terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

MORRREU O PATRÃO SAIAS

Manuel Joaquim Saias, de seu nome completo faleceu hoje. Para muitos foi sempre e em qualquer circunstância da sua vida, o Patrão Saias. Patrão porque deu emprego a muitas e muitas famílias do concelho de Avis, nas suas lavouras. Patrão Saias não tem nada de prejurativo.
Na década de setenta foi considerado "SÓ" o maior produtor de tomate da Europa...
À família enlutada as minhas mais sentidas condolências.

domingo, 30 de janeiro de 2005

VERDADES "QUADRADAS"

Dando uma vista de olhos por alguns dos muito ( embora não tantos quanto eu gostaria) livros de poesia que possuo, dei com este poema duma actualidade profunda, escrito por DOMINGOS FREIRE CARDOSO, de Ìlhavo, que em relação ao adágio popular “ Muita palha e pouco grão” escreveu assim:


OS POLÍTICOS DA NAÇÃO

Eu não sei se é de agora
Que sofremos deste mal
Ou se o mal já vem de outrora
Indo além de Portugal.

Será que o que nós sofremos,
À mercê destes políticos,
É mesmo o que merecemos
Ou somos nós muito críticos?

P’ra não falar por falar
E ver se temos razão
Vamos, então, relembrar
O que fazem e o que são.

Vão aos mercados e feiras
“Apertar o bacalhau”,
dar beijinhos às peixeiras,
perguntar p´lo carapau.

O partido é o da esperança,
De todos o mais fantástico,
Dão festinhas à criança,
Dão saquinhos de plástico.

Com falinhas de veludo,
Poses p’ra televisão,
Dizem que vão mudar tudo,
Prometem emprego e pão.

Com pontaria certeira,
Estes galantes marotos,
Só lhes falta a caçadeira
Para apanharem mais votos.

Pensando que a gente é lerda,
Com chavão sempre à espreita,
Vão puxando p’ra esquerda,
Empurrando p’ra direita.

Gastam rios de dinheiro
P’ra ganhar as eleições
Mas...chegando ao poleiro
Lá se vão as intenções.

O que era urgente....que espere!
O que é preciso...dispensa-se!...
Vê o povo o que não quer
E do que não tem ...isenta-se...

O que era bom...já não é!...
O que era mau...inda presta!...
E o povo, perdendo a fá,
Diz que é tudo a mesma festa...

As grandes prioridades
-P’ra não falar das “paixões”..._
não passam de novidades
conforme as ocasiões.

O dinheiro é pouco e raro
E o povo que se aguente...
Vai ficando tudo caro,
Nada há que não aumente.

À espera nos corredores
Dos hospitais entupidos
Lá gemem, com tantas dores,
Os doentes e os feridos.

As crianças crescidotas
-Formigas já com catarros-
Em vez da escola e das notas
Querem cerveja e cigarros...

O desemprego a subir
E as fábricas a fechar
O melhor mesmo é fugir
Antes disto naufragar.

A quem é por conta de outrém,
E a trabalhar se esfarrapa,
Não foge qualquer vintém
E aos impostos não escapa.

Mas quem trabalha por si
E diz ser pouco o que aufere
Vai de férias p’ra o Taiti,
Tem mansão e tem chofer!...

Mas quando o governo muda
E passa a ser de outra cor
Fica esta arraia miúda
Na mesma ...ou talvez pior...

Vai assim este país
Nos seus podres definhando
E ser um pouco feliz
Não se sabe como e quando.

A gente que nos governa
Muito séria pode ser,
Mas anda a passar a perna
A quem já vive a sofrer.

Nada há que seja novo
No passado e no presente;
Enchem a boca co'o povo
Mas depois...tudo é dif'rente!...

Como um gato já escaldado
Pode o povo até votar
Mas já se sabe o resultado:
O cinto é sempre a apertar!...

Se, descontente, não vota
E à praia vai passear
A si mesmo se derrota
Sem ter a quem se queixar.

Dos políticos da Nação
É raro o que se aproveita;
Lembram uma plantação
Que na hora da colheita
Nos mostra grave maleita
E apresenta, em vez de pão,
Muita palha e poco grão!









quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

AS CEGONHAS

Desloquei-me ontem a Portalegre e tive o ensejo de ver como os nossos campos alentejanos já se encontram alindados com a presença das cegonhas. Lembraram-me o artigo do António Calhau no último número da “Águia”, já aqui referido, e vejo-me tentado a reproduzir neste blogue dois sonetos dedicados à cegonha e que foram precisamente os dois primeiros premiados ex-aequo ( naquela categoria) nos XII Jogos Florais de Outono do Concelho de Monforte, realizados no ano transacto, servindo simultâneamente como prova da minha homenagem aos seus autores:

Título : PARECEM GAIVOTAS...


PARECEM-ME GAIVOTAS SOBRE O MAR
DESTA IMENSA PLANÍCIE, O ALENTEJO,
E SÃO, NO AZUL DOS CÉUS, QUANDO EU AS VEJO
UM QUADRO QUE SÓ DEUS SABE PINTAR.

OIÇO ASAS A BATER; SINTO-AS PASSAR
LEMBRAM NOIVAS E RENDAS, NUM CORTEJO,
A REFLECTIR IMAGENS DE DESEJO
E DE REGRESSO AO SONHO DO SEU LAR.

NO FAROL DA ESPERANÇA E DA GUARIDA
EDIFICAM O NINHO DUMA VIDA,
SOBRE PRAIAS DE TRIGO, TÃO RISONHAS.

PARECEM-ME GAIVOTAS...E NÃO SÃO!
VOAM NO MAR IMENSO, O CORAÇÃO
QUE O ALENTEJO TEM! MAS SÃO CEGONHAS!

AUTORA : GLÓRIA MARREIROS, DE PORTIMÃO



TÍTULO : TER ASAS

DIZ QUE FOI A CEGONHA QUE ME TROUXE
DE LONGE A MINHA MÃE, ERA EU MENINO.
FICOU ASSIM LIGADA AO MEU DESTINO.
TERÁ SIDO A CEGONHA? ANTES FOSSE!

QUANDO A VEJO POUSADA, CALMA E DOCE,
NUM POSTE DE CIMENTO, MUITO A PINO,
PRESSINTO NA CEGONHA ALGO DIVINO.
SE FOI DEUS QUEM A FEZ, APRIMOROU-SE.

VÊDE COMO É BONITA E ELEGANTE
QUANDO SE ELEVA AO CÉU POR UM INSTANTE,
AO CÉU DO ALENTEJO ONDE É RAINHA!

FOI ELA QUE ME TROUXE LÁ DE FRANÇA?
POR ISSO EU SEMPRE FUI UMA CRIANÇA
QUE SONHOU TER ASAS...QUE NÃO TINHA!


AUTOR: JOSÉ ANTÓNIO PALMA RODRIGUES, DE ALJUBARROTA



domingo, 23 de janeiro de 2005

DIÁLOGOS INCONCLUSIVOS OU AS FEZES DA COMADRE ZEFA!

- Comadre Zefa, hoje vem com cara de enterro o que é que vossemece tem?
- Fezes, comadre Mariana, ando cheiinha de fezes...
- Mas porquê, comadre Zefa? Afinal de contas, fezes quem as nã tem?
- Atão é assim: agora com a chegada da data das eleições, eu nã descanso um bocadinho que seja. É que nã sê em quem é que hê-de votari.
- Eu cá isso nã me dá ralações. Pra mim sã todos ougais...
- Mas comadre já viu o queles se sacrificam por noses? Já viu nestas alturas as vezes queles nos visitam, queles nos perguntam o que nos falta, o que precisamos, e eu sê lá más o quêi!
- Mas isso é só agora que andam a ver sarranjam tacho. Ósdepois estã-se nas tintas prágenti! Atão a comadre nâ sabe comé sempri? Parece que vossamecê nâ está acostumada.
- Mas o que me dá mais fezes ainda é co mê gaiato más novo agora entrou lá pró governo civil que é do partido do PSD, mas o mê Tonho diz-me quesses agora nã ganhem e que PSD queri dizeri Partido Sai Derrotado. Tá a ver comadre se sai derrotado, sai o governadorí e sai aquela genti toda mais o mê gaiato...
- Olhi, a minha sobrinha, a da minha meia-irmã Jaquina, foi-se onte inscrever na JS que diz ela vão ter depois do dia 20 de Fevrêro Jobes de Sobra. Eu nã sê o quisso é mas ela está-se a fazeri a um. Oxalá nã lhe saiam as contas furadas ou um tacho já rompido. Os Jobes de Sobra sã uma filial do PS.
- Dos Pôco Sacanas, nã é? O mê cachopo más velho é do PCP...
- Partido Come Pouco?
- Sim comadre, secalhari comem pouco porque teiem poucos votos, senã comiã más, comós outros. Mas ele nã se rala que já lá anda a colar cartazes e isso dá-lhe dirêto a ir trabalhar prás obras da Cambra duranti um ano sem fazer nada.
- Porqué ca comadri nã lhe diz pró cachopo experimentar o CDS? É um partido pôco conhecido cá na Arribancêra de Cima.
- Qual? O do partido do Comem Depois Saem, como fez o Manel Montêro? Neim pensari! Nã gosto desses maganos, nã comadri, quesses sã muito bejoriquêros. Esses só gostã é das pexêras...
- Tamém sa comadri já tem o cachopo más novo no Partido Sai Derrotado, outro no Partido Comem Pouco e não gosta do Comem Depois Saem, vá pró BE, dos Bem Enganados...assim comássim é más partido menos partido, más engano menos engano!
- Mas eu gostava era de votari em todos. Vêm-mas lágrimas ós olhos quando os vejo a visitar Hospitais, Centros de Saudi, fábricas, a prometerem tudo de bom prá genti. Os tempos das campanhas elêtorais sã assim, mal comparando,claro está, com a nossa mocidade, com os tempos do nosso namoro: sã tudo sonhos, tudo promessas,tudo fantasias. Òsdespois a genti casa e até porrada nos cornos apanhamos. Mas eles gostam muito do povo e fazem tudo por amori ao povo, atã nã é comadre Mariana?
- Não, comadri Zefa, não é por amori ao povo, é por mori do povo, que senão fosse o voto do povo eles não metiam lá o cuzinho, com sua licença.
- Comadre a nossa falança nã majudou nada. Tenho impressã cainda fiquê com más fezes do que já estava. Mas o queide ê fazeri?
- Olhe comadre vá dar de calça quisso passa-lhe de certeza!
- Mal criadona!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

ÁGUIA Nº 13 JÁ "VOA"!

A par do Agenda e do boletim Municipal, da responsabilidade da Edilidade local, a “ÁGUIA” prima por ser, se a memória não me atraiçoa a única publicação com caracter de publicação regular no Concelho de Avis. Com uma periodicidade trimestral, já se encontra em distribuição a edição nº 13.
Como se sabe tal deve-se à boa vontade de uma série de pessoas que juntando-se, constituíram os chamados Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, de quem a Revista/Folha Informativa é propriedade.
Com Design Gráfico da ““alemtudo”, são temas fortes deste número da “ÀGUIA”, cujo capa é a ESCOLA:

- PATRIMÓNIO NATURAL - As cegonhas Brancas e o seu habitat, artigo subscrito por António Calhau
- ARQUITECTURA - Reabilitação das “velhas” escolas primárias, de João Pedro Amante
- Os anexins de Bena
- A causa da Comunidade Educativa, de J. Nuno Pires da Silva

A par destes há um invejável número de artigos que me levam a lançar-lhe, a si,um repto: se não leu, adquira uma “ÁGUIA” junto de qualquer elemento da Direcção da ACA, ou no Posto de Turismo.
E diria mais: Porquê não se Associar à ACA passando entre outras regalias a ter direito à “AGUIA” grátis?

domingo, 16 de janeiro de 2005

VI, OUVI, NÃO CONFIRMEI, CONFIRMEI....

No meu passeio pedestre dominical por Avis vi, logo confirmei:

- A VEGATEX , fábrica de confecções fechou as suas portas, deixando mais de trinta pessoas no desemprego
- Trespassa-se a loja da “Galinha Gorda”
- Trespassa-se o Café situado na Avenida da Liberdade
- O PSD continua a chegar atrasado a Avis. Porque será? Falta de ambição local?


No meu passeio pedestre dominical por Avis ouvi, mas não confirmei:

- Amanhã, segunda-feira o responsável pela VEGATEX vai ter uma reunião com as funcionárias
- Vêm aí os Chineses para implantarem uma loja em Avis, daí o aparecimento dos trespasses acima referidos: oferta de espaços e fim de actividades
- Está prevista para esta semana ( 2ª feira?) a entrega das casas pré-fabricadas aos ciganos do nosso burgo. Oxalá eles não sejam mal agradecidos...

No meu passeio dominical por Avis ouvi de manhã e confirmei à noite:

- O Benfica vais estar sempre em cima do Boavista (Boa!)

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

JÁ ESTÃO BAPTIZADAS

Para os efeitos que acharem por convenientes, os moradores da Zona HE3 do Plano de Urbanização de Avis ( nas imediações do Centro de Saúde e Creche), receberam um mapa de identificação dos nomes a atribuir às Ruas onde residem.
São os seguintes:

-Rua José Pires
-Rua António Franco
-Rua José Luís

-Rua Salgueiro Maia
-Rua Luís Sá
-Rua Salgado Zenha

Ficam duas por “baptizar”!

Temos assim três conterrâneos ou residentes e três “alheios” à vila.
Peço perdão pela intromissão, mas não seria absolutamente fora de tom, colocar por exemplo o nome de Avenida D. João I a uma das que falta dar nome. É que esse, pelo menos ( ao que consta) esteve cá por Avis...

sábado, 8 de janeiro de 2005

SPORTING-BENFICA, FIM DA SEGUNDA PARTE

Tempo de posse de microfone:
Manuel Fernandes - 76%

Humberto Coelho - 24%

O que aprendi com o Humberto Coelho:

PARABÉNS AO SPORTING!

SPORTING-BENFICA, FIM DA PRIMEIRA PARTE

O que eu aprendi com o Senhor Manuel Fernandes :

- Foi com a mão aberta não é agressão ( comentando a “estalada” que o 26 do Sporting deu no Petit. Conclusão, quando quiserem dar porrada em alguém usem sempre a mão aberta)

- Vi o Giovanni em boa posição, se foi carregado foi bem assinalada a falta, se foi simulação do Giovani, foi mal (comentando a jogada da expulsão do Rui Jorge. Conclusão: para ele foi falta ou não? O que disse e estar calado foi a mesma coisa)

- O Nuno Gomes, em linha só tinha o pé esquerdo, o resto do corpo estava para lá. Não sei se isso é legal ( sobre a alegada posição de fora de jogo aquando do golo do Benfica. Conclusão: se não sabe devia saber, que é para isso que lhe pagam... Faz-me lembrar aquela atleta de atletismo que ganhava sempre as provas porque tinha as mamas maiores que as outras concorrentes. Por duas mamas de avanço ganhava e ganhava mesmo!)


Espero que o Humberto Coelho também diga alguma coisa agora na segunda parte. Ou será que por ser do Benfica, só o Manel ( não, não és tu) é que fala?

domingo, 2 de janeiro de 2005

AOS TIROS OU A ESTRANHA FORMA DE RECEBER O ANO NOVO

Passei de ano como eu gosto: sozinho, em casa! Frente a frente com uma Televisão que teimava em dar telelixo, mas que não me deixava grandes alternativas. Dado o baixo volume sonoro da referida TV, apercebi-me perfeitamente da quantidade de tiros de caçadeiras que foram dados aqui na vila de Avis, para receber o Ano Novo. Comparado com o fogo de artifício de outros lugares ficou muito aquém, não só pela falta de exuberância como pela falta de gosto de quem disparou assim, indiscriminadamente. Os tiros soaram-me mal: alguns não cheiravam a pólvora mas sim a álcool!
Na pacatez do meu lar, aqueles tiros lançaram-me assim inesperadamente para um mundo real muito distante de Avis: o mundo das guerras. Iraque, Israel, Palestina eu sei lá o que me passou pela cabeça. E nós aqui como que a antevermos situações semelhantes: tiros nos Arrabaldes, nas Muralhas, nas proximidades da Casa do Benfica... Tiros para quê?
Certamente que 2004 teria seguido o seu rumo ao passado muito mais tranquilo se soubesse que legava ao 2005 um futuro risonho de paz e não de tiros. Por sua vez 2005 teria outra razão para sobreviver e nos fazer acreditar que, se os homens quiserem, a Paz é possível em qualquer parte do mundo.
Por tudo isso e contra tudo isto, desejo a todos aqueles que forem dando uma espreitadela aqui DO CASTELO um feliz 2005, mas sem tiros, por favor!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

ATÉ A GENTE SE ARREPIA!

É verdade que sim. Já pelo menos por três vezes que me safo à tangente nas circunstâncias que passo a explicar: Há quem teimosamente não respeite o STOP que se encontra junto da Caixa Geral de Depósitos e que obriga à paragem de quem, descendo a Machado dos Santos, pretende utilizar a 1º de Maio. A última vez foi ontem. Vinha eu descendo a 1º de Maio no sentido W-E e vinha um carro em sentido inverso. Pois só por pura sorte não nos enfeixámos numa terceira viatura que descendo a Machado dos Santos, resolveu seguir na direcção do posto da GNR, ignorando a sinalização ali colocada e deslizando impávido e sereno como” faca por manteiga.” Foi por um triz! A D. Bita que assistiu a esta situação, disse-me que ontem mesmo tinha visto 3 (TRÊS) carros seguidos fazerem o mesmo que aquele tinha feito e com a agravante de irem em alta velocidade.
Aqui deixo o meu alerta: apesar da Rua 1º de Maio ter sinalética indicativa de que tem prioridade sobre todas as ruas que a atravessam, é preciso ter muito cuidado, melhor, se possível ter todo o cuidado do mundo.
E boa sorte!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

UMA PIADA DA GERAL...

Perguntaram-me:

- Sabes o que é que Jesus Cristo, O Benfica e o Santana Lopes têm em comum?

Respondi:

- Não sei!

Elucidaram-me:

- Foram os três cruxificados em Belém...

domingo, 26 de dezembro de 2004

CAIU O PANO...

Caiu o pano sobre o meu quinquagésimo quinto Natal. Recordo com muita saudade os natais distantes em que quem se encarregava de dar as prendas era o Menino Jesus, que na sua ingenuidade nos trazia, (quando trazia), um ou dois chocolates, um carrinho de madeira e para as meninas uma boneca de trapo. Com que ansiedade se esperava que o dia amanhecesse para se correr para a chaminé e para as nossas botas, para redescobrir em cada ano o que tínhamos redescoberto já no ano anterior. Agora as coisas são diferentes. Já não é o Menino Jesus que traz as prendas, é o Pai Natal que orquestrado por uma bem montada máquina de marketing, nos começa a “cheringar” o sentido ainda bem nos começos de Novembro. Já não se espera pelo amanhecer do dia 25 porque, graças às novas tecnologias e transportes, agora tudo chega mais cedo. Assim, dada que é a meia-noite ( ou antes), toca a desembrulhar presentes. Os chocolates lá continuam a aparecer : “Ferrero Rocher” às carradas, enquanto antigamente eram chocolates feitos ratinhos, sombrinhas e gatinhos da “Regina”, mas sempre poucos. As bonecas, vulgo matrafonas, foram substituídas por “inteligentes” substitutas que chamam a mamã, fazem chichi e sei lá mais o quê.
O que para uns é motivo de alegria, poderá não o ser tanto para outros. A título de exemplo: um meu vizinho, com cerca de sete anos, recebeu este ano uma moto com bateria que se desloca como se de uma potente moto se tratasse. Embora pequena, faz quase tanto barulho como uma grande. Facilmente compreenderão que lhe deu muito mais alegria a ele recebê-la e utilizá-la do que a mim começar a ouvir o seu roncar( estilo moto-serra em aceleração), no seu pátio que é paredes-meias com a minha casa, por volta das oito da manhã de ontem 25 e de hoje, 26. ( sabem me dizer se aquelas baterias aguentam muito tempo?).
Caiu o pano e com ele o findar daqueles sorrisos de ocasião e aqueles sem número de vezes em que se ouve pelas ruas:” ...bem, se já não nos virmos um Bom Natal para si e para os seus!”. Eu confesso que também o repeti, algumas vezes sem mesmo ter noção do que estava a dizer, e que quase já não me fazia sentido ouvir em troca o estafado “ pelo menos que seja com saúde!”. Somos uns medricas que nem servimos para pedir. Obviamente que a saúde é imprescindível, mas não haverá nada mais a pedir? E a paz? E o emprego estável? E o fim da sinistralidade nas estradas? E..e...e tudo isso que vocês sabem tão bem como eu?
Caiu o pano sobre este Natal e apesar de tudo, a verdade é que começamos já a pensar se chegaremos ao próximo...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

FELIZ NATAL

SE O NATAL É PAZ E AMOR
QUE VOS ENCHE DE ALEGRIA,
ENTÃO FAÇAM POR FAVOR
UM NATAL EM CADA DIA!



DO CASTELO deseja a todos os seus leitores e familiares um Santo e Feliz Natal 2004!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

OBVIAMENTE QUE SIM!

A ser verdade, só perca por tardia: constou-se-me que vai ser construída uma rotunda nas imediações do Supermercado Salvaterra, na confluência da Rua 1º de Maio com a Antiga Estrada Nacional 243. Parece-me a todos os títulos louvável esta iniciativa, não se devendo descurar, como é óbvio o estacionamento suficiente para quem tenha necessidade de usufruir dos serviços do Supermercado.
No entroncamento daquelas ruas já se deram alguns acidentes e outros têm sido evitados nos limites.
Assim, rotunda quanto mais depressa melhor. Digamos que deveria estar pronta ontem
!

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

PARABÉNS REBOBRADOS

1º - Parabéns ao MANEL não só por ter feito um ano de vida, mas também por finalmente ter deixado de pensar que obrar em Avis sai caro e ter começado a pensar noutras coisas, o que lhe permitiu reiniciar a sua actividade bloguista que estava adormecida desde há longos dias. A sua ausência em termos de blog, levou-me a pensar que cada vez que tinha "necessidades" ia a correr para Cascais, para poupar uns euros. Mas agora está de volta. A propósito de obrar, ó Manel diz-me lá só a mim que ninguém nos ouve : o teu pai "obrou-se" todo quando viu que o Super Benfica precisou de 3 (três) penalties para ultrapassar uma equipa da 3ª divisão, ou achas que ele não vai "obrar" nestes dias mais próximos? Tens razão, arranjei aqui uma conversa de "obra"...

2º - Os meus mais sinceros parabéns para o JOÃO CALHAU, de Benavila que entre milhares de participantes a nível mundial apresetou um trabalho que acabou por ser escolhido entre os 400 melhores. Depois feita a análise desses 400 arrecadou simplesmente o 2º lugar a nível mundial, repito, a nível mundial.
Avis tem necessáriamente que se orgulhar de ter um filho da terra tão competente.
Razões de sobra tem o seu avô, "mestre" João Lourenço Feio para andar todo inchado com as façanhas do neto. Pudera!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

A VALNOR VALE POUCO

A VALNOR vale pouco porque faz a recolha dos lixos depositados nos ecopontos muito espaçadamente. É de fácil constatação que tal acontece
vendo a quantidade de papelões que se acumulam junto dos ditos ecopontos que se situem nas imediações de uma qualquer loja da nossa vila. O espaço reservado a este tipo de lixo rápida e facilmente se preenche pelo que os comerciantes optam por colocá-los no chão. Em conversa com um comerciante local sobre este assunto, fui informado de que um elemento da Valnor acompanhado de um funcionário da Câmara Municipal de Avis lhe terão dito de que deveria arranjar um espaço onde armazenar os papelões que não coubessem no ecoponto respectivo. Dada a falta de espaço para tal disse-me este comerciante de que, se a isso fosse obrigado, teria que meter o papelão na camioneta e despejá-lo por aí em qualquer local, o que como é óbvio, não me parece muito razoável.
Também não deixa de ser curioso a atitude da empregada de limpeza camarária que faz ou deveria fazer limpeza na zona do referido comércio, Supermercado Salvaterra - para que conste - lhe ter dito que deveria apanhar dali o papel. Tendo-lhe sido perguntado afinal quem era empregada de limpeza pública, a mesma insistiu em que não o apanhava, e não apanhou mesmo.
Uma coisa é certa: os montes de lixo sólido referido junto aos ecopontos é degradante. Se a culpa é dos comerciantes, se é da Valnor que deveria fazer recolhas mais amiudadas, se é da empregada camarária que faz limpeza à rua, deixo à vossa consideração, na certeza porém de que a Valnor não está isenta de culpas

domingo, 12 de dezembro de 2004

A CRISE E O COMÉRCIO TRADICIONAL

Há vários anos que sempre que chega a altura do Natal oiço os diversos comerciantes locais dizerem que “este ano ainda está pior que o ano passado”.
Consumidor acérrimo na época natalícia, este ano a cena tornou-se a repetir só que estou em crer que agora com contornos mais acentuados da crise económica. Por exemplo, seria impensável há meia dúzia de anos( ou menos) irmos à loja do Sr. Rui dos Ramos e encontrarmos a loja vazia de clientes. Presentemente isso é habitual. Ainda há dias por lá passei e vendo o Sr. Rui só, entrei e estive a conversar com ele cerca de vinte minutos até que chegasse um cliente. Nesse espaço de tempo lá se foi ele queixando de que efectivamente a crise agora era bem mais notória, por força da falta de dinheiro na população local e por força das grandes superfícies que vão abundando por todo o lado. E tentou-me convencer que os preços nos Hipermercados são enganadores, pois há muitos produtos que são ali mais caros do que no comércio tradicional. Para mim pensei que até se poderia ir à caixa pagar uma importância diferente da indicada na prateleira para um determinado produto. Em quarenta ou cinquenta compras quem é que decora ou confere os preços? Ao fim dos tais vinte minutos que referi chegou uma cliente que se admirou também da loja estar vazia. Saí, mas antes dei de frente com uma tábua de passar a ferro, igualzinha a uma que comprara oito dias antes no Bricomarché de Portalegre. Aqui, na loja do Sr. Rui custava 45 euros, eu paguei 53 euros em Portalegre. O Sr. Rui tinha razão!
A loja do Zé Joaquim estava às moscas, a das manas Fernanda e Maria Luisa a mesma coisa.
Estou convicto que cada vez se tornará mais penoso manter estes estabelecimentos com viabilidade económica ou seja mantê-los abertos. O comércio tradicional faz falta, emprega uma pequena parte da nossa população, é certo, mas seria muito bom que, podendo sobreviver levasse a aumentar os postos de trabalho que lhe estivessem adstritos. Vá lá, este ano faça umas comprinhas no coméricio local!
Neste momento, penso que apenas quem se queixa sem ter razão é o Sr. Santos, da farmácia...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

FIM DOS COMENTÁRIOS - O PORQUÊ

Quando decidi colocar um sistema de comentários no blogue DO CASTELO, foi no pressuposto de que os mesmos pudessem servir para troca de impressões acerca dos assuntos por mim aqui colocados à discussão pública. O tempo veio-me demonstrar o quanto eu estava enganado : os comentários deixaram de ser acerca dos assuntos por mim expostos, dos comentários construtivos quase sempre se partiu para comentários destrutivos/derrotistas , chegando mesmo alguns aos insultos e ofensas pessoais ( e não me estou a referir ao caso Hramos). Este blogue foi criado com o intuito de serem aqui colocados temas, situações e acontecimentos que o seu autor achasse por bem mencionar. Com o sistema de comentários verificou-se um abuso de tal modo acentuado que já os comentaristas propunham temas para serem depois aqui comentados ( no dia 03/12/2004 às 13:18:37 a FLA propunha um determinado site e que “...comentem neste blogue o que acham???”). Conclui-se assim facilmente que DO CASTELO era um ver se te avias de lavagem de roupa suja, uma espécie de logradouro comum para denegrir o “parceiro”e as instituições, parecendo que eu estava pactuando com toda e qualquer espécie de comentários que cada qual por sua conta e risco quisesse fazer, à sombra de um anonimato que, quanto ao autor deste Blogue não o é tanto assim.
Analisada hoje a situação ( depois de um período em que estive de novo sem Internet) e tendo-me debruçado sobre os últimos comentários e pelas razões atrás referidas decidi-me pelo encerramento dos mesmos, embora com grande mágoa minha - falhei nos meus objectivos e assumo essa falha. Qualquer dos comentadores tem, por certo, conhecimentos suficientes para criarem o seu próprio blogue e apresentarem aí as suas opiniões e posições. Com as próximas eleições à porta não faltarão artigos/temas para apreciação, tanto para os mais moderados como para os mais radicais. Mas no DO CASTELO não pode ser. Se o Professor Mar Sêlo, a FLA, o D. João I, o Bairrista Municipal (sempre muito correcto) ou qualquer outro quiser, poderá tornar ainda mais rica a nossa já algo importante blogosfera local.
Para terminar um agradecimento ao J.N. que me ajudou a abrir o blogue, ao J.A. que me ajudou a colocar os comentários e ao A.C. que me ajudou a retirá-los. Como podem ver, sozinho não consigo fazer nada!
A vida continua, na certeza de que alguns de vós compreenderão as minhas razões. Quanto aos outros, paciência...mas podem sempre por cá dar uma voltinha!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

ESTOU DEVERAS EMBEVECIDO!

Nunca pensei que DO CASTELO fosse lido por Sua excelência o Sr. Presidente da República. Em vez de "opinar" resolveu uma das questões por mim levantadas e de vez: acabou (para já, dado que o futuro só a Deus pertence) com este governo, respondendo assim à questão do Dr. Santana se aguentar até ao fim ou não!
Já agora, se o Ministro dos Desportos que vier, achar por bem, pois que acabe com o campeonato no primeiro dia em que o Benfica estiver à frente ...se é que algum dia vai estar e se é que algum dia o Ministro ler este Blogue.
Está bem, está, até a barraca abanava!