Confesso que já andava desmotivado. A razão passo a expo-la em poucas palavras: então não é que o vírus da gripe já se instalou em minha casa desde o princípio de Novembro e ainda não me tinha tocado? Já percorreu os membros do meu agregado familiar, tendo alguns bisado, e eu nada. Pensava que já nem para uma boa gripe prestava. Mas estava enganado. Chegou há dois dias, instalou-se de armas e bagagens no meu organismo. Já tenho tosse, já me pinga o nariz como se de um alambique se tratasse, já me dói o corpo, a garganta e tenho as vias respiratórias afectadas. Afinal o vírus não se tinha esquecido de mim, tinha era feito uma pequena pausa para me apanhar desprevenido.
Assim está bem: durante os próximos oito dias (pelo menos) já tenho com que me entreter!
E esta hem?!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2003
terça-feira, 16 de dezembro de 2003
AVIS TEM UM NOVO CIDADÃO...
Desde ontem que Avis tem um novo cidadão. Chama-se MANUEL e por ironia do destino foi nascer a Lisboa. Mas será Avisense. O pai, baboso, diz que o menino é lindo; a mãe embevecida diz que o "nino" é lindo.
Parabéns ao Aníbal e à D. Rute.
Ah! ...é por cá costume "molharem-se" os Avisenses novos...
Parabéns ao Aníbal e à D. Rute.
Ah! ...é por cá costume "molharem-se" os Avisenses novos...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2003
DISFARÇADO...MAS POUCO!
Nem a iluminação de Natal disfarça o facto do candeeiro central da rotunda junto ao edifício dos Correios estar às escuras. Avaria, mau funcionamento? Vá lá a gente saber. O que sabemos é que a situação já se arrasta há vários dias (semanas?), no dizer de um residente das imediações.
Até quando?
Até quando?
domingo, 14 de dezembro de 2003
O BENA GANHOU!!!
O Benavila ganhou ao Sacavenense por uma bola a zero. Alegria a rodos. Já o meu sogro, que Deus tenha, dizia que a cara de quem ganha nunca é igual à de quem perde; além de que é muito melhor ganhar por 1-0 do que perder por dez...Oxalá o tempo das cabazadas, tipo Hóquei em Patins, já façam parte do passado. Força Bena! Vocês são capazes de se aguentar. Ou não?...
sábado, 13 de dezembro de 2003
CONENÁVEL!!!
Hoje fui à água à Fonte da Ribeira das Vinhas, como tantas vezes o tenho feito. No local duas senhoras lavavam as tripas dos porcos que haviam matado em casa. No ar um cheiro pestilento; no chão, a céu aberto, toda a série de dejectos que as tripas transportavam. A saúde pública estava ali em perigo e à vista de todos. Vim de lá enjoado e a compreender um pouco melhor o porquê da matança do porco, em casa, ter passado a ser proíbida e ser considerada clandestina...
sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
SEMANA INTERMINÁVEL...
A semana que vem é de cinco dias úteis. Que massada; depois de duas semanas a trabalhar a quatro, intromete-se esta chata entre a do Natal e a do Ano Novo. Não sei se me aguento com cinco dias seguidos de trabalho. É uma semana muito grande!
Conclusão: tudo o que é pequenino é bonito...
Conclusão: tudo o que é pequenino é bonito...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2003
ATÉ SE ME CORTOU O CORAÇÃO!!!!
Tive necessidade de me deslocar à vila do Cano. No caminho, perto do cruzamento para Casa Branca, no itenerário Quinta do Pinheiro-Cano, deparei com um espectáculo que realmente me cortou o coração, como sois dizer-se: dezenas de oliveiras arrancadas, de raiz ao sol. Certamente a troco de mais alguns subsídios, vamos a pouco e pouco acabando com o de bom ainda temos. A pouco e pouco passámos a importar trigo e a pouco e pouco passamos a importar azeite ou outra qualquer mistela rotulada como tal, oriunda de Espanha ou de Itália.
Creio ter razão quando digo que "se me cortou o coração"...
Creio ter razão quando digo que "se me cortou o coração"...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
A ESTRELA JÁ LÁ ESTÁ...
Como é habitual a Estrela de Natal já ilumina o alto DO CASTELO. Indica que por aqui também há almas que necessitam da ajuda do Pai Natal. A Estrela teima em reaparecer todos os anos no mesmo sítio. Porque será que o Pai Natal também teima em reaparecer todos os anos nos mesmos sítios, e desses sítios não consta o nome de Avis?
Caramba, a Estrela é tão grande...
Caramba, a Estrela é tão grande...
terça-feira, 9 de dezembro de 2003
AINDA E SEMPRE O ALENTEJO!!!
De novo rumei por terras de Aquém Tejo. Sempre o mesmo sortilégio. Sempre o mesmo início: Avis, Alcórrego, Pavia e Arraiolos. Desta vez à direita: Montemor, Santa Susana (linda terra) e Alcácer do Sal. Dia de muita chuva mas muito encanto neste Alentejo, Aquém do Tejo. Mas o que mais me marcou foi um facto negativo, já que os positivos são de sobejo conhecidos. E o facto negativo é o seguinte: aí em 80% das placas de sinalética rodoviária, faltavam duas ou três fiadas da parte de baixo das mesmas. Não havendo indícios de embate, de acidente, deduzo que as mesmas tenham sido roubadas. Mas para quê e porquê? Quem saiba que responda que eu, sinceramente não sei!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2003
E UMA RÁDIO LOCAL, PORQUE NÃO?
Constou-se-me que existe distribuída a Avis, uma frequência de rádio. Em tempos tal frequência foi utilizada, mas por motivos que já não sei bem, deixou de ser aproveitada. Será que o pessoal que fazia parte dessa rádio, com mais colaboradores, estariam na disposição de reabrir as emissões? Você que até lê este blogue não poderia dar uma ajudinha? Se souber alguma coisa, se tiver alguma pista ou contacto, avise.
Certo?
Obrigado, pois seria muito giro existir uma rádio por cá...e nossa ( dos Avisenses, entenda-se)!
Certo?
Obrigado, pois seria muito giro existir uma rádio por cá...e nossa ( dos Avisenses, entenda-se)!
domingo, 7 de dezembro de 2003
NOVA LIXEIRA EM AVIS!!!
À vista de todos já cá temos uma nova lixeira clandestina. Ou não será? Vejamos: a sua localização é ali bem junto à Estrada Nacional, no entroncamento com o caminho para a Horta do Chão e muito perto da placa que pomposamente diz: ROTA DOS VINHOS DO ALENTEJO. Está ali há vários dias sem que ninguém faça nada para que dali desapareça, ou indague quem foi o "infeliz" que teve aquela ideia. Bem visível um colchão com as molas à vista, várias esponjas e diverso lixo.
António Calhau: aproveite e junte mais uma fotografia de lixeiras concelhias á sua já grande colecção!
António Calhau: aproveite e junte mais uma fotografia de lixeiras concelhias á sua já grande colecção!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2003
EXCESSO DE ZELO OU VIOLÊNCIA DOMÉSTICA?
Confesso que não acredito lá muito bem que possa ser verdade. A história conta-se em duas frases: um digno agente da autoridade ( entenda-se GNR do Posto de Avis), autuou, numa operação STOP a própria esposa (ou companheira?). Afinal a história contou-se numa só frase.
Mas a dúvida em mim persiste: excesso de zelo ou violência doméstica?
Mas a dúvida em mim persiste: excesso de zelo ou violência doméstica?
quinta-feira, 4 de dezembro de 2003
SAUDADES...
Falei hoje com uma Avisense que reside longe da sua terra natal. Reside lá no Algarve, em Silves... Detectei-lhe na voz toda a saudade que uma pessoa sente quando gosta da sua terra, e está distante dela. Falar em Avis, em gente desta terra, para ela tudo é bom, tudo é muito bom! Tenho pena desta gente que teve de migrar para alcançar os objectivos das suas vidas, e que todos os dias se lembram da sua terra. Sempre que puder irei tornar mais suave essa melancolia a esta senhora. Vou procurar transmitir-lhe notícias cá do burgo. Vou dar-lhe moradas electrónicas onde ela possa saciar essa saudade que corrói.
Parabéns minha Senhora por gostar tanto da sua terra que, por Deus querer também acabou por ser a minha e a que tanto amo : AVIS!
Parabéns minha Senhora por gostar tanto da sua terra que, por Deus querer também acabou por ser a minha e a que tanto amo : AVIS!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2003
JAIME DA MANTA BRANCA, O POETA-GANHÃO!
JAIME DA MANTA BRANCA, nasceu em Benavila, em 30 de Julho de 1894 e faleceu no Cano, Sousel, a 2 de Maio de 1955.
Analfabeto, cantor e repentista. Rebusquei hoje as seguintes décimas que parece terem sido ditas na casa do patrão Eduardo Magalhães frente a altas individualidades lisboetas entre as quais se encontrava um Ministro- o Prof. Dr. Pinto da Costa Leite, um dia num banquete oferecido na Herdade da Defesa dos Barros. Tendo-se recusado, por receio, a improvisar, só o fez depois de o patrão lhe ter garantido que não lhe adviriam castigos daquilo que dissesse.
Reparaem na sabedoria de um analfabeto:
Não vejo senão canalha
De banquete para banquete
Quem produz e quem trabalha
Come açordas sem “azête”!
Ainda o que mais me admira
E penso vezes a “miúdo”.
Dizem que o sol nasce para tudo
Mas eu digo que é mentira.
Se o pobrezinho conspira
O burguês com ele ralha
Até diz que o põe à calha,
Nem à porta o pode ver,
A não trabalhar e só comer
NÃO VEJO SENÃO CANALHA!
Quem passa a vida arrastado,
Por se ver alegre um dia
Logo diz a burguesia
Que é muito mal governado,
Que é um grande relaxado,
Que anda só no bote e “dête”.
Antes que o pobrezinho “respête”
Tratam-no sempre ao desdém.
E vê-se andar quem muito tem
DE BANQUETE PARA BANQUETE!
É um viver tão diferente!
Só o rico tem valor
E o pobre trabalhador
Vai morrendo lentamente.
A fraqueza o põe doente
E a miséria o atrapalha.
Leva no “pêto” a medalha
Que ganhou à chuva e ao vento.
E morre á falta de alimento
QUEM PRODUZ E QUEM TRABALHA!
Feliz de quem é patrão
E pobre de quem é criado,
Que até dão por mal empregado
O poucochinho que dão.
Quem semeia e colhe o pão
Não tem aonde se “dête”
Só tem quem o “assujête”
P’ra que toda a vida chore.
E em paga do seu suor
COME AÇORDAS SEM “AZÊTE”!
Analfabeto, cantor e repentista. Rebusquei hoje as seguintes décimas que parece terem sido ditas na casa do patrão Eduardo Magalhães frente a altas individualidades lisboetas entre as quais se encontrava um Ministro- o Prof. Dr. Pinto da Costa Leite, um dia num banquete oferecido na Herdade da Defesa dos Barros. Tendo-se recusado, por receio, a improvisar, só o fez depois de o patrão lhe ter garantido que não lhe adviriam castigos daquilo que dissesse.
Reparaem na sabedoria de um analfabeto:
Não vejo senão canalha
De banquete para banquete
Quem produz e quem trabalha
Come açordas sem “azête”!
Ainda o que mais me admira
E penso vezes a “miúdo”.
Dizem que o sol nasce para tudo
Mas eu digo que é mentira.
Se o pobrezinho conspira
O burguês com ele ralha
Até diz que o põe à calha,
Nem à porta o pode ver,
A não trabalhar e só comer
NÃO VEJO SENÃO CANALHA!
Quem passa a vida arrastado,
Por se ver alegre um dia
Logo diz a burguesia
Que é muito mal governado,
Que é um grande relaxado,
Que anda só no bote e “dête”.
Antes que o pobrezinho “respête”
Tratam-no sempre ao desdém.
E vê-se andar quem muito tem
DE BANQUETE PARA BANQUETE!
É um viver tão diferente!
Só o rico tem valor
E o pobre trabalhador
Vai morrendo lentamente.
A fraqueza o põe doente
E a miséria o atrapalha.
Leva no “pêto” a medalha
Que ganhou à chuva e ao vento.
E morre á falta de alimento
QUEM PRODUZ E QUEM TRABALHA!
Feliz de quem é patrão
E pobre de quem é criado,
Que até dão por mal empregado
O poucochinho que dão.
Quem semeia e colhe o pão
Não tem aonde se “dête”
Só tem quem o “assujête”
P’ra que toda a vida chore.
E em paga do seu suor
COME AÇORDAS SEM “AZÊTE”!
terça-feira, 2 de dezembro de 2003
ZERO!
Zero graus é quanto marca o termómetro da sala opnde tenho o computador. Acham que isto são condições de trabalhar? Não? Eu também não.
Até amanhã...
Até amanhã...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2003
HÁ COISAS QUE NUNCA MUDAM...
Há coisas que nunca mudam. Este frio que se vem repetindo há anos a fio, sempre que é 1º de Dezembro é disso exemplo. Não passa nenhum 1º de Dezembro que este vento frio não me faça recuar aos anos 60/63 e ao Rossio de Portalegre. Revejo-me à distância, de calções, camisa aberta e boné na cabeça: frente ao monumento da Restauração ali estavam os elementos da Mocidade Portuguesa, perfilados e... regelados. Mas o vento frio era o mesmo, agreste. Vinha lá da Serra de S. Mamede, emprestado pelas faldas da Estrela. E hoje aqui esteve ele, o vento frio. E hoje lá estive eu em pensamento vestido à Mocidade Portuguesa, em Portalegre, cantando : lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim...(não sei mais). Revejo uma foto que tenho desse tempo. Meio corpo. Franzino, imberbe! Morro de saudade dos tempos da minha infância. Não porque ela fosse abastada. Não por ela ter tido a Mocidade Portuguesa. Não, por nada disso, mas sobretudo porque nesse tempo tinha a minha querida mãe!
domingo, 30 de novembro de 2003
ARTE RUPESTRE: SIM OU NÃO?
Dei comigo a pensar que vivemos numa enorme caverna, e se calhar até tenho razão. Só não sei é como hei-de chamar a inscrições que consegui decifrar e há muito escritas em paredes desta caverna. Exemplos: 1 - NÃO Á LEI BARRETO! 2 - MOTA PINTO FORA DO GOVERNO, JÁ! 3 - NÓS SOMOS LADRÕES!
Serão murais ou será mais arte rupestre? Uma coisa é certa : foram mentes pré-históricas que as fizeram. Se não as do exemplo, outras...
Serão murais ou será mais arte rupestre? Uma coisa é certa : foram mentes pré-históricas que as fizeram. Se não as do exemplo, outras...
sábado, 29 de novembro de 2003
NA COMEMORAÇÃO DOS 25 ANOS DO PONTIFICADO DE JOÃO PAULO II
Confesso que não sou muito afeito a leituras. Faço parte daquela enorme fatia de população que não lê. Preguiça, desleixo, falta de hábito? Não sei. Gosto mais de escrever, dá-me algum gozo a “composição”.
No entanto mão amiga fez chegar até mim o último livro da Aura Miguel, intitulado ”PORQUE VIAJAS TANTO?” e estou com vontade suficiente para o ler da primeira à última página. Porque reitero de algum interesse, deixo aqui sem qualquer comentário, parte da sua Introdução, que passo a descrever:
“ Alguns acham que este Papa passa demasiado tempo fora do Vaticano. Com efeito, por ocasião da sua 100.ª viagem apostólica, foi publicado um conjunto de estatísticas que fala por si: Entre 25 de Janeiro de 1979 e 8 de Junho de 2003, João Paulo II visitou 129 países ( alguns dos quais várias vezes) e 614 localidades, pronunciou 2399 discursos, passou 575 dias ( cerca de um ano e sete meses) em viagem e percorreu mais de 1 160 113 Km, ou seja uma distância equivalente a 11 vezes a volta ao Mundo".
No entanto mão amiga fez chegar até mim o último livro da Aura Miguel, intitulado ”PORQUE VIAJAS TANTO?” e estou com vontade suficiente para o ler da primeira à última página. Porque reitero de algum interesse, deixo aqui sem qualquer comentário, parte da sua Introdução, que passo a descrever:
“ Alguns acham que este Papa passa demasiado tempo fora do Vaticano. Com efeito, por ocasião da sua 100.ª viagem apostólica, foi publicado um conjunto de estatísticas que fala por si: Entre 25 de Janeiro de 1979 e 8 de Junho de 2003, João Paulo II visitou 129 países ( alguns dos quais várias vezes) e 614 localidades, pronunciou 2399 discursos, passou 575 dias ( cerca de um ano e sete meses) em viagem e percorreu mais de 1 160 113 Km, ou seja uma distância equivalente a 11 vezes a volta ao Mundo".
quinta-feira, 27 de novembro de 2003
AH! GRANDES FILHOS DA PONTE!
Solicito aos FILHOS DA PONTE que sejam intérpretes junto dos três ou quatro trabalhadores que hoje, cerca das 17H50M colocavam calçada naquele imenso Largo onde outrora havia tantas árvores e onde se fazia a feira. Àquela hora já se vê muito mal e dado que o local não estava iluminado, imagino que algumas cacetadas aqueles pobres dedos terão levado. Quanto à perfeição do trabalho, já a minha avó dizia: "coisas feitas à noite de manhã se vêm..."
Ainda quanto ao Largo, não acham que há pouquissimo verde?( Juro que não é piada desportiva de mau gosto...)
Ainda quanto ao Largo, não acham que há pouquissimo verde?( Juro que não é piada desportiva de mau gosto...)
quarta-feira, 26 de novembro de 2003
SERÁ CHEGADO O TEMPO DE MUDANÇA????
No diz que diz, diz que disse do nosso burgo, vai-se cochichando que chegaram ventos de mudança lá para os lados da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo. Será, não será? Não sei. A única coisa que sei é que não há cargos vitalícios a não ser nas monarquias...
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