Porque hoje é Domingo e esteve uma manhã bonita, embora um pouco fria, foi dia de dar o passeiozinho matinal. Hoje dediquei-me a “inspeccionar” os pequenos quintais que praticamente cada casa tem. São bonitos de se ver. Na maioria, os alhos despontam já bem acima da terra. Ora se pelo Natal têm bico de pardal é lógico que agora já estejam grandotes. Favas, muitas favas, algumas até já com flor. Mas as geadas fortes ainda não vieram e se chegarem em altura de floração lá se vai a flor e o promissor fruto. Ervilhas, nascidas e já a embarrar. Concluí, tal como acontece com a minha, que a parte mais bonita das casas é que a fica para trás. Sim porque há algumas com azulejos simplesmente horrorosos!
Mas andar a pé tem outra vantagem. Encontra-se gente com que apetece falar e fala-se. E aparece gente com quem não apetece falar, dão-se os bons dias e continua-se a andar. Hoje encontrei alguém com quem me apeteceu falar. Conversa para lá, conversa para cá e claro o inevitável : amigo “fulano” isto está mau. Acho que nunca esteve tão mau.
- Mas o tempo vai bom para a agricultura, retorqui eu.
- Pois vai. Por enquanto vai. Mas o ano passado levei uma grande porrada no pimentão e nos bróculos. Este ano vou fazer menos searas. E se a Dardico não me pagar melhor, nem bróculos faço...
- A maior parte da azeitona já nem se apanha..., retorqui eu
- Pois isso não. Olhe que até a Fundação (Abreu Callado) deixou a maioria por apanhar. Meteu lá uma máquina e grande parte ficou lá na terra. E sabe outra? Roubaram lá uma quantidade de borregos, incluindo os do pastor. Este com medo, desfez-se dos borregos dele e despediu-se. Tem havido dificuldade em arranjar novo pastor, e sabe o que o Presidente da Fundação disse?
- Não sei não, senhor fulano
- Pois disse que se não há pastor vende-se o gado e pronto. E sabe se semearam algum trigo foi agora há poucos dias.
- Não me conte mais por favor.
Despedi-me e segui o meu trajecto solitário e pensativo. Não semear trigo, não apanhar a azeitona, vender o gado. Não foi esta a Fundação que eu conheci e que dava trabalho a uma Benavila inteira. Apenas por curiosidade, gostava de saber qual a formação académica do presidente da Fundação. Quase que apostava que não tem nada a ver com a agricultura. Se calhar algum advogado!
Riem-se? Então não tivemos já um ministro da saúde que era electricista?...
domingo, 18 de janeiro de 2004
sábado, 17 de janeiro de 2004
DO CASTELO INTERNACIONALIZOU-SE
É isso: DO CASTELO recebeu a primeira internacionalização. E para a comomorar daqui mando um cumprimento muito especial para a LEONOR GODINHO, que faz o favor de ler o meu blogue em Inglaterra, nos arredores de Londres. Amiga: hoje aqui na nossa AVIS está uma noite terrivelmente fria. Deve estar a gear. Vá dando notícias que eu vou fazendo o mesmo.
Bem haja!
Bem haja!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
CONFIRMADO : ALTERAÇÃO AO HORÁRIO DO CENTRO DE SAÚDE A PARTIR DA PRÓXIMA SEGUNDA FEIRA
DO CASTELO acertou na muge: O Centro de Saúde vai reduzir o horário de funcionamento, no pressuposto de que com isso, a ARS diminuirá igualmente os custos. Duvido que tal aconteça mas isso são contas de um rosário que nunca poderei desfiar, tanto mais que a Saúde não pode ser equacionada como um supermercado, onde o lucro se terá que sobrepor sempre ao défice.
Tenho presente um comunicado assinado pelo Sr. Director do Centro de Saúde que além de confirmar o encerramento antecipado pouco mais adianta. Estou em crer que é muito difícil fazer acreditar aos utentes que “ outras medidas foram tomadas para que a presença nas salas de espera se torne confortável e agradável” (citei), quando aquilo que eles mais necessitam é de um período alargado de atendimento. Igualmente pouco interessará aos utentes do Centro de Saúde de Avis saber que a actividade de construção naval é considerada de risco elevada...
Da Câmara constou-me que aliada à indignação propuseram à população uma concentração de desagrado junto ao Centro de Saúde, na próxima segunda feira pelas 19 horas. Se tal acontecer espero que seja dada àqueles que ali se deslocarem e por quem de direito, uma justificação cabal e convincente para esta alteração.
Vamos aguardar para ver, embora esteja perfeitamente convicto de que o processo é irreversível.
Tenho presente um comunicado assinado pelo Sr. Director do Centro de Saúde que além de confirmar o encerramento antecipado pouco mais adianta. Estou em crer que é muito difícil fazer acreditar aos utentes que “ outras medidas foram tomadas para que a presença nas salas de espera se torne confortável e agradável” (citei), quando aquilo que eles mais necessitam é de um período alargado de atendimento. Igualmente pouco interessará aos utentes do Centro de Saúde de Avis saber que a actividade de construção naval é considerada de risco elevada...
Da Câmara constou-me que aliada à indignação propuseram à população uma concentração de desagrado junto ao Centro de Saúde, na próxima segunda feira pelas 19 horas. Se tal acontecer espero que seja dada àqueles que ali se deslocarem e por quem de direito, uma justificação cabal e convincente para esta alteração.
Vamos aguardar para ver, embora esteja perfeitamente convicto de que o processo é irreversível.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
EM AVIS, A PARTIR DE SEGUNDA FEIRA, É CONVENIENTE NÃO ADOECER DEPOIS DAS 20 HORAS...
A partir de Segunda Feira ( 19 de Janeiro) o Centro de Saúde de Avis passará a ter novo horário: abertura às 08 horas e encerramento às 20 horas. Não sei se a população já foi avisada ou se o Centro ainda não fez nenhum comunicado de modo a que todo o “povo” do concelho de Avis tenha conhecimento atempado. Mais uma machadada na já tão débil estrutura de Saúde concelhia.
E é facto consumado. O que me admira é o modo passivo como aceitamos estas situações. Somos confrontados com alterações que mexem com todos nós e aceitamo-las de bom grado. Que aconteceu ao espírito reivindicativo destas gentes que tantas lutas e batalhas tiveram antes e depois do 25 de Abril? Será que já morreram todos os que reivindicavam? Vi nesta vila manifestações por coisas bem menos necessárias do que esta. E no próprio Centro? Os trabalhadores aceitam esta redução, esquecendo-se dos utentes, a quem alguns chegam a dizer que “tanto amam?”. Há ali classes sociais com poderes altamente reivindicativos e que igualmente nada fazem.
Ah! Fez-se-me luz! Pode ser uma luz completamente distorcida, mas não deixa de ser uma luz, e é pena não ter chegado mais cedo, que escusava de estar a perder o meu latim. É assim: então se eu tivesse uma “privada”, reduzindo o horário no Centro, equivaleria a aumentar as hipóteses de eu ter mais clientes na “privada”, trocando por miúdos, a ter mais lucro. Então que se lixe a reivindicação! Amo muito os utentes mas primeiro estou eu.
Ao que havíamos de chegar... ou será que estou errado?
E é facto consumado. O que me admira é o modo passivo como aceitamos estas situações. Somos confrontados com alterações que mexem com todos nós e aceitamo-las de bom grado. Que aconteceu ao espírito reivindicativo destas gentes que tantas lutas e batalhas tiveram antes e depois do 25 de Abril? Será que já morreram todos os que reivindicavam? Vi nesta vila manifestações por coisas bem menos necessárias do que esta. E no próprio Centro? Os trabalhadores aceitam esta redução, esquecendo-se dos utentes, a quem alguns chegam a dizer que “tanto amam?”. Há ali classes sociais com poderes altamente reivindicativos e que igualmente nada fazem.
Ah! Fez-se-me luz! Pode ser uma luz completamente distorcida, mas não deixa de ser uma luz, e é pena não ter chegado mais cedo, que escusava de estar a perder o meu latim. É assim: então se eu tivesse uma “privada”, reduzindo o horário no Centro, equivaleria a aumentar as hipóteses de eu ter mais clientes na “privada”, trocando por miúdos, a ter mais lucro. Então que se lixe a reivindicação! Amo muito os utentes mas primeiro estou eu.
Ao que havíamos de chegar... ou será que estou errado?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
É PRECISO TER LATA...
Trabalhadora numa fábrica de Avis, a “Maria” saiu da mesma em Novembro de 2003. Não lhe pagaram ainda o mês de Novembro nem a proporcionalidade do 13º mês.
A “Maria” pediu a declaração para o IRS e verificou com admiração de que na mesma constam como pagas as verbas que afinal não recebeu, nem sabe se virá a receber. Faz notar isso ao ex-patrão que lhe responde:
-Não podemos fazer nada. O computador está assim programado...
Quer-me parecer que o computador já tem as costas largas para muitas coisas, mas numa situação destas, francamente...HAJA VERGONHA!
A “Maria” pediu a declaração para o IRS e verificou com admiração de que na mesma constam como pagas as verbas que afinal não recebeu, nem sabe se virá a receber. Faz notar isso ao ex-patrão que lhe responde:
-Não podemos fazer nada. O computador está assim programado...
Quer-me parecer que o computador já tem as costas largas para muitas coisas, mas numa situação destas, francamente...HAJA VERGONHA!
terça-feira, 13 de janeiro de 2004
O PREÇO DE ALGUM PÃO JÁ DESCEU...
Tal como tinha previsto já se deu a primeira descida no preço do pão. Os papo-secos que custavam 10 cêntimos, passaram a custar 12 cêntimos a partir de 1 de Janeiro. Ontem já custaram 11 cêntimos, ou seja houve uma redução de 50% em relação ao aumento inicialmente efectuado. Isto no pão fabricado em Avis, porque os outros ainda não alteraram nada. Mas que lei é esta em que cada um faz o que lhe dá na real gana?
E os lixados são sempre os mesmos...
E os lixados são sempre os mesmos...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2004
UMA QUESTÃO DE NEVOEIRO...
Hoje esteve um nevoeiro terrível aqui sobre Avis. Instalou-se de um modo “pegajoso”, à mistura com uma espécie de chuvisco que nem chuvisco chegava a ser, mas molhava e no mínimo aborrecia.
E persiste. Agora à noite fui á janela da minha marquise e avisto lá em cima a Torre da Rainha como que deformada pela ilusão que me é transmitida pelas luzes filtradas pelo nevoeiro. Até parece que não é paralelepipedamente perfeita. Mas é.
A minha mente também andava cheia de nevoeiro: manter quase diariamente um blogue de terceira categoria como é o meu, parecia-me de todo irrelevante. No entanto fui sacudido por duas rajadas de vento forte que me afastaram temporariamente esse nevoeiro: uma veio lá dos lados de Pombal, assinada pelo Luís Filipe; a outra veio lá dos lados de Silves, assinada pela D. Manuela Mendes. Dizem-me que o meu blogue lhes serve para apaziguar as saudades da sua terra. Só por isso penso que devo continuar. Qualquer deles teve que abandonar Avis para sobreviver, e se eu lhes puder ir actualizando o que por aqui se passa, minorando essas saudades, já não será de todo um esforço em vão.
As notícias por aqui não são muitas, como sabem. Mas vou tentar ganhar folgo e continuar a transmitir o que se vislumbra aqui DO CASTELO. Bem hajam por terem a paciência de me lerem...e acreditem que gosto tanto de Avis quanto vós.
E persiste. Agora à noite fui á janela da minha marquise e avisto lá em cima a Torre da Rainha como que deformada pela ilusão que me é transmitida pelas luzes filtradas pelo nevoeiro. Até parece que não é paralelepipedamente perfeita. Mas é.
A minha mente também andava cheia de nevoeiro: manter quase diariamente um blogue de terceira categoria como é o meu, parecia-me de todo irrelevante. No entanto fui sacudido por duas rajadas de vento forte que me afastaram temporariamente esse nevoeiro: uma veio lá dos lados de Pombal, assinada pelo Luís Filipe; a outra veio lá dos lados de Silves, assinada pela D. Manuela Mendes. Dizem-me que o meu blogue lhes serve para apaziguar as saudades da sua terra. Só por isso penso que devo continuar. Qualquer deles teve que abandonar Avis para sobreviver, e se eu lhes puder ir actualizando o que por aqui se passa, minorando essas saudades, já não será de todo um esforço em vão.
As notícias por aqui não são muitas, como sabem. Mas vou tentar ganhar folgo e continuar a transmitir o que se vislumbra aqui DO CASTELO. Bem hajam por terem a paciência de me lerem...e acreditem que gosto tanto de Avis quanto vós.
domingo, 11 de janeiro de 2004
À FALTA DE MELHOR...
Esta é daquelas notícias que nem nos aquecem nem nos arrefecem. Apenas por curiosidade vo-la passo a transcrever.
Então é assim: aquela senhora que habitualmente aparece junto da Raquel Cruz, mulher do preso Carlos Cruz, normalmente junto da Penitenciária de Lisboa com um cartaz em defesa do dito preso, morou em Avis nos princípios dos anos 70 no cruzamento da Machado Santos com a 1º de Maio. Esteve recentemente em Avis e disse ( por estas ou outras palavras) que com aquele "serviço" ganhava bom dinheirinho...
Também de outra maneira não podia ser, não acham?
Então eu não os tinha avisado que esta notícia não era grande coisa?...
Então é assim: aquela senhora que habitualmente aparece junto da Raquel Cruz, mulher do preso Carlos Cruz, normalmente junto da Penitenciária de Lisboa com um cartaz em defesa do dito preso, morou em Avis nos princípios dos anos 70 no cruzamento da Machado Santos com a 1º de Maio. Esteve recentemente em Avis e disse ( por estas ou outras palavras) que com aquele "serviço" ganhava bom dinheirinho...
Também de outra maneira não podia ser, não acham?
Então eu não os tinha avisado que esta notícia não era grande coisa?...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2004
POSITIVO E NEGATIVO
1 - POSITIVO: Já se encontra a circular a Folha Informativa ÁGUIA, dos "Amigos do Concelho de Avis", referente a Dezembro de 2003 e com o nº9. Com vários artigos de interesse, qualquer elemento da Direcção lhe poderá facultar uma.Tome nota: é cultura, é leitura a não perder!
2 - NEGATIVO : Há meia-dúzia de dias que a rotunda de acesso ao Quartel dos Bombeiros ou ao Bairro do Clube Náutico foi instalada e, à boa maneira portuguesa, já andaram a esburacar a via de rodagem que lhe está anexa. Embora a obra esteja sinalizada, o certo é que já estão marcas de pneus na separatória junto ao local da obra. Será uma questão de acessibilidades, agora tanto em voga? Haveria necessidade disto se tudo tivesse sido devidamente planeado?
2 - NEGATIVO : Há meia-dúzia de dias que a rotunda de acesso ao Quartel dos Bombeiros ou ao Bairro do Clube Náutico foi instalada e, à boa maneira portuguesa, já andaram a esburacar a via de rodagem que lhe está anexa. Embora a obra esteja sinalizada, o certo é que já estão marcas de pneus na separatória junto ao local da obra. Será uma questão de acessibilidades, agora tanto em voga? Haveria necessidade disto se tudo tivesse sido devidamente planeado?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2004
TEMOS QUE TER PACIÊNCIA COM O INVERNO...
Hoje esteve um dia aborrecido. Aquele "molha-parvos" que quase todo o dia nos incomodou, parece que ainda é pior de suportar do que uma boa chuvada. Agora à noite há umas abertas e dá para apreciar o belo luar que faz juz à sua condição de não haver luar como o de Janeiro...
Temos que ter paciência com este Inverno, mas tenho boas notícias para vós: já vi umas andorinhas e no Domingo passou por mim uma família de cegonhas que, em contraste com o céu azul, faziam um belo espectáculo. Aí lembrei-me desta coisa, se calhar sem nexo: será que se em vez de uma fraca pombinha fosse uma cegonha a transportar os ramos de oliveira, a PAZ seria assim melhor distribuída por todo o mundo? Que acham?
Temos que ter paciência com este Inverno, mas tenho boas notícias para vós: já vi umas andorinhas e no Domingo passou por mim uma família de cegonhas que, em contraste com o céu azul, faziam um belo espectáculo. Aí lembrei-me desta coisa, se calhar sem nexo: será que se em vez de uma fraca pombinha fosse uma cegonha a transportar os ramos de oliveira, a PAZ seria assim melhor distribuída por todo o mundo? Que acham?
OS CONTENTORES DO LIXO...E OUTROS LIXOS!
Garanto-vos que não vou vez nenhuma despejar lixo ao contentor mais próximo da minha casa e que o mesmo não esteja de tampa aberta. Compreendo que para mim até será mais prático: é só despejar. Mas eu agradeço a todos os que o fazem para me facilitar a vida, porque eu deixo-o sempre fechado. Penso que assim se preserva muito mais a Saúde Pública: com a tampa aberta entram as moscas no Verão e a água no Inverno, além de deixar sair muito mais mau cheiro.
Eu sei, eu sei que há cheiros piores em Avis. Mas acham que se consegue fechar a tampa da Estação de Tratamento de Esgotos de Avis? Claro que não, mas a do contentor do lixo consegue-se. Vá lá, demora só dois segundos...
Eu sei, eu sei que há cheiros piores em Avis. Mas acham que se consegue fechar a tampa da Estação de Tratamento de Esgotos de Avis? Claro que não, mas a do contentor do lixo consegue-se. Vá lá, demora só dois segundos...
terça-feira, 6 de janeiro de 2004
O PÃO QUE O DIABO DO MINISTRO AMASSOU...
A partir do dia 1 de Janeiro passei a pagar o pão que até então me custava 27 cêntimos por 40 cêntimos! Vem agora um Ministro dizer que não era bem isso que se pretendia e que se ia averiguar o que aconteceu em relação ao aumento do pão. Entretanto eu continuo a pagar o pão que era de 27 a 40 cêntimos. Se com o inquérito chegarem à conclusão de que houve um equívoco, certamente que o pão baixará para menos do 40 cêntimos. Não sei quanto tempo vai durar esse tal inquérito: só sei é que até ele estar terminado, eu vou continuar a pagar o pão a 40 cêntimos.
A minha dúvida e pergunta que deixo no ar é esta: se o inquérito concluir que o aumento foi exagerado, quem é que me restitui a diferença entretanto por mim paga? O Sr. Ministro da Economia? A Srª Ministra das Finanças? A Srª Padeira? Sim. quem? O que é certo é que, a ser assim, alguém se “abotoou” com o que eu paguei a mais.
Como dizem os nossos irmãos brasileiros: cuidado, estão mexendo no meu bolso...
A minha dúvida e pergunta que deixo no ar é esta: se o inquérito concluir que o aumento foi exagerado, quem é que me restitui a diferença entretanto por mim paga? O Sr. Ministro da Economia? A Srª Ministra das Finanças? A Srª Padeira? Sim. quem? O que é certo é que, a ser assim, alguém se “abotoou” com o que eu paguei a mais.
Como dizem os nossos irmãos brasileiros: cuidado, estão mexendo no meu bolso...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2004
O CONCERTO IA-ME PASSANDO AO LADO...
Avis teve ontem o seu Concerto de Reis. Ou a publicidade foi muito escassa, ou eu andei muito distraído pois não fôra a informação dada por pessoa amiga, uma hora antes do espectáculo começar e não me tinha apercebido de nada. E era pena. Desde logo porque a Orquestra Juvenil de Avis é uma mais valia para a vila. Afinada q.b., apresentou um repertório merecedor dos meus aplausos. O Professor Carrageta tem feito trabalho, apesar de me parecer que a escolha entre os músicos não seja abundante, pois há lá elementos que há muito deixaram de ser juvenis.
O Orfeão de Portalegre encantou com as suas melodias. Aqui o nível etário ultrapassou já e bem a craveira dos “cinquentas”. Bem ensaiados, vozes afinadas, vestidos a rigor...É verdade : então não haverá possibilidade de arranjar uma farda para a nossa Orquestra Juvenil? Ficaria muito mais bonito e pareceria menos que os seus elementos se tinham vestido de ganga para um piquenique...
Parabéns à Câmara de Avis, ao Professor Carrageta e sua Orquestra, ao Orfeão, e a todos os que Organizaram este espectáculo.
O Orfeão de Portalegre encantou com as suas melodias. Aqui o nível etário ultrapassou já e bem a craveira dos “cinquentas”. Bem ensaiados, vozes afinadas, vestidos a rigor...É verdade : então não haverá possibilidade de arranjar uma farda para a nossa Orquestra Juvenil? Ficaria muito mais bonito e pareceria menos que os seus elementos se tinham vestido de ganga para um piquenique...
Parabéns à Câmara de Avis, ao Professor Carrageta e sua Orquestra, ao Orfeão, e a todos os que Organizaram este espectáculo.
domingo, 4 de janeiro de 2004
PORQUE É HOJE É DOMINGO ...
Tal como ontem, hoje está um dia Primaveril, com as temperaturas acima da média, para a época e com um céu azul lindo, lindo. Hoje definitivamente não é um dia de Inverno. Palpita-me que lá pelas bandas de Silves até já há “camones” em tronco nu e em calções. Será D. Manuela?
Perante este cenário lá dei eu mais os meus pensamentos a minha voltinha solitária. Parti de casa às 10H35M e percorri o bairro sem nome, que se situa entre o Centro e Saúde e o Cemitério. Por ser Domingo não encontrei ninguém no bairro. Duas voltas ao recinto dos Parques e Feiras (nome pomposo!), e segui pelo Bairro do Serradão, onde constatei o adiantado estado das obras do novo Lar de Idosos, de iniciativa particular, ali em construção. Desci a Estrada Nacional. Fotografei o Padrão. Exacto Avis tem um Padrão que só agora, em período de queda das folhas dos plátanos se deixa ver. Está ali junto à Estrada Nacional, no prolongamento da Rua Machado dos Santos. Não se admire por não saber que Avis tem padrão porque muita gente não sabe. Fotografei-o, segui e parei na Galp para comprar um jornal. Bebi um descafeinado nos Benfiquistas do “João da Zefa”, passei junto aos Bombeiros ( aproveito para vos dizer que é ali que se encontra o Bar do TINONI, e cuja localização há tempos vos tinha deixado no ar...) e parei à entrada da Rua dos Arrabaldes. Juntamente com o Jardim do Mestre, deve ser das paisagens mais bonitas de Avis. Só um reparo: não olhem para baixo, para junto do muro que a separa de propriedade privada. Ali, mesmo junto a nós jazem: um fogão que foi a gaz , os restos de uma motorizada, um pneu, vários recipientes de plástico, muita porcaria. Não, olhem em frente: passem com a vista por cima das nove camionetas da frota da Avisalves, ( até parecia que Avis não suportaria uma empresa assim...) e vejam a magnitude de uma barragem que é um cartão de visita impressionante. Lá está de novo e sempre a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Embevecido continuei Rua dos Arrabalde abaixo: cruzei com a Rua ( ou será Travessa?) do Forno, Rua dos Mercadores, Rua do Meio e subi, quase a pique a Rua das Videiras. Virei para a Rua da Porta do Postigo e dei comigo a admirar mais uma vez as ruínas do Convento pela parte de trás. Espraiei a vista pela Torrinha, onde se vêm agora uns quatro ou cinco montes que há meia dúzia de anos lá não existiam. Qualquer dia, se não fôr proibido o seu acesso, quero por lá passar e ver de que se trata na realidade. Segui o meu percurso: desci a Rua Machado dos Santos, passei em frente à Casa do Benfica ( a tal que não arranjou bilhetes para o Benfica-Sporting de logo à noite) e regressei a casa após duas horas de um bem digerido passeio, e onde, imagine-se só, a minha querida esposa preparava um açorda com coentros, poejos, ovos e bacalhau.
Que mais será necessário para se ser feliz?
Perante este cenário lá dei eu mais os meus pensamentos a minha voltinha solitária. Parti de casa às 10H35M e percorri o bairro sem nome, que se situa entre o Centro e Saúde e o Cemitério. Por ser Domingo não encontrei ninguém no bairro. Duas voltas ao recinto dos Parques e Feiras (nome pomposo!), e segui pelo Bairro do Serradão, onde constatei o adiantado estado das obras do novo Lar de Idosos, de iniciativa particular, ali em construção. Desci a Estrada Nacional. Fotografei o Padrão. Exacto Avis tem um Padrão que só agora, em período de queda das folhas dos plátanos se deixa ver. Está ali junto à Estrada Nacional, no prolongamento da Rua Machado dos Santos. Não se admire por não saber que Avis tem padrão porque muita gente não sabe. Fotografei-o, segui e parei na Galp para comprar um jornal. Bebi um descafeinado nos Benfiquistas do “João da Zefa”, passei junto aos Bombeiros ( aproveito para vos dizer que é ali que se encontra o Bar do TINONI, e cuja localização há tempos vos tinha deixado no ar...) e parei à entrada da Rua dos Arrabaldes. Juntamente com o Jardim do Mestre, deve ser das paisagens mais bonitas de Avis. Só um reparo: não olhem para baixo, para junto do muro que a separa de propriedade privada. Ali, mesmo junto a nós jazem: um fogão que foi a gaz , os restos de uma motorizada, um pneu, vários recipientes de plástico, muita porcaria. Não, olhem em frente: passem com a vista por cima das nove camionetas da frota da Avisalves, ( até parecia que Avis não suportaria uma empresa assim...) e vejam a magnitude de uma barragem que é um cartão de visita impressionante. Lá está de novo e sempre a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Embevecido continuei Rua dos Arrabalde abaixo: cruzei com a Rua ( ou será Travessa?) do Forno, Rua dos Mercadores, Rua do Meio e subi, quase a pique a Rua das Videiras. Virei para a Rua da Porta do Postigo e dei comigo a admirar mais uma vez as ruínas do Convento pela parte de trás. Espraiei a vista pela Torrinha, onde se vêm agora uns quatro ou cinco montes que há meia dúzia de anos lá não existiam. Qualquer dia, se não fôr proibido o seu acesso, quero por lá passar e ver de que se trata na realidade. Segui o meu percurso: desci a Rua Machado dos Santos, passei em frente à Casa do Benfica ( a tal que não arranjou bilhetes para o Benfica-Sporting de logo à noite) e regressei a casa após duas horas de um bem digerido passeio, e onde, imagine-se só, a minha querida esposa preparava um açorda com coentros, poejos, ovos e bacalhau.
Que mais será necessário para se ser feliz?
sexta-feira, 2 de janeiro de 2004
LI ISTO EM QUALQUER LADO...
CURIOSIDADES:
Dia 1 de Janeiro, em Lisboa, o Sol nasce às 07:55 e tem o seu ocaso às 17:26
Dia 1 de Janeiro, no Porto, o Sol nasce às 08:00 e tem o seu ocaso às 17:16
Janeiro é o mês de:
Preparar a terra para o batatal
Semear favas e ervilhas
No Norte e Centro semear centeio, couve galega, nabos, nabiças e tomates
No Sul semear abóbora, cenoura, couves, ervilha e feijão.
Chuva em Janeiro e não frio/vai dar riqueza no estio
Dia 1 de Janeiro, em Lisboa, o Sol nasce às 07:55 e tem o seu ocaso às 17:26
Dia 1 de Janeiro, no Porto, o Sol nasce às 08:00 e tem o seu ocaso às 17:16
Janeiro é o mês de:
Preparar a terra para o batatal
Semear favas e ervilhas
No Norte e Centro semear centeio, couve galega, nabos, nabiças e tomates
No Sul semear abóbora, cenoura, couves, ervilha e feijão.
Chuva em Janeiro e não frio/vai dar riqueza no estio
quinta-feira, 1 de janeiro de 2004
ANO NOVO...ESPERANÇAS VELHAS
Esta coisa de Ano Novo vida nova nunca me convenceu. Não sou de superetições, nem acredito em bruxas. Não como doze passas nem peço que aconteçam coisas só pelo facto de ser Ano Novo. Talvez por isso, hoje mesmo (2004) continuou tudo na mesma na minha vida como ontem (2003) ou, bem analisadas as coisas, se calhar até já um pouco pior. - És um tipo de pouca fé, dirão alguns de vós. Serei, direi eu!
Para aqueles que têm a paciência de ir por aqui dando uma volta bloguista, eu, DO CASTELO, DESEJO UM BOM ANO DE 2004. Se calhar são mais umas palavras de circunstância, porque efectivamente fazer algo de palpável que lhe faça especialmente a si, ter um bom ano, sinceramente que não sei o que irei fazer...se calhar nada.
Para ti, MANEL (escuta o que eu te digo: de Manuel já passaste a Manel e se estiveres muito tempo cá por Avis, qualquer dia és o Maneli - lembra-te do que eu te digo...) vai um abraço muito especial e pouco...apertado, por motivos óbvios!
Para aqueles que têm a paciência de ir por aqui dando uma volta bloguista, eu, DO CASTELO, DESEJO UM BOM ANO DE 2004. Se calhar são mais umas palavras de circunstância, porque efectivamente fazer algo de palpável que lhe faça especialmente a si, ter um bom ano, sinceramente que não sei o que irei fazer...se calhar nada.
Para ti, MANEL (escuta o que eu te digo: de Manuel já passaste a Manel e se estiveres muito tempo cá por Avis, qualquer dia és o Maneli - lembra-te do que eu te digo...) vai um abraço muito especial e pouco...apertado, por motivos óbvios!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2003
" A VIDA DURA UM MOMENTO"
"A VIDA DURA UM MOMENTO"
ENTRE UM SUSPIRO E UM AI;
É LUZ DE VELA AO RELENTO
QUE A LEVE SOPRO SE ESVAI.
José Gabriel Gonçalves - Carcavelos
"A VIDA DURA UM MOMENTO"
QUANDO NO PRAZER SE EXPANDE;
MAS SE FÔR DE SOFRIMENTO,
MESMO PEQUENA É TÃO GRANDE...
Do Castelo - Avis
"A VIDA DURA UM MOMENTO"
UM BEIJO, UMA DOR, UM AI...
A VIDA É FOLHA NO VENTO,
SÓ DEUS SABE ONDE ELA VAI!
Maria Odete Alves Vaz - Lisboa
ENTRE UM SUSPIRO E UM AI;
É LUZ DE VELA AO RELENTO
QUE A LEVE SOPRO SE ESVAI.
José Gabriel Gonçalves - Carcavelos
"A VIDA DURA UM MOMENTO"
QUANDO NO PRAZER SE EXPANDE;
MAS SE FÔR DE SOFRIMENTO,
MESMO PEQUENA É TÃO GRANDE...
Do Castelo - Avis
"A VIDA DURA UM MOMENTO"
UM BEIJO, UMA DOR, UM AI...
A VIDA É FOLHA NO VENTO,
SÓ DEUS SABE ONDE ELA VAI!
Maria Odete Alves Vaz - Lisboa
domingo, 28 de dezembro de 2003
2 - NOTAS NEGATIVAS - 2
Nota negativa 1 - Continua o péssimo cheiro que infesta a vila, principalmente as zonas mais próximas da ETAR. Hoje fui dar um giro pelas imediações da vila e sinceramente que é um sacrifício enorme respirar aquele ar, uma violência extrema “obrigar” a que pessoas vivam sem qualidade de vida. Será que esta situação não tem fim? Quem autorizou a sua construção, políticos e autoridades sanitárias incluídas é que deviam viver paredes meias com aquele lixo, aquela podridão!
Nota negativa 2 - Afinal a Casa do Benfica de Avis, parece que ficou sem bilhetes para o clássico com o Sporting. No mínimo parece-nos estranho que tal aconteça. Como é possível não satisfazer pelo menos as necessidades dos sócios? Desleixo? Incúria? Má gestão?
Um amigo meu, por sinal sócio da Casa e sócio do próprio SLB, que ficou sem bilhete e logo sem possibilidade de ir assistir ao espectáculo, confidenciava-me que não sabe muito bem quem manda naquela Instituição...
Nota negativa 2 - Afinal a Casa do Benfica de Avis, parece que ficou sem bilhetes para o clássico com o Sporting. No mínimo parece-nos estranho que tal aconteça. Como é possível não satisfazer pelo menos as necessidades dos sócios? Desleixo? Incúria? Má gestão?
Um amigo meu, por sinal sócio da Casa e sócio do próprio SLB, que ficou sem bilhete e logo sem possibilidade de ir assistir ao espectáculo, confidenciava-me que não sabe muito bem quem manda naquela Instituição...
sexta-feira, 26 de dezembro de 2003
VAMOS CANTAR NATAL...
MENINO QUE NO NATAL,
AO MUNDO DÁS ALEGRIA
FAZ QUE ACABE EM PORTUGAL
O CRIME "PEDOFILIA"
= ÁLVARO VIEGAS CAVACO/LOULÉ=
EU CANTO AO JESUS MENINO
QUE É O REI DA HUMANIDADE;
CANTANDO AO NATAL DIVINO,
CANTO A PAZ, CANTO A AMIZADE.
=MARIA ROMANA/FARO=
NATAL É TODOS OS DIAS
QUANDO O HOMEM FÔR CAPAZ
DE SEMEAR ALEGRIAS
EM CAMPOS DE AMOR E PAZ
=SILVIA MARIA REIS SILVA/ALCÁCER DO SAL=
DO CANHÃO SE FAÇA ARADO,
E DA GUERRA, A PAZ TOTAL;
E OIÇA O MUNDO ALIVIADO,
POIS VAMOS CANTAR NATAL!
=IZO GOLDMAN/SÃO PAULO=
ANTE A INQUIETUDE QUE ENCERRA
A LUTA ENTRE O BEM E O MAL,
HOMENS, DAI TRÉGUAS À GUERRA
E...VAMOS CANTAR NATAL!
=MARIA MADALENA FERREIRA MAGÉ/RIO DE JANEIRO=
JESUS, EU SEI QUE ÉS CAPAZ
POR MANDARES EM TODA A TERRA:
DÁ-NOS UM NATAL DE PAZ
BANE ESSA MALDITA GUERRA!
="DO CASTELO"/AVIS=
AO MUNDO DÁS ALEGRIA
FAZ QUE ACABE EM PORTUGAL
O CRIME "PEDOFILIA"
= ÁLVARO VIEGAS CAVACO/LOULÉ=
EU CANTO AO JESUS MENINO
QUE É O REI DA HUMANIDADE;
CANTANDO AO NATAL DIVINO,
CANTO A PAZ, CANTO A AMIZADE.
=MARIA ROMANA/FARO=
NATAL É TODOS OS DIAS
QUANDO O HOMEM FÔR CAPAZ
DE SEMEAR ALEGRIAS
EM CAMPOS DE AMOR E PAZ
=SILVIA MARIA REIS SILVA/ALCÁCER DO SAL=
DO CANHÃO SE FAÇA ARADO,
E DA GUERRA, A PAZ TOTAL;
E OIÇA O MUNDO ALIVIADO,
POIS VAMOS CANTAR NATAL!
=IZO GOLDMAN/SÃO PAULO=
ANTE A INQUIETUDE QUE ENCERRA
A LUTA ENTRE O BEM E O MAL,
HOMENS, DAI TRÉGUAS À GUERRA
E...VAMOS CANTAR NATAL!
=MARIA MADALENA FERREIRA MAGÉ/RIO DE JANEIRO=
JESUS, EU SEI QUE ÉS CAPAZ
POR MANDARES EM TODA A TERRA:
DÁ-NOS UM NATAL DE PAZ
BANE ESSA MALDITA GUERRA!
="DO CASTELO"/AVIS=
quarta-feira, 24 de dezembro de 2003
CONSOADA TRISTE
DO CASTELO vejo várias consoadas tristes em AVIS, incluindo a minha. Foi hoje a sepultar o Sr. Manuel Joaquim Soeiro ( o Manel Charuto). Era uma morte há muito anunciada, mas não deixou de ser uma morte. Ligam-me laços de agradecimento a esta família: foram eles que me ajudaram a integrar em Avis, quando aqui cheguei em 28 de Fevereiro de 1969. Por esses laços que nos ligavam estou, pois, muito triste.
PAZ Á SUA ALMA.
PAZ Á SUA ALMA.
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