DO CASTELO recebeu a seguinte mensagem, com o pedido de divulgação, o que vamos fazer com muito gosto:
Hoje foi dia de atendimento aos encarregados de educação por parte da Directora de Turma de um determinado ano do Agrupamento de Escolas Mestre de Avis.
A senhora Directora de Turma estava muito admirada por terem ido tantos encarregados de educação falar com a senhora. Perguntei-lhe quantos pais/encarregados de educação tinham ido e respondeu-me : três. Aqui quem ficou admirado fui eu, pois numa turma de dezassete alunos irem apenas três encarregados de educação, eu achei extremamente pouco, ao que a Senhora Professora/Doutora me retorquiu: é que no ano passado não vinha ninguém...
Algo vai mal quando os encarregados de educação se desligam assim dos seus educandos. A escola não pode ser um sítio de despejo dos filhos, onde os professores têm a obrigação de ensinar os alunos nas mais diversas vertentes: ensinar boas maneiras, ensinar disciplinas, ensinar comportamentos perante a sociedade, e a quem nós, pais/encarregados de educação, vamos pedir meças pelos maus resultados dos nossos filhos/educandos. O ensino pode e deve fazer-se na escola, mas a educação tem que ser completada em casa, em cada dia, em cada oportunidade. Não será alheando-nos do modo como as coisas se passam “por lá” que tudo correrá melhor. Não podemos deixar aos professores o encargo de fazerem o seu papel e o nosso, tal como não devemos permitir que aqueles não façam o que lhes compete. A maneira de sabermos se tudo está a ser feito em conformidade é indo ao sítio certo, no momento exacto.
E esse sítio é a Escola e o momento o marcado e divulgado previamente perante os pais/encarregados de educação, ou fora desse horário, sempre que se julgue por conveniente fazê-lo.
JUNTOS CONSTRUIREMOS POR CERTO UMA ESCOLA MAIS EFICAZ, PARA BENEFÍCIO DE TODOS.
terça-feira, 7 de outubro de 2003
segunda-feira, 6 de outubro de 2003
VITORINO NEMÉSIO = UM SENHOR NO MUNDO DAS LETRAS!!!
DO CASTELO tivemos acesso a um livro publicado em 1988 pelo Circulo de Leitores, intitulado Antologia Poética, de Vitorino Nemésio. É com as imagens difusas dos seus programas na Rádio Televisão Portuguesa a que intitulou de “Se bem me lembro...” que transcrevemos este poema, para nós um achado de sabedoria e imaginação. Pedimos o favor de lerem atentamente:
SEMÂNTICA ELECTRÓNICA
ORDENO AO ORDENADOR QUE ME ORDENE O ORDENADO
ORDENO AO ORDENHADOR QUE ME ORDENHE O ORDENADO
ORDINALMENTE
ORDENADAMENTE
ORDEIRAMENTE.
MAS O DESORDEIRO
QUEBROU O ORDENADOR
E EU JÁ NÃO DOU ORDENS
COORDENADAS
SEJA A QUEM FÔR.
ENTÃO RESOLVO TOMAR ORDENS
MENORES, MAIORES,
E SOU ORDENADO,
ENFIM - O ORDENADO
QUE TENTEI ORDENHAR AO ORDENADOR QUEBRADO.
- MAS - DIZ-ME A ORDENANÇA -
VOCÊ NÃO PODE ORDENHAR UMA MÁQUINA:
UMA MÁQUINA É QUE PODE ORDENHAR UMA VACA.
DE MAIS A MAIS, VOCÊ AGORA É PADRE,
E FICA MAL A UM PADRE ORDENHAR, MESMO UMA OVELHA.
VELHACA, MESMO UMA OVELHA VELHA,
QUANTO MAIS UMA VACA!
POIS UMA MÁQUINA É VICÁRIA ( VOCÊ É VIGÁRIO?):
VACA (EM VACÂNCIA) À VACA
SÃO ORDENS...
EU ENTÃO, ORDINALMENTE ORDEIRO, ORDENADO, ORDENHADO,
ÀS ORDENS DA ORDENANÇA EM ORDEM UNIDA E DISPERSA
(PARA ACABAR A CONVERSA
COMO APRENDI NA INFANTARIA),
ORDENHADO CHOREI MEU TRISTE FADO.
MAS TRISTEZA ORDENHADA É NATA DE ALEGRIA:
E CHOREI LEITE CONDENSADO,
LEITE EM PÓ, LEITE CÉPTICO, ASSÉPTICO,
OH, MILAGRE ORDINAL DE UM MUNDO CIBERNÉTICO
SEMÂNTICA ELECTRÓNICA
ORDENO AO ORDENADOR QUE ME ORDENE O ORDENADO
ORDENO AO ORDENHADOR QUE ME ORDENHE O ORDENADO
ORDINALMENTE
ORDENADAMENTE
ORDEIRAMENTE.
MAS O DESORDEIRO
QUEBROU O ORDENADOR
E EU JÁ NÃO DOU ORDENS
COORDENADAS
SEJA A QUEM FÔR.
ENTÃO RESOLVO TOMAR ORDENS
MENORES, MAIORES,
E SOU ORDENADO,
ENFIM - O ORDENADO
QUE TENTEI ORDENHAR AO ORDENADOR QUEBRADO.
- MAS - DIZ-ME A ORDENANÇA -
VOCÊ NÃO PODE ORDENHAR UMA MÁQUINA:
UMA MÁQUINA É QUE PODE ORDENHAR UMA VACA.
DE MAIS A MAIS, VOCÊ AGORA É PADRE,
E FICA MAL A UM PADRE ORDENHAR, MESMO UMA OVELHA.
VELHACA, MESMO UMA OVELHA VELHA,
QUANTO MAIS UMA VACA!
POIS UMA MÁQUINA É VICÁRIA ( VOCÊ É VIGÁRIO?):
VACA (EM VACÂNCIA) À VACA
SÃO ORDENS...
EU ENTÃO, ORDINALMENTE ORDEIRO, ORDENADO, ORDENHADO,
ÀS ORDENS DA ORDENANÇA EM ORDEM UNIDA E DISPERSA
(PARA ACABAR A CONVERSA
COMO APRENDI NA INFANTARIA),
ORDENHADO CHOREI MEU TRISTE FADO.
MAS TRISTEZA ORDENHADA É NATA DE ALEGRIA:
E CHOREI LEITE CONDENSADO,
LEITE EM PÓ, LEITE CÉPTICO, ASSÉPTICO,
OH, MILAGRE ORDINAL DE UM MUNDO CIBERNÉTICO
domingo, 5 de outubro de 2003
AFINAL A ÁGUA NÃO É UM PRECIOSO BEM? PARECE QUE EM BENAVILA NÃO...
Um dos elementos da equipa DO CASTELO teve necessidade de passar Sábado e Domingo em Benavila, por motivo de assistir ao funeral de uma pessoa amiga.
O que nós daqui queremos fazer é um alerta: nas casas de banho públicas de Benavila, na parte destinada aos homens, está a correr água permanentemente, entenda-se 24 horas por dia e a cano cheio, num dos autoclismos ali colocados. Não temos dúvidas que se estão ali a perder quilolitros daquele precioso líquido. Incúria, desleixo? A anormalidade está à vista e ao ouvido de todos pois não é necessário entrar nas referidas casas de banho para ouvir a água a jorrar.
Apelamos a que alguém que nos leia e possa, faça chegar este alerta ao responsável pela manutenção daquelas casas de banho. O nosso obrigado.
O que nós daqui queremos fazer é um alerta: nas casas de banho públicas de Benavila, na parte destinada aos homens, está a correr água permanentemente, entenda-se 24 horas por dia e a cano cheio, num dos autoclismos ali colocados. Não temos dúvidas que se estão ali a perder quilolitros daquele precioso líquido. Incúria, desleixo? A anormalidade está à vista e ao ouvido de todos pois não é necessário entrar nas referidas casas de banho para ouvir a água a jorrar.
Apelamos a que alguém que nos leia e possa, faça chegar este alerta ao responsável pela manutenção daquelas casas de banho. O nosso obrigado.
sexta-feira, 3 de outubro de 2003
A BARRAGEM DO MARANHÃO ESTÁ A TRANSFORMAR-SE NUM VASADOURO DE LIXO!!!
No sentido de apaziguar os ânimos que como se sabe andam um pouco exaltados por causa dos salários em atraso, o Director DO CASTELO, tentou a união tendo para tal organizado um pequeno convívio piscatório na Barragem do Maranhão. A ideia foi boa, sem bem que não muito bem conseguida. Para não ferir susceptibilidades não vamos dizer quem pescou mais ou quem pescou menos. O que realçou desta ida ao MARANHÃO foi a quantidade de lixos que abundam pelas suas margens: ele são garrafas vazias de cerveja, vinho, e até de azeite. Ele são sacos de plástico com todos os nomes possíveis de variedades de engodos. Ele são restos de comida. Ele são frigoríficos, ele são máquinas de lavar abandonadas onde calha.
Não temos dúvidas de que mais de noventa por cento deste lixo é ali deixado por pescadores com poucos escrúpulos. A parte que não pertence aos pescadores é feito por alguém da mesma laia.
A barragem enquanto instrumento de lazer, não pode ser em simultâneo receptáculo do lixo que nós próprios não quereríamos em nossa casa.
Assim não, meus senhores, assim não!
Não temos dúvidas de que mais de noventa por cento deste lixo é ali deixado por pescadores com poucos escrúpulos. A parte que não pertence aos pescadores é feito por alguém da mesma laia.
A barragem enquanto instrumento de lazer, não pode ser em simultâneo receptáculo do lixo que nós próprios não quereríamos em nossa casa.
Assim não, meus senhores, assim não!
quinta-feira, 2 de outubro de 2003
SORRIA...
No sótão DO CASTELO descobrimos um exemplar das Selecções do Reader’s Digeste, referente ao mês de Março de 1972. Da sua página nº 40 retirámos o seguinte:
Meu sobrinho de dez anos considera a escola um mal necessário. Há pouco tempo disseram às crianças que desenhassem uma rua da nossa vila e que cada um podia sair quando terminasse. Meu sobrinho foi o primeiro a entregar o trabalho. A professora reclamou: “isto é muito pouco: uma rua vazia no meio de fileiras de casas. E os carros, onde estão?”
Alguns momentos depois, meu sobrinho entregou novamente o desenho tendo acrescentado um sinal de “Trânsito Impedido”.
Meu sobrinho de dez anos considera a escola um mal necessário. Há pouco tempo disseram às crianças que desenhassem uma rua da nossa vila e que cada um podia sair quando terminasse. Meu sobrinho foi o primeiro a entregar o trabalho. A professora reclamou: “isto é muito pouco: uma rua vazia no meio de fileiras de casas. E os carros, onde estão?”
Alguns momentos depois, meu sobrinho entregou novamente o desenho tendo acrescentado um sinal de “Trânsito Impedido”.
quarta-feira, 1 de outubro de 2003
NOTÍCIA NÃO CONFIRMADA!
Hoje é o dia em que chegou junto DO CASTELO a notícia que passamos a transcrever mas que ainda não conseguímos confirmar:
A Ministra Manuela Ferreira Leite terá comprado o Monte de Vale d'Ordem, aqui bem às portas de Avis. Para nós não nos aquece nem nos arrefece a não ser termos alguma inveja dado o facto de ainda termos pensado em instalar ali o escritório que dá apoio a este blog, antes de nos termos instalado definitivamente junto DO CASTELO.
Deixa: a senhora Ministra fica com o monte e nós ficamos com a inveja...
Hoje é o dia da Água. E quanto choveu Deus meu! Logo por volta das oito horas da manhã era bom de ver como nós aqui em Avis colaborámos neste dia da água. Ali bem junto à rotunda da Redil, na faixa Pavia-Fronteira, um lençol de água tapava a estrada quase literalmente. Quem não soubesse não diria que ainda não há quinze dias que o pessoal das estradas ali andaram a reparar o pavimento.
Será que já receberam? É que se não receberam o melhor é não se lhes pagar sem rectificarem o que deixaram mal...
Hoje é dia da Música. Aqui por Avis há cada músico que não lhes digo nada. Autenticos rouxinóis atravessados de cuco e a cantar de galo...
Hoje é o dia da Pessoa Idosa, é o nosso dia, porra! Até nos sentimos mais novos com tantas manifestações de carinho.
Hoje é o dia em que já não nos apetece escrever mais...até amanhã.
Nota: hoje é o dia em que soubemos que DO CASTELO está em perigo de extinção. Continua sem pagar salários e os colaboradores querem desfazerem-se do seu lider não espiritual...
A Ministra Manuela Ferreira Leite terá comprado o Monte de Vale d'Ordem, aqui bem às portas de Avis. Para nós não nos aquece nem nos arrefece a não ser termos alguma inveja dado o facto de ainda termos pensado em instalar ali o escritório que dá apoio a este blog, antes de nos termos instalado definitivamente junto DO CASTELO.
Deixa: a senhora Ministra fica com o monte e nós ficamos com a inveja...
Hoje é o dia da Água. E quanto choveu Deus meu! Logo por volta das oito horas da manhã era bom de ver como nós aqui em Avis colaborámos neste dia da água. Ali bem junto à rotunda da Redil, na faixa Pavia-Fronteira, um lençol de água tapava a estrada quase literalmente. Quem não soubesse não diria que ainda não há quinze dias que o pessoal das estradas ali andaram a reparar o pavimento.
Será que já receberam? É que se não receberam o melhor é não se lhes pagar sem rectificarem o que deixaram mal...
Hoje é dia da Música. Aqui por Avis há cada músico que não lhes digo nada. Autenticos rouxinóis atravessados de cuco e a cantar de galo...
Hoje é o dia da Pessoa Idosa, é o nosso dia, porra! Até nos sentimos mais novos com tantas manifestações de carinho.
Hoje é o dia em que já não nos apetece escrever mais...até amanhã.
Nota: hoje é o dia em que soubemos que DO CASTELO está em perigo de extinção. Continua sem pagar salários e os colaboradores querem desfazerem-se do seu lider não espiritual...
BOM TRIMESTRE, MISTER BLOGUISTA!!!
Paulatinamente eis-nos chegados ao quarto trimestre deste ano de 2003. Desejamos sinceramente que seja melhor do que os três irmãos que o antecederam. Atentados, guerra, incêndios, morte, destruição, pedofilia foram as palavras de ordem de todos esses nove meses que passaram. Talvez que, sendo o trimestre do Natal, algo de bom aconteça digno de nota.
Com a chegada de Outubro e o términus da época crítica dos incêndios, numa altura em que se deveria dar descanso aos instrumentos de trabalho dos Bombeiros, a quem prestamos justa e pública homenagem, eis que se ligam os extintores de uma série de quartéis, com a indicação de ligações perigosos que aqueles mesmos extintores não conseguem apagar. DO CASTELO fazemos votos para que cá por Avis, nada de anormal se passe, até porque é tudo boa rapaziada e os extintores são de boa qualidade.
Será neste trimestre que o assunto Casa Pia avança? Quantos mais recursos apresentarão ainda os advogados de defesa para baralhar, partir e voltar a dar, de modo a que o processo não avance? Pensamos que já chega de tanta “palhaçada”.
Outubro traz-nos a abertura da caça. Santo Deus! Se o ano passado o terreno dito livre era superpovoado por caçadores vindos dos mais diversos pontos do país, este ano como será com a vinda de todos os caçadores cujas áreas normais de actuação cinegética ficaram interditas? Desejamos boa sorte a todos, cientes que no segundo dia de caça já pouco haverá para caçar no que a coelhos, lebres e perdizes diga respeito.
DO CASTELO confessa publicamente que tem ordenados em atraso a alguns dos seus colaboradores. O único que tem os vencimentos em dia é o seu Presidente, eleito democraticamente à sombra DO CASTELO pelo conselho dos anciãos. Esta situação está a criar um certo e notório mau estar entre todos e cochicha-se que estará em preparação uma greve. Daremos notícias à medida que elas se forem justificando. Até lá continuação de um muito bom trimestre. ..
.................................................................................................................
Ah! Já nos íamos a esquecer. Assumimos perante toda a família bloguista e não só que somos um blog anti-tabaco. Pois hoje, ficámos muito tristes por termos visto um “mocinho” muito bem comportado, integro e respeitador, daqueles à moda antiga mas moderno ( estão a perceber?) com um maldito cigarro nos queixos. Caro amigo, porque sabemos que é um dos nossos leitores assíduos, e pela sua saúde, não fume. Pelo menos durante este próximo trimestre não o faça. Afinal você até não tem que provar nada a ninguém. Toda agente sabe que você já é crescidinho... Pode ter a certeza que o tabaco mata e mata mesmo!
Em jeito de despedida por hoje lançamos um repto: se o seu blog fôr um Blog anti-tabaco, faça referência a isso pelo menos uma vez por mês. Talvez consigamos salvar algum desses nossos amigos que se andam por aí a matar às suas próprias mãos.
Abaixo o tabaco, já!
Boa!
Com a chegada de Outubro e o términus da época crítica dos incêndios, numa altura em que se deveria dar descanso aos instrumentos de trabalho dos Bombeiros, a quem prestamos justa e pública homenagem, eis que se ligam os extintores de uma série de quartéis, com a indicação de ligações perigosos que aqueles mesmos extintores não conseguem apagar. DO CASTELO fazemos votos para que cá por Avis, nada de anormal se passe, até porque é tudo boa rapaziada e os extintores são de boa qualidade.
Será neste trimestre que o assunto Casa Pia avança? Quantos mais recursos apresentarão ainda os advogados de defesa para baralhar, partir e voltar a dar, de modo a que o processo não avance? Pensamos que já chega de tanta “palhaçada”.
Outubro traz-nos a abertura da caça. Santo Deus! Se o ano passado o terreno dito livre era superpovoado por caçadores vindos dos mais diversos pontos do país, este ano como será com a vinda de todos os caçadores cujas áreas normais de actuação cinegética ficaram interditas? Desejamos boa sorte a todos, cientes que no segundo dia de caça já pouco haverá para caçar no que a coelhos, lebres e perdizes diga respeito.
DO CASTELO confessa publicamente que tem ordenados em atraso a alguns dos seus colaboradores. O único que tem os vencimentos em dia é o seu Presidente, eleito democraticamente à sombra DO CASTELO pelo conselho dos anciãos. Esta situação está a criar um certo e notório mau estar entre todos e cochicha-se que estará em preparação uma greve. Daremos notícias à medida que elas se forem justificando. Até lá continuação de um muito bom trimestre. ..
.................................................................................................................
Ah! Já nos íamos a esquecer. Assumimos perante toda a família bloguista e não só que somos um blog anti-tabaco. Pois hoje, ficámos muito tristes por termos visto um “mocinho” muito bem comportado, integro e respeitador, daqueles à moda antiga mas moderno ( estão a perceber?) com um maldito cigarro nos queixos. Caro amigo, porque sabemos que é um dos nossos leitores assíduos, e pela sua saúde, não fume. Pelo menos durante este próximo trimestre não o faça. Afinal você até não tem que provar nada a ninguém. Toda agente sabe que você já é crescidinho... Pode ter a certeza que o tabaco mata e mata mesmo!
Em jeito de despedida por hoje lançamos um repto: se o seu blog fôr um Blog anti-tabaco, faça referência a isso pelo menos uma vez por mês. Talvez consigamos salvar algum desses nossos amigos que se andam por aí a matar às suas próprias mãos.
Abaixo o tabaco, já!
Boa!
terça-feira, 30 de setembro de 2003
ERRATA
Em " FOMOS AO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS E VIMOS..." onde se lê autómato deve ler-se autómata e onde se lê compartimentais deve ler-se comportamentais.
As nossas desculpas.
As nossas desculpas.
FOMOS AO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS E VIMOS...
Durante a semana que passou tivemos necessidade de ir ao Centro de Saúde de Avis, acompanhar um elemento da equipa DO CASTELO. Dirigimo-nos ao SAP erradamente e depois dirigimo-nos ao balcão de atendimento do outro lado do edifício.
Ficámos agradavelmente surpreendidos com as modificações registadas. Água potável para beber com copos descartáveis; flores que alindam um local onde cada um de nós vai sempre ou quase sempre de contra vontade. Somos daqueles que gostamos de flores e imagine-se que até oferecemos flores com certa regularidade. Até aqui tudo bem.
Mas, há sempre um mas. Fomos atendidos de uma maneira profissional, sem reclamações a fazer ( senão teríamos solicitado o livro amarelo, como é óbvio) mas notámos nos funcionários e funcionárias com quem contactámos e que constituem parte das diversas equipas daquele Centro de Saúde uma expressão de quem está ali a trabalhar contrafeito. Não foi a primeira vez que ali nos dirigimos e sempre achámos as pessoas ali empregadas com um ar muito mais descontraído, trabalhando de um modo mais natural, mais liberto, com mais alegria pelo trabalho executado, menos tenso, não tendo nada a ver com o ar circunspecto que agora apresentam, parecendo cumprir a sua missão mas de uma maneira quase autómato e por obrigação. Não sabemos porquê deu-nos a impressão, obviamente errada, que algumas estampavam no semblante um ar de receio, de medo por algo que não conseguimos compreender. Que se passará por ali?
Será que só contactámos com os que apresentam estas alterações compartimentais e os “outros” que não tivemos oportunidade de contactar estão todos como dantes?...
Estarão com medo da “atípica” ou o busílis da questão será outro? QuemsouberqueexpliqueaodoCasteloqueestemuitoagradeceobrigado!
Ficámos agradavelmente surpreendidos com as modificações registadas. Água potável para beber com copos descartáveis; flores que alindam um local onde cada um de nós vai sempre ou quase sempre de contra vontade. Somos daqueles que gostamos de flores e imagine-se que até oferecemos flores com certa regularidade. Até aqui tudo bem.
Mas, há sempre um mas. Fomos atendidos de uma maneira profissional, sem reclamações a fazer ( senão teríamos solicitado o livro amarelo, como é óbvio) mas notámos nos funcionários e funcionárias com quem contactámos e que constituem parte das diversas equipas daquele Centro de Saúde uma expressão de quem está ali a trabalhar contrafeito. Não foi a primeira vez que ali nos dirigimos e sempre achámos as pessoas ali empregadas com um ar muito mais descontraído, trabalhando de um modo mais natural, mais liberto, com mais alegria pelo trabalho executado, menos tenso, não tendo nada a ver com o ar circunspecto que agora apresentam, parecendo cumprir a sua missão mas de uma maneira quase autómato e por obrigação. Não sabemos porquê deu-nos a impressão, obviamente errada, que algumas estampavam no semblante um ar de receio, de medo por algo que não conseguimos compreender. Que se passará por ali?
Será que só contactámos com os que apresentam estas alterações compartimentais e os “outros” que não tivemos oportunidade de contactar estão todos como dantes?...
Estarão com medo da “atípica” ou o busílis da questão será outro? QuemsouberqueexpliqueaodoCasteloqueestemuitoagradeceobrigado!
MAIS VALE TARDE...
MAIS VALE TARDE... DO QUE NUNCA, TAMBÉM É PROVÉRBIO QUE SE DIZ AQUI DO CASTELO. VEM ISTO A PROPÓSITO DE SÓ AGORA DARMOS OS NOSSOS PARABÉNS ( ATRASO IMPERDOÀVEL) AO ZÉ ARMANDO PELO SEU MAGNÍFICO PORTAL DE AVIS.
PARABÉNS PELA INICIATIVA. VOCÊ É UM CAMPEÃO!!CONTINUE COM FORÇA E COM GARRA...
PARABÉNS PELA INICIATIVA. VOCÊ É UM CAMPEÃO!!CONTINUE COM FORÇA E COM GARRA...
segunda-feira, 29 de setembro de 2003
NO FIM DE SEMANA É SÓ CHONAR...
Verificamos aqui DO CASTELO que os bloguistas de Avis aos fins de semana não fazem nenhum. A actividade recomeça só na segunda feira. Será que as mensagens só são impressas durante as horas de trabalho? Ai se o Ministro Bagão Felix sabe lá sai mais um imposto agora sobre os bloguistas, essa nova categoria social (?). O melhor é ir fazendo qualquer coisa durante os fins de semana, ainda que pouco, para não dar tanto nas vistas.
Entretanto avisamos que do lado de Aldeia Velha se avista bastante escuro no céu. Ou nos enganamos muito ou aproxima-se a chuva, essa chata. Nem nos queremos lembrar de tal. Irra que nunca mais chega o Verão!!
Entretanto avisamos que do lado de Aldeia Velha se avista bastante escuro no céu. Ou nos enganamos muito ou aproxima-se a chuva, essa chata. Nem nos queremos lembrar de tal. Irra que nunca mais chega o Verão!!
domingo, 28 de setembro de 2003
FALECEU O MANUEL OURIVES. PAZ À SUA ALMA!
Ouvimos “dobrar” o sino da Igreja Matriz, aqui tão perto da nossa casa, aqui tão perto DO CASTELO. Pensámos em duas ou três pessoas amigas que estão gravemente doentes. Desde logo lembrámo-nos do Manuel Charuto. Nisto toca o telefone e a notícia confirma um outro óbito: morreu o Manuel Ourives. Era mais um filho de Avis, por adopção . Chegou aqui com uma bicicleta pedaleira com que percorria os montes todos a vender ouro. Daí o seu anexim. Mais tarde dedicou-se à venda de armas, essencialmente de caça. Negociante a 100%, granjeou a simpatia de todos. Aqui vinha comprar armas ou cartuchos gente de todos os lados. Consideravam-no, antes de negociante um amigo.
Viveu em Avis o conturbado 25 de Abril, naquele tempo em que só havia duas hipóteses: ou se era do Partido (Comunista) ou se era contra o partido e contra a revolução. Manuel Ourives não era do partido. Um dia, avisado por amigos, teve que fugir de casa, pois aqueles (comunistas) queriam matá-lo. Regressou passados uns dias e imaginem só, foi precisamente aos comunistas que, naquela época, acabou por vender mais caçadeiras. O destino tem destas incongruências!
MANUEL AUGUSTO MENDES MANATA, foi dos que chegou a Avis com uma mão à frente e outra atrás, que por cá singrou, mas de certeza que nunca disse mal de Avis.
DO CASTELO apresentamos sentidas condolências à família e desejamos sinceramente que descanse em paz, porque o merece.
Viveu em Avis o conturbado 25 de Abril, naquele tempo em que só havia duas hipóteses: ou se era do Partido (Comunista) ou se era contra o partido e contra a revolução. Manuel Ourives não era do partido. Um dia, avisado por amigos, teve que fugir de casa, pois aqueles (comunistas) queriam matá-lo. Regressou passados uns dias e imaginem só, foi precisamente aos comunistas que, naquela época, acabou por vender mais caçadeiras. O destino tem destas incongruências!
MANUEL AUGUSTO MENDES MANATA, foi dos que chegou a Avis com uma mão à frente e outra atrás, que por cá singrou, mas de certeza que nunca disse mal de Avis.
DO CASTELO apresentamos sentidas condolências à família e desejamos sinceramente que descanse em paz, porque o merece.
PORQUE HOJE É DOMINGO...
Domingo é domingo e por isso pedimos a voz ao Paco Bandeira e daqui, bem do alto DO CASTELO, cantamos aos quatro ventos estes versos de EDUARDO OLÍMPIO, de Alvalade Sado (1933), e inseridos na II série dos cadernos culturais da Câmara Municipal de Vila Viçosa:
Aos domingos vamos ao campo somos felizes
Aos domingos vamos á praia beber areia
Aos domingos temos colcheias temos narizes
Aos domingos somos aranhas fora da teia
Aos domingos pomos o filho no balancé
Aos domingos a doce esposa tem mais um beijo
Aos domingo somos o calmo senhor José
Aos domingos espetamos ponte nos rios do Tejo
Aos domingos há piquenique e grafonola
E o Benfica que vai pagá-las em Alvalade
Aos domingos há o canário que na gaiola
Canta a canção de mais um dia de liberdade
Aos domingos vamos ao campo somos felizes
Aos domingos vamos á praia beber areia
Aos domingos temos colcheias temos narizes
Aos domingos somos aranhas fora da teia
Aos domingos pomos o filho no balancé
Aos domingos a doce esposa tem mais um beijo
Aos domingo somos o calmo senhor José
Aos domingos espetamos ponte nos rios do Tejo
Aos domingos há piquenique e grafonola
E o Benfica que vai pagá-las em Alvalade
Aos domingos há o canário que na gaiola
Canta a canção de mais um dia de liberdade
sexta-feira, 26 de setembro de 2003
PORQUE QUEREMOS OFERECER BOA POESIA A QUEM NOS VISITA...
DO CASTELO tivemos acesso ao MENSAGEIRO DA POESIA, editado pela Câmara Municipal do Seixal. No seu nº 61 - Setembro de 2003- consta o seguinte poema da autoria de ROSA LOBATO FARIA, que transcrevemos com a devida vénia, esperando que gostem tanto como nós.
De todas as palavras escolhi água
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.
De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.
De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água mel e flor.
E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escolhi dor.
De todas as palavras escolhi água
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.
De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.
De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água mel e flor.
E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escolhi dor.
quinta-feira, 25 de setembro de 2003
UNA QUESTÃO DE ASSINATURA...
DO CASTELO avistámos Benavila, também conhecida por BENA. Percorremos as suas ruas e parámos a admirar essa obra importante que é o chamado Asilo de Benavila, ou seja a Fundação Casa de Repouso Dona Maria Madalena Godinho de Abreu.
Repentinamente, sem sabermos muito bem por quê veio-nos à ideia uma notícia, daquelas notícias que de repente aparecem na praça pública e que depois, quase tão misteriosamente como aparecem, desaparecem sem darem a conhecer o desfecho final.
Ora em meados de Julho/Agosto deste ano, constou-se publicamente que uma determinada funcionária da referida Casa de Repouso tinha sido notificada da não renovação do seu contrato de trabalho através de uma carta que, embora tivesse a assinatura do Sr. Presidente daquela Instituição, este afirmava categoricamente que não tinha assinado a referida carta.
O tempo tudo esquece e de concreto apenas sabemos que a referida funcionária já não é trabalhadora daquela Instituição, não sabendo nós, porém, se na realidade o Sr Presidente tinha ou não assinado a carta. Se tinha como podia dizer que não tinha; se não tinha como é possível rescindir com uma assinatura que não foi feita?
Se por acaso algum de vós souber o final deste imbróglio façam favor de no-lo contar. DO CASTELO agradecemos reconhecidamente!
Repentinamente, sem sabermos muito bem por quê veio-nos à ideia uma notícia, daquelas notícias que de repente aparecem na praça pública e que depois, quase tão misteriosamente como aparecem, desaparecem sem darem a conhecer o desfecho final.
Ora em meados de Julho/Agosto deste ano, constou-se publicamente que uma determinada funcionária da referida Casa de Repouso tinha sido notificada da não renovação do seu contrato de trabalho através de uma carta que, embora tivesse a assinatura do Sr. Presidente daquela Instituição, este afirmava categoricamente que não tinha assinado a referida carta.
O tempo tudo esquece e de concreto apenas sabemos que a referida funcionária já não é trabalhadora daquela Instituição, não sabendo nós, porém, se na realidade o Sr Presidente tinha ou não assinado a carta. Se tinha como podia dizer que não tinha; se não tinha como é possível rescindir com uma assinatura que não foi feita?
Se por acaso algum de vós souber o final deste imbróglio façam favor de no-lo contar. DO CASTELO agradecemos reconhecidamente!
quarta-feira, 24 de setembro de 2003
PEDIMOS DESCULPAS...
Aqui DO CASTELO pedimos desculpa pela dose dupla e POESIA DE CORDEL... mas a verdade é que a dita era tanta naqueles tempos que de vez em quando estávamos a ler o mesmo duas e três vezes.
Me perdoa, tá?
Me perdoa, tá?
COMO VAMOS DE POESIA DE CORDEL?
Ainda se lembram o que era “a poesia de cordel?”. Pois bem, expostos em cordéis e seguros com molas de roupa, qual estendal, podiam ver-se folhas amarelentas, tipo A4 repletas de histórias de faca e alguidar ou de quadras como estas, editadas pela Tipografia Beira Serra - Guarda:, “visado pela Inspecção de espectáculos” e que DO CASTELO transcrevemos tal qual o original, pontuação inclusive!
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para o não entristecer
Porque ele estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leve a mim também
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para o não entristecer
Porque ele estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leve a mim também
E COMO VAMOS DE POESIA DE CORDEL?
Ainda se lembram o que era “a poesia de cordel?”. Pois bem, expostos em cordéis e seguros com molas de roupa, qual estendal, podiam ver-se folhas amarelentas, tipo A4 repletas de histórias de faca e alguidar e de quadras como estas, editadas pela Tipografia Beira Serra - Guarda:, “visado pela Inspecção de espectáculos” e que DO CASTELO transcrevemos tal qual o original, pontuação inclusive!
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para não o entristecer
Porque ela estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leva a mim também
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para não o entristecer
Porque ela estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leva a mim também
terça-feira, 23 de setembro de 2003
TRABALHO REPARTIDO É MUITO MENOS SOFRIDO... OU A HISTÓRIA DE UM SLOGAN!
Realmente DO CASTELO avista-se muito. Verificámos há menos de meia hora esta situação: ao fundo do Ferragial das Amendoeiras, para abrirem um pequeno buraco a fim de repararem o alcatrão, estavam em circulo (apertado) 7 - empregados camarários-7!
Dado que se não todos, a esmagadora maioria dos ali presentes pertencem à CDU, conseguimos finalmente desvendar a razão do célebre slogan : CDU É OBRA!
Dado que se não todos, a esmagadora maioria dos ali presentes pertencem à CDU, conseguimos finalmente desvendar a razão do célebre slogan : CDU É OBRA!
segunda-feira, 22 de setembro de 2003
DESCONTRAIA!!!
DO CASTELO aconselha: descontraia-se ouvindo rádio de qualidade. Sintonize em 106.7 FM e descubra você mesmo...
CAIU O PANO SOBRE A NOSSA FEIRA, VERSÃO 2003!
Caíu o pano sobre a nossa Feira. Pensamos que os objectivos dos organizadores foram alcançados, já que os objectivos daqueles que pensaram em amealhar uns cobres, proveniente das vendas efectuadas durante o certame, ficaram um pouco desiludidos. Dizia-nos uma “expositora” que se não fosse o convívio nem “dava à conta cá vir”. Fruto de uma crise que, não se sabendo muito bem de onde é originária e que teimosamente se mantem por cá, é impensável fazer bons negócios por cá, por lá e por todo o lado. Entenda-se “negócio” como actividade lícita.
DO CASTELO contabilizou e concluiu que João Pedro Pais deu espectáculo ( cerca de 4000 pessoas contabilizadas cá do alto - e a fila junto à Porta do Anjo que lentamente se escoava para o interior do Largo do Convento?), as exposições estavam deslumbrantes, e o fogo de artifício um fascínio. Pena que ao ribombar do último foguete tudo tenha voltado à estaca zero. Quem já deve estar a trabalhar na próxima exposição é aquele amigo dos mármores, cujo nome não me lembro de momento. Força rapaz, és um talento!
Até p’ró ano!!!
DO CASTELO contabilizou e concluiu que João Pedro Pais deu espectáculo ( cerca de 4000 pessoas contabilizadas cá do alto - e a fila junto à Porta do Anjo que lentamente se escoava para o interior do Largo do Convento?), as exposições estavam deslumbrantes, e o fogo de artifício um fascínio. Pena que ao ribombar do último foguete tudo tenha voltado à estaca zero. Quem já deve estar a trabalhar na próxima exposição é aquele amigo dos mármores, cujo nome não me lembro de momento. Força rapaz, és um talento!
Até p’ró ano!!!
quinta-feira, 18 de setembro de 2003
VEM AÍ A NOSSA "FÊRA"
Começou a contagem decrescente para a inauguração da fêra de Avis, da nossa fêra de Setembro. E que local mais priveligiado do que aqui DO CASTELO para assistir a tudo? Digamos que vamos ver a fêra de palanque...
Recomendamos vivamente as exposições. Entre pela Porta do Anjo e no museu assista às exposições de fotografia: António Calhau e seu filho Ricardo, que são uns “experts”. Por sua vez os fotógrafos da Maratona Fotográfica deram o seu melhor. Se preferir entre pelas Portas de Évora e visite a exposição de escultura “Jardim de Pedra” daquele que durante a fêra do ano passado apresentou a exposição mais mediática, de seu nome Francisco Alexandre, ali na Sede dos Amigos do Concelho de Avis. Depois rume ao posto de turismo e delicie-se com as pinturas de Ana Rosado. Siga, vá por aí adiante e veja as exposições de todos os artesãos que lhes mostrarão as potencialidades de todo um povo feito trabalhador.
Aqui DO CASTELO, vamos estar atento à sua passagem. Depois não nos venha dizer que veio à fêra e que fomos nós que não o vimos.
Ah! Atenção. Fiquem atentos à “Revista da Feira” a emitir pela Além-Tudo. Estamos curiosos em conhecê-la!
BOA FÊRA PARA TODOS, SÃO OS VOTOS DO CASTELO!
Recomendamos vivamente as exposições. Entre pela Porta do Anjo e no museu assista às exposições de fotografia: António Calhau e seu filho Ricardo, que são uns “experts”. Por sua vez os fotógrafos da Maratona Fotográfica deram o seu melhor. Se preferir entre pelas Portas de Évora e visite a exposição de escultura “Jardim de Pedra” daquele que durante a fêra do ano passado apresentou a exposição mais mediática, de seu nome Francisco Alexandre, ali na Sede dos Amigos do Concelho de Avis. Depois rume ao posto de turismo e delicie-se com as pinturas de Ana Rosado. Siga, vá por aí adiante e veja as exposições de todos os artesãos que lhes mostrarão as potencialidades de todo um povo feito trabalhador.
Aqui DO CASTELO, vamos estar atento à sua passagem. Depois não nos venha dizer que veio à fêra e que fomos nós que não o vimos.
Ah! Atenção. Fiquem atentos à “Revista da Feira” a emitir pela Além-Tudo. Estamos curiosos em conhecê-la!
BOA FÊRA PARA TODOS, SÃO OS VOTOS DO CASTELO!
quarta-feira, 17 de setembro de 2003
VIMOS O "TI JOÃO CAGA BARRO"
Encontrámos o TI JOÃO CAGA BARRO, ali bem à sombra DO CASTELO. Relembrou-nos o seu verdadeiro nome: João Leão Carvalho do Telheiro, mais conhecido ou apenas conhecido por Ti João Caga Barro, com anexim a merecer referência no “Tratado das Alcunhas Alentejanas” ( Pag.137).
Para quem não o conhece ou conheceu devemos dizer-lhes que este senhor foi uma figura característica de Avis de outros tempos. O Ti João Caga Barro era o pregoeiro desta vila. Era curioso vê-lo, balançando-se sobre uma das pernas por motivo de uma deficiência que o obrigava a coxear, a calcorrear as ruas da vila que na altura ainda não se tinha estendido muito para além DO CASTELO. Não havia o Bairro do Clube Náutico, nem o do Serradão e nem se sonhava com esta nova urbanização situada agora além do Centro de Saúde e aquém do cemitério. Assim o lugar ideal para apregoar era junto às grades que dividem a Rua António José de Almeida do Outeiro da Saudade, ponto Central da vila.
Quem tinha perdido alguma peça de valor, mesmo que estimativo dizia ao Ti João e ele lá gritava com o seu enorme vozeirão:
- Perdeu-se uma pulseira de criança na Rua dos Mercadores...
Ou então qualquer outro pregão desde que encomendado:
- Quem quiser carne boa vá ao Talho do Jeremias...
Que bom recordar esses tempos em que Avis ainda não se tinha descaracterizado... Como recompensa, eram-lhe dado uns trocados, que consistiam em 5 ou 10 escudos. Por vezes, se a coisa mandada apregoar não aparecia o Ti João apenas ganhava um obrigado de quem pouco mais tinha para lhe oferecer.
Gostámos de falar com ele. Disse-nos que ia “beber um café ali ao bar dos Reformados” mas antes fez questão de nos dizer que nasceu em Dezembro de 1913 num dia que não fixámos e quis igualmente demonstrar-nos que está ali para as curvas, pois apesar da bengala que o acompanha teimou em se dobrar pela cintura e tocar com a mão direita na biqueira de cada sapato, sem dobrar os joelhos.
Valente TI JOÃO CAGA BARRO!, não fôra a falta de voz e ainda o ouviríamos a gritar apregoando, agora não só no Outeiro da Saudade, mas por todas as ruas e vielas desta vila, e sem grandes hipóteses de êxito:
- Perdeu-se o respeito que antigamente havia pelos mais idosos, por favor devolvam-no à Juventude!
Ou então,
- Pede-se a toda a gente que tenha encontrado um pouco de vergonha, que a estampe bem no meio da cara...
Sr. João Leão Carvalho do Telheiro, receba aquele abraço bem apertado de gratidão por nos ter feito recordar a AVIS dos anos 70/80. Bem haja e Deus lhe dê muita saúde!
Para quem não o conhece ou conheceu devemos dizer-lhes que este senhor foi uma figura característica de Avis de outros tempos. O Ti João Caga Barro era o pregoeiro desta vila. Era curioso vê-lo, balançando-se sobre uma das pernas por motivo de uma deficiência que o obrigava a coxear, a calcorrear as ruas da vila que na altura ainda não se tinha estendido muito para além DO CASTELO. Não havia o Bairro do Clube Náutico, nem o do Serradão e nem se sonhava com esta nova urbanização situada agora além do Centro de Saúde e aquém do cemitério. Assim o lugar ideal para apregoar era junto às grades que dividem a Rua António José de Almeida do Outeiro da Saudade, ponto Central da vila.
Quem tinha perdido alguma peça de valor, mesmo que estimativo dizia ao Ti João e ele lá gritava com o seu enorme vozeirão:
- Perdeu-se uma pulseira de criança na Rua dos Mercadores...
Ou então qualquer outro pregão desde que encomendado:
- Quem quiser carne boa vá ao Talho do Jeremias...
Que bom recordar esses tempos em que Avis ainda não se tinha descaracterizado... Como recompensa, eram-lhe dado uns trocados, que consistiam em 5 ou 10 escudos. Por vezes, se a coisa mandada apregoar não aparecia o Ti João apenas ganhava um obrigado de quem pouco mais tinha para lhe oferecer.
Gostámos de falar com ele. Disse-nos que ia “beber um café ali ao bar dos Reformados” mas antes fez questão de nos dizer que nasceu em Dezembro de 1913 num dia que não fixámos e quis igualmente demonstrar-nos que está ali para as curvas, pois apesar da bengala que o acompanha teimou em se dobrar pela cintura e tocar com a mão direita na biqueira de cada sapato, sem dobrar os joelhos.
Valente TI JOÃO CAGA BARRO!, não fôra a falta de voz e ainda o ouviríamos a gritar apregoando, agora não só no Outeiro da Saudade, mas por todas as ruas e vielas desta vila, e sem grandes hipóteses de êxito:
- Perdeu-se o respeito que antigamente havia pelos mais idosos, por favor devolvam-no à Juventude!
Ou então,
- Pede-se a toda a gente que tenha encontrado um pouco de vergonha, que a estampe bem no meio da cara...
Sr. João Leão Carvalho do Telheiro, receba aquele abraço bem apertado de gratidão por nos ter feito recordar a AVIS dos anos 70/80. Bem haja e Deus lhe dê muita saúde!
segunda-feira, 15 de setembro de 2003
AVIS ESTÁ MUITO TRISTE, POR TER TRATADO ENTEADOS COMO SE DE FILHOS SE TRATASSEM!
Aqui DO CASTELO, onde se vê e se ouve mais além, vislumbrámos um olhar triste de Avis. Avis está triste e não lhe faltam motivos para isso. Como qualquer terra Alentejana cultiva o gosto de bem saber receber. Foi assim antes do 25 de Abril, foi assim durante o 25 de Abril e continua a sê-lo agora, depois do 25 de Abril. Aqueles que não sendo seus filhos aqui se acolheram para ganhar o seu sustento, ela, Avis, considera-os seus filhos de verdade. Aqueles que aqui vieram para construir as suas casas para descanso, ela acolheu-os como se de verdadeiros filhos se tratassem. Aqueles que se dirigiram a Avis por ideais políticos ( discutíveis ou não), Avis recebeu-os de braços abertos e trata-os como filhos. A todos, sem excepção, Avis dedica o mesmo carinho e amizade.
Mas hoje Avis está triste. Avis percebeu que nem todos aqueles que acolheu merecem ser seus filhos. DO CASTELO ( que na altura estava aberto ao público todos os dias) viram-se chegar alguns desses migrantes com uma mão à frente e outra atrás, como se diz na gíria. Hoje progrediram nas suas carreiras, singraram nas suas vidas e imagine-se a maldade de alguns: sempre que podem, dizem mal da terra que tão bem os acolheu. Avis soube que em reuniões ou em jantaradas esses migrantes dizem mal dela, dizem mal dos seus próprios meio - irmãos Avisenses e achincalham-nos com críticas destrutivas, como se de reis e sábios dotados de toda a inteligência, estivessem aqui para ensinar boas maneiras a uma mão cheia de ignorantes e de nababos. Quem os ouve individualmente nem acredita que tamanha traição seja possível.
É por isso que Avis está triste. E nós, compreendemo-la e é por isso que junto DO CASTELO nós jamais deixaremos que alguém a critique destrutivamente. É preferível abandonar a vila e voltarem para as suas origens. Se a carapuça lhes couber a vós, se não gostam, não estraguem. A vossa “santa terrinha” talvez vos perdoe o facto de a terdes abandonado e ainda vos receba. Vá lá: regressem aos vossos burgos mas não façam Avis triste. Avis não merece, e quem sabe se até ainda se disponibilizará para vos passar uma carta de bom comportamento para apresentardes junto das autoridades dos vossos próprios burgos! Não custa nada tentar...
Mas hoje Avis está triste. Avis percebeu que nem todos aqueles que acolheu merecem ser seus filhos. DO CASTELO ( que na altura estava aberto ao público todos os dias) viram-se chegar alguns desses migrantes com uma mão à frente e outra atrás, como se diz na gíria. Hoje progrediram nas suas carreiras, singraram nas suas vidas e imagine-se a maldade de alguns: sempre que podem, dizem mal da terra que tão bem os acolheu. Avis soube que em reuniões ou em jantaradas esses migrantes dizem mal dela, dizem mal dos seus próprios meio - irmãos Avisenses e achincalham-nos com críticas destrutivas, como se de reis e sábios dotados de toda a inteligência, estivessem aqui para ensinar boas maneiras a uma mão cheia de ignorantes e de nababos. Quem os ouve individualmente nem acredita que tamanha traição seja possível.
É por isso que Avis está triste. E nós, compreendemo-la e é por isso que junto DO CASTELO nós jamais deixaremos que alguém a critique destrutivamente. É preferível abandonar a vila e voltarem para as suas origens. Se a carapuça lhes couber a vós, se não gostam, não estraguem. A vossa “santa terrinha” talvez vos perdoe o facto de a terdes abandonado e ainda vos receba. Vá lá: regressem aos vossos burgos mas não façam Avis triste. Avis não merece, e quem sabe se até ainda se disponibilizará para vos passar uma carta de bom comportamento para apresentardes junto das autoridades dos vossos próprios burgos! Não custa nada tentar...
domingo, 14 de setembro de 2003
PORQUE HOJE É DOMINGO...
ALENTEJANO
DEU AGORA MEIO-DIA; O SOL É QUENTE
BEIJANDO A URZE TRISTE DOS OUTEIROS.
NAS RAVINAS DO MONTE ANDAM CEIFEIROS
NA FAINA, ALEGRES, DESDE O SOL NASCENTE.
CANTAM AS RAPARIGAS, BRANDAMENTE,
BRILHAM OS OLHOS NEGROS, FEITICEIROS;
E HÁ PERFIS DELICADOS DE TRIGUEIROS
ENTRE AS ALTAS ESPIGAS DE OIRO ARDENTE.
A TERRA PRENDE OS DEDOS SENSUAIS
A CABELEIRA LOIRA DOS TRIGAIS
SOB A BENÇÃO DULCÍSSIMA DOS CÉUS.
HÁ GRITOS ARRASTADOS DE CANTIGAS...
E EU SOU UMA DAQUELAS RAPARIGAS...
E TU PASSAS E DIZES: “SALVE-OS DEUS!”
FLORBELA ESPANCA IN “SONETOS”
DEU AGORA MEIO-DIA; O SOL É QUENTE
BEIJANDO A URZE TRISTE DOS OUTEIROS.
NAS RAVINAS DO MONTE ANDAM CEIFEIROS
NA FAINA, ALEGRES, DESDE O SOL NASCENTE.
CANTAM AS RAPARIGAS, BRANDAMENTE,
BRILHAM OS OLHOS NEGROS, FEITICEIROS;
E HÁ PERFIS DELICADOS DE TRIGUEIROS
ENTRE AS ALTAS ESPIGAS DE OIRO ARDENTE.
A TERRA PRENDE OS DEDOS SENSUAIS
A CABELEIRA LOIRA DOS TRIGAIS
SOB A BENÇÃO DULCÍSSIMA DOS CÉUS.
HÁ GRITOS ARRASTADOS DE CANTIGAS...
E EU SOU UMA DAQUELAS RAPARIGAS...
E TU PASSAS E DIZES: “SALVE-OS DEUS!”
FLORBELA ESPANCA IN “SONETOS”
sábado, 13 de setembro de 2003
quinta-feira, 11 de setembro de 2003
EM MEMÓRIA!
DO CASTELO MANTEM-SE EM RECOLHIDO SILÊNCIO, EM HOMENAGEM A TODAS AS VÍTIMAS ( MORTOS, FERIDOS E FAMILIARES) DOS ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO DE 2001, NO E. U. A.
quarta-feira, 10 de setembro de 2003
...NO "monti" É QUE ESTIVE BEM...
Lamento profundamente e assumo-o aqui DO CASTELO, que não tenha esse dom de escrita que caracteriza a grande maioria dos meus colegas “bloguistas”. Gostaria de ser um autêntico "pena d'oiro. Considero-me assim, um “ blog menor” que com a sua quarta classe de adulto das antigas ( a tal que dizem que equivale ao actual 12º ano) tenta escrever algo perceptível para quem me lê. E vem isto a propósito de não me sentir com capacidade para vos transmitir toda a emoção, toda a carga positiva que vivi e apreendi com o meu fim de semana no “monti”. É claro que o "monti" não é meu, pois não sou de fóra, sou um teso e um senhor de Lisboa fez o favor de me emprestar o dele.
É indiscritível a sensação que vivi quando adormeci embalado pelo som das corujas e mochos ou quando acordei ao som de uma melodia maviosa entoada por uma cotovia poisada em qualquer esteva ou no alto de uma pedra. Qual despertador, qual quê! Esse apenas me transtorna matinalmente, sinónimo de uma velha tirania que me obriga a levantar, que me obriga a ir trabalhar, que me obriga a acordar de um modo sobressaltado e encarar logo à partida, cada novo dia de um modo negativo. Só me obriga!
Difícil mesmo foi encarar a segunda feira, o tal dia que eu vos tinha pedido de dispensa para adaptação à nova (antiga) realidade. As notícias foram em torrente e penso que nenhuma com a classificação de razoável, quanto mais de boa:
- O Juiz Rui Teixeira ainda não sabe se continua a liderar o processo Casa Pia, quando eu pensava que isso era um caso de simples resolução. Ou será que têm que arranjar um juiz adaptado aos critérios dos advogados de defesa e que melhor defenda os interesses dos indiciados? Francamente...
- As selecções perderam ambas, com a agravante de os espanhóis ( contra os quais não me move qualquer sentimento de repulsa - e as espanholas?), dizia eu, de os espanhóis terem conquistado Guimarães, coisa que já não se verificava desde os tempos de D. Afonso Henriques. Penso que estaremos agora, em plena descoberta de Portugal pelos brasileiros, a pagar a factura de tudo quanto fizemos aos índios do Brasil, quando os descobrimos e evangelizámos, dando-lhe com a cruz na cabeça, cada vez que não sabiam de cór o Pai-Nosso... Scolari, dá-nos na cabeça com resultados destes, enquanto a sua conta bancária vai enchendo, qual arca de especiarias...
- Os maus cheiros provenientes ali das bandas da ETAR e lá mais em baixo, da Lactogal, continuam a poluir os ares que se queriam mais puros. Não sabem como é reconfortante o cheirinho a bosta de vaca, lá do "monti"...
- O primeiro Ministro da Palestina demitiu-se, tornando mais difícil a reposição da paz naquelas paragens ( será que é possível instalar ali a paz? E as fábricas de fisgas, fecham?)
- Caíu uma passagem aérea...
- ....
- ....
Nas entrelinhas ou ... encontrará cada um de vós mais uma série de notícias que apanharam de surpresa, ou não, quem por motu próprio se quis ver privado de telemóveis, televisões e telefonias durante um fim de semana no "monti". Apesar desse choque, penso que é salutar fazer esta experiência e recomendo-a vivamente. Não será difícil ter um amigo que possua um “monti” por estas paragens, mas se encontrar dificuldade em tal, penso que o Sr. Ministro da Solidariedade Social, fazendo jus à Sua Solidariedade, não terá pejo em emprestar-lhe o dele.
Para terminar apenas o seguinte, no “montai” até me senti inspirado para fazer poesia, como prova a seguinte linda quadra:
Foi no monte que aprendi
A comer sopa da panela;
A lavar a roupa à mão
E dormir até tarde, que faz muito bem à saúde!
Eu sei que não rima, mas lá que é muito verdade, é. Mas se querem uma que rime então vejam lá se gostam desta:
Uma quadra que não rima
Não presta, Jesus me valha!
É como comer a prima
No fio duma navalha!
Esta que não é verdade já rima...
Se fizerem a experiência do “monti” não a guardem só para vós. Divulguem-na ou remetam-ma que eu reproduzi-la-ei.
Nota final: normalmente as croniquetas DO CASTELO são escritas no plural porque, como devem estar recordados elas são o resultado do trabalho de uma vasta equipa. Acontece que todos os colaboradores foram passar o fim de semana a diversos “montis” e ainda não regressou nenhum. Temo que a minha secretária loira se tenha perdido...no fio de alguma navalha.
Tchauzinho...
É indiscritível a sensação que vivi quando adormeci embalado pelo som das corujas e mochos ou quando acordei ao som de uma melodia maviosa entoada por uma cotovia poisada em qualquer esteva ou no alto de uma pedra. Qual despertador, qual quê! Esse apenas me transtorna matinalmente, sinónimo de uma velha tirania que me obriga a levantar, que me obriga a ir trabalhar, que me obriga a acordar de um modo sobressaltado e encarar logo à partida, cada novo dia de um modo negativo. Só me obriga!
Difícil mesmo foi encarar a segunda feira, o tal dia que eu vos tinha pedido de dispensa para adaptação à nova (antiga) realidade. As notícias foram em torrente e penso que nenhuma com a classificação de razoável, quanto mais de boa:
- O Juiz Rui Teixeira ainda não sabe se continua a liderar o processo Casa Pia, quando eu pensava que isso era um caso de simples resolução. Ou será que têm que arranjar um juiz adaptado aos critérios dos advogados de defesa e que melhor defenda os interesses dos indiciados? Francamente...
- As selecções perderam ambas, com a agravante de os espanhóis ( contra os quais não me move qualquer sentimento de repulsa - e as espanholas?), dizia eu, de os espanhóis terem conquistado Guimarães, coisa que já não se verificava desde os tempos de D. Afonso Henriques. Penso que estaremos agora, em plena descoberta de Portugal pelos brasileiros, a pagar a factura de tudo quanto fizemos aos índios do Brasil, quando os descobrimos e evangelizámos, dando-lhe com a cruz na cabeça, cada vez que não sabiam de cór o Pai-Nosso... Scolari, dá-nos na cabeça com resultados destes, enquanto a sua conta bancária vai enchendo, qual arca de especiarias...
- Os maus cheiros provenientes ali das bandas da ETAR e lá mais em baixo, da Lactogal, continuam a poluir os ares que se queriam mais puros. Não sabem como é reconfortante o cheirinho a bosta de vaca, lá do "monti"...
- O primeiro Ministro da Palestina demitiu-se, tornando mais difícil a reposição da paz naquelas paragens ( será que é possível instalar ali a paz? E as fábricas de fisgas, fecham?)
- Caíu uma passagem aérea...
- ....
- ....
Nas entrelinhas ou ... encontrará cada um de vós mais uma série de notícias que apanharam de surpresa, ou não, quem por motu próprio se quis ver privado de telemóveis, televisões e telefonias durante um fim de semana no "monti". Apesar desse choque, penso que é salutar fazer esta experiência e recomendo-a vivamente. Não será difícil ter um amigo que possua um “monti” por estas paragens, mas se encontrar dificuldade em tal, penso que o Sr. Ministro da Solidariedade Social, fazendo jus à Sua Solidariedade, não terá pejo em emprestar-lhe o dele.
Para terminar apenas o seguinte, no “montai” até me senti inspirado para fazer poesia, como prova a seguinte linda quadra:
Foi no monte que aprendi
A comer sopa da panela;
A lavar a roupa à mão
E dormir até tarde, que faz muito bem à saúde!
Eu sei que não rima, mas lá que é muito verdade, é. Mas se querem uma que rime então vejam lá se gostam desta:
Uma quadra que não rima
Não presta, Jesus me valha!
É como comer a prima
No fio duma navalha!
Esta que não é verdade já rima...
Se fizerem a experiência do “monti” não a guardem só para vós. Divulguem-na ou remetam-ma que eu reproduzi-la-ei.
Nota final: normalmente as croniquetas DO CASTELO são escritas no plural porque, como devem estar recordados elas são o resultado do trabalho de uma vasta equipa. Acontece que todos os colaboradores foram passar o fim de semana a diversos “montis” e ainda não regressou nenhum. Temo que a minha secretária loira se tenha perdido...no fio de alguma navalha.
Tchauzinho...
terça-feira, 9 de setembro de 2003
AO CONDUZIR SE TIVER SONO, POR FAVOR, PÁRE, MAS PÁRE MESMO!!!
Porque pretendemos que DO CASTELO se possa estabelecer uma troca de ideias, de opiniões e de experiências vividas, deixamos aqui o relato de uma situação vivida e uma chamada de atenção.
Ontem tivemos necessidade de conduzir de noite. A cerca de dez minutos do terminus da viagem fomos assolados pelo sono. A tão curta distância de casa pensámos que não valeria a pena parar e descansar um pouco. Um primeiro sinal permitiu-nos aperceber de que a viatura como que tinha momentaneamente “voado” para a faixa da esquerda da estrada; a situação repetiu-se passados dois ou três minutos. Houve um terceiro momento de entorpecimento, uma fracção de milésimo de segundo e a viatura vai demasiado para a direita. Apercebemo-nos, andamos cerca de quarenta a cinquenta metros na valeta e conseguimos regressar à estrada, apenas com umas amolgadelas ( não muitas) na viatura. Mas, e se em vez de um milésimo de segundo de entorpecimento, tivessem sido dois? E se em vez de uma valeta normal, se tratasse de um precipício?
Acresce dizer que vínhamos acompanhados de uma criança. Pelo modo como as coisas se passaram, resta-nos agradecer a Deus o facto de as coisas não terem tomado proporções mais dramáticas.
Assim fica o nosso apelo: ao primeiro sinal de sono, páre, durma um pouco e depois prossiga a viagem. Mas, por si, pelos seus e pelos outros, páre mesmo. Certo?
OBRIGADO!
Ontem tivemos necessidade de conduzir de noite. A cerca de dez minutos do terminus da viagem fomos assolados pelo sono. A tão curta distância de casa pensámos que não valeria a pena parar e descansar um pouco. Um primeiro sinal permitiu-nos aperceber de que a viatura como que tinha momentaneamente “voado” para a faixa da esquerda da estrada; a situação repetiu-se passados dois ou três minutos. Houve um terceiro momento de entorpecimento, uma fracção de milésimo de segundo e a viatura vai demasiado para a direita. Apercebemo-nos, andamos cerca de quarenta a cinquenta metros na valeta e conseguimos regressar à estrada, apenas com umas amolgadelas ( não muitas) na viatura. Mas, e se em vez de um milésimo de segundo de entorpecimento, tivessem sido dois? E se em vez de uma valeta normal, se tratasse de um precipício?
Acresce dizer que vínhamos acompanhados de uma criança. Pelo modo como as coisas se passaram, resta-nos agradecer a Deus o facto de as coisas não terem tomado proporções mais dramáticas.
Assim fica o nosso apelo: ao primeiro sinal de sono, páre, durma um pouco e depois prossiga a viagem. Mas, por si, pelos seus e pelos outros, páre mesmo. Certo?
OBRIGADO!
sábado, 6 de setembro de 2003
DO CASTELO PARA O MONTII!
DO CASTELO vai descer aos campos da planura de Avis e aconchegar-se aí num qualquer monte, isolando-se bem longe de telemóveis, telefones, televisões. Todos os elementos que constituem esta vasta equipa de pesquisa, vão proceder de igual modo.
Na próxima terça-feira faremos o ponto da situação, não o fazendo na segunda porque esse será o dia da readaptação a todas as modernices dispensáveis e entretanto dispensadas. Até láááá... mundo cruel!
( EU QUERO IR PARA O MONTI
EU QUERO IR PARA O MONTIII
QUE NO MONTI É QUE ESTOU BÊII!)
Na próxima terça-feira faremos o ponto da situação, não o fazendo na segunda porque esse será o dia da readaptação a todas as modernices dispensáveis e entretanto dispensadas. Até láááá... mundo cruel!
( EU QUERO IR PARA O MONTI
EU QUERO IR PARA O MONTIII
QUE NO MONTI É QUE ESTOU BÊII!)
sexta-feira, 5 de setembro de 2003
...DE COMO SE PRESTA UM MAU SERVIÇO PÚBBLICO
Esta informação foi recolhida lá no cimo DO CASTELO, onde as notícias são facilmente captadas, e denota como se pode prestar um MAU SERVIÇO PÚBLICO.
Foi-nos confidenciado por um funcionário de uma Delegação local de uma Instituição com implantação a nível nacional de que lhe foram dadas instruções precisas no sentido de que, para evitar despesas, toda e qualquer correspondência deixaria de se fazer via CTT e que passaria pelos serviços um transporte para recolher essa correspondência para a capital de Distrito. Até aqui tudo bem. O pior é que, pasmem meus senhores, a dita correspondência de todos nós, pagantes, chega a estar mais de três semanas sem ser recolhida!
É isto um bom exemplo de Serviço Público? Deixamos à vossa consideração esta situação, passada em Avis, (e certamente não só em Avis), numa Instituição cujo nome não revelamos por nos ter sido pedido segredo.
Foi-nos confidenciado por um funcionário de uma Delegação local de uma Instituição com implantação a nível nacional de que lhe foram dadas instruções precisas no sentido de que, para evitar despesas, toda e qualquer correspondência deixaria de se fazer via CTT e que passaria pelos serviços um transporte para recolher essa correspondência para a capital de Distrito. Até aqui tudo bem. O pior é que, pasmem meus senhores, a dita correspondência de todos nós, pagantes, chega a estar mais de três semanas sem ser recolhida!
É isto um bom exemplo de Serviço Público? Deixamos à vossa consideração esta situação, passada em Avis, (e certamente não só em Avis), numa Instituição cujo nome não revelamos por nos ter sido pedido segredo.
quarta-feira, 3 de setembro de 2003
ALÉM DE PEDÓFILO, ERA FILH'A DA PUTA!!! ( COM BOLINHA VERMELHA)
DO CASTELO avisamos que o que eis ler poderá ferir as consciências mais sensíveis, por se tratar da reposição de uma situação aberrante, com falta de qualquer sentido de humor, de muito mau gosto e revelando alguma (muita) baixeza. Aconselhamos, pois a que não leia mais e fique por aqui.
No entanto queremos transcrever este diálogo, para alertar os que ainda estão adormecidos para estas questões da pedofilia, de quão nojento é o acto em si, bem como aqueles que o praticam. Assim, passamos a transcrever um diálogo travado entre um juiz inquiridor e um pedófilo.
Juiz:
- Então você não tem vergonha de abusar de uma criança de três anos?
- Sr. Dr.: tinha três anos mas já tinha corpinho de cinco...
( Mas que grand’a filha da puta!, acrescentamos nós.)
No entanto queremos transcrever este diálogo, para alertar os que ainda estão adormecidos para estas questões da pedofilia, de quão nojento é o acto em si, bem como aqueles que o praticam. Assim, passamos a transcrever um diálogo travado entre um juiz inquiridor e um pedófilo.
Juiz:
- Então você não tem vergonha de abusar de uma criança de três anos?
- Sr. Dr.: tinha três anos mas já tinha corpinho de cinco...
( Mas que grand’a filha da puta!, acrescentamos nós.)
terça-feira, 2 de setembro de 2003
ÚLTIMA HORA: TOMATINA EM AVIS!!!!
DO CASTELO vislumbrámos no largo junto à rotunda de Avis, manchas de verde e encarnado. Curiosos, colocámos os binóculos e concluímos que o verde é resultante de cerca de dez contentores da AVIS HORTA, e o vermelho é a cor dos tomates que enchem aqueles contentores, a transbordar, ali a céu aberto.
Certamente que os mesmos se destinam à realização da “ 1ª Tomatina em Avis", pois de outra maneira não se compreende mais aquele péssimo cartão de visita para quem nos visita vindo dos lados do Alcórrego.
Aguardamos que a AVIS HORTA nos entregue o programa para divulgação. Entretanto os ensaios já devem ter começado, pois os tomates esmagados, alguns a começar a apodrecer e a chamar moscas, que se encontram já por ali espalhados, leva-nos a crer que os primeiros ensaios já se concretizaram.
Esperamos que uns dos competidores não sejam os ciganos. (Tadinhos...)
Só já nos faltava esta!
Porra!!!!
Certamente que os mesmos se destinam à realização da “ 1ª Tomatina em Avis", pois de outra maneira não se compreende mais aquele péssimo cartão de visita para quem nos visita vindo dos lados do Alcórrego.
Aguardamos que a AVIS HORTA nos entregue o programa para divulgação. Entretanto os ensaios já devem ter começado, pois os tomates esmagados, alguns a começar a apodrecer e a chamar moscas, que se encontram já por ali espalhados, leva-nos a crer que os primeiros ensaios já se concretizaram.
Esperamos que uns dos competidores não sejam os ciganos. (Tadinhos...)
Só já nos faltava esta!
Porra!!!!
POLÉMICA! EUTANÁSIA: SIM OU NÃO?
Feita a análise da discussão lançada DO CASTELO, em 26 de Agosto,sobre a “Pena de morte, sim ou não?” agradecemos a todos os que nos ajudaram a perceber melhor se seria positivo ou não a instauração da pena de morte para crimes hediondos. A GRANDE MAIORIA foi unânime em recusá-la, dissipando-nos assim algumas dúvidas que sobre nós pairavam acerca deste tema. Obrigado.
Mas DO CASTELO lança para a discussão novo tema, a ser analisado durante a 1ª quinzena de Setembro. Visitámos hoje um doente no Hospital José Maria Grande, que em fase terminal, há vários dias que vive debaixo de dores horríveis. O processo de degradação e sofrimento é irreversível. Posto isto e perante este e outros casos semelhantes a nossa pergunta e solicitação da vossa opinião é a seguinte: EUTANÁSIA, SIM OU NÃO?
Contamos com a vossa preciosa colaboração!
Mas DO CASTELO lança para a discussão novo tema, a ser analisado durante a 1ª quinzena de Setembro. Visitámos hoje um doente no Hospital José Maria Grande, que em fase terminal, há vários dias que vive debaixo de dores horríveis. O processo de degradação e sofrimento é irreversível. Posto isto e perante este e outros casos semelhantes a nossa pergunta e solicitação da vossa opinião é a seguinte: EUTANÁSIA, SIM OU NÃO?
Contamos com a vossa preciosa colaboração!
domingo, 31 de agosto de 2003
EMPREGO? SIM! TRABALHO? NÃO! EMPREGO? SIM! TRABALHO? NÃO! ; EMP...
Pensando que ainda era possível ir a Lisboa tomar um banho de civilização, DO CASTELO partiu rumo à capital do Império, passe a expressão, levando O MARANHÃO no coração. Mas de banho de civilização muito pouco para não dizer quase nada. Falta de civismo a cada esquina, automobilistas que não respeitam nada nem ninguém, mendigos a cada esquina, prostituição avulso: antes selvagem em AVIZ, (AVIS LINDA!) do que civilizado em Lisboa!
Longe vão os tempos (talvez no tempo da capital do dito Império) em que se podia passear descansadamente numa qualquer rua do Bairro Alto, ou beber um copo fora de horas num qualquer bar mal-afamado do cais do Sodré ou do Intendente. Hoje temos que estar sempre com redobrada atenção, pois segurança é coisa que não abunda por aquelas paragens, e as sombras, muitas negras, abundam a cada esquina, quais MATRAQUILHO(S).
Mas não foi para falar destas situações banais que DO CASTELO partimos para estes DESABAFOS. O que realmente nos chamou a atenção e perdoem-nos as nossas INGENUIDADES e desconhecimento na matéria foi o seguinte: como é possível aumentarem assustadoramente os números respeitantes a desempregados e em qualquer Centro Comercial, ou por exemplo na baixa, se ostentarem dezenas, centenas de anúncios a pedir empregados para as diversas lojas. A verdade é que esses anúncios se mantêm por bastante tempo. Será que é necessário saber O SEXO DOS ANJOS, ou contratar A QUINTA COLUNA para desvendar este mistério?
Penso que não. O que a maioria dos Portugueses quere é bem simples: emprego sim, trabalho não...
Longe vão os tempos (talvez no tempo da capital do dito Império) em que se podia passear descansadamente numa qualquer rua do Bairro Alto, ou beber um copo fora de horas num qualquer bar mal-afamado do cais do Sodré ou do Intendente. Hoje temos que estar sempre com redobrada atenção, pois segurança é coisa que não abunda por aquelas paragens, e as sombras, muitas negras, abundam a cada esquina, quais MATRAQUILHO(S).
Mas não foi para falar destas situações banais que DO CASTELO partimos para estes DESABAFOS. O que realmente nos chamou a atenção e perdoem-nos as nossas INGENUIDADES e desconhecimento na matéria foi o seguinte: como é possível aumentarem assustadoramente os números respeitantes a desempregados e em qualquer Centro Comercial, ou por exemplo na baixa, se ostentarem dezenas, centenas de anúncios a pedir empregados para as diversas lojas. A verdade é que esses anúncios se mantêm por bastante tempo. Será que é necessário saber O SEXO DOS ANJOS, ou contratar A QUINTA COLUNA para desvendar este mistério?
Penso que não. O que a maioria dos Portugueses quere é bem simples: emprego sim, trabalho não...
DO CASTELO recomenda
DO CASTELO, viu em Galveias, gostou e recomenda vivamente o espectáculo EL CHINO TORERO. Numa altura em que tudo são chatices na vida, em que os Telejornais nos massacram com desgraças e mais desgraças, em que a alegria de viver anda quase sempre pelas ruas da amargura, este espectáculo serve perfeitamente para desopilar um bocado, para nos divertirmos e soltarmos uma boa gargalhada, daquelas que até dão a sensação de nos purificar a alma. Com um preço acessível (10E/adultos e 5E dos 6 aos 12 anos), o espectáculo de duas horas, feito por pessoas que de anormais só têm aquela enorme capacidade, aquele dom, de nos distrair e fazer passar um bom bocado, o espectáculo, dizíamos, é de nota muito elevada, a roçar o excelente.
Sigam o nosso conselho: vejam-no logo que possam e verão que não se arrependem!
Sigam o nosso conselho: vejam-no logo que possam e verão que não se arrependem!
sexta-feira, 29 de agosto de 2003
"A", "E", "I", "O", "U"
No sótão DO CASTELO, descobrimos “O LIVRO DA PRIMEIRA CLASSE”, em 8ª Edição, da Porto Editora, Ldª., de 1958 e com o nº 207190. Foi com ele que aprendemos o “A” de Águia, o “E” de Égua, o “I” de Igreja, o “O” de Ovos e o “U” de Uvas. Foi nele que aprendemos as primeiras “maneiras”, que começámos a construir uma personalidade assente na família e com respeito pela pessoa humana. Talvez por isso, embargou-se-nos a voz quando hoje lemos, comovidos, na página 65 do referido livro o texto que agora tomamos a liberdade de transcrever, com o intuito de que aqueles que o utilizaram recordem e aqueles que já não tiveram essa ventura, possam aperceber-se como se iniciavam nas letras e nos bons costumes, as crianças de então.
Chamem-me saudosista, mas em mim as saudades moem!
Eis então:
DAI ALEGRIA À VOSSA MÃE
Ninguém no mundo vos tem mais amor do que a vossa mãe.
Quereis vê-la sempre contente?
Não custa nada. Sede carinhosos para com ela. Ajudai-a nos seus trabalhos. Fazei o que vos manda. Que ela não precise de recomendar: - Meu filho, pega nos livros e estuda, para vires a ser homem.
Habituai-vos a cuidar do que vos pertence e a ter tudo em seu lugar. Procurai fazer alguma coisa que lhe seja agradável, uma surpresa que lhe dê alegria.
E, quando a virdes cansada e triste, não façais barulho; abraçai-a e dizei-lhe baixinho: - Gosto muito da minha querida mãe!
Chamem-me saudosista, mas em mim as saudades moem!
Eis então:
DAI ALEGRIA À VOSSA MÃE
Ninguém no mundo vos tem mais amor do que a vossa mãe.
Quereis vê-la sempre contente?
Não custa nada. Sede carinhosos para com ela. Ajudai-a nos seus trabalhos. Fazei o que vos manda. Que ela não precise de recomendar: - Meu filho, pega nos livros e estuda, para vires a ser homem.
Habituai-vos a cuidar do que vos pertence e a ter tudo em seu lugar. Procurai fazer alguma coisa que lhe seja agradável, uma surpresa que lhe dê alegria.
E, quando a virdes cansada e triste, não façais barulho; abraçai-a e dizei-lhe baixinho: - Gosto muito da minha querida mãe!
SAUDADES
No sótão DO CASTELO, descobrimos “O LIVRO DA PRIMEIRA CLASSE”, em 8ª Edição, da Porto Editora, Ldª., de 1958 e com o nº 207190. Foi com ele que aprendemos o “A” de Águia, o “E” de Égua, o “I” de Igreja, o “O” de Ovos e o “U” de Uvas. Foi nele que aprendemos as primeiras “maneiras”, que começámos a construir uma personalidade assente na família e com respeito pela pessoa humana. Talvez por isso, embargou-se-nos a voz quando hoje lemos, comovidos, na página 65 do referido livro o texto que transcrevemos, com o intuito de que aqueles que o utilizaram recordem e aqueles que já não o utilizaram possam aperceber-se como se iniciavam nas letras e nos bons costumes, as crianças de então.
Chamem-me saudosista, mas em mim as saudades moem!
Eis então:
DAI ALEGRIA À VOSSA MÃE
Ninguém no mundo vos tem mais amor do que a vossa mãe.
Quereis vê-la sempre contente?
Não custa nada. Sede carinhosos para com ela. Ajudai-a nos seus trabalhos. Fazei o que vos manda. Que ela não precise de recomendar: - Meu filho, pega nos livros e estuda, para vires a ser homem.
Habituai-vos a cuidar do que vos pertence e a ter tudo em seu lugar. Procurai fazer alguma coisa que lhe seja agradável, uma surpresa que lhe dê alegria.
E, quando a virdes cansada e triste, não façais barulho; abraçai-a e dizei-lhe baixinho: - Gosto muito da minha querida mãe!
Chamem-me saudosista, mas em mim as saudades moem!
Eis então:
DAI ALEGRIA À VOSSA MÃE
Ninguém no mundo vos tem mais amor do que a vossa mãe.
Quereis vê-la sempre contente?
Não custa nada. Sede carinhosos para com ela. Ajudai-a nos seus trabalhos. Fazei o que vos manda. Que ela não precise de recomendar: - Meu filho, pega nos livros e estuda, para vires a ser homem.
Habituai-vos a cuidar do que vos pertence e a ter tudo em seu lugar. Procurai fazer alguma coisa que lhe seja agradável, uma surpresa que lhe dê alegria.
E, quando a virdes cansada e triste, não façais barulho; abraçai-a e dizei-lhe baixinho: - Gosto muito da minha querida mãe!
quinta-feira, 28 de agosto de 2003
ESTÁ AÍ A FESTA DE NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS!
DO CASTELO vamos ver partir e depois acompanhar os romeiros em direcção à ermida de Nossa Senhora Mãe dos Homens, cuja festa se realiza já nos próximos Sábado e Domingo, respectivamente dias 30 e 31 de Agosto.
Mantendo uma tradição que remonta aos idos anos de 1778, em que já se realizavam na última semana de Agosto, as festas em honra de Nossa Senhora Mãe dos Homens estão carregadas de um enorme significado religioso e serão certamente as festividades mais antigas que se realizam na nossa vila.
DO CASTELO, lançamos um convite a toda a família bloguista para se associar a essa meia dúzia de pessoas que, constituídas em Comissão de Festas, teimosamente lutam para não deixar morrer uma tradição tão ancestral, e a quem damos os nossos parabéns pelo esforço e empenho.
O lugar é aprazível e se o estado do tempo o permitir, até os não devotos se sentirão bem por aquelas paragens.
APAREÇAM!
Mantendo uma tradição que remonta aos idos anos de 1778, em que já se realizavam na última semana de Agosto, as festas em honra de Nossa Senhora Mãe dos Homens estão carregadas de um enorme significado religioso e serão certamente as festividades mais antigas que se realizam na nossa vila.
DO CASTELO, lançamos um convite a toda a família bloguista para se associar a essa meia dúzia de pessoas que, constituídas em Comissão de Festas, teimosamente lutam para não deixar morrer uma tradição tão ancestral, e a quem damos os nossos parabéns pelo esforço e empenho.
O lugar é aprazível e se o estado do tempo o permitir, até os não devotos se sentirão bem por aquelas paragens.
APAREÇAM!
ATENÇÃO AVISENSES: VEM AÍ A BRIGADA DO REUMÁTICO!
Foi lá DO CASTELO que o vento nos trouxe a seguinte notícia, confirmada, que só poderá ser alterada por motivos de força maior:
Entre 1 e 25 de Setembro próximo, deslocar-se-ão a AVIS, uma média de 320 pessoas diariamente, oriundas do concelho de Loures. É certo que o número de visitantes vai ser superior ao número de habitantes do nosso burgo e por isso mesmo vai movimentar por aqui as nossas hostes. Esperamos que não seja só o Água Doce ( passe a publicidade) a ganhar com este negócio.
Ah! E principalmente para você, que já estava a antever umas hipóteses de “engates”, esclareço que será, se não na totalidade, pelo menos a grande maioria... turismo sénior! ( mas você poderá sempre ajudar os velhinhos...)
Entre 1 e 25 de Setembro próximo, deslocar-se-ão a AVIS, uma média de 320 pessoas diariamente, oriundas do concelho de Loures. É certo que o número de visitantes vai ser superior ao número de habitantes do nosso burgo e por isso mesmo vai movimentar por aqui as nossas hostes. Esperamos que não seja só o Água Doce ( passe a publicidade) a ganhar com este negócio.
Ah! E principalmente para você, que já estava a antever umas hipóteses de “engates”, esclareço que será, se não na totalidade, pelo menos a grande maioria... turismo sénior! ( mas você poderá sempre ajudar os velhinhos...)
PARA TENTAR ANIMAR BENFIQUISTAS, DIGO, FUTUROS CAMPEÕES DA TAÇA UEFA...
Sei que o momento não é de grandes “graças”, principalmente para os Benfiquistas. Mas, como não gosto de anedotas, quando sei alguma nova tento logo contá-la, nem que seja do alto DO CASTELO, espalhando-a aos quatro ventos, para ver se me livro dela. Então é assim:
Um lisboeta, alfacinha de gema e viajante de profissão, viu, ao atravessar o Alentejo, um pastor atrás do seu rebanho e logo teve a ideia de gozar com aquele alentejano ali tão à mão.
- Ó compadre, então você já é pastor há muito tempo?
- Calhando desde que me conheço...
- E você, sempre aí atrás das ovelhas, sem mulheres, como é que resolve as suas necessidades de sexo?
- O senhor quer mesmo saber como é?...
Então o pastor, usando aquele gesto que é tão característico dos pastores, meteu dois dedos na boca e emitiu um forte assobio. Eis que a borrega mais gordinha e anafada do rebanho, se dirigiu logo para junto dele. Após colocar a “coisa de fazer xi-xi “de fora, a borrega começa-lhe a fazer sexo oral. Após o nosso homem ter atingido o clímax, a borrega não parou de “mamar”. Aflito, o pastor deu com o cajado uma valente fueirada na borrega que quase enrolou a cabeça com as patas, enquanto se afastava aos trambolhões. Diz então o Alentejano:
- Já viu como é, senhor? Vocemesse quer experimentar?
Responde o lisboeta, alfacinha de gema e viajante de profissão:
- Eu experimentar, experimentava, mas não sei se me aguentarei com uma porrada dessas na cabeça...
Um lisboeta, alfacinha de gema e viajante de profissão, viu, ao atravessar o Alentejo, um pastor atrás do seu rebanho e logo teve a ideia de gozar com aquele alentejano ali tão à mão.
- Ó compadre, então você já é pastor há muito tempo?
- Calhando desde que me conheço...
- E você, sempre aí atrás das ovelhas, sem mulheres, como é que resolve as suas necessidades de sexo?
- O senhor quer mesmo saber como é?...
Então o pastor, usando aquele gesto que é tão característico dos pastores, meteu dois dedos na boca e emitiu um forte assobio. Eis que a borrega mais gordinha e anafada do rebanho, se dirigiu logo para junto dele. Após colocar a “coisa de fazer xi-xi “de fora, a borrega começa-lhe a fazer sexo oral. Após o nosso homem ter atingido o clímax, a borrega não parou de “mamar”. Aflito, o pastor deu com o cajado uma valente fueirada na borrega que quase enrolou a cabeça com as patas, enquanto se afastava aos trambolhões. Diz então o Alentejano:
- Já viu como é, senhor? Vocemesse quer experimentar?
Responde o lisboeta, alfacinha de gema e viajante de profissão:
- Eu experimentar, experimentava, mas não sei se me aguentarei com uma porrada dessas na cabeça...
quarta-feira, 27 de agosto de 2003
COM A DEVIDA VÉNIA
No sótão DO CASTELO, descobrimos um livro da autoria de Manuel Parente Trindade, intitulado “ALENTEJÍADES”- CÂNTICOS AO ALENTEJO, de que passamos a transcrever, com a devida vénia, o seguinte poema, de que gostámos particularmente:
MUSAS EM AVIS
Houve um poeta que viu
A história que vou contar,
É uma história de pasmar
Passada em noite de estio,
Mas o poeta garantiu:
Que não foi uma visão sua;
Que estava tão clara a lua,
Que se via todo o rio.
Já ia longo o serão,
Já toda a vila dormia
E eis que o poeta via,
Saindo do Maranhão,
Musas de harpa na mão,
Cabelos soltos ao vento,
Seguindo para S. Bento,
Em estranha procissão.
Parou sem acreditar
Naquilo que estava a ver,
E ouviu as harpas tanger
Melodias de encantar.
Pelas janelas viu saltar
Guerreiros, frades e santos
E enrolar nos seus mantos
As musas para as levar.
Todo o convento despertam,
Cada herói tem sua musa,
Nenhuma delas recusa
Os braços que as apertam...
Assim que os pares se acertam,
Vai o grupo dispersando
E entre as rochas procurando
As sombras que os encobertam.
Param harpas de tanger
E a lua envergonhada
Pergunta nuvem cerrada
Para detrás se esconder.
Deixa o poeta de ver
Os pares tão claramente,
Mas ouve, perfeitamente,
As belas musas gemer.
Antes de romper a aurora
Acaba a história feliz,
Dom João, “Mestre de Avis”,
Dorme sossegado agora.
As musas foram-se embora
Pr'ó fundo do Maranhão...
E outros poetas virão
Contar-nos histórias de outrora.
RECTIFICANDO...
Ainda a propósito do repto/debate lançado ontem aqui DO CASTELO. Porque queremos que o debate seja aberto e não em circuito fechado, propomos que as opiniôes sobre a PENA DE MORTE: SIM OU NÃO? sejam
feitas nos vossos próprios blogs para que todos possamos tirar ilações. Se quiserem fazer o favor de nos alertar para o facto de que o fizeram, através da morada acima, agradecemos não nos vá escapar alguma opiniâo, apesar de nós, aqui DO CASTELO, "vasculharmos" diàriamente os diversos blogs.
E é claro que o desafio se estende a todo o país e não necessàriamente só à Aldeia Bloggal de Avis.
Espero pelas vossas opiniôes.
feitas nos vossos próprios blogs para que todos possamos tirar ilações. Se quiserem fazer o favor de nos alertar para o facto de que o fizeram, através da morada acima, agradecemos não nos vá escapar alguma opiniâo, apesar de nós, aqui DO CASTELO, "vasculharmos" diàriamente os diversos blogs.
E é claro que o desafio se estende a todo o país e não necessàriamente só à Aldeia Bloggal de Avis.
Espero pelas vossas opiniôes.
terça-feira, 26 de agosto de 2003
OBRIGADO, DESABAFOS!
OBRIGADO, DESABAFOS, POR TER PUBLICADO ESSE TEXTO
TÃO LINDO: FUI Á FESTA MÃE.
CONFESSO QUE NUNCA TINHA CHORADO DO CASTELO. MAS AGORA FI-LO COM
COMOÇÃO.
SE UM DIA SOUBER QUEM O ESCREVEU ENDERECE-LHE OS MEUS PARABÉNS!
MIL VEZES OBRIGADO...
TÃO LINDO: FUI Á FESTA MÃE.
CONFESSO QUE NUNCA TINHA CHORADO DO CASTELO. MAS AGORA FI-LO COM
COMOÇÃO.
SE UM DIA SOUBER QUEM O ESCREVEU ENDERECE-LHE OS MEUS PARABÉNS!
MIL VEZES OBRIGADO...
POLÉMICA: VAMOS A ISTO?
DO CASTELO pretende ser um espaço aberto a várias iniciativas e onde se possam cruzar opiniôes, pontos de vista, informação.
Parece-nos que a "ALDEIA BLOGGAL" que pretende ser Avis, está um pouco adormecida. É necessário
haver diálogo, é necessário não cairmos no rambe-rambe do deixa andar, hoje não escrevo e depois amanhã logo se vê, dando impressão que aquela Aldeia Bloggal criou fama e deitou-se a dormir. Será que é por ser sócia honorária da recentemente criada Associação dos Amigos da Sesta?
Para acordar um pouco as mentes, lanço à discussão de todos vós um tema que certamente será polémico pela matéria envolvida. É tão simples como isto: PENA DE MORTE, SIM OU NÃO?
Terroristas a soldo de um qualquer interesse mesquinho, pedófilos abomináveis, incendiários assasinos: deveria ou não ser condenados à pena de morte?
Por mim confesso que me encontro um pouco confundido, e se num dia acho que sim, que seria cortar o mal pela raiz, no outro já estou um pouco mais vacilante e não sei bem o que hei-de pensar.
Assim, peço-lhe que me ajudem a tomar uma atitude sensata e razoàvel, segundo o vosso ponto de vista. Enviem-me a vossa opinião e façam o favor de chamar a atenção deste problema para outros "bloguistas", remetendo-os para Avis, para que DO CASTELO possa fazer uma ideia exacta de como as coisas se deveriam ou não passar.
Caro Amigo: PENA DE MORTE, SIM OU NÃO? Dê-nos a sua opinião, a morada está lá em cima...
Parece-nos que a "ALDEIA BLOGGAL" que pretende ser Avis, está um pouco adormecida. É necessário
haver diálogo, é necessário não cairmos no rambe-rambe do deixa andar, hoje não escrevo e depois amanhã logo se vê, dando impressão que aquela Aldeia Bloggal criou fama e deitou-se a dormir. Será que é por ser sócia honorária da recentemente criada Associação dos Amigos da Sesta?
Para acordar um pouco as mentes, lanço à discussão de todos vós um tema que certamente será polémico pela matéria envolvida. É tão simples como isto: PENA DE MORTE, SIM OU NÃO?
Terroristas a soldo de um qualquer interesse mesquinho, pedófilos abomináveis, incendiários assasinos: deveria ou não ser condenados à pena de morte?
Por mim confesso que me encontro um pouco confundido, e se num dia acho que sim, que seria cortar o mal pela raiz, no outro já estou um pouco mais vacilante e não sei bem o que hei-de pensar.
Assim, peço-lhe que me ajudem a tomar uma atitude sensata e razoàvel, segundo o vosso ponto de vista. Enviem-me a vossa opinião e façam o favor de chamar a atenção deste problema para outros "bloguistas", remetendo-os para Avis, para que DO CASTELO possa fazer uma ideia exacta de como as coisas se deveriam ou não passar.
Caro Amigo: PENA DE MORTE, SIM OU NÃO? Dê-nos a sua opinião, a morada está lá em cima...
segunda-feira, 25 de agosto de 2003
QUAL É ELA QUAL É ELA?
Por alguma coisa ficámos cá no alto. DO CASTELO, avistamos uma organização ligada ao ramo da agricultura, constituída há muitos anos em Avis ( ainda do tempo da "outra senhora") que estará em vias de extinção por acumulação de dívidas. Pergunta-se : má gestão da actual Direcção, da anterior ou de todas juntas? Talvez o seu actual Presidente saiba responder. Vamos aguardar para ver e ouvir explicações, se as houver...
Qual é ela qual é ela?
Qual é ela qual é ela?
domingo, 24 de agosto de 2003
Em jeito de despedida
DO CASTELO quer dizer aos seus visitantes que isto hoje foi à fartazana. De futuro vai haver menos informação, mais contenção, mas hoje as minha secretárias e os meus colaboradores estão numa fase de êxtase por também já terem um "Blog": parecem uma criança quando se lhes dá um brinquedo novo. Querem é "blogar" de qualquer maneira. Poderei dizer que estão com a "TUSA" toda ... principalmente as sectretárias... e principalmente a loira...
Mas isto vai-lhes passar ( e a conta da PT, quem é que a paga?).
A propósito você já "Blogou" hoje? Então "blogue" por favor!
Mas isto vai-lhes passar ( e a conta da PT, quem é que a paga?).
A propósito você já "Blogou" hoje? Então "blogue" por favor!
PORQUE HOJE É DOMINGO...
Porque hoje é Domingo, vamos descomprimir lá no alto DO CASTELO.
Decomponha-me a seguinte charada e dê-me resposta via electrónica, que eu depois digo quem foi o primeiro a acertar e quantas pessoas responderam, até amanhã às dez horas da noite:
ESTAVA O QUATRO PATAS EM CIMA DO QUATRO PATAS, À ESPERA QUE O QUATRO PATAS PASSASSE. COMO O QUATRO PATAS NÃO PASSOU, O QUATRO PATAS FOI-SE EMBORA E O QUATRO PATAS FICOU!
Ensinada pela minha avó, que já lá está à sua espera...
Decomponha-me a seguinte charada e dê-me resposta via electrónica, que eu depois digo quem foi o primeiro a acertar e quantas pessoas responderam, até amanhã às dez horas da noite:
ESTAVA O QUATRO PATAS EM CIMA DO QUATRO PATAS, À ESPERA QUE O QUATRO PATAS PASSASSE. COMO O QUATRO PATAS NÃO PASSOU, O QUATRO PATAS FOI-SE EMBORA E O QUATRO PATAS FICOU!
Ensinada pela minha avó, que já lá está à sua espera...
Obrigado DESABAFOS
Percorri com muita atenção tudo o que os DESABAFOS nos dizem ( deve ser uma boa alma, digo eu). Obrigado por me ter enviado para os AMIGOS DO CONCELHO DE AVIS ( também devem ser boas almas). Ali apreciei a poesia e prosa dos Primeiros Jogos Florais.
Mas permita-me que lhe faça uma correcção: lá diz que quem escreveu o 1º prémio em prosa foi o Paulo Câmara, com um texto intitulado "Do fundo da terra", mas que começa assim: "Era a terra."
O texto que você indica corresponde à menção honrosa...
Alto lá aí, caro amigo! Lá porque você é devoto leitor dos DESABAFOS, não quer dizer que ele não se engane. E isso de só ter chegado agora e estar já a armar-me em esperto, também não pega. Se não acredita vá lá ver, aos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIS, para tirar as dúvidas.
Temos porras ou quê?
Mas permita-me que lhe faça uma correcção: lá diz que quem escreveu o 1º prémio em prosa foi o Paulo Câmara, com um texto intitulado "Do fundo da terra", mas que começa assim: "Era a terra."
O texto que você indica corresponde à menção honrosa...
Alto lá aí, caro amigo! Lá porque você é devoto leitor dos DESABAFOS, não quer dizer que ele não se engane. E isso de só ter chegado agora e estar já a armar-me em esperto, também não pega. Se não acredita vá lá ver, aos AMIGOS DO CONCELHO DE AVIS, para tirar as dúvidas.
Temos porras ou quê?
Sobe sobe marujinho...
"Já vejo terras de Espanha, areias de Portugal..."
Do Castelo concluimos que as arreias que o marujinho vislumbrava eram as areias recentemente colocadas na praia fluvial do Clube Náutico, em Avis. Parece que se prepara um torneio de Volei de Praia. Mas não teria sido mais útil preparar a praia logo aí em Junho, de modo que quem quisesse a pudesse aproveitar durante o Verão, e agora realizar-se do mesmo modo o volei?
Para mim até não me vai prejudicar muito, pois este ano tenho férias na segunda quinzena de Dezembro...a não ser que nessa altura a praia já esteja submersa pelas águas da Albufeira do Maranhão!
Do Castelo concluimos que as arreias que o marujinho vislumbrava eram as areias recentemente colocadas na praia fluvial do Clube Náutico, em Avis. Parece que se prepara um torneio de Volei de Praia. Mas não teria sido mais útil preparar a praia logo aí em Junho, de modo que quem quisesse a pudesse aproveitar durante o Verão, e agora realizar-se do mesmo modo o volei?
Para mim até não me vai prejudicar muito, pois este ano tenho férias na segunda quinzena de Dezembro...a não ser que nessa altura a praia já esteja submersa pelas águas da Albufeira do Maranhão!
Porque será?
Não, o porque será, não tem nada a ver com o Jardel... lagarto, lagarto! Do Castelo até vai falar do Benfica, e mais concretamente da Casa do Benfica em Avis.
Então é assim: Porque será que encerrando ao púlico às duas horas da manhã, aos sábados, no sábado mais recente possível,( exactamente caro leitor:ontem) à 01H20M da manhã a porta estava trancada por dentro e com clientes lá dentro?
Entrar, entrámos, mas lá que a porta estava fechada por dentro, estava!
Então é assim: Porque será que encerrando ao púlico às duas horas da manhã, aos sábados, no sábado mais recente possível,( exactamente caro leitor:ontem) à 01H20M da manhã a porta estava trancada por dentro e com clientes lá dentro?
Entrar, entrámos, mas lá que a porta estava fechada por dentro, estava!
Sr. Presidente da Câmara de Avis, não se esqueça do meu primo João!
Lá no alto Do Castelo, acontecem coisas interessantes. Estendia eu os braços para que o ar fresco me passasse por baixo dos sovaquinhos ( que são lavados todos os dias, que é isso?) quando me veio parar às mãos, datado de Agosto de 2003, uma folha A4, impressa a azul, subscrita pela Comissão Sindical do STAL e dirigida aos Trabalhadores da Cãmara Municipal de Avis. Ali se informa, e passamos a citar, que " A estrutura Sindical propôs ao Senhor Presidente que a Câmara concedesse a todos os trabalhadores tolerância de ponto no dia do seu aniversário. Não foi dada resposta." (fim de citação).
Sr. Presidente, não dê resposta antes de analisar o caso do meu primo João. É que o rapaz nasceu num qualquer dia 29 dum qualquer mês de Fevereiro, de um qualquer ano da década de 50. Então como é? Só vai ter tolerância de ponto de quatro em quatro anos? Isso é uma injustiça inqualificável. O rapaz até iria pensar que o Sr. Presidente e Estrura Sindical não gostam dele, não é verdade?
Sr. Presidente da Câmara de Avis, não se esqueça do meu primo João, está bem? muito obrigado, Sr. Presidente.
Sr. Presidente, não dê resposta antes de analisar o caso do meu primo João. É que o rapaz nasceu num qualquer dia 29 dum qualquer mês de Fevereiro, de um qualquer ano da década de 50. Então como é? Só vai ter tolerância de ponto de quatro em quatro anos? Isso é uma injustiça inqualificável. O rapaz até iria pensar que o Sr. Presidente e Estrura Sindical não gostam dele, não é verdade?
Sr. Presidente da Câmara de Avis, não se esqueça do meu primo João, está bem? muito obrigado, Sr. Presidente.
Antes que seja tarde...
Antes que seja tarde queremos explicar que Do Castelo não pretende ser uma arma de arremesso contra cidadãos ou instituições indefesos e com ataques a coberto do anonimato, e a quem não é dada uma oportunidade de defesa ou resposta. Para isso, estaremos em terreno de cara destapada e devidamente identificados, quando e sempre que o julguemos oportuno. Assim, tirem o cavalinho da chuva aqueles que pensavam que DO Castelo ia atacar em todas as direcções sem mais estas nem aquelas...
Possuimos um staff deveras invejável, composto por duas secretárias ( uma das quais é loira, mas garanto-vos que de burra não tem nada), três reporteres rústicos que percorrem as freeguesias do concelho ,montados em três animálias, em busca do que é notoriamente importante e não só, e apenas um reporter urbano que chega e sobra para as encomendas, como sois dizer-se, tal é a pasmaceira deste nosso querido burgo. É nosso objectivo, meu e dos meus colaboradores, irmos mantendo um espaço por onde dê prazer passar, ler e acabar por ficar como amigos.Certo? Até quando? Ah! Isso só Deus o sabe...
Possuimos um staff deveras invejável, composto por duas secretárias ( uma das quais é loira, mas garanto-vos que de burra não tem nada), três reporteres rústicos que percorrem as freeguesias do concelho ,montados em três animálias, em busca do que é notoriamente importante e não só, e apenas um reporter urbano que chega e sobra para as encomendas, como sois dizer-se, tal é a pasmaceira deste nosso querido burgo. É nosso objectivo, meu e dos meus colaboradores, irmos mantendo um espaço por onde dê prazer passar, ler e acabar por ficar como amigos.Certo? Até quando? Ah! Isso só Deus o sabe...
Saúde Pública ameaçada no Alcórrego!
Do Castelo viu ontem, 23 de Agosto, um bezerro em adiantado estado de decomposição, cheio de moscas e asticô, que fedia a vários metros de distância, bem junto à estrada que liga o Alcórrego à novel cidade-satélite dos Covões.
Não temos dúvidas de que o dito bezerro já ali estava morto há vários dias. Também sabemos que neste momento já foi retirado. mas perguntamos: porquê tanto tempo para o retirar dali? Terá sido necessário haver ali uma concentração de caçadores para o mal ser resolvido?
Estivemos mal Sr. Leonel...
Não temos dúvidas de que o dito bezerro já ali estava morto há vários dias. Também sabemos que neste momento já foi retirado. mas perguntamos: porquê tanto tempo para o retirar dali? Terá sido necessário haver ali uma concentração de caçadores para o mal ser resolvido?
Estivemos mal Sr. Leonel...
quinta-feira, 21 de agosto de 2003
Para começar...
Só cá faltava um "bloggista" com vistas do Castelo. Será que por ser do Castelo vê mais além, ou será que se encandeia com o sol e só vê o que lhe está realmente perto? A ver vamos...
Voltaremos a ver-nos em breve...
Voltaremos a ver-nos em breve...
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