Em " FOMOS AO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS E VIMOS..." onde se lê autómato deve ler-se autómata e onde se lê compartimentais deve ler-se comportamentais.
As nossas desculpas.
terça-feira, 30 de setembro de 2003
FOMOS AO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS E VIMOS...
Durante a semana que passou tivemos necessidade de ir ao Centro de Saúde de Avis, acompanhar um elemento da equipa DO CASTELO. Dirigimo-nos ao SAP erradamente e depois dirigimo-nos ao balcão de atendimento do outro lado do edifício.
Ficámos agradavelmente surpreendidos com as modificações registadas. Água potável para beber com copos descartáveis; flores que alindam um local onde cada um de nós vai sempre ou quase sempre de contra vontade. Somos daqueles que gostamos de flores e imagine-se que até oferecemos flores com certa regularidade. Até aqui tudo bem.
Mas, há sempre um mas. Fomos atendidos de uma maneira profissional, sem reclamações a fazer ( senão teríamos solicitado o livro amarelo, como é óbvio) mas notámos nos funcionários e funcionárias com quem contactámos e que constituem parte das diversas equipas daquele Centro de Saúde uma expressão de quem está ali a trabalhar contrafeito. Não foi a primeira vez que ali nos dirigimos e sempre achámos as pessoas ali empregadas com um ar muito mais descontraído, trabalhando de um modo mais natural, mais liberto, com mais alegria pelo trabalho executado, menos tenso, não tendo nada a ver com o ar circunspecto que agora apresentam, parecendo cumprir a sua missão mas de uma maneira quase autómato e por obrigação. Não sabemos porquê deu-nos a impressão, obviamente errada, que algumas estampavam no semblante um ar de receio, de medo por algo que não conseguimos compreender. Que se passará por ali?
Será que só contactámos com os que apresentam estas alterações compartimentais e os “outros” que não tivemos oportunidade de contactar estão todos como dantes?...
Estarão com medo da “atípica” ou o busílis da questão será outro? QuemsouberqueexpliqueaodoCasteloqueestemuitoagradeceobrigado!
Ficámos agradavelmente surpreendidos com as modificações registadas. Água potável para beber com copos descartáveis; flores que alindam um local onde cada um de nós vai sempre ou quase sempre de contra vontade. Somos daqueles que gostamos de flores e imagine-se que até oferecemos flores com certa regularidade. Até aqui tudo bem.
Mas, há sempre um mas. Fomos atendidos de uma maneira profissional, sem reclamações a fazer ( senão teríamos solicitado o livro amarelo, como é óbvio) mas notámos nos funcionários e funcionárias com quem contactámos e que constituem parte das diversas equipas daquele Centro de Saúde uma expressão de quem está ali a trabalhar contrafeito. Não foi a primeira vez que ali nos dirigimos e sempre achámos as pessoas ali empregadas com um ar muito mais descontraído, trabalhando de um modo mais natural, mais liberto, com mais alegria pelo trabalho executado, menos tenso, não tendo nada a ver com o ar circunspecto que agora apresentam, parecendo cumprir a sua missão mas de uma maneira quase autómato e por obrigação. Não sabemos porquê deu-nos a impressão, obviamente errada, que algumas estampavam no semblante um ar de receio, de medo por algo que não conseguimos compreender. Que se passará por ali?
Será que só contactámos com os que apresentam estas alterações compartimentais e os “outros” que não tivemos oportunidade de contactar estão todos como dantes?...
Estarão com medo da “atípica” ou o busílis da questão será outro? QuemsouberqueexpliqueaodoCasteloqueestemuitoagradeceobrigado!
MAIS VALE TARDE...
MAIS VALE TARDE... DO QUE NUNCA, TAMBÉM É PROVÉRBIO QUE SE DIZ AQUI DO CASTELO. VEM ISTO A PROPÓSITO DE SÓ AGORA DARMOS OS NOSSOS PARABÉNS ( ATRASO IMPERDOÀVEL) AO ZÉ ARMANDO PELO SEU MAGNÍFICO PORTAL DE AVIS.
PARABÉNS PELA INICIATIVA. VOCÊ É UM CAMPEÃO!!CONTINUE COM FORÇA E COM GARRA...
PARABÉNS PELA INICIATIVA. VOCÊ É UM CAMPEÃO!!CONTINUE COM FORÇA E COM GARRA...
segunda-feira, 29 de setembro de 2003
NO FIM DE SEMANA É SÓ CHONAR...
Verificamos aqui DO CASTELO que os bloguistas de Avis aos fins de semana não fazem nenhum. A actividade recomeça só na segunda feira. Será que as mensagens só são impressas durante as horas de trabalho? Ai se o Ministro Bagão Felix sabe lá sai mais um imposto agora sobre os bloguistas, essa nova categoria social (?). O melhor é ir fazendo qualquer coisa durante os fins de semana, ainda que pouco, para não dar tanto nas vistas.
Entretanto avisamos que do lado de Aldeia Velha se avista bastante escuro no céu. Ou nos enganamos muito ou aproxima-se a chuva, essa chata. Nem nos queremos lembrar de tal. Irra que nunca mais chega o Verão!!
Entretanto avisamos que do lado de Aldeia Velha se avista bastante escuro no céu. Ou nos enganamos muito ou aproxima-se a chuva, essa chata. Nem nos queremos lembrar de tal. Irra que nunca mais chega o Verão!!
domingo, 28 de setembro de 2003
FALECEU O MANUEL OURIVES. PAZ À SUA ALMA!
Ouvimos “dobrar” o sino da Igreja Matriz, aqui tão perto da nossa casa, aqui tão perto DO CASTELO. Pensámos em duas ou três pessoas amigas que estão gravemente doentes. Desde logo lembrámo-nos do Manuel Charuto. Nisto toca o telefone e a notícia confirma um outro óbito: morreu o Manuel Ourives. Era mais um filho de Avis, por adopção . Chegou aqui com uma bicicleta pedaleira com que percorria os montes todos a vender ouro. Daí o seu anexim. Mais tarde dedicou-se à venda de armas, essencialmente de caça. Negociante a 100%, granjeou a simpatia de todos. Aqui vinha comprar armas ou cartuchos gente de todos os lados. Consideravam-no, antes de negociante um amigo.
Viveu em Avis o conturbado 25 de Abril, naquele tempo em que só havia duas hipóteses: ou se era do Partido (Comunista) ou se era contra o partido e contra a revolução. Manuel Ourives não era do partido. Um dia, avisado por amigos, teve que fugir de casa, pois aqueles (comunistas) queriam matá-lo. Regressou passados uns dias e imaginem só, foi precisamente aos comunistas que, naquela época, acabou por vender mais caçadeiras. O destino tem destas incongruências!
MANUEL AUGUSTO MENDES MANATA, foi dos que chegou a Avis com uma mão à frente e outra atrás, que por cá singrou, mas de certeza que nunca disse mal de Avis.
DO CASTELO apresentamos sentidas condolências à família e desejamos sinceramente que descanse em paz, porque o merece.
Viveu em Avis o conturbado 25 de Abril, naquele tempo em que só havia duas hipóteses: ou se era do Partido (Comunista) ou se era contra o partido e contra a revolução. Manuel Ourives não era do partido. Um dia, avisado por amigos, teve que fugir de casa, pois aqueles (comunistas) queriam matá-lo. Regressou passados uns dias e imaginem só, foi precisamente aos comunistas que, naquela época, acabou por vender mais caçadeiras. O destino tem destas incongruências!
MANUEL AUGUSTO MENDES MANATA, foi dos que chegou a Avis com uma mão à frente e outra atrás, que por cá singrou, mas de certeza que nunca disse mal de Avis.
DO CASTELO apresentamos sentidas condolências à família e desejamos sinceramente que descanse em paz, porque o merece.
PORQUE HOJE É DOMINGO...
Domingo é domingo e por isso pedimos a voz ao Paco Bandeira e daqui, bem do alto DO CASTELO, cantamos aos quatro ventos estes versos de EDUARDO OLÍMPIO, de Alvalade Sado (1933), e inseridos na II série dos cadernos culturais da Câmara Municipal de Vila Viçosa:
Aos domingos vamos ao campo somos felizes
Aos domingos vamos á praia beber areia
Aos domingos temos colcheias temos narizes
Aos domingos somos aranhas fora da teia
Aos domingos pomos o filho no balancé
Aos domingos a doce esposa tem mais um beijo
Aos domingo somos o calmo senhor José
Aos domingos espetamos ponte nos rios do Tejo
Aos domingos há piquenique e grafonola
E o Benfica que vai pagá-las em Alvalade
Aos domingos há o canário que na gaiola
Canta a canção de mais um dia de liberdade
Aos domingos vamos ao campo somos felizes
Aos domingos vamos á praia beber areia
Aos domingos temos colcheias temos narizes
Aos domingos somos aranhas fora da teia
Aos domingos pomos o filho no balancé
Aos domingos a doce esposa tem mais um beijo
Aos domingo somos o calmo senhor José
Aos domingos espetamos ponte nos rios do Tejo
Aos domingos há piquenique e grafonola
E o Benfica que vai pagá-las em Alvalade
Aos domingos há o canário que na gaiola
Canta a canção de mais um dia de liberdade
sexta-feira, 26 de setembro de 2003
PORQUE QUEREMOS OFERECER BOA POESIA A QUEM NOS VISITA...
DO CASTELO tivemos acesso ao MENSAGEIRO DA POESIA, editado pela Câmara Municipal do Seixal. No seu nº 61 - Setembro de 2003- consta o seguinte poema da autoria de ROSA LOBATO FARIA, que transcrevemos com a devida vénia, esperando que gostem tanto como nós.
De todas as palavras escolhi água
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.
De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.
De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água mel e flor.
E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escolhi dor.
De todas as palavras escolhi água
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.
De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.
De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água mel e flor.
E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escolhi dor.
quinta-feira, 25 de setembro de 2003
UNA QUESTÃO DE ASSINATURA...
DO CASTELO avistámos Benavila, também conhecida por BENA. Percorremos as suas ruas e parámos a admirar essa obra importante que é o chamado Asilo de Benavila, ou seja a Fundação Casa de Repouso Dona Maria Madalena Godinho de Abreu.
Repentinamente, sem sabermos muito bem por quê veio-nos à ideia uma notícia, daquelas notícias que de repente aparecem na praça pública e que depois, quase tão misteriosamente como aparecem, desaparecem sem darem a conhecer o desfecho final.
Ora em meados de Julho/Agosto deste ano, constou-se publicamente que uma determinada funcionária da referida Casa de Repouso tinha sido notificada da não renovação do seu contrato de trabalho através de uma carta que, embora tivesse a assinatura do Sr. Presidente daquela Instituição, este afirmava categoricamente que não tinha assinado a referida carta.
O tempo tudo esquece e de concreto apenas sabemos que a referida funcionária já não é trabalhadora daquela Instituição, não sabendo nós, porém, se na realidade o Sr Presidente tinha ou não assinado a carta. Se tinha como podia dizer que não tinha; se não tinha como é possível rescindir com uma assinatura que não foi feita?
Se por acaso algum de vós souber o final deste imbróglio façam favor de no-lo contar. DO CASTELO agradecemos reconhecidamente!
Repentinamente, sem sabermos muito bem por quê veio-nos à ideia uma notícia, daquelas notícias que de repente aparecem na praça pública e que depois, quase tão misteriosamente como aparecem, desaparecem sem darem a conhecer o desfecho final.
Ora em meados de Julho/Agosto deste ano, constou-se publicamente que uma determinada funcionária da referida Casa de Repouso tinha sido notificada da não renovação do seu contrato de trabalho através de uma carta que, embora tivesse a assinatura do Sr. Presidente daquela Instituição, este afirmava categoricamente que não tinha assinado a referida carta.
O tempo tudo esquece e de concreto apenas sabemos que a referida funcionária já não é trabalhadora daquela Instituição, não sabendo nós, porém, se na realidade o Sr Presidente tinha ou não assinado a carta. Se tinha como podia dizer que não tinha; se não tinha como é possível rescindir com uma assinatura que não foi feita?
Se por acaso algum de vós souber o final deste imbróglio façam favor de no-lo contar. DO CASTELO agradecemos reconhecidamente!
quarta-feira, 24 de setembro de 2003
PEDIMOS DESCULPAS...
Aqui DO CASTELO pedimos desculpa pela dose dupla e POESIA DE CORDEL... mas a verdade é que a dita era tanta naqueles tempos que de vez em quando estávamos a ler o mesmo duas e três vezes.
Me perdoa, tá?
Me perdoa, tá?
COMO VAMOS DE POESIA DE CORDEL?
Ainda se lembram o que era “a poesia de cordel?”. Pois bem, expostos em cordéis e seguros com molas de roupa, qual estendal, podiam ver-se folhas amarelentas, tipo A4 repletas de histórias de faca e alguidar ou de quadras como estas, editadas pela Tipografia Beira Serra - Guarda:, “visado pela Inspecção de espectáculos” e que DO CASTELO transcrevemos tal qual o original, pontuação inclusive!
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para o não entristecer
Porque ele estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leve a mim também
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para o não entristecer
Porque ele estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leve a mim também
E COMO VAMOS DE POESIA DE CORDEL?
Ainda se lembram o que era “a poesia de cordel?”. Pois bem, expostos em cordéis e seguros com molas de roupa, qual estendal, podiam ver-se folhas amarelentas, tipo A4 repletas de histórias de faca e alguidar e de quadras como estas, editadas pela Tipografia Beira Serra - Guarda:, “visado pela Inspecção de espectáculos” e que DO CASTELO transcrevemos tal qual o original, pontuação inclusive!
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para não o entristecer
Porque ela estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leva a mim também
Trata-se de uma edição de 1957!
UM SOLDADO QUE AO VOLTAR DA ÍNDIA SOUBE QUE SUA MÃE NÃO ERA VIVA
Do Continente um soldado
Para a Índia mobilizado
Ao serviço da Pátria amiga
Dois anos lá demorou
Só soube quando voltou
Que sua mãe não era viva
Ao partir o militar,
Fez toda a gente chorar
Na aldeia pode crer
A pobre mãe já sem brilho
A chorar diz ao filho
Vai cumprir o teu dever
Despediu-se de toda a gente
Depois seguiu tristemente
Longe da sua casinha
Com um branco lenço acenava
E desta forma falava
Até um dia mãezinha
Deixou então de se ver
Lá foi cumprir o seu dever
O sincero rapaz porém
Foi embarcar a Lisboa
E assim que chegou a Goa
Escreveu logo à pobre mãe
E a carta dizia assim
Mãezinha não chore por mim
Não é caso para chorar
Dou-lhe um abraço mãe querida
Igual ao da despedida
Quando eu aí chegar
A mãezinha ainda respondeu
Dizendo filho meu
Eu fico bem felizmente
Pois mandou assim dizer
Para não o entristecer
Porque ela estava doente
Passados dias morreu
De novo o rapaz escreveu
Mandando o retrato à mãe
Porém as irmãs daquela
Escrevem dizendo que ela
Era viva e estava bem
Assim viveu enganado
Lá na Índia o bom soldado
E ao regressar resoluto
Na fé da mãe abraçar
Mas fica logo a chorar
Ao ver as tias de luto
Este pergunta porém
Eu não vejo minha mãe
O que foi que sucedeu
E as tias dizem então
Tua mãe do coração
A pensar em ti morreu
Que desgosto tão profundo
Outro igual não há no mundo
Minha boa e santa mãe
Morreu, que quadro tão triste
E eu peço a Deus se ele existe
Que me leva a mim também
terça-feira, 23 de setembro de 2003
TRABALHO REPARTIDO É MUITO MENOS SOFRIDO... OU A HISTÓRIA DE UM SLOGAN!
Realmente DO CASTELO avista-se muito. Verificámos há menos de meia hora esta situação: ao fundo do Ferragial das Amendoeiras, para abrirem um pequeno buraco a fim de repararem o alcatrão, estavam em circulo (apertado) 7 - empregados camarários-7!
Dado que se não todos, a esmagadora maioria dos ali presentes pertencem à CDU, conseguimos finalmente desvendar a razão do célebre slogan : CDU É OBRA!
Dado que se não todos, a esmagadora maioria dos ali presentes pertencem à CDU, conseguimos finalmente desvendar a razão do célebre slogan : CDU É OBRA!
segunda-feira, 22 de setembro de 2003
DESCONTRAIA!!!
DO CASTELO aconselha: descontraia-se ouvindo rádio de qualidade. Sintonize em 106.7 FM e descubra você mesmo...
CAIU O PANO SOBRE A NOSSA FEIRA, VERSÃO 2003!
Caíu o pano sobre a nossa Feira. Pensamos que os objectivos dos organizadores foram alcançados, já que os objectivos daqueles que pensaram em amealhar uns cobres, proveniente das vendas efectuadas durante o certame, ficaram um pouco desiludidos. Dizia-nos uma “expositora” que se não fosse o convívio nem “dava à conta cá vir”. Fruto de uma crise que, não se sabendo muito bem de onde é originária e que teimosamente se mantem por cá, é impensável fazer bons negócios por cá, por lá e por todo o lado. Entenda-se “negócio” como actividade lícita.
DO CASTELO contabilizou e concluiu que João Pedro Pais deu espectáculo ( cerca de 4000 pessoas contabilizadas cá do alto - e a fila junto à Porta do Anjo que lentamente se escoava para o interior do Largo do Convento?), as exposições estavam deslumbrantes, e o fogo de artifício um fascínio. Pena que ao ribombar do último foguete tudo tenha voltado à estaca zero. Quem já deve estar a trabalhar na próxima exposição é aquele amigo dos mármores, cujo nome não me lembro de momento. Força rapaz, és um talento!
Até p’ró ano!!!
DO CASTELO contabilizou e concluiu que João Pedro Pais deu espectáculo ( cerca de 4000 pessoas contabilizadas cá do alto - e a fila junto à Porta do Anjo que lentamente se escoava para o interior do Largo do Convento?), as exposições estavam deslumbrantes, e o fogo de artifício um fascínio. Pena que ao ribombar do último foguete tudo tenha voltado à estaca zero. Quem já deve estar a trabalhar na próxima exposição é aquele amigo dos mármores, cujo nome não me lembro de momento. Força rapaz, és um talento!
Até p’ró ano!!!
quinta-feira, 18 de setembro de 2003
VEM AÍ A NOSSA "FÊRA"
Começou a contagem decrescente para a inauguração da fêra de Avis, da nossa fêra de Setembro. E que local mais priveligiado do que aqui DO CASTELO para assistir a tudo? Digamos que vamos ver a fêra de palanque...
Recomendamos vivamente as exposições. Entre pela Porta do Anjo e no museu assista às exposições de fotografia: António Calhau e seu filho Ricardo, que são uns “experts”. Por sua vez os fotógrafos da Maratona Fotográfica deram o seu melhor. Se preferir entre pelas Portas de Évora e visite a exposição de escultura “Jardim de Pedra” daquele que durante a fêra do ano passado apresentou a exposição mais mediática, de seu nome Francisco Alexandre, ali na Sede dos Amigos do Concelho de Avis. Depois rume ao posto de turismo e delicie-se com as pinturas de Ana Rosado. Siga, vá por aí adiante e veja as exposições de todos os artesãos que lhes mostrarão as potencialidades de todo um povo feito trabalhador.
Aqui DO CASTELO, vamos estar atento à sua passagem. Depois não nos venha dizer que veio à fêra e que fomos nós que não o vimos.
Ah! Atenção. Fiquem atentos à “Revista da Feira” a emitir pela Além-Tudo. Estamos curiosos em conhecê-la!
BOA FÊRA PARA TODOS, SÃO OS VOTOS DO CASTELO!
Recomendamos vivamente as exposições. Entre pela Porta do Anjo e no museu assista às exposições de fotografia: António Calhau e seu filho Ricardo, que são uns “experts”. Por sua vez os fotógrafos da Maratona Fotográfica deram o seu melhor. Se preferir entre pelas Portas de Évora e visite a exposição de escultura “Jardim de Pedra” daquele que durante a fêra do ano passado apresentou a exposição mais mediática, de seu nome Francisco Alexandre, ali na Sede dos Amigos do Concelho de Avis. Depois rume ao posto de turismo e delicie-se com as pinturas de Ana Rosado. Siga, vá por aí adiante e veja as exposições de todos os artesãos que lhes mostrarão as potencialidades de todo um povo feito trabalhador.
Aqui DO CASTELO, vamos estar atento à sua passagem. Depois não nos venha dizer que veio à fêra e que fomos nós que não o vimos.
Ah! Atenção. Fiquem atentos à “Revista da Feira” a emitir pela Além-Tudo. Estamos curiosos em conhecê-la!
BOA FÊRA PARA TODOS, SÃO OS VOTOS DO CASTELO!
quarta-feira, 17 de setembro de 2003
VIMOS O "TI JOÃO CAGA BARRO"
Encontrámos o TI JOÃO CAGA BARRO, ali bem à sombra DO CASTELO. Relembrou-nos o seu verdadeiro nome: João Leão Carvalho do Telheiro, mais conhecido ou apenas conhecido por Ti João Caga Barro, com anexim a merecer referência no “Tratado das Alcunhas Alentejanas” ( Pag.137).
Para quem não o conhece ou conheceu devemos dizer-lhes que este senhor foi uma figura característica de Avis de outros tempos. O Ti João Caga Barro era o pregoeiro desta vila. Era curioso vê-lo, balançando-se sobre uma das pernas por motivo de uma deficiência que o obrigava a coxear, a calcorrear as ruas da vila que na altura ainda não se tinha estendido muito para além DO CASTELO. Não havia o Bairro do Clube Náutico, nem o do Serradão e nem se sonhava com esta nova urbanização situada agora além do Centro de Saúde e aquém do cemitério. Assim o lugar ideal para apregoar era junto às grades que dividem a Rua António José de Almeida do Outeiro da Saudade, ponto Central da vila.
Quem tinha perdido alguma peça de valor, mesmo que estimativo dizia ao Ti João e ele lá gritava com o seu enorme vozeirão:
- Perdeu-se uma pulseira de criança na Rua dos Mercadores...
Ou então qualquer outro pregão desde que encomendado:
- Quem quiser carne boa vá ao Talho do Jeremias...
Que bom recordar esses tempos em que Avis ainda não se tinha descaracterizado... Como recompensa, eram-lhe dado uns trocados, que consistiam em 5 ou 10 escudos. Por vezes, se a coisa mandada apregoar não aparecia o Ti João apenas ganhava um obrigado de quem pouco mais tinha para lhe oferecer.
Gostámos de falar com ele. Disse-nos que ia “beber um café ali ao bar dos Reformados” mas antes fez questão de nos dizer que nasceu em Dezembro de 1913 num dia que não fixámos e quis igualmente demonstrar-nos que está ali para as curvas, pois apesar da bengala que o acompanha teimou em se dobrar pela cintura e tocar com a mão direita na biqueira de cada sapato, sem dobrar os joelhos.
Valente TI JOÃO CAGA BARRO!, não fôra a falta de voz e ainda o ouviríamos a gritar apregoando, agora não só no Outeiro da Saudade, mas por todas as ruas e vielas desta vila, e sem grandes hipóteses de êxito:
- Perdeu-se o respeito que antigamente havia pelos mais idosos, por favor devolvam-no à Juventude!
Ou então,
- Pede-se a toda a gente que tenha encontrado um pouco de vergonha, que a estampe bem no meio da cara...
Sr. João Leão Carvalho do Telheiro, receba aquele abraço bem apertado de gratidão por nos ter feito recordar a AVIS dos anos 70/80. Bem haja e Deus lhe dê muita saúde!
Para quem não o conhece ou conheceu devemos dizer-lhes que este senhor foi uma figura característica de Avis de outros tempos. O Ti João Caga Barro era o pregoeiro desta vila. Era curioso vê-lo, balançando-se sobre uma das pernas por motivo de uma deficiência que o obrigava a coxear, a calcorrear as ruas da vila que na altura ainda não se tinha estendido muito para além DO CASTELO. Não havia o Bairro do Clube Náutico, nem o do Serradão e nem se sonhava com esta nova urbanização situada agora além do Centro de Saúde e aquém do cemitério. Assim o lugar ideal para apregoar era junto às grades que dividem a Rua António José de Almeida do Outeiro da Saudade, ponto Central da vila.
Quem tinha perdido alguma peça de valor, mesmo que estimativo dizia ao Ti João e ele lá gritava com o seu enorme vozeirão:
- Perdeu-se uma pulseira de criança na Rua dos Mercadores...
Ou então qualquer outro pregão desde que encomendado:
- Quem quiser carne boa vá ao Talho do Jeremias...
Que bom recordar esses tempos em que Avis ainda não se tinha descaracterizado... Como recompensa, eram-lhe dado uns trocados, que consistiam em 5 ou 10 escudos. Por vezes, se a coisa mandada apregoar não aparecia o Ti João apenas ganhava um obrigado de quem pouco mais tinha para lhe oferecer.
Gostámos de falar com ele. Disse-nos que ia “beber um café ali ao bar dos Reformados” mas antes fez questão de nos dizer que nasceu em Dezembro de 1913 num dia que não fixámos e quis igualmente demonstrar-nos que está ali para as curvas, pois apesar da bengala que o acompanha teimou em se dobrar pela cintura e tocar com a mão direita na biqueira de cada sapato, sem dobrar os joelhos.
Valente TI JOÃO CAGA BARRO!, não fôra a falta de voz e ainda o ouviríamos a gritar apregoando, agora não só no Outeiro da Saudade, mas por todas as ruas e vielas desta vila, e sem grandes hipóteses de êxito:
- Perdeu-se o respeito que antigamente havia pelos mais idosos, por favor devolvam-no à Juventude!
Ou então,
- Pede-se a toda a gente que tenha encontrado um pouco de vergonha, que a estampe bem no meio da cara...
Sr. João Leão Carvalho do Telheiro, receba aquele abraço bem apertado de gratidão por nos ter feito recordar a AVIS dos anos 70/80. Bem haja e Deus lhe dê muita saúde!
segunda-feira, 15 de setembro de 2003
AVIS ESTÁ MUITO TRISTE, POR TER TRATADO ENTEADOS COMO SE DE FILHOS SE TRATASSEM!
Aqui DO CASTELO, onde se vê e se ouve mais além, vislumbrámos um olhar triste de Avis. Avis está triste e não lhe faltam motivos para isso. Como qualquer terra Alentejana cultiva o gosto de bem saber receber. Foi assim antes do 25 de Abril, foi assim durante o 25 de Abril e continua a sê-lo agora, depois do 25 de Abril. Aqueles que não sendo seus filhos aqui se acolheram para ganhar o seu sustento, ela, Avis, considera-os seus filhos de verdade. Aqueles que aqui vieram para construir as suas casas para descanso, ela acolheu-os como se de verdadeiros filhos se tratassem. Aqueles que se dirigiram a Avis por ideais políticos ( discutíveis ou não), Avis recebeu-os de braços abertos e trata-os como filhos. A todos, sem excepção, Avis dedica o mesmo carinho e amizade.
Mas hoje Avis está triste. Avis percebeu que nem todos aqueles que acolheu merecem ser seus filhos. DO CASTELO ( que na altura estava aberto ao público todos os dias) viram-se chegar alguns desses migrantes com uma mão à frente e outra atrás, como se diz na gíria. Hoje progrediram nas suas carreiras, singraram nas suas vidas e imagine-se a maldade de alguns: sempre que podem, dizem mal da terra que tão bem os acolheu. Avis soube que em reuniões ou em jantaradas esses migrantes dizem mal dela, dizem mal dos seus próprios meio - irmãos Avisenses e achincalham-nos com críticas destrutivas, como se de reis e sábios dotados de toda a inteligência, estivessem aqui para ensinar boas maneiras a uma mão cheia de ignorantes e de nababos. Quem os ouve individualmente nem acredita que tamanha traição seja possível.
É por isso que Avis está triste. E nós, compreendemo-la e é por isso que junto DO CASTELO nós jamais deixaremos que alguém a critique destrutivamente. É preferível abandonar a vila e voltarem para as suas origens. Se a carapuça lhes couber a vós, se não gostam, não estraguem. A vossa “santa terrinha” talvez vos perdoe o facto de a terdes abandonado e ainda vos receba. Vá lá: regressem aos vossos burgos mas não façam Avis triste. Avis não merece, e quem sabe se até ainda se disponibilizará para vos passar uma carta de bom comportamento para apresentardes junto das autoridades dos vossos próprios burgos! Não custa nada tentar...
Mas hoje Avis está triste. Avis percebeu que nem todos aqueles que acolheu merecem ser seus filhos. DO CASTELO ( que na altura estava aberto ao público todos os dias) viram-se chegar alguns desses migrantes com uma mão à frente e outra atrás, como se diz na gíria. Hoje progrediram nas suas carreiras, singraram nas suas vidas e imagine-se a maldade de alguns: sempre que podem, dizem mal da terra que tão bem os acolheu. Avis soube que em reuniões ou em jantaradas esses migrantes dizem mal dela, dizem mal dos seus próprios meio - irmãos Avisenses e achincalham-nos com críticas destrutivas, como se de reis e sábios dotados de toda a inteligência, estivessem aqui para ensinar boas maneiras a uma mão cheia de ignorantes e de nababos. Quem os ouve individualmente nem acredita que tamanha traição seja possível.
É por isso que Avis está triste. E nós, compreendemo-la e é por isso que junto DO CASTELO nós jamais deixaremos que alguém a critique destrutivamente. É preferível abandonar a vila e voltarem para as suas origens. Se a carapuça lhes couber a vós, se não gostam, não estraguem. A vossa “santa terrinha” talvez vos perdoe o facto de a terdes abandonado e ainda vos receba. Vá lá: regressem aos vossos burgos mas não façam Avis triste. Avis não merece, e quem sabe se até ainda se disponibilizará para vos passar uma carta de bom comportamento para apresentardes junto das autoridades dos vossos próprios burgos! Não custa nada tentar...
domingo, 14 de setembro de 2003
PORQUE HOJE É DOMINGO...
ALENTEJANO
DEU AGORA MEIO-DIA; O SOL É QUENTE
BEIJANDO A URZE TRISTE DOS OUTEIROS.
NAS RAVINAS DO MONTE ANDAM CEIFEIROS
NA FAINA, ALEGRES, DESDE O SOL NASCENTE.
CANTAM AS RAPARIGAS, BRANDAMENTE,
BRILHAM OS OLHOS NEGROS, FEITICEIROS;
E HÁ PERFIS DELICADOS DE TRIGUEIROS
ENTRE AS ALTAS ESPIGAS DE OIRO ARDENTE.
A TERRA PRENDE OS DEDOS SENSUAIS
A CABELEIRA LOIRA DOS TRIGAIS
SOB A BENÇÃO DULCÍSSIMA DOS CÉUS.
HÁ GRITOS ARRASTADOS DE CANTIGAS...
E EU SOU UMA DAQUELAS RAPARIGAS...
E TU PASSAS E DIZES: “SALVE-OS DEUS!”
FLORBELA ESPANCA IN “SONETOS”
DEU AGORA MEIO-DIA; O SOL É QUENTE
BEIJANDO A URZE TRISTE DOS OUTEIROS.
NAS RAVINAS DO MONTE ANDAM CEIFEIROS
NA FAINA, ALEGRES, DESDE O SOL NASCENTE.
CANTAM AS RAPARIGAS, BRANDAMENTE,
BRILHAM OS OLHOS NEGROS, FEITICEIROS;
E HÁ PERFIS DELICADOS DE TRIGUEIROS
ENTRE AS ALTAS ESPIGAS DE OIRO ARDENTE.
A TERRA PRENDE OS DEDOS SENSUAIS
A CABELEIRA LOIRA DOS TRIGAIS
SOB A BENÇÃO DULCÍSSIMA DOS CÉUS.
HÁ GRITOS ARRASTADOS DE CANTIGAS...
E EU SOU UMA DAQUELAS RAPARIGAS...
E TU PASSAS E DIZES: “SALVE-OS DEUS!”
FLORBELA ESPANCA IN “SONETOS”
sábado, 13 de setembro de 2003
Subscrever:
Mensagens (Atom)