Ontem, quinta-feira, tive necessidade de ir a Abrantes. No sentido Ponte de Sôr-Abrantes e um bom bocado antes do cruzamento para os Foros do Arrão fizeram-me sinal de luzes, indicativo como sabemos da presença da polícia por perto. Eu que ia nos meus cem habituais, tirei o pé do acelerador, baixei para os noventa da ordem e lá fui atento para ver se encontrava os senhores polícias ou GNRs.
Apercebi-me de uma viatura creme que estava aí uns bons 20 metros desviada da estrada e encostada a uma árvore lá estava a maquineta de filmar.
Pareceu-me que a máquina estava disfarçada no meio de qualquer coisa que ao passar me pareceram tojos ou coisa assim.
Ao regressar tive o cuidado de parar no local e verifiquei que
a árvore em causa era uma acácia que tinha sido podada, possivelmente para os ramos não caírem para cima da estrada e
a máquina estava afinal disfarçada no meio da rama cortada. Fiquei fulo! Aquilo era uma autêntica emboscada. Aquilo era uma autêntica caça à multa e nada mais. De nada mais servia aquele elemento da Guarda ali a não ser para encher mais os cofres do Estado e ainda uma vez mais à custa dos condutores. E passo a explicar o porquê da minha indignação. Então é assim:
-
Quem ali passasse a 120 ou 130 Km, não se apercebia da máquina e
continuava à mesma velocidade, nada impedindo que mais à frente tivesse um acidente.
O agente da autoridade estava “emboscado”, disfarçado, traiçoeiro. Não estava com o intuito de impedir nada, mas apenas de apanhar dinheiro de multas.
- Ora bem, então o que eu pergunto é o seguinte:
se o dito Agente estivesse devidamente fardado e identificado na berma da estrada, em local bem visível, isso não seria motivo mais que suficiente para que quem fosse a conduzir tirasse imediatamente o pé do acelerador e passasse para velocidades mais moderadas? Eu não tenho dúvidas nenhumas de que quando vejo um agente na estrada instintivamente tiro o pé do acelerador. Mas também não tenho dúvidas nenhumas que se passar em excesso de velocidade por uma “máquina” que não veja, continuarei impávido e sereno a transgredir do mesmo modo como o vinha a fazer até passar pela bem disfarçada objectiva.
Contaram-me, ou eu imaginei, já nem sei,
que em certos países colocam manequins de papelão fazendo lembrar autoridades da estrada em pontos estratégicos e bem visíveis das estradas para persuadir os condutores mais apressados a tirarem o pé do acelerador.
Por cá em vez de “manequins” põem polícias a sério mas emboscados, como se estivessem numa missão no Afeganistão.
É de mais!