Passar às dez horas da noite de segunda feira pelo largo do Convento foi assim um bocado estranho para mim. O bulício da noite de sábado, onde se apinharam cerca de 2700 pessoas como que se tinha esfumado, dando lugar a um vazio onde nem o vento sussurrava.
No entanto tinha ainda bem presente na retina aquele indivíduo já bastante calvo que nessa mesma noite de sábado, enquanto eu ia habituando os meus “velhos” ouvidos ao alto e (des)necessário som dos “Xutos”, se ia contorcendo, nem sempre em sintonia com a música e que, ali mesmo à minha frente, eu não sabia se ele se estava a sentir mal física e mentalmente, se estava a ter um qualquer espasmo, ou, em última hipótese, se estaria a dançar. Garanto-lhes, o homem estava passado!
Segui. Mais acima as “barraquinhas” abandonadas e escuras como que me transmitiram uma certa nostalgia. Mas se calhar eu estava ali mesmo para isso. Para rever e tentar recordar um pouco do muito que vi, ouvi e li durante esta feira, assim como que em forma de balanço. Lá estava o sítio onde, numa iniciativa louvável, a “juventude” colocou à disposição de quem quisesse provar (e obviamente pagar) um delicioso chá de uma qualquer erva aromática, acompanhado ou não de um crepe. E se o chá estava fresquinho...No largo Sérgio de Castro revi o pavilhão de Rute e Fátima onde as várias galinhas “já tinham dono” ( Creio que foi a primeira vez que vi vender “galinhas” na feira). O Pavilhão do Município, bem situado e ocupando um espaço que ano a ano tem que ser mais rentabilizado, dado o progressivo pedido de ocupação, lá estava, igualmente só, quase tão só como estava aquando do lançamento dos livros “Sem Fim”... o Sr. Azedo merecia mais gente no lançamento do seu livro.. mas ele não tem culpa das pessoas se alhearem destes acontecimentos.
Ao apanhar um “Boletim da Feira” ( interessante prospecto) senti qualquer coisa mexer ( talvez um gato a fugir), e dei assim de repente com as ossadas. Arregalei os olhos, arrepiei-me com a caveira com os dentes à mostra, como se me quisesse dizer que estava ali a mais e que, ou eu dali desandava ou ia parar lá para o pé deles, JÁ! Não é que eu seja medroso, mas enfim, achei por bem continuar o meu passeio nocturno um pouco para mais longe daquele lugar onde, afinal as ossadas não eram de vacas nem tinham vindo misturadas da terra do Painho. Passo em frente do pavilhão do BTT onde vi aquele terceiro golo do Nuno Gomes contra a União de Leiria, que mais parecia um “número de feira;”
Páro junto do Pelourinho e do pavilhão da “Hortinha do Besugo” que veio lá de Silves ( olá D. Manuela, fez boa viagem?) onde o seu dono me havia confessado o desagrado por duas situações: primeiro, porque sendo os seus produtos doces e bolos regionais Algarvios, tinha sido colocado num sítio onde a terra levada pelo vento lhe estragava os comestíveis e consequentemente o negócio ( será que ele disse, ao inscrever-se, que vinha vender comestíveis? Não sei.) Mais me disse o “besugo” de que as pessoas não passavam por ali, pois passavam à roda, pelo que, no seu entender, deveria haver umas limitações que obrigasse as pessoas a subir ou descer as escadas que dão acesso ao pelourinho, evitando assim que os visitantes passassem à roda, ignorando aquele pedaço de feira. Ouvi isto sim senhor.
Do Pelourinho vi a Praça Serpa Pinto onde acho que, com muita perspicácia foram colocadas todas as Associações do Concelho. E creio que ali estava o coração da Feira pelas razões que passo a enumerar:
- Melhores vinhos;
- Melhor exposição que continua a ser, e oxalá o continue a ser por muitos anos, a do Francisco Alexandre;
- O pavilhão mais inovador – o da Associação dos Amigos do Concelho de Aviz, a venderem livros ao alcance de qualquer bolsa e em quantidade abundante;
- O pavilhão mais original da Feira, em termos de decoração e que pertencia à Associação Gente
- O artesão mais velho em actividade – João Joaquim Carrilho, 91 anos feitos;
- O pavilhão do maior clube de Portugal Continental e Ilhas adjacentes (desculpa lá Alberto!)
Chegado ao fim deste passeio, e de ter mentalmente relembrado o que vi encostei-me a uma parede para descansar e tentei recordar algo do que ouvi na Feira ( e ouve-se tanto!)
Ouvi dizer que, logo na sexta-feira à noite, “ houve porrada outra vez por causa das louras”;
Ouvi as pessoas dizer que este ano havia muito menos gente, apesar de haver mais pavilhões. As culpas eram repartidas entre a Feira de S. Mateus em Elvas, as festas de Cabeção(?) a já nossa conhecida crise, a também já célebre e estafada teoria de que a feira tem que ser repensada, e eu sei lá mais quantas razões. Mas uma coisa eu garanto: a passear na feira, havia efectivamente muito menos gente que o ano passado. Ai isso foi de certeza. As causas serão múltiplas.
Ouvi uma “boca” de que iria surgir a curto prazo uma pareceria artística em que a classe das obras do Francisco Alexandre se aliaria ao requinte e classe da D. Rute Reimão;
Ouvi dizer que a D. Carolina, moradora na Rua Portas do Postigo teve uma feira demasiado musicada para os seus oitenta e picos anos, por via de lhe terem colocado uma coluna de som ambiente no primeiro andar da casa em que ela habita, quando em anos anteriores a referida coluna ficava um pouco afastada e virada para a Rua do Meio, provocando menos incómodo acústico;
Ouvi uma história de alguém que não me lembro já e que parece que vinha a propósito dos anseios dos médicos quererem acabar com as tentações que por vezes passam em termos de possíveis assédios sexuais em consultas. Dizia um fulano que um determinado ortopedista, percebi Dr. Pimpinha, (mas não garanto a autenticidade do nome porque o barulho era muito e a conversa não era para mim) costumava pedir às senhoras que fizessem um pequeno desfile em trajos menores, no seu consultório, para aquilatar do estado dos membros inferiores das ditas pacientes. Tendo por lá passado uma vez uma senhora demasiado gorda, e após o desfile, o mencionado médico terá dito:” Você não é uma mulher, é um monstro!”
Ouvi o escultor, Senhor Francisco Alexandre afirmar no seu discurso de abertura da exposição “Sabores da nossa Terra”, e as digníssimas autoridades que assistiram podem confirmá-lo, de que : “As farinheiras são um problema em todo o lado”- fim de citação.
Ouvi tanto, tanto, mas tanto, que não posso contar mais nada. Mas lá que as feiras são um rico sítio para ouvir coisas, lá disso não tenham dúvidas.
Antes de deixar a Serpa Pinto ainda relembrei o que li na Feira:
Desde logo o jornal Fonte Nova com um suplemento dedicado a Avis. E lá li que o Sr. Presidente da Câmara tem esperança de que daqui a 20 anos o concelho de Avis tenha uma população superior em 50% àquela que tem hoje. E eu que já estou tão velho para ver como é que terminará esse sonho do Sr. Presidente; será que vai ser proibida a venda de contraceptivos no concelho?
Li e descobri também que o Mestre Orlando, meu conhecido de há mais de 30 anos tem, tinha ou teve a alcunha de “Romão”...as coisas que se aprendem numa Feira!
Li uns versos do Sr. Artur Azedo que dizem: Sem se nascer poeta/Isso eu posso afirmar/Que só depois dos oitenta/Comecei a versejar/
Confesso que não percebo a ideia expressa nesta quadra, mas ela deve lá estar, eu é que não a enxergo!
Em princípio, em termos de Feira, é o fim.
terça-feira, 20 de setembro de 2005
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
DE SÁBADO PARA DOMINGO...
...mais um assalto pois claro...
Aproveitando a azáfama da Feira Franca, na noite de sábado para Domingo roubaram um betoneira que se encontrava num quintal na Rua Machado dos Santos.
Parece que agora depois dos cafés começou o saque a casas particulares.
Até quando? E se algum proprietário perder a cabeça? Mal para ele não é verdade?
(amanhã vamos falar da “Fêra” que hoje já tenho muito soninho nos meus olhinhos...)
Aproveitando a azáfama da Feira Franca, na noite de sábado para Domingo roubaram um betoneira que se encontrava num quintal na Rua Machado dos Santos.
Parece que agora depois dos cafés começou o saque a casas particulares.
Até quando? E se algum proprietário perder a cabeça? Mal para ele não é verdade?
(amanhã vamos falar da “Fêra” que hoje já tenho muito soninho nos meus olhinhos...)
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
DE SEGUNDA PARA TERÇA ...E QUARTA!
Com que então esta semana não havia assaltos! De segunda para terça-feira foi a vez da porta da Casa do Benfica em Avis sofrer uma tentativa de arrombamento. Não chegaram a entrar no interior da Casa, talvez por terem tido um rebate de consciência e acharem que os oito pontos perdidos no campeonato já eram castigo suficiente...
HOJE - QUARTA
O meu amigo "CONFÚCIO" andava entusiasmadíssimo com o debate sobre as Autárquicas a ser transmitido hoje na Rádio Portalegre. Dizia-me ele que ouvindo o debate a três já não precisava de ir assistir a nenhuma sessão de esclarecimento político. Encontrei-o há bocado de rádio de pilhas bem colado à orelha. Ao ver-me disparou:
- Acabou mesmo agora. Então tu não ouviste?
- Não amigo "Confúcio", esqueci-me. Puz-me a ver a bola e nunca mais me lembrei...
- Então olha foi assim: o Sr. candidato da CDU disse que ia dar explicações de matemática a um senhor do PS e depois disse que ia comprar o edifício da Santa Casa da Misericórdia e ia lá fazer umas casas de banho que custavam oito mil contos e depois disse que ia comprar um lote de terreno na Zona Industrial para fazer lá uma fábrica de cortiça, da cortiça que tinha comprado faz hoje precisamente quatro anos e meio e depois disse a um senhor da CDU que o acompanhou que ia construir uma nova barragem do Maranhão para que os esgotos das freguesias não fossem para lá despejados e depois disse que não precisava do ordenado de presidente para viver e depois disse que as listas dele eram maiores que as dos outros e depois disse...
- Mas olha lá ó "Confúcio", então só o Sr. candidato da CDU é que falou?
- Não, falaram todos, mas eu tenho a impressão que ainda fiquei mais confuso. Se calhar não percebi nada e não devia era ter ouvido o debate...
- Olha o melhor é ires aos comícios todos cá do concelho para ver se ficas menos confuso..
- Eu ir vou, mas se o meu voto é sempre igual ou ao da minha prima Catarina Dias Umbelina, ou ao do meu primo Pedro Serrão ou ao do meu cunhado Patrício Sousa Diamantino, se calhar o melhor é não ir a nenhum.
- Ora porra p'ra ti, "Confúcio", que ainda consegues andar mais baralhado do que o treinador do Benfica!
HOJE - QUARTA
O meu amigo "CONFÚCIO" andava entusiasmadíssimo com o debate sobre as Autárquicas a ser transmitido hoje na Rádio Portalegre. Dizia-me ele que ouvindo o debate a três já não precisava de ir assistir a nenhuma sessão de esclarecimento político. Encontrei-o há bocado de rádio de pilhas bem colado à orelha. Ao ver-me disparou:
- Acabou mesmo agora. Então tu não ouviste?
- Não amigo "Confúcio", esqueci-me. Puz-me a ver a bola e nunca mais me lembrei...
- Então olha foi assim: o Sr. candidato da CDU disse que ia dar explicações de matemática a um senhor do PS e depois disse que ia comprar o edifício da Santa Casa da Misericórdia e ia lá fazer umas casas de banho que custavam oito mil contos e depois disse que ia comprar um lote de terreno na Zona Industrial para fazer lá uma fábrica de cortiça, da cortiça que tinha comprado faz hoje precisamente quatro anos e meio e depois disse a um senhor da CDU que o acompanhou que ia construir uma nova barragem do Maranhão para que os esgotos das freguesias não fossem para lá despejados e depois disse que não precisava do ordenado de presidente para viver e depois disse que as listas dele eram maiores que as dos outros e depois disse...
- Mas olha lá ó "Confúcio", então só o Sr. candidato da CDU é que falou?
- Não, falaram todos, mas eu tenho a impressão que ainda fiquei mais confuso. Se calhar não percebi nada e não devia era ter ouvido o debate...
- Olha o melhor é ires aos comícios todos cá do concelho para ver se ficas menos confuso..
- Eu ir vou, mas se o meu voto é sempre igual ou ao da minha prima Catarina Dias Umbelina, ou ao do meu primo Pedro Serrão ou ao do meu cunhado Patrício Sousa Diamantino, se calhar o melhor é não ir a nenhum.
- Ora porra p'ra ti, "Confúcio", que ainda consegues andar mais baralhado do que o treinador do Benfica!
terça-feira, 13 de setembro de 2005
PEÇO-LHE: POR FAVOR NÃO ME LEIA...
“DO CASTELO” está em condições de informar que o Dr. Mário Soares, candidato à Presidência da República Portuguesa em 2006, acaba de receber o apoio incondicional de dois pesos pesados da cena internacional,conhecidos a nível mundial e com vista a reforçar o seu “aparelho” de candidatura.
Assim, o Exmº Sr. Dr. ALZHEIMER e o Exmº Sr. Dr. PARKINSON, disponibilizaram-se a dar-lhe uma mãozinha e comprometeram-se a aparecer em qualquer altura menos esperada.
Assim se vai reforçando a liderança do ex-Primeiro Ministro de Portugal, do ex-Presidente da República de Portugal do ex-líder do Partido socialista, do ex-.......
(Nota: eu avisei para não ler...para que serve agora esse sorriso “rosamarelecido”?)
Assim, o Exmº Sr. Dr. ALZHEIMER e o Exmº Sr. Dr. PARKINSON, disponibilizaram-se a dar-lhe uma mãozinha e comprometeram-se a aparecer em qualquer altura menos esperada.
Assim se vai reforçando a liderança do ex-Primeiro Ministro de Portugal, do ex-Presidente da República de Portugal do ex-líder do Partido socialista, do ex-.......
(Nota: eu avisei para não ler...para que serve agora esse sorriso “rosamarelecido”?)
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
O MEU AMIGO "CONFÚCIO"...
O meu amigo “Confúcio”, continua confuso e descrente dos políticos e das políticas. Vai daí resolveu vir ter comigo e dizer-me umas quadras que ele próprio para ali engendrou sobre os primeiros cartazes que invadiram a nossa vila, com vistas às próximas Autárquicas. Não sei se consegui decorá-las bem, mas creio que rezavam mais ou menos assim:
CDU na autarquia
É trabalho e competência...
Mentir em democracia
Dá cabo da paciência!
PS com os Portugueses
Para um futuro melhor...
Já ouvi milhares de vezes
Mas vejo tudo pior!
Mas não vi nenhum slogan
Do PPD/PSD;
Ontem como amanhã
Será que cá não se vê?
Não me cabem emitir juízos de valor, pelo que me limito a reproduzir aquilo que penso ter ouvido...
CDU na autarquia
É trabalho e competência...
Mentir em democracia
Dá cabo da paciência!
PS com os Portugueses
Para um futuro melhor...
Já ouvi milhares de vezes
Mas vejo tudo pior!
Mas não vi nenhum slogan
Do PPD/PSD;
Ontem como amanhã
Será que cá não se vê?
Não me cabem emitir juízos de valor, pelo que me limito a reproduzir aquilo que penso ter ouvido...
domingo, 11 de setembro de 2005
FARMÁCIA SAÚDE : Nº 108/SETEMBRO 2005/OFERTA DO SEU FARMACÊUTICO
1 - REGRESSO ÀS AULAS- A SAÚDE TAMBÉM VAI À ESCOLA
MANUAL DE INSTRUÇÕES
O nervosismo é rei quando se trata do primeiro dia de aulas, quer seja a estreia absoluta, quer se trate de ingressar num novo ano de escolaridade. Estão nervosas as crianças e nervosos os pais. É natural: trata-se de uma mudança, mas uma mudança que é possível ultrapassar com tranquilidade. Aqui ficam algumas ideias para conquistar essa tranquilidade.
( Desenvolvimento nas páginas 20 e 21)
2 - GRIPE : ESTÁ NA ALTURA DE VACINAR
A INFLUÊNCIA DE UM VIRUS
Chama-se influenza o vírus da gripe, um vírus que nos incomoda todos os Invernos. Agressivo e dissimulado, muda de face a cada estação fria. Nem sempre lhe damos a devida importância, habituados que estamos aos males invernais, mas uma gripe pode ter consequências mais sérias do que a tosse e os espirros, as dores corporais e a febre. Pode ser a antecâmera de uma doença mais severa como a pneumonia. Para não chegar a este extremo, o melhor é prevenir: a vacina diminui muito a influência deste vírus.
( Desenvolvimento nas páginas 34/37)
MANUAL DE INSTRUÇÕES
O nervosismo é rei quando se trata do primeiro dia de aulas, quer seja a estreia absoluta, quer se trate de ingressar num novo ano de escolaridade. Estão nervosas as crianças e nervosos os pais. É natural: trata-se de uma mudança, mas uma mudança que é possível ultrapassar com tranquilidade. Aqui ficam algumas ideias para conquistar essa tranquilidade.
( Desenvolvimento nas páginas 20 e 21)
2 - GRIPE : ESTÁ NA ALTURA DE VACINAR
A INFLUÊNCIA DE UM VIRUS
Chama-se influenza o vírus da gripe, um vírus que nos incomoda todos os Invernos. Agressivo e dissimulado, muda de face a cada estação fria. Nem sempre lhe damos a devida importância, habituados que estamos aos males invernais, mas uma gripe pode ter consequências mais sérias do que a tosse e os espirros, as dores corporais e a febre. Pode ser a antecâmera de uma doença mais severa como a pneumonia. Para não chegar a este extremo, o melhor é prevenir: a vacina diminui muito a influência deste vírus.
( Desenvolvimento nas páginas 34/37)
sábado, 10 de setembro de 2005
...E VÃO OITO!!!!!!!!
Ontem não consegui "blogar", pelo que era minha intenção colocar hoje a "escrita" de ontem. Mas estou fulo com o Glorioso.Por isso o de "ontem" passa para "amanhã" e agora vou desabafar, já que me apetece dar um grito tão grande de insatisfação que chegue até às fragas do Maranhão.
Será que o treinador do Benfica ainda não se apercebeu que a pré-época já acabou e que nesta altura do campeonato já não se pode andar a fazer experiências? Até quarta-feira que vem, o que é que aquela cabecita loira inventará para a Liga dos Campeões? Irá pôr o João Pereira ( que óbviamente tem que jogar) na baliza? E o Carlitos ( quem é este?) no centro da defesa? E o Quim no ataque? Tudo é possível.
Estou ansioso por ver. Vou esperar sentado, na certeza porém que em termos de campeonato...8 pontos já lá vão!
Será que o treinador do Benfica ainda não se apercebeu que a pré-época já acabou e que nesta altura do campeonato já não se pode andar a fazer experiências? Até quarta-feira que vem, o que é que aquela cabecita loira inventará para a Liga dos Campeões? Irá pôr o João Pereira ( que óbviamente tem que jogar) na baliza? E o Carlitos ( quem é este?) no centro da defesa? E o Quim no ataque? Tudo é possível.
Estou ansioso por ver. Vou esperar sentado, na certeza porém que em termos de campeonato...8 pontos já lá vão!
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
DE TERÇA PARA QUARTA
Foi exactamente de Terça-feira para Quarta-feira desta semana que "alguém" resolveu cortar os cabos telefónicos e de electricidade que servem a Biblioteca Municipal. Com que finalidade? Desligar o alarme para depois ali se introduzirem? Então porque não o fizeram? Foram detectados? Desistiram?
Uma coisa é certa: semana em que no concelho de Avis ( que é o que mais nos interessa) não hajam roubos ou outros actos de vandalismo, nem é semana nem é nada...
Uma coisa é certa: semana em que no concelho de Avis ( que é o que mais nos interessa) não hajam roubos ou outros actos de vandalismo, nem é semana nem é nada...
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, NÃO PÁRA!
Chegou ao meu conhecimento uma série de eventos a levar a cabo pelos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL e que passo a enumerar:
1 - Passeio pedestre PELAS MARGENS DO MARANHÃO, a realizar no próximo dia 10, sábado e integrado nos Jogos Concelhios de Avis. É uma optima oportunidade para se poder disfrutar da natureza, do convívio interpessoal e trocar ideias fazendo inclusivamente novos conhecimentos. A concentração será às 08h30m junto da Sede da ACA e o percurso parece ser bastante interessante.
2 - I concurso de Fotografia - AVIZ SÉCULO XXI - A decorrer até dia 14 de Outubro. Um tema sem dúvida aliciante, com prémios pecuniários e cujo regulamento pode ser consultado em http//:aca.com.sapo.pt
3 - Exposição de esultura SABORES DA NOSSA TERRA, de Francisco Alexandre, a inaugurar dia 17 do corrente mês, na Sede da ACA. Dado o êxito das exposições anteriores deste artista, estou deveras curioso em apreciar os trabalhos deste ano.
4- Implantação de UM PAVILHÃO no decorrer da Feira Franca de Avis, onde irão pôr à disposição dos interessados livros a preços que estão perfeitamente ao alcance de qualquer bolsa. Constou-se-me que haverá livros a partir de cinquenta cêntimos!!!!!
5 - Após o términus da exposição reabertura do já célebre CAFÉ COM LETRAS, com algumas novidades.
Parece que vontade não falta a esta rapaziada...
1 - Passeio pedestre PELAS MARGENS DO MARANHÃO, a realizar no próximo dia 10, sábado e integrado nos Jogos Concelhios de Avis. É uma optima oportunidade para se poder disfrutar da natureza, do convívio interpessoal e trocar ideias fazendo inclusivamente novos conhecimentos. A concentração será às 08h30m junto da Sede da ACA e o percurso parece ser bastante interessante.
2 - I concurso de Fotografia - AVIZ SÉCULO XXI - A decorrer até dia 14 de Outubro. Um tema sem dúvida aliciante, com prémios pecuniários e cujo regulamento pode ser consultado em http//:aca.com.sapo.pt
3 - Exposição de esultura SABORES DA NOSSA TERRA, de Francisco Alexandre, a inaugurar dia 17 do corrente mês, na Sede da ACA. Dado o êxito das exposições anteriores deste artista, estou deveras curioso em apreciar os trabalhos deste ano.
4- Implantação de UM PAVILHÃO no decorrer da Feira Franca de Avis, onde irão pôr à disposição dos interessados livros a preços que estão perfeitamente ao alcance de qualquer bolsa. Constou-se-me que haverá livros a partir de cinquenta cêntimos!!!!!
5 - Após o términus da exposição reabertura do já célebre CAFÉ COM LETRAS, com algumas novidades.
Parece que vontade não falta a esta rapaziada...
domingo, 4 de setembro de 2005
TOME CUIDADO!
Então é assim! Se tiver necessidade de percorrer a Rua do Convento faça o seguinte:nas imediações da Clínica Veterinária passe sempre junto à porta da dita. E isto porquê? É que de uma das janelas da casa que vai apodrecendo em frente à referida Clínica encontra-se um vidro, solto e em acção de cair na cabeça de qualquer transeunte, a qualquer momento e quando menos se esperar. Se não acredita, vá lá ver...
Entre uma vidraça na cabeça e uma mordidela de cão, venha o diabo e escolha, mas eu por mim ainda arrisco na mordidela....
Entre uma vidraça na cabeça e uma mordidela de cão, venha o diabo e escolha, mas eu por mim ainda arrisco na mordidela....
terça-feira, 30 de agosto de 2005
FARRAPO HUMANO
Chegou ao conhecimento DO CASTELO uma situação de degradação de vida humana que revela um pouco do que é a sociedade em que vivemos, onde não há valores que se imponham pela positiva. Vamos chamar as coisas pelo nome, identificando este farrapo humano:
Localização : Rua Outeiro da Saudade, Nº 1
Localidade : Avis
Nome : Luisa Maria Leão
Alcunha : Mascote
Ora acontece que a D. Luisa tem estado abandonada em casa, sozinha, sendo auxiliada pelas vizinhas ( por ex. Leonor Canhoto e Margarida Carrilho) que, num gesto de boa vontade, a têm ajudado. Acamada, sem comer e sem se bastar a si própria no que à higiene pessoal diz respeito, assim tem vivido esta mulher de 75 anos de idade, a que Avis deve algo. Procurar quem devesse ter tomado uma atitude atempada para prevenir esta situação é fácil de encontrar: a D.Luisa tem duas filhas. Uma vive em Portugal e a outra está emigrada. Ambas postas ao corrente da situação, parece que não lhes corre sangue da mãe nas veias. Segundo consegui apurar terá vindo agora a Avis a que está no estrangeiro resolver a situação, tendo hoje, dia 30, a senhora passado a ter assistência na Santa Casa da Misericórdia, em regime de assistência diurna. As filhas lá terão as suas razões que, no entanto, não sei que tamanho terão para deixarem quase morrer a mãe ao abandono. Aliás, não há razão nenhuma que permita deixar morrer uma mãe ao abandono!
Mas, se calhar mais alguém além destas vizinhas deveria ter feito algo. Para quem não sabe – principalmente os políticos mais novos ou da nova geração – dir-vos-ei que a D. Luisa sempre esteve ao lado do Partido Comunista e das suas necessidades. Participou activamente em comícios ( atrevia-me a dizer em todos), tomou parte activa nas ocupações, tomou parte activa nos saneamentos... Foi útil ao Partido enquanto o Partido dela precisou. Talvez agora fosse altura do Partido lhe retribuir com algo mais do que um simples gesto de carinho, embora sabendo eu que um Partido não é propriamente uma “instituição de caridade”. Mas...
E a Associação de Reformados de Avis (ASRPICA)? será que também nada poderá fazer por um seu associado em carências vitais?
Rebusquei uma entrevista dada pela visada ao Jornal “A Ponte” em Junho de 2003, onde ela afirmava que ...”estamos num país de corruptos”... e...” O futuro não se me apresenta nada risonho” – coitada; parece que estava a adivinhar. Os corruptos, se calhar, até ela os conhecia com nome e tudo. Quanto ao futuro não podia estar mais certa em relação ao que a esperava.
Fica aqui o meu repúdio pela forma como a sociedade faz uso dos seus cidadãos. A D. Luisa que tantos mortos lavou e vestiu, se calhar, arrisca-se a nem ter quem a lave e vista depois de morta!
Localização : Rua Outeiro da Saudade, Nº 1
Localidade : Avis
Nome : Luisa Maria Leão
Alcunha : Mascote
Ora acontece que a D. Luisa tem estado abandonada em casa, sozinha, sendo auxiliada pelas vizinhas ( por ex. Leonor Canhoto e Margarida Carrilho) que, num gesto de boa vontade, a têm ajudado. Acamada, sem comer e sem se bastar a si própria no que à higiene pessoal diz respeito, assim tem vivido esta mulher de 75 anos de idade, a que Avis deve algo. Procurar quem devesse ter tomado uma atitude atempada para prevenir esta situação é fácil de encontrar: a D.Luisa tem duas filhas. Uma vive em Portugal e a outra está emigrada. Ambas postas ao corrente da situação, parece que não lhes corre sangue da mãe nas veias. Segundo consegui apurar terá vindo agora a Avis a que está no estrangeiro resolver a situação, tendo hoje, dia 30, a senhora passado a ter assistência na Santa Casa da Misericórdia, em regime de assistência diurna. As filhas lá terão as suas razões que, no entanto, não sei que tamanho terão para deixarem quase morrer a mãe ao abandono. Aliás, não há razão nenhuma que permita deixar morrer uma mãe ao abandono!
Mas, se calhar mais alguém além destas vizinhas deveria ter feito algo. Para quem não sabe – principalmente os políticos mais novos ou da nova geração – dir-vos-ei que a D. Luisa sempre esteve ao lado do Partido Comunista e das suas necessidades. Participou activamente em comícios ( atrevia-me a dizer em todos), tomou parte activa nas ocupações, tomou parte activa nos saneamentos... Foi útil ao Partido enquanto o Partido dela precisou. Talvez agora fosse altura do Partido lhe retribuir com algo mais do que um simples gesto de carinho, embora sabendo eu que um Partido não é propriamente uma “instituição de caridade”. Mas...
E a Associação de Reformados de Avis (ASRPICA)? será que também nada poderá fazer por um seu associado em carências vitais?
Rebusquei uma entrevista dada pela visada ao Jornal “A Ponte” em Junho de 2003, onde ela afirmava que ...”estamos num país de corruptos”... e...” O futuro não se me apresenta nada risonho” – coitada; parece que estava a adivinhar. Os corruptos, se calhar, até ela os conhecia com nome e tudo. Quanto ao futuro não podia estar mais certa em relação ao que a esperava.
Fica aqui o meu repúdio pela forma como a sociedade faz uso dos seus cidadãos. A D. Luisa que tantos mortos lavou e vestiu, se calhar, arrisca-se a nem ter quem a lave e vista depois de morta!
UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA...
NO CRAVO
Apaludi estrondosamente a medida tomada pelo governo que reduz para onze os trinta dias de férias que os possíveis ocupantes de postos autárquicos gozavam aquando da realização de eleições. Que me perdoem os cerca de 500 000 que nas últimas eleições Autárquicas gozaram esses trinta dias e agora ( se calhar alguns até só aceitaram pertencer às listas por causa das férias)se ficam pelos onze da campanha.
Cá para mim ainda são de mais. Mas mesmo assim aplaudo!
NA FERRADURA
Pateei a forma como o Dr. António Vitorino nos quiz demonstrar, hoje na TV, quanto é justa a lei que obriga alguns funcionários públicos a trabalhararem para idades além do razoável. Fez-me confusão a maneira risonha como ele afirmou que também ele estava apanhado pela lei e só se reformaria muito mais tarde. Mas reformar-se de quê? De que trabalho? E quanto à lei: que desempenho poderá ter uma pessoa com 64 anos num serviço que à falta de motivações ( mais descontos, mais burocracias, mais cansaço)
se vê "obrigado" a fazer contra sua vontade um serviço que poderia ser desempenhado por pessoas em idade bem mais produtiva? E depois da reforma chegar, que esperança de vida terão aqueles que se reformam já quase de "cadeiras de rodas"? O que os espera? Asilo? Cemitério?
Meu caro Doutor, acha que os serviços públicos vão melhorar mantendo toda essa "velharada" ( sem sentido perjurativo) no activo? Acha? Olhe que não Doutor, olhe que não...como diria o outro!
Por isso pateio!
Apaludi estrondosamente a medida tomada pelo governo que reduz para onze os trinta dias de férias que os possíveis ocupantes de postos autárquicos gozavam aquando da realização de eleições. Que me perdoem os cerca de 500 000 que nas últimas eleições Autárquicas gozaram esses trinta dias e agora ( se calhar alguns até só aceitaram pertencer às listas por causa das férias)se ficam pelos onze da campanha.
Cá para mim ainda são de mais. Mas mesmo assim aplaudo!
NA FERRADURA
Pateei a forma como o Dr. António Vitorino nos quiz demonstrar, hoje na TV, quanto é justa a lei que obriga alguns funcionários públicos a trabalhararem para idades além do razoável. Fez-me confusão a maneira risonha como ele afirmou que também ele estava apanhado pela lei e só se reformaria muito mais tarde. Mas reformar-se de quê? De que trabalho? E quanto à lei: que desempenho poderá ter uma pessoa com 64 anos num serviço que à falta de motivações ( mais descontos, mais burocracias, mais cansaço)
se vê "obrigado" a fazer contra sua vontade um serviço que poderia ser desempenhado por pessoas em idade bem mais produtiva? E depois da reforma chegar, que esperança de vida terão aqueles que se reformam já quase de "cadeiras de rodas"? O que os espera? Asilo? Cemitério?
Meu caro Doutor, acha que os serviços públicos vão melhorar mantendo toda essa "velharada" ( sem sentido perjurativo) no activo? Acha? Olhe que não Doutor, olhe que não...como diria o outro!
Por isso pateio!
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
A SECA NÃO É REPONSÁVEL POR TUDO...
Na herdade da Cascota, freguesia de Alcórrego, foram encontradas vários animais mortos e em adiantado estado de putrefacção, numa vala a céu aberto. Parece que seriam de raça ovina e que exalavam um cheiro pestilento, pondo assim em perigo a saúde pública. Certamente que teremos de atribuir à seca mais esta mortandade,mas apenas isso.Deveriam ser exigidas responsabilidades a quem deixou assim os animais a apodrecer sem ter o mínimo cuidado em evitar a situação que se verificou. Os animais até podem não ser do dono ou arrendatário da herdade, mas que alguém lá os deixou, penso de que também ninguém terá dúvidas, como não há dúvidas que facilmente se chegará a quem praticou tal acto. Dúvidas tenho, no entanto, quanto ao castigo ( à coima?) que irão aplicar ao infractor. Se calhar ficará impune, no pressuposto de que já lhe chegou perder os animais. No entanto parece-me pouco. Bastaria um pouco mais de civismo para evitar situações desta gravidade.
Já não nos chegavam os assaltos...
Já não nos chegavam os assaltos...
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
CANÇÃO DE PORTALEGRE
Como homenagem a esse grande vulto da cultura portuguesa que foi JOSÉ RÉGIO, passo a transcrever o seguinte poema de sua autoria, prestando assim igualmente a minha homenagem à nossa Capital de Distrito:
De Portalegre cantando
Meu canto é doce e é amargo:
Já sinto os olhos turvando,
Já sinto o peito mais largo...
Ai! torres da Velha Sé
Ai! muros do burgo estreito!
Sempre vos rezo com fé
Se me levanto ou me deito.
O céu das tardes compridas
Parece que vem baixando;
E as torres são mãos erguidas
Que quase lhe estão chegando!
Ao longe se perde o olhar
Nas névoas dos horizontes...
E a terra parece o mar,
Parecem as ondas os montes.
Tem cada ruela estreita
Casas pobres e opulentas
Meu gosto nenhum enjeita:
Todas são minhas parentes...
Olhei da Serra a cidade,
Tão branca, estreita e comprida,
Faz-me alegria e saudade,
Assim de noiva vestida...
De Portalegre cantando
Meu canto é doce e é amargo:
Já sinto os olhos turvando,
Já sinto o peito mais largo...
Ai! torres da Velha Sé
Ai! muros do burgo estreito!
Sempre vos rezo com fé
Se me levanto ou me deito.
O céu das tardes compridas
Parece que vem baixando;
E as torres são mãos erguidas
Que quase lhe estão chegando!
Ao longe se perde o olhar
Nas névoas dos horizontes...
E a terra parece o mar,
Parecem as ondas os montes.
Tem cada ruela estreita
Casas pobres e opulentas
Meu gosto nenhum enjeita:
Todas são minhas parentes...
Olhei da Serra a cidade,
Tão branca, estreita e comprida,
Faz-me alegria e saudade,
Assim de noiva vestida...
terça-feira, 23 de agosto de 2005
Quando a TRAGÉDIA vem ao de cima...
É RÁPIDA E SILENCIOSAMENTE QUE A TRAGÉIA VEM AO DE CIMA. NA BANHEIRA DE CASA, NUM TANQUE DE REGA, NUMA PISCINA, NA PRAIA...A ÁGUA PODE SER SINÓNIMO DE PERIGO PARA UMA CRIANÇA. E NÃO É PRECISO MUITA ÁGUA PARA QUE ELA SE AFOGUE:ATÉ UM BALDE PODE SER FATAL. O QUE É PRECISO É MUITA VIGILÂNCIA, SOBRETUDO AGORA EM TEMPO DE FÉRIAS. PARA QUE ÁGUA SEJA APENAS SINÓNIMO DE PRAZER!
In “ FARMÁCIA SAÚDE”, nº 107, Agosto 2005, pág. 22.
Leia mais sobre este e outros assuntos solicitando a revista junto do seu farmacêutico. É uma distribuição gratuita!
In “ FARMÁCIA SAÚDE”, nº 107, Agosto 2005, pág. 22.
Leia mais sobre este e outros assuntos solicitando a revista junto do seu farmacêutico. É uma distribuição gratuita!
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
UM PAÍS DE BRANDOS COSTUMES É NECESSARIAMENTE UM PAÍS BRANDO!
Hoje de novo Avis se cobriu de uma densa nuvem de fumo, vinda sabe-se lá de onde( ABRANTES? COIMBRA? PAMPILHOSA? VISEU?),mas certamente de PORTUGAL. Por volta das 19h30m começou a notar-se ao longe uma espécie de nevoeiro antecedido de altas nuvens de fumo que o fraco vento a pouco e pouco foi espalhando por todos os vales e montes que nos cercam. A lua, ainda há dia tão expelhenta, encontra-se hoje baça. Através deste fumo, deste cheiro a queimado, cheira a desgraça. Cheira a desgraça daqueles que perderam os seus haveres, as suas casas, os seus entes queridos. Este é também um cheiro a grito de revolta. Tanta promessa, tanta mentira! Afinal até parece que ainda não foram gastos todos os valores postas à disposição do Governo Português para fazer face aos fogos de anos anteriores. Mas que raio( para não dizer outra coisa) de país, ou de Governo, é este que não socorre atempadamente quem dele precisa? Portugal tem azar até em ser um País de brandos costumes. Foram indiciados até hoje, 110 presumíveis criminosos incendiários. Quantos irão presos? Vamos tirar os menores, mais os mentecaptos, mais os que têm problemas psiquiátricos mais o raio que os parta e os nossos juizes vão mandá-los todos em paz . Malditos incendiários e malditos brandos costumes que vão pôr em liberdade ( os que chegaram a ser presos) indivíduos que, se não for este ano ainda, para o ano vão repetir o mesmo crime. Um país de direito não pode ter justiça popular. Mas vocês acham que se fossem metidos lá bem no meio do brasido, estes assassinos continuariam a agir impunemente?Se acham que sim, vamos experimentar para ver como é? Se acham que não, então porque estamos à espera?
domingo, 21 de agosto de 2005
LUAR DE AGOSTO, CORRUPTOS E PENA DE MORTE
Esta noite está um luar lindo, fazendo juz ao ditado popular de que “não há luar como o de Janeiro mas...lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto”. Estava a comentar a nitidez com que ficam estas noites de Verão enluaradas de Agosto, quando a minha mulher me disse que até se podia ler o jornal sem luz artificial. Experimentei um Diário de Notícias do dia 13 deste mês abri ao calha e li na página 29: Banqueiro chinês condenado à morte. O título era sugestivo, o luar convidativo e por isso continuei a ler a notícia: O antigo director da sucursal de Xangai do Bank of China, Liu Jimbao, foi condenado à morte por fraude e corrupção....
Senti um tremelique ao pensar: e se esta medida fosse tomada em Portugal? Se fossem condenados à morte todos os corruptos deste cantinho à beira mar plantado (ardido?). Certamente que todos os jornais trariam diariamente uma página só com nomes corruptos a abater. E não se pense que seriam só os jornais a nível nacional, os regionais também tinham muito para anunciar...para já não falar nos blogues a nível local, claro!
Tenho ou não tenho razão?
(Nota:
Senti um tremelique ao pensar: e se esta medida fosse tomada em Portugal? Se fossem condenados à morte todos os corruptos deste cantinho à beira mar plantado (ardido?). Certamente que todos os jornais trariam diariamente uma página só com nomes corruptos a abater. E não se pense que seriam só os jornais a nível nacional, os regionais também tinham muito para anunciar...para já não falar nos blogues a nível local, claro!
Tenho ou não tenho razão?
(Nota:
o tremelique que senti não tem a ver com a eventualidade de eu estar entre os condenados à morte. Absolutamente!)
sábado, 20 de agosto de 2005
FICOU BONITINHO, SIM SENHOR!
O jardim em frente da entrada principal dos serviços da Câmara Municipal de Avis, ficou muito engraçado. Certamente que haverá quem ache que não, que como estava era mais apelativo. Para mim, e é tão somente a minha opinião, assim está muito mais funcional e agradável à vista, pelo que dou os meus parabéns aos mentores daquele projecto. Na quarta-feira passei por lá à noite e pena foi que lá estivesse um “senhor” com dois cães à trela e que estes se entretivessem a esgaravatar com as patas na relva, começando já a dar cabo daquilo que agora se acabou. E a culpa não era dos cães, como é óbvio.
Em jeito de brincadeira,desculpe lá amigo: o meu receio é se o Peseiro dá como castigo ao Polga ir guardar os frangos do Ricardo ali para este nosso jardim público agora requalificado...lá se vai a relva!
Mas a verdade verdadinha é que ainda só hoje, sexta-feira, começou a Super-Liga e o Sporting já vai isolado e leva três pontos de avanço!
terça-feira, 16 de agosto de 2005
SENHORA MÃE DOS HOMENS: A TRADIÇÃO AINDA É O QUE ERA...
De quando em vez surgem pequenos conflitos entre o poder civil e o poder eclesiástico, chamemos-lhe assim para simplificar. No caso presente o “conflito” que está latente prende-se com a feitura da festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Diz-nos a tradição que, desde que os vivos se lembram, sempre a referida festa tem sido efectuada no último Domingo de Agosto. Manhã cedo e a pé os peregrinos têm-se deslocado para aquele santuário anos e anos a fios no último domingo do mês de Agosto. É uma tradição e vale por isso. Entende agora o Sr. Padre Pacheco, digno pároco da nossa paróquia, que o dia em que Nossa Senhora nasceu ( incluindo a Mãe dos Homens, pois que Nossa Senhora há só uma, ainda que uma infinidade de nomes) é o dia 8 de Setembro, pelo que em termos eclesiásticos era muito mais correcto fazer a peregrinação à Senhora Mãe dos Homens em 11 de Setembro, por ser o Domingo mais perto daquela data. Daí uma série de indirectas lançadas na missa do passado Domingo, uma promessa de que iria repensar o seu regresso de férias antecipado para dia 28 e depois à noite, no final da procissão, a informação de que afinal a festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens sempre será a 28 de Agosto e que a missa e procissão em redor da capela será presidida pelo Pároco Amândio, de Malarranha.
De tudo isto o que me parece é que a festa deverá ser mantida no último Domingo de Agosto. É tradição, perde-se nos tempos esta data. No entanto, se a Igreja pelos seus Doutores decidisse que a data deveria ser outra, também não me pareceria que daí viesse mal ao mundo e muito menos aos paroquianos de Avis.
Se esta situação for encarada como um braço de ferro, digamos que para já, a sociedade civil levou a melhor sobre o poder eclesiástico.
Até quando?
De tudo isto o que me parece é que a festa deverá ser mantida no último Domingo de Agosto. É tradição, perde-se nos tempos esta data. No entanto, se a Igreja pelos seus Doutores decidisse que a data deveria ser outra, também não me pareceria que daí viesse mal ao mundo e muito menos aos paroquianos de Avis.
Se esta situação for encarada como um braço de ferro, digamos que para já, a sociedade civil levou a melhor sobre o poder eclesiástico.
Até quando?
segunda-feira, 15 de agosto de 2005
O MISTÉRIO DA RUA SIMÃO TELES VARELA...
Mais poderá parecer um título de um livro policial, mas na verdade não o é. Eu passo a explicar: há vários dias que tenho andado intrigado com o facto de na Rua Simão Teles Varela ( no lado dos números ímpares) existirem vários garrafões cheios de água junto das portas e igualmente junto dos candeeiros. Com a crise de água que por aí há até cheguei a pensar que por ali se dispensasse água de algum furo para poupar a da rede. Puro engano. Explicaram-me o seguinte: os garrafões estão ali colocados ( eu contei sete ) para evitar que os cães façam daquelas portas e candeeiros casas de banho para as suas necessidades líquidas.
Não sei se resulta ou não, mas se calhar quanto à poupança de água é capaz de resultar, isto é, lavar a rua para evitar os maus cheiros do xi-xi canino sempre deveria levar mais que sete garrafões de cinco litros...
Não sei se resulta ou não, mas se calhar quanto à poupança de água é capaz de resultar, isto é, lavar a rua para evitar os maus cheiros do xi-xi canino sempre deveria levar mais que sete garrafões de cinco litros...
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