Se tiver necessidade de percorrer a Rua do Convento faça o seguinte:nas imediações da Clínica Veterinária passe sempre junto à porta da dita. E isto porquê? É que de uma das janelas da casa que vai apodrecendo em frente à referida Clínica encontra-se um vidro, solto e em acção de cair na cabeça de qualquer transeunte, a qualquer momento e quando menos se esperar. Se não acredita, vá lá ver...
Entre uma vidraça na cabeça e uma mordidela de cão, venha o diabo e escolha, mas eu por mim ainda arrisco na mordidela....
Entre uma vidraça na cabeça e uma mordidela de cão, venha o diabo e escolha, mas eu por mim ainda arrisco na mordidela....
terça-feira, 30 de agosto de 2005
FARRAPO HUMANO
Chegou ao conhecimento DO CASTELO uma situação de degradação de vida humana que revela um pouco do que é a sociedade em que vivemos, onde não há valores que se imponham pela positiva. Vamos chamar as coisas pelo nome, identificando este farrapo humano:
Localização : Rua Outeiro da Saudade, Nº 1
Localidade : Avis
Nome : Luisa Maria Leão
Alcunha : Mascote
Ora acontece que a D. Luisa tem estado abandonada em casa, sozinha, sendo auxiliada pelas vizinhas ( por ex. Leonor Canhoto e Margarida Carrilho) que, num gesto de boa vontade, a têm ajudado. Acamada, sem comer e sem se bastar a si própria no que à higiene pessoal diz respeito, assim tem vivido esta mulher de 75 anos de idade, a que Avis deve algo. Procurar quem devesse ter tomado uma atitude atempada para prevenir esta situação é fácil de encontrar: a D.Luisa tem duas filhas. Uma vive em Portugal e a outra está emigrada. Ambas postas ao corrente da situação, parece que não lhes corre sangue da mãe nas veias. Segundo consegui apurar terá vindo agora a Avis a que está no estrangeiro resolver a situação, tendo hoje, dia 30, a senhora passado a ter assistência na Santa Casa da Misericórdia, em regime de assistência diurna. As filhas lá terão as suas razões que, no entanto, não sei que tamanho terão para deixarem quase morrer a mãe ao abandono. Aliás, não há razão nenhuma que permita deixar morrer uma mãe ao abandono!
Mas, se calhar mais alguém além destas vizinhas deveria ter feito algo. Para quem não sabe – principalmente os políticos mais novos ou da nova geração – dir-vos-ei que a D. Luisa sempre esteve ao lado do Partido Comunista e das suas necessidades. Participou activamente em comícios ( atrevia-me a dizer em todos), tomou parte activa nas ocupações, tomou parte activa nos saneamentos... Foi útil ao Partido enquanto o Partido dela precisou. Talvez agora fosse altura do Partido lhe retribuir com algo mais do que um simples gesto de carinho, embora sabendo eu que um Partido não é propriamente uma “instituição de caridade”. Mas...
E a Associação de Reformados de Avis (ASRPICA)? será que também nada poderá fazer por um seu associado em carências vitais?
Rebusquei uma entrevista dada pela visada ao Jornal “A Ponte” em Junho de 2003, onde ela afirmava que ...”estamos num país de corruptos”... e...” O futuro não se me apresenta nada risonho” – coitada; parece que estava a adivinhar. Os corruptos, se calhar, até ela os conhecia com nome e tudo. Quanto ao futuro não podia estar mais certa em relação ao que a esperava.
Fica aqui o meu repúdio pela forma como a sociedade faz uso dos seus cidadãos. A D. Luisa que tantos mortos lavou e vestiu, se calhar, arrisca-se a nem ter quem a lave e vista depois de morta!
Localização : Rua Outeiro da Saudade, Nº 1
Localidade : Avis
Nome : Luisa Maria Leão
Alcunha : Mascote
Ora acontece que a D. Luisa tem estado abandonada em casa, sozinha, sendo auxiliada pelas vizinhas ( por ex. Leonor Canhoto e Margarida Carrilho) que, num gesto de boa vontade, a têm ajudado. Acamada, sem comer e sem se bastar a si própria no que à higiene pessoal diz respeito, assim tem vivido esta mulher de 75 anos de idade, a que Avis deve algo. Procurar quem devesse ter tomado uma atitude atempada para prevenir esta situação é fácil de encontrar: a D.Luisa tem duas filhas. Uma vive em Portugal e a outra está emigrada. Ambas postas ao corrente da situação, parece que não lhes corre sangue da mãe nas veias. Segundo consegui apurar terá vindo agora a Avis a que está no estrangeiro resolver a situação, tendo hoje, dia 30, a senhora passado a ter assistência na Santa Casa da Misericórdia, em regime de assistência diurna. As filhas lá terão as suas razões que, no entanto, não sei que tamanho terão para deixarem quase morrer a mãe ao abandono. Aliás, não há razão nenhuma que permita deixar morrer uma mãe ao abandono!
Mas, se calhar mais alguém além destas vizinhas deveria ter feito algo. Para quem não sabe – principalmente os políticos mais novos ou da nova geração – dir-vos-ei que a D. Luisa sempre esteve ao lado do Partido Comunista e das suas necessidades. Participou activamente em comícios ( atrevia-me a dizer em todos), tomou parte activa nas ocupações, tomou parte activa nos saneamentos... Foi útil ao Partido enquanto o Partido dela precisou. Talvez agora fosse altura do Partido lhe retribuir com algo mais do que um simples gesto de carinho, embora sabendo eu que um Partido não é propriamente uma “instituição de caridade”. Mas...
E a Associação de Reformados de Avis (ASRPICA)? será que também nada poderá fazer por um seu associado em carências vitais?
Rebusquei uma entrevista dada pela visada ao Jornal “A Ponte” em Junho de 2003, onde ela afirmava que ...”estamos num país de corruptos”... e...” O futuro não se me apresenta nada risonho” – coitada; parece que estava a adivinhar. Os corruptos, se calhar, até ela os conhecia com nome e tudo. Quanto ao futuro não podia estar mais certa em relação ao que a esperava.
Fica aqui o meu repúdio pela forma como a sociedade faz uso dos seus cidadãos. A D. Luisa que tantos mortos lavou e vestiu, se calhar, arrisca-se a nem ter quem a lave e vista depois de morta!
UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA...
NO CRAVO
Apaludi estrondosamente a medida tomada pelo governo que reduz para onze os trinta dias de férias que os possíveis ocupantes de postos autárquicos gozavam aquando da realização de eleições. Que me perdoem os cerca de 500 000 que nas últimas eleições Autárquicas gozaram esses trinta dias e agora ( se calhar alguns até só aceitaram pertencer às listas por causa das férias)se ficam pelos onze da campanha.
Cá para mim ainda são de mais. Mas mesmo assim aplaudo!
NA FERRADURA
Pateei a forma como o Dr. António Vitorino nos quiz demonstrar, hoje na TV, quanto é justa a lei que obriga alguns funcionários públicos a trabalhararem para idades além do razoável. Fez-me confusão a maneira risonha como ele afirmou que também ele estava apanhado pela lei e só se reformaria muito mais tarde. Mas reformar-se de quê? De que trabalho? E quanto à lei: que desempenho poderá ter uma pessoa com 64 anos num serviço que à falta de motivações ( mais descontos, mais burocracias, mais cansaço)
se vê "obrigado" a fazer contra sua vontade um serviço que poderia ser desempenhado por pessoas em idade bem mais produtiva? E depois da reforma chegar, que esperança de vida terão aqueles que se reformam já quase de "cadeiras de rodas"? O que os espera? Asilo? Cemitério?
Meu caro Doutor, acha que os serviços públicos vão melhorar mantendo toda essa "velharada" ( sem sentido perjurativo) no activo? Acha? Olhe que não Doutor, olhe que não...como diria o outro!
Por isso pateio!
Apaludi estrondosamente a medida tomada pelo governo que reduz para onze os trinta dias de férias que os possíveis ocupantes de postos autárquicos gozavam aquando da realização de eleições. Que me perdoem os cerca de 500 000 que nas últimas eleições Autárquicas gozaram esses trinta dias e agora ( se calhar alguns até só aceitaram pertencer às listas por causa das férias)se ficam pelos onze da campanha.
Cá para mim ainda são de mais. Mas mesmo assim aplaudo!
NA FERRADURA
Pateei a forma como o Dr. António Vitorino nos quiz demonstrar, hoje na TV, quanto é justa a lei que obriga alguns funcionários públicos a trabalhararem para idades além do razoável. Fez-me confusão a maneira risonha como ele afirmou que também ele estava apanhado pela lei e só se reformaria muito mais tarde. Mas reformar-se de quê? De que trabalho? E quanto à lei: que desempenho poderá ter uma pessoa com 64 anos num serviço que à falta de motivações ( mais descontos, mais burocracias, mais cansaço)
se vê "obrigado" a fazer contra sua vontade um serviço que poderia ser desempenhado por pessoas em idade bem mais produtiva? E depois da reforma chegar, que esperança de vida terão aqueles que se reformam já quase de "cadeiras de rodas"? O que os espera? Asilo? Cemitério?
Meu caro Doutor, acha que os serviços públicos vão melhorar mantendo toda essa "velharada" ( sem sentido perjurativo) no activo? Acha? Olhe que não Doutor, olhe que não...como diria o outro!
Por isso pateio!
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
A SECA NÃO É REPONSÁVEL POR TUDO...
Na herdade da Cascota, freguesia de Alcórrego, foram encontradas vários animais mortos e em adiantado estado de putrefacção, numa vala a céu aberto. Parece que seriam de raça ovina e que exalavam um cheiro pestilento, pondo assim em perigo a saúde pública. Certamente que teremos de atribuir à seca mais esta mortandade,mas apenas isso.Deveriam ser exigidas responsabilidades a quem deixou assim os animais a apodrecer sem ter o mínimo cuidado em evitar a situação que se verificou. Os animais até podem não ser do dono ou arrendatário da herdade, mas que alguém lá os deixou, penso de que também ninguém terá dúvidas, como não há dúvidas que facilmente se chegará a quem praticou tal acto. Dúvidas tenho, no entanto, quanto ao castigo ( à coima?) que irão aplicar ao infractor. Se calhar ficará impune, no pressuposto de que já lhe chegou perder os animais. No entanto parece-me pouco. Bastaria um pouco mais de civismo para evitar situações desta gravidade.
Já não nos chegavam os assaltos...
Já não nos chegavam os assaltos...
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
CANÇÃO DE PORTALEGRE
Como homenagem a esse grande vulto da cultura portuguesa que foi JOSÉ RÉGIO, passo a transcrever o seguinte poema de sua autoria, prestando assim igualmente a minha homenagem à nossa Capital de Distrito:
De Portalegre cantando
Meu canto é doce e é amargo:
Já sinto os olhos turvando,
Já sinto o peito mais largo...
Ai! torres da Velha Sé
Ai! muros do burgo estreito!
Sempre vos rezo com fé
Se me levanto ou me deito.
O céu das tardes compridas
Parece que vem baixando;
E as torres são mãos erguidas
Que quase lhe estão chegando!
Ao longe se perde o olhar
Nas névoas dos horizontes...
E a terra parece o mar,
Parecem as ondas os montes.
Tem cada ruela estreita
Casas pobres e opulentas
Meu gosto nenhum enjeita:
Todas são minhas parentes...
Olhei da Serra a cidade,
Tão branca, estreita e comprida,
Faz-me alegria e saudade,
Assim de noiva vestida...
De Portalegre cantando
Meu canto é doce e é amargo:
Já sinto os olhos turvando,
Já sinto o peito mais largo...
Ai! torres da Velha Sé
Ai! muros do burgo estreito!
Sempre vos rezo com fé
Se me levanto ou me deito.
O céu das tardes compridas
Parece que vem baixando;
E as torres são mãos erguidas
Que quase lhe estão chegando!
Ao longe se perde o olhar
Nas névoas dos horizontes...
E a terra parece o mar,
Parecem as ondas os montes.
Tem cada ruela estreita
Casas pobres e opulentas
Meu gosto nenhum enjeita:
Todas são minhas parentes...
Olhei da Serra a cidade,
Tão branca, estreita e comprida,
Faz-me alegria e saudade,
Assim de noiva vestida...
terça-feira, 23 de agosto de 2005
Quando a TRAGÉDIA vem ao de cima...
É RÁPIDA E SILENCIOSAMENTE QUE A TRAGÉIA VEM AO DE CIMA. NA BANHEIRA DE CASA, NUM TANQUE DE REGA, NUMA PISCINA, NA PRAIA...A ÁGUA PODE SER SINÓNIMO DE PERIGO PARA UMA CRIANÇA. E NÃO É PRECISO MUITA ÁGUA PARA QUE ELA SE AFOGUE:ATÉ UM BALDE PODE SER FATAL. O QUE É PRECISO É MUITA VIGILÂNCIA, SOBRETUDO AGORA EM TEMPO DE FÉRIAS. PARA QUE ÁGUA SEJA APENAS SINÓNIMO DE PRAZER!
In “ FARMÁCIA SAÚDE”, nº 107, Agosto 2005, pág. 22.
Leia mais sobre este e outros assuntos solicitando a revista junto do seu farmacêutico. É uma distribuição gratuita!
In “ FARMÁCIA SAÚDE”, nº 107, Agosto 2005, pág. 22.
Leia mais sobre este e outros assuntos solicitando a revista junto do seu farmacêutico. É uma distribuição gratuita!
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
UM PAÍS DE BRANDOS COSTUMES É NECESSARIAMENTE UM PAÍS BRANDO!
Hoje de novo Avis se cobriu de uma densa nuvem de fumo, vinda sabe-se lá de onde( ABRANTES? COIMBRA? PAMPILHOSA? VISEU?),mas certamente de PORTUGAL. Por volta das 19h30m começou a notar-se ao longe uma espécie de nevoeiro antecedido de altas nuvens de fumo que o fraco vento a pouco e pouco foi espalhando por todos os vales e montes que nos cercam. A lua, ainda há dia tão expelhenta, encontra-se hoje baça. Através deste fumo, deste cheiro a queimado, cheira a desgraça. Cheira a desgraça daqueles que perderam os seus haveres, as suas casas, os seus entes queridos. Este é também um cheiro a grito de revolta. Tanta promessa, tanta mentira! Afinal até parece que ainda não foram gastos todos os valores postas à disposição do Governo Português para fazer face aos fogos de anos anteriores. Mas que raio( para não dizer outra coisa) de país, ou de Governo, é este que não socorre atempadamente quem dele precisa? Portugal tem azar até em ser um País de brandos costumes. Foram indiciados até hoje, 110 presumíveis criminosos incendiários. Quantos irão presos? Vamos tirar os menores, mais os mentecaptos, mais os que têm problemas psiquiátricos mais o raio que os parta e os nossos juizes vão mandá-los todos em paz . Malditos incendiários e malditos brandos costumes que vão pôr em liberdade ( os que chegaram a ser presos) indivíduos que, se não for este ano ainda, para o ano vão repetir o mesmo crime. Um país de direito não pode ter justiça popular. Mas vocês acham que se fossem metidos lá bem no meio do brasido, estes assassinos continuariam a agir impunemente?Se acham que sim, vamos experimentar para ver como é? Se acham que não, então porque estamos à espera?
domingo, 21 de agosto de 2005
LUAR DE AGOSTO, CORRUPTOS E PENA DE MORTE
Esta noite está um luar lindo, fazendo juz ao ditado popular de que “não há luar como o de Janeiro mas...lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto”. Estava a comentar a nitidez com que ficam estas noites de Verão enluaradas de Agosto, quando a minha mulher me disse que até se podia ler o jornal sem luz artificial. Experimentei um Diário de Notícias do dia 13 deste mês abri ao calha e li na página 29: Banqueiro chinês condenado à morte. O título era sugestivo, o luar convidativo e por isso continuei a ler a notícia: O antigo director da sucursal de Xangai do Bank of China, Liu Jimbao, foi condenado à morte por fraude e corrupção....
Senti um tremelique ao pensar: e se esta medida fosse tomada em Portugal? Se fossem condenados à morte todos os corruptos deste cantinho à beira mar plantado (ardido?). Certamente que todos os jornais trariam diariamente uma página só com nomes corruptos a abater. E não se pense que seriam só os jornais a nível nacional, os regionais também tinham muito para anunciar...para já não falar nos blogues a nível local, claro!
Tenho ou não tenho razão?
(Nota:
Senti um tremelique ao pensar: e se esta medida fosse tomada em Portugal? Se fossem condenados à morte todos os corruptos deste cantinho à beira mar plantado (ardido?). Certamente que todos os jornais trariam diariamente uma página só com nomes corruptos a abater. E não se pense que seriam só os jornais a nível nacional, os regionais também tinham muito para anunciar...para já não falar nos blogues a nível local, claro!
Tenho ou não tenho razão?
(Nota:
o tremelique que senti não tem a ver com a eventualidade de eu estar entre os condenados à morte. Absolutamente!)
sábado, 20 de agosto de 2005
FICOU BONITINHO, SIM SENHOR!
O jardim em frente da entrada principal dos serviços da Câmara Municipal de Avis, ficou muito engraçado. Certamente que haverá quem ache que não, que como estava era mais apelativo. Para mim, e é tão somente a minha opinião, assim está muito mais funcional e agradável à vista, pelo que dou os meus parabéns aos mentores daquele projecto. Na quarta-feira passei por lá à noite e pena foi que lá estivesse um “senhor” com dois cães à trela e que estes se entretivessem a esgaravatar com as patas na relva, começando já a dar cabo daquilo que agora se acabou. E a culpa não era dos cães, como é óbvio.
Em jeito de brincadeira,desculpe lá amigo: o meu receio é se o Peseiro dá como castigo ao Polga ir guardar os frangos do Ricardo ali para este nosso jardim público agora requalificado...lá se vai a relva!
Mas a verdade verdadinha é que ainda só hoje, sexta-feira, começou a Super-Liga e o Sporting já vai isolado e leva três pontos de avanço!
terça-feira, 16 de agosto de 2005
SENHORA MÃE DOS HOMENS: A TRADIÇÃO AINDA É O QUE ERA...
De quando em vez surgem pequenos conflitos entre o poder civil e o poder eclesiástico, chamemos-lhe assim para simplificar. No caso presente o “conflito” que está latente prende-se com a feitura da festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Diz-nos a tradição que, desde que os vivos se lembram, sempre a referida festa tem sido efectuada no último Domingo de Agosto. Manhã cedo e a pé os peregrinos têm-se deslocado para aquele santuário anos e anos a fios no último domingo do mês de Agosto. É uma tradição e vale por isso. Entende agora o Sr. Padre Pacheco, digno pároco da nossa paróquia, que o dia em que Nossa Senhora nasceu ( incluindo a Mãe dos Homens, pois que Nossa Senhora há só uma, ainda que uma infinidade de nomes) é o dia 8 de Setembro, pelo que em termos eclesiásticos era muito mais correcto fazer a peregrinação à Senhora Mãe dos Homens em 11 de Setembro, por ser o Domingo mais perto daquela data. Daí uma série de indirectas lançadas na missa do passado Domingo, uma promessa de que iria repensar o seu regresso de férias antecipado para dia 28 e depois à noite, no final da procissão, a informação de que afinal a festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens sempre será a 28 de Agosto e que a missa e procissão em redor da capela será presidida pelo Pároco Amândio, de Malarranha.
De tudo isto o que me parece é que a festa deverá ser mantida no último Domingo de Agosto. É tradição, perde-se nos tempos esta data. No entanto, se a Igreja pelos seus Doutores decidisse que a data deveria ser outra, também não me pareceria que daí viesse mal ao mundo e muito menos aos paroquianos de Avis.
Se esta situação for encarada como um braço de ferro, digamos que para já, a sociedade civil levou a melhor sobre o poder eclesiástico.
Até quando?
De tudo isto o que me parece é que a festa deverá ser mantida no último Domingo de Agosto. É tradição, perde-se nos tempos esta data. No entanto, se a Igreja pelos seus Doutores decidisse que a data deveria ser outra, também não me pareceria que daí viesse mal ao mundo e muito menos aos paroquianos de Avis.
Se esta situação for encarada como um braço de ferro, digamos que para já, a sociedade civil levou a melhor sobre o poder eclesiástico.
Até quando?
segunda-feira, 15 de agosto de 2005
O MISTÉRIO DA RUA SIMÃO TELES VARELA...
Mais poderá parecer um título de um livro policial, mas na verdade não o é. Eu passo a explicar: há vários dias que tenho andado intrigado com o facto de na Rua Simão Teles Varela ( no lado dos números ímpares) existirem vários garrafões cheios de água junto das portas e igualmente junto dos candeeiros. Com a crise de água que por aí há até cheguei a pensar que por ali se dispensasse água de algum furo para poupar a da rede. Puro engano. Explicaram-me o seguinte: os garrafões estão ali colocados ( eu contei sete ) para evitar que os cães façam daquelas portas e candeeiros casas de banho para as suas necessidades líquidas.
Não sei se resulta ou não, mas se calhar quanto à poupança de água é capaz de resultar, isto é, lavar a rua para evitar os maus cheiros do xi-xi canino sempre deveria levar mais que sete garrafões de cinco litros...
Não sei se resulta ou não, mas se calhar quanto à poupança de água é capaz de resultar, isto é, lavar a rua para evitar os maus cheiros do xi-xi canino sempre deveria levar mais que sete garrafões de cinco litros...
sábado, 13 de agosto de 2005
VOLTANDO A FALAR DE PLACAS...
Se calhar sou “chato” mas vou falar mais uma vez de placas de sinalização. E é curioso que, e confesso a minha ignorância, há cerca de dez minutos no programa televisivo “Um contra Todos” aprendi que a entidade responsável pela colocação de placas na via pública é a Câmara. Eu até pensava que teria a ver com a Direcção Geral de Viação...
Mas voltando às ditas: penso que faria todo o sentido a colocação de uma placa sinalizadora de aproximação de escola/crianças, aí por perto talvez da barbearia do Mestre Orlando. Isto porque quem desce a R. António José Almeida no sentido Jardim do Mestre/Largo dos Correios, se não for de cá, apenas se apercebe da dita escola já em frente da mesma. É certo que está lá uma passadeira e uma placa indicadora de passagem de peões, mas até esta está “encostada” à passadeira e não a alguma distância. É certo que se transitasse aos 30 Km regulamentares dentro da vila, era uma coisa, mas todos sabemos que isso é apenas teoria.
Junto à referida escola da “Primária”, e num sítio onde passam diariamente em tempo de aulas, dezenas de crianças existe uma placa da Região de Turismo de S. Mamede que tem os fios eléctricos à mostra e em condições de qualquer criança lhe mexer. A lâmpada que devia iluminar a placa há muito que está fundida. Alguém me dizia há dias que cada vez que ali passa “ mete os fios para dentro, para não lhe tocarem”. É um perigo, a não ser que estejam desligados...mas nesse caso era preferível lá não estarem.
Para terminar esta “sessão” de placas: ontem, sexta-feira, às cinco da manhã, três “jovens heróis” da nossa noite, resolveram vandalizar, destruindo, uns placares que se encontravam à entrada da nossa vila (estilo Rota dos Vinhos do Alentejo...), no sentido de quem tem acesso vindo dos lados do Alcórrego. Disse-me quem viu, que ainda teve vontade de pegar na espingarda e dar dois ou três tiros de intimidação (Para o ar?). Porque esta pessoa que presenciou o acto me identificou os indivíduos com nomes e tudo, e para que não recaiam suspeitas erradas, os “anormais” em causa não pertence a nenhuma minoria étnica e são residentes em Avis...
Mas voltando às ditas: penso que faria todo o sentido a colocação de uma placa sinalizadora de aproximação de escola/crianças, aí por perto talvez da barbearia do Mestre Orlando. Isto porque quem desce a R. António José Almeida no sentido Jardim do Mestre/Largo dos Correios, se não for de cá, apenas se apercebe da dita escola já em frente da mesma. É certo que está lá uma passadeira e uma placa indicadora de passagem de peões, mas até esta está “encostada” à passadeira e não a alguma distância. É certo que se transitasse aos 30 Km regulamentares dentro da vila, era uma coisa, mas todos sabemos que isso é apenas teoria.
Junto à referida escola da “Primária”, e num sítio onde passam diariamente em tempo de aulas, dezenas de crianças existe uma placa da Região de Turismo de S. Mamede que tem os fios eléctricos à mostra e em condições de qualquer criança lhe mexer. A lâmpada que devia iluminar a placa há muito que está fundida. Alguém me dizia há dias que cada vez que ali passa “ mete os fios para dentro, para não lhe tocarem”. É um perigo, a não ser que estejam desligados...mas nesse caso era preferível lá não estarem.
Para terminar esta “sessão” de placas: ontem, sexta-feira, às cinco da manhã, três “jovens heróis” da nossa noite, resolveram vandalizar, destruindo, uns placares que se encontravam à entrada da nossa vila (estilo Rota dos Vinhos do Alentejo...), no sentido de quem tem acesso vindo dos lados do Alcórrego. Disse-me quem viu, que ainda teve vontade de pegar na espingarda e dar dois ou três tiros de intimidação (Para o ar?). Porque esta pessoa que presenciou o acto me identificou os indivíduos com nomes e tudo, e para que não recaiam suspeitas erradas, os “anormais” em causa não pertence a nenhuma minoria étnica e são residentes em Avis...
sexta-feira, 12 de agosto de 2005
MOMENTO DE POESIA
A poesia que vos vou transcrever pertence a um autor desconhecido. Como sabemos, a língua portuguesa por vezes é traiçoeira e receoso de que as quadras que ides ler possa ferir susceptibilidades mais sensíveis, começarei por vos relembrar o que é um CUME. Segundo o Dicionário de Português, 4ª Edição da Porto Editora. Ldª, a páginas 410 diz assim: CUME, s.m. A parte mais elevada; cimo; alto; topo; coruto ou coruta; fig. Auge; apogeu. (lat. Culmen).
Dada esta explicação espero que desfrutem estes simples versos, que vieram acidentalmente parar a minhas mãos, com tanta alegria quanto eu desfrutei. Se forem lidos em voz alta e apressadamente ainda soarão melhor ao ouvido....
POESIA DO CUME
I
No alto daquela serra
Semeei uma roseira
O mato no CUME arde
A rosa no CUME cheira!
II
Quando cai a chuva grossa
A água do CUME desce
O orvalho no CUME brilha
O mato no CUME cresce
III
Mas logo que a chuva cessa
Ao CUME volta a alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no CUME ardia
IV
E quando chega o Verão
E tudo no CUME seca
O vento o CUME limpa
E o CUME fica careca
V
Ao subir a linda serra
Vê-se o CUME aparecendo
Mas começando a descer
O CUME se vai escondendo
VI
Quando cai a chuva fria
Salpicos no CUME caem
Abelhas no CUME picam
Lagartos do CUME saem
VII
À hora crepuscular
Tudo no CUME escurece
Pirilampos no CUME brilham
E a Lua no CUME aparece
VIII
E quando vem o Inverno
A neve no CUME cai
O CUME fica tapado
E ninguém ao CUME vai
IX
Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do CUME cai
E todos ao CUME vão
(Temos que confessar que pelo menos é deveras imaginativo. Parabéns ao seu autor)
Dada esta explicação espero que desfrutem estes simples versos, que vieram acidentalmente parar a minhas mãos, com tanta alegria quanto eu desfrutei. Se forem lidos em voz alta e apressadamente ainda soarão melhor ao ouvido....
POESIA DO CUME
I
No alto daquela serra
Semeei uma roseira
O mato no CUME arde
A rosa no CUME cheira!
II
Quando cai a chuva grossa
A água do CUME desce
O orvalho no CUME brilha
O mato no CUME cresce
III
Mas logo que a chuva cessa
Ao CUME volta a alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no CUME ardia
IV
E quando chega o Verão
E tudo no CUME seca
O vento o CUME limpa
E o CUME fica careca
V
Ao subir a linda serra
Vê-se o CUME aparecendo
Mas começando a descer
O CUME se vai escondendo
VI
Quando cai a chuva fria
Salpicos no CUME caem
Abelhas no CUME picam
Lagartos do CUME saem
VII
À hora crepuscular
Tudo no CUME escurece
Pirilampos no CUME brilham
E a Lua no CUME aparece
VIII
E quando vem o Inverno
A neve no CUME cai
O CUME fica tapado
E ninguém ao CUME vai
IX
Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do CUME cai
E todos ao CUME vão
(Temos que confessar que pelo menos é deveras imaginativo. Parabéns ao seu autor)
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
CNF=Conversas de Café=Conversas não Confirmadas
- Então já sabes quem é que cá vem actuar para a Feira de Setembro?
- Parece que vem a Mafalda Arnaut, os Xutos e Pontapés..
- Outra vez?
- Pois pá, mais Os Anjos e mais....
Tive que sair do café porque estava quase a chover e eu não tinha chapéu de chuva.
Que raio de azar o meu que nunca oiço as conversas até ao fim!
- Parece que vem a Mafalda Arnaut, os Xutos e Pontapés..
- Outra vez?
- Pois pá, mais Os Anjos e mais....
Tive que sair do café porque estava quase a chover e eu não tinha chapéu de chuva.
Que raio de azar o meu que nunca oiço as conversas até ao fim!
CNF=Conversas No Café=Conversas Não Confirmadas
Dois elementos de um dos Partidos Sufragáveis nas próximas Autárquicas em Avis dialogavam no café:
- Então já temos as listas completas cá na freguesia de Avis?
- Não, pá, ainda não temos a lista toda.
- E já falaram com aquela que a gente sabe?
- Já, mas ela disse que este ano não pode fazer parte da lista porque a filha está quase a acabar o curso e depois tem que ver se a “encaixa” na Câmara...
- O quê? Disse isso a ....
... Eu estava de saída e acabei por não ouvir o nome nem saber quem é que não podia fazer parte da lista de um Partido Sufragável em Avis, só porque quer “encaixar” a filha na Câmara.
- Então já temos as listas completas cá na freguesia de Avis?
- Não, pá, ainda não temos a lista toda.
- E já falaram com aquela que a gente sabe?
- Já, mas ela disse que este ano não pode fazer parte da lista porque a filha está quase a acabar o curso e depois tem que ver se a “encaixa” na Câmara...
- O quê? Disse isso a ....
... Eu estava de saída e acabei por não ouvir o nome nem saber quem é que não podia fazer parte da lista de um Partido Sufragável em Avis, só porque quer “encaixar” a filha na Câmara.
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
PASSAGENS DE MENOS E PLACAS DE MAIS....
Com a reabertura do estabelecimento de Apostas Mútuas Desportivas em Avis, as ruas que lhe dão acesso são cada vez mais atravessadas...sem segurança. Ora acontece que não existe ali nenhuma passagem de peões, o que me parece seria de todo o interesse existir, nomeadamente no cruzamento da Rua Machado dos Santos com a Rua 1º de Maio, junto à Caixa Geral de Depósitos. Dir-me-ão que o trânsito não é tanto que não se possa esperar um minuto para que se possa atravessar sem perigo de atropelamento. Mas se calhar tal já não será a opinião de pessoas como o Mestre Orlando que diariamente ali tem que passar. De mais a mais já ali existiu uma passagem de peões devidamente assinalada no pavimento. Após um dos melhoramentos da via, apenas ficou o alcatrão, as “riscas” foram-se e não voltaram.
O que continua lá a mais é a placa sinalizadora dos pontos de interesse da vila. Obviamente que faz falta, mas não no local e com a altura que tem. Na passada segunda feira foi a minha vez de lá bater com a cabeça. Do embate ficou um galo e uns óculos torcidos, que não chegaram a quebrar. Que eu saiba já fui o quarto a bater-lhe, sendo que o caso mais grave terá sido do ex-gerente da Caixa Geral de Depósitos, Sr. Victor que teve de ser soturado no Centro de Saúde de Avis.
Até quando?
O que continua lá a mais é a placa sinalizadora dos pontos de interesse da vila. Obviamente que faz falta, mas não no local e com a altura que tem. Na passada segunda feira foi a minha vez de lá bater com a cabeça. Do embate ficou um galo e uns óculos torcidos, que não chegaram a quebrar. Que eu saiba já fui o quarto a bater-lhe, sendo que o caso mais grave terá sido do ex-gerente da Caixa Geral de Depósitos, Sr. Victor que teve de ser soturado no Centro de Saúde de Avis.
Até quando?
sábado, 6 de agosto de 2005
CONTO: "UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADES POLÍTICAS" - CONCLUSÃO
- Meus vizinhos e vizinhas. O que acabámos de ouvir não foi mais do que as sensibilidades de quatro pessoas boas que querem o bem da sua terra, que querem o bem da nossa gente. Cada um por si tem influências tão grandes que poderão, em conjugação de esforços mudar a nossa forma de vida. Mas reparai: se tivermos casas novas, não aprenderemos a ler e a escrever. Se tivermos mais vacas a dar leite teremos mais hipótese de apanhar a febre da malta porque continuaremos sem médico na nossa aldeia. Eu proponho: porque não avançar com um outro nome entre os presentes e estes quatro Paredenses ficarem como secretários ou tesoureiros da nossa Junta?
...................................................................................
FIM
AVIS, 27 DE JULHO DE 2004
...................................................................................
“ Acta nº 17/97 : Aos 4/12/97 tomou posse como Presidente da Junta de Freguesia de Paredes da Ribeira Seca, Francisco Silva Esperto secretariado por Dr. Manuel..., e por Samuel.....; Tesoureira Ana...e Professor Malaquias... como Tesoureiro suplente”
FIM
AVIS, 27 DE JULHO DE 2004
AVIS SOB UM MANTO DE FUMO
Desde o início da noite ( das 21 horas de sexta e até agora, 1,30 da manhã de sábado) que um manto de fumo cobre Avis. À primeira vista quem olhar para a muralha fica com a sensação de que se trata de um denso nevoeiro. No entanto o cheiro a queimado não deixa dúvidas : existe fogo por perto. O cheiro introduziu-se pelas frinchas das portas e janelas fechadas, como que a querer alertar as mentes mais descuidadas de que o fogo é uma desgraça a nível nacional e que pode tocar a qualquer um e em qualquer altura. Lá fóra o ar está irrespirável, apesar de nos encontrarmos a distância do foco de incêndio que confesso desconhecer. O que será nas suas imediações? Aqui fica a minha solidariedade para todos aqueles que abnegadamente combatem esta praga que a pouco e pouco vai transformando Portugal num enorme brasido e que num futuro não muito distante virará semidesértico. Para os Bombeiros, populares, militares e às famílias atingidas renovo a minha solidariedade.
Enquanto isto, mais altos responsáveis políticos a nível nacional, continuam de férias como se nada de catastrófico se passasse no seu país ( ou este não será o seu país?).
Por coisas menos graves houve quem cancelasse viagens de estado, quanto mais férias...
Enquanto isto, mais altos responsáveis políticos a nível nacional, continuam de férias como se nada de catastrófico se passasse no seu país ( ou este não será o seu país?).
Por coisas menos graves houve quem cancelasse viagens de estado, quanto mais férias...
sexta-feira, 5 de agosto de 2005
CONTO: " UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADES POLÍTICAS" - PARTE 5
- Como sabem eu sou uma mulher de poucas palavras: “pão, pão, queijo, queijo” é o meu lema, na vida e na venda. Temos que arranjar mais vacas leiteiras para a nossa terra. Se assim não fôr, como podereis continuar a comprar a broa e o chouriço para o caldo verde? E a pouca produção leiteira torna tudo mais difícil, não se esqueçam que vai aumentar o quinhão com que eu fico para repartir com a Central Leiteira do Norte. Quando eu fôr Presidente tenho influências suficientes no IFADAP, para arranjarem dinheiro a juros bonificados para comprarem mais vacas. O futuro está em mim e nas vossas vacas. Se não fosse cá por coisas diria que sou tão importante para vós como as vossas vacas. Tenho dito!
Acabados o último aplauso da sessão, olhei para os meus apontamentos, enchi-me de coragem e disse:
(CONCLUI-SE AMANHÃ)
Anotei : a Ana da venda quer mais vacas a produzir leite e entre parêntesis (ou quererá mais lucros na sua venda e na parte que cobra pelas recolhas ?).
Acabados o último aplauso da sessão, olhei para os meus apontamentos, enchi-me de coragem e disse:
(CONCLUI-SE AMANHÃ)
CONTO : " UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADES POLÍTICAS" - PARTE 4
- Meus caros eleitores: a situação é de tal modo grave e melindrosa que a grande maioria de vós que aqui estais, nem sabeis fazer uma cruz condigna num boletim de voto. Sabeis? Claro que não. E porquê? Porque ninguém vos iluminou com a sapiência da escrita. Comigo na Presidência, cada Paredense será um muro de sabedoria e eu serei o vosso explicador particular! Tenho influências pessoais para pôr aqui uma casa de explicações, donde brote a sabedoria que vós ignorais! Percebestes?
A Maria Pileca olhou para mim e sussurrou-me : “ Xico Esperto, perceber não percebi, mas lá que ele falou bem, falou”. Enquanto as palmas ecoavam pelo enorme salão anotei:
Finalmente discursou a Ana da venda, mulher de poucas palavras :
(CONTINUA AMANHÃ)
A Maria Pileca olhou para mim e sussurrou-me : “ Xico Esperto, perceber não percebi, mas lá que ele falou bem, falou”. Enquanto as palmas ecoavam pelo enorme salão anotei:
O Professor quer mais ensino e acrescentei entre parêntesis ( à custa de explicações dadas por ele e pagas pelos Paredenses).
Finalmente discursou a Ana da venda, mulher de poucas palavras :
(CONTINUA AMANHÃ)
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
CONTO : "UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADES POLÍTICAS" - PARTE 3
- Certamente que acreditarão que me deu mais trabalho a escrever estas simples palavras que vos vou ler, do que a executar os planos que tenho em mente. Quem é que ainda não reparou no estado lastimoso das nossas estradas? Estradas, não, caminhos e de vacas. Ainda há dias a Ti Maria Pileca me pediu ajuda porque a vaca da filha estava atolada ali ao fundo da Rua do Meio. Não fosse a minha camioneta e não teríamos conseguido tirá-la de lá. Eu não sou mentiroso : não é verdade ti Maria Pileca?
Reparei na Ti Maria que abanava a cabeça que sim, enquanto a filha deitava uns olhos algo comprometedores para o Samuel empreiteiro. Este continuava:
- E as vossas casas? Quase todas a cair. Quando eu ganhar as eleições para Presidente tenho influências suficientes para arranjarem empréstimos bancários para que todos tenham as vossas próprias casinhas, além, claro, de estrada nova para a sede do concelho e ruas arranjadas. E mais, do meu próprio bolso arranjarei a viga da Santa Igreja que já está podre.
A assistência brindou o orador com uma enorme salva de palmas, enquanto o Sr. Padre Bento disse não muito alto mas perceptível no sítio onde eu me encontrava um “Amen” de esperança. Sublinhei no meu caderninho:
( CONTINUA AMANHÃ)
Reparei na Ti Maria que abanava a cabeça que sim, enquanto a filha deitava uns olhos algo comprometedores para o Samuel empreiteiro. Este continuava:
- E as vossas casas? Quase todas a cair. Quando eu ganhar as eleições para Presidente tenho influências suficientes para arranjarem empréstimos bancários para que todos tenham as vossas próprias casinhas, além, claro, de estrada nova para a sede do concelho e ruas arranjadas. E mais, do meu próprio bolso arranjarei a viga da Santa Igreja que já está podre.
A assistência brindou o orador com uma enorme salva de palmas, enquanto o Sr. Padre Bento disse não muito alto mas perceptível no sítio onde eu me encontrava um “Amen” de esperança. Sublinhei no meu caderninho:
o Samuel empreiteiro quer mais casas e estradas novas ( ou quererá aumentar o seu negócio de construção civil?).O Professor Malaquias era um letrado, um iluminado pelo dote oratório e assim foi rápido e directo ao assunto:
( CONTINUA AMANHÃ)
terça-feira, 2 de agosto de 2005
CONTO: " UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADES POLÍTICAS" - PARTE 2
- Antes de tomar a decisão de me candidatar ao cargo de Presidente da Junta de Freguesia de Paredes da Ribeira Seca, estudei muito bem as necessidades da nossa terra. O que mais me preocupa é o estado de saúde da nossa população, cada vez mais envelhecida, cada vez mais a precisar de ajuda médica. As minhas influências pessoais permitem-me garantir a todos os Paredenses Secos que se fôr eleito Presidente, passará a vir diariamente à nossa freguesia um médico de família para nos acudir nas nossas doenças. Certamente que nenhum de vós será insensível ao grave problema que é a falta de assistência médica a que o Governo central nos obriga. Comigo vai haver mudança! Vacinas e remédios para todos, já!
A assistência irrompeu num farto aplauso, enquanto eu, tomei umas notas num caderninho que levava, tendo sublinhado o seguinte, que era afinal a ideia forte deste candidato:
A seguir e de acordo com a tal ordem previamente sorteada leu o seu discurso o empreiteiro Samuel, homem de pouco à vontade no falar de improviso, razão pela qual trazia o seu discurso alinhavado no verso de um orçamento que fizera há pouco. E leu assim:
(CONTINUA AMANHÃ)
A assistência irrompeu num farto aplauso, enquanto eu, tomei umas notas num caderninho que levava, tendo sublinhado o seguinte, que era afinal a ideia forte deste candidato:
O Dr. Manuel da farmácia quer mais consultas médicas. Entre parêntesis escrevi: (ou quererá vender mais remédios?).
A seguir e de acordo com a tal ordem previamente sorteada leu o seu discurso o empreiteiro Samuel, homem de pouco à vontade no falar de improviso, razão pela qual trazia o seu discurso alinhavado no verso de um orçamento que fizera há pouco. E leu assim:
(CONTINUA AMANHÃ)
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
CONTO : "UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDAES POLÍTICAS"
Com o aproximar das eleições Autárquicas, em que todas as semanas nos vão “atirando” com candidatos salvadores das nossas Freguesias e Câmaras, lembrei-me que em Julho de 2004 escrevi um Texto/Conto que de algum modo poderá ter interesse em ser agora e aqui transcrito. Foi tão somente o desafio a um tema lançado pelo Município do Redondo e confesso que com este texto/conto não ganhei qualquer prémio. Por acaso ganhei com outro, mas este é o que considero mais pertinente para esta ocasião. No entanto, penso igualmente que um blogue não deve ser uma coisa demasiado massuda, deve ser “levezinho” de se ler. Por isso dividi o conto em seis partes e irei durante esta semana apresentar diariamente uma parte desse texto. Se não acharem interesse, não me desanimará pois tal foi já a opinião do júri que o analisou o ano passado. No entanto, gostaria de poder contar com a vossa opinião, via e-mail. Vamos pois à 1ª parte do conto, deixando desde já a chamada de atenção de que se trata de pura ficção e que qualquer semelhança com lugares, factos ou pessoas é pura coincidência. O tema proposto para concurso era "Sensibilidades".
TÍTULO : UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADES POLÍTICAS
Pseudónimo : XICO ESPERTO
As eleições para a Junta de Freguesia aproximavam-se a passos largos. Fartos de sermos enganados em sucessivos mandatos anteriores, resolvemos em Paredes da Ribeira Seca, organizar um comício com a presença de todos os candidatos à Junta. A hora aprazada foi a das oito da noite, o que, por ser Inverno, nos permitia já ter àquela hora feito a ordenha e a entrega do leite das vacas no respectivo posto de recolha. O jantar, invariavelmente composto de caldo verde das hortas, acompanhado com broa e rodelas de chouriço caseiro, também já tinha sido deglutido, pelo que se esperava que a Casa do Povo fosse demasiado pequena para albergar algumas das cerca de setecentas almas do povoado. É sabido que a estas coisas poucos aparecem, mesmo tratando-se dos seus interesses futuros, mas a realidade é que ainda assim por volta das oito e meia da noite estavam cerca de duzentas pessoas que enchiam por completo a Casa do Povo, tendo tido mesmo necessidade de ocuparem a parte habitualmente utilizada nos casamentos. Até o Sr. Padre Bento esteve presente.
Eram quatro os candidatos ao cargo de Presidente da Junta : o Dr. Manuel da Farmácia, o Professor Malaquias, o empreiteiro Samuel e a Ana da venda, que era onde se situava o posto de recolha do leite das vacas da nossa terra. Como se verá a seguir todos tinham sensibilidades diferentes perante as necessidades de uma mesma terra e uma mesma gente. O primeiro a falar, ou a “botar discurso” como nós costumávamos dizer foi o Dr. Manuel da Farmácia, não por ser Doutor, foi só porque calhou assim no sorteio efectuado anteriormente. Falou e disse:
(Continua amanhã...)
TÍTULO : UMA QUESTÃO DE SENSIBILIDADES POLÍTICAS
Pseudónimo : XICO ESPERTO
As eleições para a Junta de Freguesia aproximavam-se a passos largos. Fartos de sermos enganados em sucessivos mandatos anteriores, resolvemos em Paredes da Ribeira Seca, organizar um comício com a presença de todos os candidatos à Junta. A hora aprazada foi a das oito da noite, o que, por ser Inverno, nos permitia já ter àquela hora feito a ordenha e a entrega do leite das vacas no respectivo posto de recolha. O jantar, invariavelmente composto de caldo verde das hortas, acompanhado com broa e rodelas de chouriço caseiro, também já tinha sido deglutido, pelo que se esperava que a Casa do Povo fosse demasiado pequena para albergar algumas das cerca de setecentas almas do povoado. É sabido que a estas coisas poucos aparecem, mesmo tratando-se dos seus interesses futuros, mas a realidade é que ainda assim por volta das oito e meia da noite estavam cerca de duzentas pessoas que enchiam por completo a Casa do Povo, tendo tido mesmo necessidade de ocuparem a parte habitualmente utilizada nos casamentos. Até o Sr. Padre Bento esteve presente.
Eram quatro os candidatos ao cargo de Presidente da Junta : o Dr. Manuel da Farmácia, o Professor Malaquias, o empreiteiro Samuel e a Ana da venda, que era onde se situava o posto de recolha do leite das vacas da nossa terra. Como se verá a seguir todos tinham sensibilidades diferentes perante as necessidades de uma mesma terra e uma mesma gente. O primeiro a falar, ou a “botar discurso” como nós costumávamos dizer foi o Dr. Manuel da Farmácia, não por ser Doutor, foi só porque calhou assim no sorteio efectuado anteriormente. Falou e disse:
(Continua amanhã...)
sábado, 30 de julho de 2005
NOVO FENÓMENO NA ALBUFEIRA DO MARANHÃO!
A história já a havia ouvido contar há tempos, na barbearia do Mestre Orlando. De tão caricata, pareceu-me demasiado evidente ser mentira, pelo que pura e simplesmente a esqueci. Ontem, sexta-feira, encontrei o protagonista da mesma e de repente a história veio-me à memória. E ele confirmou-me ser verdade. Então o que se discutia na barbearia era que o Tonho da Cabra teria apanhado um barbo, aqui no Maranhão, com um preservativo enfiado na cabeça! Eu próprio disse ao Mestre Orlando que “se calhar não era bem assim, mas que outras coisas poderiam ser mais impossíveis...”
Pois ontem eis que encontro o Tonho da Cabra e zás, passo ao ataque:
- Ó Tonho, então é verdade que apanhaste um barbo com um preservativo enfiado na cabeça?
- É verdade sim senhor, e era um belo barbo...
Por minha conta e risco passei a admitir que dado o tamanho do barbo indicado pelo pescador, o preservativo deveria ser de tamanho XXXL, e que possivelmente teria algum novo sabor, nada de banana, morango ou Licor Beirão, mas assim a dar para o sabor a engodo...
O que o Tonho não me disse foi a quem é que vendeu o referido barbo, mas isso agora também interessa pouco.
Ainda dizem que o Entroncamento é que é a terra dos fenómenos. E nós, senhores, e nós? Já não nos bastava o cação se não agora o Barbo Preservativado...
Pois ontem eis que encontro o Tonho da Cabra e zás, passo ao ataque:
- Ó Tonho, então é verdade que apanhaste um barbo com um preservativo enfiado na cabeça?
- É verdade sim senhor, e era um belo barbo...
Por minha conta e risco passei a admitir que dado o tamanho do barbo indicado pelo pescador, o preservativo deveria ser de tamanho XXXL, e que possivelmente teria algum novo sabor, nada de banana, morango ou Licor Beirão, mas assim a dar para o sabor a engodo...
O que o Tonho não me disse foi a quem é que vendeu o referido barbo, mas isso agora também interessa pouco.
Ainda dizem que o Entroncamento é que é a terra dos fenómenos. E nós, senhores, e nós? Já não nos bastava o cação se não agora o Barbo Preservativado...
quinta-feira, 28 de julho de 2005
PARABÉNS E PARABÉNS!
É muito gratificante poder dar os parabéns. E hoje tenho dois “parabéns” para dar:
PARABÉNS Nº 1
À Câmara Municipal de Avis, por ter feito chegar às nossas caixas do correio a Agenda Municipal do mês de Agosto atempadamente. Hoje, dia 28 de Julho já cá estava. Assim, sim. Quatro das nossas freguesias vão estar em festa. E aqui vou ter que resolver um problema: no dia 13 de Agosto, sábado, gostava muito de ver a Ginna no Maranhão, mas não quero perder o Chico Moreno em Figueira e Barros. Como é que irei resolver este dilema? E logo no dia 27 não há festas!
Agora só espero é que esta situação da chegada a tempo e horas da Agenda se mantenha até Outubro e...depois de Outubro!
PARABÉNS Nº 2
Á 3 em 1 e Compª que finalmente abriu as suas portas ao público. Claro que já lá fui. Confesso que ia um pouco curioso e um pouco nervoso. Ao entrar senti a estranha sensação de que iria encontrar a figura característica que foi o Sr. Pedro e até encontrar por ventura o Xico Manaças a arrumar-lhe mais um carapulo de vinho vazado de uma garrafa de plástico metida no frigorífico, enquanto batia com a mão no peito, e descascava uns amendoins,qual Tarzan. Essa sensação desfez-se logo que ultrapassei o limiar da porta. Gostei sinceramente da decoração e acho o espaço acolhedor. Razão tínhamos quando nos insurgíamos pela demora na sua abertura. Agora os jogadores de Avis e não só, já podem tentar aqui a sua sorte, apesar do capitalismo ser aquele bicho execrável que todos nós sabemos....
Desejo as maiores venturas aos sócios desta casa, que penso terá tudo para ter sucesso, e mantenham as sopas de beldroegas que eu gosto tanto!
Apenas um reparo que nada tem a ver com a gerência referida: hoje o trânsito esteve caótico nas imediações do 3 em 1 e Compª. Apostadores houve, e foram vários, que estacionaram os carros em frente da Casa Rodrigues, dificultando a passagem de quem quisesse virar para o lado da GNR, vindo dos lados da Casa do Benfica, e vice-versa.
À atenção da nossa GNR!
PARABÉNS Nº 1
À Câmara Municipal de Avis, por ter feito chegar às nossas caixas do correio a Agenda Municipal do mês de Agosto atempadamente. Hoje, dia 28 de Julho já cá estava. Assim, sim. Quatro das nossas freguesias vão estar em festa. E aqui vou ter que resolver um problema: no dia 13 de Agosto, sábado, gostava muito de ver a Ginna no Maranhão, mas não quero perder o Chico Moreno em Figueira e Barros. Como é que irei resolver este dilema? E logo no dia 27 não há festas!
Agora só espero é que esta situação da chegada a tempo e horas da Agenda se mantenha até Outubro e...depois de Outubro!
PARABÉNS Nº 2
Á 3 em 1 e Compª que finalmente abriu as suas portas ao público. Claro que já lá fui. Confesso que ia um pouco curioso e um pouco nervoso. Ao entrar senti a estranha sensação de que iria encontrar a figura característica que foi o Sr. Pedro e até encontrar por ventura o Xico Manaças a arrumar-lhe mais um carapulo de vinho vazado de uma garrafa de plástico metida no frigorífico, enquanto batia com a mão no peito, e descascava uns amendoins,qual Tarzan. Essa sensação desfez-se logo que ultrapassei o limiar da porta. Gostei sinceramente da decoração e acho o espaço acolhedor. Razão tínhamos quando nos insurgíamos pela demora na sua abertura. Agora os jogadores de Avis e não só, já podem tentar aqui a sua sorte, apesar do capitalismo ser aquele bicho execrável que todos nós sabemos....
Desejo as maiores venturas aos sócios desta casa, que penso terá tudo para ter sucesso, e mantenham as sopas de beldroegas que eu gosto tanto!
Apenas um reparo que nada tem a ver com a gerência referida: hoje o trânsito esteve caótico nas imediações do 3 em 1 e Compª. Apostadores houve, e foram vários, que estacionaram os carros em frente da Casa Rodrigues, dificultando a passagem de quem quisesse virar para o lado da GNR, vindo dos lados da Casa do Benfica, e vice-versa.
À atenção da nossa GNR!
segunda-feira, 25 de julho de 2005
O CONTRATO DE MÁRIO SOARES
DO CASTELO” teve acesso a um documento ultra-secreto que desvenda o mistério porque é que o Mário Soares ainda não assinou contrato com o P.S. por cinco anos presidenciais, eventualmente renováveis por novo contrato de mais cinco anos. É que o empresário de Mário Soares ( José Sócrates)está a negociar com o empresário de Jorge Sampaio ( que por acaso também é o José Sócrates) um acordo segundo o qual, Jorge Sampaio se compromete a candidatar-se a Presidente da República quando terminar o futuro segundo mandato da segunda Presidência de Mário Soares, ou seja em 2 016. No contrato final, a assinar entre o Partido Socialista, Mário Soares e Jorge Sampaio, ficará igualmente assegurado que no final do segundo mandato da segunda presidência de Jorge Sampaio, Mário Soares será de novo candidato e de novo presidente, ou seja em 2 026.
“DO CASTELO” sabe igualmente que um dos grandes sonhos de Mário Soares é a sua entrada para o Guinness Book of Records. Já o tentou quando dava conferências de imprensa em Francês com son ami Miterrand! O mundo, o incompreensível mundo, nunca o considerou como sendo o melhor Presidente da República, não francês, a falar aquela língua. Mais: é que o mundo cruel nem o considerou o pior...
Assim, e feitas as contas, em 2026 Mário Soares ao tomar posse da sua terceira presidência, contará a invejável idade de 101 anos. Ora não me digam que, sendo assim, não tem entrada directa no Guinness, como o mais velho presidente da República a tomar posse, desde a época dos dinossauros.Se tal não acontecer, certamente que o conseguirá em 2 036, no terminus do mandato!
A não ser que haja por aí algum Abexim desconhecido....
“DO CASTELO” sabe igualmente que um dos grandes sonhos de Mário Soares é a sua entrada para o Guinness Book of Records. Já o tentou quando dava conferências de imprensa em Francês com son ami Miterrand! O mundo, o incompreensível mundo, nunca o considerou como sendo o melhor Presidente da República, não francês, a falar aquela língua. Mais: é que o mundo cruel nem o considerou o pior...
Assim, e feitas as contas, em 2026 Mário Soares ao tomar posse da sua terceira presidência, contará a invejável idade de 101 anos. Ora não me digam que, sendo assim, não tem entrada directa no Guinness, como o mais velho presidente da República a tomar posse, desde a época dos dinossauros.Se tal não acontecer, certamente que o conseguirá em 2 036, no terminus do mandato!
A não ser que haja por aí algum Abexim desconhecido....
domingo, 24 de julho de 2005
UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA SOCIAL
Hoje o meu passeio matinal corria a 100% perfeito, dada a bela manhã fresquinha que tem estado. Mas há sempre qualquer coisa que nos desgosta...
Eu passo a contar. Quando percorria o perímetro do espaço dos mercados, detectei no chão um papel verde que me pareceu um recibo da água. Por curiosidade apanhei-o e verifiquei algo que me deixou a pensar alto e sozinho. O referido recibo indicava que, agora já em plena época de seca, o consumo de água de um determinado agregado familiar tinha sido de 0 (ZERO) metros cúbicos. Ora vamos lá raciocinar um pouco: por muitas medidas de austeridade que se instalem em cada lar, no sentido de poupar água, como é aliás obrigação de cada um de nós, nunca se consegue gastar ZERO metros cúbicos. E o recibo em questão refere-se a um agregado familiar, não é de nenhum idoso que viva só; é de alguém que aufere rendimentos acima da média, não é de ninguém com rendimentos mínimos. A conclusão primeira que tirei é de que o contador se encontra avariado, não fazendo assim a leitura da água consumida. Dir-me-ão: se calhar têm algum furo e não gastam água da rede, ao que eu contraponho: as pessoas em questão se tal acontecesse, nem sequer pagariam o aluguer do contador e as respectivas taxas de Resíduos e Saneamento.
Parece pois haver Munícipes de primeira e Munícipes dos outros aqui por Avis. Os Serviços do Município responsáveis pelo pagamento dos recibos, deveriam dar uma vista de olhos por estes casos, pois certamente este não será o único. Afinal de contas é até uma questão de Justiça Social !!!.
Ou será que os controladores das nossas águas ainda acreditam no Pai Natal?
Ah! Eu pago a água que efectivamente gasto!
Eu passo a contar. Quando percorria o perímetro do espaço dos mercados, detectei no chão um papel verde que me pareceu um recibo da água. Por curiosidade apanhei-o e verifiquei algo que me deixou a pensar alto e sozinho. O referido recibo indicava que, agora já em plena época de seca, o consumo de água de um determinado agregado familiar tinha sido de 0 (ZERO) metros cúbicos. Ora vamos lá raciocinar um pouco: por muitas medidas de austeridade que se instalem em cada lar, no sentido de poupar água, como é aliás obrigação de cada um de nós, nunca se consegue gastar ZERO metros cúbicos. E o recibo em questão refere-se a um agregado familiar, não é de nenhum idoso que viva só; é de alguém que aufere rendimentos acima da média, não é de ninguém com rendimentos mínimos. A conclusão primeira que tirei é de que o contador se encontra avariado, não fazendo assim a leitura da água consumida. Dir-me-ão: se calhar têm algum furo e não gastam água da rede, ao que eu contraponho: as pessoas em questão se tal acontecesse, nem sequer pagariam o aluguer do contador e as respectivas taxas de Resíduos e Saneamento.
Parece pois haver Munícipes de primeira e Munícipes dos outros aqui por Avis. Os Serviços do Município responsáveis pelo pagamento dos recibos, deveriam dar uma vista de olhos por estes casos, pois certamente este não será o único. Afinal de contas é até uma questão de Justiça Social !!!.
Ou será que os controladores das nossas águas ainda acreditam no Pai Natal?
Ah! Eu pago a água que efectivamente gasto!
sábado, 23 de julho de 2005
HOJE VAMOS FALAR DE MATEMÁTICA
PRIMEIRO QUE TUDO CORRIGIR UMA INJUSTIÇA:
No passado dia 27 de Junho informei que uma “embaixada” de matemáticos de Avis tinha ido até terras algarvias mostrar os seus dotes. Indiquei os nomes e depois alguém me alertou para o facto da lista não estar completa o “que era uma injustiça”. Concordei e pedi a essa pessoa que me desse a lista completa. Como até agora nada me disse indaguei de novo e aqui fica a devida correcção e o meu pedido de desculpas, mas a informação primeira foi a que me foi dada por alguém que foi ao Algarve. Assim, rectificando, pedindo desculpas e fazendo a devida justiça, aos nomes por mim indicados há a acrescentar o nome da HELENA CALHAU, do ex-6º ano, Turma B.
DEPOIS VAMOS FAZER UMAS CONTAS:
Alarmado com o insucesso a nível nacional dos exames do 9º ano na disciplina de matemática e que foi de 70% de reprovações, a minha curiosidade levou-me a verificar como é que as coisas tinham corrido aqui pelo Agrupamento de Escolas Mestre de Avis. Então, passo a transcrever os números que apurei, relativos aos resultados dos exames da disciplina de matemática, 9º Ano:
Fizeram exame 30 alunos
Tiveram nota “1” = 12 alunos
Tiveram nota “2” = 15 alunos
Tiveram nota “3” = 2 alunos - INÊS CASIMIRO , do 9ºA e JOSÉ DUARTE, do 9ºB
Teve nota “4” = 1 aluno - ALBERTO MARTINS, do 9ºB
Quer isto dizer que a média de negativas a matemática no nosso Agrupamento de Escolas foi superior à média Nacional pois cifrou-se nos 90%. Dito por outras palavras: em cada 10 alunos que fizeram exame, só um é que passou a matemática.
Mas, em termos de passagem de ano, a Turma B passou toda, enquanto na A chumbaram 6 alunos, havendo a referir que 4 eram de “situações especiais”. Em termos de passagem de ano a média melhora significativamente: 80% de aprovações. Mas pergunto-me : e agora em novo estabelecimento de ensino, qual será a percentagem de aprovações? Como irão os alunos preparados para enfrentarem o 10º ano?
Reservo-me o direito de deixar à consideração de cada um de vós os comentários que lhes aprouverem, sem que para isso os vá influenciar. ( podem sempre dialogar comigo via e-mail)
E DEPOIS UM DESTAQUE PELA POSITIVA
Para terminar, e espero não estar a cometer nenhuma outra injustiça, o melhor aluno de toda a Escola Básica Integrada mestre de Avis, com a classificação de “5” a todas as disciplinas foi a INÊS MENDES PINTO, do 6º B, a quem DO CASTELO endereça os seus mais sinceros parabéns.
No passado dia 27 de Junho informei que uma “embaixada” de matemáticos de Avis tinha ido até terras algarvias mostrar os seus dotes. Indiquei os nomes e depois alguém me alertou para o facto da lista não estar completa o “que era uma injustiça”. Concordei e pedi a essa pessoa que me desse a lista completa. Como até agora nada me disse indaguei de novo e aqui fica a devida correcção e o meu pedido de desculpas, mas a informação primeira foi a que me foi dada por alguém que foi ao Algarve. Assim, rectificando, pedindo desculpas e fazendo a devida justiça, aos nomes por mim indicados há a acrescentar o nome da HELENA CALHAU, do ex-6º ano, Turma B.
DEPOIS VAMOS FAZER UMAS CONTAS:
Alarmado com o insucesso a nível nacional dos exames do 9º ano na disciplina de matemática e que foi de 70% de reprovações, a minha curiosidade levou-me a verificar como é que as coisas tinham corrido aqui pelo Agrupamento de Escolas Mestre de Avis. Então, passo a transcrever os números que apurei, relativos aos resultados dos exames da disciplina de matemática, 9º Ano:
Fizeram exame 30 alunos
Tiveram nota “1” = 12 alunos
Tiveram nota “2” = 15 alunos
Tiveram nota “3” = 2 alunos - INÊS CASIMIRO , do 9ºA e JOSÉ DUARTE, do 9ºB
Teve nota “4” = 1 aluno - ALBERTO MARTINS, do 9ºB
Quer isto dizer que a média de negativas a matemática no nosso Agrupamento de Escolas foi superior à média Nacional pois cifrou-se nos 90%. Dito por outras palavras: em cada 10 alunos que fizeram exame, só um é que passou a matemática.
Mas, em termos de passagem de ano, a Turma B passou toda, enquanto na A chumbaram 6 alunos, havendo a referir que 4 eram de “situações especiais”. Em termos de passagem de ano a média melhora significativamente: 80% de aprovações. Mas pergunto-me : e agora em novo estabelecimento de ensino, qual será a percentagem de aprovações? Como irão os alunos preparados para enfrentarem o 10º ano?
Reservo-me o direito de deixar à consideração de cada um de vós os comentários que lhes aprouverem, sem que para isso os vá influenciar. ( podem sempre dialogar comigo via e-mail)
E DEPOIS UM DESTAQUE PELA POSITIVA
Para terminar, e espero não estar a cometer nenhuma outra injustiça, o melhor aluno de toda a Escola Básica Integrada mestre de Avis, com a classificação de “5” a todas as disciplinas foi a INÊS MENDES PINTO, do 6º B, a quem DO CASTELO endereça os seus mais sinceros parabéns.
sexta-feira, 22 de julho de 2005
SAFEI-ME A UMA EMBOSCADA!
Ontem, quinta-feira, tive necessidade de ir a Abrantes. No sentido Ponte de Sôr-Abrantes e um bom bocado antes do cruzamento para os Foros do Arrão fizeram-me sinal de luzes, indicativo como sabemos da presença da polícia por perto. Eu que ia nos meus cem habituais, tirei o pé do acelerador, baixei para os noventa da ordem e lá fui atento para ver se encontrava os senhores polícias ou GNRs. Apercebi-me de uma viatura creme que estava aí uns bons 20 metros desviada da estrada e encostada a uma árvore lá estava a maquineta de filmar. Pareceu-me que a máquina estava disfarçada no meio de qualquer coisa que ao passar me pareceram tojos ou coisa assim.
Ao regressar tive o cuidado de parar no local e verifiquei que a árvore em causa era uma acácia que tinha sido podada, possivelmente para os ramos não caírem para cima da estrada e a máquina estava afinal disfarçada no meio da rama cortada. Fiquei fulo! Aquilo era uma autêntica emboscada. Aquilo era uma autêntica caça à multa e nada mais. De nada mais servia aquele elemento da Guarda ali a não ser para encher mais os cofres do Estado e ainda uma vez mais à custa dos condutores. E passo a explicar o porquê da minha indignação. Então é assim:
- Quem ali passasse a 120 ou 130 Km, não se apercebia da máquina e continuava à mesma velocidade, nada impedindo que mais à frente tivesse um acidente. O agente da autoridade estava “emboscado”, disfarçado, traiçoeiro. Não estava com o intuito de impedir nada, mas apenas de apanhar dinheiro de multas.
- Ora bem, então o que eu pergunto é o seguinte: se o dito Agente estivesse devidamente fardado e identificado na berma da estrada, em local bem visível, isso não seria motivo mais que suficiente para que quem fosse a conduzir tirasse imediatamente o pé do acelerador e passasse para velocidades mais moderadas? Eu não tenho dúvidas nenhumas de que quando vejo um agente na estrada instintivamente tiro o pé do acelerador. Mas também não tenho dúvidas nenhumas que se passar em excesso de velocidade por uma “máquina” que não veja, continuarei impávido e sereno a transgredir do mesmo modo como o vinha a fazer até passar pela bem disfarçada objectiva.
Contaram-me, ou eu imaginei, já nem sei, que em certos países colocam manequins de papelão fazendo lembrar autoridades da estrada em pontos estratégicos e bem visíveis das estradas para persuadir os condutores mais apressados a tirarem o pé do acelerador. Por cá em vez de “manequins” põem polícias a sério mas emboscados, como se estivessem numa missão no Afeganistão.
É de mais!
Ao regressar tive o cuidado de parar no local e verifiquei que a árvore em causa era uma acácia que tinha sido podada, possivelmente para os ramos não caírem para cima da estrada e a máquina estava afinal disfarçada no meio da rama cortada. Fiquei fulo! Aquilo era uma autêntica emboscada. Aquilo era uma autêntica caça à multa e nada mais. De nada mais servia aquele elemento da Guarda ali a não ser para encher mais os cofres do Estado e ainda uma vez mais à custa dos condutores. E passo a explicar o porquê da minha indignação. Então é assim:
- Quem ali passasse a 120 ou 130 Km, não se apercebia da máquina e continuava à mesma velocidade, nada impedindo que mais à frente tivesse um acidente. O agente da autoridade estava “emboscado”, disfarçado, traiçoeiro. Não estava com o intuito de impedir nada, mas apenas de apanhar dinheiro de multas.
- Ora bem, então o que eu pergunto é o seguinte: se o dito Agente estivesse devidamente fardado e identificado na berma da estrada, em local bem visível, isso não seria motivo mais que suficiente para que quem fosse a conduzir tirasse imediatamente o pé do acelerador e passasse para velocidades mais moderadas? Eu não tenho dúvidas nenhumas de que quando vejo um agente na estrada instintivamente tiro o pé do acelerador. Mas também não tenho dúvidas nenhumas que se passar em excesso de velocidade por uma “máquina” que não veja, continuarei impávido e sereno a transgredir do mesmo modo como o vinha a fazer até passar pela bem disfarçada objectiva.
Contaram-me, ou eu imaginei, já nem sei, que em certos países colocam manequins de papelão fazendo lembrar autoridades da estrada em pontos estratégicos e bem visíveis das estradas para persuadir os condutores mais apressados a tirarem o pé do acelerador. Por cá em vez de “manequins” põem polícias a sério mas emboscados, como se estivessem numa missão no Afeganistão.
É de mais!
segunda-feira, 18 de julho de 2005
CONVITE....ACEITE!
Recebemos o seguinte convite que reproduzimos na íntegra:
CONVITE
A ASSOCIAÇÃO GENTE E A ASSOCIAÇÃO AMIGOS DE AVIS TÊM O PRAZER DE VOS CONVIDAR PARA PARTICIPAR NUM CONVÍVIO MULTICULTURAL NO DIA 21 DE JULHO PELAS 21 H NO JARDIM PÚBLICO DE AVIS.
CONTAMOS COM A SUA PARTICIPAÇÃO.
Contacto : 242412154
Dado que o que está em causa é a integração dos imigrantes que connosco convivem, tal será uma espécie de moeda de troca com o que foi feito em alguns países e em algumas regiões com os nossos emigrantes. Parece-me assim de elogiar esta iniciativa que ao que sei contará com a presença de um preletor vindo de Portalegre e haverá uma troca de “culturas gastronómicas”.
CONVITE
A ASSOCIAÇÃO GENTE E A ASSOCIAÇÃO AMIGOS DE AVIS TÊM O PRAZER DE VOS CONVIDAR PARA PARTICIPAR NUM CONVÍVIO MULTICULTURAL NO DIA 21 DE JULHO PELAS 21 H NO JARDIM PÚBLICO DE AVIS.
CONTAMOS COM A SUA PARTICIPAÇÃO.
Contacto : 242412154
Dado que o que está em causa é a integração dos imigrantes que connosco convivem, tal será uma espécie de moeda de troca com o que foi feito em alguns países e em algumas regiões com os nossos emigrantes. Parece-me assim de elogiar esta iniciativa que ao que sei contará com a presença de um preletor vindo de Portalegre e haverá uma troca de “culturas gastronómicas”.
Vamos lá? Nem que seja para dizer mal...mas vamos lá!
sexta-feira, 15 de julho de 2005
AS GREVES E OS SERVIÇOS MÍNIMOS!
Nada como acontecerem-nos as coisas a nós para nos apercebermos do transtorno que por vezes as greves acarretam. Não vou discutir da justeza ou não das greves. O assunto é outro. Quando se diz, pelos ministérios e pelos sindicatos de que os serviços mínimos ficam assegurados é tudo mentira. Primeiro: afinal o que são serviços mínimos? Se eu estiver há seis meses à espera que chegue o dia que me marcaram para uma consulta de ortopedia por causa de umas dores que diariamente me afligem as costas e eu, ao fim desses seis meses de espera ,chegar ao Hospital e me disserem que por causa de uma greve não vai haver consulta e que por via disso tenho que esperar outros seis meses ou mais, eu concluo que a minha exigência de “serviço mínimo” não é o mesmo do ministério da Saúde ou do Sindicato. Certo? Então o que é afinal o serviço mínimo?
Será que hoje, dia 15 de Julho os Serviços mínimos do Hospital Distrital de Évora estiveram assegurados? De certeza que não, garanto-vos eu e se vos disserem que estiveram estão a mentir. Passo a explicar: tive necessidade de me socorrer daquele estabelecimento para um familiar com problemas cardíacos. Foi internado ontem às 23 horas e teve alta hoje às dez e meia da manhã. O doente em causa é diabético e reparem lá se isto é manter os serviços mínimos assegurados: durante toda a noite e até à hora da alta ( 10,30h da manhã), ninguém deu de comer ou beber fosse o que fosse a um doente que, por força da diabetes não deverá estar tanto tempo sem comer. Mais: o doente em causa esteve monitorizado . Pois à hora da alta tinha o monitor desligado e os eléctrodos colocados e não havia um enfermeiro que fizesse o favor ( Favor? Mas recebem o ordenado para quê?) de os tirar. Quem o fez foi uma médica que acidentalmente por ali passou. Nem uma carta para o médico de família lhe foi passada dizendo o que lhe tinham ou não tinham feito no Hospital. TRAZIA, ISSO SIM, UMA FRALDA ENCHARCADA EM URINA. SIMPLESMENTE REPUGNANTE!
Senhor Dr. Luís Guilherme, se os seu director de Serviço das urgências lhe disser que os serviços mínimos foram assegurados nesta greve, repito, isso É MENTIRA. JURO!
Será que hoje, dia 15 de Julho os Serviços mínimos do Hospital Distrital de Évora estiveram assegurados? De certeza que não, garanto-vos eu e se vos disserem que estiveram estão a mentir. Passo a explicar: tive necessidade de me socorrer daquele estabelecimento para um familiar com problemas cardíacos. Foi internado ontem às 23 horas e teve alta hoje às dez e meia da manhã. O doente em causa é diabético e reparem lá se isto é manter os serviços mínimos assegurados: durante toda a noite e até à hora da alta ( 10,30h da manhã), ninguém deu de comer ou beber fosse o que fosse a um doente que, por força da diabetes não deverá estar tanto tempo sem comer. Mais: o doente em causa esteve monitorizado . Pois à hora da alta tinha o monitor desligado e os eléctrodos colocados e não havia um enfermeiro que fizesse o favor ( Favor? Mas recebem o ordenado para quê?) de os tirar. Quem o fez foi uma médica que acidentalmente por ali passou. Nem uma carta para o médico de família lhe foi passada dizendo o que lhe tinham ou não tinham feito no Hospital. TRAZIA, ISSO SIM, UMA FRALDA ENCHARCADA EM URINA. SIMPLESMENTE REPUGNANTE!
Senhor Dr. Luís Guilherme, se os seu director de Serviço das urgências lhe disser que os serviços mínimos foram assegurados nesta greve, repito, isso É MENTIRA. JURO!
quarta-feira, 13 de julho de 2005
QUEM SABE DA PODA...
Quem sabe da poda vai comentando a dita que foi feita às laranjeiras das nossas ruas. Hoje tive necessidade de ir à Farmácia ( e amanhã volto lá outra vez porque, como de costume, não havia tudo hoje) e ao passar em frente da ARPICA ouvi um idoso dizer para outro:
- Ó rapaz parece que andaram eles a podar oliveiras. Nunca tinha visto uma coisa assim!
-E deixa lá ver se elas se aguentam com a "sova" que levaram e com este calor..., respondeu o outro.
Eu segui o meu percurso com pena por não "saber da poda", mas lá que vou ficar atento para ver, lá isso vou.
- Ó rapaz parece que andaram eles a podar oliveiras. Nunca tinha visto uma coisa assim!
-E deixa lá ver se elas se aguentam com a "sova" que levaram e com este calor..., respondeu o outro.
Eu segui o meu percurso com pena por não "saber da poda", mas lá que vou ficar atento para ver, lá isso vou.
segunda-feira, 11 de julho de 2005
A "ÁGUIA"? ..É QUE VEM JÁ A SEGUIR...
No rol dos atrasados recebi hoje na caixa do correio a Agenda Municipal, com onze dias de atraso e a folha informativa do Centro de Saúde, com mês de capa de Maio. Assim, ao rol dos atrasados só já falta mesmo a ”Águia” dos Amigos de Avis, que, segundo penso chegará tendo Junho como mês de capa.
Apesar de ser o mais atrasado, dá-me a impressão de que a folha do Centro de Saúde é que ainda vai conseguir acertar a data com a saída.
Se calhar é por ser o mais pequerrucho...
Apesar de ser o mais atrasado, dá-me a impressão de que a folha do Centro de Saúde é que ainda vai conseguir acertar a data com a saída.
Se calhar é por ser o mais pequerrucho...
quinta-feira, 7 de julho de 2005
HOJE, ESTOU DUPLAMENTE FELIZ!
...porque um amigo salvou-se dum ataque terrorista eminente e porque outro amigo reapareceu, quando eu o dava já como desaparecido, desde o já longínquo dia 25 de Maio. Há dias em que vale a pena viver.
Dou os parabéns ao primeiro por ter apresentado "os cabeças de série" da CDU. Analogicamente com o que se passa nos sorteios do futebol, os Cabeças de série nunca se podem defrontar entre si.
Está bem visto sim senhor!
"quédiosoutros?"
Dou os parabéns ao primeiro por ter apresentado "os cabeças de série" da CDU. Analogicamente com o que se passa nos sorteios do futebol, os Cabeças de série nunca se podem defrontar entre si.
Está bem visto sim senhor!
"quédiosoutros?"
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